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Posts Tagged ‘ Ameaça

Resiliência ao estresse

A capacidade de ser resiliente em lidar com o estresse é apenas parcialmente genética. Aprender os conjuntos de habilidades específicas (formação consciência) pode expandir nossas habilidades em lidar com o estresse e nos permitir desenvolver respostas positivas em lidar com as adversidades da vida.

A principal área do cérebro que lida com o estresse é o sistema límbico, ou seja, a unidade responsável pelas emoções.

Sempre que percebemos uma ameaça iminente, ou imaginada, o sistema límbico responde imediatamente através de seu sistema nervoso autônomo – complexa rede de glândulas endócrinas que automaticamente regula o metabolismo. Depois que o perigo percebido passou, o seu corpo, então, tenta voltar ao normal. Mas isso pode não ser tão fácil, e torna-se ainda mais difícil quando ativado repetidamente em um curto período de tempo, ou à medida que envelhecemos.

Apesar do sistema nervoso simpático entrar em ação imediatamente ao percebemos uma ameaça iminente ou imaginada, é muito lento para se desligar e permitir que o sistema nervoso parassimpático se tranquilize para acalmar as coisas.

Uma vez que sua resposta ao estresse tenha sido ativada, o sistema sabiamente se mantém em um estado de prontidão. Este estado de prontidão, caso continue ao longo do tempo, tem um preço na saúde física e emocional.

Quando estamos trabalhando em um ambiente que por sua própria natureza, dispara automaticamente uma “resposta de medo” primitivo como percebido pelo nosso sistema nervoso central, ou seja, o perigo pode ser real ou imaginária do nosso cérebro, respondendo da mesma forma para qualquer situação, que pode facilmente tornar-se um estresse crônico, que quando não bem administrado, pode resultar em estresse pós-traumático e em seguida em um estado de esgotamento físico e mental, cuja causa está intimamente ligada à vida profissional.

Os problemas físicos relacionados ao estresse crônico incluem a redução da resposta imunológica, a tensão muscular crônica, e o aumento da pressão sanguínea. Estes problemas podem levar a sérias doenças potencialmente fatais, como ataques cardíacos, doenças renais e câncer. Os primeiros sintomas são relativamente leves, como dores de cabeça crônicas e maior susceptibilidade a resfriados e outros. Com mais exposição ao estresse crônico, os problemas de saúde mais graves podem se desenvolver da seguinte forma:
• depressão
• diabetes
• perda de cabelo
• doença cardíaca
• hipertireoidismo
• obesidade
• transtorno obsessivo-compulsivo ou ansiedade
• disfunção sexual
• dentária e doença periodontal
• úlceras
• câncer e outros
A gestão do estresse é a chave e não a eliminação do estresse. O desafio nos dias de hoje é não deixar que o sistema nervoso simpático fique cronicamente excitado. Isso requer conhecimento e uso adequado de técnicas que trabalham para ativar suas respostas de relaxamento, diminuindo a excitação do sistema simpático.

Ao avaliar a natureza e a cultura da corporação conseguimos determinar o que está causando e disparando o estresse. Uma vez, que estes gatilhos são identificados, uma receita individualizada pode ser desenvolvida para apoiar e construir a resiliência ao estresse através do treinamento de conscientização para as pessoas que trabalham dentro desta determinada empresa, como por exemplo, uma simples pausa de 15 minutos, duas ou três vezes durante o dia pode reduzir muito a resposta ao estresse através de um fortalecimento do sistema parassimpático ou tranquilizante do nosso sistema nervoso central.

Isso resulta em uma maior produtividade do trabalhador, na criatividade, uma melhor saúde e mais longevidade. Uma vez que as pessoas entendem o dano potencial que o estresse crônico pode causar e como as práticas específicas podem reprogramar nossas respostas neurobiológicas, podendo trabalhar para o nosso próprio interesse para tornarmos mais resilientes ao estresse.

