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Setor de segurança requer de equipamentos a serviços

Junto com o crescimento do patrimônio dos brasileiros, vem se desenvolvendo também uma maior preocupação com a proteção dele.

Segundo a Associação Brasileira de Serviços Eletrônicos de Segurança (Abese), o mercado brasileiro de equipamentos como alarmes e câmeras de vigilância vem crescendo numa média de 11% ao ano desde 2001. Com o desenvolvimento de tecnologias mais sofisticadas, hoje o setor representa uma oportunidade não só para o fornecimento de equipamentos, mas também para a prestação de serviços de instalação, gestão e manutenção.

“O mercado passou e vem passando por uma mudança muito importante, que é a transição de pequenas empresas de instalação da área de elétrica, que trabalhavam com equipamentos eletrônicos, que têm que se adaptar para a área de tecnologia da informação (TI)”, avalia Oswaldo Oggiam, diretor de marketing da Abese.

O público dessas empresas abrange residências, condomínios, prédios de escritório e indústrias. A Abese estima que, de um total de 6,18 milhões de imóveis com possibilidade de receber sistemas de alarmes monitorados, apenas pouco mais de 11% o fazem no País.

Oggiam explica que muitos equipamentos de segurança simples, como alarmes e câmeras de vigilância, podem ser encontrados sem muita dificuldade em lojas de departamento. O mercado vem, no entanto, exigindo aparelhos cada vez mais complexos, que requerem das empresas especializadas e profissionais qualificados para sua gestão. “Não é uma transição fácil para a mão de obra”, diz.

Redes de monitoramento complexas exigem o desenvolvimento de softwares próprios, além de técnicos para instalação. No Brasil, a linha telefônica ainda é responsável por enviar a maioria das informações colhidas pelos alarmes às empresas de segurança, mas tecnologias como o General Packet Radio Service (GPRS), a mesma utilizada para a transmissão de dados por celulares, são uma alternativa cada vez mais procurada por empresas.

Segundo Oggiam, a transição para um enfoque maior em TI representou certa concentração do mercado, com muitas companhias menores passando a fornecer para maiores e eventualmente sendo assimiladas por elas.

Mesmo assim, a grande variedade de frentes de atuação torna o setor aberto para o investidor que souber onde focar seus esforços. “As plantas de segurança de pequenos imóveis e condomínios podem ser feitas por empresas. Outros negócios podem oferecer um especialista de rede que administre os sistemas”, exemplifica.

Ele julga que “no Sul e no Sudeste é mais difícil para uma empresa nova entrar, porque a competição é enorme, mas nas outras regiões ainda há muitas possibilidades”. Segundo a Abese, Sul e Sudeste concentram 73% do mercado de segurança do País.

Além do avanço sobre novas regiões, outro fator que promete aumentar as vendas é a transição de sistemas tradicionais, que transmitem os dados via linha telefônica, para os mais modernos, que se utilizam tecnologias GPRS, ethernet ou TCP-IP, o mesmo protocolo da internet.

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Especial para o Terra

São Paulo será sede de simpósio sobre gestão e estratégia para o mercado de segurança eletrônica

Entre 12 e 13 de abril, durante Simpósio Regional ABESE/SUDESTE, no Hotel Address Executive (SP), a capital do Estado sediará um importante encontro abordando os desafios, as novidades, a legislação entre outros temas de um mercado que cresce a dois dígitos por ano e terá chances de negócios ampliadas pelos próximos megaeventos esportivos sediados no país até 2016.

A região sudeste do país representa mais de 50% do mercado nacional de sistemas eletrônicos de segurança. Com taxa de crescimento superior a 10% ao ano, esse mercado reúne fabricantes, distribuidores, integradores, monitoradores, revendedores e instaladores de Sistemas de alarmes contra intrusos, de circuitos fechados de TV, de controle de acesso, além de outras tecnologias.

Nesse cenário, São Paulo reúne 60% das empresas associadas à ABESE, entidade que representa o setor de sistemas eletrônicos de segurança, e por isso foi escolhida para receber o Simpósio regional realizado pela entidade para levar profissionalismo e desenvolvimento estratégico a esse mercado nas diferentes regiões do país.

Na programação do evento, Carlos Progianti, presidente da ABESE anunciará os dados de mercado 2011, revelando o faturamento do setor, a representatividade por estado e tipo de tecnologia, entre outros números. Serão abordadas também as particularidades do segmento em São Paulo; os avanços, benefícios, desafios e oportunidades no setor; os primeiros passos da Federação Interestadual de Sistemas Eletrônicos de Segurança – entidade constituída recentemente; o Selo de Qualidade ABESE – ferramenta que traz regulamentação às empresas do setor; técnicas de gestão de vendas, além do Estatuto da Segurança Privada, projeto da Polícia Federal que dispõe sobre as atividades de segurança privada, armadas ou desarmadas, e, portanto, reunirá em seu contexto a segurança eletrônica.

Os empresários terão a oportunidade de participar de um curso completo de gestão envolvendo os fundamentos e modelos existentes de gestão empresarial e os princípios de liderança, com o objetivo de orientar os participantes nas melhores práticas aplicadas na gestão empresarial e alinhar esses conceitos com as necessidades das empresas do segmento de sistemas eletrônicos de segurança.

“A Capital tinha esse anseio em receber o Simpósio, que está mais maduro com palestras mais estratégicas, trazendo assuntos de relevância para a realidade do mercado de sistemas eletrônicos de segurança. A iniciativa do Simpósio foi desenvolvida para profissionalizar e fortalecer o segmento de SES, que tem crescido significativamente nos últimos 10 anos e continuará em expansão. Isso porque nosso mercado é relativamente novo e deverá manter seu crescimento nos próximos anos, seja devido à ampliação do uso das tecnologias pela crescente classe média brasileira, seja devido à demanda aquecida com grandes eventos esportivos nos próximos anos no país”, comenta o presidente da ABESE, Carlos Progianti.

Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE), única entidade nacional representativa e promotora do evento, de um total de 6,18 milhões de imóveis com possibilidade de receber sistemas de alarmes monitorados, apenas pouco mais de 11% desse total ou 710 mil imóveis são monitorados no país, número distribuído entre as grandes e pequenas empresas de monitoramento do mercado que vem registrando significativo crescimento nos últimos 3 anos.

Serviço: Simpósio Regional ABESE/SUDESTE
Quando: 12 e 13 de Abril – das 8h às 18h
Onde: Hotel Address Executive (Rua Amauri, 153 – Jardim Europa – São Paulo – SP)
Informações e inscrições: (11) 2198 1862 / eventos@textoassessoria.com.br