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Posts Tagged ‘ Boletim de Ocorrência

Prefeituras devem enfrentar causas da violência para garantir segurança

Fatores sociais, como falta de educação e emprego, geram criminalidade.
Proteção de bens, serviços e instalações públicas também é dever municipal.

A segurança pública é uma preocupação constante de todos os administradores de cidades brasileiras. A Constituição Federal determina que o estado preserve a ordem pública e mantenha as pessoas e os patrimônios longe do perigo. Às prefeituras, cabe o papel de proteger os bens, serviços e instalações públicas. Mas a responsabilidade do governo municipal não se encerra por aí.

Fatores sociais, como falta de educação, emprego e apoio familiar, geram criminalidade, mas podem ser sanados com ações em favor do bem estar da população. E o cidadão pode e deve fiscalizar a atuação do poder executivo.

Violência e repressão
O artigo 144 da Constituição Federal de 1988 diz que a segurança pública é dever do estado, direito e responsabilidade de todos; é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Assim, a polícia deve agir em tudo que gerar perigo ou insalubridade à sociedade de forma geral.

Quem faz esse papel repressor são as polícias Federal, Rodoviária Federal, Ferroviária Federal, Militar e Civil, corporações geridas pela União e pelo Estado. Já os municípios, de acordo com a Constituição, podem constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações.

“Nesses termos, a guarda municipal é destinada apenas para a segurança patrimonial. Ela não tem uma atuação repressiva, de polícia mesmo”, explicou a juíza do Trabalho Roberta Araújo, doutoranda em Direito Constitucional.

Assim, se a loja onde você trabalha acaba de ser assaltada, procure a Polícia Militar para ir atrás do suspeito. Se quiser registrar um Boletim de Ocorrência, vá a uma delegacia da Polícia Civil. Um acidente na estrada? Registre na Polícia Rodoviária. Apreensão de drogas em aeroporto é a Polícia Federal quem investiga.

Já a guarda municipal mantém a vigilância dos prédios públicos e das áreas de preservação do patrimônio natural e cultural do município. Também fiscaliza a utilização adequada dos parques, jardins, praças e monumentos, além de outras atividades. Tem gente usando drogas ou pichando os bancos da pracinha ao lado da sua casa? Reclame aos guardas municipais.

Violência e ações sociais
Violência não se resolve apenas com repressão. Não basta a polícia prender, a Justiça julgar e, após cumprir a pena, a pessoa voltar à condição anterior, que a levou a cometer o crime. É preciso agir antes, na prevenção.

A violência tem dois fatores: internos (psicológicos ou psicopáticos), que fogem do controle social, e externos, que incluem aspectos sociais, econômicos e políticos. Esse último contribui para a criminalidade. Isto é, a desigualdade social, a falta de oportunidade, projetos educacionais e centros de atenção a usuários de drogas e álcool deixam a população vulnerável ao crime.

Essa nova forma de pensar a segurança é conhecida como criminologia moderna, que não considera o problema da segurança pública estritamente policial. “Essa velha noção deixa o município ausente da sua parcela de responsabilidade. A criminalidade tem, sobretudo, influências decisivas do meio onde as pessoas vivem, por isso é necessário uma visão multidisciplinar para tratar do assunto, que promova ações preventivas, focadas em políticas sociais que incrementem a cidadania do indivíduo”, explica Roberta Araújo.

É criando uma política de inclusão social de grupos e áreas de risco que as prefeituras podem ajudar no combate à violência. Entre as ações, aumentar as oportunidades para os cidadãos, urbanizar as áreas críticas, iluminar as ruas, construir escolas, creches, postos de saúde, praças, áreas de lazer e esporte, qualificar os jovens e tirá-los da situação de rua. Atualmente, por exemplo, os conselhos estaduais de trânsito, entorpecentes, criança e adolescente têm representantes das prefeituras, que participam diretamente das decisões.

Fonte: G1

Clientes têm bolsas furtadas dentro de restaurantes em SP

Os ladrões de bolsas voltaram a atacar dentro dos restaurantes na região Central de São Paulo. Eles costumam agir no horário do almoço.

