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Grupo furta bagagens no aeroporto de Cumbica

Fabiano Nunes – JT
A Polícia Civil do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana, montou uma operação para investigar o furto de bagagens na chegada dos voos ao aeroporto. É apurada a participação de funcionários de companhias aéreas e de empresas terceirizadas que prestam serviço de transporte de malas entre a pista e o setor de desembarque.

Só no ano passado foram registrados 1.249 furtos em Cumbica. Uma média de 113 casos por mês, que inclui todos os crimes dessa natureza ocorridos no terminal. A polícia não forneceu os números específicos dos furtos no desembarque. Em julho de 2011 quatro funcionários de empresas terceirizadas foram presos acusados de participar do esquema. Na casa deles, segundo a polícia, foram localizadas mercadorias furtadas. Mas a “Operação Bagagem” investiga outros funcionários.

Em dezembro, a delegacia do aeroporto registrou, em só um voo, vindo da Espanha, 25 boletins de ocorrência de malas violadas. “Nossa maior dificuldade é saber onde ocorreu o crime: no embarque ou durante o desembarque”, explicou a delegada Larissa Caldara Prado de Andrade.

Segundo ela, em Cumbica, os grupos agem em pontos onde não há monitoramento por câmeras. “Eles aproveitam para furtar dentro do carrinho que leva a mala da aeronave para o terminal. Mas também agem dentro do porão do avião, onde não há monitoramento.”

O ataque é rápido e conhecido como “cesariana”. O funcionário usa uma caneta para abrir o zíper da mala. “Com essa técnica, eles não deixam vestígios de arrombamento, pois conseguem depois fechar a mala como se nada tivesse acontecido”, detalha a delegada. Um vídeo no site You Tube mostra como o ataque é feito. “O melhor é verificar seus objetos após retirar a bagagem na esteira”, recomenda a delegada. “Mas o passageiro deve fazer de tudo para dificultar a violação. Usar cadeado, lacre da empresa aérea e mesmo envolver a bagagem com um plástico protetor, pode fazer com que o criminoso evite atacar. Pois ele não demora muito para furtar.”

O técnico de alimentos Eder Azevedo, de 28 anos, que trabalha para uma construtora em Angola, decidiu “envelopar” suas bagagens com um plástico, antes de embarcar em Cumbica, para evitar furtos. “Anteontem, quando cheguei de Caracas (Venezuela), recebi minha mala sem o cadeado e uma parte dela danificada. Não tive tempo de abrir. Só vou descobrir se algo foi furtado quando chegar em Angola. Mas nesta mala só tem roupas”, relatou.

Segundo a Polícia Civil, os voos mais visados são os vindos de Miami, nos Estados Unidos, e Buenos Aires, na Argentina. “Os voos com conexão também são bastante atacados. No momento em que os funcionários transferem a bagagem de um avião para outro. E o pior é que o passageiro só vai saber que foi furtado quando chega em seu destino” disse a delegada.

O presidente do sindicato dos aeroviários de São Paulo, Reginaldo Alves de Souza, disse que já houve casos também no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital. Até novembro foram registrados 299 furtos no local, 27 por mês. “Pedimos para que as empresas façam uma triagem dos antecedentes criminais dos funcionários”, disse o sindicalista. Segundo ele, cerca de 8 mil funcionários trabalham nas pistas dos aeroportos de Cumbica e Congonhas. “O ideal é que as empresas sejam mais rigorosas na saída do funcionário do aeroporto”, pediu Souza.

A Polícia Civil disse que o próximo passo será identificar como os produtos furtados saem do aeroporto. “Os funcionários que trabalham na pista passam por um raio X quando saem do turno. Ainda não temos ideia de como tiram os objetos do aeroporto”, disse a delegada. “Uma possibilidade é que utilizem carros autorizados a entrar na pista para sair do aeroporto com os objetos”, diz.

Passageiro deve verificar malas
A TAM disse que em caso de violação, danos ou extravio com a bagagem, o passageiro deve procurar um de seus funcionários antes de deixar a sala de desembarque. De acordo com a empresa, dessa maneira fica caracterizado que o problema ocorreu dentro do aeroporto.

Segundo o procedimento da companhia, o funcionário deve registrar a ocorrência através de um relatório de irregularidade de bagagem (RIB). A TAM diz que caso a mala ou objeto não sejam encontrados num prazo de 24 horas após a abertura do relatório, a companhia oferece o auxílio emergencial.

