Clientes Sekron
  Esqueci a Senha
Conheça nosso site Institucional ›

Archive for the ‘ Informação ’ Category

Site colaborativo ajuda a mapear ocorrências criminais em todo Brasil

Desde que foi lançada, em junho de 2013, a plataforma já recebeu mais de 17 mil denúncias de 399 cidades em todo o Brasil; São Paulo é a recordista

RIO – Cansados de conviver com relatos diários de violência urbana como assaltos e roubos, os estudantes de Ciências da Computação da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Márcio Vicente e Filipe Norton, resolveram colocar em prática o que aprendiam na faculdade e criaram o site colaborativo Onde Fui Roubado. Desde que foi lançada, em junho de 2013, a plataforma já recebeu mais de 17 mil denúncias de 399 cidades em todo o Brasil. São Paulo é a recordista, seguida por Fortaleza, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

“Queríamos mostrar nosso trabalho e, ao mesmo tempo, dar um retorno positivo para a sociedade. Então, desenvolvemos um espaço onde é possível compartilhar informações sobre assaltos com todos os cidadãos”, explicou Vicente. Eles também oferecem dicas de segurança como evitar locais mal iluminados, não abrir bolsas e carteiras perto de estranhos ou deixar documentos no carro.

Disponível em 60% das cidades brasileiras (aquelas que são alcançadas pelo Google Maps), o site ajuda a mapear as ocorrências a partir das denúncias anônimas das próprias vítimas. Na página, a pessoa informa local, data, horário, objetos roubados e o próprio sexo. Além de fazer um breve relato sobre a ocorrência, é possível selecionar sete tipos de crime, desde furto até assalto à mão armada e sequestro relâmpago.

Hoje, o Onde Fui Roubado tem entre 20 mil e 30 mil visualizações por dia, entre pessoas que denunciam a violência e que monitoram dados e locais com maior incidência criminal.

Sem falar em investimentos financeiros, Vicente disse que “o esforço foi relativamente alto para um retorno de conhecimento elevado”. O próximo passo é lançar um aplicativo para celulares com sistemas operacionais iOS e Android.

Registros. São Paulo lidera o ranking com mais de 2.400 denúncias e prejuízo de R$ 4,6 milhões em dez meses. Do total de ocorrências, apenas 58% das vítimas registraram boletins nas delegacias da cidade. O crime de maior incidência é o assalto à mão armada, seguido de furto, a maioria deles cometidos nos bairros Consolação e Vila Mariana.

Diferentemente de São Paulo, em Fortaleza a maioria dos crimes é cometida durante o dia. Lá, apenas 47% das 1.900 denúncias do site viraram boletins de ocorrência. Em Belo Horizonte, o prejuízo das vítimas chegou a R$ 5,6 milhões. Das 1.790 denúncias, 59% viraram boletins de ocorrência.

No Rio foram 1.400 registros na página, a maioria (960) sobre roubo de celulares, mas apenas 46% das vítimas registraram boletins de ocorrência. O centro é o bairro mais perigoso da cidade, seguido pela Barra da Tijuca, na zona oeste. Os prejuízos ultrapassam R$ 2,2 milhões.

Vicente e Norton orientam as vítimas a procurarem a polícia para registrar as ocorrências. No entanto, apenas 47% seguem o conselho. “Alguns policiais e delegados de várias cidades entraram em contato conosco informalmente e disseram que usam nossos dados também nas estatísticas de criminalidade, porque muitas denúncias do site não chegam na delegacia”, disse Vicente. Eles também já foram procurados pela Secretaria de Segurança de Belo Horizonte, mas as negociações não avançaram.

Segurança. Para o sociólogo Bruno Cardoso, do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (NECVU/UFRJ)os aplicativos refletem a cultura participativa e colaborativa atual. “Para a maioria das pessoas, o boletim de ocorrência é só uma coisa burocrática. Os aplicativos se baseiam na coletividade e criam um banco de dados relativamente neutro e de fácil acesso, que pode ser usado para pensar a segurança local.”