De janeiro a junho de 2012, foram registrados na capital 92.273 furtos.
Segundo a polícia, os criminosos costumam estar sempre bem vestidos para não chamar a atenção. Além disso, agem em lugares bastante movimentados, como nos restaurantes, e se aproveitam de um minuto de distração das vítimas.

Uma mulher que não quis se identificar foi uma das vítimas. “Eu coloquei minha bolsa na cadeira. Não deveria, mas coloquei. Na hora que eu terminei de almoçar, fui pegar a bolsa e ela não estava lá”, conta. Câmeras de segurança registraram o momento que um homem entrou no restaurante e praticou o furto.

A polícia alerta que é preciso ter muita atenção também dentro de trens, ônibus e metrô, na entrada dos hotéis e quando estiver caminhando pelas ruas.

A falta de testemunhas dificulta a investigação. “As pessoas vão embora e quando chegam para fazer o boletim de ocorrência não tem testemunhas. Aí você recorre à investigação. Essa investigação é feita em cima de pessoas suspeitas e a polícia tem agido em cima disso”, explica o delegado Antônio Luís Tuckumantel.

Fonte: G1

Jornalismo e violência

Impressiona-me o crescente espaço destinado à violência nos meios de comunicação. Catástrofes, tragédias, crimes e agressões, recorrentes como as chuvaradas de verão, compõem uma pauta sombria e perturbadora. A violência não é uma invenção da mídia. Mas a sua espetacularização é um efeito colateral que deve ser evitado. Não se trata de sonegar informação. É preciso, contudo, contextualizá-la.

A overdose de violência na mídia pode gerar fatalismo e uma perigosa resignação. Não há o que fazer – imaginam inúmeros leitores, ouvintes, telespectadores e internautas -, acabamos todos paralisados sob o impacto de uma violência que se afirma como algo irrefreável e invencível.

Não é verdade. Podemos todos, jornalistas, formadores de opinião, estudantes, cidadãos, enfim, dar pequenos passos rumo à cidadania e à paz.

Os que estamos do lado de cá, os jornalistas, carregamos nossas idiossincrasias. Sobressai, entre elas, certa tendência ao catastrofismo. O rabo abana o cachorro. O mote, frequentemente usado para justificar o alarmismo de certas matérias, denota, no fundo, a nossa incapacidade para informar em tempos de normalidade. Mas, mesmo em épocas de crise – e estamos vivendo uma gravíssima crise de segurança pública -, é preciso não aumentar desnecessariamente a temperatura.

O jornalismo de qualidade reclama um especial cuidado no uso dos adjetivos. Caso contrário, a crise real pode ser amplificada pelos megafones do sensacionalismo. À gravidade da situação – inegável e evidente – acrescenta-se uma boa dose de espetáculo e, claro, uma indisfarçada busca de audiência. E o resultado final é a potencialização da crise.

Alguns setores da imprensa têm feito, de fato, uma opção preferencial pelo negativismo. O problema não está no noticiário da violência, e sim na miopia, na obsessão pelos aspectos sombrios da realidade. É cômodo e relativamente fácil provocar emoções. Informar com profundidade é outra conversa. Exige trabalho, competência e talento.

O que quero dizer é que a complexidade da violência não se combate com espetáculo, atitudes simplórias e reducionistas, mas com ações firmes das autoridades e, sobretudo, com mudanças de comportamento. Como salientou o antropólogo Roberto DaMatta, “se a discussão da onda de criminalidade que vivemos se reduzir à burrice de um cabo de guerra entre os bons, que reduzem tudo à educação e ao ‘social’, e os maus, que enxergam a partir do mundo real, o mundo da dor e dos menores e maiores assassinos, e sabem que todo ato criminoso é também um caso de polícia, então estaremos fazendo como as aranhas do velho Machado de Assis, querendo acabar com a fraude eleitoral mudando a forma das urnas”. O que eu critico não é a denúncia da violência, mas o culto ao noticiário violento em detrimento de uma análise mais séria e profunda.

Precisamos, ademais, valorizar editorialmente inúmeras iniciativas que tentam construir avenidas ou ruelas de paz nas cidades sem alma. A bandeira a meio-pau sinalizando a violência não pode ocultar o esforço de entidades, universidades e pessoas isoladas que, diariamente, se empenham na recuperação de valores fundamentais: o humanismo, o respeito à vida, a solidariedade. São pautas magníficas. Embriões de grandes reportagens.

