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Secretário fala sobre investimentos na Baixada

A presença ostensiva do Estado para combater a criminalidade e melhorar ações de segurança estão entre as reivindicações mais antigas da população da Baixada Santista.

Nesta quinta-feira, após participar da plenária da Agenda Metropolitana de Santos, realizada no Mendes Convention Center, o secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, afirmou ser sensível aos apelos locais.

Em entrevista concedida a A Tribuna, o secretário reconheceu que há ainda muito a avançar e ressaltou o empenho do governador Geraldo Alckmin em reduzir os índices de criminalidade, principalmente em Guarujá e Praia Grande.

A Tribuna – Quais ações na área de Segurança Pública estão previstas para a Baixada?

Ferreira Pinto – A secretaria é muito sensível à Baixada Santista. Já reforçamos consideravelmente o efetivo em abril com 290 homens da PM e vamos dotar a região com mais 300 soldados até o fim do ano. Também contamos com melhoria de equipamentos e ampliação de bases da PM. Mas temos dificuldades de suprir as lacunas da Polícia Civil em função das carências de recursos humanos. Também nesse setor buscaremos dotar a região de maior efetivo.

A Tribuna – Qual região da Baixada mais precisa de investimentos?

Ferreira Pinto – Todas as cidades necessitam de aprimoramento na área de segurança pública, mas a situação mais crítica é a Guarujá e Praia Grande. Tanto em relação a efetivos quanto a recursos materiais. Nós estamos atentos a isso.

A Tribuna – Qual seria o número ideal de policiais militares por habitantes nessas cidades com déficit maior? Quando virá esse reforço?

Ferreira Pinto – Nós vamos disponibilizar um efetivo considerável de reforço em breve. Serão 300 novos soldados até o fim do ano. A distribuição deste contingente ficará a cargo do comandante da região, a quem cabe o emprego da tropa de acordo com a necessidade dos municípios. Haverá, evidentemente, uma prioridade para Guarujá e Praia Grande.

A Tribuna – Cadeias femininas ainda são muito improvisadas aqui na região. Há projetos para mudar isso?

Ferreira Pinto – Nós estamos construindo ou em vias de construir sete presídios femininos no Estado para, que num tempo bastante breve, não existam mais mulheres cumprindo pena ou à espera de julgamento em cadeias públicas. Para a Baixada, está prevista uma unidade em São Vicente. Existe um esforço do Governo neste sentido. Na semana que vem deve ser inaugurado um presídio em Tupi Paulista e foi também inaugurado um presídio em Tremembé. Existe um presídio com obra em andamento em Votorantim e outro em Pirajuí. Aqui na Baixada Santista, os problemas são de licença ambiental. São mais demorados, mas os projetos estão em curso.

A Tribuna – O programa Atividade Delegada, que terá a adesão das prefeituras de Santos e Guarujá, pode contribuir para a redução da criminalidade na região?

Ferreira Pinto – Sem dúvida, principalmente os crimes patrimoniais. Na Capital, ele foi implantado com sucesso e várias prefeituras estão empenhadas em aderir a esse modelo. Temos bons exemplos em Sorocaba e Mogi das Cruzes. Há procedimentos em andamento nas cidades de Santos e Guarujá. A iniciativa é dos municípios e a Polícia Militar vê com bons olhos.

A Tribuna – Santos

Pedestres são as principais vítimas de assalto nas vias de SP

17/05/2011 08h27 – Atualizado em 17/05/2011 08h27

Houve registro de 1867 boletins de ocorrência no primeiro trimestre.
Avenida 23 de Maio encabeça lista dos corredores com mais assaltos.

Kleber Tomaz e Paulo Toledo Piza

Do G1 SP

Vítima ficou com problemas auditivos após assalto (Foto: Kleber Tomaz/G1)

Vítima ficou com problemas auditivos após assalto (Foto: Kleber Tomaz/G1)

 

Enquanto a Prefeitura de São Paulo implanta nas ruas ações para diminuir os atropelamentos, na calçada a preocupação é da Polícia Militar. Segundo dados da corporação, os pedestres são o principal alvo dos criminosos.

Dados estatísticos das forças de segurança revelam que as vítimas de “roubo a transeuntes” fizeram 1867 boletins dessa natureza na Polícia Civil nos três primeiros meses deste ano. Os números superam o roubo de veículos, que teve 721 queixas no mesmo período. O terceiro crime mais comum nas ruas de São Paulo é o assalto a motoristas no trânsito, com 474 casos de janeiro a março. O assalto a pedestres também é mais frequente que assaltos a imóveis residenciais e comerciais, a bancos, a transportes coletivos e que roubos de cargas.

