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SP tem mais roubo e homicídio pelo 3º mês seguido

Bruno Paes Manso – O Estado de S. Paulo
Dados criminais confirmam tendência de piora, tanto no acumulado do ano quanto em comparação a maio de 2011

SÃO PAULO – Três tipos de crime que assustam tanto ricos quanto pobres estão entre os que mais cresceram na capital paulista nos primeiros cinco meses do ano – homicídios (16,3%), roubos de veículos (26%) e outros tipos de roubo (7,3%). Os dados divulgados nesta segunda-feira, 25, pela Secretaria de Segurança Pública confirmam tendência de piora na criminalidade. É o terceiro mês seguido em que o número de assassinatos aumenta na cidade em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Já os roubos têm o quinto mês de piora em comparação a 2011.

Nos primeiros cinco meses na capital também cresceram furtos de veículos (8,6%), roubos de carga (10,9%) e estupros (16,7%). Os crimes que registraram queda são homicídio culposo por acidente de trânsito (-14,5%), latrocínio (-2,1%) e roubo a banco (-24%). No entanto, esse último não inclui as explosões de caixas eletrônicos, que são registradas como furtos qualificados.

No total, 60 dos 93 DPs paulistanos tiveram alta no número de roubos (exceto de veículos). Entre os roubos de veículos, 73 tiveram alta. Assim como nos meses passados, as maiores altas foram registradas em regiões fora do centro expandido: Jardim Mirna, na zona sul, teve alta 82,2% nos roubos e o DP da Nossa Senhora do Ó, na zona norte, tem os maiores aumentos de roubo e furto de veículos – 188,2% e 104,1%, respectivamente.

A situação já tem levado autoridades de segurança pública a buscar alguns antigos argumentos para explicar a alta. O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, aponta a sensação de impunidade por parte do autor de homicídio como explicação para a alta. “Como pode um autor de triplo homicídio, depois de nove anos, receber direito a regime semiaberto?”, questiona. “Isso ocorreu em São Paulo e o sujeito voltou a matar depois de solto.”

Estado
Os dados de criminalidade no Estado estão um pouco melhores do que na capital. Os homicídios, por exemplo, apesar de registrarem alta acumulada nos primeiros cinco meses do ano (4,8%), já registraram queda (-3,2%) no mês de maio.

Roubo de veículos (20,9%) e roubo em geral (5,7%), no entanto, mantiveram crescimento no acumulado de janeiro a maio e a tendência se manteve no mês de maio. “As pessoas ficaram um pouco anestesiadas com tipos de crime como roubo de carros, porque faziam seguros que as ajudavam a recuperar o valor do patrimônio perdido.

Nesse clima, as quadrilhas encontraram espaços para crescer”, analisa o delegado-geral.

Segundo Carneiro, a Polícia Civil passou a investigar e prender os receptadores e os desmanches, dificultando o trabalho das quadrilhas organizadas. “Essa foi a determinação que demos para tentar combater essa modalidade de crime.”

Na comparação só entre maio de 2012 e 2011, a capital também está em pior situação que o Estado. A cidade teve alta de 21,4% nos homicídios e queda de 3,2% no Estado. Já os roubos subiram 27,9%, enquanto no Estado a alta foi de 9,8%.

Colaborou Daniel Trielli.

Polícia divulga balanço sobre ação contra arrastões em SP

30 pessoas foram presas e 14 assaltos a restaurantes esclarecidos desde o início dos arrastões na capital paulista

SÃO PAULO – Balanço da Polícia Civil do Estado de São Paulo divulgado na última quinta-feira, 21, mostra que 30 pessoas foram presas e 14 assaltos a restaurantes esclarecidos desde o início dos arrastões a estabelecimentos na capital paulista. Dentre os detidos, 14 são adolescentes.

O governador do Estado, Geraldo Alckmin, divulgou os resultados do balanço da ação de proteção a bares e restaurantes na manhã de quinta, em uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona oeste de São Paulo. Alckmin disse que até o fim do ano a intenção é ter 7 mil policiais militares a mais nas ruas.

Vizinhança Solidária
Na próxima terça-feira, 26, entra em vigor o programa Vizinhança Solidária, que conta com o auxílio da população contra a onda de arrastões, no Itaim Bibi, zona sul da capital paulista. Moradores, condomínios e restaurantes devem colaborar com a polícia com o objetivo de denunciar e auxiliar na proteção do bairro.

