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Archive for the ‘ Informação ’ Category

Veja a rotina da equipe do sangue, a Polícia Científica

29 de julho - 23h05: na Sala de Meios, o agente de telecomunicações João Perez Gasques Filho recebe dois chamados da Polícia Civil: uma tentativa de latrocínio e um homicídio simples

29 de julho - 23h15: perito leva maleta metálica equipada com vários itens, como luvas de borracha, sacos plásticos, esparadrapo, lanterna, pinça, fita métrica, hastes flexíveis e algodão

29 de julho - 23h15: Equipe da Polícia Científica se dirige a local de crime no bairro Chácara Santo Antônio, em Santo Amaro

29 de julho - 23h45: motorista de Fusion preto foi vítima de tentativa de latrocínio

29 de julho - 23h45: dente da vítima foi extraído com disparo de arma de fogo

29 de julho - 23h45: vítima estacionava para buscar a mulher em um escritório de arquitetura

30 de julho - entre 0h05 e 0h38: fotógrafo técnico-pericial Sérgio Martins registra imagem de dinheiro encontrado no local do crime: "É uma precaução, para provar o que achamos no local e evitar reclamações posteriores", disse

30 de julho - entre 0h05 e 0h38: Impacto do projétil no vidro do carro formou um cone, aberto para fora. "É um indício que o tiro foi de dentro para fora", diz o perito criminal Waldemir Cássio dos Reis

30 de julho - entre 0h05 e 0h38: com uma caneta esferográfica, o perito Waldemir faz um esboço da cena do crime na folha de um caderno para, segundo ele, "facilitar a elaboração do laudo"

30 de julho - entre 0h05 e 0h38: um buraco no muro de tijolos logo em frente ao local do crime mostra que a bala ricocheteou

30 de julho - entre 0h05 e 0h38: principal prova do crime, projétil é encontrado próximo à porta dianteira do passageiro, rente ao meio-fio

30 de julho - 1h05: peritos se dirigem à rua Pindorama, no Jardim Capela, onde um homem foi vítima de homicídio

30 de julho - 1h05: viaturas da Polícia Militar isolam local do crime

30 de julho - 1h20: pequena mancha de sangue no chão indica local onde vítima foi ferida

30 de julho - 2h35: terceiro crime da madrugada ocorreu em um posto de combustíveis no Jardim Socorro, na zona sul de São Paulo

30 de julho - 2h35: cliente de uma loja de conveniência em um posto de combustíveis foi abordado por um um adolescente e levou um tiro quando deixava o veículo

30 de julho - 2h35: motorista foi atingido por dois tiros e levado ao hospital sem ferimentos graves

30 de julho - 2h35: peritos encontraram manchas de sangue no banco do motorista

30 de julho - 3h18: quarto local periciado pela equipe da Polícia Científica foi palco de confronto entre policiais e uma dupla a bordo de uma motocicleta, na região do Butantã

30 de julho - 3h18: policiais civis perseguiram dois adolescentes em uma motocicleta, acusados de assaltar uma mulher idosa na região. Na perseguição, houve troca de tiros

30 de julho - 3h18: perícia descobre que o número da placa da motocicleta foi adulterado com elástico amarrado no metal: o número que parecia um "6", na verdade era um "0"

30 de julho - 3h18: perito analisa motocicleta acidentada após confronto com a polícia

30 de julho - 3h52: perito Waldemir realiza o exame residuográfico no policial civil que preservava o local

30 de julho - 3h52: o procedimento é necessário em casos de resistência, para provar que o policial utilizou sua arma

30 de julho - 3h52: exame consiste em colocar esparadrapos nos dedos polegar e indicador para absorver partículas de projétil

30 de julho - 4h45: Peritos negam demora no trabalho da Polícia Científica

30 de julho - 4h45: painel com instruções de anatomia decora sala da Polícia Científica

30 de julho - 4h45: por lei, o perito tem 10 dias para entregar o laudo com todas as informações relacionadas ao caso

30 de julho - 5h43: plantão noturno foi considerado "tranquilíssimo" pela equipe da Polícia Científica

30 de julho - 5h43: plantão terminou com o registro de 14 ocorrências desde as 19h, com cerca de 60 pedidos de laudos a serem realizados pelos peritos do laboratório