Denunciar o avanço da violência e a falência do Estado no seu combate é um dever ético. Não é, todavia, menos ético iluminar a cena de ações construtivas, frequentemente desconhecidas do grande público, que, sem alarde ou pirotecnias do marketing, colaboram, e muito, na construção da cidadania. É fácil fazer jornalismo de boletim de ocorrência. Não é tão fácil contar histórias reais, com rosto humano, que mostram o lado bom da vida.

A juventude, por exemplo, ao contrário do que fica pairando em algumas reportagens, não está tão à deriva. A delinquência está longe de representar a maioria esmagadora da população estudantil. A juventude real, perfilada em várias pesquisas e na eloquência dos fatos, está identificando valores como amizade, família, trabalho. Existe uma demanda reprimida de normalidade.

Superadas as fases do fundamentalismo ideológico, marca registrada dos anos 60 e 70, e o oba-oba produzido pela liberação dos anos 80 e 90, estamos entrando num período mais realista e consistente. A juventude batalhadora sabe que não se levanta um país na base do quebra-galho e do jogo de cintura. O futuro depende de esforços pessoais que se somam e começam a mudar pequenas coisas. É preciso fazer o que é correto, e não o que pega bem. Mudar os rumos exige, acima de tudo, a coragem de assumir mudanças pessoais.

A nova tendência tem raízes profundas. Os filhos da permissividade e do jeitinho sentem intensa necessidade de consistência profissional e de âncoras éticas. O Brasil do corporativismo, da impunidade do dinheiro e da força do sobrenome vai, aos poucos, abrindo espaço para a cultura do trabalho, da competência e do talento. O auê vai sendo substituído pela transpiração e o cartório vai sendo superado pela realidade do mercado. A juventude real, não a de proveta, imaginada por certa indústria cultural, manifesta crescente desejo de firmeza moral. Não quer a covarde concessão da velhice assanhada. Espera, sim, a palavra que orienta.

A violência está aí. E é brutal. Mas também é preciso dar o outro lado: o lado do bem. Não devemos ocultar as trevas. Mas temos o dever de mostrar as luzes que brilham no fim do túnel. A boa notícia também é informação. E, além disso, é uma resposta ética e editorial aos que pretendem fazer do jornalismo um refém da cultura da violência.

* Carlos Alberto Di Franco – Doutor em Comunicação, Professor de Ética, é Diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais

São Paulo, capital do arrastão

Como uma onda de assaltos coletivos faz a população da maior cidade do País mudar de hábitos e buscar a segurança privada.

Ser surpreendido por assaltantes em seu próprio apartamento ou durante um jantar em um restaurante é uma desagradável experiência da qual os paulistanos têm cada vez mais medo. Os arrastões estão se tornando comuns na cidade de São Paulo. Neste ano, foram registrados 13 crimes desse tipo em condomínios, o mesmo número de ocorrências de todo o ano passado. Entre janeiro e maio, 12 restaurantes de bairros de classe média alta da maior cidade do País sofreram arrastão. Em 2011, houve 23 casos. O episódio mais recente aconteceu na pizzaria Brás, no bairro de Higienópolis, localizada a menos de 100 metros de uma base da Polícia Militar. Trinta clientes foram roubados por quatro homens que levaram relógios, celulares, joias e um valor superior a R$ 3 mil, no domingo 27 à noite. A ação não durou mais do que dez minutos.

Com os frágeis sistemas de segurança desses locais e a ineficiência da repressão policial, a população sente-se acuada e muda seus padrões de comportamento para se preservar. Três vítimas do assalto à pizzaria Brás, por exemplo, lamentaram o ocorrido e disseram que o prejuízo só não foi maior porque já tomavam medidas de precaução antes. Um evita sair com relógio, outro deixa o iPhone em casa e o terceiro só leva um cartão do banco na carteira. Em vários bairros da cidade os cidadãos estão em alerta. “Nós vivemos com medo, as idas a restaurantes da região diminuíram bastante”, declara o presidente da Sociedade Amigos do Morumbi e Vila Suzana, Jorge Eduardo de Souza, que mora em um prédio onde também já aconteceu um arrastão.

