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Archive for the ‘ Informação ’ Category

SP triplica número de policiais nas estradas durante o Carnaval

Objetivo é evitar acidentes. No último carnaval, houve aumento de 37% no número de mortos nas rodovias do Estado. Agência Estado


Após registrar aumento de 37% no número de mortos em acidentes no último carnaval, o governo do Estado vai triplicar o número de policiais nas principais rodovias de São Paulo neste ano. Durante o Carnaval, os 22 mil km de rodovias estaduais serão fiscalizados por cerca de 3.800 agentes da Polícia Rodoviária Estadual e do GPRAe (Grupamento de Radiopatrulha Aérea) — ante 1.300 em 2014. Os policiais terão o auxílio de binóculos, câmeras e sistemas de monitoramento para coibir as infrações de trânsito.

A operação especial começa nesta sexta-feira (13), a partir das 18h, e vai até o meio-dia da quarta-feira de cinzas. Até policiais militares que estariam de folga ou do serviço administrativo serão deslocados para fazer fiscalização nas estradas que vai contar, ainda, com motocicletas e helicóptero, além das viaturas. Também serão empregados, ao todo, 125 radares móveis e 93 fixos.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) falou na manhã desta quinta-feira (12) sobre a operação.

— Acidente está ligado com alta velocidade, cansaço e álcool. Tomando todos esses cuidados, nós vamos, se Deus quiser, ter um Carnaval com menos acidentes, preservando a segurança da população.

De acordo com o governador, as operações realizadas no último réveillon reduziram em 21,6% o número de mortes em comparação ao mesmo período em 2014.

— Todo esforço é para reduzir ainda mais.

Mortes

O Carnaval do ano passado foi o mais violento desde 2010, quando 41 pessoas foram vítimas de acidentes fatais. No total, 37 pessoas morreram no feriadão de 2014, contra 27 ocorrências no ano anterior. O resultado negativo aconteceu depois de uma redução de 69% no número de blitze da lei seca feitas pela Polícia Militar. Neste ano, a fiscalização deve ser intensificada e os policiais vão contar com 349 bafômetros.

O secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, afirmou que a ingestão de bebida alcoólica é a principal causa das mortes por acidente de trânsito, principalmente nas estradas. Para ele, no entanto, o atual panorama indica que o consumo de álcool antes de assumir o volante vem diminuindo.

— No ano passado, aumentou em 89% o número de motoristas que aceitaram realizar o teste de bafômetro imediatamente, sem precisar ir para a delegacia. Significa que menos motoristas estão bebendo para dirigir.

Ainda de acordo com o secretário, a região do Sambódromo, na zona norte, vai receber fiscalização intensificada, mas as “grandes blitze” da Polícia Militar só deverão ser feitas “extraordinariamente”. O motivo, segundo Alexandre de Moraes afirma, é que aplicativos de trânsito, como o Waze, faz com que os motoristas evitem a fiscalização.

— Nós temos que agir com inteligência contra o mau uso da tecnologia.

Rio-Santos

Uma das novidades anunciadas pelo governador Geraldo Alckmin para o Carnaval deste ano foi a liberação da pista dupla da rodovia Rio-Santos, no trecho entre as praias de Toque-Toque Grande e Toque-Toque Pequeno, em São Sebastião, no litoral norte. O trecho estava interditado desde dezembro, quando as fortes chuvas danificaram a pista.

Vigilância eletrônica da USP é ‘sucateada e insuficiente’, diz relatório interno

Paulo Saldanha – Blogs Estadão

Relatório da Superintendência de Segurança da USP revela a necessidade de criação de monitoramento eletrônico na universidade, citando que o existe “em praticamente todas as áreas comuns dos campi está sucateado, é insuficiente e ultrapassado”. Também prevê a criação de estatísticas georreferenciadas de ocorrências e revisão dos contratos de segurança terceirizada.

