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Especialistas indicam cuidados para estrangeiros contra violência em SP

Delegacia específica, atendimento especializado em casos de emergências e uma lista com dicas básicas são estratégias das autoridades em segurança pública para evitar violência contra estrangeiros em São Paulo.

Especialistas ouvidos pelo G1 apontam rotinas e conselhos que os brasileiros devem dar ao receber estrangeiros em São Paulo. A principal dica é redobrar cuidado com bens durante deslocamentos, não ostentar e não reagir em caso de assaltos. Os especialistas lembram ainda que, caso sejam vítimas de violência, os estrangeiros devem acionar a Polícia Militar, que tem atendentes bilíngues. Em São Paulo, as chamadas feitas para o número 911 são redirecionadas para o 190.

“A principal dica de segurança que os brasileiros podem dar a seus colegas estrangeiros é uma coisa que já é internacional. Se alguém sacar uma arma para a pessoa, significa internacionalmente que é um roubo, seja aqui ou na China”, afirma Marcos Carneiro de Lima, delegado-geral da Polícia Civil do estado de São Paulo.

O delegado-geral ressalta que, em caso de uma situação de abordagem por criminosos, o principal é não se descontrolar. “É importante manter a calma e só sair do carro se o assaltante pedir e tudo isso sem fazer gesto bruto”, diz Carneiro de Lima.

Ex-secretário nacional de Segurança Pública, o coronel da reserva da Polícia Militar José Vicente da Silva Filho concorda que é preciso evitar gestos violentos na hora de um assalto. “Ele [o italiano morto no sábado] quis cooperar com o bandido e saiu do carro. Nesta saída, deve ter assustado o criminoso”, ressaltou.

Segundo as estatísticas da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os latrocínios – roubos seguidos de morte – dobraram em maio, foram registrados 16 casos. Na lista de dicas para turistas reunida pela delegacia especializada, cuidado com bens que podem ser alvos de roubos são indicados tanto em aeroportos, nos hotéis, bares ou áreas públicas. De acordo com os especialistas, relógios, notebooks e telefones celulares devem ser considerados como objetos desejados pelos ladrões.

Veja tabela com dicas e endereços úteis
Fonte: G1

USP terá guaritas elevadas, holofotes e cancela dupla à noite para pedestres

Plano de segurança da Cidade Universitária está sendo feito por ex-coronel da PM; ainda não há prazo para instalação de equipamentos
Luísa Alcalde, Jornal da Tarde – O Estado de S.Paulo

A Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo, vai ganhar plataformas elevadas de vigilância nos bolsões de estacionamento e nas entradas e saídas. A Universidade de São Paulo (USP) também vai instalar cancelas para pedestres no período noturno. As medidas fazem parte do plano que está sendo elaborado pela nova Superintendência de Segurança da Cidade Universitária.

Ainda não há prazo para que esses equipamentos entrem em operação, mas a ideia é que as plataformas elevadas deem um campo de visão de 360 graus para os vigias nos estacionamentos. As guaritas terão ainda sistema de holofotes com focos para guiar os usuários até seus veículos e também sistema de áudio por meio de caixas de som, que permitirá a comunicação entre a torre e os motoristas que estiverem no estacionamento.

Para entrar de madrugada, nos dias úteis, e à noite, no fim de semana, os pedestres terão de passar por barreiras duplas, como as que existem em garagens de prédios. A segunda só será liberada após o registro de um crachá eletrônico. “A entrada na USP não será modificada. Apenas haverá um controle maior”, explica o superintendente de Segurança, Luiz de Castro Junior.

No cargo desde março, o ex-coronel da Polícia Militar e mestre e doutor em Ciências Policiais está à frente das mudanças. Para desenvolver o projeto das plataformas elevadas, procurou técnicos da Escola Politécnica (Poli) e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU).

Reforma
A antiga guarda universitária, formada por 380 vigias e agentes de vigilância, será reformulada. O grupo passará por curso de reciclagem, de postura e abordagem. Eles receberão treinamento específico para lidar com jovens, o maior público da USP. Uniformes, viaturas e motos ganharão novas cores, para a guarda ficar mais visível.

