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Criminalidade Bairro a Bairro

Estatísticas mensais das ocorrências policiais na capital paulista divulgadas pela Secretaria de Estado da Segurança Pública de São Paulo.

Veja o infográfico da criminalidade bairro a bairro da cidade de São Paulo

 

 

 

 

 

 

Roubos sobem 20,5% em todo ano de 2014 em SP; homicídios caem 3,3%

FELIPE SOUZA

FERNANDA PEREIRA NEVES

DE SÃO PAULO

Os casos de roubo tiveram um aumento de 20,5% no Estado de São Paulo em todo ano de 2014 em comparação com o ano anterior. Os dados divulgados nesta sexta-feira (23) pela Secretaria de Segurança Pública apontam aumento ainda maior desse tipo de crime na capital paulista.

No acumulado do Estado, a pasta registrou 309.948 casos de roubo, contra 257.067 que tinham sido registrados no ano de 2013. Já na cidade de São Paulo, os roubos chegaram a 160.103 neste ano, número 26,5% maior do que os 126.536 registrados no ano anterior.

Os homicídios, porém, tiveram uma pequena queda tanto no Estado quando na capital paulista. No Estado, o número foi de 4.294, o que corresponde a uma queda de 3,37% em relação aos 4.444 de 2013. Já na cidade de São Paulo, foram 1.132 homicídios, ou seja uma redução de 3,7% na comparação com os 1.176 do ano anterior.

Os registros de estupros dispararam na capital paulista. Em 2013, foram 2.295 casos contra 2.903 no mesmo período do ano passado, um aumento de 26,5%. A alta desse tipo de crime foi de 20,2% em todo o Estado. Foram 10.029 registros de estupro em 2013 e 12.057 ocorrências em 2014.

O número de ocorrências de furto na capital paulista cresceu 5,1% em 2014 em relação ao ano anterior. De acordo com os dados da pasta, foram 201.305 registros desse tipo de crime no ano passado contra 190.356.

Em todo o Estado, foram registrados 542.888 furtos em 2014, um número 5,1% maior que as 516.189 ocorrências desse tipo feitas em 2013.

Fonte: Folha de São Paulo

Roubos crescem 220% na Cidade Universitária entre 2010 e 2014

VICTOR VIEIRA – O ESTADO DE S. PAULO

Convênio entre USP e PM não conseguiu reduzir os crimes no campus Butantã; ocorrências passaram de 25 para 80

SÃO PAULO – Apesar do convênio da Universidade de São Paulo (USP) com a Polícia Militar, o número de roubos no câmpus Butantã cresceu 220% entre os oito primeiros meses de 2010 e o mesmo período deste ano, segundo a reitoria. O total de ocorrências subiu de 25 para 80. O trabalho da corporação na Cidade Universitária, iniciado em setembro de 2011, é alvo de críticas internas. O setor responsável pela segurança da USP admite falhas e a necessidade de rever as estratégias de prevenção.

Nas últimas semanas, a crise de violência na USP se agravou com a morte de um rapaz em festa do grêmio da Escola Politécnica e o assalto, seguido de agressão, de uma atleta na frente do campus, na zona oeste. No balanço anual, o total de ocorrências também subiu. Entre 2010, ano anterior ao convênio, e 2013, a alta foi de quase 106%.

Além dessas ocorrências, que consideram roubos a pessoas e de veículos, a USP teve seis sequestros ou sequestros relâmpagos em 2014. No ano passado, não houve registros desse tipo; em 2010, foram três. As estatísticas não levam em consideração os furtos, quando objetos são levados sem uso de violência. Os dados podem ser ainda maiores pela falta de comunicação entre PM e USP no registro dos casos.

“Os dados mostram que esse convênio (com a PM) não resolveu o problema de segurança no campus”, reconhece a superintende de Proteção e Prevenção Universitária, Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer. Há seis meses no cargo, a professora substituiu um coronel da reserva, colocado à frente da segurança na USP pela gestão passada.

O convênio foi firmado logo após o assassinato de um aluno no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, que chocou a comunidade universitária. A presença da PM no campus foi mais forte nos meses seguintes ao crime, com blitze e rondas de viaturas, criticadas por movimentos estudantis.

Segundo Ana Lúcia, a permanência da PM no campus diminuiu nos últimos anos. “Houve esmorecimento desse convênio, que só teve a faceta mais repressiva representada.” Para ela, mais do que patrulha, a ajuda da PM deve ser no treinamento da Guarda Universitária da USP e no intercâmbio de dados.

Reestruturação. Ana Lúcia afirma que a expectativa é manter a parceria com a PM, mas com outro formato. A corporação seria acionada somente nos casos mais graves. A superintendência também quer aumentar a estrutura de vigilância e qualificar os guardas. As medidas devem ser antecipadas.

