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Posts Tagged ‘ Blitze

Polícia prepara operação Dia dos Pais

A Polícia Militar vai reforçar a segurança perto de bares e restaurantes da capital no próximo domingo, Dia dos Pais, para evitar a ocorrência de arrastões. Segundo a PM, o esquema especial, que inclui reforço de até 80% no número de soldados, passa a valer na noite de sábado, com a entrada de policiais do setor administrativo nas rondas.

Além disso, desde sexta-feira, a corporação tem realizado uma sequência de blitze nas ruas para capturar procurados e recuperar veículos roubados, também escalando para o patrulhamento policiais que normalmente atuam no setor administrativo. Balanço parcial mostra que, desde o primeiro dia dos bloqueios – com 4 mil homens –, 71 procurados foram mandados para a cadeia. Foram apreendidas 35 armas de fogo. E 63 veículos roubados ou furtados foram recuperados.

“O grande objetivo é mostrar que a polícia está presente para garantir a segurança das pessoas”, diz o capitão Cleodato Moisés, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital (CPC). Segundo ele, a estratégia evita a ação de criminosos. “Eles deixam de agir porque um se comunica com o outro.” Essa operação será encerrada à 1h desta quarta-feira.

Sobre a ação no Dia dos Pais, Moisés diz que a intenção é proporcionar um almoço e jantar tranquilo às famílias. “Essas datas sempre são motivo de preocupação e, por isso, policiais da área de cada bairro vão trabalhar com alguns focos.” Situação semelhante também foi vista nos Dias das Mães e dos Namorados, quando foram desencadeadas megaoperações para prevenir arrastões.

O diretor executivo da Associação Nacional de Restaurantes (ANR), Alberto Lyra, afirma que, desde que a PM passou a reforçar a patrulha em datas comemorativas – e também em dias normais –, o crime de arrastão “arrefeceu”. “Melhorou bastante, e as pessoas estão começando a ir para restaurantes com mais tranquilidade.”

Camila Haddad / Cristiane Bomfim – Jornal da Tarde

Homicídio cai e outros crimes crescem

Enquanto o número de homicídios na capital paulista caiu 5,81% nos dois primeiros meses deste ano, em comparação ao mesmo período de 2011, os latrocínios (roubos seguidos de morte) tiveram alta de 36,36%. Os dados fazem parte da estatística da criminalidade divulgada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Roubos e furtos de carros, assaltos em geral e mortes registradas em acidentes de trânsito também aumentaram no primeiro bimestre de 2012.

Os casos de assassinatos diminuíram de 172 para 162 nos meses de janeiro e fevereiro, de um bimestre para o outro, o que representa uma taxa de 8,8 casos por 100 mil habitantes, o menor índice desde 1999, ano em que o total de homicídios passou a cair em São Paulo. Em dez anos, a redução chegou a 80,2% de acordo com levantamento da SSP.

A capital registrou 821 assassinatos no primeiro bimestre de 2002.
O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro de Lima, espera que o índice diminua ainda mais ou se mantenha estável pelos próximos meses, pois admite que é impossível zerar os números de assassinatos na cidade. “O Estado tem 42 milhões de habitantes. Infelizmente, um homicídio pode acontecer a qualquer momento, longe da vista da polícia, como em brigas banais ocorridas em discussão de trânsito.”

Os latrocínios subiram de 11 para 15 casos de um bimestre para outro. Os roubos seguidos de morte tinham dobrado no mês de janeiro, de quatro para oito casos. O mês passado registrou sete casos de latrocínio, mesmo número de fevereiro de 2011. “Mas um único caso já é só suficiente para chocar a sociedade. É o tipo de crime que não dá para comemorar redução”, afirma o delegado-geral.

Roubos e furtos de carros subiram de 12.681 casos para 13.749, um aumento de 8,42%. “Queremos provar que o crime organizado está por trás desses roubos e furtos. Por isso o Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) tem feito um trabalho focado nessas quadrilhas”, observa Carneira. O JT publicou reportagem na edição do dia 18 informando que ladrões de carros embolsaram R$ 500 milhões e foram responsáveis por 25% dos latrocínios no Estado no ano passado.