Foto: Nilton Fukuda

O documento, ao qual o blog Nossa Educação teve acesso, foi entregue à reitoria e a membros da universidade pela ex-superintendente de Segurança da USP Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer. Ele foi produzido a partir das reuniões do Grupo de Trabalho Segurança, criado pela reitoria em maio do ano passado. Com saída repentina de Ana Lúcia – ela foi comunicada que teria de deixar o cargo no dia em que voltou de férias -, a professora finalizou o documento e encaminhou para a reitoria, representantes estudantis e funcionários.

A professora e antropóloga Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer foi retirada do cargo após nove meses à frente da Superintendente de Segurança da universidade. No seu lugar, assumiu o professor José Antonio Visintin, do departamento de medicina veterinária. Ana Lúcia disse que foi pega de surpresa com a decisão.

O relatório tem 19 páginas e faz uma análise e avaliação da atual situação da segurança da universidade, além de elencar as propostas para cada ponto. A centralização do aparato de segurança da universidade é um dos pontos mais citados. “Algo tão valioso precisa estar sob o gerenciamento da própria Universidade, cabendo a um quadro funcional próprio, valorizado, capacitado e bem articulado interna e externamente, a condução e contínua avaliação desse desafio”, cita o documento.

O relatório prevê a revisão dos contratos de terceirização na área de segurança. Apesar de não indicar o fim da terceirização no setor, o documento fala em diminuição dessa mão de obra. A USP conta com 110 servidores da Guarda Universitária, ficando a cargo de empresas terceirizadas a maior parte do serviço nas unidades. Só no câmpus do Butantã existem 1,8 mil terceirizados.

“Este documento se norteia pelo pressuposto de que uma nova política de segurança para a USP não deve facilmente se deixar seduzir nem por ganhos econômicos imediatos do processo de terceirização nem pela ilusão de que corporações policiais estão preparadas e disponíveis para efetuar, por conta própria, trabalhos preventivos e repressivos de qualidade no interior dos campi”, diz o documento assinado por Ana Lucia.

A falta de articulação dessas guardas privadas com a Superintendência de Segurança da universidade não agradavam a ex-chefe do setor, como ela já confirmou em entrevista ao Estado citando o exemplo da Faculdade de Medicina. A unidade foi palco de denúncias de estupro e uma CPI na Assembleia Legislativa apura os casos. “O fato é que a Faculdade de Medicina é um feudo e eu como superintendente nunca tive acesso. Tive uma conversa muito séria com o reitor (Marco Antonio Zago) em dezembro e ele me disse que cabia ao diretor da faculdade tomar as providências. Foi objetivo e curto”, disse ela depois que a troca no comando da superintendência veio à tona.

A presença da Polícia Militar no câmpus também foi motivo de discórdia entre ela e membros da reitoria – uma vez que integrantes da direção são favoráveis a uma presença mais ostensiva da PM no câmpus. O relatório não descarta parcerias com o poder público, mas indica que seria necessário debater “os moldes” dessa colaboração. Ao defender uma nova política de segurança para a instituição, o documento ressalta que as “atuações ainda militarizadas das polícias no Brasil (do que resulta seu despreparo para lidar de forma preventiva com a criminalidade e para se inserir na vida pública respeitando estritamente preceitos do Estado Democrático de Direito)”.

O relatório revela que a USP ainda não conta com estatísticas georreferenciadas sobre as ocorrências de violência, apesar dos inúmeros registros. A professora indica a necessidade de criar de uma sede para o setor – a antiga sede do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) foi analisado para isso.

A USP não se pronunciou sobre o relatório. O blog apurou que a reitoria não entende o relatório como um resultado oficial do Grupo de Trabalho, uma vez que sua redação foi finalizada pela ex-superintendente.

Roubos sobem 20,5% em todo ano de 2014 em SP; homicídios caem 3,3%

FELIPE SOUZA

FERNANDA PEREIRA NEVES

DE SÃO PAULO

Os casos de roubo tiveram um aumento de 20,5% no Estado de São Paulo em todo ano de 2014 em comparação com o ano anterior. Os dados divulgados nesta sexta-feira (23) pela Secretaria de Segurança Pública apontam aumento ainda maior desse tipo de crime na capital paulista.

