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Ministros anunciam novo sistema de monitoramento e alerta de desastres

Depois de uma reunião com a presidente da República, Dilma Rousseff, ministros do governo anunciaram nesta segunda-feira (17) uma reformulação no sistema de monitoramento, alerta e resposta a desastres, como o registrado na região serrana do Rio de Janeiro nos últimos dias.

Participaram do encontro os ministros da Defesa, Nelson Jobim; da Integração Nacional, Fernando Bezerra; da Justiça, José Eduardo Cardozo; Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante; e Casa Civil,  Antonio Palocci.

Na reunião, Dilma pediu que os titulares das pastas de Defesa, Justiça e Integração Nacional retornem nesta terça (18) aos locais atingidos pelas chuvas no Rio de Janeiro, informou o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra.

O objetivo é reforçar as ações de apoio ao governo do estado. Segundo Bezerra, a presidente quer maior “protagonismo” da Forças Armadas em situações de tragédia.

Sistema de alerta
Além disso, o Ministério da Ciência e Tecnologia começará a trabalhar na montagem do Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais. O novo sistema será implementado progressivamente e deve ser concluído em quatro anos.

Segundo o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, 58% dos desastres naturais no Brasil são inundações e 11% deslizamentos.

“O peso dos desastres naturais decorrentes de fortes chuvas está se acentuando, e nós precisamos recorrer aos sistema de prevenção”, disse Mercadante.

Ele afirmou ainda que a capacidade de previsão do sistema de monitoramento do clima será ampliada por meio de um supercomputador do Instituto Nacional Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). “Queremos já implantar parte desse sistema nas áreas mais críticas para o próximo verão”, disse o ministro.

Ainda de acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Brasil tem cerca de 500 áreas de risco de deslizamento de encostas, onde vivem cerca de 5 milhões de pessoas. O número de locais com alerta para inundações chega a 300 em todo o país. Segundo Mercadante, o novo sistema não evitará danos materiais, mas vai salvar vidas. “Pretendemos num prazo de quatro anos reduzir o número de vítimas fatais.”

Radares
A intenção é gerar informações geoespecializadas das áreas de risco para aprimorar a capacidade de previsão. Segundo Mercadante, é preciso implementar novos radares meteorológicos e conectá-los em um sistema único. “Os radares informarão a quantidade de chuva que efetivamente está ocorrendo”, explicou o ministro.

De acordo com Mercadante, o supercomputador, que trará uma previsão climática acurada, aliado aos novos radares permitirão a criação do sistema de alerta.  Será desenvolvido ainda um mecanismo de alarme para alertar a população dos riscos da chuva. A expectativa é avisar os moradores de áreas de risco com seis dias de antecedência.

A estrutura do sistema de alerta, segundo o ministro, deve contar com uma sede central de coordenação e escritórios espalhados pelas cinco regiões do país. O sistema será comandado pelo pesquisador Carlos Afonso Nobre, coordenador do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Inpe entre 1991 e 2003. O projeto será pago com recursos do Ministério de Ciência e Tecnologia.

Segundo Mercandante, ainda não há previsão de orçamento para o sistema de alerta. “O valor será decidio após conversas com os ministérios do Planejamento e Fazenda”, disse.

Ministério da Defesa
Durante a reunião desta segunda, foi discutida ainda a possibilidade de ampliar os poderes do Ministério da Defesa em casos de desastres naturais. Em vez de apenas apoiar as ações dos governos estaduais, o ministério poderá comandar todas as operações de logística, mobilidade e controle em casos de tragédias.

Segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a forma de atuação do ministério será decidida “caso a caso”. No Rio de Janeiro, as Forças Armadas continuarão a atuar, de acordo com ele, em cooperação com as forças estaduais.

“A atuação  em comando do Ministério da Defesa ocorrerá a pedido das autoridades locais e com a autorização da presidente da República. No caso do Rio de Janeiro, estamos em operação de apoio”, disse.