Para a USP, a escalada de roubos em São Paulo, sobretudo no entorno do campus, também explica o problema. Entre 2010 e 2013, o total de roubos (contando com veículos) na capital subiu 21,5%, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

A pasta diz que o policiamento na Cidade Universitária é feito por uma Base Comunitária, além do 16.º Batalhão, que prendeu em flagrante 214 pessoas, apreendeu 9 adolescentes e retirou de circulação 3 armas de fogo, de janeiro a agosto de 2014. A SSP esclarece que uma maior atuação do policiamento dentro do campus depende da USP.

O Sindicato dos Trabalhadores da universidade reclama que o corte de vigilantes terceirizados em 2014, reflexo da crise financeira, ajudou na piora.

A superintendência informa que o total de postos de vigilância foi reduzido em um terço, de 900 para 600, mas que são estudados o reposicionamento de guaritas, a troca de câmeras e o aperfeiçoamento na comunicação entre os funcionários.

Acabou a luz e ai? Meu alarme funciona?

O Sistema de segurança funcionará? Por quanto tempo o equipamento funcionará? A comunicação entre o sistema (centrais de alarmes) e a central de monitoramento 24 horas estará garantida? Afinal, a segurança do imóvel e das pessoas continuará eficiente durante a interrupção de energia?

Essas dúvidas vem surgindo nos usuários de sistemas eletrônicos de segurança. E podemos dizer que os equipamentos e as centrais de monitoramentos estão preparadas para esse fato, caso ele aconteça. Aliás, por se tratar de um equipamento de segurança, o fator interrupção de energia é um item já previsto nos equipamento e nas instalações de sistemas eletrônicos de segurança.

Essa garantia de funcionamento está relacionada a dois itens existentes nos equipamentos: Nas centrais de monitoramento 24 horas, os NO BREAKS e GERADORES de energia, e nas centrais de alarme instaladas nas residências e estabelecimentos comerciais, as BATERIAS. Assim toda a rede de sistemas eletrônicos de segurança fica mantida, no caso de falta de energia.

A maior preocupação é com o estado das baterias das centrais de alarme que ficam no cliente. Selma Crusco Migliori, Presidente Nacional da ABESE, comenta em entrevista à revista Proteger: “Existe a necessidade de verificação das baterias dos equipamentos fazendo testes e substituindo aquelas que estejam com a validade vencida. E mesmo que ainda estejam em plena carga elas são submetidas a descargas e recargas contínuas que podem danificar ou encurtar o tempo de vida das baterias, pois essa não é a programação delas.”

Podemos dizer então que, observadas as questões acima citadas e tomando os cuidados necessários, os sistemas eletrônicos de alarmes funcionarão normalmente no caso de ocorrer falta de energia, garantindo assim a preventiva segurança do lugar e das pessoas.

Fonte: Abese

ONU: 50 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Isto equivale a 10% dos homicídios no mundo

Manifestação dos movimentos sociais em frente ao Fórum Cível de Marabá, no Pará, contra os assassinatos. Foto: Mídia Ninja (CC BY-SA)

Manifestação dos movimentos sociais em frente ao Fórum Cível de Marabá, no Pará, contra os assassinatos. Foto: Mídia Ninja (CC BY-SA)

O Relatório Global sobre Homicídios 2013, lançado mundialmente nesta quinta-feira (10), pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), revela que, somente em 2012, foram registrados 50.108 homicídios no Brasil, número equivalente a pouco mais dos 10% dos assassinatos cometidos em todo o mundo, que foram 437 mil.  De acordo com o documento, o Brasil apresenta estabilidade no registro de homicídios dolosos, mas o país ainda integra o segundo grupo de países mais violentos do mundo. O cenário de estabilidade no plano nacional contrasta com as disparidades no nível subnacional.

As taxas de homicídio declinaram nos estados do Rio de Janeiro (29%) e São Paulo (11%), mas cresceram no norte e nordeste do País, com destaque para a Paraíba, que registra um aumento de 150%, e Bahia, que contabiliza um aumento de 75% no número de homicídios nos últimos dois anos.O Estado de Pernambuco é uma exceção no Nordeste, com queda de 38.1% na taxa global de homicídios.

No Brasil, apesar da grande maioria das vítimas de homicídios serem do sexo masculino (90%), destaca-se no relatório o número significativo de mulheres que são assassinadas pelos seus parceiros ou familiares. O relatório conclui que muito precisa ser feito para prover os Estados de capacidades para efetivamente prevenir, investigar, denunciar e punir a violência doméstica e todas as formas de violência contra a mulher. A China, Coreia do Norte e o Japão registram os maiores índice de morte de mulheres (cerca de 52% das vítimas).