Acabou a luz e ai? Meu alarme funciona?

O Sistema de segurança funcionará? Por quanto tempo o equipamento funcionará? A comunicação entre o sistema (centrais de alarmes) e a central de monitoramento 24 horas estará garantida? Afinal, a segurança do imóvel e das pessoas continuará eficiente durante a interrupção de energia?

Essas dúvidas vem surgindo nos usuários de sistemas eletrônicos de segurança. E podemos dizer que os equipamentos e as centrais de monitoramentos estão preparadas para esse fato, caso ele aconteça. Aliás, por se tratar de um equipamento de segurança, o fator interrupção de energia é um item já previsto nos equipamento e nas instalações de sistemas eletrônicos de segurança.

Essa garantia de funcionamento está relacionada a dois itens existentes nos equipamentos: Nas centrais de monitoramento 24 horas, os NO BREAKS e GERADORES de energia, e nas centrais de alarme instaladas nas residências e estabelecimentos comerciais, as BATERIAS. Assim toda a rede de sistemas eletrônicos de segurança fica mantida, no caso de falta de energia.

A maior preocupação é com o estado das baterias das centrais de alarme que ficam no cliente. Selma Crusco Migliori, Presidente Nacional da ABESE, comenta em entrevista à revista Proteger: “Existe a necessidade de verificação das baterias dos equipamentos fazendo testes e substituindo aquelas que estejam com a validade vencida. E mesmo que ainda estejam em plena carga elas são submetidas a descargas e recargas contínuas que podem danificar ou encurtar o tempo de vida das baterias, pois essa não é a programação delas.”

Podemos dizer então que, observadas as questões acima citadas e tomando os cuidados necessários, os sistemas eletrônicos de alarmes funcionarão normalmente no caso de ocorrer falta de energia, garantindo assim a preventiva segurança do lugar e das pessoas.

Fonte: Abese

ONU: 50 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Isto equivale a 10% dos homicídios no mundo

Manifestação dos movimentos sociais em frente ao Fórum Cível de Marabá, no Pará, contra os assassinatos. Foto: Mídia Ninja (CC BY-SA)

Manifestação dos movimentos sociais em frente ao Fórum Cível de Marabá, no Pará, contra os assassinatos. Foto: Mídia Ninja (CC BY-SA)

O Relatório Global sobre Homicídios 2013, lançado mundialmente nesta quinta-feira (10), pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), revela que, somente em 2012, foram registrados 50.108 homicídios no Brasil, número equivalente a pouco mais dos 10% dos assassinatos cometidos em todo o mundo, que foram 437 mil.  De acordo com o documento, o Brasil apresenta estabilidade no registro de homicídios dolosos, mas o país ainda integra o segundo grupo de países mais violentos do mundo. O cenário de estabilidade no plano nacional contrasta com as disparidades no nível subnacional.

As taxas de homicídio declinaram nos estados do Rio de Janeiro (29%) e São Paulo (11%), mas cresceram no norte e nordeste do País, com destaque para a Paraíba, que registra um aumento de 150%, e Bahia, que contabiliza um aumento de 75% no número de homicídios nos últimos dois anos.O Estado de Pernambuco é uma exceção no Nordeste, com queda de 38.1% na taxa global de homicídios.

No Brasil, apesar da grande maioria das vítimas de homicídios serem do sexo masculino (90%), destaca-se no relatório o número significativo de mulheres que são assassinadas pelos seus parceiros ou familiares. O relatório conclui que muito precisa ser feito para prover os Estados de capacidades para efetivamente prevenir, investigar, denunciar e punir a violência doméstica e todas as formas de violência contra a mulher. A China, Coreia do Norte e o Japão registram os maiores índice de morte de mulheres (cerca de 52% das vítimas).

O abuso de álcool e outras drogas, e a disponibilidade de armas de fogo, são apontadas no estudo como determinantes nos padrões e prevalência da violência letal. O relatório destaca que qualquer política pública na área de prevenção aos homicídios apenas irá funcionar se os governos conseguirem direcionar estas ações para as vítimas e agressores potenciais.