De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, Roberval França, “o programa começou como projeto piloto, 10 meses atrás, na cidade de Santo André, no Grande ABC. Foi aplicado em 14 bairros e, em 12 deles, a criminalidade foi a zero. Em dois, caiu 50%”.

O bairro do Itaim Bibi será o primeiro a receber o programa, que será expandido gradualmente para toda a capital paulista, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública. Na próxima terça, haverá uma reunião entre a Polícia Militar e os representantes de restaurantes e condomínios do bairro, para iniciar o programa.


Fonte: Estadão

Segurança Eletrônica

Um sistema eficiente de Segurança Eletrônica é um importante aliado na prevenção de invasões e arrombamentos, ajudando a combater roubos e assaltos a empresas de qualquer porte ou residências.

Para sua segurança:
- Nunca passe informações sobre o seu sistema de alarme por telefone sem antes pedir a contra-senha de seu serviço de monitoramento 24 horas.

- Mantenha seus dados atualizados junto a Central de Monitoramento 24 horas. Sem estas informações nossa central não poderá avisá-lo de disparos ocorridos prejudicando a sua segurança.

- Antes de viajar, comunique à Central de Monitoramento o período que estará ausente, informando o nome e o número telefônico das pessoas que irão ficar responsáveis pelos contatos em caso de necessidade.

- Não permita que pessoas não autorizadas pela tenham acesso ao seu sistema de alarme.

- Nunca negligencie os disparos de seu sistema de alarme, dirija-se até o local e certifique que está tudo em ordem.

– Ao fazer reformas ou mudanças em sua casa ou empresa certifique-se de que nenhum dos componentes de seu sistema de alarme foi afetado. Exemplo: ao se remanejar móveis e divisórias, você pode esconder os sensores de presença impedindo o seu funcionamento e deixando o ambiente desprotegido.

- Nunca esqueça de ativar o seu sistema de alarme.

Dia 23 termina prazo do edital para financiar videomonitoramento

Termina na sexta-feira (22/6) o prazo de inscrição de projetos de municípios e consórcios municipais para implementação ou expansão de sistema de videomonitoramento. Voltadas à prevenção da violência e criminalidade, as propostas serão financiadas pelo Ministério da Justiça, que irá liberar R$ 10 milhões dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública para contemplar todos os projetos selecionados.

Os municípios interessados devem cadastrar e enviar suas propostas para análise por meio do Sistema de Convênios e Contratos de Repasse do Governo Federal (Siconv). Para concorrer, o município deve manter guarda municipal, implantar Conselho Comunitário de Segurança ou desenvolver ações de policiamento comunitário; ter população acima de 30 mil habitantes ou estar localizados em áreas de fronteira ou regiões metropolitanas; não possuir convênio em aberto; comprovar capacidade técnica e gerencial para execução das metas e cumprir os demais requisitos do edital.

A análise das propostas será realizada pelo Departamento de Políticas, Programas e Projetos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), mediante instituição de uma comissão julgadora. Após as fases de habilitação, seleção e análise, a relação dos projetos será encaminhada para aprovação do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Fonte: Ministério da Justiça

As polêmicas do novo Código Penal

Do terrorismo à descriminalização de alguns casos de aborto, confira as alterações propostas pela comissão de juristas do Senado
Os 23 principais tópicos:

1. Aborto
No caso do aborto, são sugeridas a diminuição das penas e o aumento nas hipóteses de descriminalização. A principal inovação é que a gestante de até 12 semanas poderá interromper a gravidez desde que um médico ou psicólogo ateste que a mulher não tem condições de arcar com a maternidade.

2. Ortotanásia
Deixa de ser um homicídio comum, com pena máxima de 20 anos para até 4 anos de prisão. A prática não será considerada crime quando o agente deixa de fazer uso de meios artificiais para manter a vida do paciente, a doença é grave e for irreversível, atestada por dois médicos, com consentimento do paciente ou da família.

3. Enriquecimento ilícito
Servidores públicos e agentes políticos dos três Poderes que não conseguirem comprovar a origem de um determinado bem ou valor poderão ser presos por até cinco anos. O Estado poderá se apossar do bem de origem duvidosa. Atualmente, ter patrimônio a descoberto não é crime por si só.

