Clientes Sekron
  Esqueci a Senha
Conheça nosso site Institucional ›

Archive for the ‘ Notícias regionais ’ Category

Homicídios e crimes contra o patrimônio caem na região de Sorocaba

Os homicídios dolosos registraram queda de 10,12% na região de Sorocaba nos últimos 12 meses, em comparação com o período anterior, compreendido entre agosto de 2009 e julho do ano passado, com 26 casos a menos. Os roubos recuaram 8,87%, representando uma redução de 495 ocorrências. Nos primeiros sete meses do ano, foram registrados 3.105 roubos, 191 a menos que no mesmo período do ano passado – queda de 5,79%. As informações constam das estatísticas mensais da criminalidade, divulgadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

A SSP atribui a contínua redução das mortes intencionais em todo o Estado à investigação, identificação e prisão dos autores de homicídios, à melhoria da gestão policial, com o aumento do número de policiais militares nas ruas, à retirada de mais de 380 mil armas ilegais das ruas nos últimos 10 anos e ao investimento do Estado em segurança pública, inteligência policial e tecnologia da informação.

Entre os crimes contra o patrimônio, os roubos de carga apresentaram a queda mais significativa. Nos primeiros sete meses, foram 24 casos, 47,83% a menos que no mesmo período de 2010, quando foram registrados 46. Os roubos de veículo caíram 14,96% nos últimos 12 meses, em comparação com o período compreendido entre agosto de 2009 e julho de 2010. No mesmo período, os roubos a banco tiveram uma queda de quatro casos, indo de cinco ocorrências para uma.

Os furtos em geral também caíram na região de Sorocaba. Houve queda de 5,09% nos sete primeiros meses do ano, com 863 casos a menos que no mesmo período do ano passado. Não houve nenhuma extorsão mediante sequestro em 2011.

Fonte: SSP – SP

Bicicleta ajuda PM nas rondas

Aaron Kawai

Policiais ciclistas de São José estão atuando principalmente em áreas comerciais da cidade e começam a ter ganhar confiança da população

Filipe Rodrigues
São José dos Campos

Policiais em bicicletas têm sido a principal arma da Polícia Militar para combater a criminalidade na região central de São José.

Segundo a corporação, os policiais ciclistas são escolhidos para atuar, principalmente em áreas comerciais.

“A bicicleta chega em alguns locais que é impossível chegar com a viatura. Também é mais discreta e mais rápido que o policiamento a pé”, diz o capitão Marcelo de Oliveira Garcia.

No primeiro semestre deste ano, os policiais em bicicletas foram responsáveis por 12 flagrantes de roubo, furto e tráfico de drogas. Cerca de 2.000 pessoas foram abordadas e, entre elas, oito foragidos foram recapturados.

Quando o policial ciclista faz o flagrante, ele chama uma viatura de apoio, que ficará responsável pelo transporte do preso. “É um apoio aos outros policiais”.

Comunidade
A facilidade de comunicação de um ciclista também é um ponto que tem feito a PM investir neste tipo de policiamento.

“A ordem que damos ao policial de bicicleta é que ande sempre bem devagar, no máximo 5km/h e procure descer da bicicleta, conversar com quem está na rua e oferecer o serviço da PM aos cidadãos”.

As bicicletas foram implementadas em 2003. No início, eram dois policiais por dia na região central, agora são 10 e o número pode aumentar.

Atualmente, todas as companhias da PM atuam com ciclistas. Além das áreas comerciais, eles atuam em praças.

“Quando precisamos fazer algum levantamento em praças, eles são a prioridade para fazer este tipo de trabalho devido à mobilidade”.

Quadrilha é presa por suspeita de roubar produtos no Porto de Santos

O grupo vendia os produtos antes mesmo de roubá-los dos contêineres no porto. Há cinco meses a quadrilha era monitorada. Por meio de grampos telefônicos autorizados pela Justiça, os investigadores descobriram como o grupo agia.

Fonte: G1

Casa abandonada vira ‘cracolândia’ em S. José

Thiago Leon

Thiago Leon

Vizinhos reclamam de insegurança e sujeira; PM diz que não pode agir sem que haja denúncia

Filipe Rodrigues
São José dos Campos

Uma casa abandonada na rua Major Antônio Domingues, no centro, virou a nova ‘cracolândia’ de São José. Segundo os próprios usuários, pelo menos 20 dependentes químicos se reúnem no local diariamente para usar crack.