Algumas dicas:
• Atitude: o desenvolvimento de auto falar positivamente, ao invés de ir com uma resposta de medo;
• Conscientização: compreensão sobre o que e por que você sente algo e como isso ajuda a acalmar o sistema nervoso;
• Controle: saber o que está dentro do controle e o que está fora do controle e aceitá-lo;
• Cultive o otimismo: anotar cinco pequenas coisas de cada dia que são positivas e trazer um sorriso ao seu rosto, levando 30 segundos para experimentar cada um deles, permite uma mudança bioquímica em um quadro mais positivo e uma estrutura mais resistente de espírito;
• Humor riso: aumenta a imunidade;
• Meditação: Sentar-se em silêncio por 5 minutos todos os dias com um foco simples, como por exemplo, apenas experimentando e repetindo, “eu estou aqui agora, eu estou aqui agora, eu estou aqui agora”, somente repedindo esta frase, aceite o que vir em sua mente e volte para o seu foco, “Eu estou aqui agora, eu estou aqui agora”;
• Cultive Espiritualidade: isso atrai confiança na vida;
• Tenha paciência com você mesmo.

Trabalhos de sensibilização, conscientização e treinamento podem proporcionar uma resistência a vida e tudo o que ela nos oferece.

Além do estresse crônico, as pessoas que trabalham principalmente na área de proteção de segurança terá que lidar com sequestros. Nestas situações, o sistema nervoso central permanece perpetuamente ligado.

Tudo o que eu já escrevi acima é muito amplo, se uma pessoa foi vítima de um sequestro, não apenas a pessoa que passou pela experiência do sequestro, mas também toda a família, amigos e colegas de trabalho são afetados.

Estresse pós traumático pode impactar negativamente em todas as áreas de sua vida. É importante compreender e trabalhar com esta situação sistemicamente, a fim de restaurar a família, amigos e colegas de trabalho. Muito do que precisa ser feito é contra-intuitivo e deve ser delicadamente tratado por um especialista, para que o trauma do sequestro provoque o mínimo impacto em suas vidas e que o processo de cura ocorra.

Tenho trabalhado por 46 anos nesta área e felizmente pesquisas e descobertas recentes em neurobiologia nos permite trabalhar de forma rápida e eficaz com estas questões. As abordagens tradicionais e terapias são muito menos eficientes nessas situações. Pois os sentimentos de perigo, desesperança, desespero, privação podem dominar a vida das vítimas.

Assim, criei uma abordagem que se chama Resolução Neurobiologica do Trauma que reúne meu pós doutorado e mais de 18 tipos de especializações que fiz em minha carreira profissional.

Saber por que, quando e como aplicar as técnicas certas no momento certo, pode fazer toda a diferença na transformação de uma vítima ou o sobrevivente que passou por uma trauma.

E Lembre-se: “A vida é 10% do que acontece comigo e 90% de como eu reajo a isso”. John Maxwell

*Stephen Paul Adler é Autoridade Sênior em Psicanálise, atuando há 46 anos em Nova Iorque. Pós-doutor em TEPT, é certificado em 18 tipos diferentes de psicoterapia, lecionando eminstituições como a New School for Social Research (Nova Escola de Pesquisa Social), da Universidade de Nova Iorque, a NationalPsychologicalAssociation for Psychoanalysis (Associação Psicológica Nacional de Psicanalistas) eno NationalInstitute for Psychotherapies (Instituto Nacional de Psicoterapias).Um dos maiores experts do mundo em Hipnose Ericksoniana.É reconhecido por lidar com questões relacionadas a sequestro, abuso físico e sexual, e atos de terrorismo, ele tem dado treinamentos no Brasil, China, Guatemala, Índia, México, e Estados Unidos.

Câmeras de monitoramento flagram ação de bandidos em Guarujá

Pelo menos três escolas foram alvo de ladrões.
Polícia pede apoio da população para prender acusados.

Desde o início do ano, escolas municipais de Guarujá, no litoral de São Paulo, estão sendo alvos de bandidos. Dentre os objetos roubados estão equipamentos de limpeza, bolsa de funcionários e até a própria câmera de monitoramento da prefeitura.

O assalto na escola Oswaldo Cruz, no Parque do Estuário, aconteceu durante o dia, quando havia movimento de pais na recepção. Três homens suspeitos chegam e não se intimidam com a presença de um Guarda Municipal. O supeito faz um sinal para o outro. Ele entra na secretaria, arranca a correntinha de um funcionário e sai. Enquanto isso, o comparsa ameaça o guarda mostrando uma arma na cintura.

Toda a ação foi gravada pelo centro de controle operacional da Guarda Municipal de Guarujá, que fica na sede da instituição. No local são gravadas imagens de quase 1500 câmeras instaladas em escolas, creches e centros comunitários da prefeitura. “Quando o monitoramento detecta uma invasão, nós mandamos uma viatura, pegamos as imagens e levamos para as polícias militar e civil, que fazem um trabalho para identificar os supostos autores e prendê-los”, explica o coordenador de vídeo-monitoramento, Rogério Martins Pereira.