No acumulado do Estado, a pasta registrou 309.948 casos de roubo, contra 257.067 que tinham sido registrados no ano de 2013. Já na cidade de São Paulo, os roubos chegaram a 160.103 neste ano, número 26,5% maior do que os 126.536 registrados no ano anterior.

Os homicídios, porém, tiveram uma pequena queda tanto no Estado quando na capital paulista. No Estado, o número foi de 4.294, o que corresponde a uma queda de 3,37% em relação aos 4.444 de 2013. Já na cidade de São Paulo, foram 1.132 homicídios, ou seja uma redução de 3,7% na comparação com os 1.176 do ano anterior.

Os registros de estupros dispararam na capital paulista. Em 2013, foram 2.295 casos contra 2.903 no mesmo período do ano passado, um aumento de 26,5%. A alta desse tipo de crime foi de 20,2% em todo o Estado. Foram 10.029 registros de estupro em 2013 e 12.057 ocorrências em 2014.

O número de ocorrências de furto na capital paulista cresceu 5,1% em 2014 em relação ao ano anterior. De acordo com os dados da pasta, foram 201.305 registros desse tipo de crime no ano passado contra 190.356.

Em todo o Estado, foram registrados 542.888 furtos em 2014, um número 5,1% maior que as 516.189 ocorrências desse tipo feitas em 2013.

Fonte: Folha de São Paulo

Roubos crescem pelo 16º mês na capital e Estado de SP

São Paulo – O número de roubos (exceto o de veículos) aumentou pelo 16º mês consecutivo em setembro na capital e no Estado de São Paulo na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgados na tarde desta segunda-feira, 27. A alta foi de 20% e 16,7%, respectivamente. Só a cidade de São Paulo registrou 12.800 casos no mês passado contra 10.669 em setembro de 2013.

A capital também apresentou o terceiro mês consecutivo de alta nos casos de homicídio, com aumento de 6,5% em setembro deste ano, em relação ao mesmo mês em 2013. Já o Estado teve queda neste tipo de crime no mesmo período, com redução de 11,9%.

Pelo quarto mês seguido, o roubo de veículos apresentou diminuição no Estado e na capital na comparação entre setembro de 2014 e o mesmo mês de 2013. A queda foi de 9,4% e 10,5%, respectivamente.

Fonte: Estadão

Roubos crescem 220% na Cidade Universitária entre 2010 e 2014

VICTOR VIEIRA – O ESTADO DE S. PAULO

Convênio entre USP e PM não conseguiu reduzir os crimes no campus Butantã; ocorrências passaram de 25 para 80

SÃO PAULO – Apesar do convênio da Universidade de São Paulo (USP) com a Polícia Militar, o número de roubos no câmpus Butantã cresceu 220% entre os oito primeiros meses de 2010 e o mesmo período deste ano, segundo a reitoria. O total de ocorrências subiu de 25 para 80. O trabalho da corporação na Cidade Universitária, iniciado em setembro de 2011, é alvo de críticas internas. O setor responsável pela segurança da USP admite falhas e a necessidade de rever as estratégias de prevenção.

Nas últimas semanas, a crise de violência na USP se agravou com a morte de um rapaz em festa do grêmio da Escola Politécnica e o assalto, seguido de agressão, de uma atleta na frente do campus, na zona oeste. No balanço anual, o total de ocorrências também subiu. Entre 2010, ano anterior ao convênio, e 2013, a alta foi de quase 106%.

Além dessas ocorrências, que consideram roubos a pessoas e de veículos, a USP teve seis sequestros ou sequestros relâmpagos em 2014. No ano passado, não houve registros desse tipo; em 2010, foram três. As estatísticas não levam em consideração os furtos, quando objetos são levados sem uso de violência. Os dados podem ser ainda maiores pela falta de comunicação entre PM e USP no registro dos casos.

“Os dados mostram que esse convênio (com a PM) não resolveu o problema de segurança no campus”, reconhece a superintende de Proteção e Prevenção Universitária, Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer. Há seis meses no cargo, a professora substituiu um coronel da reserva, colocado à frente da segurança na USP pela gestão passada.

