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Cresce procura por sistemas de segurança

Tradicionalmente, os últimos meses do ano marcam o período mais aquecido para as empresas de segurança eletrônica. Nessa época, a procura por pacotes de tecnologias que incluem desde cercas elétricas até complexos sistemas de videomonitoramento cresce exponencialmente, muito em função da proximidade das festas de fim de ano e das férias. Neste ano, um novo componente vem ampliando o interesse de clientes empresariais e residenciais por esse arsenal de proteção: a onda recente de violência na Grande São Paulo.

Segundo fornecedores ouvidos pelo Valor, o aumento da demanda por sistemas e equipamentos foi de 20%, em média, desde o início dos incidentes. A maioria dessas consultas está sendo realizada por novos clientes.

Grande parte da população e das empresas está distante da zona de confronto entre policiais e criminosos. Os incidentes têm se concentrado em determinados pontos da Grande São Paulo. Para os especialistas, no entanto, esse aspecto não deixa de trazer reflexos diretos na demanda. “Momentos como esse aumentam a sensação de insegurança, mesmo que as pessoas não sejam diretamente ameaçadas”, disse Carlos Progianti, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese).

Progianti disse que uma mudança recente no perfil das consultas dos clientes é um bom indicador desse cenário. Em períodos de normalidade, tecnologias de monitoramento, como os circuitos fechados de TV, respondem pela maioria das solicitações. Por outro lado, em situações atípicas aumenta a procura por recursos mais ligados à proteção efetiva frente a um perigo iminente. Nessa vertente, estão incluídos alarmes, sensores e cercas elétricas, entre outras tecnologias. “É o que vem acontecendo. Os clientes têm mostrado um interesse maior por tecnologias ligadas a barreiras físicas”, afirmou.

O mercado brasileiro de segurança eletrônica cresceu a um ritmo anual de 11% nos últimos cinco anos, segundo dados da Abese. Em 2011, o setor movimentou US$ 1,83 bilhão no país. Cerca de 88% dos negócios estão relacionados a clientes não residenciais.

A concentração no segmento empresarial, entretanto, tende a diminuir. De acordo com as companhias, esse movimento é anterior à onda de ataques, mas vem sendo reforçado por esse contexto. A mudança é expressa na adoção de tecnologias mais sofisticadas, como o controle de acesso de pedestres e veículos, e os sistemas de videomonitoramento. Antes, mais restrito a grandes empresas e condomínios comerciais, esse nível de proteção está começando a migrar também para os condomínios residenciais.

Essa migração vem acontecendo pouco a pouco. Os condomínios residenciais de alto padrão foram os primeiros a investir em recursos como códigos e sistemas de biometria para controlar o acesso a elevadores, garagens, áreas de lazer e outras áreas comuns das instalações. Hoje, é raro que um novo empreendimento nessa categoria não compreenda essas tecnologias desde a concepção do projeto.

Da mesma forma, os condomínios de alto padrão mais antigos puxaram uma segunda onda de adoção, ao substituírem suas tecnologias por ferramentas mais avançadas. Agora, os fornecedores dizem que os condomínios residenciais de menor porte, instalados em diferentes regiões de São Paulo, estão começando a seguir o mesmo caminho.

As tecnologias de segurança eletrônica estão acompanhando a busca por um nível de proteção diferenciado. A principal tendência é o desenvolvimento de softwares que acrescentam inteligência aos circuitos de videomonitoramento. Essas novidades são reforçadas pela transição das câmeras analógicas para as câmeras IP, que são conectadas à internet, têm sensores infravermelho e oferecem melhor qualidade de imagem.

Com o auxílio de softwares e algoritmos, esses equipamentos são capazes de detectar qualquer padrão que destoe dos parâmetros preestabelecidos pelos clientes. Entre outras aplicações, as câmeras conseguem medir a velocidade de movimentos e contar quantas pessoas estão em um recinto. Uma joalheria, por exemplo, pode definir que certo número de pessoas paradas em frente à vitrine da loja, por um determinado período, é uma situação de atenção.