Os países com as maiores taxas de homicídio, com mais de 30 para cada 100 mil habitantes, são Colômbia, Venezuela, Guatemala e África do Sul. O Brasil (25 homicídios para cada 100 mil habitantes) integra o rol do segundo grupo de países mais violentos, juntamente com o México, a Nigéria e o Congo, que registram de 20 a 30 homicídios para cada 100 mil habitantes.

A América do Sul é a terceira sub-região no mundo com os maiores índices de homicídio (23 a cada 100 mil/habitantes). Em primeiro lugar, está o Sudeste da África (com mais de 30 a cada 100 mil/habitantes) e, em segundo lugar, a América Central (26 a cada 100 mil/habitantes).

Os índices de homicídio na Colômbia estão em declínio desde 1996, mas ainda registram um patamar elevado. A Venezuela é o único país da América do Sul que apresenta um aumento significativo nas taxas de homicídio desde 1995. Os registros de homicídios na Argentina, Chile e Uruguai estão estabilizados, mas com baixos índices, aproximando-se dos cenários verificados nos países europeus.

O relatório destaca as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPS) como uma iniciativa determinante para a redução dos índices de homicídio em quase 80% no Rio de Janeiro entre 2008 e 2012. Em novembro de 2013, o estudo contabilizou 34 unidades em operação em 226 comunidades, beneficiando mais de 1,5 milhão de pessoas.

A América é o continente com maior incidência do uso de armas de fogo no cometimento dos homicídios (66%), seguida da Ásia e África (28%), Europa (13%) e Oceania (10%).

O continente americano também apresenta uma notável disparidade entre o total de homicídios cometidos e a condenação dos seus responsáveis, o que coloca em xeque a eficácia do sistema de justiça criminal no País. Apenas 24% dos crimes são solucionados. O número do efetivo policial é analisado de forma diretamente proporcional ao nível de resolução das investigações dos crimes cometidos. Na América, as mortes em presídios também são frequentes. As chances de homicídio entre presos é três vezes maior do que entre a população em geral.

“O UNODC vem trabalhando com o objetivo de oferecer uma referência mundial para os estudos na área de homicídio, o compartilhamento de técnicas de análises com especialistas e acordos de cooperação com os estados para o controle da criminalidade”, afirma Rafael Franzini, representante do Escritório do UNODC no Brasil e Cone Sul.

O foco do levantamento é o homicídio doloso, com uma detalhada analise considerando as diversas faces dos homicídios – relacionados a atividades criminosas, interpessoais ou sociopolíticas – as armas mais utilizadas nos crimes; a eficácia do sistema criminal de justiça na resolução dos casos; e as questões conceituais relativas ao homicídio, violência e conflito.

Saiba mais sobre o relatório em http://bit.ly/Q9j5yZ

Gráfico: UNODC

Gráfico: UNODC

Gráfico: UNODC

Gráfico: UNODC

Segurança eletrônica não se compra no balcão

Com o objetivo de ajudar o consumidor em todas as etapas que antecedem a instalação de um sistema eletrônico de segurança eficiente, a ABESE – Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança disponibiliza a Cartilha do Consumidor, que define de forma sucinta, objetiva e didática os principais equipamentos desenvolvidos para a proteção de imóveis de todos os portes.

A importante ferramenta define o papel da segurança eletrônica e esclarece sobre os principais sistemas, como alarmes monitorados, CFTV e cercas elétricas. Além disso, o material orienta sobre a necessidade da análise de risco do projeto de segurança e mostra alternativas para se escolher uma empresa confiável.

É fundamental ressaltar que segurança eletrônica não se compra no balcão. O consumidor precisa se conscientizar que cada imóvel possui uma característica diferente e, consequentemente, precisa de um projeto específico, realizado por uma empresa capacitada.

