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Bairro líder de roubo de carro não muda após um ano

Gio Mendes – JT
Quem mora ou precisa trafegar de carro pelas ruas dos bairros do Jabaquara, na zona sul de São Paulo, e da Lapa, na zona oeste, tem grande chance de se tornar uma vítima de ladrões. Já faz um ano que as duas regiões estão entre as líderes no ranking dos locais onde ocorrem, respectivamente, mais roubos e furtos de veículos.

Nos primeiros três meses deste ano, o Jabaquara registrou 393 roubos de carros (sendo a região com mais crimes desse tipo na capital), um aumento de 83,64% em comparação com o mesmo período de 2011, quando houve 214 casos (a segunda no mesmo ranking naquela época).

A Lapa teve aumento de 2,20% no número de furtos de veículos de um trimestre para o outro, passando de 410 casos para 419. Tanto nos três primeiros meses deste ano quanto de 2011, a região foi a que teve mais desses crimes.

Em toda a cidade, 22.404 veículos foram parar nas mãos de criminosos de janeiro a março deste ano, média de 246 roubos e furtos por dia. É um crescimento de 13,82% nesses tipos de crimes em relação aos primeiros três meses do ano passado, quando 218 veículos eram roubos ou furtados diariamente no município. O comandante-geral da PM, Roberval Ferreira França, que assumiu o cargo em abril, já afirmou que o combate ao roubo e furto de veículos será prioridade para que os índices sejam reduzidos.

Especialista em segurança pública e professor de Direito Penal da Universidade de São Paulo (USP), David Teixeira de Azevedo acredita que faltou planejamento ao longo de um ano para evitar que os mesmos bairros fossem alvo da ação de ladrões de carros. “O melhor modo de coibir o crime ainda é o policiamento preventivo.” Para o especialista, parte dos veículos roubados e furtados vai parar em desmanches ou é vendida para outros Estados. Recentemente, a Polícia Civil descobriu que carros roubados eram negociados pela internet.

O comerciante Roberto Silva, de 48 anos, disse que falta policiamento na Rua das Grumixamas, uma das vias do Jabaquara que são alvo dos ladrões de veículos. “Nunca fui assaltado em 18 anos, mas moradores de prédios vizinhos já tiveram os carros levados por ladrões armados.

Quando tem policiamento, fica tranquilo. Mas depois que a polícia para a ronda, os bandidos voltam”, afirmou Silva.

O capitão Marcelo David Vieira, comandante da 1.ª Companhia do 3.º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento do Jabaquara, reconhece a dificuldade em manter patrulhamento constante em determinadas ruas. “Nós tentamos fazer uma prevenção ali (na Rua das Grumixamas), mas nem sempre podemos manter a viatura o dia inteiro num mesmo local, pois os policiais precisam patrulhar outras vias”, disse Vieira. Segundo ele, desde o começo deste ano foi intensificado o patrulhamento com moto.

A mesma dificuldade foi apontada pelo tenente Gabriel Rodrigues Benites Alves, do 4.º Batalhão, responsável pelo policiamento da Lapa.

Segundo ele, a corporação faz um mapeamento das ruas com mais furtos e distribui as equipes em horários estratégicos. “Mas quando se combate o crime em uma rua, os ladrões vão para a de trás”, afirmou Alves.

Os bairros de Pinheiros e Perdizes também aparecem no ranking dos locais com mais furtos de carros. O capitão Eliel Pedro Tomazi, do 23.º Batalhão, responsável pelas duas áreas, disse que os ladrões migram de uma rua para outra conforme a atuação da PM. “Se a viatura passa por uma rua em determinado horário, os criminosos vão para outra ou furtam no período que a via fica sem ronda. O furto é um crime de difícil combate, pois acontece de forma rápida”, afirmou. Procurados pela reportagem, os batalhões responsáveis pelos bairros Jardim Miriam, zona sul, e São Mateus, zona leste, não se manifestaram.

Colaborou Camilla Haddad

Polícia procura suspeitos de assalto a joalheria em Sorocaba, SP

Trabalho pericial deverá auxiliar nas investigações da Polícia Civil.
Criminosos sequestraram gerente e seus dois filhos.