A partir da identificação de qualquer exceção à regra, as câmeras podem – entre outras ações – emitir um alerta de atenção para uma central remota de monitoramento. Já existem ofertas disponíveis para que o cliente acesse em tempo real as imagens por meio de smartphones e tablets. Ao mesmo tempo, os sistemas permitem a gravação remota, o que evita a perda das imagens em caso de destruição ou captura das gravações no local pelos criminosos.

Jornal Valor Econômico

Roubos caem nas Marginais, mas ainda são 3 por dia

Três pessoas, em média, foram assaltadas por dia nas Marginais do Pinheiros e do Tietê entre janeiro e junho deste ano, em um total de 647 vítimas. O número de casos é 13,8% menor do que no mesmo período do ano passado, conforme dados da Polícia Militar.
Nos primeiros seis meses de 2012, 417 motoristas foram abordados nas Marginais. Em igual período do ano passado, foram 460. Os pedestres também são alvo de criminosos: no primeiro semestre do ano passado, foram 290 ataques; neste ano, 230. Quem caminha corre mais riscos em dois pontos: um deles fica na saída da Estação Cidade Jardim da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na zona sul, e outro nos arredores da Ponte Cruzeiro do Sul, perto do Terminal do Tietê.

Para os motoristas, há problemas nas Pontes Engenheiro Ary Torres e Jaguaré. Nesses endereços, as viaturas, ao contrário de outros lugares das Marginais, ficam 24 horas e só saem para atender ocorrências de acidente de trânsito ou assalto em andamento.

O capitão Marcos Rogério da Cunha, da 3.ª Companhia do 2.º Batalhão, diz que desde julho de 2011, data do início da “Operação das Marginais”, os índices criminais caíram. “Tivemos redução de 21% nos roubos a transeunte e 9% nos ataques a motoristas. Nos estabelecimentos comerciais e nas casas, a diminuição foi de 46%”, observa.

Segundo o oficial, outro fator a ser comemorado foram as 143 detenções em flagrante. “Temos uma prisão a cada três dias. A nossa resposta é rápida.”

A operação ainda ganhou reforço no mês passado de homens da Tropa de Choque, que passaram a patrulhar as vias com cavalos, motos e viaturas. Um helicóptero também faz sobrevoos para evitar roubos nos horário de pico.

De acordo com o capitão, além de motos, viaturas e de policiais, duas bases móveis ficam ao lado da Favela Real Parque, na zona sul, e no Viaduto Imigrante Nordestino, zona leste. “A operação do Choque foi um reforço para nós. Além do efetivo da minha companhia, com 136 homens, agora ainda tem o Choque.”

Camilla Haddad, Jornal da Tarde – O Estado de S. Paulo

Assaltos a bancos crescem 25% no primeiro semestre no País

O total de assaltos a bancos ocorridos no País ao longo do primeiro semestre deste ano cresceu 25,2% em relação ao mesmo período de 2011. O número passou de 301 para 377 casos. Já os arrombamentos de agências, postos de atendimento e caixas eletrônicos passaram de 537 para 884 no mesmo período – um crescimento de 64,6%.

Os dados fazem parte da 3ª Pesquisa Nacional de Ataques a Bancos. O levantamento foi elaborado pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (Contraf), com apoio técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Somadas, ambas as modalidades de ataques a bancos chegaram a 1.261 ocorrências, uma alta de 50,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado, quando houve 838 casos. Entre as fontes da pesquisa estão estatísticas de secretarias estaduais de Segurança Pública, notícias publicadas pela imprensa e levantamentos de sindicatos e federações de trabalhadores. No mês passado, a CNTV, a Contraf e o Dieese haviam divulgado 27 mortes em assaltos a bancos, de janeiro a junho de 2012.

Nas estatísticas de assaltos a bancos por estado, São Paulo lidera o ranking, com 99 casos no primeiro semestre, seguido por Bahia (37), Ceará (26), Pernambuco (18), Paraíba (17), Paraná (16) e Mato Grosso (16). Em termos percentuais, o maior crescimento ocorreu no Ceará, que passou de cinco casos no primeiro semestre de 2011 para 26 no mesmo período deste ano, uma alta de 420%.