Fotos: Léo Pinheiro / Terra

São Paulo lidera crescimento no setor de segurança privada

Um levantamento realizado pelo Sesvesp (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo) mostra que o Estado de São Paulo foi o que registrou maior crescimento no mercado de segurança privada, no último ano. De 2010 para 2011 foram gerados mais de 19 mil empregos no Estado, uma alta de 12,8%, totalizando mais de 167 mil postos formais. Já o número de empresas efetivas chegou próximo a 400, um ligeiro aumento (3%) em relação ao ano anterior. Atualmente, o Estado concentra 29% das empresas no Brasil; 20% dos cursos de formação de vigilantes e 30% da mão de obra.

“Cada vez mais a segurança privada é requisitada pelo serviço público, bancos, indústrias, condomínios e shoppings, que são os maiores contratantes, e isso gera um impacto positivo na criação de emprego. A segurança privada é um dos setores que, atualmente, tem buscado muita mão de obra”, explica o presidente do Sesvesp, José Adir Loiola.

Ao todo, o Brasil possui cerca de 1.500 empresas de segurança autorizadas pela Polícia Federal a prestar serviço de segurança privada, que engloba transporte de valores, escolta de cargas, cursos de formação, segurança pessoal e segurança patrimonial e um contingente de 540 mil vigilantes habilitados a prestarem serviços de vigilância privada.

(Revista Segurança e Cia/SP)

Centrais de flagrante terão horário ampliado

As Centrais de Flagrantes terão seu horário ampliado, de acordo com medida publicada nesta quarta-feira, 17, no Diário Oficial do Estado de São Paulo. As unidades passarão atender aos sábados e nos feriados que caírem durante a semana.

Instaladas nas delegacias seccionais da capital paulista, as unidades são voltadas para o registro de ocorrências em estado de flagrante delito (prisões e termos circunstanciados), incluindo registro de captura de procurado e atos inflacionais. Além disso, elas também vão registrar crimes de trânsito.

Nos dias úteis, as Centrais prestarão atendimento entre 7h e 22h. Nos feriados semanais e aos sábados, entre 8h e 20h. O efetivo será dividido em cinco equipes, sendo a primeira com horário de entrada às 7h e saída às 19h; e a última equipe com horário de trabalho das 12h às 22h.

JT – Marcela Bourroul Gonsalves

Disque Denúncia em SP recebe mais denúncias sobre tráfico; veja o ranking

De A Tribuna On-line

O Disque Denúncia 181, canal de comunicação para que os cidadãos possam fornecer informações sobre crimes e atos de violência de forma segura e anônima, recebeu, no mês passado, um total de 13.146 denúncias em todo o Estado de São Paulo. Em 2010, foram registradas 13.980 denúncias.

Apesar da queda no mês, o acumulado no ano chegou a 93.176 denúncias, 17% a mais que o período de janeiro a julho de 2010 (quando foram recebidas 79.748 denúncias). A capital paulista é a região onde mais se denuncia (38.850 denúncias sendo que no último mês foram 5 denúncias para cada 10 mil habitantes), seguida do interior (32.364, em julho com 2/10 mil hab). A área metropolitana fica em último lugar, com 22.052 denúncias (3,8 / 10 mil hab).

O tráfico de entorpecentes segue liderando as ligações com 43.070 denúncias recebidas entre janeiro e julho deste ano. No período, foram 8.793 denúncias de jogos de azar e 4.871 sobre maus tratos contra crianças. A lista continua com ligações sobre receptação dolosa, arma de fogo, indicação de procurados, maus tratos contra idosos, veículos abandonados, crueldade contra animais e roubo, entre outras.

Para Mário Vendrell, coordenador de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência, ONG que mantém o Disque Denúncia, a utilização desse canal de comunicação pela população tende a crescer cada vez mais.

“O número de denúncias aumenta na mesma medida em que a sociedade toma consciência de que pode contribuir para inibir a criminalidade. É importante que cada cidadão perceba que também tem seu papel na manutenção da ordem pública e na defesa da cidadania. O Estado não pode resolver todos os problemas, portanto todos devem colaborar para que possamos ter uma sociedade melhor”.