4. Jogo do bicho
A prática deixaria de ser contravenção, delito de menor potencial ofensivo, para se tornar crime, com pena de até 2 anos de prisão. Ao contrário do que ocorre hoje, os apostadores não estariam sujeitos a penas.

5. Furto
Uma pessoa que devolva um bem furtado pode ter a pena contra si extinta. A vítima tem de concordar expressamente com a restituição do produto, antes ou no curso do processo. A anistia valeria também para os reincidentes na prática.

6. Progressão de regime
Dificulta a progressão de regime para quem tenha sido condenado ao praticar crimes de forma violenta, sob grave ameaça, ou que tenham acarretado grave lesão social.

7. Abuso de autoridade
O servidor público poderá ser punido com até 5 anos de prisão. Pela lei atual, de 1965, a pena máxima é de 6 meses de prisão. Foi mantida a previsão para a pena de demissão para quem tenha praticado a conduta.

8. Crimes hediondos
Embora tenha excluído a corrupção do rol de crimes hediondos, o colegiado acrescentou outros sete delitos ao atual rol: redução análoga à escravidão, tortura, terrorismo, financiamento ao tráfico de drogas, tráfico de pessoas, crimes contra a humanidade e racismo. Os crimes hediondos são considerados inafiançáveis e não suscetíveis de serem perdoados pela Justiça, tendo regimes de cumprimento de pena mais rigorosos que os demais crimes.

9. Crime de terrorismo
Foi sugerida a criação do tipo penal específico para crimes ligados ao terrorismo, com pena de 8 a 15 anos de prisão. A proposta prevê ainda revogação da Lei de Segurança Nacional, de 1983, usada atualmente para enquadrar práticas terroristas. A conduta não será considerada crime se tiver sido cometida por movimentos sociais e reivindicatórios.

10. Bebida a menores
De acordo com a nova proposta, passaria a ser considerado crime vender ou simplesmente oferecer bebidas alcoólicas a menores, ressalvadas as situações em que a pessoa seja do convívio dele.

11. Anistia a índios
Teriam redução de pena ou simplesmente seriam anistiados os índios que praticarem crimes de acordo com suas crenças, costumes e tradições. A previsão só valerá para situações em que haja um reconhecimento de que o ato não viole tratados reconhecidos internacionalmente pelo País e ficará a critério da decisão do juiz. O oferecimento de bebida a índios dentro das tribos passaria a ser crime, com pena de até 4 anos de prisão.

12. Organização criminosa
Cria o tipo penal, com penas de até 10 anos de prisão. Hoje, por inexistência de previsão legal, a conduta é enquadrada em formação de quadrilha, com pena máxima de 3 anos.

13. Máquina eleitoral
Poderá ser punido com pena de até 5 anos de prisão o candidato que tenha se beneficiado pelo uso da máquina pública durante o período eleitoral. Hoje, a pena é de 6 meses. O colegiado enxugou de 85 para apenas 14 os tipos de crimes existentes no Código Eleitoral. Entre as sugestões, estão o aumento de pena para crimes eleitorais graves, como a compra de votos e a coação de eleitores, e a descriminalização de algumas condutas, como a boca de urna.

14. Empresas criminosas
Uma empresa pode ser até fechada, caso tenha cometido um crime. Ela responderá a processo se tiver cometido crimes contra a economia popular, contra a ordem econômica e contra a administração pública, que é o caso de corrupção. Atualmente, há previsão na Constituição para esse tipo de sanção penal, mas na prática apenas as que atuam na área ambiental estão sujeitas a penalização.

15. Informação privilegiada
Cria o tipo penal para quem se vale de uma informação reservada de uma empresa que potencialmente pode aumentar as ações dela, tem a obrigação de não a revelar ao mercado, mas a utiliza para obter privilégios.

16. Cópia de CD
Deixaria de responder a processo por “violação do direito autoral” quem fizer uma cópia integral de uma obra para uso pessoal, desde que não tenha objetivo de lucro. Ou seja, copiar um CD de música ou um livro didático para uso próprio deixaria de ser crime. Atualmente, a pena para os condenados pela conduta pode chegar a até 4 anos.

17. Meio ambiente
Seria aumentada de 1 ano para 3 anos a pena máxima para quem tenha sido condenado por realizar obra ou serviço potencialmente poluidor sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes.