O ministro da Integração afirmou que o Brasil tem “plenas condições” de lidar com a tragédia no Rio de Janeiro e operacionalizar as ações de resgate. Ele afirmou que o governo não vai pedir ajuda externa, como da Organização das Nações Unidas. Bezerra negou, no entanto, que tenha rejeitado oferta de ajuda por parte da ONU, como foi noticiado nesta segunda.

Fonte: G1

Problemas difíceis criam soluções inteligentes

John Dillinger e a Formação do FBI:

Não há polícia sem bandido certo? Mas bandidos “fora de série”, também criaram respostas “fora de série” dos órgãos policiais.

O FBI  (  Federal Bureu of  Investigation ), polícia federal  e serviço de inteligência doméstico norte americano vem do antigo BOI ( Bureau of Investigation) , escritório de investigação do Departamento de Justiça fundado  em 1908 em Washington para fiscalizar as leis que  regulavam o comércio entre os estados, que diferentemente do Brasil, tem leis autônomas.

Mas foi somente na Grande Depressão Americana em 1930 que o BOI  passou a ser chamado de FBI e adquiriu a autonomia e o caráter investigativo que tem hoje.

Seu fundador, J. Edgard Hoover conseguiu o prestígio e poder político necessário  para a criação do departamento graças a prisão de criminosos famosos, sendo , John Dillinger  o mais polêmico deles.

Numa década de recessão e desemprego os crimes organizados  eram comuns em todos os estados americanos, para combatê-los era necessário uma polícia interestadual bem estruturada e equipada.

John Herbert Dillinger foi considerado por alguns como um criminoso perigoso, porém idolatrado por muitos norte americanos que culpavam os bancos pela depressão dos anos 30. Dillinger, que só roubava bancos, ganhou o apelido de “Jackrabbit”( Jack coelho) por suas fugas espetaculares e rapidez dos assaltos, tornando-se famoso como um Robin Hood moderno. Suas técnicas de roubo a bancos eram bem planejadas usando disfarces e estratégias que  obrigavam o FBI a aprimorar a inteligência de investigação.

Para Hoover e para a polícia americana  Dillinger tornou-se  O INIMIGO PÚBLICO NO. 1 DA AMÉRICA. Com muita verba  federal e utilizando-se de meios  “ modernos”   de investigação que antes eram desconhecidos na polícia, como grampos telefônicos, subornos, etc,  Dillinger foi emboscado e morto em 1934.

Há vários livros  e filmes que contam suas historias, mas recomendamos o vídeo Inimigos Públicos , drama de ação  de 2009 ,  dirigido por Michael  Mann, com Johnny Depp no  papel de Dillinger. Um filme de muita ação e uma ótima interpretação de Depp, vale a pena assistir.

Da redação

Operação Verão 2011 : Como será a Segurança no Litoral de São Paulo

Segurança reforçada no litoralEntre o final de dezembro e o início de fevereiro, o litoral paulista chega a contar com 9,7 milhões de pessoas – entre moradores e turistas. Por isso, além de aumentar o policiamento preventivo e ostensivo, a Operação Verão 2010-2011 visa melhorar o atendimento ao cidadão, seja evitando filas e demora nas delegacias ou no envio de viaturas aos locais de crime, propiciando uma resposta rápida e eficiente à população em toda a região litorânea.

Quase 5.200 policiais civis e militares, além de dezenas de viaturas, entre elas sete helicópteros Águia, vão reforçar a segurança durante a Operação Verão 2010-2011. No total, 10.888 policiais, por meio de uma ação integrada, vão prevenir e combater a criminalidade nos 15 municípios que compõem o litoral norte e sul.