A Polícia Civil investiga o assalto a uma joalheria de Sorocaba (SP), ocorrido na manhã desta quinta-feira (10). Para realizar o crime, a quadrilha sequestrou e manteve em cárcere privado a gerente da loja e seus dois filhos, em Votorantim (SP), onde ela mora. De acordo com a Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, ninguém foi detido.

O sistema de videomonitoramento do município, que é controlado pela Guarda Civil Municipal, registrou o momento da chegada dos criminosos à joalheria, que fica na região central, no final da madrugada. As ruas vazias facilitaram a ação da quadrilha, que utilizou a chave da gerente para invadir o local. A vítima não soube estimar a quantidade de joias que foram roubadas. Eles fugiram e deixaram a gerente no local.

“Não saber o que tinha acontecido com meus filhos foi a pior parte de tudo”, conta a vítima. Ainda segundo ela, os bandidos aguardaram até a troca de turno da PM para agir. A gerente e seus filhos estavam bastante abalados, mas estiveram na delegacia para acompanhar o registro da ocorrência.

Crime
Por volta das 19h de quarta-feira (9), a vítima foi abordada no portão de sua residência, em Votorantim, quando chegava do trabalho. Um grupo com vários homens armados a levaram para dentro da casa, onde estavam seus filhos. Às 4h, dois dos bandidos saíram com os adolescentes de carro. De acordo com o relato da própria vítima, os criminosos a ameaçaram de morte, caso tentasse entrar em contato com a polícia.

Uma hora depois, o restante da quadrilha colocou a gerente em seu próprio carro, levando-a até a joalheria, em Sorocaba. Com a chave da loja, eles entraram e fizeram o roubo. Logo após, os filhos da vítima foram soltos na Vila Garcia, em Votorantim.

O carro utilizado para transportar as crianças foi encontrado totalmente queimado na Chácara Ondina, também em Votorantim. A equipe pericial do Instituto de Criminalística esteve no local para coletar possíveis pistas. A ocorrência foi registrada na delegacia da cidade.

Segundo o delegado responsável pelo registro da ocorrência, a ação dos criminosos deixa claro que todo o assalto foi bem planejado e que eles conheciam a rotina da gerente. Com o laudo da perícia (que deverá sair em até 30 dias) e as imagens de segurança, a Polícia Civil dará início às investigações.

Quadrilha armada invade e assalta transportadora na Zona Oeste de SP

Trinta homens armados, alguns com fuzis, atacaram empresa nesta sexta (27).
Quatro suspeitos foram presos pela Polícia Militar Rodoviária de Cajamar.

Uma quadrilha com cerca de 30 homens, alguns armados com fuzis, assaltou, no início da madrugada desta sexta-feira (27), uma transportadora, localizada no km 24,5 da pista sentido interior da Rodovia Anhanguera, no Jardim Britânia, região do Parque Anhanguera, na Zona Oeste de São Paulo.

Policiais militares rodoviários de Cajamar, foram acionados pela empresa de segurança que faz monitoramento para a transportadora e chegaram ao local no momento em que os criminosos preparavam-se para fugir. Houve troca de tiros entre os a Polícia Militar e os criminosos que, do lado de fora, davam cobertura aos comparsas, mas ninguém foi baleado.

O bando dividiu-se em dois grupos. Parte dos assaltantes deixou a transportadora em dois veículos. Os outros assaltantes fugiram pelos fundos da empresa, por um matagal, abandonando no interior da empresa três carros com armamento pesado. Um helicóptero da PM ajudou nas buscas. Quatro suspeitos do crime foram presos.

Até as 4h30, a polícia não sabia informar se algo foi levado pela quadrilha nem o que os criminosos buscavam na empresa. O caso seria encaminhado para o 33º Distrito Policial, em Pirituba.

Da Agência Estado

São Paulo registra três arrastões em bairros nobres em intervalo de 2 dias

No Itaim Bibi, zona sul, um restaurante e um edifício residencial foram invadidos. Nos Jardins, na zona oeste, o alvo foi uma lanchonete

São Paulo, 24 – Três arrastões foram registrados na cidade de São Paulo entre a tarde desta quarta-feira e a madrugada desta sexta-feira. Todos foram cometidos em bairros nobres. Os alvos foram um restaurante e um edifício residencial no Itaim Bibi e uma lanchonete nos Jardins.