O prazo para indenização é de 30 dias, conforme o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), para os casos de irregularidades. Para os casos de bagagem extraviada, a companhia tem 30 dias para realizar as buscas e a partir do 31.º dia deve enviar a proposta de indenização para o passageiro.

A indenização da mala ou do objeto do cliente é baseada em legislações vigentes, de acordo com a viagem realizada: nas domésticas, o código vigente é o CBA; nas internacionais, o que vale é a Convenção de Montreal. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a convenção restringe a responsabilidade da empresa aérea em US$ 20 (cerca de R$ 36) por quilo de bagagem extraviada.

A TAM ressaltou que qualquer tipo de queixa deve ser feita no ato do desembarque. A empresa não se responsabiliza por reclamações posteriores. A companhia recomenda ao passageiro levar dinheiros, joias, objetos frágeis e artigos eletrônicos como bagagem de mão. A TAM informou ainda que trabalha com as autoridades para minimizar os casos de violação de bagagens.

A Gol também recomendou a verificação da bagagem no desembarque. Segundo a empresa, a não manifestação de irregularidades neste momento pressupõe que a bagagem está em perfeitas condições. A companhia destacou que em caso de indenizações também segue a legislação. As empresas não comentaram casos específicos de furtos.

Polícia pede prisão de empresário suspeito de causar acidentes em SP

Pedido de prisão temporária foi feito na madrugada, segundo SSP.
Homem teria roubado carros e ferido um homem na barriga na segunda.

A Polícia Civil pediu na madrugada desta terça-feira (10) a prisão temporária do administrador de empresas Michel Goldfarb Costa, de 34 anos. A informação é da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP). Costa é suspeito de ter feito disparos a esmo e de provocar uma série de acidentes na manhã desta segunda (9) em São Paulo. Ele também teria baleado um homem na barriga. O advogado de Costa, Nicolau Aun Junior, disse nesta terça ao G1 que vai orientar seu cliente a se entregar.

Entre os motivos alegados pela polícia para pedir a prisão temporária de Costa estão três tentativas de latrocínio, tentativa de homicídio, disparo de arma de fogo e lesões corporais. De acordo com o delegado Dalmir de Magalhães, do 26º Distrito Policial, no Sacomã, na Zona Sul, a polícia faz buscas para tentar localizá-lo e deve ouvir vítimas que tenham sido prejudicadas pelo suspeitos em outras regiões da cidade.
“A minha orientação é para que ele se apresente”, afirmou o advogado. Segundo Aun Junior, a última vez que ele falou por telefone com Michel foi durante as festas de fim de ano. Ele não tem previsão de quando ele deve procurar a polícia.

Na segunda-feira, a Polícia Civil anunciou que Costa deve ser indiciado por tentativa de homicídio, roubo e disparo de arma de fogo. Costa, que também é artista plástico e mora em um condomínio de luxo em Cotia, na Grande São Paulo.

Para a polícia, Costa foi quem causou todos os acidente durante a manhã. Quatro pessoas já o reconheceram por foto. Segundo as investigações, ele bateu em pelo menos dois carros e um ônibus, baleou um homem na barriga e feriu outro de raspão.

O delegado responsável pelo caso, Marcos Antônio Manfrin, do 26º DP, disse acreditar que o administrador tenha tido um “surto psicótico”. “Aparentemente não há motivação, a não ser um surto”, afirmou. O policial acrescentou que ao menos 20 tiros foram disparados.

A namorada de Costa prestou depoimento nesta segunda. Ela o descreveu como uma pessoa fechada, com poucos amigos, quase nenhum contato com a família e que não trabalhava. “Ele aplicava dinheiro na Bolsa de Valores”, segundo o delegado.

A mulher contou à polícia que tudo começou às 4h desta segunda. Costa era conhecido por ter mais de dez cachorros, e eles começaram a latir nesse horário – o casal havia ficado acordado até tarde vendo filmes. O administrador teria ficado com medo de que a casa tivesse sido invadida. “Ele teve uma briga recente com o vizinho em relação ao barulho [dos cães] e teria sido ameaçado”, disse Manfrin. “Quando a namorada dormiu, ele [Costa] saiu de casa deixou tudo aberto, as portas abertas. Ele saiu de carro, vestindo o colete e com a arma em punho.”

A relação dele com a namorada era boa – o casal está junto há quatro anos e se vê aos fins de semana, segundo o depoimento. “O surto não ocorreu por conta de uma briga”, afirmou o delegado-adjunto Dalmir de Magalhães.