O convênio foi firmado logo após o assassinato de um aluno no estacionamento da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, que chocou a comunidade universitária. A presença da PM no campus foi mais forte nos meses seguintes ao crime, com blitze e rondas de viaturas, criticadas por movimentos estudantis.

Segundo Ana Lúcia, a permanência da PM no campus diminuiu nos últimos anos. “Houve esmorecimento desse convênio, que só teve a faceta mais repressiva representada.” Para ela, mais do que patrulha, a ajuda da PM deve ser no treinamento da Guarda Universitária da USP e no intercâmbio de dados.

Reestruturação. Ana Lúcia afirma que a expectativa é manter a parceria com a PM, mas com outro formato. A corporação seria acionada somente nos casos mais graves. A superintendência também quer aumentar a estrutura de vigilância e qualificar os guardas. As medidas devem ser antecipadas.

Para a USP, a escalada de roubos em São Paulo, sobretudo no entorno do campus, também explica o problema. Entre 2010 e 2013, o total de roubos (contando com veículos) na capital subiu 21,5%, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

A pasta diz que o policiamento na Cidade Universitária é feito por uma Base Comunitária, além do 16.º Batalhão, que prendeu em flagrante 214 pessoas, apreendeu 9 adolescentes e retirou de circulação 3 armas de fogo, de janeiro a agosto de 2014. A SSP esclarece que uma maior atuação do policiamento dentro do campus depende da USP.

O Sindicato dos Trabalhadores da universidade reclama que o corte de vigilantes terceirizados em 2014, reflexo da crise financeira, ajudou na piora.

A superintendência informa que o total de postos de vigilância foi reduzido em um terço, de 900 para 600, mas que são estudados o reposicionamento de guaritas, a troca de câmeras e o aperfeiçoamento na comunicação entre os funcionários.

Para 44% da população de São Paulo, segurança na cidade piorou

Pesquisa do Ibope aponta ainda que 48% afirmam que já foram vítimas de crime ou conhecem alguém que tenha sido no último ano

SÃO PAULO – A Polícia Militar de São Paulo luta contra um problema: a percepção de segurança de quem mora no Estado. Pesquisa do Ibope, feita a pedido do Estado, mostra percepção de insegurança entre os paulistanos. Ao todo 1.806 pessoas foram ouvidas.

O levantamento exclusivo mostrou que 44% da população da capital paulista avalia que a segurança na cidade piorou nos últimos 12 meses. A percepção é quase a mesma na periferia (41%) e no interior do Estado (40%). Só 5% dos moradores de bairros mais distantes de São Paulo sentem que a situação melhorou. Já 11% dos moradores do interior dizem que ela melhorou no último ano.

Em outra pergunta, 48% dos entrevistados disseram ao Ibope já terem sido vítimas ou conhecerem alguém que foi vítima de crime nos últimos 12 meses – 52% disseram que não. A maioria afirma que o crime sofrido era o roubo em 37% dos casos, 5% foram furtados e 4% eram vítimas de homicídios. Os mais ricos (mais de 5 salários mínimos por mês, ou cerca de R$ 3 mil) foram os que mais se disseram alvo da violência ou conhecem vítimas (58%). Já entre os mais pobres, esse número ficou em 44%.

Desmanches. O secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira, afirmou que a sensação de insegurança dos paulistas pode diminuir quando as políticas de segurança começarem a surtir efeito. Entre elas estão a Lei dos Desmanches, a Política de Prevenção Criminal e Manutenção da Paz e da Ordem Pública (PrevPaz) da Polícia Militar, que de mês em mês reforça o efetivo da corporação em bairros com problemas de criminalidade, o sistema Detecta e a Diária Especial por Jornada Extraordinária de Trabalho Policial Militar (Dejem), o “bico oficial” do Estado.

“São quatro vertentes muito positivas. Os indicadores de roubo vêm desacelerando. A alta é menor do que nos meses anteriores. Isso é sinal de que essas medidas vêm surtindo efeito”, explicou Grella. Dos índices de criminalidade, o secretário destacou a redução nos casos de roubo e furto de veículo. “A sensação de segurança não é condizente com os indicadores que São Paulo tem. Estamos tomando medidas que atacam também as causas dos geradores da violência.”