Ações específicas no litoral sul

Nos municípios de Santos, Iguape, Ilha Comprida, Cananéia, Guarujá, Bertioga, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, São Vicente e Praia Grande, o Comando de Policiamento do Interior 6 (CPI-6) coordenará cinco ações específicas dentro da Operação Verão; são elas: ‘Operação Direção Segura’ (combate ao alcoolismo no trânsito); ‘Operação Dominó’ (vistoria de irregularidades de trânsito e ilícitos penais em motos e seus condutores e passageiros); ‘Operação Pontual’ (saturação com policiamento ostensivo em determinada
região, normalmente centros comerciais); ‘Operação Visibilidade’ (ação realizada no feriado de Ano Novo, no qual viaturas ficam estacionadas em pontos estratégicos nas rodovias e acessos às cidades, para combater a criminalidade); ‘Operação Praia Segura’ (desenvolvida pelo Corpo de Bombeiros, nas praias do litoral sul).

Ações específicas no litoral norte

Nos municípios de Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela, o Comando de Policiamento do Interior 1 (CPI-1) coordenará cinco ações específicas dentro da Operação Verão; são elas: ‘Operação Visibilidade’ (realizada em toda a malha viária do litoral norte pelo Comando de Policiamento Rodoviário/CPRv e Organizações da Polícia Militar/OPMs territoriais); ‘Operação Bloqueio’ (na malha viária e áreas urbanas); ‘Operação Direção Segura’ (malha viária e áreas urbanas, principalmente nas proximidades de locais de eventos); ‘Operação Saturação’ (em áreas estratégicas, desenvolvida pelo Comando de Policiamento de Choque (CPChq) e efetivo de área); ‘Operação Praia Segura’ (desenvolvida pelo Corpo de Bombeiros, nas praias do litoral norte).

Operação Praia Segura

A Operação Praia Segura, coordenada pelo Corpo de Bombeiros, também integra a Operação Verão, embora já tenha sido iniciada no último dia 09 de dezembro, com término previsto para 13 de março, no litoral norte e sul de São Paulo. A ação visa prevenir e combater ocorrências típicas de verão como crianças perdidas, afogamentos, acidentes com embarcações, acidentes de trânsito com vítimas, queda de barreiras, deslizamentos, enchentes e danos ao meio ambiente, entre outros.

Nesta operação são empregados 686 guarda-vidas efetivos, 367 guarda-vidas municipais, contratados pelas prefeituras das 15 cidades alvo da Operação Verão; 150 guarda-vidas temporários contratados por meio de convênio com a Petrobras e Mantecorp – responsável pela aquisição dos equipamentos para os guarda-vidas, e mais 73 guarda-vidas de reforço do Corpo de Bombeiros.
Na ação serão empregados um navio, oito lanchas, 30 botes com motor de popa, 16 jet skis, e 18 quadriciclos. Cada cidade também contará com pelo menos uma viatura da Unidade de Resgate e Salvamento Aquático (Ursa), totalizando o emprego de 24 viaturas deste tipo.

Segurança nas estradas

O 1º Batalhão de Polícia Rodoviária (1º BPRv) trabalhará em conjunto com 19 concessionárias nas rodovias paulistas, visando a fiscalização no trânsito e autuação de motoristas e veículos que não estejam em condições de viajar. As concessionárias serão as responsáveis pela manutenção das estradas, atendimento mecânico e médico.

Durante a Operação Verão, o 1º BPRv executará operações específicas, com o apoio da Polícia Ambiental e do Policiamento de Choque, além do Grupamento Aéreo. Entre as ações previstas, estão as operações ‘Direção Segura’; ‘Cavalo de Aço’ (fiscalização de motos, seus condutores e garupas); ‘Saneamento’ (retirada de veículos quebrados e sem condições de trafegar nas rodovias); ‘Visibilidade’; ‘Ônibus e Caminhão’ (fiscalização de documentos e de veículos em má conservação); ‘Operação Descida e Subida’ (nas rodovias Anchieta/SP-150; dos Imigrantes/ SP-160; e Estrada dos Tamoios/SP-99).