Em um outro caso, ocorrido em uma escola no bairro Santa Rosa, um homem pula o muro e caminha até o pátio, onde arranca uma câmera de monitoramento. Nos dois casos em que as escolas foram invadidas, no mês de fevereiro, a polícia identificou os suspeitos e um deles foi preso.

Uma outra escola foi invadida em junho. O homem chega sozinho numa bicicleta e pula o muro, segue até um depósito e entra por uma janela. Dentro da sala, pega uma máquina de limpeza e foge. A polícia ainda não identificou o suspeito e pede a ajuda da população. “Se alguém tiver informações sobre a pessoa pode ligar no telefone SOS Cidadão, pelo 153″, afirma Rogério.

G1 Santos

As polêmicas do novo Código Penal

Do terrorismo à descriminalização de alguns casos de aborto, confira as alterações propostas pela comissão de juristas do Senado
Os 23 principais tópicos:

1. Aborto
No caso do aborto, são sugeridas a diminuição das penas e o aumento nas hipóteses de descriminalização. A principal inovação é que a gestante de até 12 semanas poderá interromper a gravidez desde que um médico ou psicólogo ateste que a mulher não tem condições de arcar com a maternidade.

2. Ortotanásia
Deixa de ser um homicídio comum, com pena máxima de 20 anos para até 4 anos de prisão. A prática não será considerada crime quando o agente deixa de fazer uso de meios artificiais para manter a vida do paciente, a doença é grave e for irreversível, atestada por dois médicos, com consentimento do paciente ou da família.

3. Enriquecimento ilícito
Servidores públicos e agentes políticos dos três Poderes que não conseguirem comprovar a origem de um determinado bem ou valor poderão ser presos por até cinco anos. O Estado poderá se apossar do bem de origem duvidosa. Atualmente, ter patrimônio a descoberto não é crime por si só.

4. Jogo do bicho
A prática deixaria de ser contravenção, delito de menor potencial ofensivo, para se tornar crime, com pena de até 2 anos de prisão. Ao contrário do que ocorre hoje, os apostadores não estariam sujeitos a penas.

5. Furto
Uma pessoa que devolva um bem furtado pode ter a pena contra si extinta. A vítima tem de concordar expressamente com a restituição do produto, antes ou no curso do processo. A anistia valeria também para os reincidentes na prática.

6. Progressão de regime
Dificulta a progressão de regime para quem tenha sido condenado ao praticar crimes de forma violenta, sob grave ameaça, ou que tenham acarretado grave lesão social.

7. Abuso de autoridade
O servidor público poderá ser punido com até 5 anos de prisão. Pela lei atual, de 1965, a pena máxima é de 6 meses de prisão. Foi mantida a previsão para a pena de demissão para quem tenha praticado a conduta.

8. Crimes hediondos
Embora tenha excluído a corrupção do rol de crimes hediondos, o colegiado acrescentou outros sete delitos ao atual rol: redução análoga à escravidão, tortura, terrorismo, financiamento ao tráfico de drogas, tráfico de pessoas, crimes contra a humanidade e racismo. Os crimes hediondos são considerados inafiançáveis e não suscetíveis de serem perdoados pela Justiça, tendo regimes de cumprimento de pena mais rigorosos que os demais crimes.

9. Crime de terrorismo
Foi sugerida a criação do tipo penal específico para crimes ligados ao terrorismo, com pena de 8 a 15 anos de prisão. A proposta prevê ainda revogação da Lei de Segurança Nacional, de 1983, usada atualmente para enquadrar práticas terroristas. A conduta não será considerada crime se tiver sido cometida por movimentos sociais e reivindicatórios.

10. Bebida a menores
De acordo com a nova proposta, passaria a ser considerado crime vender ou simplesmente oferecer bebidas alcoólicas a menores, ressalvadas as situações em que a pessoa seja do convívio dele.

11. Anistia a índios
Teriam redução de pena ou simplesmente seriam anistiados os índios que praticarem crimes de acordo com suas crenças, costumes e tradições. A previsão só valerá para situações em que haja um reconhecimento de que o ato não viole tratados reconhecidos internacionalmente pelo País e ficará a critério da decisão do juiz. O oferecimento de bebida a índios dentro das tribos passaria a ser crime, com pena de até 4 anos de prisão.