O ranking de arrombamentos também é liderado por São Paulo, com 190 casos. Na sequência, aparecem Minas Gerais (151), Santa Catarina (121), Paraná (93), Bahia (54), Rio Grande do Sul (40) e Mato Grosso (32). O maior crescimento do número de casos ocorreu em Minas Gerais, com um salto de cinco para 151 ocorrências, uma variação de 2.920% em relação ao primeiro semestre do ano passado.

As entidades acreditam que os dados reais podem ser ainda maiores, em razão da dificuldade de se obter esse tipo de informação em alguns estados. Casas lotéricas, unidades do Banco Postal dos Correios e correspondentes bancários não constam do levantamento.

“Esperamos que o anteprojeto de lei que trata do estatuto da segurança privada seja apresentado ainda este ano pelo Ministério da Justiça. A legislação atual está defasada”, disse Ademir Wiederkehr, diretor da Contraf. “Queremos mais segurança para proteger a vida das pessoas.

Não queremos mais a morte de clientes e trabalhadores.”

Entre as reivindicações das entidades que representam vigilantes e bancários estão a obrigatoriedade de porta giratória com detector de metais antes das salas de autoatendimento; instalação de vidros blindados nas fachadas das agências; colocação de câmeras de monitoramento dentro e fora dos bancos; ampliação do número de vigilantes; uso de divisórias entre os caixas e biombos antes da fila de espera; e isenção de tarifa para transferências eletrônicas de recursos entre bancos diferentes.

As entidades sindicais também defendem maior controle e fiscalização por parte do Exército no transporte, armazenamento e comércio de explosivos. Em 2011, de acordo com números apresentados pela CNTV, houve pelo menos 44 ocorrências de roubos de cargas de explosivos no país – 15 delas em Minas Gerais, o que explicaria, em parte, o aumento significativo de casos de arrombamento registrados no estado. Em segundo lugar aparece o Paraná, com dez ocorrências de roubos de explosivos.

“Em cada uma dessas ocorrências são roubadas toneladas de dinamite”, disse o presidente da CNTV, José Boaventura Santos. “As mineradoras deveriam ser obrigadas a ter um plano de segurança para o transporte desse material, com a contratação de vigilância.”

Perguntado se já fizeram algum contato com o Exército sobre o assunto, o presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba, João Soares, disse que o órgão participou recentemente de uma audiência pública sobre o tema, realizada na Assembleia Legislativa do Paraná.

“O representante dos Exército nessa audiência informou que é praticamente impossível fiscalizar tudo. Eles fazem uma fiscalização por amostragem”, disse Soares. “Precisamos de uma fiscalização mais consistente, com medidas como rastreamento dos artefatos por chips ou códigos de barras. Há locais que vendem banana de dinamite por R$ 10.”

Os trabalhadores reclamam ainda do baixo orçamento destinado pelos bancos para gastos com segurança. No primeiro semestre deste ano, os cinco maiores bancos aplicaram R$ 1,5 bilhão em segurança, o equivalente a 6% do lucro líquido de R$ 24,6 bilhões obtido no período.

Procurada, a Federação Brasileira de Bancos divulgou nota em que informa que a segurança dos seus funcionários e clientes é preocupação central dos bancos. Conforme a nota, os investimentos em segurança feitos pelo setor passaram de R$ 3 bilhões, em 2002, para R$ 8,3 bilhões em 2011, o que significaria um aumento de 62,4% em termos reais.

De acordo com a federação patronal, os assaltos diminuíram 78% entre os anos de 2000 e 2011, passando de 1.903 para 422. Ainda segundo a Febraban, os bancos seguem a Lei Federal nº 7.102/1983 e sua regulamentação. “O aprimoramento da segurança bancária levou a uma adaptação e migração dos criminosos profissionais para assaltos fora das agências bancárias”, diz a nota da Febraban.

Agência Brasil

Falta de sinalização e de segurança preocupam moradores de Cotia

Para quem mora em Cotia, na Grande São Paulo, a Raposo Tavares não é uma rodovia, é uma grande avenida, referência para tudo. Por exemplo, a Granja Viana fica no km 24. O Centro de Cotia, depois do km 30. E é só se afastar um pouco da Raposo para perder o rumo.

Muitos moradores de Cotia, no entanto, reclamaram que falta sinalização nas ruas. Os moradores da Granja Viana, portal de entrada de Cotia, dizem que a polícia demora para achar o endereço quando é chamada – e tem sido chamada com frequência.