Policiamento de Choque e Grupamento Aéreo

O Comando de Policiamento de Choque (CPChq) empregará 140 homens em várias operações, entre elas a ‘Operação Patrulhamento Inteligente’ (prevenção e repressão ao tráfico de drogas e armas, a entrada e evasão de veículos furtados ou roubados, e ao sequestro); ‘Operação Bloqueio de Área’ com patrulhamento das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam), ‘COE
e RPMont’ (patrulhamento na área dos morros, inclusive com emprego de embarcação na região de mangues).

Durante a Operação Verão a Polícia Militar disponibilizará nove helicópteros Águia para apoio nas áreas do litoral norte e sul. Cinco helicópteros – entre eles um do CPI-1 e outro do CPI-6) – permanecerão na região. Outras quatro aeronaves ficarão de sobreaviso, e se deslocarão para o litoral, se houver necessidade. O efetivo do Grupamento para cada aeronave é de cinco policiais (piloto, co-piloto, tripulantes e mecânico).

Publicado em: 23 dezembro, 2010

Quem chama a polícia?

Você tem um alarme em sua casa. Caso ele soe, você chama a polícia, certo?
Tudo funciona bem pensando em residência, mas e quanto aos bancos? Essa é uma questão polêmica do novo estatuto da segurança que está sendo debatido pelo governo, pois passa pela constituição da empresa.

Quem ajuda a desatar esse nó é João Eliezer Palhuca, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo. “O alarme do banco não pode soar na polícia, pois ele é privado. Então, essas instituições precisam contratar uma empresa de segurança, não de alarme”.
Isso era um conflito de interesses no setor, pois mexe com a forma como as empresas são abertas: “quem mexe com alarme faz monitoramento, não pode ter pronta-resposta armada.

A ideia é que o monitoramento passe a fazer parte da segurança privada, obrigando essas empresas a passarem por um aparelhamento e uma profissionalização diferente”.

Na visão do sindicato, esse serviço apenas coíbe e desestimulam a ação criminosa, mas hoje, esse formato gera pouco resultado, pois “se você não toma ação de reparação e contenção, você acaba criando ambiente favorável para a prática do crime”, explica Palhuca.

Preventivo – já para Selma Migliori, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Segurança Eletrônica, explica um outro lado: “nós provemos informações para que os órgãos públicos combatam a violência”.

Entre as mudanças no estatuto, a mais polêmica é a questão da pronta resposta armada: “o vigilante não pode substituir o policial enquanto estivermos no Estado Democrático de Direito. Há alguma confusão entre o pronto atendimento e a inspeção técnica.

A inspeção técnica vai verificar a veracidade de um alarme e acionar, no lugar do proprietário, o esforço
policial”. Segundo nossa Constituição, só polícia e exército podem portar armas, e Selma explica com um bom exemplo: “acompanhamos dramas diários como as invasões do MST. O que fazer, se o Estado ainda não providenciou a reforma agrária? Se não me engano, esse projeto está em discussão desde os anos 50. Precisamos tomar muito cuidado com qualquer disposição que autorize ou facilite a formação de milícias”.

Delegados pedem PF forte e alertam: ‘Não há política de segurança pública’

Em carta ao ministro da Justiça, sindicato da corporação aponta ‘falta de recursos e quadros reduzidos’ e sugere que Polícia Federal opere aos moldes de FBI americano, com requisição de outras forças policiais e parceria direta com a Abin

Original por – Fausto Macedo – O Estado de S.Paulo

Em carta ao ministro José Eduardo Martins Cardozo (Justiça), delegados da Polícia Federal expõem ansiedades e aflições da classe e colocam à mesa uma pauta de metas e ações que reputam vitais para o futuro da corporação. O documento “PF e a segurança pública” foi produzido pelo Sindicato dos Delegados da PF em São Paulo, Estado onde a corporação detém maior contingente de homens.