12. Organização criminosa
Cria o tipo penal, com penas de até 10 anos de prisão. Hoje, por inexistência de previsão legal, a conduta é enquadrada em formação de quadrilha, com pena máxima de 3 anos.

13. Máquina eleitoral
Poderá ser punido com pena de até 5 anos de prisão o candidato que tenha se beneficiado pelo uso da máquina pública durante o período eleitoral. Hoje, a pena é de 6 meses. O colegiado enxugou de 85 para apenas 14 os tipos de crimes existentes no Código Eleitoral. Entre as sugestões, estão o aumento de pena para crimes eleitorais graves, como a compra de votos e a coação de eleitores, e a descriminalização de algumas condutas, como a boca de urna.

14. Empresas criminosas
Uma empresa pode ser até fechada, caso tenha cometido um crime. Ela responderá a processo se tiver cometido crimes contra a economia popular, contra a ordem econômica e contra a administração pública, que é o caso de corrupção. Atualmente, há previsão na Constituição para esse tipo de sanção penal, mas na prática apenas as que atuam na área ambiental estão sujeitas a penalização.

15. Informação privilegiada
Cria o tipo penal para quem se vale de uma informação reservada de uma empresa que potencialmente pode aumentar as ações dela, tem a obrigação de não a revelar ao mercado, mas a utiliza para obter privilégios.

16. Cópia de CD
Deixaria de responder a processo por “violação do direito autoral” quem fizer uma cópia integral de uma obra para uso pessoal, desde que não tenha objetivo de lucro. Ou seja, copiar um CD de música ou um livro didático para uso próprio deixaria de ser crime. Atualmente, a pena para os condenados pela conduta pode chegar a até 4 anos.

17. Meio ambiente
Seria aumentada de 1 ano para 3 anos a pena máxima para quem tenha sido condenado por realizar obra ou serviço potencialmente poluidor sem licença ou autorização dos órgãos ambientais competentes.

18. Abuso de animais
Passaria a ser crime abandonar animais, com pena de até 4 anos de prisão e multa. Foi aumentada a pena para quem tenha cometido abuso ou maus tratos a animais domésticos, domesticados ou silvestres, nativos ou exóticos. A pena subiria de 3 meses a 1 ano de prisão para 1 ano a 4 anos.

19. Discriminação
Aumentariam as situações em que uma pessoa pode responder na Justiça por discriminar outra. Pelo texto, poderá ser processado quem praticar discriminação ou preconceito por motivo de gênero, identidade ou orientação sexual e em razão da procedência regional. Pela legislação atual, só podem responder a processo judicial quem discrimina o outro por causa da raça, da cor, da etnia, da religião ou da procedência nacional. Os crimes continuariam sendo imprescritíveis, inafiançáveis e não sujeitos a perdão judicial ou indulto. A pena seria a mesma de atualmente, de até 5 anos de prisão.

20. Embriaguez ao volante
Foi retirado qualquer obstáculo legal para comprovar que um motorista está dirigindo embriagado. Passaria a ser crime dirigir sob efeito de álcool, bastando como prova o testemunho de terceiros, filmagens, fotografias ou exame clínico.

21. Drogas sem crime
Pela proposta, deixaria de ser crime portar drogas para consumo próprio. Não haveria crime se um cidadão for flagrado pela polícia consumindo entorpecentes. Atualmente, a conduta é considerada crime, mas sujeita apenas à aplicação de penas alternativas. Mas há uma ressalva para a inovação: consumir drogas em locais onde haja a presença de crianças e adolescentes continua sendo crime. A venda – de qualquer quantidade que seja – é crime. O plantio – se for para consumo próprio – não seria mais considerado crime.

22. Delação premiada
O delator poderia ter redução de pena e até ficar livre da prisão caso colabore com a Justiça.

23. Crimes cibernéticos
Cria o tipo penal para tipificar crimes contra a inviolabilidade do sistema informático, ou seja, aqueles cometidos mediante uso de computadores ou redes de internet, deixando de serem considerados crimes comuns. Passaria a ser crime o mero acesso não autorizado a um sistema informatizado.

Fonte: Estadão

Traumas pós-violência

Você já foi vítima de um ato de violência e ficou traumatizado? A violência faz parte do mundo animal. Os predadores atacam suas presas por uma questão de sobrevivência. Todo predador tem seu dia de presa e toda presa tem seu dia de predador.