O site do câmpus na internet está sendo reformulado e, quando entrar no ar, terá uma nova ferramenta, onde a comunidade local poderá fazer online registros de eventos, em substituição aos antigos registros de ocorrências, confundidos muitas vezes com o boletim de ocorrência oficial da Polícia Civil.

Além disso, locais escuros vão receber reforço na iluminação e patrulhamento do lado externo pela Polícia Militar.

Como os marginais escolhem suas vítimas?

Por que algumas pessoas são assaltadas com frequência enquanto outras nunca sofrem abordagem de um marginal? Será que é pura sorte?

Pode ter certeza de que não há sorte nenhuma envolvida no fato de alguém jamais ter sido roubado. A verdade é que quem nunca foi vítima de assalto é mais prevenido que as outras pessoas, evitando, mesmo que inconscientemente, a aproximação de estranhos e, por isso, acaba sendo considerado sortudo quando o assunto é segurança.

O estilista anda pelas ruas observando as roupas que as pessoas estão usando. O arquiteto passeia pela cidade reparando na tendência das novas construções. A dona de casa sai às ruas em busca dos melhores frutos e alimentos para comprar. O policial trafega pelas avenidas atento a qualquer ato suspeito, que pode sinalizar uma tentativa de roubo ou outro crime. E o bandido anda por aí armado, em busca de vítimas fáceis, de pessoas ingênuas e distraídas, que facilitem seu trabalho criminoso.

Lembre-se de que o marginal, apesar de sua sensibilidade natural, não possui bola de cristal para saber quem é a vítima ideal. A vítima ideal, como se diz na gíria da malandragem, é qualquer pessoa que estiver dando mole, e porque age assim imprudentemente, será vítima duas vezes; dos marginais e da sua própria inexperiência e desatenção.

Portanto, manter-se focado nos riscos do cotidiano é um ato de esperteza e de sabedoria, que pode salvar sua vida e patrimônio.

Há mais de 18 anos venho estudando o fenômeno da violência no Brasil e no mundo. A primeira conclusão importante a que cheguei é que as pessoas se tornam muito mais vulneráveis quando negam a possibilidade de serem vítimas da violência urbana (negar essa possibilidade é negar o óbvio!). E a segunda, decorrente da primeira, é que, negando a possibilidade de serem vítimas, as pessoas relaxam e tornam-se distraídas, o que faz aumentar o risco a que naturalmente estariam expostas. E a síntese disso tudo é que pessoas desatentas e desinformadas a respeito dos métodos de proteção contra o crime estão mais sujeitas e vulneráveis ao risco de abordagem delituosa.

Ser vítima da criminalidade não é um fenômeno ligado a sorte ou azar, nem é mera fatalidade. Os riscos podem ser evitados; e o melhor caminho é a prevenção.

Dr. Jorge Lordello

Lojistas sofrem com onda de roubos e ameaças na zona sul

Filipe Rodrigues
O Vale – São José dos Campos

Os comerciantes do Jardim Colonial, zona sul de São José dos Campos sofrem há seis meses com assaltos constantes.

Eles afirmam que nesse período já ocorreram pelo menos 20 casos. A forma de abordagem dos ladrões é o que mais assusta os lojistas.

As vítimas são rendidas enquanto saem de casa ou no trânsito. Algumas delas chegam, inclusive, a ser torturadas pelos bandidos.

Nenhum dos assaltos foi denunciado à polícia até agora. Os empresários afirmam que são ameaçados de morte e, por isso, preferem não relatar os casos.

Segundo a Polícia Militar, o último crime registrado no bairro foi no dia 2 de agosto. Mesmo assim, a corporação irá reforçar o policiamento.

O delegado José Henrique de Paula Ramos, do 3º Distrito Policial, diz que a população deve denunciar e não temer represálias por parte dos criminosos.