Nesse sentido, a Cartilha do Consumidor traz o passo a passo para ajudar na escolha correta do serviço que atenda às particularidades da propriedade de cada pessoa.

O material está disponível para todos no site da ABESE (www.abese.org.br). Basta acessar e fazer o download.

De forma geral, os consumidores não têm conhecimento da necessidade de se exigir a elaboração de um projeto personalizado para o seu estabelecimento. Já no caso de edifícios comerciais, essa prática é mais comum, uma vez que estes locais direcionam maiores investimentos para a segurança pela responsabilidade de proteger um grande número de pessoas e de bens.

Dicas importantes
Uma das dicas recomendadas pela ABESE e que constam na Cartilha é que o consumidor realize sempre três orçamentos e observe em todos eles se a infraestrutura está inclusa no projeto (tubulações adequadas para cada ambiente). Outro ponto importante: escolher a empresa com base no pacote de soluções oferecidas. Afinal, o barato pode sair caro. E com segurança é bom não correr esse risco.

O passo seguinte é a escolha da empresa, quando é imprescindível que o consumidor analise o histórico do prestador de serviço que fornecerá e instalará o sistema de segurança. O mais importante é procurar empresas que lhe ofereçam garantias da procedência dos equipamentos e serviços pós-venda, como manutenção e suporte técnico.

É fundamental também exigir um contrato de prestação de serviços e manutenção dos equipamentos, que deve prever a garantia dos produtos e serviços e o prazo de atendimento em caso de manutenção corretiva.

Esses passos são relevantes para que essa tecnologia cumpra com os seus principais objetivos: detectar, comunicar e inibir ações criminosas.

Existe uma grande logística por trás de um projeto de segurança eletrônica e, para cada imóvel, existe um equipamento, um serviço e um tipo de tecnologia adequada.

O consumidor deve sempre se informar, pesquisar e fazer um investimento de qualidade. Se respeitar essas regras, não colocará a segurança de seu patrimônio e das pessoas em risco.

Fonte: Tecvoz News

Seu Condomínio é seguro?

Confira neste teste como está a segurança do seu condomínio e saiba quais pontos pode melhorar

Uma das mais temidas ameaças para um condomínio do ponto de vista da segurança é o crime comumente chamado de “arrastão”, onde várias unidades são assaltadas.

É uma modalidade onde os criminosos costumam utilizar-se de grande violência para dissuadir os moradores a agirem rápido, normalmente com a participação de vários comparsas o que aumenta a necessidade de ter um “ganho” mais elevado.

Para os moradores que sofreram este tipo de violência, a seqüela psicológica é bastante acentuada em virtude da invasão da privacidade e das ameaças aos entes queridos, muito mais valiosa que uma eventual perda patrimonial.

Portanto, a prevenção torna-se ainda mais importante para que o condomínio não seja mais uma vítima deste tipo de crime.

O teste abaixo foi elaborado para mensurar o nível de segurança de seu condomínio. Ao concluí-lo, será apresentado um relatório com suas respostas e comentários importantes para cada questão. Use-o para aplicar possíveis ajustes ou aprimoramentos na segurança de seu condomínio.

http://www.proprofs.com/quiz-school/story.php?title=seu-condomnio-seguro

Fonte: Sindiconet

A importância da necropsia na elucidação de um crime

Em alguns casos de crimes graves, como os de esquartejamentos, os chamados “requintes de crueldade” despertam a atenção popular e fazem com que o assunto ganhe repercussão na mídia.

A necropsia realizada por médicos-legistas do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo é responsável por fornecer informações precisas sobre causa da morte, tipo de instrumento usado em vítimas e demais detalhes que possam ser obtidos através do cadáver, auxiliando as investigações e apurações dos fatos.

Para o diretor do Centro de Perícias Jorge Pereira de Oliveira, essa possibilidade de comprovar a veracidade de um depoimento é uma das ferramentas mais importantes de um laudo pericial do instituto.