‘Dia de fúria’
O tenente da Polícia Militar Guilherme Willian Pacheco definiu a ação como um “dia de fúria”. Segundo ele, a ação “foge do padrão de um assalto”. “Ele em um dia de fúria e loucura teria pego uma arma e um colete e efetuado vários disparos em via pública”, afirmou.

Os policiais descobriram a identidade do suspeito após constatarem que ele é o dono do Corolla encontrado na Avenida dos Bandeirantes, na Zona Sul.

O Corolla, após derrapar, foi visto pela primeira vítima do criminoso, o taxista Elias da Silva, de 37 anos, que levava uma passageira para o aeroporto. Ele parou no semáforo e foi abordado pelo homem armado com uma pistola calibre 380.

Para o tenente, a ação foge do padrão, segundo relato das testemunhas que estiveram presentes durante todo o dia no 26º Distrito Policial, no Sacomã. “Em nenhum momento ele falou ‘desce, que é um assalto’, como a gente costuma ver. Ele atirou, depois tirava a pessoa de dentro do carro. Foge do padrão de um roubo normal.”


Ação
Em alta velocidade, o criminoso que havia roubado o táxi nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, colidiu com um Fiat Brava na Avenida Presidente Tancredo Neves, próximo da Avenida Nossa Senhora das Mercês. Um Fiat Idea também foi atingido.

“Eu só ouvi a pancada. Foi tão forte que eu pensei que era um caminhão. Só pensava no meu filho”, afirmou David Neves, técnico em instalação de TV a cabo, que dirigia o Fiat Brava. A mulher dele, de 28 anos, e o filho, de 2 meses, tiveram que ser levados ao Hospital Cruz Azul, mas passavam bem. “Minha mulher deve ter uns arranhões, mas está em choque. Meu filho estava na cadeirinha. Eles estão só estão em observação. Está tudo bem.”

Depois da colisão, o criminoso deixou o carro e saiu atirando para todos os lados. Ele baleou o motorista de uma EcoEsport e tentou fugir no carro, mas não conseguiu. Posteriormente, o criminoso atirou contra um Logan. “Acho que ele queria o meu carro para fugir”, disse o engenheiro Ademir Carlos Guerretta, de 61 anos, que ia para o trabalho no Logan. O tiro atingiu o engenheiro de raspão no braço.

O ladrão abordou, então, a professora Ivete Souza Cruz, de 48 anos, que estava no Polo prata. “Ele atirava a esmo. Ele deu um tiro na maçaneta e tentou me tirar com cinto e tudo. Ele me arrancou do carro. Não tinha percebido que ele estava ferido, mas estou com a roupa toda suja de sangue dele”, disse a professora.

À frente, já próximo à Rua Vergueiro, ainda na Avenida Presidente Tancredo Neves, ele colidiu com um ônibus. Para prosseguir em fuga, um Ford Ka foi roubado, com o qual seguiu até o Parque Dom Pedro, no Centro de São Paulo. Nesse ponto, ele roubou um Celta e seguiu até a Ponte da Casa Verde. Depois, desapareceu.

O motorista da EcoEsport foi levado para o Hospital Heliópolis, onde passou por uma cirurgia. Segundo um familiar da vítima, a bala perfurou a barriga e ficou alojada na perna. Ele passava bem nesta tarde.

Do primeiro crime até a Marginal Tietê, foram cerca de 25 km por ruas e avenidas movimentadas da capital. Foram mais de 20 tiros disparados e duas pessoas feridas. Em nenhum momento, o homem foi perseguido ou parado pela polícia.

Dupla gastou 14 minutos em assalto a casa de câmbio de Congonhas

Ladrões levaram R$ 250 mil na noite desta terça-feira.
Polícia Civil analisa imagens de câmeras do aeroporto da Zona Sul de SP.

Renato Jakitas
Do G1 SP

A Polícia Civil analisa nesta quarta-feira (4) as imagens do assalto a uma casa de câmbio Cotação que opera dentro do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na noite desta terça (3). A tentativa é identificar os dois criminosos que entraram armados, fizeram três funcionários reféns, e levaram cerca de R$ 250 mil dos cofres.

Os assaltantes levaram 14 minutos para chegar e sair do aeroporto. Segundo a polícia, chama a atenção a facilidade que tiveram, principalmente na forma como acessaram o interior da casa de câmbio, que dispõe de um sistema de “clausura” – duas portas até o interior, sendo que uma delas só se abre quando a outra é fechada. No momento do assalto, o sistema não operava adequadamente.