Fonte: O Estado de São Paulo

Copa do Mundo X Férias Escolares

Nos meses de junho e julho, época de férias escolares, milhares de famílias costumam embarcar para viagens domésticas ou internacionais, de longa ou curta duração. Porém, este ano será atípico, pois além das viagens, descanso e lazer as atenções estarão voltadas para  Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Estes momentos de descontração em torno dos jogos são fatos mais que suficientes para aumentar as vulnerabilidades na segurança de casas e condomínios.

Nesse contexto o investimento em segurança eletrônica, setor que cresceu 10% em 2013, é um cuidado eficiente para garantir a integridade de residências e condomínios, uma vez que são desenvolvidos com o objetivo de detectar, comunicar e inibir a ação criminosa. No entanto, é fundamental que se observem cuidados básicos na aquisição destes serviços, lembrando sempre que segurança eletrônica não se compra “em balcão”.  A Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), aponta para a falta de atenção nas contratações e aquisições como importante causador de vulnerabilidades aos Sistemas. Para saber mais sobre estas aquisições a Abese disponibiliza algumas ferramentas que você pode conferir no site da Associação http://www.abese.org.br/cartilha/Guia_interativo_2013_FINAL.pdf

Dessa forma, as pessoas interessadas em adquirir um sistema eletrônico de segurança devem, primeiramente, procurar uma empresa especializada e fugir de simples orçamentos enviados por e-mail. Esta empresa deverá elaborar uma análise de risco e um projeto de segurança para o local, uma vez que cada imóvel possui uma particularidade e, portanto, uma necessidade específica. É este estudo que irá apontar, por exemplo, quantas câmeras serão instaladas, o tipo de tecnologia mais adequada, a quantidade de sensores, entre outros.

Confira algumas dicas:

Além dos cuidados na compra dos sistemas e serviços, vale reforçar algumas ações costumeiras e respeitar alguns padrões de segurança para evitar maiores problemas. Em condomínios, por exemplo, a recomendação é que zeladores e síndicos estejam presentes, auxiliando o controle de acesso de moradores e respectivos convidados. O profissional de segurança, inclusive, não deve identificar só os veículos que adentrarem os condomínios, mas também seus passageiros. Na dúvida é melhor abordar o condutor, para se certificar que realmente se trata de um morador e, caso esteja acompanhado, indagar quanto ao acompanhante.

Já para casas, é importante a instalação de dispositivos de segurança eletrônica, como portões automatizados, câmeras monitoradas à distância, sensores sobre o perímetro dos muros, sensores de abertura de portas e janelas e botão de pânico. O perfeito funcionamento de um determinado sistema de segurança eletrônico depende, basicamente, da procura por uma empresa especializada, do desenvolvimento de um projeto adequado para o imóvel, do treinamento das pessoas envolvidas com a segurança e da manutenção preventiva do sistema.

“Com o aumento da criminalidade, a segurança eletrônica é extremamente necessária em casas e condomínios, principalmente quando temos de viajar ou nos ausentar por determinado período ou mesmo as atenções de todos estão mais vulneráveis em ocasiões de festa ou grandes eventos esportivos”, alerta Selma Migliori, Presidente da ABESE

E caso seja abordado, lembre-se:

  • Nunca reaja;
  • Não faça movimentos bruscos;
  • Tente permanecer calmo;
  • Peça autorização e avise quando for fazer algum movimento;

Fonte: ABESE

17ª Exposec movimenta R$ 2 Bi em negócios e recebe mais de 35 mil visitantes

Com forte expansão e ganhando cada vez mais presença e utilidade no dia-a-dia da sociedade, o mercado de segurança eletrônica fechou o ano de 2013 com um crescimento de 10%, registrando um faturamento de aproximadamente R$ 4,6 bilhões, segundo estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – ABESE.

Para se ter uma ideia da dimensão deste mercado,  setor conta atualmente com 18 mil empresas atuantes, sendo responsável por gerar cerca de 200 mil empregos diretos e mais de 1,7 milhão indiretos.