O mesmo tipo de violência que atinge a capital chegou à antes tranquila Granja Viana. O lugar não escapou, por exemplo, da onda de ataques a caixas eletrônicos. No local onde havia um terminal que foi explodido duas vezes nesse ano – uma em janeiro e outra em março -, só restou a marca no chão. O banco desistiu de instalar outra máquina.

Em maio, a joalheria de um shopping foi invadida por uma quadrilha fortemente armada. As imagens foram gravadas pelo circuito de segurança. Por causa disso tudo, câmeras começaram a ser instaladas nas ruas do bairro.

A dona de uma loja de material de construção tinha um outro depósito a 1,5 km de distância, bem pertinho da Raposo Tavares, mas foi assaltada nove vezes, sendo três vezes em uma única semana. A loja se mudou.

A violência chegou a Cotia junto com o desenvolvimento – que também trouxe boas notícias. O novo polo industrial criou oportunidades de emprego.

Em uma fábrica de válvulas, metade dos funcionários mora longe. “Dentro da nossa empresa, a gente tem dificuldade de fazer absorção de mão de obras de analistas, gerentes, supervisores, são as posições mais administrativas. Para as posições técnicas, eu ainda consigo absorver dentro da região de Cotia. Essas outras posições, geralmente vêm da região de São Paulo, da Grande São Paulo ou até de cidades das imediações de Cotia”, disse Cátia Três Rios, gerente de recursos humanos.

Mas nem todo mundo que vem de fora está em busca de emprego. Muitos enfrentam a Rodovia Raposo Tavares em busca de sossego. O endereço é um pedacinho da Grande São Paulo que parece outro país: o templo budista Zu Lai. O lugar já existe há 20 anos e resiste às transformações pelas quais Cotia tem passado.

Fonte: G1

Fóruns de SP terão reforço na segurança para evitar atentados

Sistemas de monitoramento por câmeras devem ser instalados até 2013.

O Tribunal de Justiça (TJ) anunciou medidas para reforçar a segurança nos fóruns de todo o estado. Ao todo, 38 cidades ganharão reforço na segurança dos tribunais. Entre as medidas, estão a criação de uma guarda patrimonial armada, a instalação de sistemas de monitoramento por câmera, controle de entrada e saída dos prédios e instalação de um sistema de identificação digital. A meta é que tudo esteja implantado até o fim de 2013.

Estacionar o carro ao redor dos fóruns também será proibido. O advogado Cláudio Bareato Júnior acredita que a medida dificultará a vida de quem trabalha nos fóruns. “Entendo que, com relação à segurança, acho bem providente. Agora quanto ao estacionamento, já é difícil com ele, sem ele ficará inviável de vir ao fórum”.

O projeto do TJ é antigo, mas ganhou força depois dos últimos ataques sofridos. Em janeiro deste ano, uma bomba explodiu no fórum de Rio Claro (SP). Ela estava dentro de um boneco de papai noel em uma encomenda sem remetente para uma juíza. Dois seguranças ficaram feridos. Na época, a segurança dos tribunais era precária.

Após o atentado, houve uma melhoria na segurança e maior controle na entrada do fórum. Também em janeiro deste ano, armas foram roubadas de dentro do fórum de Sumaré (SP).

O juiz e assessor da presidência do Tribunal de Justiça de São Paulo, João Batista Galhardo Junior, disse que agora armas e provas de crimes não ficam mais nos fóruns. “Ficam nos batalhões da Polícia Militar e, depois de encerrado o processo, o Exército e uma empresa privada de siderurgia cuidam de fazer a destruição dessas armas”. Segundo o assessor, mais de 50 mil armas que estavam nos fóruns do estado de São Paulo já foram destruídas.

Na região, os fóruns de Araraquara (SP), São Carlos (SP) e Rio Claro (SP) devem receber o reforço da segurança em 30 dias.

Fonte: G1

Entenda como o FBI faz a lista dos seus dez mais procurados

BBC BRASIL
Como o FBI decide quem entra na sua lista de suspeitos mais procurados?

