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Archive for the ‘ Videmonitoramento ’ Category

Baixada Santista passará a integrar Sistema de Videomonitoramento do Estado

Sistema vai usar câmeras de Santos e Praia Grande

A Baixada Santista está entre as três regiões do Estado de São Paulo que passarão a fazer parte do Sistema Metropolitano de Videomonitoramento, com 1.768 câmeras integradas nas nove cidades da região. Outras 46 cidades das regiões do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Jundiaí receberão a iniciativa, que prevê um total de 2.629 câmeras integradas. O objetivo do projeto é colaborar no combate à criminalidade e na redução da violência.

O Sistema Metropolitano de Videomonitoramento utilizará as 2.273 câmeras que já existem nas cidades de Santos, Praia Grande, São José dos Campos e Jundiaí e  instalará 356 novos equipamentos nos perímetros – acessos por rodovias dos municípios envolvidos no projeto. Com isso, será possível fazer o reconhecimento de veículos, controle do fluxo desses locais e até a identificação facial em alguns casos.

As centrais serão integradas aos Copoms (Centros de Operações da Polícia Militar regionais, que serão adaptados para receber essas imagens. O sistema também será intergrado à nova fase do Detecta, sistema inteligente de monitoramento criminal que está em fase de implantação no Estado.

Além do compartilhamento de imagens, os convênios permitirão a divulgação de informações relevantes para o trabalho policial, como fluxo de pessoas e veículos em determinados horários e regiões, problemas de iluminação pública, entre outros dados.

As 2.629 câmeras integradas fazem parte da primeira fase do programa. Ao final, o sistema terá 6.147 câmeras integradas a partir da compra de 3.874 equipamentos, que incluem os 356 da primeira fase. O investimento total será de R$ 400 milhões.

Fonte: A Tribuna On Line

Alckmin anuncia ampliação de sistema para monitoramento de crimes em SP

SÃO PAULO – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou na manhã desta quarta-feira, 16, a ampliação do sistema Detecta, para monitoramento de crimes, com câmeras e alarmes em tempo real. A polícia, por meio dos tablets das viaturas, terá acesso a 500 câmeras com transmissão ao vivo para localizar criminosos. Também será possível acessar o banco de dados de órgãos como o Detran para identificar veículos suspeitos mesmo que os policiais não tenham todas as letras e números das placas dos carros.

“Assinamos hoje com a Prodesp e a Microsoft. É a primeira vez que sai dos Estados Unidos esse modelo”, disse Alckmin. Ainda de acordo com o governador, a tecnologia deve estar em funcionamento entre 90 e 120 dias. “É um software extremamente inteligente no sentido de fazer a integração de dados.”

Para Fernando Grella Vieira, secretário de Estado de Segurança Pública, o modelo é “uma ferramenta indispensável para avançar na segurança pública”. Segundo Grella, hoje os bancos de dados não estão integrados. O sistema foi desenvolvido em parceria com a polícia de Nova Iorque. O governo do Estado também espera que a iniciativa privada integre os seus sistemas de monitoramento ao Detecta.

O secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Julio Semeghini, afirmou que o sistema também vai utilizar mil câmeras de monitoramento da Prefeitura de São Paulo.

A importância do sistema de CFTV

A inexistência ou ineficiência do sistema de CFTV favorece as práticas ilícitas como, furtos, roubos, depredação, vandalismos, invasão, dentre outros, em virtude do autor do delito saber que dificilmente será identificado. Quando as práticas de delitos começam a ser corriqueiras em uma localidade, a tendência de crescentes ocorrências bem como seus agravamentos é implícita na teoria do crime.

O registro e visualização de pontos estratégicos pelo sistema de câmeras ampliam sobremaneira a segurança dos locais monitorados como empresas, condomínios e residências, pois permitem reconhecimentos e registram todos os fatos como ocorreram, sem que haja a necessidade de recorrer à testemunhos, que por muitas vezes não condizem a verdade, podendo-se ainda, valer como provas cíveis e criminais em situações de demandas jurídicas.

O sistema de câmeras além de permitir visualizar, monitorar e gravar imagens de diversos ambientes simultaneamente age diretamente com o fator psicológico de dissuasão, pois o possível “criminoso” sabe que está sendo vigiado e suas imagens armazenadas pelo sistema, o que inibe a ação de invasores, depredadores, pichadores e pessoas mal intencionadas em geral no ambiente monitorado.

Em se falando de fator psicológico de dissuasão, mantém afastado a ímpeto da vontade dos maus feitores, dos quais sabendo que podem ser identificados, frustram suas querências em face de exposição e possibilidades de prisão.

A importância do sistema de câmeras tem assegurado seu papel fundamental nas estratégias e políticas de segurança, seja no momento de atuar como fator psicológico de dissuasão ou como ferramenta na identificação e provas para acusação de criminosos diante do crime cometido.

Por manter a condição de visualização de imagens das diversas áreas de forma centralizada, propicia o monitoramento de vários ambientes/localidades por poucas pessoas, favorecendo o trabalho de pronta resposta, com rápida tomada de decisão para casos de emergências e crises, com custo beneficio excelente, bem como seu custo de manutenção relativamente baixo.

Outro fator positivo ao sistema é a forma em que assegura o controle de acesso de pessoas, mercadorias e veículos, permitindo maior fiscalização dos procedimentos de segurança praticados ou não, por todas as pessoas que transitam na área monitorada.

Muitas vezes a alternativa encontrada por gestores de segurança e demais pessoas que se envolvem na prática de proteção patrimonial, para substituir a necessidade de implantação de CFTV, sem que a estratégia de proteção patrimonial seja comprometida, é acréscimo de postos de serviços de vigilância privada, que nos impactos de custos imediatos parecem menores, contudo, se observar a médio e longo prazo, a implantação do sistema de CFTV será menos onerosa e por consequência mais eficiente.

Acredito ainda que o sistema de câmeras, por mais integrado que seja a outros subsistemas, nunca irá esgotar a necessidade da presença humana em suas operações, pois a decisão não compete a “máquina” e sim ao profissional, o “ser humano”, que age com base no princípio da relatividade quando em respostas a situações de crises e emergências, aliado aos pilares da ética, moral e bons costumes, contudo, não se pode ignorar que sua existência torna o ambiente mais seguro e por consequência mais agradável, saudável, harmônico e mais produtivo.

Sobre o autor: Antonio de Barros Mello Neves é Especialista em Segurança Empresarial, com experiência profissional há mais de treze anos; Oficial da Reserva da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro; Ex-Diretor da ABORE, Associação Brasileira dos Oficiais da Reserva do Exército – nas gestões 2002/2004 e 2008/2010; MBS – Master Business Security – Brasiliano; Instrutor de Armamento, Munição e Tiro; Exerceu atividades como: Supervisor de Segurança na PROSEGUR BRASIL S/A – Transportes de Valore; Coordenador de Proteção Patrimonial na COCA COLA FEMSA; Coordenador de Segurança e Riscos de transportes rodoviários na FOXCONN; e atualmente Coordenador de Segurança na Heineken Brasil.