Casos
Foram pelo menos 20 ocorrências, segundo comerciantes. Um deles disse que já foi vítima cinco vezes.

“Primeiro, entraram um dia que estava fechado aqui e levaram dinheiro. Das outras vezes, foi pior. Uma vez me renderam no trânsito e me levaram à loja e, da outra, renderam minha mulher na porta da minha casa”, diz ele.

Os crimes vêm ficando mais ousados. Em agosto, uma loja foi arrombada com uma picape durante a madrugada.

“Devia ser um carro roubado. Deram ré com ele e arrombaram o portão. Levaram todo o dinheiro, além das mercadorias”, diz outro lojista.

Tortura
Na última segunda-feira, aconteceu o caso mais grave, segundo os proprietários dos estabelecimentos.

O dono de uma loja foi rendido enquanto saía de sua casa. Ele foi levado para o interior da residência e todo o dinheiro, além de eletrodomésticos foram roubados. Como não encontraram o cofre do imóvel, torturaram a vítima.

“Eles esquentaram uma faca e foram marcando o braço dele. De cara limpa, os ladrões não têm nenhum medo de serem identificados.”

Assustado, o comerciante, que teria sofrido a tortura, preferiu não se pronunciar sobre o caso.

PM vai investigar as denúncias
São José dos Campos

A Polícia Militar afirma que a população pode denunciar crimes de maneira anônima pelo telefone 190.

Segundo o tenente Rodrigo Barra Dias, subcomandante da PM na área do Jardim Colonial, os policiais vão procurar os comerciantes para saber como reforçar o policiamento.

“Trabalhamos com dados estatísticos. Como a área é grande e populosa, vamos sempre direcionar nosso policiamento para onde seríamos mais úteis”, diz o tenente.

Segundo o delegado José Henrique de Paula Ramos, titular do 3º Distrito Policial, a população deve denunciar os crimes e não devem temer represálias, que são ‘incomuns’.

“Precisamos do mínimo de informação. Quem são? Quantos são? É importante que esses comerciantes denunciem. Se for o caso, há como fazer uma declaração sigilosa.”

A PM se transforma com uso da tecnologia

Recursos tecnológicos que até pouco tempo só existiam na ficção científica começam a ajudar a Polícia Militar no patrulhamento das ruas

A revolução das máquinas está dominando a PM de São Paulo. Câmeras inteligentes, acesso a banco de dados, mapas, controle de rotas ao alcance do dedo indicador. Desejo de muitos aficcionados por tecnologia, os tablets – computadores portáteis que têm forma de prancheta e funcionam com tela sensível ao toque – já estão instalados em três mil viaturas que circulam na capital. Através deles, os policiais conseguem acessar, sem auxílio do rádio, banco de dados para pesquisa de placas e de documentos de identidade. Também funcionam como rastreador de viatura e recebem alguns mapas fixos. A previsão é de que até fevereiro de 2012 todos os carros de polícia estejam equipados com o acessório, ou seja, 11 mil instalações.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo, aguarda para o ano que vem a chegada da tecnologia 4G para que os tablets recebam transferências de mapas, bancos de dados fotográficos e imagens on-line, captadas de câmeras fixas e móveis. “A PM definiu tecnologia como prioridade. Temos de investir em gestão e otimizar o tempo para privilegiar o homem que está na rua”, disse.

Hoje, os tablets permitem que a rede de comunicação dos policiais com o quartel da PM não fique congestionada. Cada batalhão usa uma frequência de rádio e cada frequência atende cerca de 80 viaturas. Até pouco tempo, policiais com necessidade de pesquisar placas ou antecedentes criminais de suspeitos tinham de aguardar na fila para ser atendidos por meio de radiocomunicadores. “Com os tablets, eles mesmos digitam a placa ou o número do RG e recebem a resposta em tela. O sistema de rádio fica livre para outras prioridades”, afirma.
A PM faz cerca de 30 milhões de intervenções por ano, das quais nove milhões são abordagens policiais. “Em cada abordagem, o policial vai pesquisar documentos. Com a chegada dos tablets, ele pula cinco etapas de comunicação via rádio. Não vai precisar chamar, aguardar resposta. Passar o número do documento e esperar a resposta ou pedido de detalhamento. Um estudo feito pela PM mostrou que 35% da ocupação total da rede de rádio se referia a pesquisas de placas e RGs.”