A movimentação no imóvel é intensa durante todo o dia. Entre moradores e comerciantes da região, a sensação é de insegurança.

Em janeiro, uma casa vizinha, a poucos metros, era o ponto de encontro dos dependentes. Após denúncias dos moradores, o imóvel foi demolido.

Segundo a Polícia Militar, só seria constatado algum crime por parte dos dependentes se o proprietário da casa fizesse uma denúncia.

A Secretaria de Desenvolvimento Social informou que irá acionar o proprietário do imóvel para que ele tome providências.

O dono da casa não foi encontrado ontem para comentar o assunto.

Consumo
O VALE esteve ontem na casa e, segundo os próprios usuários, o local é utilizado há cerca de duas semanas pelos dependentes.

Na casa, está morando um homem de 36 anos que diz ter recebido autorização do proprietário do imóvel para permanecer ali.

“Eu comecei a fazer uns trabalhos para ele. Aí vem um pessoal aqui para gente dar um pega (no crack), conversar”, disse F.

Uma das visitas constantes ao imóvel é de A., 29 anos. O rapaz diz que vai ao local três vezes por dia.

“Não dá para contar quantas pedras a gente usa, 20 ou 30. É de perder a conta. Uso crack há três anos, já tentei internação duas vezes, mas sempre saio quando bate a abstinência”, disse.

Para que a prática não chame a atenção, F. mantém o portão da casa trancado com uma corrente e um cadeado. Só aparece na rua quando algum usuário lhe chama.

“Não queremos incomodar. Só um lugar para ficar. Quando acaba o dinheiro, saímos para pedir e comprar mais”, disse F.

História
A rua tem histórico de ser utilizada durante a noite para consumo de drogas e prostituição. Moradores e comerciantes reclamam que falta atuação da polícia e da prefeitura.

“Alguns comércios fecharam e outras pessoas se mudaram, o que fez com que a rua ficasse menos movimentada. Por isso, essas pessoas preferem usar drogas aqui”, diz uma mulher que mora em um prédio nas proximidades.

O medo de quem transita pela região é o risco de roubos e furtos em busca de dinheiro para a compra de drogas.

“Como vou parar meu carro aqui? Há vezes que encosto e eles já vêm pedir dinheiro. E se eu não der? O que vão fazer”, questiona um morador.

Um comerciante afirma que outro problema trazido pelos dependentes é a sujeira. “Se fingimos que não vemos, não há risco. Mas todo dia de manhã, minha calçada está suja”, disse o lojista.

Lei dificulta ação, afirma a PM
São José dos Campos

A Polícia Militar diz conhecer o problema do consumo de drogas no imóvel, mas afirma que é difícil agir por ser uma área particular.

“Não podemos invadir o local. Se o proprietário reclamar, aí haverá um crime”, disse o capitão Marcelo de Oliveira de Garcia, responsável pelo policiamento no centro.

Durante as abordagens ao imóvel, os policiais fizeram revistas, mas não encontraram drogas ou pessoas foragidas.

“Nos últimos dois meses, prendemos 20 foragidos em locais de consumo de droga no centro. Mas ali, a não ser que flagremos uma quantia grande de droga, não há crime.”

A Secretaria de Desenvolvimento Social, responsável pelo tratamento de dependentes, disse que também não pode entrar em áreas privadas.

Uma intimação será entregue ao dono da casa. Caso nenhuma providência seja tomada, o proprietário poderá perder o imóvel.

Criminoso publica vídeo provocando a polícia e é preso no interior de SP

Polícia identificou homem e o prendeu em São José dos Campos.
Ele vai responder por tráfico de drogas e apologia ao crime.

Do G1 SP, com informações do Jornal Hoje

Um criminoso gravou um vídeo desafiando a polícia e colocou o conteúdo na internet em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. Ele foi preso nesta segunda-feira (15) após a publicação das imagens.

No vídeo, o rapaz sem camisa segura dois revólveres. Em seguida, ele levanta e faz uma ameaça: “Nós ‘tá’ preparado pra guerra, ladrão. Pode vir, ‘policinha’, pode vir”. Ele também aparece cantando uma música que faz apologia ao crime.

