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Vale precisa de mais 5.000 PMs

 

Média na região é de um policial para 578 pessoas; corporação afirma que planejamento estratégico cobre áreas de maior risco
SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
O efetivo da Polícia Militar no Vale do Paraíba deveria contar com 5.000 policiais militares a mais, segundo uma orientação da ONU (Organização das Nações Unidas).
A organização defende que deve haver um policial militar para cada 250 pessoas.
Hoje, a corporação possui 3.800 policiais para cobrir uma área de 2,2 milhões de pessoas em 42 municípios da região. Uma média de um policial para cada 578 pessoas.
A corporação reconhece que o efetivo está abaixo do esperado, mas afirma que faz um planejamento estratégico para cobrir áreas em que há mais risco de crimes.
Para Paulo José de Palma, promotor da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Taubaté, o baixo número de policiais é apenas um dos itens que influi para a criminalidade (leia texto nesta página).
Policiamento
Os policiais militares são responsáveis pelo policiamento preventivo.
Para o tenente-coronel Luís Augusto Guimarães, comandante interino da PM no Vale, a corporação busca compensar a falta de oficiais com o trabalho de inteligência.
“Fizemos uma reavaliação há alguns anos. Há áreas tranquilas em que colocávamos muitos policiais, sendo que não era necessário. Eles foram realocados em áreas mais degradadas”, afirmou.
De acordo com ele, a Secretaria de Segurança Pública está tentando resolver o problema da falta de policiais por meio de concursos públicos.
Recentemente, vieram 300 policiais para o Vale. Agora, está tendo um outro concurso.
Para o promotor Palma, o número de policiais está defasado em relação ao crescimento da população.
“Se checarmos o número de policiais nos anos anteriores, veremos que eles não acompanharam o crescimento da população. É uma de nossas brigas junto ao estado. Também não há um número suficiente de policiais civis. As investigações estão prejudicadas”, disse o promotor.
Dados
No primeiro trimestre deste ano, o Vale registrou nova queda no índice de homicídios. Mesmo assim, São José e Taubaté, as duas maiores cidades da região tiveram aumento de 50% nos assassinatos.
“Estamos fazendo operações para atacar o tráfico de drogas, que hoje é o principal causador de mortes. Em algumas regiões, conseguimos controlar. Em outras, estamos nos esforçando, disse Guimarães.
Segundo ele, o tráfico também acaba provocando outros crimes. “Nossa meta é chegar no médio traficante, que é quem distribui a droga.”

Fonte: O Vale

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