De acordo com a Polícia Militar, o pedestre costuma registrar mais ocorrências de roubo do que quem foi assaltado dentro do seu automóvel, por exemplo, pelo fato de não ter que enfrentar trânsito. Apesar de o número de casos de roubo a transeuntes do primeiro trimestre de 2011 ser menor se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram feitas 2499 ocorrências, os dados desse tipo de crime ainda são considerados elevados e trazem sensação de insegurança para a população.

Levando-se em conta os dados oficiais, a via mais perigosa para uma pessoa caminhar em São Paulo é a Avenida 23 de Maio, com 120 queixas de roubos no primeiro trimestre, uma média de mais de um caso por dia. Esse corredor é a principal ligação dos bairros da Zona Sul até a região central da cidade, com 3,2 quilômetros de extensão.

Há ainda relatos de vítimas de assaltos em outras vias da cidade. “Até hoje só escuto um zumbido no meu ouvido direito”, diz um homem de 57 anos que ficou com problemas auditivos após ser agredido por um assaltante no início deste ano.

Ele conta que o criminoso lhe deu uma coronhada e levou seu dinheiro na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, no Brooklin, na Zona Sul de São Paulo. A via aparece em 30ª posição no ranking das 40 vias mais perigosas para um pedestre caminhar. “É muito comum ocorrerem assaltos a pedestres aqui.”

A Prefeitura implantou recentemente uma zona de proteção ao pedestre para protegê-lo de atropelamentos no trânsito, mas, além dos perigos que corre ao atravessar as ruas, o pedestre também engorda os índices de criminalidade como vítima de assaltos.

“Os bandidos aproveitam para atacar quando os funcionários deixam o serviço, perto das 18h, 19h”, fala Maria Aparecida de Lima, de 46 anos, outra vítima de assaltos na Berrini. “Nunca vou esquecer o dia. Me roubaram em 19 de abril.”

Roubo a veículos
Os índices de roubo a veículos aparecem na segunda posição, com 721 ocorrências neste ano. Em 2010, foram 872 casos no mesmo período comparativo.

A Marginal Pinheiros é a via onde mais ocorrem roubos de veículos em São Paulo, com 87 registros no primeiro trimestre deste ano. Se for feita uma comparação com o mesmo período no ano passado, quando 135 carros foram roubados, houve uma diminuição considerável de crimes na região – queda de 35,5%.

Em seguida está a Avenida Marechal Tito, com 62 roubos, e a Avenida Sapopemba, onde 48 carros foram roubados. O corredor formado pelas avenidas Senador Teotônio Vilela e Sadamu Inque fica em quarto lugar, com 45 casos.

As outras seis vias mais perigosas, e seus respectivos números, são: avenidas Cupecê (40), Giovanni Gronchi (39), corredor formado pela Avenida Presidente Tancredo Neves e Rua das Juntas Provisórias (também com 39), Avenida Professor Luís Ignácio de Anhaia Mello (28), Avenida Mateo Bei (26) e a Estrada de Itapecerica (26).

Assalto a motoristas
Reportagem publicada pelo G1 em 12 de maio mostra que o aumento constante da frota de veículos em São Paulo, estimada atualmente em 7 milhões de unidades, provoca congestionamentos quilométricos nas principais vias da cidade e facilitam a ação de criminosos. Segundo a Polícia Militar, a lentidão no trânsito está diretamente relacionada aos assaltos a motoristas na capital. Os assaltantes costumam agir com motos ou até mesmo a pé. As vítimas são condutores de carros, caminhões, ônibus e motociclistas.

Levantamento feito pela PM mostra quais são os 35 corredores de São Paulo onde o condutor corre mais risco de ser roubado. Os dados, obtidos pelo G1, levam em conta as 474 ocorrências registradas no primeiro trimestre deste ano em todas as vias da capital. No ano passado, foram 611 casos do mesmo tipo de crime.

Em números absolutos, a Marginal Pinheiros é a via com mais assaltos a motoristas no município, com 97 casos apenas neste ano – média de mais de um roubo por dia.

PM
O Comando de Policiamento da PM informa que tem conhecimento da incidência dos crimes citados nesta matéria e realiza rondas ostensivas constantemente nas vias para tentar diminuir o número de ocorrências.

De acordo com o coronel Marcos Roberto Chaves, comandante do Policiamento na capital, patrulhamentos feitos pela Ronda Ostensiva sobre Motos (Rocam) são constantes nos principais corredores. “Os números totais de roubos a pedestres, veículos e assaltos a motoristas diminuíram neste ano em relação ao mesmo período do ano passado por conta da ação da Polícia Militar. Isso é fato. E vamos continuar realizando ações para diminuir mais ainda esses índices”, afirma o comandante.

A PM ainda estuda a implantação de bases comunitárias móveis e bolsões de estacionamento para motos da corporação em toda a extensão da marginal como medida para reduzir os crimes no corredor.