“A perícia, com provas técnicas, confirma ou contradiz uma versão. Tendo duas versões diferentes de um mesmo fato, a prova pericial confere elementos para dizer que um dos dois está dizendo a verdade e provar que o outro está equivocado”, ressaltou Jorge de Oliveira.

Segundo o legista, é possível determinar o tipo de ferramenta utilizada em um assassinato a partir dos ferimentos expostos no cadáver.

“Tem um principio na medicina legal que diz que, pelo tipo da lesão, você determina o agente. Então, em alguns casos, você não identifica um instrumento, mas dá as características de um agente. Isso vai ser complementado pela investigação policial ou pela parte pericial do Instituto de Criminalística (IC), na cena do crime”, afirmou o médico.

Trabalho em equipe
Apesar das técnicas empregadas pelos médicos do IML, o diretor do Centro de Perícias ressalta a importância do trabalho em conjunto com o IC e com as investigações policiais para elucidar o crime.

“A nossa perícia sozinha não é absoluta. Ela tem que ser associada com o perito do local e a parte policial. Aquilo que o corpo nos mostra, informamos as autoridades. Essas informações são associadas à perícia de local, realizada pelo perito criminal do Instituto de Criminalística, e à investigação policial. O conjunto que vai formar a ideia do ocorrido, a dinâmica do crime”, disse Jorge Pereira.

“A parte policial é necessária para confirmar se nossas deduções são validas ou não.

Para o diretor, estas comprovações obtidas são fundamentais para ajudar as investigações.

“A importância do laudo pericial é dar plena convicção às autoridades policiais e judiciárias. São informações que orientam ou complementam a investigação do policial e dão convicção para o julgamento do juiz. A perícia tem que estar bem próxima da verdade, ou ser a própria verdade”, afirmou.

Não adianta esconder
Por diversas vezes, os criminosos tentam livrar-se dos corpos das vítimas ou dificultar suas identificações, queimando-os.

Mesmo assim, de acordo com Jorge de Oliveira, até certos níveis de carbonização é possível realizar a identificação das vítimas.

“A medicina legal permite confrontar a arcada dentária ou, em último caso, fazer exame de DNA, podendo extrair esse material de um osso e comparando com a amostra de algum parente”, explicou.

Para o sucesso da perícia dos médicos do IML, o diretor conta que os legistas se limitam ao mínimo de informações possíveis quando analisam um cadáver.

“Normalmente, o IML recebe somente o corpo, a requisição policial que tipifica o artigo do código penal a que se refere à ocorrência, como homicídio, suicídio ou acidente, a data do fato e a identificação da vítima, quando possível. Não temos o que foi encontrado no local ou a história, então, o legista está isolado do universo, não tem influência externa”, disse Jorge de Oliveira.

“Às vezes, se alguém coloca uma informação errada na requisição, pode ocorrer a chamada indução ao perito. É melhor não saber nada e fazer a perícia pela sua experiência”, concluiu.

Guilherme Uchoa – SSP

Violência urbana provoca traumas que não devem ser ignorados

A violência, cada vez mais frequente nas grandes cidades, provoca traumas que a maioria das vítimas não consegue superar sozinha, sem ajuda. Dividir o problema é o primeiro passo para superá-lo.

O assalto mudou completamente a rotina da família da representante comercial Paula Soares. “Colocaram a arma na minha cabeça e meu esposo disse ‘pelo amor de Deus, deixa eu tirar meu filho’. Eles não pensam, agem como se sua vida não fosse nada, infelizmente. Eu dormia com meu sofá encostado na porta de tanto medo”, diz.

Insônia, pesadelos, alteração no apetite, estado constante de alerta e choro. Tudo isso são sintomas de quem sofreu um trauma e são comuns em vítimas de assaltos, sequestros, violência sexual ou em quem perdeu alguém muito próximo assassinado.

Em muitos casos, a vítima da violência acha que superou o trauma e toca a vida, mas o medo, a perturbação e as alterações no comportamento voltam a se manifestar meses, até anos depois. Por isso, é importante não ignorar o problema.