Disque Denúncia 181

Com funcionamento de 24 horas por dia, 7 dias por semana, o Disque Denúncia 181 tem capacidade de atender mais de 100 mil ligações telefônicas por mês, utilizando um software especialmente desenvolvido para o serviço. Os terminais de atendimento não possuem identificadores de chamada, o que garante o anonimato e o sigilo das denúncias.

As denúncias são registradas por uma central de atendimento e direcionadas imediatamente às autoridades competentes de acordo com o assunto: Polícia Militar, Polícia Civil, Corregedorias, Conselheiros Tutelares, entre outros, que tem o prazo de até 90 dias para dar retorno sobre as providências tomadas. O cidadão recebe um código alfanumérico para que possa acompanhar o andamento da sua denúncia.

Além de ser uma ferramenta de apoio ao trabalho das polícias, fornecendo dados valiosos para a investigação e combate ao crime, o Disque Denúncia 181 é também um meio para que as pessoas possam exercer a sua cidadania denunciando atos criminosos que coloquem em risco a sua segurança e a de outros.

Centrais de Flagrantes abrangem toda a capital

Desde o início do mês, todas as regiões da capital contam com os serviços de uma Central de Flagrantes.

Na primeira etapa, iniciada em 4 de julho, as centrais da 4ª (Norte), 5ª (Leste), 7ª (Itaquera) e 8ª (São Mateus) Delegacias Seccionais começaram a registrar ocorrências de flagrante delito (prisões ou termos circunstanciados), captura de procurados da Justiça e atos infracionais.

Com a conclusão do projeto, no dia 1º de agosto começaram a operar as unidades correspondentes à 1ª (Centro), 2ª (Sul), 3ª (Oeste) e 6ª (Santo Amaro) Delegacias Seccionais. No total, são nove as Centrais de Flagrantes instaladas na capital. “Devido à extensão territorial da zona oeste, serão criadas duas centrais”, justificou o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Carlos José Paschoal de Toledo.

Relação das Centrais:

1ª Seccional: 8º Distrito Policial (Brás) – Rua Sapucaia, 206
2ª Seccional: 26º Distrito Policial (Sacomã) – Avenida Padre Arlindo Vieira, 50
3ª Seccional: 91º Distrito Policial (Ceagesp) – Avenida Gastão Vidigal, 307
3ª Seccional: 89º Distrito Policial (Portal do Morumbi) – Rua Domingos Simões, 21
4ª Seccional: 20º Distrito Policial (Água Fria) – Rua São Zeferino, 34
5ª Seccional: 31° Distrito Policial (Vila Carrão) – Avenida Conselheiro Carrão, 2580
6º Seccional: 101º Distrito Policial (Jardim Embuias) – Rua Carolina Michaelis, 370
7ª Seccional: 63° Distrito Policial (Vila Jacuí) – Rua Dríades, 50
8ª Seccional: 49° Distrito Policial (São Mateus) – Avenida Ragueb Chohfi, 830

Equipe Sekron Alarmes, com informações da SSP.

Semana do desarmamento no M’Boi Mirim


Começou nessa segunda-feira (8) a Semana do Desarmamento no M’Boi Mirim. Articulada pelo Instituto Sou da Paz em parceria com os integrantes do Plano de Controle de Armas da Cidade de São Paulo, a ação pretende facilitar e promover a entrega voluntária de armas de fogo e munições na zona sul da capital paulista. A campanha se estenderá até o sábado, dia 13.

Apesar da queda significativa no índice de homicídios no M´Boi Mirim nos últimos 10 anos, a área ainda é uma das mais impactadas pela violência na cidade, o que motivou a criação de ações locais especialmente voltadas para a desvalorização das armas de fogo na região.