Beto Novaes – Novembro/2002

Missão. Policiais da Operação Cobra em pista clandestina na Amazônia: abandono da ação cria “situação caótica”, diz documento

São cinco páginas nas quais os delegados pontuam medidas para o combate ao crime organizado. A carta não guarda um gênero hostil, nem de cobranças. Adota uma linha de sugestões, distribuídas em nove capítulos.

Alguns aspectos são abordados com maior preocupação e intensidade – falta de recursos, quadros reduzidos, as fronteiras extensas e desprotegidas e necessidade de valorização da área de inteligência para ampliar o cerco a fraudadores do Tesouro, narcotraficantes e o mercado negro de armas.

“Não existe no Brasil uma política de segurança pública, o que enfraquece e desvirtua a atuação do Estado no combate ao crime organizado”, assinala o texto, formalmente subscrito pelo delegado Amaury Portugal, presidente do sindicato e diretor regional da Associação Nacional dos Delegados da PF.

Embora não preparado pela administração geral da PF, o documento expressa pensamentos e pleitos da maioria dos delegados, mesmo daqueles que não são ligados ao sindicato. Os federais ressaltam que sua pretensão é alertar o governo para pontos vulneráveis da instituição que tem a missão constitucional de combater a corrupção e desvios de recursos públicos.

“O ideal seria que a PF tivesse poder de requisição de contingentes de outras forças policiais e militares para execução de operações, como ocorre com o FBI (a polícia federal dos EUA) que, inclusive, pode avocar qualquer procedimento policial em todo o território americano”, propõem.

“A troca de informações e inteligência entre as várias forças, inclusive a Agência Brasileira de Inteligência, deveria ser centralizada na PF que atuaria como base estratégica para operações conjuntas em todo o País”, recomendam. “Sem medidas contundentes, enérgicas e bem coordenadas envolvendo todas as forças, logo poderemos conviver com Estados paralelos, dominados pelo crime organizado.”

Ação conjunta das polícias para ocupação do Complexo do Alemão, no Rio, é citada. “Somente a integração e o planejamento operacional de várias forças, inclusive Exército, Marinha e Aeronáutica, possibilitou a tomada dos morros cariocas. Sem uma base única doutrinária e de planejamento nunca manteremos essa escalada contra o crime.”

Abandono. Falam do “abandono” dos federais de fronteiras – em novembro, dois agentes em uma lancha sem blindagem da PF foram fuzilados por traficantes peruanos em um afluente do Amazonas. “Os policiais que trabalham nessas regiões estão completamente abandonados, sem cobertura de contingentes das forças militares que deveriam estar sob requisição da PF. Situação é caótica.”

Os federais mencionam a Operação Cobra, desencadeada em 2000 para o combate permanente na Amazônia contra o tráfico e a guerrilha colombiana. “A PF contou com o apoio do governo americano, com ajuda financeira de US$ 12 milhões e a compra de avião e helicóptero. Até 2007, atuavam na Cobra 120 policiais federais, hoje 20 agentes estão nessa operação.”


Balanço

Número de operações da Polícia Federal e de prisões cresceram durante o governo do ex-presidente Lula (2003-2010)

1.273
foi o total de operações realizadas pela PF durante os oito anos do governo Lula

270 operações foram deflagradas em 2010 e resultaram em 2.734 prisões
58
operações foram deflagradas em 2003/2004, com 926 prisões

15.754 prisões, no total, foram feitas entre 2003 e 2010

1.882 servidores públicos e 99 policiais federais estavam entre os presos nas operações da PF no mesmo período

Três oficiais da reserva da PM tomam posse hoje; contando todas as regionais e secretarias, já são 78 policiais na administração municipal

Paulo Saldaña – O Estado de S.Paulo

A presença da Polícia Militar continua em expansão na Prefeitura de São Paulo. Mais três subprefeituras da cidade – Casa Verde, na zona norte, Pirituba-Jaraguá, zona oeste, e Guaianases, na zona leste – vão passar para o comando de coronéis da PM partir de hoje. Das 31 administrações regionais, atualmente 16 titulares são da reserva da PM.