“Ela começa a se isolar da família, perde o emprego, abandona o emprego, e ela pode desenvolver doenças que agravam esse quadro principal. Pode gerar quadro de depressão, quadro de transtornos de ansiedade”, afirma Adriana Mozzambani, pesquisadora do Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência (Prove) da Unifesp. A médica explica que, em 80% dos casos, as pessoas se recuperam e com a ajuda de remédios e terapia.

Roberto e Yolanda Rubio buscaram o Centro de Apoio às Vítimas da Secretaria de Justiça de São Paulo. O filho deles foi assassinado há um ano e meio. Apesar do retrato falado da polícia, o assassino nunca foi encontrado. “Ele saiu de casa dizendo ‘eu já volto’ e voltou três dias depois num caixão lacrado. Abriu um buraco no chão da minha família que não tem como fechar”, diz Yolanda.

Um dos objetivos do Centro de Apoio é estimular as pessoas a falarem da dor que sentem, e, em grupo, a terapia traz resultados melhores. “Ela se sente mais confiante de estar em um grupo que teve a mesma experiência trágica. Ela pode falar e as outras pessoas ali vão entender”, afirma Cristiane Pereira, coordenadora do Centro.

Fonte: G1

Mulher não precisa levar testemunha à delegacia para denunciar agressor

São 374 delegacias especializadas para mais de cinco mil municípios. Secretaria de Política para Mulheres pretende ampliar para 500 unidades.

Histórias de ameaças e agressões são ouvidas diariamente nas delegacias especializadas de atendimento à mulher. As vítimas chegam constrangidas para relatar as agressões.

A equipe do Jornal Hoje esteve durante duas horas em uma dessas delegacias. De oito atendimentos feitos, apenas três viraram realmente uma ocorrência. É muito comum a mulher ir à delegacia e antes de registrar queixa contra o companheiro, primeiro pedir informações de como funcionaria um processo criminal contra ele.

Quando os casos são registrados, quase sempre os boletins de ocorrência trazem palavras pesadas e ameaças. “A lei, desde a agressão moral, já ampara essas situações. Mesmo naquelas agressões físicas, onde não há uma lesão aparente, a mulher pode procurar a delegacia e ver seu agressor processado”, explica Ana Cristina Santiago, delegada.

O conselho da delegada é direto. “No primeiro sinal de que você de alguma forma possa ser vitima de uma violência doméstica mais grave, procure a delegacia de polícia, denuncie”, diz.

O problema é que o atendimento especializado ainda é restrito. Em todo o Brasil existem apenas 374 delegacias para mais de cinco mil municípios. Onde não há uma unidade especializada, o atendimento á mulher é improvisado nas delegacias da região.

“Se procurando uma vez ela não encontra esse respaldo, essa informação ela circula, então as mulheres acabam não acreditando que vão ser atendidas, e bem atendidas, e aí não procuram as delegacias”, declara Ana Teresa Iamarino, coordenadora de Acesso à Justiça – Secretaria de Política para Mulheres.

Até 2014 a secretaria quer ampliar o atendimento. “A gente espera chegar em pelo menos 500 delegacias”, afirma Iamarino.
Para denunciar uma agressão, a mulher não precisa levar nenhuma testemunha à delegacia, basta a palavra dela. Se preferir pode denunciar também pelo telefone 180, em qualquer parte do país.

Fonte: G1

Feira aborda setor de segurança

A 7ª edição da ISC Brasil 2012 – Feira e Conferência Internacional de Segurança – será realizada entre os dias 24 e 26 de abril, no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, em São Paulo. A feira é considerada uma das mais importantes da indústria de segurança no País, e apresentará aos participantes os últimos avanços de produtos, tendências e soluções para o setor.
Jornal DCI

Entenda como o FBI faz a lista dos seus dez mais procurados

BBC BRASIL
Como o FBI decide quem entra na sua lista de suspeitos mais procurados?

A pergunta veio à tona nesta semana, quando a polícia federal americana trocou Osama Bin Laden por um acusado de pornografia infantil em sua lista de dez fugitivos mais buscados.