O abuso de álcool e outras drogas, e a disponibilidade de armas de fogo, são apontadas no estudo como determinantes nos padrões e prevalência da violência letal. O relatório destaca que qualquer política pública na área de prevenção aos homicídios apenas irá funcionar se os governos conseguirem direcionar estas ações para as vítimas e agressores potenciais.

Os países com as maiores taxas de homicídio, com mais de 30 para cada 100 mil habitantes, são Colômbia, Venezuela, Guatemala e África do Sul. O Brasil (25 homicídios para cada 100 mil habitantes) integra o rol do segundo grupo de países mais violentos, juntamente com o México, a Nigéria e o Congo, que registram de 20 a 30 homicídios para cada 100 mil habitantes.

A América do Sul é a terceira sub-região no mundo com os maiores índices de homicídio (23 a cada 100 mil/habitantes). Em primeiro lugar, está o Sudeste da África (com mais de 30 a cada 100 mil/habitantes) e, em segundo lugar, a América Central (26 a cada 100 mil/habitantes).

Os índices de homicídio na Colômbia estão em declínio desde 1996, mas ainda registram um patamar elevado. A Venezuela é o único país da América do Sul que apresenta um aumento significativo nas taxas de homicídio desde 1995. Os registros de homicídios na Argentina, Chile e Uruguai estão estabilizados, mas com baixos índices, aproximando-se dos cenários verificados nos países europeus.

O relatório destaca as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPS) como uma iniciativa determinante para a redução dos índices de homicídio em quase 80% no Rio de Janeiro entre 2008 e 2012. Em novembro de 2013, o estudo contabilizou 34 unidades em operação em 226 comunidades, beneficiando mais de 1,5 milhão de pessoas.

A América é o continente com maior incidência do uso de armas de fogo no cometimento dos homicídios (66%), seguida da Ásia e África (28%), Europa (13%) e Oceania (10%).

O continente americano também apresenta uma notável disparidade entre o total de homicídios cometidos e a condenação dos seus responsáveis, o que coloca em xeque a eficácia do sistema de justiça criminal no País. Apenas 24% dos crimes são solucionados. O número do efetivo policial é analisado de forma diretamente proporcional ao nível de resolução das investigações dos crimes cometidos. Na América, as mortes em presídios também são frequentes. As chances de homicídio entre presos é três vezes maior do que entre a população em geral.

“O UNODC vem trabalhando com o objetivo de oferecer uma referência mundial para os estudos na área de homicídio, o compartilhamento de técnicas de análises com especialistas e acordos de cooperação com os estados para o controle da criminalidade”, afirma Rafael Franzini, representante do Escritório do UNODC no Brasil e Cone Sul.

O foco do levantamento é o homicídio doloso, com uma detalhada analise considerando as diversas faces dos homicídios – relacionados a atividades criminosas, interpessoais ou sociopolíticas – as armas mais utilizadas nos crimes; a eficácia do sistema criminal de justiça na resolução dos casos; e as questões conceituais relativas ao homicídio, violência e conflito.

Saiba mais sobre o relatório em http://bit.ly/Q9j5yZ

Gráfico: UNODC

Gráfico: UNODC

Gráfico: UNODC

Gráfico: UNODC

Resiliência ao estresse

A capacidade de ser resiliente em lidar com o estresse é apenas parcialmente genética. Aprender os conjuntos de habilidades específicas (formação consciência) pode expandir nossas habilidades em lidar com o estresse e nos permitir desenvolver respostas positivas em lidar com as adversidades da vida.

A principal área do cérebro que lida com o estresse é o sistema límbico, ou seja, a unidade responsável pelas emoções.

Sempre que percebemos uma ameaça iminente, ou imaginada, o sistema límbico responde imediatamente através de seu sistema nervoso autônomo – complexa rede de glândulas endócrinas que automaticamente regula o metabolismo. Depois que o perigo percebido passou, o seu corpo, então, tenta voltar ao normal. Mas isso pode não ser tão fácil, e torna-se ainda mais difícil quando ativado repetidamente em um curto período de tempo, ou à medida que envelhecemos.

Apesar do sistema nervoso simpático entrar em ação imediatamente ao percebemos uma ameaça iminente ou imaginada, é muito lento para se desligar e permitir que o sistema nervoso parassimpático se tranquilize para acalmar as coisas.

Uma vez que sua resposta ao estresse tenha sido ativada, o sistema sabiamente se mantém em um estado de prontidão. Este estado de prontidão, caso continue ao longo do tempo, tem um preço na saúde física e emocional.

Quando estamos trabalhando em um ambiente que por sua própria natureza, dispara automaticamente uma “resposta de medo” primitivo como percebido pelo nosso sistema nervoso central, ou seja, o perigo pode ser real ou imaginária do nosso cérebro, respondendo da mesma forma para qualquer situação, que pode facilmente tornar-se um estresse crônico, que quando não bem administrado, pode resultar em estresse pós-traumático e em seguida em um estado de esgotamento físico e mental, cuja causa está intimamente ligada à vida profissional.