A polícia conseguiu identificar o homem através das imagens e o prendeu em sua casa. Os policiais ainda encontraram pedras de crack na residência. O homem vai responder por tráfico de drogas e apologia ao crime, segundo apurou o Jornal Hoje.

Secretário fala sobre investimentos na Baixada

A presença ostensiva do Estado para combater a criminalidade e melhorar ações de segurança estão entre as reivindicações mais antigas da população da Baixada Santista.

Nesta quinta-feira, após participar da plenária da Agenda Metropolitana de Santos, realizada no Mendes Convention Center, o secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, afirmou ser sensível aos apelos locais.

Em entrevista concedida a A Tribuna, o secretário reconheceu que há ainda muito a avançar e ressaltou o empenho do governador Geraldo Alckmin em reduzir os índices de criminalidade, principalmente em Guarujá e Praia Grande.

A Tribuna – Quais ações na área de Segurança Pública estão previstas para a Baixada?

Ferreira Pinto – A secretaria é muito sensível à Baixada Santista. Já reforçamos consideravelmente o efetivo em abril com 290 homens da PM e vamos dotar a região com mais 300 soldados até o fim do ano. Também contamos com melhoria de equipamentos e ampliação de bases da PM. Mas temos dificuldades de suprir as lacunas da Polícia Civil em função das carências de recursos humanos. Também nesse setor buscaremos dotar a região de maior efetivo.

A Tribuna – Qual região da Baixada mais precisa de investimentos?

Ferreira Pinto – Todas as cidades necessitam de aprimoramento na área de segurança pública, mas a situação mais crítica é a Guarujá e Praia Grande. Tanto em relação a efetivos quanto a recursos materiais. Nós estamos atentos a isso.

A Tribuna – Qual seria o número ideal de policiais militares por habitantes nessas cidades com déficit maior? Quando virá esse reforço?

Ferreira Pinto – Nós vamos disponibilizar um efetivo considerável de reforço em breve. Serão 300 novos soldados até o fim do ano. A distribuição deste contingente ficará a cargo do comandante da região, a quem cabe o emprego da tropa de acordo com a necessidade dos municípios. Haverá, evidentemente, uma prioridade para Guarujá e Praia Grande.

A Tribuna – Cadeias femininas ainda são muito improvisadas aqui na região. Há projetos para mudar isso?

Ferreira Pinto – Nós estamos construindo ou em vias de construir sete presídios femininos no Estado para, que num tempo bastante breve, não existam mais mulheres cumprindo pena ou à espera de julgamento em cadeias públicas. Para a Baixada, está prevista uma unidade em São Vicente. Existe um esforço do Governo neste sentido. Na semana que vem deve ser inaugurado um presídio em Tupi Paulista e foi também inaugurado um presídio em Tremembé. Existe um presídio com obra em andamento em Votorantim e outro em Pirajuí. Aqui na Baixada Santista, os problemas são de licença ambiental. São mais demorados, mas os projetos estão em curso.

A Tribuna – O programa Atividade Delegada, que terá a adesão das prefeituras de Santos e Guarujá, pode contribuir para a redução da criminalidade na região?

Ferreira Pinto – Sem dúvida, principalmente os crimes patrimoniais. Na Capital, ele foi implantado com sucesso e várias prefeituras estão empenhadas em aderir a esse modelo. Temos bons exemplos em Sorocaba e Mogi das Cruzes. Há procedimentos em andamento nas cidades de Santos e Guarujá. A iniciativa é dos municípios e a Polícia Militar vê com bons olhos.

A Tribuna – Santos

Facebook é nova arma da PM para diálogo com população

Thiago Leon

Thiago Leon

Batalhões do Vale aderem à tecnologia da internet para divulgar informações ; moradores se dividem sobre iniciativa

Filipe Rodrigues
São José dos Campos

O Facebook é a nova arma da Polícia Militar para se aproximar da população e combater a criminalidade no Vale do Paraíba.

Há um mês, o Comando Geral da PM deu a ordem a todos os Batalhões do Estado para que criassem perfis na rede social.

Na região, são seis batalhões e todos já estão se adaptando à determinação.