A pergunta veio à tona nesta semana, quando a polícia federal americana trocou Osama Bin Laden por um acusado de pornografia infantil em sua lista de dez fugitivos mais buscados.

Bin Laden, idealizador dos ataques de 11 de Setembro, era o extremista mais procurado no mundo até sua morte, em maio do ano passado, durante uma operação americana no Paquistão.

Já Eric Justin Toth, de 30 anos, não é acusado de matar ninguém, mas sim de “possuir e produzir pornografia infantil”. O ex-professor está foragido desde 2008, quando foi indiciado em âmbito federal após material pornográfico ter sido encontrado em uma câmera de fotos que ele havia usado em sua escola.

O FBI buscou-o pelos Estados de Illinois, Indiana e Arizona, mas perdeu a trilha do suspeito. Por isso, na última terça-feira, adicionou Toth à lista de dez mais procurados, tirando dela Bin Laden.

“Sempre contamos com o apoio público para ajudar a capturar fugitivos e solucionar casos”, disse em comunicado o porta-voz do FBI, Mike Kortan. “A inclusão de Eric Toth na lista de dez mais ilustra como é importante tirar esse indivíduo das ruas e prendê-lo.”

MAIS DURÕES
O FBI começou a produzir a lista de Dez Mais Procurados em 1950, quando um repórter pediu ao organismo os nomes e as descrições dos “caras mais durões” que estavam foragidos.

Desde então, a lista se tornou um sucesso de publicidade, dizem policiais.

Dos 495 homens e mulheres que figuraram na compilação nas últimas seis décadas, 465 foram capturados ou localizados. Desses, 153 foram presos a partir de pistas dadas por pessoas comuns, diz o FBI.

É importante lembrar que os dez indivíduos listados não estão ordenados por grau de periculosidade – a lista não é um ranking.

AMEAÇA À SOCIEDADE
Para ser incluído na lista, é preciso que haja um mandado de prisão federal para o indivíduo e que este seja considerado uma ameaça à sociedade alguém com a suposta capacidade de provocar danos se continuar foragido.

O homem ou a mulher da lista tem de ser considerado “mau” o suficiente para valer uma recompensa de centenas de milhares de dólares por pistas de seu paradeiro.

Também é preciso que os agentes encarregados da busca tenha exaurido outras pistas e acreditem que a publicidade vai ajudar a encontrar o fugitivo (há casos em que fugitivos não são adicionados à lista porque as autoridades creem que a publicidade pode fazê-los se esconderem ainda mais).

A lista é compilada com sugestões de agentes de campo e com a análise dos casos mais proeminentes – o material então vai para o topo da cadeia de comando do FBI, até os nomes da lista receberem a aprovação do diretor do órgão, Robert Mueller.

“Ao longo do tempo, a lista espelhou, de alguma forma, os interesses das investigações criminais do FBI”, explica o historiador oficial do órgão, John Fox.

Nos anos 1960 e 70, por exemplo, figuraram na lista radicais antiguerra do Vietnã adeptos da violência, como Bernardine Dohrn, Katherine Power e Leo Burt. Nos anos 1990, a compilação passou a contar com extremistas internacionais. E nos anos 2000 foi a vez de acusados de pedofilia e pornografia infantil serem listados.

“É claro que isso não engloba todas as prioridades do FBI”, diz Fox. “Contrainteligência (por exemplo, operações sigilosas) não é um tema investigativo que se adeque à lista dos Dez Mais Procurados.”

Os fugitivos saem da lista quando são capturados, mortos ou se deixam de ser considerados uma ameaça à sociedade.

Ao longo dos anos, seis procurados se encaixaram nessa última categoria por exemplo, os ativistas antiguerra do Vietnã que eram acusados de atos violentos e conseguiram escapar até chegarem à meia-idade.

Com tanto a ser levado em conta, é longo e burocrático o processo de acrescentar ou tirar um fugitivo da lista.

O FBI demorou 11 meses para substituir Bin Laden. E, até esta quinta-feira, o acusado de assassinato James “Whitey” Bulger ainda figurava na lista, apesar de ter sido capturado em junho.

