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Saiba quais são as 40 vias onde mais ocorrem crimes em SP

Saiba quais são as 40 vias onde mais ocorrem crimes em SP
Marginal Pinheiros tem maior índice de criminalidade neste ano, diz PM.
Polícia Militar diz que há redução dos casos e dá dicas de segurança.

Kleber Tomaz e Paulo Toledo Piza Do G1 SP

11/05/2011 06h45 – Atualizado em 11/05/2011 08h44

A Marginal Pinheiros é a via onde mais ocorrem crimes em São Paulo. É o que revela levantamento feito pela Polícia Militar e obtido com exclusividade pelo G1. O estudo mostra os 40 corredores da capital paulista que mais registraram roubos de diversas naturezas nos três primeiros meses deste ano.

Para chegar a esse ranking, foram somados todos os casos de latrocínios, assaltos a imóveis residenciais e comerciais, bancos, transportes coletivos, motoristas, pedestres, além de roubos de cargas, veículos e ônibus que aconteceram em toda a extensão das principais ruas e avenidas da cidade.

Veja abaixo o mapa com dez dos 40 corredores que mais tiveram casos registrados neste ano: 

Mapa mostra as dez principais vias de São Paulo com o maior número de casos registrados envolvendo diversos tipos de crimes no primeiro trimestre deste ano (Editoria de Arte/G1)

Na Marginal Pinheiros, que passa pelas zonas Oeste e Sul, foram 314 ocorrências registradas nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2011. A maioria dos casos foi averiguada pela PM e se tornou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Pela lei, policiais militares realizam rondas ostensivas na cidade e atendem chamados da população, por exemplo, pelo telefone 190. Policiais civis, por sua vez, são incumbidos de investigar esses crimes levados às delegacias pela Polícia Militar.

Confira abaixo as dez vias mais violentas e os tipos de crimes que mais ocorrem nelas:

Marginal Pinheiros – Roubos de carga, banco, residência, comércio, veículo, transporte coletivo, motorista e pedestre.

Avenida Marechal Tito – Latrocínio e roubos de carga, banco, comércio, escola, transporte coletivo, motorista, veículo e pedestre.

Avenida 23 de Maio – Latrocínio e roubos de carga, condomínio, comércio, transporte coletivo, motorista, residência, veículo e pedestre.

Av. Senador Teotônio Vilela e Av. Sadamu Inque – Roubos de carga, comércio, residência, escola, banco, transporte coletivo, motorista, ônibus, veículo e pedestre.

Avenida Giovanni Gronchi – Roubos de carga, banco, comércio, motorista, ônibus, veículo e pedestre.

Avenida Cupecê – Roubo de carga, comércio, escola, transporte coletivo, motorista, residência, veículo e pedestre.

Avenida Nove de Julho – Roubos de carga, banco, comércio, transporte coletivo, motorista, residência e veículo, pedestre.

Avenida Sapopemba – Roubos de carga, banco, comércio, transporte coletivo, motorista, ônibus, residência, veículo e pedestre.

Av. Eng. Armando de Arruda Pereira – Roubos de banco, comércio, transporte coletivo, motorista, ônibus, residência, veículo e pedestre.

Av. Pres. Tancredo Neves e Rua das Juntas Provisórias – Roubos de carga, comércio, transporte coletivo, motorista, ônibus, residência, veículo e pedestre.

Vítimas e índices

PM afirma que os índices de criminalidade nessas vias têm caído no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2010. Mas ainda é possível encontrar vítimas recentes nas vias.

Uma dentista de 32 anos que passava pela região da Avenida Marechal Tito, na Zona Leste, a segunda onde mais ocorrem crimes na capital, com 208 casos até março deste ano, por exemplo, foi vítima de uma tentativa de assalto. 

Dentista de 32 anos mostra tiro que atingiu seu carro no início de abril (Reprodução / Arquivo Pessoal)

Dentista de 32 anos mostra tiro que atingiu seu carro no início de abril (Reprodução / Arquivo Pessoal)

“Fui vítima de assaltantes às 15h30 de uma quinta-feira, no dia 14 de abril. Voltava do trabalho para casa quando vi um aglomerado de gente na calçada e fui fechando o vidro. Conforme fui me aproximando, um deles avançou na minha frente. Estava perto de uma favela, não era meu caminho normal. Um deles avançou na minha frente e fez sinal que estava armado, embaixo da blusa. Quando percebi que era tentativa de assalto, desviei para a esquerda. Aí ouvi o estouro. Pensei que tivesse sido um tijolo que jogaram no meu carro, mas quando olhei para trás, vi o vidro traseiro estourado. Percebi então que tinham atirado”, contou.

“Não parei e não vi polícia. Fui parar perto de casa e vi que o disparo quase atingiu a cadeirinha de bebê. Por sorte, meu filho de 6 meses não estava no carro”, disse a mulher, que registrou um boletim de ocorrência, mas não quer ter seu nome divulgado por temer represálias por parte dos criminosos.