Os problemas físicos relacionados ao estresse crônico incluem a redução da resposta imunológica, a tensão muscular crônica, e o aumento da pressão sanguínea. Estes problemas podem levar a sérias doenças potencialmente fatais, como ataques cardíacos, doenças renais e câncer. Os primeiros sintomas são relativamente leves, como dores de cabeça crônicas e maior susceptibilidade a resfriados e outros. Com mais exposição ao estresse crônico, os problemas de saúde mais graves podem se desenvolver da seguinte forma:
• depressão
• diabetes
• perda de cabelo
• doença cardíaca
• hipertireoidismo
• obesidade
• transtorno obsessivo-compulsivo ou ansiedade
• disfunção sexual
• dentária e doença periodontal
• úlceras
• câncer e outros
A gestão do estresse é a chave e não a eliminação do estresse. O desafio nos dias de hoje é não deixar que o sistema nervoso simpático fique cronicamente excitado. Isso requer conhecimento e uso adequado de técnicas que trabalham para ativar suas respostas de relaxamento, diminuindo a excitação do sistema simpático.

Ao avaliar a natureza e a cultura da corporação conseguimos determinar o que está causando e disparando o estresse. Uma vez, que estes gatilhos são identificados, uma receita individualizada pode ser desenvolvida para apoiar e construir a resiliência ao estresse através do treinamento de conscientização para as pessoas que trabalham dentro desta determinada empresa, como por exemplo, uma simples pausa de 15 minutos, duas ou três vezes durante o dia pode reduzir muito a resposta ao estresse através de um fortalecimento do sistema parassimpático ou tranquilizante do nosso sistema nervoso central.

Isso resulta em uma maior produtividade do trabalhador, na criatividade, uma melhor saúde e mais longevidade. Uma vez que as pessoas entendem o dano potencial que o estresse crônico pode causar e como as práticas específicas podem reprogramar nossas respostas neurobiológicas, podendo trabalhar para o nosso próprio interesse para tornarmos mais resilientes ao estresse.

Algumas dicas:
• Atitude: o desenvolvimento de auto falar positivamente, ao invés de ir com uma resposta de medo;
• Conscientização: compreensão sobre o que e por que você sente algo e como isso ajuda a acalmar o sistema nervoso;
• Controle: saber o que está dentro do controle e o que está fora do controle e aceitá-lo;
• Cultive o otimismo: anotar cinco pequenas coisas de cada dia que são positivas e trazer um sorriso ao seu rosto, levando 30 segundos para experimentar cada um deles, permite uma mudança bioquímica em um quadro mais positivo e uma estrutura mais resistente de espírito;
• Humor riso: aumenta a imunidade;
• Meditação: Sentar-se em silêncio por 5 minutos todos os dias com um foco simples, como por exemplo, apenas experimentando e repetindo, “eu estou aqui agora, eu estou aqui agora, eu estou aqui agora”, somente repedindo esta frase, aceite o que vir em sua mente e volte para o seu foco, “Eu estou aqui agora, eu estou aqui agora”;
• Cultive Espiritualidade: isso atrai confiança na vida;
• Tenha paciência com você mesmo.

Trabalhos de sensibilização, conscientização e treinamento podem proporcionar uma resistência a vida e tudo o que ela nos oferece.

Além do estresse crônico, as pessoas que trabalham principalmente na área de proteção de segurança terá que lidar com sequestros. Nestas situações, o sistema nervoso central permanece perpetuamente ligado.

Tudo o que eu já escrevi acima é muito amplo, se uma pessoa foi vítima de um sequestro, não apenas a pessoa que passou pela experiência do sequestro, mas também toda a família, amigos e colegas de trabalho são afetados.

Estresse pós traumático pode impactar negativamente em todas as áreas de sua vida. É importante compreender e trabalhar com esta situação sistemicamente, a fim de restaurar a família, amigos e colegas de trabalho. Muito do que precisa ser feito é contra-intuitivo e deve ser delicadamente tratado por um especialista, para que o trauma do sequestro provoque o mínimo impacto em suas vidas e que o processo de cura ocorra.

Tenho trabalhado por 46 anos nesta área e felizmente pesquisas e descobertas recentes em neurobiologia nos permite trabalhar de forma rápida e eficaz com estas questões. As abordagens tradicionais e terapias são muito menos eficientes nessas situações. Pois os sentimentos de perigo, desesperança, desespero, privação podem dominar a vida das vítimas.

Assim, criei uma abordagem que se chama Resolução Neurobiologica do Trauma que reúne meu pós doutorado e mais de 18 tipos de especializações que fiz em minha carreira profissional.