Inserida neste cenário, a 17ª Feira Internacional de Segurança (Exposec) encerrou sua 17ª edição quinta-feira (15/05) na capital paulista.Tecnologia e segurança formam uma dupla que deu certo. No Brasil, câmeras, alarmes e sistemas de controle de acesso estão entre os itens de vigilância mais procurados. “Existe tecnologia adequada para cada bolso”, afirma Selma Migliori, presidente da ABESE na abertura da Feira.

No primeiro dia da feira, durante o XXVI Congresso Brasileiro de Segurança Privada, a presidente Selma Migliori foi homenageada pelo presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança – ABSEG, Ricardo Tadeu Corrêa pela grande contribuição dada aos profissionais de segurança.

A Exposec 2014 aconteceu em um momento em que o mercado brasileiro de segurança eletrônica vislumbra uma grande expectativa de obter maiores garantias de profissionalização e organização com a aprovação do estatuto da segurança privada.

A presidente comenta que é possível perceber o amadurecimento da Feira, que está maior, com público mais qualificado, resultando em melhores negócios, podendo ser comprovado no número de visitantes, sendo mais de 35 mil pessoas. “A ABESE é a imagem de uma nova e moderna forma de interação entre pessoas e tecnologia e faz da EXPOSEC seu palco para prestigiar e tornar público os principais lançamentos do setor e antecipar tendências.

A cada ano não medimos esforços para desenvolver um mercado competitivo e inovador, trabalhando com muita energia para avançar nas ações de capacitação e profissionalização, ampliando a representatividade de todos os elos envolvidos no mercado de sistemas eletrônicos de segurança. Buscamos não apenas o fortalecimento de nossa representatividade no país, mas, sobretudo contribuímos para disseminar informação, esclarecimentos e oferecer apoio à segurança e agilidade em toda a sociedade”.

Realizada pela ABESE, a Exposec foi ainda palco de apresentação de soluções inéditas para o mercado de segurança eletrônica. A Feira reuniu mais de 35 mil visitantes, que conheceram as novidades em tecnologia e serviços para o setor, por meio de mais de mil marcas nacionais e internacionais e 650 expositores, envolvendo circuito fechado de TV, controle de acesso, blindagem, alarmes, centrais de proteção perimetral, detecção de incêndio, fechaduras de segurança, portas de segurança e outras tecnologias.

Sobre a ABESE:

Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – é uma entidade representativa das empresas de sistemas eletrônicos de segurança de âmbito nacional, sem fins lucrativos e tem como a finalidade de orientar, promover, apoiar e divulgar as atividades de seus associados, representando-os publicamente, defendendo seus direitos e interesses.  Fundada em 1995 por um grupo de empresários brasileiros, a ABESE surgiu pela necessidade cada vez maior das empresas se organizarem dentro do segmento e hoje reúne cerca de 400 empresas de todas as regiões do País. Na entidade, os empresários do setor encontram iniciativas que promovem a capacitação profissional, a valorização da qualidade e a regulamentação oficial do segmento.

Eletrônicos crescem 10% ao ano em uma década

Por Inaldo Cristoni | Para o Valor, de São Paulo

O mercado brasileiro de sistemas eletrônicos de segurança, que registrou faturamento de R$ 4,6 bilhões no ano passado e conta com 18 mil empresas, vem crescendo a uma taxa média anual de 10% nos últimos dez anos no Brasil, tendo como pano de fundo a oferta de plataformas integradas de soluções – abrangendo sistemas de circuito fechado de TV (CFTV), alarme e controle de acesso – e a migração das câmeras analógicas para digitais (tecnologia IP), que asseguram melhor qualidade e integridade das imagens geradas.

Utilizados cada vez mais para auxiliar no combate à violência urbana, os sistemas eletrônicos têm sido bastante demandados pelos órgãos governamentais, que estão investindo em projetos de videomonitoramento das cidades. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), o poder público responde por 9% do faturamento do setor e tem potencial para absorver fatia ainda maior.