18. Abuso de animais
Passaria a ser crime abandonar animais, com pena de até 4 anos de prisão e multa. Foi aumentada a pena para quem tenha cometido abuso ou maus tratos a animais domésticos, domesticados ou silvestres, nativos ou exóticos. A pena subiria de 3 meses a 1 ano de prisão para 1 ano a 4 anos.

19. Discriminação
Aumentariam as situações em que uma pessoa pode responder na Justiça por discriminar outra. Pelo texto, poderá ser processado quem praticar discriminação ou preconceito por motivo de gênero, identidade ou orientação sexual e em razão da procedência regional. Pela legislação atual, só podem responder a processo judicial quem discrimina o outro por causa da raça, da cor, da etnia, da religião ou da procedência nacional. Os crimes continuariam sendo imprescritíveis, inafiançáveis e não sujeitos a perdão judicial ou indulto. A pena seria a mesma de atualmente, de até 5 anos de prisão.

20. Embriaguez ao volante
Foi retirado qualquer obstáculo legal para comprovar que um motorista está dirigindo embriagado. Passaria a ser crime dirigir sob efeito de álcool, bastando como prova o testemunho de terceiros, filmagens, fotografias ou exame clínico.

21. Drogas sem crime
Pela proposta, deixaria de ser crime portar drogas para consumo próprio. Não haveria crime se um cidadão for flagrado pela polícia consumindo entorpecentes. Atualmente, a conduta é considerada crime, mas sujeita apenas à aplicação de penas alternativas. Mas há uma ressalva para a inovação: consumir drogas em locais onde haja a presença de crianças e adolescentes continua sendo crime. A venda – de qualquer quantidade que seja – é crime. O plantio – se for para consumo próprio – não seria mais considerado crime.

22. Delação premiada
O delator poderia ter redução de pena e até ficar livre da prisão caso colabore com a Justiça.

23. Crimes cibernéticos
Cria o tipo penal para tipificar crimes contra a inviolabilidade do sistema informático, ou seja, aqueles cometidos mediante uso de computadores ou redes de internet, deixando de serem considerados crimes comuns. Passaria a ser crime o mero acesso não autorizado a um sistema informatizado.

Fonte: Estadão

O que é segurança?

Segurança pública, alimentar, eletrônica, urbana, doméstica, econômica, física, de recursos naturais, particular, emocional, ambiental, política e assim por diante. E todos nós sabemos que temos o direito à segurança, ancorado no artigo III da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”

‘Segurança’ é uma daquelas palavras que usamos tão frequentemente no nosso dia a dia que parece ser desnecessário perguntar o que significa. Mas se paramos a pensar nesta palavra, mal conseguimos defini-la. Só sabemos que é muito importante para nossa sobrevivência e bem-estar.

No sentido tradicional, o termo segurança é entendido como a segurança do território e a proteção das fronteiras, pessoas e instituições de um Estado-nação. A segurança nacional foi particularmente dominante no período após a Segunda Guerra Mundial. Em 1946, o Conselho de Segurança foi criado a fim de garantir a paz e a segurança entre diferentes países.

A experiência com a Guerra Fria mostrou que a definição de segurança como a ‘ausência de um conflito armado’ era bastante limitada. No final do século 20, conflitos armados com outras nações eram muito menos prováveis ​​do que ameaças provindo de doenças, fome, mudança climática, violência física, terrorismo ou crime organizado.

Disso, o Relatório do Desenvolvimento Humano de 1994 (PNUD) elaborou um novo conceito de segurança – a segurança humana – que possui dois aspectos principais: primeiro, segurança de tais ameaças crônicas como a fome, as doenças e a repressão (freedom from want) e, segundo, proteção de mudanças súbitas e nocivas nos padrões da vida – seja em residências, no trabalho, ou em comunidades (freedom from fear).

A ideia é que a segurança humana transcende o conceito de segurança nacional ao assegurar a segurança individual e comunitária das pessoas e das sociedades.