Ladrão de turista em SP prefere agir em eventos à noite

AE/SÃO PAULO – Agência Estado
Feiras, convenções e shows noturnos, no Anhembi e no Morumbi, representam o maior risco de crime para quem visita São Paulo. E, mais do que a violência física, é o oportunismo dos ladrões que tem transformado turistas em vítimas na capital paulista. Os furtos são responsáveis por nove em cada dez queixas registradas por pessoas de fora da Região Metropolitana de São Paulo na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur).

É o que mostra um levantamento feito pelo Estado com os 274 boletins de ocorrência registrados por visitantes nos últimos 12 meses na Deatur. A amostragem revela que os roubos – quando a vítima sofre ameaça ou alguma violência – representaram apenas 7,6% dos crimes contra turistas na delegacia especializada, que concentra grande parte dos registros envolvendo pessoas de fora da Região Metropolitana. Os eventos têm a preferência desse tipo de criminoso: houve 134 registros nessas situações e 26 em shows.

“O que se tem é o crime de oportunidade”, afirma o delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva, responsável pela Divisão de Portos, Aeroportos, Proteção ao Turista e Dignitários. O fato de contar com a distração do alvo também explica por que a maior parte dos crimes ocorre à noite (111) – pela manhã, em contrapartida, foram apenas 50 registros.

Lima e Silva explica que, em alguns casos, o responsável pelo furto nem mesmo é um “ladrão profissional”, embora existam quadrilhas especializadas que atuam nesse ramo, mas uma pessoa que resolve aproveitar a distração do turista para praticar o crime. O comportamento do visitante também contribui para isso. “Quando está em viagem, a pessoa foge da rotina à qual está acostumada e, por isso, acaba se expondo mais.”

Por local, o Anhembi lidera o ranking de queixas (130 ou 47%), seguido do Estádio do Morumbi (14). Vale ressaltar que o centro de convenções acaba concentrando a maior parte dos BOs porque tem um posto da Deatur, o que favorece a notificação. O mesmo ocorre com o Morumbi, que recebe um posto em dia de shows. A delegacia ainda foi notificada de ataques a turistas no Expo Center Norte (8), zona norte, nas Praças da República (8) e da Sé (7) e na Rua Augusta (4).

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

SP registra aumento no número de roubos a banco neste mês

Casos até metade de março de 2012 superam os de mês inteiro em 2011.
Assaltos a caixas eletrônicos engrossam as estatísticas.

G1

Os casos de roubo a banco aumentaram na capital paulista em março, e os ataques a caixas eletrônicos que ficam dentro das agências bancárias engrossaram as estatísticas.

Neste mês, cenas de vidros estilhaçados ficaram frequentes. Uma tentativa de assalto à agência do Bradesco na Avenida Ragueb Chohfi, por exemplo, acabou em tiroteio entre os criminosos e os seguranças. Uma cliente ficou ferida. Os assaltantes fugiram.

Fora do horário de expediente, os caixas eletrônicos são o alvo. Em uma agência do Banco do Brasil, na Avenida Comendador Alberto Bonfiglioli, na Zona Oeste da cidade, os ladrões explodiram duas máquinas e fugiram sem roubar nada.

Na base de dados da polícia, os ataques a caixas eletrônicos que ficam dentro das agências entram para as estatísticas de roubo a bancos. Em março, o número de casos subiu muito na capital. O mês nem terminou e o número de assaltos já é 70% maior que no mesmo período do ano passado. A média é de uma agência invadida por dia.

Em março de 2011, houve nove ocorrências. Só nos primeiros 15 dias desse mês, foram 15. Desde janeiro, são 40 registros na base de dados da polícia. O número já está acima do divulgado pela Secretaria da Segurança Pública nos primeiros três meses do ano passado.

A violência foi maior na Zona Sul, com 18 casos. Em seguida, vêm as regiões Leste (11), Oeste (6), Norte (3) e, por último, o Centro da cidade (2), mas o titular da Delegacia de Roubo e Furto a Bancos do Deic diz que os números são menores. Até a metade de março, foram abertos oito inquéritos. “Às vezes, um roubo ou um furto em caixa eletrônico, erroneamente, ou por distração ou por equívoco, acaba se colocando na ocorrência como local dos fatos a instituição bancária. Isso gera estatística de roubo a banco, quando, na realidade, não é roubo a banco, é um roubo a caixa eletrônico”, diz Celso Marchiori.