Os casos de assaltos em geral, que incluem roubos de casas, estabelecimentos comerciais e pedestres, cresceram 2,72%, de 16.983 casos para 17.445. Segundo Carneiro, as delegacias de bairros foram orientadas em dezembro a investigar esses casos para identificar criminosos. Já o número de mortes em acidentes de trânsito subiu 13,46%, de 104 para 115 casos. O delegado afirma que a intensificação das blitze da Lei Seca podem reduzir esse índice.

Gio Mendes / Cristiane Bomfim – JT

Homicídios caem mas roubos desafiam polícia

O número de homicídios caiu na capital paulista em 2011, mas os casos de latrocínio (roubo seguido de morte), de furtos e roubos de veículos e de assaltos a banco aumentaram em comparação com o ano anterior.

De acordo com balanço divulgado ontem pela Secretaria da Segurança Pública, foram registrados 1.023 assassinatos no ano passado, contra 1.196 em 2010. A redução de 14,46% fez a capital atingir a taxa de nove homicídios por grupo de 100 mil habitantes.

A mesma eficiência das polícias Civil e Militar no combate aos homicídios, que têm diminuído a cada ano desde 2007, não é repetida nos casos de crimes contra o patrimônio. Os casos de latrocínio subiram de 76 para 86 de 2010 para 2011, um aumento de 13,16%, segundo as estatísticas da Secretaria da Segurança. Os furtos e roubos de veículos passaram de 77.855 casos para 83.295 (6,99%) no mesmo período, enquanto os assaltos a banco saltaram de 141 para 149 (5,67%).

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro de Lima, disse que nos casos de latrocínio é mais difícil descobrir a autoria do crime porque vítima e criminoso não se conhecem, ao contrário do que acontece nas ocorrências de homicídio. Carneiro afirmou que as delegacias de bairro deverão priorizar as investigações das ocorrências de roubos de casas, estabelecimentos comerciais e veículos para reduzir os crimes contra o patrimônio e coibir os latrocínios ao mesmo tempo.

Essa é a mesma opinião do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo. Segundo ele, em quase 90% dos casos de assassinatos as pessoas envolvidas têm algum tipo de relação. “Em média, 55% dos casos estão relacionados a brigas e execuções por causa de álcool e de drogas. Os crimes passionais são 32% dos casos, com brigas de marido e mulher por exemplo. A menor parte dos casos está ligada às discussões de trânsito.”

Segundo o coronel, o desarmamento de criminosos, a apreensão de drogas e o combate ao álcool, durante as blitze da Lei Seca, ajudaram na redução do índice de homicídios. “A PM apreendeu 19 mil armas de fogo e 40 toneladas de drogas em todo o Estado em 2011. Pessoas alcoolizadas também estão sujeitas a cometer crimes durante qualquer briga”, afirmou o comandante-geral.

O aumento dos casos de crimes contra o patrimônio impressionou o projetista Ocimar Florentino de Paiva, de 53 anos, pai do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24, morto durante um assalto dentro da Universidade de São Paulo (USP) em maio de 2011. “Parece que na USP a segurança melhorou com a chegada da PM, mas na cidade como um todo a gente não tem a sensação de segurança. Ainda tem muito criminoso solto”, disse o projetista.

O advogado tributarista Ricardo Aro, de 41 anos, é um dos 83.295 motoristas que tiveram o carro levado por ladrões na capital. No dia 22 de junho, ele estacionou seu Gol 2009 na rua ao visitar o pai, na Vila Carrão, zona leste. “Eu não conhecia a rua direito, pois meu pai se mudou havia pouco tempo. A gente vive no meio de uma guerra urbana”, disse, referindo-se à ação dos criminosos.

Gio Mendes / Felipe Tau – JT

Relação conflituosa entre alunos da USP e polícia existe desde a ditadura

Raiz da desconfiança universitária remonta à década de 1960.
Prisão de estudantes foi estopim para invasão de prédio da universidade.

Paulo Toledo Piza
Do G1 SP

Faixas pedem saída da PM da USP (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Nos últimos dias, quem passa pelo prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, na Zona Oeste de São Paulo, se depara com faixas e pichações pedindo a saída da PM do campus e o fim da “repressão aos lutadores”. Na porta do edifício, que foi invadido na quinta-feira (27), após confronto com a PM, jovens com os rostos cobertos respondem com desconfiança – e algumas vezes com agressividade – as perguntas feitas por jornalistas.