De acordo com o PNUD, a segurança humana consiste de sete componentes:
Segurança econômica (garantia de um trabalho produtivo e renumerado)
Segurança alimentar (acesso aos alimentos básicos)
Segurança sanitária (proteção contra doenças)
Segurança ambiental (propiciando um meio ambiente não prejudicial a ninguém)
Segurança pessoal (contra violências físicas e psíquicas)
Segurança comunitária (protegendo os valores, práticas e identidades culturais e étnicas de qualquer grupo)
Segurança política (garantia do exercício da cidadania)

Se olharmos os setes componentes acima, vemos que eles estão ligados também a uma outra ideia: a de que ter segurança significa ter uma escolha. Ou seja, segurança como liberdade. A ideia é que segurança é uma das precondições para o desenvolvimento humano. “O desenvolvimento humano é o alargamento das escolhas das pessoas. A segurança humana é a garantia de que as pessoas possam exercer essas escolhas com segurança e liberdade” (PNUD, 1994).

E isso é, de certa maneira, contraditório com a ideia de que temos de segurança. Quando pensamos em segurança, pensamos em uma restrição à liberdade. O segurança do banco limita sua liberdade de ir e vir, o alarme e a grade na janela de sua casa também o impedem de entrar e sair de sua casa como quiser. Eles restringem sua liberdade, mas ao restringerem, eles a garantem: impedem que alguém roube seu dinheiro no banco ou entre em sua casa sem ser convidado e assim por diante. Logo, segurança é uma forma de, através de uma restrição de uma liberdade menor, alcançar uma liberdade maior.

Esses conceitos de segurança ajudam a compreender melhor o que segurança significa, mas não existe uma definição correta ou incorreta de segurança pois ela é relativa e subjetiva. Isso significa que segurança representa algo diferente para cada um de nós, não apenas em termos de personalidade, como também de contexto: pessoas em situações diferentes terão percepções diferentes de segurança. Existem múltiplos tipos de segurança, mas o valor que atribuímos a cada um depende só de nós.

Para Entender Direito – Folha.com

Dados sobre violência chegam aos celulares

Secretaria lançou neste sábado aplicativo especial para tablets e smartphones
Marcelo Godoy – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Secretaria da Segurança Pública vai mostrar suas estatísticas criminais de acordo com os bairros e as cidades do Estado em uma versão própria para smartphones e tablets. Quem estiver na Lapa, zona oeste de São Paulo, por exemplo, poderá acessar em seu celular os dados sobre roubos e furtos do bairro atendido pelo 7.º Distrito Policial.

Esse é o primeiro passo da secretaria para a criação de uma aplicativo que deve estrear em 60 dias por meio do qual será possível, por exemplo, saber como chegar facilmente ao DP mais perto.

“A ideia é que, se a pessoa for vítima de um crime, possa descobrir por meio do aplicativo qual a delegacia mais próxima e o caminho até ela”, afirmou Carlos Henrique Poço, gerente de projetos do grupo de tecnologia da informação da secretaria. O futuro aplicativo poderá também trazer gratuitamente informações, como dicas de segurança e alertas para a população sobre a criminalidade em um bairro ou cidade.

Além dos dados criminais, a população poderá obter atestados de antecedentes por meio da versão do site da secretaria (www.ssp.sp.gov.br) para smartphones e tablets. Pessoas físicas e jurídicas podem requisitar a informação. Um código que será dado ao usuário vai certificar a autenticidade do atestado.

De acordo com Poço, de 4 mil a 5 mil pedidos de atestados são feitos diariamente para a secretaria. O site atual da secretaria registra cerca de 15 mil acessos por dia e o gerente de projetos estima que esse movimento deve crescer 5% a 6% com os novos serviços específicos para tablets e smartphones.

SafeCity
O acesso a dados criminais por meio de smartphones e tablets também é possível por meio de um aplicativo feito por uma empresa privada. Trata-se do SafeCity, desenvolvido pela i4People. O aplicativo usa dados das Secretarias da Segurança do Rio e de São Paulo para mapear o crime nas capitais dos dois Estados e cruza esses dados com dicas e serviços para quem está em cada um dos bairros – são informações sobre a delegacia ou o hospital mais próximo, por exemplo – com a localização do usuário. Mas não é gratuito. Para baixá-lo em seu telefone ou tablet, é preciso pagar US$ 2,99.

USP: Brasileiros defendem penas mais rígidas para crimes hediondos

Juristas discutem há meses mudanças no nosso Código Penal. E a população, o que pensa a respeito do assunto? Uma pesquisa reveladora da Universidade de São Paulo mostrou que a violência está mais presente na vida do brasileiro. Foram ouvidas mais de 4 mil pessoas em 11 capitais. Os entrevistados defendem penas mais rígidas para crimes hediondos.