A pessoa que entregar sua arma ou munição nos postos do M’Boi Mirim não precisará se identificar e receberá uma indenização entre R$ 100 e R$ 300 dependendo do tipo de arma entregue. Ao todo, seis postos estarão abertos das 8h às 17h para o recolhimento das armas e munições. São eles:

Postos provisórios
CIC Feitiço da Vila (Dias 8,9 e 10)
Estrada de Itapecerica, 8.887, Itapecerica da Serra
(11) 5825-2444

CIC Sul (Dias 11, 12 e 13)
Rua José Manoel Camisa Nova, 100, Jardim São Luís
(11) 5514-0182

Postos fixos (Não funcionam aos fins de semana)
Inspetoria da Guarda Civil Metropolitana no M’Boi Mirim
Rua Nova Tuparoquera, 2.220, Jardim São Luís
(11) 5897-2609 / 5892-0283

47º Distrito Policial
Estrada de Itapecerica, 5.864, Itapecerica da Serra
(11) 5821-2805

92º Distrito Policial
Rua Maria Benedita Rodrigues, 300, Parque Santo Antônio
(11) 5511-8914

100º Distrito Policial
Rua José Carlos dos Santos Marques, 301, Jardim Ângela
(11) 5831-2380

Fonte: Instituto Sou da Paz

O balanço da criminalidade

O Estado de S.Paulo

O balanço da criminalidade que a Secretária da Segurança Pública acaba de divulgar apresenta duas informações importantes. Revela que, no primeiro semestre de 2011, os homicídios caíram 12% no Estado e 28% na capital, em comparação com o mesmo período de 2010. Já os latrocínios (roubo seguido de morte) cresceram 12% na capital, 30% na Grande São Paulo e 21% no interior. Aumentou também o roubo de veículos – 10% no Estado e 7,5% na capital.

A queda da taxa de homicídios já era esperada, pois, nos últimos 16 anos, a tendência de redução desse tipo de crime foi interrompida uma única vez, em 2009. Em 2010 foram registrados 10,47 assassinatos por 100 mil habitantes no Estado de São Paulo, e, no primeiro semestre de 2011, a relação caiu para 9,6 mil casos por 100 mil habitantes – na capital, foram 8,5 homicídios por 100 mil, a menor taxa desde 1965. A média brasileira é de 25 por 100 mil. Assim, a partir do primeiro semestre deste ano o Estado deixou de ser área de “violência epidêmica”, que é como a Organização Mundial da Saúde classifica os locais onde há mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes.

Esse fato auspicioso decorre do sucesso da política adotada no combate à criminalidade, nos quatro últimos governos do PSDB. Contando hoje com o mesmo número de policiais do final dos anos 90, o órgão fez o que os especialistas recomendavam: implementação de políticas que envolvem maior articulação com as prefeituras, profissionalização progressiva das guardas municipais, estratégias de prevenção integradas com entidades comunitárias, investimento em serviços de inteligência e maior utilização de tecnologia nas investigações.

Para reduzir os homicídios, essa política definiu três prioridades. A primeira foi a apreensão de armas de fogo. A segunda prioridade foi o combate ao narcotráfico, por meio de operações conduzidas por departamentos especializados e planejadas com base em mapeamentos criminais online e intercâmbio de informações com outras polícias. A terceira prioridade foi o combate ao consumo excessivo de álcool, especialmente nas cidades mais pobres da Grande São Paulo. Além disso, a polícia paulista foi favorecida por mudanças legislativas – como a entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento, em 2004, que tipificou o porte não autorizado de arma de fogo como crime inafiançável – e pelo aumento da eficiência das Varas de Execução Penal.

No caso dos latrocínios, a tendência de aumento deste tipo de crime é atribuída, por especialistas e autoridades do setor de segurança, a diferentes fatores. Um dos mais importantes está associado ao crescimento de consumo de drogas, pois é cada vez maior o número de viciados que roubam para comprar entorpecentes. Os latrocínios também estão associados ao aumento de outros crimes – principalmente roubo de veículos e de carga. Na cúpula das Polícias Militar e Civil, há ainda quem afirme que o aumento do número de latrocínios no interior está ocorrendo nas cidades que estão na rota do narcotráfico.

Já o aumento dos crimes contra o patrimônio – de 11,5% na capital e de 6,4% no Estado – é atribuído ao crescente uso pela população de objetos pequenos de alto valor, como celulares, iPads e laptops.