Condomínios comerciais, bancos e indústrias também são grandes usuários. Outro mercado potencial é o de residências, já que são poucas as que possuem algum tipo de proteção. “O mercado de segurança eletrônica cresce 10% sem qualquer regulamentação. Fizemos um estudo com a Universidade de São Paulo que mostra que, com uma lei específica, esse mercado vai crescer ordenadamente por volta de 20% ao ano porque as soluções são baratas e simples”, afirma Selma Migliori, presidente da Abese.

Momentos preferidos dos ladrões

Pequenos descuidos podem ser a oportunidade exata que o ladrão estava aguardando para invadir o condomínio.

Confira abaixo um diagnóstico feito por especialistas em segurança, sobre os ‘momentos preferidos” pelos ladrões para iniciar um assalto, quais as atitudes dos porteiros ou moradores – ou mesmo da administração – que facilitam a ação dos criminosos, e, por outro lado, quais os procedimentos corretos a serem adotados.

Há uma tabela com dicas para portaria e administração, e outra para moradores. Para estes, é importante que se passe a importância de cumprir as regras de segurança do condomínio, e que eles façam com que os moradores e empregados da sua residência também façam o mesmo.

Confira o diagnóstico:

DICAS PARA PORTARIA E ADMINISTRAÇÃO
MOMENTO PERIGOSO ATITUDE ERRADA

ATITUDE CORRETA

Entrada de visitantes 1. O Porteiro não identifica corretamente o visitante.
2. Porteiro libera a entrada de visitante sem solicitar autorização do morador.
O porteiro deve pedir o RG do visitante, registrar o apartamento que está indo, avisar o morador e somente depois da autorização liberar a entrada.
Entrega de encomendas para condôminos Porteiro abre o portão para o entregador. O ideal é que o condomínio tenha um passa volumes.
O morador deve retirar suas encomendas não tendo em nenhum momento contato direto com o entregador.
O portão deve permanecer o tempo todo fechado.
Mudanças Permitir mudanças que não foram previamente avisadas e manter o portão aberto durante o processo. As mudanças devem ser previamente agendadas com o zelador / portaria para que medidas de segurança possam ser tomadas.
Durante a mudança os portões devem ficar fechados, abrindo somente o tempo necessário para carga e descarga.
Seria ideal se o condomínio providenciasse um agente de segurança para monitorar o processo e não permitir que outras pessoas se aproveitem da situação para entrar no condomínio.
O certo é que se agende apenas uma mudança por dia.
Liberação de funcionários e prestadores de serviço particulares (ex.: empregadas domésticas) fora do horário de trabalho O porteiro, por conhecer a pessoa, libera a entrada de funcionários e colaboradores mesmo fora do seu horário habitual de trabalho. O porteiro deve pedir autorização aos responsáveis antes de liberar a entrada de colaboradores e empregados domésticos. Por exemplo, a faxineira faz faxina de terça e quinta-feira no período da manhã, mas aparece na quarta-feira à tarde: o correto é o porteiro consultar o morador, e só liberar a entrada após autorização deste.

Liberação de funcionários e prestadores de serviço acompanhados por estranhos (empregada doméstica e sobrinha, por exemplo)

O porteiro, por conhecer a pessoa, libera a entrada de funcionários e colaboradores, mesmo que acompanhados. O porteiro deve sempre impedir a entrada de outros funcionários, do condomínio ou particulares, se os mesmos estiverem acompanhados.
No caso de funcionários do condomínio, é necessário que o síndico, administração ou zelador autorizem essa entrada.
No caso de empregados domésticos, deve-se pedir autorização ao morador e só então permitir a entrada.
Horários de limpeza e retirada de lixo O porteiro permite que o portão fique aberto para facilitar o trabalho dos profissionais da limpeza. O portão deve permanecer fechado e só ser aberto no momento em que o funcionário da limpeza passar. Deve haver sempre um outro funcionário vigiando a operação do lado de dentro (porteiro, se for possível visualização da guarita).
Limpeza da calçada O portão fica aberto. Caso o funcionário precise limpar a calçada do condomínio, o portão ficará fechado e somente será aberto quando o funcionário entrar definitivamente.
Admissão de funcionários Administradora/Condomínio contrata funcionários sem prévia verificação dos mesmos e não passa treinamento adequado. Toda contratação de funcionários deve ser precedida de levantamentos dos dados pessoais do candidato, incluindo antecedentes criminais.
Identificação dos veículos e seus condutores O porteiro libera a entrada de veículos sem verificar se há autorização para tanto e quem é o condutor. O porteiro deve sempre verificar o veículo e principalmente o condutor.
Veículos estranhos, não pertencentes a moradores, só poderão ser liberados com autorização do síndico/administrador ou do morador responsável.
Pessoas estranhas, mesmo que dirigindo veículos de moradores, devem ser anunciadas e sua entrada só poderá ser liberada após a autorização do morador.
Festas e eventos O porteiro libera a entrada de convidados sem anunciar ou consultar a lista de convidados.