Nos condomínios, as decisões para aumentar a segurança têm de ser conjuntas. Souza tenta convencer os vizinhos a adotar medidas adicionais de proteção, a exemplo do que aconteceu na rua do Símbolo, também na região do Morumbi. Os 660 moradores decidiram contratar no fim do ano passado uma empresa de segurança privada para fazer ronda diária no local. “Aconteciam assaltos todos os dias na rua e já houve até tiroteio. Fatalmente iria acontecer um arrastão por aqui.

Resolvemos prevenir”, diz a publicitária Valéria Inati. Segundo especialistas, existem dois tipos de criminosos que fazem arrastão. As quadrilhas que atacam condomínios e as que atacam restaurantes têm perfis diferentes. As primeiras agem em número maior e são mais bem armadas. São mais preparadas, estudam melhor o crime antes de cometê-lo. As segundas são menores, nem sempre bem armadas, porém mais perigosas. Precisam ser rápidas e, em geral, contam com a presença de menores de idade.

As empresas que atuam no setor têm detectado uma demanda maior por informações dos condomínios e dos comerciantes. “Nos últimos anos houve um aumento substancial de consultas sobre medidas de segurança por parte de síndicos de prédios. Já os donos de estabelecimentos comerciais nos procuram para saber sobre equipamentos, como câmeras”, afirma João Palhuca, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada de São Paulo. São medidas válidas, afinal essas iniciativas podem amenizar o problema, mas sem uma ação efetiva da polícia não há como solucioná-lo. Para tanto, é preciso investir em investigação. De acordo com Guaracy Mingard, professor de direito da Fundação Getulio Vargas (FGV) e ex-subsecretário nacional de Segurança Pública, a Polícia Civil paulistana tornou-se máquina de fazer boletim de ocorrência. “Quase nada é apurado, só 5% dos roubos, em geral, viram inquéritos”, afirma. “Para reprimir os arrastões é preciso boa investigação criminal e prisão dos responsáveis. Assim, os outros ficam com medo porque sabem o risco do crime.”

Até o ano passado, os maiores alvos das quadrilhas eram edifícios com supersensores de movimento, câmeras de alta qualidade, segurança reforçada. “Os criminosos eram altamente qualificados, e nós demorávamos meses para prendê-los, pois não deixavam rastros”, diz o delegado Mauro Fachini, responsável pelas investigações de roubos desse tipo em São Paulo. “Atualmente, eles são mais amadores e buscam condomínios com segurança menos reforçada.” Há duas semanas, o prédio do personal trainer Cristiano Maffra, 34 anos, ficou sob o jugo de 16 bandidos durante quatro horas. No edifício, no bairro da Aclimação, o síndico foi agredido e os 11 apartamentos saqueados. “Acho que eles nunca escolhem o lugar para roubar ao acaso. Sempre tem alguém de dentro do prédio que passa alguma informação”, afirma o personal trainer. Experiência semelhante viveu a arquiteta C., de 43 anos, em fevereiro. Bandidos passaram a noite em seu prédio, em Higienópolis, e o apartamento dela serviu de cativeiro para 25 moradores. “Os assaltantes tinham informações privilegiadas de pelo menos duas pessoas, faziam perguntas diretas sobre eles e sobre seus bens”, conta ela, que precisou de terapia para superar o trauma. É preciso uma ação efetiva da polícia para que a população não seja refém em sua própria cidade.

Revista Istoé/SP

Violência já atingiu 38% dos brasileiros, revela pesquisa do DataSenado

Número de pessoas que afirmaram ter sido alcançadas pela violência é maior que o das estatísticas oficiais porque nem todos os casos são registrados.
Agência Senado

BRASÍLIA - Pesquisa nacional sobre a segurança pública no Brasil, realizada em março pelo DataSenado, revela que 38% dos entrevistados já foram vítimas de algum tipo de violência ou crime. O levantamento reflete a insegurança vivida pela população no dia a dia e também mostra o incômodo com a impunidade.