Segundo o comando da Polícia Militar, é cada vez maior o número de pessoas que, valendo-se da desburocratização dos boletins de ocorrência nas companhias da corporação e nas delegacias eletrônicas, dá queixa do roubo ou furto desses equipamentos, engrossando as estatísticas da criminalidade. A Secretaria da Segurança anunciou que em breve adotará novos procedimentos – que não explicitou – para tornar mais eficiente o combate aos crimes contra o patrimônio. As autoridades do setor acreditam que, então, o número de prisões – cuja média anual é de 120 mil no Estado – baterá recorde.

SINAIS DO CRIME: Códigos da violência

O crime tatuado na pele. O BOM DIA mergulha no submundo do ‘xadrez’ e revela o significado desses códigos

Michelle Mendes – O Vale
São José e Taubaté

Crime tatuado na pele. A ‘vida loka’ traduzida, da alma para o corpo, em cores e traços. Códigos cifrados do submundo, alfabeto da violência. Entre os criminosos, a tatuagem é informação e ao mesmo tempo, revela o ‘currículo’ e o status, pode conter dados ocultos. A estratégia é empregada até na mais temida facção criminosa do Estado: o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Os desenhos são feitos nas celas, pelos próprios criminosos, de maneira improvisada. Por meio desses sinais, é possível criar uma espécie de ‘cartão de visitas’, gravado na pele. Cada tatuagem tem o seu significado próprio, pode informar qual o crime praticado pelo prisioneiro ou então que facção integra.

As tatuagens são feitas um com tubo de tinta caneta esferográfica, agulha de costura e motor de gravador. E essa máquina artesanal é movida a pilha ou gato da fiação elétrica. Há casos em que o bandido consegue tinta profissional para o desenho.

Código do PCC /Das ‘tatuagens do PCC’, as mais usadas são o próprio nome da facção (ou o símbolo 1533), a carpa, o símbolo chinês ‘Yin Yang’ e a sigla PJLI — ‘lema’ da organização: Paz, Justiça, Liberdade e Igualdade.

Outras facções, como, por exemplo: ‘CRBC’ (Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade), ‘ TCC’ (Terceiro Comando da Capital) e SS (Seita Satânica).

Grife /As tatuagens tem um ‘código’ geral — é incomum que os significados mudem de um presídio para o outro. O que não impede a criação, no Vale do Paraíba, de novas ‘grifes’ do crime, por quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas, como ocorre em Taubaté.

Entre as imagens mais comuns no sistema prisional estão santos, caveiras, bonecos, punhal, diabo, estrela, suástica, cobra, palhaço, fuzis. São os sinais do crime.

‘Amor só de mãe’: frase indica ‘matadores’ do crime, diz DIG

‘Amor só de mãe’. De acordo com a Polícia Civil da região, essa é a frase gravada no corpo, na maioria das vezes em japonês, dos ‘matadores’ do crime . A mensagem, de acordo com a ‘cartilha’ das facções é: deve-se respeito apenas à própria mãe, o resto, é resto. O ‘vida loka’ não mede consequências para executar o ‘alvo’, quem quer que seja — policial, criminoso ou mesmo um cidadão comum.

“Na maioria dos casos os criminosos fazem tatuagens para transmitir a mensagem de como devem ser reconhecido na bandidagem, no PCC, por exemplo, o ‘1533’ tem o total respeito na facção e chega a provocar medo”, afirmou à reportagem do BOM DIA delegado titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Taubaté, Juarez Totti.

Crimes contra o patrimônio caem no Vale do Paraíba e Litoral Norte

As regiões do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte registraram queda dos crimes contra o patrimônio no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, foi registrado um caso de roubo a banco, contra seis no mesmo período do ano passado. A informação consta das estatísticas mensais da criminalidade, divulgadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Nos últimos 12 meses, foram registrados cinco casos a menos. De julho de 2009 a junho de 2010, foram nove casos, contra quatro entre julho do ano passado e junho deste ano.

Outra modalidade que também apresentou queda foi o roubo de carga, com redução de 3,23%. No período de julho de 2009 a junho de 2010 foram registradas 62 ocorrências, contra 60 nos últimos 12 meses.

Polícia mais ativa

Um dos indicadores de atividade policial, os flagrantes de tráfico de drogas aumentaram 15,41% na região neste primeiro semestre. Foram registrados 1.408 casos – 188 a mais que no mesmo período do ano passado. Este tipo de ocorrência depende totalmente da ação policial; o crescimento indica maior eficiência das polícias para apreender drogas ou prender traficantes.