“Esta modernidade quebra aquele paradigma de que polícia é aquela que faz a repressão. A idéia é estar perto da população não só com a viatura na rua”, diz o tenente Geraldo Leite Rosa Neto, comandante de Força Tática do 1º Batalhão, que atua nas regiões centro, norte e oeste de São José dos Campos.

Segundo o tenente, a nova ação está em período de experiência.

“Por enquanto, partiu a ordem e ainda não há cobrança por resultados, mas uma hora vai existir esta cobrança.”

Diálogo
O 46º Batalhão, responsável pelos policiamentos nas zonas sul e leste de São José, além de atuar em Caçapava e Jambeiro, possui cerca de 460 pessoas adicionadas em seu Facebook.

Segundo o tenente Pedro Henrique Mombergue, chefe de comunicação social do 46o Batalhão, a nova ferramenta é fundamental para a divulgação dos resultados e eventos da corporação e para que a população encaminhe sugestões e solicitações para melhoria do desempenho policial.

“A população pode ver os trabalhos que estamos fazendo. Quando há alguma reunião comunitária, também usamos \[o Facebook\] para fazer a divulgação do local”.

Reação
A internet já tem sido usada constantemente pela PM para o contato direto com a população.

Quando algum flagrante é realizado, os policiais fazem fotos do material apreendido e divulgam no site da corporação. Agora, também são publicadas no Facebook.

Moradores de São José consultados por O VALE se dividiram sobre a nova ação da PM.

“Será que não vai atrapalhar o policiamento? Policial tem que garantir segurança na rua, não atrás de um computador”, disse a dona de casa Márcia de Castro, 38 anos.

Mesmo não tendo Facebook, o metalúrgico Antonio Alves Cunha,56 anos, elogiou a iniciativa. “Qualquer meio usado para se aproximar da população é válido”.

Entenda o Caso

Rede Social
Facebook é, atualmente, a rede social mais frequentada no mundo, com cerca de 700 milhões de usuários.

Diálogo
A Polícia Militar decidiu usar a ferramenta no Estado para divulgar os resultados e se aproximar da população.

Determinação
A ordem é que todos os batalhões criem perfis para adicionar a população de sua região. No Vale do Paraíba, há seis batalhões, que já estão se adaptando às novas normas.

Amigos
O 46º Batalhão, que atua nas zonas sul e leste de São José dos Campos, já tem mais de 460 pessoas em sua rede de amigos.

Tráfico é o campeão de denúncias no ’181′

Thiago Leon

Thiago Leon

Guerra do tráfico e o recrutamento de menores são as principais queixas recebidas pelo Disque-Denúncia

João Paulo Sardinha
Bom Dia São José

Vozes anônimas ligam para o número 181 todos os dias. Procuram o ‘Disque-Denúncia’ pelos mais diversos motivos. Nenhuma delação, porém, é tão comum quanto às ligadas ao tráfico de drogas.

Foram 37.025 ligações relacionadas ao problema no primeiro semestre deste ano, no interior. Em seguida, aparecem as ligações relacionadas a jogos de azar (7.526) e a maus tratos contra crianças (4.229).

Menores
Gerente de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência — órgão responsável pela gestão do Disque-Denúncia — Mário Vendrell explica que duas denúncias são bastante comuns. E ambas relacionadas ao tráfico de drogas.

A primeira é sobre a disputa entre traficantes pelos pontos de venda. A outra ligada ao recrutamento de crianças e adolescentes para o crime.
“O tráfico de drogas, desde a inauguração do serviço, em 2000, tem um número grande de denúncias. O tráfico gera outros tipos de crimes também. Disputa por ponto de venda e recrutamento de menor trabalhador são denúncias comuns”, afirmou.

Anônimas
Boa parte dessas denúncias é feita por pessoas que têm uma visão privilegiada do problema. Tomam a iniciativa de denunciar os crimes porque sabem que não precisam se identificar para a atendente do ‘Disque Denúncia’.

“Garantimos o anonimato de quem nos liga, não temos identificador de chamadas”, concluiu Vendrell.

Disque-Denúncia: toda queixa é alvo de investigação policial

São 40 atendentes prontos para ouvi-lo durante 24 horas. O ‘Disque Denúncia’ tem uma equipe que recebe as informações e, logo em seguida, encaminha para os policiais civis ou militares.