A expansão dos policiais militares não se restringe aos principais cargos das subprefeituras. Outros três oficiais assumem no mesmo dia como chefes de gabinetes dessas regionais. Com a movimentação desse começo de ano, já são 20 oficiais na chefia de gabinete e 23 em posições de segundo escalão, como coordenadorias de planejamento e desenvolvimento urbano ou de projetos e obras.

Dos novos três coronéis subprefeitos, apenas Robert Eder Neto, que será o titular em Guaianases, integra pela primeira vez a administração municipal. Neto, de 51 anos, foi diretor de Logística da PM, comandou o policiamento de Osasco e região, na Grande São Paulo e teve uma longa atuação na Corregedoria até entrar para a reserva no ano passado. “Tenho conhecimento do serviço público em virtude de 36 anos na polícia”, disse ele, que visitou duas vezes a subprefeitura de Guaianases nesta semana para “tomar pé da situação”.

Indicação. O coronel assume a gestão de um local pobre, onde estão bairros como o Jardim Romano, que no ano passado sofreu com inundações, em alguns casos, em áreas invadidas. “A região é carente, faz parte da nossa atividade coibir novas invasões.” De acordo com Neto, o convite para o cargo deve ter partido da indicação dos próprios oficiais que já atuam na Prefeitura – uma vez que ele afirma não ter ligação direta com o secretariado ou com o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

O novo subprefeito de Pirituba-Jaraguá, o tenente-coronel Sérgio Carlos Filho, era chefe de gabinete da Subprefeitura Jaçanã-Tremembé desde maio. Ingressou na administração municipal em 2009 na coordenadoria de administração e finanças da Subprefeitura de Perus. Já o coronel Airton Nobre de Mello era chefe de gabinete da Casa Verde e assume agora como seu titular. Ambos preferiram não falar antes de assumir.

Fardados. As mudanças envolvendo oficiais da PM incluem a transferência do coronel Fernando de Souza Brito da chefia de gabinete da Subprefeitura de Guaianases para a de Pirituba-Jaraguá. Ao todo, 57 oficiais aposentados trabalham nas subprefeituras. Contando as vagas em outras secretarias da administração municipal, os policiais já chegam a 78. Já há mais oficiais da reserva trabalhando na administração municipal que coronéis na ativa – são 61 atualmente na Polícia Militar em todo o Estado. Eles só assumem a vaga depois que passam para a reserva.

Em um ano, o total de oficiais da reserva exercendo a função de subprefeito se multiplicou por cinco e o número de policiais na máquina municipal dobrou. A Prefeitura argumenta que o critério de escolha dos policiais militares é exclusivamente sua capacidade gerencial.

O emprego dos coronéis nas subprefeituras ocorre paralelamente à mudança de papel das subprefeituras realizada pela atual gestão. Kassab voltou a centralizar a administração, diminuindo o orçamento e tarefas das regionais. Cabe às subprefeituras atualmente cumprir tarefas de zeladoria, serviços de tapa-buraco e cortes de vegetação.

PARA ENTENDER -Estratégia surgiu após escândalo

A estratégia de usar quadros da PM na Prefeitura teve início em julho de 2008, com a indicação do coronel Rubens Casado para a Subprefeitura da Mooca. Casado foi para a administração um dia depois do escândalo de propinas envolvendo fiscais e camelôs.
Para tentar diminuir a sensação de desordem e melhorar a eficiência dos serviços de zeladoria, a presença da PM se disseminou rapidamente. A parceria se intensificou quando, em 2009, a gestão criou a Operação Delegada (conhecida como “bico oficial”).

Fuga milionária

SÃO PAULO – A polícia da Argentina pediu ajuda para a Polícia Federal do Rio Grande do Sul para auxiliar nas investigações de um assalto a uma agência do banco argentino Província, em Buenos Aires, durante o feriado do Ano Novo, informou o órgão brasileiro nesta quinta-feira, 6.