Itaim Bibi – Uma quadrilha formada por pelo menos cinco bandidos rendeu, às 21h30 de quarta-feira, uma mulher que saía a pé do edifício Imperial Tower, na Rua Jerônimo da Veiga. Na sequência, o porteiro foi abordado pelo bando, que aproveitou o portão aberto.

Três apartamentos, do primeiro, terceiro e sexto andares, foram invadidos. Joias, dinheiro, celulares e outros objetos de valor foram roubados pela quadrilha, que ficaram cerca de 10 minutos no prédio. O cofre de um dos apartamentos foi roubado. Os assaltantes fugiram levando o Hyundai Azeera de um morador. O veículo foi abandonado pela quadrilha na Rua Doutor Luiz Barreto, na Bela Vista, região central da cidade.

O prédio tem circuito interno de segurança e a ação foi filmada. O caso foi registrado no 14º Distrito Policial, de Pinheiros, mas o delegado não quis conversar com a imprensa ou mostrar o boletim de ocorrência.

Em outra ação, por volta da 0h30 desta sexta-feira, quatro bandidos assaltaram três clientes que estavam dentro do restaurante Butcher’s, na esquina da Rua Bandeira Paulista com a Avenida Nove de Julho.

Armados com duas pistolas, os criminosos renderam as três vítimas e levaram dinheiro e dois relógios – um Rolex e um Bulgari. O quarteto fugiu em um Corolla preto, mesmo veículo no qual o grupo chegou. Até as 4h30 desta madrugada, nenhuma das vítimas havia comparecido no 14º Distrito Policial, de Pinheiros, para registrar o boletim de ocorrência.

Jardins - Seis homens armados fizeram um arrastão por volta de 15h desta quarta-feira, 22, na Lanchonete da Cidade, localizada na Alameda Tietê, nos Jardins, em São Paulo. A ação durou cerca de três minutos e ninguém ficou ferido.

Pelo menos 15 pessoas estavam no local. Os criminosos levaram dinheiro e pertences dos clientes. Aparelhos celulares dos funcionários do estabelecimento também foram roubados.

Um boletim de ocorrência foi registrado no 78° Distrito Policial, nos Jardins.

Pedro da Rocha, Ricardo Valota e Priscila Trindade – estadão.com.br

Seis homens são presos depois de roubarem casa e invadirem empresa

Fonte: G1

Dupla gastou 14 minutos em assalto a casa de câmbio de Congonhas

Ladrões levaram R$ 250 mil na noite desta terça-feira.
Polícia Civil analisa imagens de câmeras do aeroporto da Zona Sul de SP.

Renato Jakitas
Do G1 SP

A Polícia Civil analisa nesta quarta-feira (4) as imagens do assalto a uma casa de câmbio Cotação que opera dentro do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na noite desta terça (3). A tentativa é identificar os dois criminosos que entraram armados, fizeram três funcionários reféns, e levaram cerca de R$ 250 mil dos cofres.

Os assaltantes levaram 14 minutos para chegar e sair do aeroporto. Segundo a polícia, chama a atenção a facilidade que tiveram, principalmente na forma como acessaram o interior da casa de câmbio, que dispõe de um sistema de “clausura” – duas portas até o interior, sendo que uma delas só se abre quando a outra é fechada. No momento do assalto, o sistema não operava adequadamente.

“O que chama a atenção foi a relativa facilidade que tiveram acesso à casa de câmbio. A casa tem todo um aparato de segurança. Os funcionários são orientados a seguirem essas linhas de segurança, mas, curiosamente, ontem [terça-feira], esse aparato foi quebrado”, disse o delegado Marcelo Palhares, titular da delegacia do Aeroporto de Congonhas.

As imagens gravadas pelas câmeras de segurança do aeroporto mostram dois criminosos vestidos de terno, perucas e portando cada um deles uma mala. Eles chegam ao aeroporto em um automóvel Honda Fit dourado às 21h57. Às 21h59 entram na casa de câmbio e às 22h07 passam pela mesma porta que entraram em Congonhas.

Tudo aconteceu a cerca de 20 metros de um posto da Polícia Militar, que estava vazio no momento do assalto. Os dois PMs que ficam de plantão até as 23h, quando o aeroporto encerra suas atividades, faziam uma ronda do lado externo, segundo o capitão da 1ª Companhia do 12º Batalhão da PM, Ednilson Staff, responsável pelo policiamento em Congonhas.