A pesquisa do Centro de Estudos da Violência da USP mostra que os brasileiros são favoráveis a penas mais duras no caso de alguns crimes, como o estupro. Os entrevistados também disseram que presenciaram mais casos de violência. Parte deles considera que bater nos filhos é um método aceitável de educação.

Se a criança não obedece, uma palmada resolve? “Às vezes fala, conversa, não adianta muito. Às vezes precisa da palmada, sim”, comenta a dona de casa Vandra Pedrosa.

Cada vez mais gente pensa assim. Principalmente quem apanhava muito quando era criança.

Segundo pesquisa feita pela USP em 2010, em 11 capitais, entre os pais que apanhavam todos os dias, quase 27% bateriam nos filhos se eles furtassem algum objeto.

Em 1999, 14% responderam que fariam isso. Já entre os pais que nunca apanharam, a intenção de bater também aumentou, mas eles são pouco mais de 11%.

A coordenadora Nancy Cardia da pesquisa alerta: criança que apanha em casa, normalmente, fica mais vulnerável à violência nas ruas.

“Vai resolver disputas, brincadeiras na escola. Seus coleguinhas vão responder com violência para se proteger. Isso vai indo em escalada. As respostas que ela aprendeu, a ação de agressividade é que vai provocando no outro com quem ela está interagindo também a agressividade”, aponta.

O levantamento mostra que, entre 1999 e 2010, as pessoas testemunharam mais casos de uso de drogas, assalto e assassinato. Mas também viram mais a polícia na rua prendendo pessoas. Antes, 93% achavam que a violência estava aumentando. Na nova pesquisa, são 72%.

A pesquisa também mostra que muitos brasileiros querem endurecer as punições. “Prisão perpétua é algo que, em alguns casos, assim, eu acho que seria válido”, admite o gerente de lanchonete Carlos Lajes.

Ao todo, 33% acham que estupradores devem ser condenados à prisão perpétua. Quase 28%, à pena de morte. Essa é a opinião de pessoas que nunca sofreram violência. Porque, entre as que já foram vítimas, metade defende a pena de morte.

Para o núcleo de estudos da violência da USP, essas opiniões mais duras são resultado de uma certa frustração, porque era de se esperar progresso maior na segurança pública e na Justiça.

“Nós esperávamos ter uma cidadania mais forte, acreditando mais nas leis, no sistema de Justiça e acreditando nos direitos como fonte de proteção. Infelizmente, a gente não vê um progresso substancial como gostaríamos de ter visto”, lamenta a coordenadora Nancy.

Na última década, a tendência de crescimento das taxas de homicídio foi interrompida em alguns estados, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Mas em alguns estados das regiões Norte e Nordeste estas taxas cresceram.

Fonte: G1

Traumas pós-violência

Você já foi vítima de um ato de violência e ficou traumatizado? A violência faz parte do mundo animal. Os predadores atacam suas presas por uma questão de sobrevivência. Todo predador tem seu dia de presa e toda presa tem seu dia de predador.

Um animal quando ameaçado pode lutar, fugir ou se tornar totalmente imobilizado, fazendo-se de morto. Se qual for à reação, de acordo com o Dr. Peter Levine, ele passa por uma fase de hiperexcitação, com liberação intensa de catecolaminas (hormônios liberados durante situações estressantes), seguida por uma fase de constrição, em que há uma focalização na ameaça e tudo em volta fica despercebido. O antílope, quando atacado pelo leopardo, não tem saída: faz-se de morto e, muitas vezes, o leopardo não se sente motivado para comer uma presa já morta. Minutos após da imobilização com tremores, há principio um pouco desorientado, mas logo em seguida se recupera disso e volta a ser o mesmo antílope, sem nenhuma seqüela emocional ou física.

Nós, seres humanos, temos também essa opção, só que na maioria das vezes não a exercitamos. O animal completa o ciclo fisiológico e volta ao normal.

O ser humano, quando violentado, assaltado, humilhado ou submetido a qualquer outro ato de violência pode carregar seqüelas emocionais por muito tempo, se não cuidado e tratado, pelo resto de sua existência. O ciclo se autoperpetua, causando o stress pós-traumático.