Um animal quando ameaçado pode lutar, fugir ou se tornar totalmente imobilizado, fazendo-se de morto. Se qual for à reação, de acordo com o Dr. Peter Levine, ele passa por uma fase de hiperexcitação, com liberação intensa de catecolaminas (hormônios liberados durante situações estressantes), seguida por uma fase de constrição, em que há uma focalização na ameaça e tudo em volta fica despercebido. O antílope, quando atacado pelo leopardo, não tem saída: faz-se de morto e, muitas vezes, o leopardo não se sente motivado para comer uma presa já morta. Minutos após da imobilização com tremores, há principio um pouco desorientado, mas logo em seguida se recupera disso e volta a ser o mesmo antílope, sem nenhuma seqüela emocional ou física.

Nós, seres humanos, temos também essa opção, só que na maioria das vezes não a exercitamos. O animal completa o ciclo fisiológico e volta ao normal.

O ser humano, quando violentado, assaltado, humilhado ou submetido a qualquer outro ato de violência pode carregar seqüelas emocionais por muito tempo, se não cuidado e tratado, pelo resto de sua existência. O ciclo se autoperpetua, causando o stress pós-traumático.

Mas por que não fazemos o mesmo que o antílope? Porque revivenciamos a cena sem nos livrarmos dela. O Dr. Peter Levine no livro “Walking The Tiger” narra uma experiência interessante:

No dia 5 de julho, no final da década de 80 um indivíduo entra numa loja de conveniência às 6h30 da manhã. Segurando seu dedo no bolso e simulando um revólver, exigiu que a pessoa do caixa entregasse a ele todo o dinheiro da gaveta. Após coletar em torno de 5 dólares em moedas, retornou para seu carro onde permaneceu até a chegada da polícia. Quando a polícia chegou, o indivíduo saiu do carro, e com o dedo outra vez no bolso, anunciou que tinha um revólver e que todos deveriam ficar afastados dele. Por sorte, foi levado preso sem ter sido baleado. Na delegacia o policial que levantou sua ficha criminal constatou que ela já havia sido preso por 6 assaltos nos últimos 15 anos, todos às 6h30 da amanhã do dia 5 de Julho. Após saber que o assaltante era um veterano de guerra foi encaminhado para o Hospital Psiquiátrico onde o médico Dr. Bessel Van Der Folk teve a oportunidade de atendê-lo e fez a seguinte pergunta: “O que aconteceu com você no dia 5 de julho às 6h30 da manhã?”. Ele respondeu que estava no Vietnã e seu pelotão foi atacado por vietcongs. Todos foram mortos, menos ele e seu amigo Jim. A data era 4 de julho. Escureceu rapidamente e os helicópteros americanos não puderam resgatá-los. Eles passaram uma noite horrível juntos, escondidos numa plantão de arroz, cercada por inimigos. Às 3h30, Jim foi atingido com um tiro no tórax, vindo a falecer nos seus braços às 6h30 do dia 5 de Julho. O veterano de Guerra, todo o dia 5 de Julho, quando não se encontra atrás das grades, comete o crime de assalto.

Um trauma pode ser caudado por diferentes atos de violência. Pode começar durante a vida intra-uterina (marido chutando a barriga da mulher grávida), durante o parto (um fórceps mal aplicado), a morte de um ente querido, uma doença, um acidente, o fato de presenciar um ato de violência (criança que vê seu pai agredindo fisicamente sua genitora), cirurgia etc.

Devemos (sozinhos ou com ajudas de especialistas) reconstruir nossa barreira protetora e devolver a nós mesmos o sentimento de poder pessoal. Lembre-se de que todo trauma é uma oportunidade para a transformação.

O discípulo perguntou ao sábio:
– Como posso livrar-me dos meus medos?
O mestre respondeu com outra indagação:
– Como é que você se livra de alguma coisa a qual você se agarra?
O rapaz franziu a testa e murmurou:
– O senhor quer dizer que eu de fato me agarro aos meus receios? Não concordo com isso.
E o sábio completou:
– Você deve concordar, pois no medo você busca proteção. Descubra as coisas contra as quais se protege e, então, vai descobrir sua tolice.