Saber por que, quando e como aplicar as técnicas certas no momento certo, pode fazer toda a diferença na transformação de uma vítima ou o sobrevivente que passou por uma trauma.

E Lembre-se: “A vida é 10% do que acontece comigo e 90% de como eu reajo a isso”. John Maxwell

*Stephen Paul Adler é Autoridade Sênior em Psicanálise, atuando há 46 anos em Nova Iorque. Pós-doutor em TEPT, é certificado em 18 tipos diferentes de psicoterapia, lecionando eminstituições como a New School for Social Research (Nova Escola de Pesquisa Social), da Universidade de Nova Iorque, a NationalPsychologicalAssociation for Psychoanalysis (Associação Psicológica Nacional de Psicanalistas) eno NationalInstitute for Psychotherapies (Instituto Nacional de Psicoterapias).Um dos maiores experts do mundo em Hipnose Ericksoniana.É reconhecido por lidar com questões relacionadas a sequestro, abuso físico e sexual, e atos de terrorismo, ele tem dado treinamentos no Brasil, China, Guatemala, Índia, México, e Estados Unidos.

Segurança Eletrônica Sustentável – o marco da integração e da qualidade de vida

Historicamente, segurança era um privilégio de algumas castas.
Depois, com o tempo, tornou-se uma necessidade da classe média e, hoje, popularmente, é um desejo de paz da população, como também não deixa de ser um dever do Estado.

Na década de 80, a segurança eletrônica era um privilégio de poucas empresas dedicadas a projetos e engenharia em processos e sistemas. Já na década de 90, com a disseminação dos equipamentos de intrusão e CFTV, a segurança quase se tornou commodity. Mas, devido às demandas e necessidades de mercado, percebeu-se que dar segurança ou aprimorar a prevenção não era apenas um negócio dos assuntos da segurança pública, nem tão pouco destinado por força de Lei a empresas privadas autorizadas ou a sofisticados sistemas de tecnologia.

Ela é um conjunto de coisas e fatores e por isso precisa da integração, de desenvolvimento de novos métodos, da revisão de conceitos e aceitação da possibilidade de descobrir sempre algo diferente e inovador que ninguém fez ainda.

Mas, isso só é possível se tentarmos fazer algo novo. Os jogos Panamericanos da cidade do Rio de Janeiro, as intervenções das favelas nos morros cariocas através das famosas e populares UPPS ou mesmo mais recentemente na Rio + 20, são conjuntos de ações e fatores quer sejam momentâneos ou prolongados, mas que devem ser estratégicos e eficientes. Afinal, o objetivo final é a busca do controle, da comodidade, da paz e da longevidade e se, por um período, isso é possível, talvez o prolongamento desse modelo também seja. O maior desafio é criar sustentabilidade a esse processo do modelo conjunto: segurança pública, segurança privada, segurança eletrônica e sociedade. O conjunto desconstrói barreiras ao invés de perpetuá-las.

Ao final das Olimpíadas de Londres, o COI (Comitê Olímpico Internacional) reviu os conceitos e demonstrou a verdadeira preocupação de unificar esforços para a proteção e a paz social. E pensa-se em agregar legislações cada vez mais contemporâneas do ponto de vista da inclusão ao invés da exclusão, ampliando a participação no conceito de prevenir e controlar.

São nesses eventos múltiplos que percebemos o quão importante é pensar na sustentabilidade, na integração, no respeito aos diversos setores e segmentos que cuidam da segurança e colaboram com ela em seus vários atos na cena social. Isso demonstra que a delegação e privilégio não é uma reserva única de mercado nem direito adquirido de nenhum setor, ele é extensível e deveria ser integrado à segurança orgânica, à segurança privada, à segurança eletrônica, à segurança policial, aos órgãos de inteligência das forças armadas, às guardas municipais, às associações comunitárias e aos voluntários. A tendência de existir uma única guarda pretoriana é um equívoco.

O Brasil possui diversos problemas em segurança pública e deficiências na segurança privada que precisam de desenvolvimento. Nenhum desenvolvimento se faz pela exclusão, mas pela inclusão de parceiros rumo ao objetivo chamado qualidade de vida. Ninguém no aspecto social possui as chaves para as soluções da segurança de forma isolada.

O setor de segurança eletrônica no Brasil veio para ficar, e tem total conhecimento de que sozinho não é a solução, mas parte dela. Ela se tornou o meio inteligente capaz de mensurar, planejar e colaborar com o restante da segurança.

Pensando por esse aspecto, uma empresa, um governo, um líder, uma organização precisa pensar em segurança com o lado multilateral, e os serviços de prevenção não são apenas conjuntos de coisas tais como: pessoas treinadas, uniformes, armas de fogo, métodos, veículos ostensivos ou somente tecnologia. Na verdade é a soma de tudo isso incluindo políticas públicas, direitos humanos, saúde e educação.