O clima de temor que paira na Cidade Universitária evidencia uma chaga antiga: a relação conflituosa entre parte do mundo acadêmico e a corporação. Os primeiros grandes atritos ocorreram no período da Ditadura Militar (1964-1985).

À época, a polícia tinha um papel fundamental na manutenção do regime e atuava de forma enérgica contra movimentos “subversivos”. E o ambiente acadêmico, segundo os governantes fardados, era um “celeiro de subversão”. Para conter os movimentos pró-democracia, o governo baixava decretos que davam mais força e poder aos integrantes das forças policiais.

Em fevereiro de 1969, por exemplo, o governo criou o “Decreto-Lei nº 477, elaborado pelo Conselho de Segurança Nacional especialmente para silenciar estudantes, professores e funcionários das instituições de ensino”, segundo a pesquisadora Flávia de Angelis Santana, em sua tese de mestrado intitulada “Atuação política do movimento estudantil no Brasil: 1964 a 1984”.

O decreto proibia qualquer manifestação, passeata ou comício no interior de escolas e universidades públicas e particulares, sob pena de desligamento da faculdade no caso dos estudantes e demissão para professores e funcionários.

Outro fato muito criticado pelo meio acadêmico foi a criação da Assessoria Especial de Segurança e Informações (Aesi). Implantada na USP e em outras instituições de ensino em 1973, essa assessoria tinha como objetivo selecionar os funcionários, colher dados sobre atividades subversivas, levantar informações sobre alunos, entre outros. Ela foi extinta apenas em 1982. Medidas como essas ampliaram o poder das polícias. Invasões de salas de aulas e prisões de professores e alunos, que já eram comuns no período, ganharam força com as medidas.

Desde então, a PM passou a ser vista no campus por parte da comunidade acadêmica como uma entidade repressora, que estava lá para acuar, não para proteger. Com a reabertura política, na década de 1980, a perseguição, assim como a presença da corporação no campus, começou a diminuir. A desconfiança, porém, permaneceu.

A Guarda Universitária passou a atuar de forma mais incisiva na parte ostensiva, combatendo delitos e repassando casos de crimes para a Polícia Civil. A PM voltou a ser vista no campus em junho de 2009. Na época, uma greve de professores e funcionários fez com que o governo enviasse 150 policiais militares à Cidade Universitária. O objetivo dos PMs era cumprir uma reintegração de posse dos prédios que estavam cercados pelos grevistas.

Em 9 de junho daquele ano, uma manifestação contra a PM e a favor de melhorias trabalhistas, que contou com cerca de 800 pessoas, terminou em confronto. Policiais usaram balas de borracha, bombas de efeito moral e gás de pimenta. Um estudante chegou a ser preso por ter jogado pedras nos policiais.

Outro fator decisivo para a polícia voltar ao campus foi o aumento de casos de roubos, furtos, estupros e até mortes. Em 18 de maio último, o estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, foi baleado quando se aproximava de seu carro em um estacionamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA). Dois homens presos pelo crime foram indiciados por latrocínio.

Esse crime motivou a formalização, em 8 de setembro, de um convênio entre representantes da universidade e do comando da Polícia Militar. O documento, assinado por Antonio Ferreira Pinto, secretário estadual da Segurança Pública, pelo coronel Álvaro Batista Camilo, comandante do policiamento do estado, e pelo professor João Grandino Rodas, reitor da USP, prevê que em cinco anos a corporação aumente a segurança no campus.

A liderança do movimento afirma que a PM não soluciona o problema de segurança na USP. “Pessoas continuam sendo assaltadas e assediadas pelo campus mesmo com a presença da polícia. Isso demonstra que sua função na universidade é outra. Não é a toa que só o que aumentou foi o número de blitze e os enquadros a estudantes, funcionários e moradores dos arredores da USP”, diz nota dos alunos.

Apesar de o regime democrático perdurar há mais de 20 anos, a presença policial no ambiente acadêmico ainda incomoda estudantes da maior universidade do país.

Barricada instalada em via que leva ao prédio invadido (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Operação da PM aumenta efetivo em 30% em todo o Vale

Claudio Capucho
Objetivo é inibir ações criminosas nas áreas com maiores índices de violência

Filipe Rodrigues – O Vale
São José dos Campos

A Polícia Militar iniciou ontem uma megaoperação contra o crime que irá durar uma semana em todas cidades do Vale do Paraíba.