Quem trabalha em lojas e estabelecimentos próximos dos corredores está acostumado a presenciar assaltos e furtos. O frentista Carlos Augusto Lira, de 36 anos, disse que já viu dezenas de crimes no posto onde trabalha, na Avenida Giovanni Gronchi, na Zona Sul. “O posto é o primeiro lugar que as pessoas vão depois que são roubadas”, afirmou.

Os crimes mais comuns vistos por Lira são assaltos aos motoristas nos cruzamentos da avenida. A maior parte acontece após as 21h. “Quando o posto fecha, então, às 22h, os ladrões fazem a festa.” 

Carlos Augusto viu diversos crimes na Avenida Giovanni Gronchi (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Carlos Augusto viu diversos crimes na Avenida Giovanni Gronchi (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Em sua opinião, o alto índice de crimes na via (181 apenas no primeiro trimestre de 2011, o que faz do corredor o quinto mais perigoso) é resultado da demora dos semáforos. “Os sinais são de três fases. Ficam muito tempo fechados. Isso facilita para o bandido”, afirmou o frentista. Apesar de testemunhar diversos crimes, ele disse que nunca foi vítima de assaltantes.

Sete carros roubados
O casal de empresários José de Jesus Silva e Lucivanda Pinheiro Silva, de 52 e 51 anos, já foi vítima de nove crimes na região da Avenida Aricanduva, na Zona Leste, 34º corredor mais perigoso de São Paulo, com 33 crimes registrados pela polícia em 2011. Silva teve sete veículos roubados. “Em todos os assaltos eu fiquei com uma arma apontada para minha cabeça. Foi horrível”, afirmou. Os crimes aconteceram no período da tarde, sempre perto da casa onde moravam – em uma rua próxima da Avenida Aricanduva.

Ele, a mulher e os dois filhos se mudaram para um apartamento no bairro Anália Franco, também na Zona Leste, por medo da violência. “Antigamente era muito bom morar lá. Mas agora não dá mais. A gente esperava o tiro que ia acabar com tudo”, disse a mulher de Silva.

No ano passado, o casal se recuperava do trauma dos assaltos quando dois homens armados invadiram a empresa deles, na própria Avenida Aricanduva. “Os dois mandaram a gente deitar no chão e levaram uns R$ 4 mil, celulares e joias. Depois, trancaram todos nós em um banheiro. Éramos oito em um banheirinho para uma pessoa só”, afirmou Lucivanda. 

Casal mostra um dos BOs que fizeram após crime (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Casal mostra um dos BOs que fizeram após crime (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Oito dias depois, outra dupla invadiu a empresa e mais uma vez os funcionários ficaram sob a mira de armas. “Eles disseram que os outros bandidos deram a dica para assaltar nossa empresa.” Os criminosos acabaram não tendo muito lucro. “Eles levaram só R$ 20, porque o que tinha foi levado no outro assalto”, disse a mulher.

O que diz a PM
Os dados de violência por corredores não são disponibilizados no site da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Por determinação do governo paulista, a divulgação pública dos indicadores de criminalidade é feita somente por distritos policiais do estado e não aponta os locais onde realmente ocorreram os crimes.

Os números das vias onde ocorrem mais crimes, por exemplo, servem como parâmetro da PM para aplicação de políticas públicas de segurança. Por esse motivo, o coronel Marcos Roberto Chaves, comandante do Policiamento da PM na capital, chama a atenção das vítimas a fazerem boletim de ocorrência. “Trabalhamos com números e precisamos dos dados para saber onde os crimes ocorrem e assim agir”, diz o comandante Chaves.

Segundo, o coronel, a Ronda Ostensiva sobre Motos (Rocam) tem reforçado o patrulhamento nas ruas onde ocorrem mais crimes na capital. “A moto atende mais rápido as ocorrências”, afirma Chaves, que pede para as pessoas evitarem ostentar joias, relógios, andar com os vidros os carros abertos e abrir a porta de casa para estranhos. “Se for vítima de um criminoso, é importante que o cidadão nunca reaja”.

Dados da PM mostram que das 40 vias apenas três tiveram aumento na criminalidade.
A Avenida Sapopemba, a oitava mais perigosa no ranking geral, teve 147 casos em 2011 contra 138 registros no mesmo período do ano passado.

As avenidas Nordestina e Águia de Haia, respectivamente a 27ª e 29ª com mais crimes, também tiveram acréscimo no registro de casos. A Nordestina, que antes teve 58 crimes, agora passou para 59. A Haia foi de 45 para 49 casos. Os outros 37 corredores tiveram queda nos índices de criminalidade.

Veja o ranking completo: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/05/saiba-quais-sao-40-vias-onde-mais-ocorrem-crimes-em-sp.html