‘Ajudei ladrões para proteger minha família’, diz refém de festa invadida

Nove pessoas, entre elas duas eram crianças, foram feitas reféns.
Um dos convidados foi agredido com uma coronhada na cabeça.

Foram apenas 10 minutos que ficarão marcados na memória de uma família de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Este foi o tempo em que nove pessoas, entre elas duas crianças, foram feitas reféns na noite desta quinta-feira (8), durante uma festa de confraternização de final de ano entre amigos. Uma convidado foi agredido com uma coronhada na cabeça.

Uma das pessoas que estavam na festa , que não quis se identificar, disse em entrevista ao G1 Rio Preto que pensou apenas em proteger a família. “Eu me ofereci para ajudá-los a recolher os pertences da minha casa, em troca eles não machucariam minha família. Vivi momentos de terror, ainda não caiu minha ficha sobre o que aconteceu”, disse. A casa fica em um bairro de classe média alta da cidade, Jardim Tarraf II.
A residência foi invadida por três homens armados e encapuzados. Eles entraram na casa no momento em que dois convidados e uma criança foram embora. Dentro da festa, renderam nove pessoas, entre elas duas crianças, uma de dois anos e outra de seis. Os bandidos recolheram joias, celulares, dinheiro e uma TV. Depois, usaram o carro de uma das vítimas para fugir.

“Na saída, eles não conseguiam abrir o portão e ficaram nervosos. Chamaram meu irmão para ajudar e acabaram o agredindo com uma coronhada na cabeça. Foi uma agressão gratuita, não havia necessidade”, contou a vítima. O homem foi socorrido e passa bem. Os reféns estão abalados. “Ficamos muito preocupados com a crianças, a de dois anos felizmente não entendeu o que aconteceu, mas a de seis anos ficou apavorada. Graças a Deus todos estão bem, apesar do grande susto”, concluiu.

As vítimas prestaram depoimento na delegacia da cidade. Segundo o delegado João Lafaiete Sanches, o caso será investigado com prioridade. “Foi instaurado um inquérito para apurar o caso. Descobrimos que nem todos os ladrões estavam encapuzados, portanto, teremos novidades em breve”, explicou.

Natália Clementin G1 Rio Preto e Araçatuba

A Rota dos explosivos

Como agem os grupos criminosos que explodem e assaltam caixas eletrônicos pelo País.

Caixas eletrônicos se tornaram a menina dos olhos da bandidagem brasileira. Um furto bem-sucedido pode render em torno de R$ 200 mil reais por cofre violado. Se o dinheiro é fácil, os meios para consegui-lo são ainda mais.

A falta de controle do mercado de produtos explosivos permite que grupos criminosos levem aos ares terminais de auto-atendimento de Norte a Sul do País e revela uma deficiência grave na estrutura de segurança nacional.

Três caixas eletrônicos são violados por dia no Estado de São Paulo. Em um terço dessas ocasiões, os ladrões utilizam explosivos, técnica capaz de neutralizar os dispositivos antifurto que queimam e mancham as notas.

Nos primeiros nove meses de 2011, foram informados 727 ataques pela Secretaria de Segurança Pública paulista e a incidência é cada vez maior em cidades do interior.

Na madrugada de quinta-feira 24, em Atibaia, por exemplo, seis homens armados explodiram um caixa eletrônico em um posto de gasolina.

Na capital paulista, as ocorrências diminuíram após a prisão de 13 policiais militares que davam cobertura para os furtos.

“Prendemos somente na capital outros 48 criminosos que formavam várias quadrilhas”, diz Rodolfo Chiarelli, delegado de repressão a roubo de bancos do Departamento de Investigação do Crime Organizado de São Paulo.

Mas o problema está longe de se restringir ao Estado mais rico do Brasil, já que no mesmo período a polícia registrou diversas ocorrências no Paraná, em Mato Grosso, em Santa Catarina e na Bahia.

“Quando surgiram os primeiros casos aqui no Nordeste nós aumentamos a qualidade do nosso sistema de segurança, mas não depende apenas da gente”, afirma Carlos Avellar, diretor da fábrica de explosivos Elephant, com sede em Pernambuco.