Bin Laden, idealizador dos ataques de 11 de Setembro, era o extremista mais procurado no mundo até sua morte, em maio do ano passado, durante uma operação americana no Paquistão.

Já Eric Justin Toth, de 30 anos, não é acusado de matar ninguém, mas sim de “possuir e produzir pornografia infantil”. O ex-professor está foragido desde 2008, quando foi indiciado em âmbito federal após material pornográfico ter sido encontrado em uma câmera de fotos que ele havia usado em sua escola.

O FBI buscou-o pelos Estados de Illinois, Indiana e Arizona, mas perdeu a trilha do suspeito. Por isso, na última terça-feira, adicionou Toth à lista de dez mais procurados, tirando dela Bin Laden.

“Sempre contamos com o apoio público para ajudar a capturar fugitivos e solucionar casos”, disse em comunicado o porta-voz do FBI, Mike Kortan. “A inclusão de Eric Toth na lista de dez mais ilustra como é importante tirar esse indivíduo das ruas e prendê-lo.”

MAIS DURÕES
O FBI começou a produzir a lista de Dez Mais Procurados em 1950, quando um repórter pediu ao organismo os nomes e as descrições dos “caras mais durões” que estavam foragidos.

Desde então, a lista se tornou um sucesso de publicidade, dizem policiais.

Dos 495 homens e mulheres que figuraram na compilação nas últimas seis décadas, 465 foram capturados ou localizados. Desses, 153 foram presos a partir de pistas dadas por pessoas comuns, diz o FBI.

É importante lembrar que os dez indivíduos listados não estão ordenados por grau de periculosidade – a lista não é um ranking.

AMEAÇA À SOCIEDADE
Para ser incluído na lista, é preciso que haja um mandado de prisão federal para o indivíduo e que este seja considerado uma ameaça à sociedade alguém com a suposta capacidade de provocar danos se continuar foragido.

O homem ou a mulher da lista tem de ser considerado “mau” o suficiente para valer uma recompensa de centenas de milhares de dólares por pistas de seu paradeiro.

Também é preciso que os agentes encarregados da busca tenha exaurido outras pistas e acreditem que a publicidade vai ajudar a encontrar o fugitivo (há casos em que fugitivos não são adicionados à lista porque as autoridades creem que a publicidade pode fazê-los se esconderem ainda mais).

A lista é compilada com sugestões de agentes de campo e com a análise dos casos mais proeminentes – o material então vai para o topo da cadeia de comando do FBI, até os nomes da lista receberem a aprovação do diretor do órgão, Robert Mueller.

“Ao longo do tempo, a lista espelhou, de alguma forma, os interesses das investigações criminais do FBI”, explica o historiador oficial do órgão, John Fox.

Nos anos 1960 e 70, por exemplo, figuraram na lista radicais antiguerra do Vietnã adeptos da violência, como Bernardine Dohrn, Katherine Power e Leo Burt. Nos anos 1990, a compilação passou a contar com extremistas internacionais. E nos anos 2000 foi a vez de acusados de pedofilia e pornografia infantil serem listados.

“É claro que isso não engloba todas as prioridades do FBI”, diz Fox. “Contrainteligência (por exemplo, operações sigilosas) não é um tema investigativo que se adeque à lista dos Dez Mais Procurados.”

Os fugitivos saem da lista quando são capturados, mortos ou se deixam de ser considerados uma ameaça à sociedade.

Ao longo dos anos, seis procurados se encaixaram nessa última categoria por exemplo, os ativistas antiguerra do Vietnã que eram acusados de atos violentos e conseguiram escapar até chegarem à meia-idade.

Com tanto a ser levado em conta, é longo e burocrático o processo de acrescentar ou tirar um fugitivo da lista.

O FBI demorou 11 meses para substituir Bin Laden. E, até esta quinta-feira, o acusado de assassinato James “Whitey” Bulger ainda figurava na lista, apesar de ter sido capturado em junho.