Fuga milionária

Os argentinos e a Interpol entraram em contato com a Polícia Federal após analisar que o roubo – estimado em US$ 6,8 milhões – foi feito de forma semelhante ao do grupo que tentou roubar agências do Banrisul, em 2006. Há a suspeitas de que integrantes da quadrilha que tentou roubar o banco brasileiro tenham participado do crime na Argentina.

Além de ter reforçado o trabalho na delegacias na fronteira com a Argentina, a Polícia Federal disse que encaminhou material sobre as investigações da época da tentativa de roubo do Banrisul aos órgãos estrangeiros.

Na época, dos presos na operação, 11 foram removidos para penitenciárias de outros estados, cinco estão em liberdade, sete estão foragidos, três continuam presos no Rio Grande do Sul e dois foram mortos.

Na Argentina, o bando alugou uma casa em julho de 2010, de onde começou a cavar o túnel que levou os criminosos até os cofres do banco. Uma pizzaria vizinha à agência filmou o momento da fuga da quadrilha.

As autoridades argentinas investigam se houve negligência policial no caso. Os alarmes da agência roubada dispararam nos dias 23, 29, 30 de dezembro e outras duas vezes na madrugada do dia 2. Apesar das advertências, os policiais só fizeram inspeções externas, enquanto os ladrões saqueavam 136 cofres de argentinos com alto poder aquisitivo.

“A polícia não respondeu aos alarmes. Claramente, houve um erro”, declarou o presidente da instituição, Guillermo Francos. Segundo ele, os agentes enviados para o local pensaram que vibrações do metrô podiam ter ativado sensores antissísmicos e também jogaram a culpa nas reformas que a pizzaria vizinha está realizando.

Os policiais e a empresa de segurança particular contratada pelo banco estão na mira do promotor responsável pelo caso, Martín Niklison.

Estadão de hoje . Bme lgal

Durante assalto, arma falha e suspeito é preso por PM

Fonte G1

Borracheiro tentou disparar três vezes na direção de policial.

Trio que estava com o homem escapou levando R$ 200 de padaria.

Um policial militar prendeu na noite de segunda-feira (3) um borracheiro suspeito de assaltar uma padaria na Avenida Papa Pio XII, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, antes de ser preso o borracheiro tentou atirar no PM, mas a arma falhou.

O policial havia acabado de sair do trabalho e resolveu entrar na padaria. Ainda fardado, ele chamou a atenção de quatro homens armados que haviam anunciado o assalto. Ainda de acordo com a SSP, o PM percebeu o que se passava e da porta do estabelecimento, pediu para que o grupo se entregasse.

Segundo o relato do policial, o borracheiro mirou em sua direção e puxou o gatilho de um revólver calibre 38 três vezes. A arma, porém, não funcionou e o homem acabou sendo preso. Foram apreendidos, além da arma, R$ 60 que estavam com o suspeito. Seus três comparsas conseguiram fugir levando R$ 200. Eles são procurados pela polícia.

Registros de pessoas desaparecidas

04/01/2011 12h56 – Atualizado em 04/01/2011 12h56
Registro de pessoas desaparecidas aumenta 50% em Minas Gerais

Aumento foi registrado na comparação entre 2009 e 2010.
92% das pessoas desaparecidas no estado em 2010 foram encontradas.
Do G1 MG

imprimir O número de pessoas desaparecidas em Minas Gerais em 2010 foi 50%
maior que o registrado em 2009, segundo dados da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida. Foram registrados 2.455 desaparecimentos em 2010 e em 2009, os números chegaram a 1.622.

De acordo com a delegada Cristina Coeli, da Delegacia de Referência a Pessoas Desaparecidas, não existe tempo de espera para comunicar o desaparecimento de uma pessoa. “Parentes e amigos devem procurar a polícia imediatamente, o que pode ajudar nas investigações”, disse.