“O que chama a atenção foi a relativa facilidade que tiveram acesso à casa de câmbio. A casa tem todo um aparato de segurança. Os funcionários são orientados a seguirem essas linhas de segurança, mas, curiosamente, ontem [terça-feira], esse aparato foi quebrado”, disse o delegado Marcelo Palhares, titular da delegacia do Aeroporto de Congonhas.

As imagens gravadas pelas câmeras de segurança do aeroporto mostram dois criminosos vestidos de terno, perucas e portando cada um deles uma mala. Eles chegam ao aeroporto em um automóvel Honda Fit dourado às 21h57. Às 21h59 entram na casa de câmbio e às 22h07 passam pela mesma porta que entraram em Congonhas.

Tudo aconteceu a cerca de 20 metros de um posto da Polícia Militar, que estava vazio no momento do assalto. Os dois PMs que ficam de plantão até as 23h, quando o aeroporto encerra suas atividades, faziam uma ronda do lado externo, segundo o capitão da 1ª Companhia do 12º Batalhão da PM, Ednilson Staff, responsável pelo policiamento em Congonhas.

Assaltos em casa de câmbio deixam aeroporto de Viracopos (SP) em alerta

Viracopos é o maior aeroporto de cargas do país e está entre os dez maiores no transporte de passageiros. Segundo a Polícia Civil, no primeiro semestre de 2011 foram registrados 440 roubos e furtos.

Fonte: G1

Cumbica: 20 malas por dia têm objetos furtados no aeroporto

Como as falhas na segurança e o descaso das companhias aéreas transformaram o aeroporto no alvo perfeito para ladrões de bagagem
Segurança, Vida Urbana – Eduardo Duarte Zanelato – Revista Época

Logo que desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na tarde de 13 de outubro, a estudante Amanda Nadal, de 21 anos, prostrou-se diante da esteira de bagagens para pegar as quatro malas que trazia de uma viagem aos Estados Unidos. Ela e a mãe, Silvia, voltavam da Disney após dez dias de diversão e compras. Traziam roupas novas, souvenirs – e encomendas.

Levaram dinheiro de amigos para comprar um iPad, seis perfumes, dois pares de tênis e dois relógios. Quando chegaram em casa, abriram a mala que trazia os produtos novos e não notaram qualquer avaria no zíper ou no cadeado. Ficaram surpresas ao não encontrar o iPad, os perfumes, os tênis e os relógios que haviam colocado ali. Alguém abrira a mala com cuidado, sem danificá-la, e furtara os objetos.

O crime aconteceu enquanto a bagagem estava sob tutela da companhia aérea, a TAM, e dentro de uma área de acesso restrito do aeroporto, controlada por câmeras e policiais federais. Ninguém viu nada, tampouco as câmeras registraram o furto. Amanda e a mãe tiveram um prejuízo de US$ 1,9 mil. Constrangidas, tiraram dinheiro do bolso para ressarcir os amigos que haviam feito encomendas. Agora, cobram a TAM na Justiça.


Casos assim acontecem ao menos quatro vezes por dia. Essa é a média de boletins de ocorrência registrados na delegacia da Polícia Civil no aeroporto. Uma estimativa não oficial de quem acompanha a questão de perto, porém, prevê que ao menos 20 furtos de bagagem sejam cometidos diariamente dentro de Cumbica. A suspeita de autoria dos crimes recai sobre quem trabalha nas áreas restritas. Época SÃO PAULO ouviu quatro funcionários de empresas que prestam serviço de pista no aeroporto. Todos confirmaram, em diferentes graus de detalhamento, a ocorrência de “crimes da mala” em Cumbica. “Esse negócio de furto de bagagem aqui no aeroporto é uma doença”, afirma um dos funcionários.

“Isso aqui, patrão, é uma caixa de Pandora”, diz outro.
Depois de um período de queda nos últimos três anos, a onda de furtos em Cumbica voltou a crescer nos últimos meses. No final de setembro, o músico Chico Pinheiro, de 35 anos, voltava de Miami num voo da American Airlines. Estava feliz por ter se apresentado e gravado parcerias com colegas dos EUA. Pretendia usar as imagens no DVD que lançará em 2012. Com sua melhor guitarra como bagagem de mão, ele se viu obrigado a despachar a câmera numa mala em que carregava outros equipamentos. A câmera foi furtada junto com alguns deles.