Por causa desse tipo de crime, a Polícia Militar já mudou o patrulhamento das agências. “Já alteramos o horário, já fizemos alguma disposição, já identificamos os principais locais dessa ação criminosa, e o policiamento já foi reforçado para tentar identificar e localizar possíveis quadrilhas que estejam atuando principalmente no furto de caixas eletrônicos”, afirma o coronel Marcos Chaves, comandante do policiamento na capital paulista.

O delegado Celso Marchiori diz ainda que, segundo as investigações, quatro grupos de criminosos são responsáveis pela maioria dos roubos a banco na cidade de São Paulo.

Cliente de lotérica é alvo de ladrão

Camilla Haddad – Jornal da Tarde
Ladrões que roubam casas lotéricas e aterrorizam clientes agora também têm seguido suas vítimas logo após elas saírem desses estabelecimentos. Dos 210 ataques contra as lotéricas da capital e Grande São Paulo no ano passado, 71 foram casos de “saidinha”, quando a pessoa é abordada logo após deixar o local. Na capital, a zona sul é a que mais concentra esse crime, com 22 registros.

Os assaltos envolvendo saques em casa lotérica incluem até mesmo o chamado golpe do ‘boa noite Cinderela’. Na zona leste, por exemplo, dois aposentados acabaram caindo na ‘armadilha’ de suspeitos que, após se passarem por amigos de bar, teriam dopado as vítimas e levado mais de R$ 4 mil em dinheiro. Em um dos roubos, o assaltante se dizia vendedor de terras fora de São Paulo. Antes da abordagem, as duas pessoas tinham passado nas casas de aposta para sacar a aposentadoria.

O consultor de segurança Nilton Migdal explica que as lotéricas têm funcionado como uma extensão dos bancos, onde as pessoas fazem saques e pagam contas. Isso, segundo ele, tem despertado cada vez mais a atenção de bandidos, principalmente porque não existem seguranças armados como nos bancos.

Durante as ocorrências de ‘saidinha de lotérica’ não houve feridos. Já os roubos contra os estabelecimentos em horário de funcionamento não terminaram sem consequências graves. Em março de 2011, um sargento reformado da Polícia Militar morreu ao reagir a um assalto na Lotérica Caminho da Fortuna, na região de Santo Amaro, zona sul. O policial matou um suspeito, mas foi baleado em revide pelo comparsa e morreu. Dois outros bandidos fugiram sem roubar nada.

Em dezembro, uma dona de casa de 56 anos foi roubada quando deixava uma casa lotérica na região do Sacomã, zona sul. Segundo ela, R$ 300 e mais o cartão do PIS foram roubados por um casal armado.

Outros documentos relacionados ao INSS também foram levados. A ação durou pouco mais de dez segundos.

A gerente de uma lotérica da Rua Pamplona, Jardins, explica que os crimes têm sido cada vez mais comuns. O estabelecimento em que trabalha foi assaltado três vezes em 2011. Dois casos ocorreram em um intervalo de 20 dias. Depois dos ataques, ela conta que o proprietário pensa em blindar o comércio e instalar lanças sobre os balcões de atendimento.

Segundo a gerente, há também outros tipos de golpes. “Teve gente que chegou desesperada para depositar dinheiro durante aqueles trotes em que o ladrão fala que está com alguém da família.”

A dona de casa Marcia Pontes, 52 anos, diz que agora evita ir a casas lotéricas. Ela pede para os filhos pagarem as contas via internet.
“Entrar em banco e lotérica dá medo”.

A Rota dos explosivos

Como agem os grupos criminosos que explodem e assaltam caixas eletrônicos pelo País.

Caixas eletrônicos se tornaram a menina dos olhos da bandidagem brasileira. Um furto bem-sucedido pode render em torno de R$ 200 mil reais por cofre violado. Se o dinheiro é fácil, os meios para consegui-lo são ainda mais.

A falta de controle do mercado de produtos explosivos permite que grupos criminosos levem aos ares terminais de auto-atendimento de Norte a Sul do País e revela uma deficiência grave na estrutura de segurança nacional.