Fonte: Tudo sobre segurança

Roubos e furtos só aumentam desde 2010

O número de roubos e furtos não para de crescer desde 2010 na capital paulista. Para especialistas em segurança pública, a falta de investigação para a identificação de quadrilhas de ladrões, operações policiais em pontos específicos da cidade – que fazem os assaltantes migrarem para outros bairros –, a ausência de ações conjuntas entre as polícias Civil e Militar e a mudança na lei que permite o pagamento de fiança para quem portar ilegalmente uma arma de fogo são alguns dos motivos para o aumento dos índices criminais.

Em comparação com o primeiro trimestre de 2010, o número de roubos de carros subiu 28,95% no mesmo período deste ano, passando de 8.770 casos para 11.309. Também houve aumento nos casos de roubos em geral, que inclui assaltos a residências, pedestres e estabelecimentos comerciais, e nas ocorrências de furto de veículos.

Em 4 de julho de 2011, entrou em vigor a lei federal 12.403, que permite aos delegados substituir a prisão preventiva por fiança em crimes com pena máxima de até quatro anos, sem violência ou grave ameaça. Entre eles está o porte ilegal de arma, que, antes de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), era um crime considerado inafiançável pelo Estatuto do Desarmamento.

Para o consultor de segurança José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública, a mudança da lei ampliou os casos de impunidade. “O risco de ser preso se tornou menor para os ladrões que não têm ficha criminal. Um assaltante pode ser pego com uma arma de uso restrito e com a numeração (de identificação) raspada, mas acaba voltando para a rua, pois é permitido pagar fiança para responder pelo crime em liberdade”, afirma Silva.

De janeiro de 2010 até abril deste ano, a PM apreendeu 8.794 armas, segundo dados da corporação.

O cientista político Guaracy Mingardi, especialista em segurança pública e pesquisador da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que a Polícia Civil investiga cada vez menos os crimes contra o patrimônio.

“O importante não é saber em que local estão roubando, mas quem está roubando. É preciso identificar e prender.” Ele critica os bloqueios feitos pela PM. “São eficazes na prevenção, mas os criminosos migram para outro lugar.”

De acordo com Silva, é necessário ter cooperação entre as polícias. “O capitão da PM e o delegado de um bairro têm que se debruçar sobre os casos registrados para identificar onde os crimes ocorrem e se são cometidos pelos mesmos ladrões”, diz.

Segundo o capitão Cleodato Moisés do Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital (CPC), a PM faz operações constantes em locais com mais crimes. “O ideal seria ter uma viatura em cada esquina, mas isso é inviável”, afirma.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro de Lima, as delegacias da capital foram orientadas no início do ano a priorizar a investigação de casos de roubos a residências, estabelecimentos comerciais e veículos, com o objetivo de identificar quadrilhas de assaltantes.

Gio Mendes – JT

Entenda como o FBI faz a lista dos seus dez mais procurados

BBC BRASIL
Como o FBI decide quem entra na sua lista de suspeitos mais procurados?

A pergunta veio à tona nesta semana, quando a polícia federal americana trocou Osama Bin Laden por um acusado de pornografia infantil em sua lista de dez fugitivos mais buscados.

Bin Laden, idealizador dos ataques de 11 de Setembro, era o extremista mais procurado no mundo até sua morte, em maio do ano passado, durante uma operação americana no Paquistão.

Já Eric Justin Toth, de 30 anos, não é acusado de matar ninguém, mas sim de “possuir e produzir pornografia infantil”. O ex-professor está foragido desde 2008, quando foi indiciado em âmbito federal após material pornográfico ter sido encontrado em uma câmera de fotos que ele havia usado em sua escola.

O FBI buscou-o pelos Estados de Illinois, Indiana e Arizona, mas perdeu a trilha do suspeito. Por isso, na última terça-feira, adicionou Toth à lista de dez mais procurados, tirando dela Bin Laden.

“Sempre contamos com o apoio público para ajudar a capturar fugitivos e solucionar casos”, disse em comunicado o porta-voz do FBI, Mike Kortan. “A inclusão de Eric Toth na lista de dez mais ilustra como é importante tirar esse indivíduo das ruas e prendê-lo.”

MAIS DURÕES
O FBI começou a produzir a lista de Dez Mais Procurados em 1950, quando um repórter pediu ao organismo os nomes e as descrições dos “caras mais durões” que estavam foragidos.

Desde então, a lista se tornou um sucesso de publicidade, dizem policiais.

Dos 495 homens e mulheres que figuraram na compilação nas últimas seis décadas, 465 foram capturados ou localizados. Desses, 153 foram presos a partir de pistas dadas por pessoas comuns, diz o FBI.