Segurança é acessibilidade, é inclusão, é inserção comunitária, é educação, é saúde, é meio ambiente, é esporte, é organização urbana, é transferência de tecnologia, é democracia, é participação. A segurança para a qualidade de vida é muito mais penetrante e envolvente do que repressora, não é excludente, beneficiadora de setores, paradigmática, erradicante, e sim, mais participativa e assertiva, inteligente, planejada, empreendedora e criativa.

Os saltos econômicos a que serão alçados os brasileiros devido à economia nos próximos anos, oferece lugar para todos nesse nicho de comércio extraordinário do consumo. Existem regiões brasileiras fora do eixo do sudeste e sul que estão crescendo a taxas maiores que muitos países europeus em quatro décadas. Pesquisas mostram que o mapa de consumo e desenvolvimento do país precisa ser muito mais heterogêneo nas propostas e delicadamente audacioso, do que simplesmente ficar fazendo as mesmas coisas sempre.

A segurança eletrônica por meio da ABESE e FENABESE, e da força da indústria por meio das feiras de negócios como a Exposec, mostram a vocação importante desses segmentos, indústria, distribuidores, revendas, integradores, gestores de riscos, engenheiros e consultores de segurança, além de sua grande participação estratégica na integração de recursos e modelos de prevenção, não apenas com o conceito de acessibilidade de ferramentas, mas na participação do conjunto, planejando e executando planos de segurança.

Em 2013, a segurança privada da segurança eletrônica será responsável por centenas de projetos em municípios de pequeno e grande porte, auxiliando os poderes executivos na implementação de projetos que visam o aprimoramento da segurança pública e não somente a venda de equipamentos.

As pesquisas sobre violência nas universidades não deixam mais de citar o importante componente da segurança eletrônica no que diz respeito à implantação de projetos de monitoramento, proteção passiva e gravações de imagens que colaboram muito no esclarecimento de crimes e fraudes diariamente em todo o Brasil.

Isso significa dizer que a segurança eletrônica atingiu sua maturidade e pode ser ouvida e ter seu lugar nos assentos de decisões de segurança privada no país. Esse importante segmento deixa de ser apenas os números de vendas de equipamentos de proteção, para se tornar uma importante base de pesquisa e apoio para a prevenção em nosso país.

Dessa forma para o futuro, nós brasileiros teremos uma grande missão pela frente, pensar a segurança para a qualidade de vida, desse outro jeito, inclusiva, criativa, sustentável, profissional, gerencial e algumas vezes mais simples que sofisticada. A solução da segurança é objetivar a qualidade de vida, muito mais do que simplesmente sentir-se seguro, uma sensação que as vezes é momentânea e irreal.

O Congresso Internacional promovido pela ABESE tem esse apelo de fazer as coisas acontecerem por meio da promoção de novas idéias e significados não apenas tecnológicos, mas conceituais e de forma simples.

Como dizia Leonardo da Vinci: “O último degrau da sofisticação é a simplicidade”. As respostas, às vezes, estão nas coisas mais fáceis e simples de fazer. Tomara que no futuro agreguemos mais e compliquemos menos.

Sejam bem-vindos à inovação de um novo CIS 2012.

*Ronaldo Elias Pena é especialista em segurança estratégica e negociação, consultor e assessor sênior da Reitoria da USP. Coordenador do GETS – USP. Membro da Socie dade Brasileira para o Desenvolvimento da Segurança e Serviços. Gestor de Relações Institucionais. Formado no Insead – França – pelo Blue Ocean Institute e Pesquisador.

Segurança Patrimonial

Noticias sobre os recentes assaltos a condomínios, bares e restaurantes geram intensa polêmica. Afinal, a quem de fato cabe a responsabilidade de garantir a segurança destes estabelecimentos? Sabe-se que, atualmente, a violência lidera o ranking dos problemas sociais e, por isso, os esforços da segurança pública não podem atender aos interesses pessoais ou particulares da sociedade. O Brasil, no entanto, carece de ação enérgica e integrada para enfrentar este problema. O Mapa da Violência 2012 revela que de 1981 a 2010 mais de 176 mil crianças e adolescentes foram assassinados. A taxa passou de 3.1, na década de 1980, para 13.8, em 2010, de cada 100 mil. Se o crime contra pessoas aumenta, contra o patrimônio cresce incontrolavelmente. O ano de 2012 começou com recordes em números de roubo ao patrimônio, no estado de São Paulo. O primeiro semestre teve 4% mais casos que em 2011. No ano passado, ao todo foram 1.155.578 ocorrências, 6% a mais que 2010.