O coronel Camilo ressalta que os tablets em funcionamento também servem como rastreador de viatura. O traçado feito pelo carro policial fica registrado no equipamento e pode ser acompanhado em tela no QG da polícia, onde tais dados ficam armazenados. “Por exemplo, se eu quiser saber onde a viatura esteve na quarta-feira, às 15h, e quem eram os policiais que a ocupavam, eu consigo”, diz Camilo.

Segundo ele, o Copom on-line, cujas telas ficam expostas no centro de comando da PM, no bairro da Luz, mostra a rota feita por aquele carro de polícia e até as fotos dos PMs que estavam trabalhando naquele veículo. “Esse recurso serve para orientar operações de fiscalização da corregedoria. O Tribunal de Justiça Militar já tem nos pedido esses dados. Os dados servem também para a defesa do policial, caso ele seja vítima de denúncia sem fundamento.”

Quatro câmeras serão instaladas em cada viatura

A PM vai abrir nesta semana licitação para compra de quatro mil câmeras. Serão quatro tablets em cada viatura para que o policial veja os 360º no entorno de seu veículo. “A ideia é de que o equipamento filme e grave todas as ações da patrulha”, disse o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo. A previsão para este ano é instalar 250 câmeras em carros de polícia. “Enquanto não chegar a tecnologia 4G, que estamos tentando trazer em parceria com a Secretaria de Gestão Pública, não será possível a transmissão on-line de imagens da viatura para o QG. Depois de um dia de serviço, quando a viatura estiver entrando no quartel, as imagens gravadas serão passadas automaticamente via wi-fi para o computador do batalhão. Em seguida, elas entram no sistema da PM. É um material para comprovação em casos de denúncia de arbitrariedade e para ratificar uma ação legítima”, alerta o comandante.

A PM já tem 272 câmeras nas ruas da capital, das quais 30 são inteligentes, ou seja, são programadas para “aprender”. “Por exemplo, se a câmera está numa rua onde os carros passam em um único sentido, ela vai gravar esse padrão. Se um veículo vier no sentido contrário, ela dispara um alarme e a tela de monitoramento na central fica piscando em vermelho”, explica o coronel. A polícia também já trabalha com links em motocicletas e com câmeras de transmissão on-line em helicópteros. As motos, no Centro, estão atendendo chamadas do 190.

Neurônios virtuais

A sala de comando da PM reúne uma gama imensa de informações em sistemas inteligentes que abastecem o policial com o máximo de dados relevantes da rua. São dois milhões de fotos de criminosos, mapas com informes de criminalidade por regiões, áreas de interesse policial, locais perigosos, endereços de bandidos e canal com banco de dados do Detran, Ciretrans e serviço de identificação pessoal.

Visão privilegiada

As câmeras fixas espalhadas por toda a cidade são hoje os olhos da PM. A visão da Polícia Militar vai melhorar, muito. Para esse semestre há previsão de aquisição de câmeras, que serão instaladas nas viaturas. Serão quatro tablets em cada veículo policial, perfazendo cobertura de imagens com gravações de 360º no entorno da viatura. O policial vai enxergar por todos os lados e o QG da PM também.

Experiência e inteligência

O tablet embarcado em viatura trará em breve todos os sistemas inteligentes para dentro do carro policial em ação. Os policiais militares já usam o equipamento para pesquisas de placas e antecedentes criminais sem precisar acionar o rádio. Além da economia de tempo, a rede de comunicação será desafogada. Tudo isso é complemento para auxiliar o homem em suas ações e decisão.

Diário de São Paulo – Plínio Delphino em 14/08/2011