É importante lembrar que os dez indivíduos listados não estão ordenados por grau de periculosidade – a lista não é um ranking.

AMEAÇA À SOCIEDADE
Para ser incluído na lista, é preciso que haja um mandado de prisão federal para o indivíduo e que este seja considerado uma ameaça à sociedade alguém com a suposta capacidade de provocar danos se continuar foragido.

O homem ou a mulher da lista tem de ser considerado “mau” o suficiente para valer uma recompensa de centenas de milhares de dólares por pistas de seu paradeiro.

Também é preciso que os agentes encarregados da busca tenha exaurido outras pistas e acreditem que a publicidade vai ajudar a encontrar o fugitivo (há casos em que fugitivos não são adicionados à lista porque as autoridades creem que a publicidade pode fazê-los se esconderem ainda mais).

A lista é compilada com sugestões de agentes de campo e com a análise dos casos mais proeminentes – o material então vai para o topo da cadeia de comando do FBI, até os nomes da lista receberem a aprovação do diretor do órgão, Robert Mueller.

“Ao longo do tempo, a lista espelhou, de alguma forma, os interesses das investigações criminais do FBI”, explica o historiador oficial do órgão, John Fox.

Nos anos 1960 e 70, por exemplo, figuraram na lista radicais antiguerra do Vietnã adeptos da violência, como Bernardine Dohrn, Katherine Power e Leo Burt. Nos anos 1990, a compilação passou a contar com extremistas internacionais. E nos anos 2000 foi a vez de acusados de pedofilia e pornografia infantil serem listados.

“É claro que isso não engloba todas as prioridades do FBI”, diz Fox. “Contrainteligência (por exemplo, operações sigilosas) não é um tema investigativo que se adeque à lista dos Dez Mais Procurados.”

Os fugitivos saem da lista quando são capturados, mortos ou se deixam de ser considerados uma ameaça à sociedade.

Ao longo dos anos, seis procurados se encaixaram nessa última categoria por exemplo, os ativistas antiguerra do Vietnã que eram acusados de atos violentos e conseguiram escapar até chegarem à meia-idade.

Com tanto a ser levado em conta, é longo e burocrático o processo de acrescentar ou tirar um fugitivo da lista.

O FBI demorou 11 meses para substituir Bin Laden. E, até esta quinta-feira, o acusado de assassinato James “Whitey” Bulger ainda figurava na lista, apesar de ter sido capturado em junho.

Ladrão de turista em SP prefere agir em eventos à noite

AE/SÃO PAULO – Agência Estado
Feiras, convenções e shows noturnos, no Anhembi e no Morumbi, representam o maior risco de crime para quem visita São Paulo. E, mais do que a violência física, é o oportunismo dos ladrões que tem transformado turistas em vítimas na capital paulista. Os furtos são responsáveis por nove em cada dez queixas registradas por pessoas de fora da Região Metropolitana de São Paulo na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur).

É o que mostra um levantamento feito pelo Estado com os 274 boletins de ocorrência registrados por visitantes nos últimos 12 meses na Deatur. A amostragem revela que os roubos – quando a vítima sofre ameaça ou alguma violência – representaram apenas 7,6% dos crimes contra turistas na delegacia especializada, que concentra grande parte dos registros envolvendo pessoas de fora da Região Metropolitana. Os eventos têm a preferência desse tipo de criminoso: houve 134 registros nessas situações e 26 em shows.

“O que se tem é o crime de oportunidade”, afirma o delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva, responsável pela Divisão de Portos, Aeroportos, Proteção ao Turista e Dignitários. O fato de contar com a distração do alvo também explica por que a maior parte dos crimes ocorre à noite (111) – pela manhã, em contrapartida, foram apenas 50 registros.

Lima e Silva explica que, em alguns casos, o responsável pelo furto nem mesmo é um “ladrão profissional”, embora existam quadrilhas especializadas que atuam nesse ramo, mas uma pessoa que resolve aproveitar a distração do turista para praticar o crime. O comportamento do visitante também contribui para isso. “Quando está em viagem, a pessoa foge da rotina à qual está acostumada e, por isso, acaba se expondo mais.”