Além do prejuízo estimado em US$ 2 mil, Pinheiro ficou sem as imagens dos shows, armazenadas no mesmo cartão de memória com tudo o que ele havia filmado nos últimos quatro meses. Desestimulado por familiares e advogados, Chico deixou por isso mesmo. Procurada, a American Airlines não quis comentar o caso.

Os voos com maior incidência de furto vêm de Buenos Aires e Miami, o destino favorito de compras de brasileiros. As companhias aéreas que mais aparecem nos boletins de ocorrência são TAM e American Airlines – as duas que mais voam para essas cidades. Até agosto, 861 vítimas haviam registrado queixa na polícia em Cumbica. Segundo o delegado Ricardo Guanaes Domingues, mais da metade disso representa furtos à bagagem. O número já está próximo das 979 ocorrências de janeiro a dezembro de 2010.

Ladrões atacam pedestres em passarela de Congonhas

Desde o começo do ano, 15 ocorrências já foram registradas no local.
Principais vítimas dos assaltantes são funcionários de empresas aéreas.

Da Agência Estado

Já foram registradas 15 ocorrências na passarela neste ano (Foto: Arquivo/G1)

Já foram registradas 15 ocorrências na passarela neste ano (Foto: Arquivo/G1)

Comissários de bordo, agentes de viagem e outros profissionais têm sido assaltados na passarela sobre a Avenida Washington Luís, na frente do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo. Desde o começo do ano, 15 ocorrências já foram registradas, três delas na semana passada. Na maioria dos casos, o ladrão é adulto e ameaça a vítima com uma arma de fogo, mas há casos de ataques de adolescentes com canivetes.

A Polícia Militar informou que reforçou o policiamento no local desde esta quarta-feira (10). Duplas de policiais caminham pela passarela nos horários considerados de maior movimento, como às 7h e às 20h. Os soldados também têm voltado a atenção para a Rua Baronesa de Bela Vista, onde muitos funcionários do aeroporto estacionam seus carros.
O Sindicato Nacional dos Aeronautas disse já ter recebido relatos dos assaltos. Como prevenção, a entidade orienta os aeronautas a não passar sozinhos pela passarela, principalmente à noite. Em nota, o sindicato informou ainda que esses crimes sempre aconteceram e têm piorado nos últimos tempos. A entidade lamentou que o “único caminho” para as pessoas chegarem a Congonhas esteja tão inseguro.

Os dados mostram que as principais vítimas dos assaltantes são funcionários de empresas aéreas. Geralmente, eles estão de uniforme, carregam malas e até notebooks. São de outros estados e precisam passar a noite em São Paulo após um dia de trabalho.

Ação de criminosos em aeroporto

No Aeroporto Internacional de São Paulo o maior do país, em Guarulhos, bandidos fazem esquema para roubar bagagens de viajantes.

A reportagem do SBT Brasil flagrou a ação dos criminosos, que em segundos cometem os furtos.

Ladrão rouba carro em SP e pede ajuda de dono para conseguir dirigir

23/03/2011 13h10 – Atualizado em 23/03/2011 13h10

Crime aconteceu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande SP.
Polícia investiga imagens de câmera de segurança para localizar criminoso.

Do G1 SP

O homem que roubou um carro na noite de sábado (20) no estacionamento do Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, teve que pedir ajuda ao dono porque não sabia dirigir o veículo com câmbio automático, segundo a polícia.

De acordo com o delegado Ricardo Guanaes, da Delegacia do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o assaltante deixou o vítima do roubo e a namorada na Rodovia Ayrton Senna apenas após ter aprendido a dirigir o veículo, um Honda Civic.

Ainda segundo o delegado, o casal foi abordado no estacionamento do aeroporto e levado junto para que o assaltante pudesse roubar o carro sem ser notado. Momentos depois, o criminoso parou na Rodovia Ayrton Senna para deixar as vítimas, que tiveram autorização de retirar suas bagagens do porta-malas. Foi então que ele pediu ajuda. “Ele ia embora, mas não conseguia dirigir porque o veículo era automático. Então ele pediu ajuda à vítima, que lhe ensinou como usar o câmbio. Depois disso, o ladrão foi embora”, disse o delegado.

O carro e o criminoso ainda não haviam sido localizados até a manhã desta quarta-feira (23). O delegado analisa as imagens das câmeras de segurança do estacionamento, que registrou o momento do roubo. “É um crime incomum dentro do aeroporto. Temos muitos roubos de laptops no saguão, de bagagem, mas roubos de veículos não costumam acontecer”, disse Ricardo Guanaes.