As estatísticas da criminalidade também apontam um crescimento de 16,55% no número de armas apreendidas nos seis primeiros meses do ano. Foram 514 armas retiradas de circulação, contra 441 entre janeiro e junho de 2010 – 73 a mais.

O trabalho de investigação da Polícia Civil e o policiamento ostensivo da Polícia Militar resultaram em 4.518 prisões neste primeiro semestre – 137 a mais que em 2010.

Estado

O Estado alcançou a taxa de 9,6 mortes intencionais por grupo de 100 mil habitantes, ou seja, abaixo da chamada zona de epidemia, classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há 10 ou mais homicídios por 100 mil habitantes/ano. A taxa de homicídios no Brasil é de 25/100 mil habitantes. Desde 1999, São Paulo já reduziu em 70% o número de homicídios dolosos.

No primeiro semestre deste ano, foram 278 mortes a menos do que no mesmo período do ano passado, quando houve 2.278 casos, uma queda de 12,2%.

Outro comparativo a se considerar é o dos últimos 12 meses, período em que o Estado de São Paulo registrou 483 mortes intencionais a menos, numa redução de 10,67%. De julho de 2009 a junho de 2010, foram registrados 4.525 homicídios dolosos, contra 4.042 de julho de 2010 a junho de 2011.

Atualizações mais frequentes

Como alertado nos últimos meses, quando as estatísticas da criminalidade passaram a ser divulgadas mensalmente, as atualizações de dados informados passaram a ser mais frequentes. A maioria das alterações decorre da mudança de natureza criminal, a partir de investigações conduzidas por autoridades policiais.

Há, também, casos em que a natureza preponderante muda pela morte da vítima, em momento posterior ao registro. As estatísticas da criminalidade são utilizadas, em primeiro lugar, para o planejamento das polícias e da área de segurança. Servem, por exemplo, para orientar aquisições e distribuição de recursos humanos, tecnológicos e materiais. Devem ser um retrato o mais fiel possível da realidade. Por isso, são atualizadas sempre que a autoridade policial conclui ser outra a natureza de um crime.

As atualizações são feitas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública, depois de receber comunicação formal da unidade policial responsável pela investigação. Antes de serem oficializadas, as alterações propostas são checadas pela CAP.

Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública

Metrô de SP e CPTM registram cinco roubos por semana

Segundo a SSP, nos cinco primeiros meses ocorreram 106 assaltos.
Crimes se concentram nos acessos e corredores das estações.

Da Agência Estado

Crimes se concentram nos acessos e corredores das estações (Foto: Glauco Araújo/G1)

Crimes se concentram nos acessos e corredores das estações (Foto: Glauco Araújo/G1)

Entre janeiro e maio, a polícia registrou 106 roubos em linhas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo, média de cinco por semana. Os crimes na rede metroferroviária se concentram nos acessos e corredores das estações -não há um horário específico nem registros de casos dentro dos vagões.

Na maioria das vezes, o criminoso diz estar armado, mas não chega a exibir a arma. Ele pede celular, dinheiro e carteira e foge em seguida na direção da rua. A polícia recomenda às vítimas que não reajam.

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, houve 18 assaltos em janeiro, 28 em fevereiro, 20 em março, 24 em abril e 16 em maio.

Seis desses roubos foram cometidos contra farmácias de estações. Os demais são ataques a passageiros. Vinte e dois adultos foram presos e 8 adolescentes, apreendidos.
Para a polícia, o número é baixo, considerando que 5,1 milhões de pessoas circulam diariamente pelas cinco linhas do Metrô e pelas seis da CPTM. Mesma conclusão é alegada pela assessoria do Metrô, uma vez que “houve o registro de um ocorrência de segurança pública para cada um milhão de passageiros transportados”. Não é possível comparar os dados com igual período do ano passado, pois, à época, o governo do Estado não divulgava estatísticas por delegacias, como atualmente.

Nos primeiros cinco meses do ano, as linhas de trem também registraram 118 casos de lesão corporal dolosa (quando há intenção) e dois homicídios. As mortes aconteceram entre janeiro e fevereiro.

Fonte: G1