Durante o período, o número de policiais em patrulhamento irá aumentar 30%. O reforço será em áreas com grande circulação de pessoas e regiões com índices criminais elevados.

Ontem, foram feitos bloqueios nos acessos às cidades e intensificadas as abordagens a pedestres, motoristas e motociclistas.

Em São José, na região central e nas zonas norte e oeste, até às 18h de ontem, cinco pessoas tinham sido presas e um menor de idade apreendido.

Em Taubaté, o foco da ação foram roubos e furtos de veículos. 136 veículos e 183 pessoas foram revistadas. Quatro motos foram apreendidas.

Operação
O efetivo foi reforçado nas áreas com mais crimes e horários com mais ocorrências. A operação “Visibilidade Estratégica” aconteceu das 11h às 23h.

“De manhã, houve saturação de policiais no centro das cidades. À tarde, foram pontos de bloqueio”, diz a capitã Sonia Paula Hamad.

Para garantir o reforço, foram canceladas todas as folgas de policiais e PMs do setor administrativo também atuaram no patrulhamento.

“A intenção é reduzir os índices criminais e garantir sensação de segurança. Também queremos nos aproximar da população”, diz a capitã.

São José
Na cidade, a operação começou às 7h30 e seguiu até às 23h. Até as 11h, um efetivo menor foi empregado para fazer rondas em regiões com maior incidência de roubos e furtos na cidade.

Após as 11h, cerca de 35 viaturas reforçaram a segurança na região central. Às 16h, o alvo foi o trânsito, com blitze nas vias mais movimentadas.

O resultado parcial nas regiões central, norte e oeste apontava para 947 pessoas e 635 veículos revistados.

Sete carros foram apreendidos por falta de documentação e duas armas apreendidas.

Ocorrências
A primeira ocorrência em São José aconteceu às 8h. Durante uma abordagem a cinco homens no bairro Por do Sol, zona oeste, quatro fugiram correndo e um dos rapazes foi preso na hora.

Houve perseguição, um dos fugitivos foi preso e, com ele, foi encontrado um revólver calibre 38. Os outros três rapazes continuam foragidos. Ao questionar os homens sobre a fuga, eles disseram estar de posse de três carros roubados, que foram recuperados.

Também foram cumpridos mandados de prisão. Um dos homens presos foi o médico C.L.W, 50 anos, condenado a sete meses de prisão por dirigir embriagado.

Comando da Polícia Civil cobra mais resultados no Vale

Maio 12, 2011 – 05:00

O delegado geral disse ontem, em Taubaté, que a corporação deve priorizar investigação de crimes

Luara Leimig – O Vale
Taubaté

Diante da violência e dos índices criminais na região, o comando da Polícia Civil do Estado de São Paulo cobrou ontem mais agilidade e rigor nas investigações de crimes no Vale do Paraíba. Homicídios, tráfico de drogas e crimes contra o patrimônio devem ser as prioridades dos policiais.

O delegado geral de Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima, esteve na manhã de ontem reunido por três horas na Delegacia Seccional de Taubaté com os delegados de todas as seccionais da região e o comando do Deinter 1 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior).

Durante a reunião o delegado cobrou empenho dos delegados e pediu que toda a polícia da região esteja focada em fazer o trabalho que é de responsabilidade e competência da Polícia Civil, o de investigar.

“Os investigadores e delegados têm que ir para a rua, estar em campo colhendo provas para conseguir sustentar inquéritos que produzam efeito para o judiciário durante os processos, não esperar que as provas caiam na delegacia por meio de denúncias e encaminhar processos sem provas que depois o Ministério Público não consegue levar adiante. O trabalho da Polícia Civil é investigar e não fazer patrulhamento e blitze, isso cabe a PM”, disse.

Segundo Lima, ele vai acompanhar o desenvolvimento do trabalho dos delegados na região e cobrar resultados efetivos.

Integração com PM – Outra cobrança apresentada na reunião foi o de estreitamento do trabalho integrado com a Polícia Militar. Para o delegado geral é preciso que as duas corporações apoiem uma a outra no trabalho.