No caso de festas e eventos, o morador deve providenciar uma lista com os nomes dos convidados e deixar na portaria a lista.
Caso contrário, o porteiro deve anunciar cada convidado que chegar e não deve liberar a entrada antes da autorização do morador.

Guardar chaves dos apartamentos e veículos na portaria O porteiro permite que moradores deixem chaves na portaria para serem entregues a familiares e/ou empregados. Essa atitude só facilita a ação de marginais, facilitando a entrada dos mesmos nas unidades e o furto de veículos, por isso as chaves dos apartamentos e veículos nunca devem ser deixadas na portaria.
DICAS PARA MORADORES
MOMENTO PERIGOSO ATITUDE ERRADA

ATITUDE CORRETA

Entrando no condomínio com veículo ou a pé Entrar no condomínio sem prestar atenção no que está acontecendo em volta.
Não prestar atenção se existem outras pessoas tentando entrar com você.

Ao chegar, preste atenção se não existem pessoas paradas junto ao portão. Se ficar inseguro, com dúvida, não entre! Dê uma volta no quarteirão e analise melhor a situação.
Se a dúvida persistir, entre em contato com a portaria pra saber se está tudo bem. O mesmo procedimento é válido caso haja um carro com passageiros parados, ou se um carro tentar entrar atrás do seu no condomínio.
Ao abrir o portão, esteja atento a toda a movimentação ao redor para que não seja surpreendido por alguém que entrou no condomínio, aproveitando o portão aberto.
O porteiro pode achar que ela é sua acompanhante e não abordá-la.
Fechar o portão deixando a pessoa do lado de fora não é falta de educação e sim medida preventiva de segurança!

Contratação de empregados domésticos e prestadores de serviço Contratar somente por indicação, sem verificar a documentação do mesmo.
Permitir que o prestador de serviço leve pessoas estranhas sem seu consentimento, como ajudantes etc.
A simples indicação de um amigo ou parente não é suficiente na hora de contratar uma pessoa que terá acesso a sua residência. Sempre peça documentação e verifique os antecedentes criminais antes da contratação.
A campainha toca sem anúncio prévio por interfone Manter a porta do apartamento destrancada ou abri-la sem prévia identificação.

Não abra a porta do seu apartamento sem antes identificar através do olho mágico quem está do lado de fora.
Oriente seus filhos e também seus empregados a nunca abrir a porta caso a pessoa não tenha sido devidamente anunciada pelo interfone, mesmo que seja um funcionário do condomínio.

Informações que vazam através de funcionários particulares ou do condomínio Permitir que empregados tenham acesso a informações pessoais da família Evite comentar sua situação financeira. Não fale sobre valores gastos em viagens, compras, passeios, serviços. Imagine que essa pessoa, por mais que seja “de confiança”, pode comentar inocentemente com um parente, um amigo ou no ônibus de volta pra casa.
Festas e eventos Autorizar a entrada de todos que chegarem à portaria informando que vão à festa ou evento. Sempre que realizar festas ou qualquer outro evento, confeccione uma lista com o nome e sobrenome de todos os convidados e deixe na portaria. Se preferir, avise seus convidados sobre os procedimentos de segurança, assim não haverá constrangimentos.
Mudanças Não avisar o condomínio sobre mudanças. Ao se mudar, avise tanto o condomínio que você está deixando quanto o condomínio para onde você estará se mudando sobre a data e empresa que realizará a mudança.