Diante desse cenário, é difícil estabelecer as prioridades da segurança pública. Sobra ao cidadão uma opção: investir em recursos de segurança. Foi a partir desta necessidade, inclusive, que a atividade de segurança privada surgiu no Brasil, na década de 1960. Na época, a preocupação era diminuir os assaltos a bancos, que tiveram de recorrer aos serviços de empresas de segurança para diminuir os casos.

Não que se deva se obrigar, condomínios, bares e restaurantes a empregar segurança privada, mas, o caso dos bancos deveria servir de exemplo de como a prevenção gera resultado. Condomínios têm de estudar seu espaço físico para descobrir pontos vulneráveis devendo, ainda, contratar profissionais qualificados e com boas referências. O mesmo vale para bares e restaurantes. Não se trata de privar o poder público de suas responsabilidades, porém já não se pode negar que a proteção pessoal e a patrimonial são razões que valem o investimento.

Jorge Adir Loiola – Diário de São Paulo

O que substituirá as Polícias Militares?

Não é vocação das polícias brasileiras serem cidadãs, democráticas, comunitárias e humanas: com seu público interno ou com seu público externo, sujeito dos seus serviços. Basta ler a Constituição Federal para se dar conta de que os policiais militares, por exemplo, não podem se sindicalizar, sendo legalmente tratados como semicidadãos, embora sejam cobrados como vetores de cidadania. O Código Penal Militar (1969), a que todos os PMs e BMs brasileiros estão submetidos, foi decretado por ministros militares “usando das atribuições” conferidas pelo famigerado Ato Institucional nº 5, o AI-5.

Por outro lado, pesquisas se amontoam demonstrando que no Brasil, quando se trata de atuação policial, o nível de violência praticada por parte do Estado supera em muito o tolerável, notadamente no que se refere a execuções extrajudiciais tendo como amparo autos de resistência forjados.

É simples entender por que aqui se utiliza o termo “vocação”. É que nossas polícias não nasceram para garantir direitos de minorias, para evitar que injustiças sociais ocorram, nem para evitar que os mais fortes abusem dos mais fracos. Elas possuem em seu nascedouro certa orientação para as garantias do poder governamental de ocasião, que costuma replicar os interesses de certas elites, já que estamos falando do sistema político-eleitoral brasileiro.

Sim, em muitos momentos nossas polícias atuam em observância aos preceitos cidadãos, democráticos, comunitários e humanos. Mas este não é seu talento: é como se diferenciássemos Mozart e sua capacidade inata de lidar com a música de um homem já idoso que resolve aprender tocar piano por distração. Aliás, não parece mais que isto a relação das polícias com estes conceitos, uma espécie de “cereja do bolo”, um enfeite pronto para dar certo toque publicitário à atuação policial, admitido de bom grado por grande parte da nossa imprensa.

Neste contexto, virou moda pedir a cabeça das polícias militares, como se só as PMs fossem praticantes de abusos. Seria útil para os que sustentam este discurso, primeiramente, definir o que vem a ser “polícia militar”. Se significa ser violenta em sua atuação, teremos que extinguir polícias civis, instituições prisionais e até mesmo algumas recém-criadas guardas municipais. Como se vê, o problema é muito maior do que a tentação de criar um bode expiatório, alimentado principalmente por rancores ideológicos que o termo “militar” adquiriu no país.

O Brasil não pode correr o risco de perder outra oportunidade de remodelação das polícias brasileiras – 1988 passou, uma Constituição com pretensões democráticas foi promulgada e a discussão sobre o modelo de polícia está no vácuo até hoje. Mudar é urgente, mas não se trata de um passo no escuro: além de saber qual polícia não queremos, é preciso discutir e definir a polícia que queremos. Iniciar garantindo cidadania, dignidade e humanidade aos próprios policiais é um boa prioridade a ser definida.

Fonte: Carta Capital

O estado de violência

“Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.” A frase lapidar de Bertolt Brecht pode ser o ponto de partida para uma reflexão sobre a sensação de insegurança que, segundo recente relatório da ONU, é a maior do mundo e atinge 70% dos brasileiros. São Paulo, a maior metrópole do País, registra 1% dos homicídios do mundo, mesmo tendo só 0,17% da população global. Os indicadores do estado de violência na capital – assassinatos, estupros, roubos de cargas e de veículos, arrastões – aumentaram seguidamente nos últimos meses (homicídios, 47% em junho), expandindo as correntes de medo e comoção, que desaguaram no assassinato de Tomasso Lotto, italiano de 26 anos que escolhera o Brasil para morar e trabalhar. Lotto chegou na sexta e morreu no sábado, 21.