Três caixas eletrônicos são violados por dia no Estado de São Paulo. Em um terço dessas ocasiões, os ladrões utilizam explosivos, técnica capaz de neutralizar os dispositivos antifurto que queimam e mancham as notas.

Nos primeiros nove meses de 2011, foram informados 727 ataques pela Secretaria de Segurança Pública paulista e a incidência é cada vez maior em cidades do interior.

Na madrugada de quinta-feira 24, em Atibaia, por exemplo, seis homens armados explodiram um caixa eletrônico em um posto de gasolina.

Na capital paulista, as ocorrências diminuíram após a prisão de 13 policiais militares que davam cobertura para os furtos.

“Prendemos somente na capital outros 48 criminosos que formavam várias quadrilhas”, diz Rodolfo Chiarelli, delegado de repressão a roubo de bancos do Departamento de Investigação do Crime Organizado de São Paulo.

Mas o problema está longe de se restringir ao Estado mais rico do Brasil, já que no mesmo período a polícia registrou diversas ocorrências no Paraná, em Mato Grosso, em Santa Catarina e na Bahia.

“Quando surgiram os primeiros casos aqui no Nordeste nós aumentamos a qualidade do nosso sistema de segurança, mas não depende apenas da gente”, afirma Carlos Avellar, diretor da fábrica de explosivos Elephant, com sede em Pernambuco.

O mercado de explosivos tem regulamentação do Exército, que autoriza a fabricação, o armazenamento e a compra do material no País. As empresas são registradas na Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, subordinada ao Comando de Logística do Exército. Mas a falha de controle sobre o destino dos explosivos comercializados legalmente facilita a ação dos criminosos. Nem as polícias civis de cada Estado nem o Exército contam com estruturas adequadas para fiscalizar o uso desses materiais.

A consequência direta é a de que boa parte do material usado nos furtos tem origem em depósitos de fabricantes, pedreiras, construtoras e empresas de demolição. O material chega aos bandidos por meio de assaltos e por desvios realizados por funcionários desses locais, a chamada lavagem de explosivos.

“Um sujeito pode comprar 100 quilos e desviar parte desse material, sem a menor dificuldade para revender a criminosos a um preço muito baixo”, informa o especialista em segurança Ricardo Chilelli, presidente da RCI First.

Na semana passada, policiais de Santa Catarina finalizaram a Operação Rastro, que prendeu 19 pessoas acusadas de realizar furtos a caixas eletrônicos em cidades litorâneas do Estado. Duas delas são empregados de pedreiras acusados de desviar explosivos para as quadrilhas.

“A raiz do problema é a liberdade excessiva nesse setor. A fiscalização tem que aumentar”, diz o delegado Daniel Régis, de Caçador (SC), que comandou a operação.

Outros mananciais dos criminosos são as estradas. “Entre 2009 e 2010, a quantidade de explosivos roubados subiu de 390 quilos para duas toneladas por ano”, informa o pesquisador criminal Jorge Lordello.

Relatório do Exército informa que 1,06 tonelada de emulsão de nitrato de amônia e TNT em gel foi subtraída de pedreiras e de obras em execução nas estradas durante o ano de 2010, volume 170% superior a 2009, além de 11,7 quilômetros de cordel detonante e 568 espoletas.

Os criminosos utilizam a chamada emulsão, TNT em gel, de maior estabilidade e mais fácil armazenamento que a dinamite. A banana do explosivo se assemelha uma salsicha branca e é usada em 70% desses furtos.

Diante do volume de casos que aumenta a cada dia no País, um grupo de trabalho foi criado em São Paulo, com participação de representantes dos organismos de segurança pública e dos bancos, que deve contar também com o Exército, para elaborar um plano que tenha como objetivo diminuir a fragilidade do setor de explosivos no País.

“Todos os elementos, como novas tecnologias, gerenciamento de riscos, policiamento adequado e punições severas para os criminosos, estão diretamente relacionados”, afirma Bruno Morgado, presidente da South American Surveyors, empresa que presta consultoria na área de gerenciamento de risco. Ou, então, os bandidos continuarão a usar bombas como senhas nos caixas eletrônicos.

Fonte: Revista Istoé SP – Novembro/11, pgs 70/71