Efetivo – Segundo Lima, a região deve receber efetivo de reforço de policiais civis, mas ainda não existe uma data definida para que isso ocorra. “Já estão ocorrendo concursos para a seleção de novos homens que virão para o Vale do Paraíba, mas eles ainda precisam passar pelo período na academia de polícia e somente no segundo semestre poderemos contar com este reforço.”

O número de efetivo que deve ser deslocado para o Vale também não foi definido. Outra proposta divulgada ontem pelo delegado para tentar otimizar o trabalho da polícia foi a reestruturação dos cargos, que segundo o delegado, passarão dos atuais 14, para sete, liberando mais homens para os setores de investigação.

Criminalidade – O aumento da violência em Taubaté, que já registrou pelo menos 26 assassinatos este ano e esclareceu quatro, também chamou a atenção do delegado.

“Não adianta você ter índices em queda, mas com ocorrências de crimes violentos que chocam a população ocorrendo na cidade, é preciso uma ação rápida.”

PM desencadeia operação para reduzir índices criminais

Ações tem como alvos cinco cidades da região que juntas concentraram 65 dos 98 casos de homicídio registrados no primeiro trimestre de 2011 no Vale do Paraíba; Trabalho começou ontem em São José

Filipe Rodrigues – O Vale
São José dos Campos

A Polícia Militar realizou ontem uma ofensiva nas zonas Sul e Leste de São José dos Campos contra o aumento da violência na região.

A ação contou com cerca de 250 homens e irá se repetir — cada dia em uma cidade — em Taubaté, Guaratinguetá, Ubatuba e Caraguá, ao longo da semana.

Ontem, a polícia recapturou nove foragidos, fez três prisões em flagrante e apreendeu 13 veículos, além de 17 motos.

Entre os presos, está Jeová da Silva Coelho, 27 anos, acusado de matar um policial militar, durante ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital), em maio de 2006.

Operação. Para reforçar a segurança, a PM remanejou policiais de folga e do setor administrativo de todas regiões do Vale.

Segundo a corporação, as cidades escolhidas tiveram aumento nos principais índices criminais. “São regiões que apresentaram números preocupantes e vamos fazer este trabalho para coibir o crime nestas áreas”, diz o major Nilson Souza Silveira.

O trabalho focou no combate às armas e tráfico de drogas, além da busca por foragidos da Justiça.

“A maioria dos crimes está relacionada ao tráfico de drogas. Tirando drogas e armas das ruas, conseguiremos diminuir estes índices”.

Cada dia, policiais farão o trabalho em uma destas cidades. Por segurança, o cronograma não foi divulgado.

Combate. Participaram da ação 40 veículos de Força Tática, 40 motos, além do helicóptero Águia, veículos da Base Comunitária Móvel e policiais descaracterizados.

“Por meio das estatísticas, constatamos as áreas mais perigosas. Além de blitze, fizemos rondas e abordagens a pedestres”, diz.

O trabalho começou às 17h de ontem e seguiu até a 1h de hoje. Um balanço parcial aponta que até às 21h, foram abordadas 1.412 pessoas, 394 veículos, além de 423 motos e 98 bares fiscalizados.

“O resultado foi positivo, já que conseguimos retirar criminosos das ruas e, durante as abordagens, demos a sensação de segurança às pessoas”, diz o tenente Geraldo Leite Rosa Neto, comandante de Força Tática da PM.

Estatísticas. As cinco cidades concentram 65 dos 98 homicídios que aconteceram no primeiro trimestre no Vale.

São José e Taubaté foram os principais responsáveis pelo número — foram 24 vítimas em São José e 22 em Taubaté. Caraguá (9), Guará (6) e Ubatuba (4) completam os dados.

Em todas estas cidades, o número de homicídios cresceu na comparação com o primeiro trimestre de 2010.

ENTENDA O CASO

Operação
Cadadia, uma cidade, entre as cinco com maior alta nos índices criminais, receberá a ação da PM esta semana

Crimes
A meta da corporação é apreender armas, drogas e foragidos da justiça

Motivo
A polícia acredita que roubos e homicídios, estão, em sua maioria, relacionadas ao tráfico de drogas

Números
São José, Taubaté, Guará, Ubatuba e Caraguá concentraram 65 dos 98 casos de homicídio registrados no Vale do Paraíba no primeiro trimestre de 2011

Resultado
Em São José, a polícia capturou nove foragidos, entre eles, um homem acusado de ter matado um policial em 2006.