Esses policiais tipificam a denúncia e começam a apuração do caso. A pessoa que denuncia recebe um número de protocolo e pode acompanhar o processo.

“O cidadão pode ligar outras vezes para saber como está a investigação da denúncia. A polícia tem de 20 a 90 dias para dar uma resposta à pessoa”, disse gerente de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência, Mário Vendrell.

“Todas as denúncias servem de base para uma investigação. É lógico que muitos casos exigem mais tempo de investigação”, completou.
Denúncias contra policiais são encaminhas para a Corregedoria da Polícia Estadual.

O ‘Disque-Denúncia’ 181 tem capacidade de atender a mais de 100 mil ligações telefônicas por mês, usando um software especialmente desenvolvido para esse serviço. Os terminais de atendimento não possuem identificadores de chamada, o que garante o anonimato e o total sigilo das denúncias feitas pelo cidadão.

“É fundamental que a população perceba que o Estado não pode resolver todos os problemas existentes e que todos devem colaborar para que possamos construir uma sociedade melhor”, concluiu Vendrell.

Termina operação Força Total da Polícia Militar do ABC

Mais de 460 policiais militares passaram três dias combatendo crimes como furtos, roubos, tráfico e latrocínios. O que mais chamou atenção foi o número de veículos que foram recuperados depois de terem sido roubados ou furtados.

Bom Dia São Paulo – 01/08/2011

SINAIS DO CRIME: Códigos da violência

O crime tatuado na pele. O BOM DIA mergulha no submundo do ‘xadrez’ e revela o significado desses códigos

Michelle Mendes – O Vale
São José e Taubaté

Crime tatuado na pele. A ‘vida loka’ traduzida, da alma para o corpo, em cores e traços. Códigos cifrados do submundo, alfabeto da violência. Entre os criminosos, a tatuagem é informação e ao mesmo tempo, revela o ‘currículo’ e o status, pode conter dados ocultos. A estratégia é empregada até na mais temida facção criminosa do Estado: o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os desenhos são feitos nas celas, pelos próprios criminosos, de maneira improvisada. Por meio desses sinais, é possível criar uma espécie de ‘cartão de visitas’, gravado na pele. Cada tatuagem tem o seu significado próprio, pode informar qual o crime praticado pelo prisioneiro ou então que facção integra.

As tatuagens são feitas um com tubo de tinta caneta esferográfica, agulha de costura e motor de gravador. E essa máquina artesanal é movida a pilha ou gato da fiação elétrica. Há casos em que o bandido consegue tinta profissional para o desenho.

Código do PCC /Das ‘tatuagens do PCC’, as mais usadas são o próprio nome da facção (ou o símbolo 1533), a carpa, o símbolo chinês ‘Yin Yang’ e a sigla PJLI — ‘lema’ da organização: Paz, Justiça, Liberdade e Igualdade.

Outras facções, como, por exemplo: ‘CRBC’ (Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade), ‘ TCC’ (Terceiro Comando da Capital) e SS (Seita Satânica).

Grife /As tatuagens tem um ‘código’ geral — é incomum que os significados mudem de um presídio para o outro. O que não impede a criação, no Vale do Paraíba, de novas ‘grifes’ do crime, por quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas, como ocorre em Taubaté.

Entre as imagens mais comuns no sistema prisional estão santos, caveiras, bonecos, punhal, diabo, estrela, suástica, cobra, palhaço, fuzis. São os sinais do crime.

‘Amor só de mãe’: frase indica ‘matadores’ do crime, diz DIG

‘Amor só de mãe’. De acordo com a Polícia Civil da região, essa é a frase gravada no corpo, na maioria das vezes em japonês, dos ‘matadores’ do crime . A mensagem, de acordo com a ‘cartilha’ das facções é: deve-se respeito apenas à própria mãe, o resto, é resto. O ‘vida loka’ não mede consequências para executar o ‘alvo’, quem quer que seja — policial, criminoso ou mesmo um cidadão comum.

“Na maioria dos casos os criminosos fazem tatuagens para transmitir a mensagem de como devem ser reconhecido na bandidagem, no PCC, por exemplo, o ‘1533’ tem o total respeito na facção e chega a provocar medo”, afirmou à reportagem do BOM DIA delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Taubaté, Juarez Totti.