A constatação do secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, de que São Paulo vive uma “escalada de violência”, devendo se encaixar o homicídio do jovem italiano na paisagem de eventos corriqueiros que ocorrem “em Cidade Tiradentes, em Itaquera e no Jardim Ângela”, não responde à questão central: qual a razão do pico de violência no ciclo em que 30 milhões de brasileiros entram no andar da classe C? Ou, para seguir a pista oferecida pelo dramaturgo alemão, não teria havido descompressão das margens para aliviar a carga de violência do rio? Algo soa estranho. O Brasil do resgate social da era Lula, cantado em prosa e verso porque transformou sua pirâmide em losango com o adensamento das classes médias e o estreitamento das margens de pobreza, aponta para uma composição menos desigual, mais harmônica e, por isso mesmo, menos conflituosa.

Essa é a leitura apropriada de uma paisagem pintada com os traços da distribuição de renda e de menor desigualdade entre classes. A recíproca é verdadeira. Apregoa-se que a exclusão social desencadeia violência por transformar a indignação, a contrariedade de amplos contingentes, a fúria de grupamentos marginalizados em linguagem e arma contra a ordem estabelecida. Os excluídos da mesa social, explicam a sociologia e a psicologia, tendem a ultrapassar as fronteiras da sociabilidade e da civilidade, distanciando-se de práticas civilizatórias da modernidade e se aproximando da barbárie. Atos radicais contra pessoas e organizações constituiriam reflexo de tal condição. Como se pode aduzir, as hipóteses parecem lógicas. Mas não são as únicas que explicam a fenomenologia da insegurança e da harmonia social.

Observe-se, por exemplo, a aparente contradição entre a expansão do progresso social, aqui entendido como elevação dos padrões de vida de classes menos favorecidas, e o incremento da violência no País. Basta analisar as taxas de criminalidade que se expandem no Sudeste, região que detém o maior PIB nacional. Desde a década de 70, os homicídios quadruplicaram em São Paulo e triplicaram no Rio de Janeiro. Mais de cem pessoas morrem no Brasil todos os dias, vitimadas por armas de fogo. No Rio a taxa é maior que o dobro da média nacional. Os motivos são conhecidos. Ali, ao longo de décadas, travou-se uma luta renhida entre traficantes e forças policiais, dentro de uma complexa anatomia urbana, ocupada por favelas que, até há bem pouco, eram consideradas território imune ao império da lei. Hoje, o “país” informal dominado pela criminalidade cede lugar ao Estado formal, que desenvolve árdua tarefa de pacificação nas comunidades.

Já São Paulo, o maior aglomerado urbano do País, comporta uma população equivalente à de dez cidades de mais de 1 milhão de habitantes. Sua cadeia de problemas se deve ainda ao intenso processo de conurbação que liga a capital a 38 municípios no entorno, formando um agregado de cerca de 20 milhões de pessoas. Com tal gigantismo, não surpreende que a região seja abrigo das maiores carências nacionais, a começar da segurança pública. São Paulo e Rio contabilizam mais da metade dos crimes violentos do País. Chega-se, neste ponto, à indagação central: a elevação dos padrões de cidadania – pelo acesso de contingentes marginais ao mercado de consumo e aos direitos básicos dos cidadãos – contribui para a harmonia social? A considerar a planilha de expansão dos crimes, não. Ora, se a resposta é negativa, que fatores explicam o aumento da violência? O primeiro é, seguramente, a ausência do poder do Estado.

O descaso e a omissão dos governos nas frentes dos serviços públicos essenciais são responsáveis pela institucionalização da violência. Agrupam-se nesse vácuo falhas nas áreas de prevenção da segurança, deficiências dos sistemas de saúde, transportes, habitação, educação, etc. As carências abrem espaço a múltiplas formas de violência. Criminosos fazem do crime seu meio de vida. Bafejados por defasadas leis penais, entram em regime de progressão da pena, ganham indulto e liberdade condicional. E retornam ao mundo do crime. Veja-se mais um dado da desorganização: há 514 mil pessoas presas no País e cerca de 500 mil mandados de prisão aguardando cumprimento, 360 mil só no Sudeste. Que segurança se pode ter diante desse quadro?

Um tipo de violência leva a outro. O desarranjo decorrente da ausência dos braços do Estado induz parcelas sociais a descumprir obrigações, desrespeitar leis, fugir ao império da ordem, como se pode constatar nas violações no trânsito ou nas teias de corrupção que se multiplicam nos subterrâneos da administração pública. E o que dizer da violência do próprio aparato policial, cujas condições de vida digna deixam a desejar, a partir de uma miserável remuneração? A violência que viceja no seio das polícias decorre, pois, da violência institucionalizada, cujo responsável maior é o Estado. À guisa de conclusão, com um adendo à lição de Brecht: além das margens, ninguém diz violentas outras áreas que comprimem o rio.

Gaudêncio Torquato, Jornalista, Professor Titular Da USP; é consultor político e de comunicação