O mercado de explosivos tem regulamentação do Exército, que autoriza a fabricação, o armazenamento e a compra do material no País. As empresas são registradas na Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, subordinada ao Comando de Logística do Exército. Mas a falha de controle sobre o destino dos explosivos comercializados legalmente facilita a ação dos criminosos. Nem as polícias civis de cada Estado nem o Exército contam com estruturas adequadas para fiscalizar o uso desses materiais.

A consequência direta é a de que boa parte do material usado nos furtos tem origem em depósitos de fabricantes, pedreiras, construtoras e empresas de demolição. O material chega aos bandidos por meio de assaltos e por desvios realizados por funcionários desses locais, a chamada lavagem de explosivos.

“Um sujeito pode comprar 100 quilos e desviar parte desse material, sem a menor dificuldade para revender a criminosos a um preço muito baixo”, informa o especialista em segurança Ricardo Chilelli, presidente da RCI First.

Na semana passada, policiais de Santa Catarina finalizaram a Operação Rastro, que prendeu 19 pessoas acusadas de realizar furtos a caixas eletrônicos em cidades litorâneas do Estado. Duas delas são empregados de pedreiras acusados de desviar explosivos para as quadrilhas.

“A raiz do problema é a liberdade excessiva nesse setor. A fiscalização tem que aumentar”, diz o delegado Daniel Régis, de Caçador (SC), que comandou a operação.

Outros mananciais dos criminosos são as estradas. “Entre 2009 e 2010, a quantidade de explosivos roubados subiu de 390 quilos para duas toneladas por ano”, informa o pesquisador criminal Jorge Lordello.

Relatório do Exército informa que 1,06 tonelada de emulsão de nitrato de amônia e TNT em gel foi subtraída de pedreiras e de obras em execução nas estradas durante o ano de 2010, volume 170% superior a 2009, além de 11,7 quilômetros de cordel detonante e 568 espoletas.

Os criminosos utilizam a chamada emulsão, TNT em gel, de maior estabilidade e mais fácil armazenamento que a dinamite. A banana do explosivo se assemelha uma salsicha branca e é usada em 70% desses furtos.

Diante do volume de casos que aumenta a cada dia no País, um grupo de trabalho foi criado em São Paulo, com participação de representantes dos organismos de segurança pública e dos bancos, que deve contar também com o Exército, para elaborar um plano que tenha como objetivo diminuir a fragilidade do setor de explosivos no País.

“Todos os elementos, como novas tecnologias, gerenciamento de riscos, policiamento adequado e punições severas para os criminosos, estão diretamente relacionados”, afirma Bruno Morgado, presidente da South American Surveyors, empresa que presta consultoria na área de gerenciamento de risco. Ou, então, os bandidos continuarão a usar bombas como senhas nos caixas eletrônicos.

Fonte: Revista Istoé SP – Novembro/11, pgs 70/71

Câmeras flagram assalto em saída de banco em São José dos Campos, SP

Vítima percebeu que estava sendo seguida e tentou se esquivar.
Criminosos conseguiram fugir com R$ 18 mil.

Do G1 SP, com informações da VNews

Câmeras de segurança registraram um assalto na saída de um banco em São José dos Campos, no interior de São Paulo, nesta terça-feira (18).

Um homem tinha acabado de sacar cerca de R$ 18 mil quando percebeu que estava sendo seguido fora de uma agência bancária do Itaú. Ele tentou se esconder em uma concessionária de veículos que fica próxima ao banco, mas um dos criminosos o perseguiu. Os assaltantes, que estavam armados, fugiram em uma moto com o dinheiro.

Segundo a vítima, o grupo sabia o valor exato do dinheiro que ele tinha sacado. Por isso, ele desconfiou que eles foram avisados por algum funcionário da agência. “Se a gente não pode usar o celular no banco e nem o cliente, alguém da agência falou pra ele o exato valor. E ele vinha falando ao telefone e perguntando quem era, aí outro falou ‘é o de preto, é o de preto’, e eu corri”, contou a vítima.

O banco Itaú informou que não vai comentar a suspeita da vítima de que o roubo envolveria funcionários, pois a ocorrência foi registrada fora da agência e o cliente também não retornou para fazer a reclamação. A Polícia Militar foi chamada, mas os assaltantes não foram localizados.