Das 2.455 pessoas desaparecidas no estado em 2010, 2.267 foram encontradas.
Este número equivale a 92% de pessoas encontradas, segundo a Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida

Fonte G1

O que fazer quando um parente desaparece?

Retirado do bom dia Brasil 2009

A procura por um parente é muitas vezes solitária e, quase sempre, marcada
pela desilusão.

“Gabriel, se você estiver ouvindo, volta para casa. Seu pai está triste, está chateado. Seu pai não dorme direito, não come, não trabalha mais. Onde você estiver no mundo, se estiver vendo o pai, volta para casa”, pede um pai.

O desaparecimento deixa um rastro. Uma família inteira em pedaços. A dor insuportável da perda misturada com a tortura da esperança. É a lágrima que não seca, a lágrima sem resposta.

“O meu filho, sem eu saber onde está, se está com fome, se está passando frio, se está sendo judiado, maltratado, Eu quero uma resposta. Uma pessoa não pode sumir assim, no ar, como se fosse fumaça”, aponta a mãe de desaparecido.

Infelizmente, pode. Samantha desapareceu no dia 3 de abril deste ano. A mãe, Maria do Socorro, morava com as duas filhas em um casebre, na comunidade de Santa Margarida, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Ela conta que a menina, de 14 anos, todo dia atravessava o túnel por baixo da linha do trem para comprar copinhos. Neste dia, ela seguiu a mesma rotina. Atravessou o calçadão. Chegou até a loja. Comprou os copos, mas nunca voltou. Deixou uma mãe suplicando, implorando pelo fim dessa agonia.

“Samantha, volta, minha filha, volta, não estou mais aguentando, minha filha, volta, não estou mais aguentando de tanta solidão. Venha, minha filha, eu quero pegar você no meu braço, me dê esse presente. Onde você estiver, minha filha, volta logo”, pede a mãe da Samantha, Maria do Socorro.

Esses casos de desaparecimento são chamados pelos especialistas de enigmáticos. É quando uma pessoa some sem deixar qualquer vestígio. Ela pode ter sido levada, pode ter sido vítima de alguma violência, ou mesmo ter decidido fugir. Desaparecer tem várias causas. Sumir na multidão, por exemplo, em uma cidade como São Paulo, é muito fácil.

E o que fazer? Começa aí o choque de ver que no contato com as autoridades o que se encontra é muita indiferença. Por lei, logo que a família faz o registro do desaparecimento na delegacia, a polícia deve notificar rodoviárias, aeroportos e fazer uma busca. Mas ainda há muito preconceito e despreparo dentro da própria corporação na hora de investigar os casos.

Robson Fontenele trabalha na seção de descoberta de paradeiros da delegacia de homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele pede mais investimento no treinamento dos policiais.

“O trabalho de desaparecimento é um trabalho social. A Polícia Civil é tida como um trabalho operacional. Não existe só trabalho operacional. O atendimento a uma família de pessoa desaparecida precisa ter uma especialidade”, comenta o inspetor da delegacia de homicídios/RJ Robson Fontenele.

Porque nessa hora o policial tem que ser um ombro amigo, misturar compaixão e compreensão. O que, convenhamos, não é o perfil típico do policial que vive às voltas com outros tipos de crimes. Para a maioria dos policiais, o desaparecimento pode ser um problema de família e essa explicação varre para debaixo do tapete todas as outras.

“A pessoa desapareceu porque não foi mais vista. Essa pessoa está morta?
Está hospitalizada? Foi lesionada? Isso a polícia tem que ir atrás. As pessoas, muitas vezes, para desonerar alguma outra pessoa, outra culpa, registram como que desaparecido”, afirma o secretário de segurança/RJ José Mariano Beltrame.

Enquanto a polícia procura, quando procura, a família vai desmoronando. O tempo passa. A dor não.

“Eu não estou conseguindo trabalhar mais. Em todo lugar, ando para procurar por ela. Se vejo uma menina parecida com ela, paro para olhar”, conta uma mãe, chorando.