Mas por que não fazemos o mesmo que o antílope? Porque revivenciamos a cena sem nos livrarmos dela. O Dr. Peter Levine no livro “Walking The Tiger” narra uma experiência interessante:

No dia 5 de julho, no final da década de 80 um indivíduo entra numa loja de conveniência às 6h30 da manhã. Segurando seu dedo no bolso e simulando um revólver, exigiu que a pessoa do caixa entregasse a ele todo o dinheiro da gaveta. Após coletar em torno de 5 dólares em moedas, retornou para seu carro onde permaneceu até a chegada da polícia. Quando a polícia chegou, o indivíduo saiu do carro, e com o dedo outra vez no bolso, anunciou que tinha um revólver e que todos deveriam ficar afastados dele. Por sorte, foi levado preso sem ter sido baleado. Na delegacia o policial que levantou sua ficha criminal constatou que ela já havia sido preso por 6 assaltos nos últimos 15 anos, todos às 6h30 da amanhã do dia 5 de Julho. Após saber que o assaltante era um veterano de guerra foi encaminhado para o Hospital Psiquiátrico onde o médico Dr. Bessel Van Der Folk teve a oportunidade de atendê-lo e fez a seguinte pergunta: “O que aconteceu com você no dia 5 de julho às 6h30 da manhã?”. Ele respondeu que estava no Vietnã e seu pelotão foi atacado por vietcongs. Todos foram mortos, menos ele e seu amigo Jim. A data era 4 de julho. Escureceu rapidamente e os helicópteros americanos não puderam resgatá-los. Eles passaram uma noite horrível juntos, escondidos numa plantão de arroz, cercada por inimigos. Às 3h30, Jim foi atingido com um tiro no tórax, vindo a falecer nos seus braços às 6h30 do dia 5 de Julho. O veterano de Guerra, todo o dia 5 de Julho, quando não se encontra atrás das grades, comete o crime de assalto.

Um trauma pode ser caudado por diferentes atos de violência. Pode começar durante a vida intra-uterina (marido chutando a barriga da mulher grávida), durante o parto (um fórceps mal aplicado), a morte de um ente querido, uma doença, um acidente, o fato de presenciar um ato de violência (criança que vê seu pai agredindo fisicamente sua genitora), cirurgia etc.

Devemos (sozinhos ou com ajudas de especialistas) reconstruir nossa barreira protetora e devolver a nós mesmos o sentimento de poder pessoal. Lembre-se de que todo trauma é uma oportunidade para a transformação.

O discípulo perguntou ao sábio:
– Como posso livrar-me dos meus medos?
O mestre respondeu com outra indagação:
– Como é que você se livra de alguma coisa a qual você se agarra?
O rapaz franziu a testa e murmurou:
– O senhor quer dizer que eu de fato me agarro aos meus receios? Não concordo com isso.
E o sábio completou:
– Você deve concordar, pois no medo você busca proteção. Descubra as coisas contra as quais se protege e, então, vai descobrir sua tolice.

Fonte: Tudo sobre segurança

Cansado de violência, morador faz apelo aos bandidos em S. José


Morador protesta contra roubos em São José. Foto: Thiago Leon

De uma forma inusitada, ele pendurou uma faixa vermelha na frente da sua casa na região sul da cidade
João Paulo Sardinha e Natália Senóbio
Bom Dia São José

Um apelo desesperado a todos os criminosos: ‘Senhores ladrões: parem de roubar minha casa, trabalho muito e ganho pouco. Por isso, peço que me ajudem: Por favor, deixem-me em Paz!’.

O pedido é de um morador da Vila Anhembi, zona sul de São José dos Campos, que escreveu a mensagem numa faixa e a colocou no portão de casa.

Segundo vizinhos, que não quiseram se identificar, o morador é novo no bairro e foi vítima de três assaltos. “Ele é professor e trabalha o dia todo. O assalto a residência tornou-se constante no bairro e tem gente vendendo casa por causa da violência”, disse uma moradora da Vila Anhembi .

A sensação de insegurança é forte no bairro. Segundo um morador, que não quis se identificar, um grupo de seis pessoas efetua os furtos e a polícia não prende os assaltantes.

“Falta policiamento na região. A bandidagem corre solta. Eles não têm hora para roubar e as pessoas trabalhadoras que sofrem os prejuizos”, afirmou.

A Polícia Militar não se manifestou sobre o assunto.