Por local, o Anhembi lidera o ranking de queixas (130 ou 47%), seguido do Estádio do Morumbi (14). Vale ressaltar que o centro de convenções acaba concentrando a maior parte dos BOs porque tem um posto da Deatur, o que favorece a notificação. O mesmo ocorre com o Morumbi, que recebe um posto em dia de shows. A delegacia ainda foi notificada de ataques a turistas no Expo Center Norte (8), zona norte, nas Praças da República (8) e da Sé (7) e na Rua Augusta (4).

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Polícia amplia boletim de ocorrência pela internet

Bruno Ribeiro – Jornal da Tarde
Para tentar reduzir a demora no registro de crimes nos distritos do Estado, a Delegacia-Geral da Polícia Civil de São Paulo vai permitir que até queixas de roubo de carro sejam feitas pela internet. Segundo o delegado-geral, Marcos Carneiro de Lima, a medida valerá a partir de março e permitirá também elaboração de boletins de ocorrência de injúria, calúnia, difamação, ameaça e qualquer tipo de furto (crime no qual a vítima não vê quem levou seus pertences).

Hoje, só é possível registrar pela web furto de veículos e furto ou perda de documentos, celulares e placas de veículos. A ideia é que, quando uma pessoa tiver seu carro roubado (mesmo em um assalto à mão armada), ela possa preencher um formulário no site da Secretaria de Estado da Segurança Pública www.ssp.gov.br).

Lá, já existe o link para a Delegacia Eletrônica, que está sendo alterado pela Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) para incluir os novos delitos. “A vítima terá condições de registrar o fato e, na sequência, vai ler na tela a informação que, caso possa fazer retrato falado, reconhecer fotograficamente o autor ou acrescentar dados sigilosos, ela poderá se dirigir imediatamente à delegacia.

Mas aí não pegará a fila – poderá ir direto à chefia dos investigadores do distrito”, diz o delegado-geral. Investigadores vão colher informações extras, como cicatrizes ou tatuagens, para facilitar a identificação de suspeitos. Atualmente, dependendo das filas, isso pode não ocorrer no mesmo dia do crime.

De acordo com Carneiro, os bancos de dados das polícias Civil e Militar, que já têm esse tipo de detalhe cadastrado, vão comparar as informações e fornecer, também na hora, uma lista de eventuais suspeitos. O roubo de carros é um dos crimes que mais preocupa a cúpula da Secretaria de Segurança.

De janeiro a novembro de 2011, foram 36.906 casos só na capital – em 2010, o número foi de 34.908. No caso dos furtos, a expectativa de Carneiro é reduzir a subnotificação – para fugir das filas nas delegacias, muitas vítimas não registram o crime. “A polícia precisa saber sobre o furto de uma bicicleta acorrentada em um poste. O ladrão troca a bicicleta por uma arma de fogo.”

Polícia procura bandidos que se passaram por policiais para roubar armas de empresa

O crime foi no Butantã. Armados, os criminosos se passaram por policiais para abordar um funcionário que estava na frente da empresa. Os bandidos levaram 108 armas do cofre. Além disso, roubaram coletes à prova de balas e munição.

Fonte: G1

Dicas de segurança: assaltos

Procure estar sempre atento especialmente ao comportamento de
pessoas que estejam próximas a você ou paradas perto dos lugares
que freqüenta.

Caso você seja vítima siga as orientações abaixo: Mantenha a calma Comunique-se e faça movimentos lentos. Responda com calma somente ao que lhe for perguntado ou para avisarsobre qualquer gesto ou movimento a ser realizado;

Não discuta. Entregue ao criminoso o que ele exigir. Assim, o tempo do roubo será menor, evite brincadeiras ou conversas, faça apenas o que o criminoso mandar, não olhe diretamente para os marginais – isso é visto como uma ameaça.

Procure memorizar todos os detalhes possíveis, fisionomia, modo e frases usadas, roupas, gírias, trajetos e locais visitados, veículos utilizados, etc  Não tente fugir ou reagir. É muito comum outras pessoas estarem efetuando cobertura.

Ligue para a polícia assim que possível transmitindo a descrição exata e o possível trajeto seguido com todos os detalhes, registre a ocorrência em uma Delegacia de Polícia. Se você presenciar um assalto, mantenha-se afastado do local e evite interferir diretamente. Ligue para a polícia e passe todas as informações possíveis. Após a saída do agressor, ajude a vítima.

Obs: Não ande armado nem tenha armas em casa. Mesmo que você saiba atirar e tenha porte, suas chances de reagir são muito pequenas, e o risco de que a arma seja usada contra você é muito grande.

Fonte: PMESP