Crimes no entorno mobilizam shoppings

Viatura em frente ao Shopping Plaza Sul, zona sul, previne assaltos na região (Foto: Evelson de Freitas/AE)

Viatura em frente ao Shopping Plaza Sul, zona sul, previne assaltos na região (Foto: Evelson de Freitas/AE)

Camilla Haddad

Os assaltos a pedestres e motoristas em ruas próximas aos shoppings têm preocupado a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). Na próxima quarta-feira, 31, a entidade vai se reunir com a Secretaria da Segurança Pública para discutir medidas de combate aos crimes envolvendo centros de compras. No Plaza Sul, a Polícia Militar já identificou o modo de atuar dos ladrões: gangues de adolescentes cercam as vítimas usando bicicletas. O policiamento foi reforçado.

Esses roubos não se limitam a um endereço. Nas imediações dos shoppings Ibirapuera e Iguatemi, zona sul, e Bourbon e West Plaza, zona oeste, todos em áreas nobres de São Paulo, as pessoas têm enfrentado situações semelhantes. Só que nessas áreas, por exemplo, os assaltantes usam motos ou estão a pé e armados. Levam celulares, compras, cartões, bolsas e dinheiro.

Segundo a PM, muitas vítimas não registram os casos. A corporação lembra que é importante fazer o boletim de ocorrência, pois o policiamento é planejado de acordo com os dados criminais de cada bairro. Levantamento do JT mostra que nos últimos 40 dias, 27 roubos foram praticados nas imediações dos cinco shoppings verificados pela reportagem, 15 deles à noite.

O diretor de relações institucionais da Alshop, Luís Augusto Ildefonso da Silva, diz que a intenção do encontro com a secretaria é proporcionar mais segurança para quem visita os shoppings. “Cem por centro nunca vai estar. A bandidagem não para nunca.” Ele destaca que boa parte dos roubos acontece quando clientes estacionam fora do shopping.

Para Silva, os centros comerciais também acabam sendo trechos de “interesse” para os ladrões – uma vez que eles acreditam que irão encontrar pessoas com pelo menos um cartão de crédito ou carregando compras de valor, de um tênis a um relógio de luxo. Ele lembra que os centros comerciais estão sempre em contato com a polícia e os crimes acabam sendo “diagnosticados” para que se tomem providências.

Para a PM, ruas no entorno de centros de compra são um atrativo natural aos criminosos. O especialista em segurança Felipe Gonçalves lembra que, apesar de não terem poder para atuar nas vias públicas, os shoppings apostam em prevenção constantemente. “Alguns chegam a colocar seguranças desarmados para observar as ruas.”

Os cinco shoppings citados foram procurados. O Plaza Sul informou que tem um efetivo de segurança dimensionado para atuar 24 horas em toda a extensão do shopping e investe em estrutura e treinamento da equipe.

O Iguatemi informou ter uma “completa” infraestrutura de segurança e circuito fechado de televisão, com câmeras que monitoram todos os andares e setores. Os demais centros de compras preferiram não comentar os crimes.

DICAS DE SEGURANÇA
- Evite ostentar joias e relógio de grife ao sair a pé dos centros de compras
- Não carregue muitos pacotes ou sacolas para não chamar a atenção. Também evite ter as duas mãos ocupadas
- Não abra a carteira em público. Se isso for necessário, faça de maneira discreta, longe da visão das pessoas
- Estacione o mais próximo possível de seu destino
- Evite parar em ruas escuras e com pouca movimentação
- Nunca permaneça dentro do carro que está parado em via pública. Esta é uma ótima oportunidade para você ser surpreendido. Se isso for necessário, faça-o em local que permita ampla visão para todos os lados
- Se seu carro, depois de estacionado na rua, apresentar um inexplicável defeito que impeça o funcionamento do motor, desconfie de estranhos que ofereçam ajuda. Eles podem ser criminosos
- No caso de optar por um táxi, calcule previamente uma quantia aproximada que dê para pagar a corrida e deixe o dinheiro separado
- Procure estar sempre atento, especialmente ao comportamento de pessoas estranhas que estejam próximas a você ou paradas perto dos lugares que frequenta
- Fique sempre atento aos pertences, como celular, carteiras e sacolas de compras. Evite deixar esses itens fora de seu alcance de visão
- Em caso de assalto, nunca reaja e não tente dialogar com o criminoso

FONTE: Polícia Militar do Estado de São Paulo