Segundo o DataSenado, ligado à Secretaria de Pesquisa e Opinião (Sepop), o número de pessoas que afirmaram ter sido alcançadas pela violência é maior que o das estatísticas oficiais porque nem todos os casos são registrados. Das pessoas que se disseram vítimas de crime ou ato violento, 32% afirmaram não ter procurado uma delegacia para fazer o boletim de ocorrência.

Em 38% dos casos, o ­principal motivo para não fazer o registro foi a descrença de que a polícia resolveria o problema. O medo do agressor e a falta de provas motivaram, respectivamente, 13% e 12% a não registrar boletim de ocorrência.

Combate à violência
Na opinião dos entrevistados, o enfrentamento da criminalidade deve passar pela redução das desigualdades ­sociais, melhorando a educação (39%) e diminuindo a pobreza (12%). Também se destacou a necessidade de aumentar o rigor das penas (23%), de investir na polícia (12%) e de combater a ­impunidade (11%).

A pesquisa indicou ainda que 58% concordam com a proibição do porte de armas para os cidadãos. Para o DataSenado, o número revela uma mudança na opinião pública sobre o tema. Isso porque, no referendo nacional sobre comercialização de armas de fogo, realizado em 2005, 63,94% dos brasileiros em idade de votar optaram por permitir o comércio de armas de fogo no país.

Conflito armado
Ao longo dos últimos 30 anos, o Brasil registrou mais de 1 milhão de homicídios. Da década de 1980 até o final de 2010, foram mais de 35 mil homicídios por ano — média superior à de diversos conflitos armados.

A guerra civil de Angola, por exemplo, atingiu média anual de 20 mil mortos. O conflito no Iraque, entre 2004 e 2007, matou 19 mil pessoas por ano. Nos dois ­casos, os números perdem para a violência urbana no Brasil.

A pesquisa ouviu, por telefone, 1.242 pessoas com mais de 16 anos, em 119 municípios de todo o país, entre os dias 19 e 28 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Polícia de SP vai usar teste rápido para identificação de drogas

As centrais de flagrante da Polícia Civil começarão a fazer testes rápidos para identificação de drogas em São Paulo. Antes, os exames eram feitos apenas no Instituto de Criminalística, no Butantã (zona oeste), e demorava em torno de seis horas.

O novo sistema de constatação de drogas começa a ser distribuído nesta terça-feira e a estimativa da SSP (Secretaria da Segurança Pública) é de que até o dia 10 de maio as nove centrais de flagrantes da capital e 27 centrais de polícia judiciária terão recebido os kits para aplicar os testes.

Com o novo teste, os policiais poderão verificar materiais apreendidos apenas misturando-os em 10 ml de água destilada e colocando uma tira teste. Em cinco minutos será possível constatar se a substância é entorpecente ou não. Com isso, a secretaria estima que o registro de boletim de ocorrência fique cinco vezes mais rápido.

A cada dia, a Polícia Civil registra, em média, 23 flagrantes de tráfico de drogas, além de dezenas de flagrantes de porte de entorpecentes. Durante os primeiros dias da implantação do novo teste, peritos do IC ficarão à disposição na central para tirar dúvidas.

Folha.com

SP ganha 144 novas bases comunitárias móveis

Segundo Geraldo Alckmin, governo deve entregar outras 50 em abril.
Cerimônia de entrega aconteceu no Vale do Anhangabaú.

Do G1 SP

O estado de São Paulo recebeu 144 novas bases comunitárias móveis da Polícia Militar nesta segunda-feira (26). A entrega foi feita em uma cerimônia no Vale do Anhangabaú, no Centro da capital paulista.

Segundo o governador Geraldo Alckmin, 56 bases já foram entregues no final de 2011 e outras 50 deverão ficar prontas no dia 30 de abril. A quantidade de bases comunitárias do estado deve praticamente dobrar quando todas forem entregues, de acordo com o governador.

No final de 2011, São Paulo possuía 265 bases comunitárias. “Passaremos para 515 bases. Elas têm computação, fazem boletim de ocorrência e têm mobilidade. A base comunitária fixa protege o entorno, mas às vezes, do outro lado do bairro, tem problema. A base comunitária móvel tem muita eficácia porque ela tem mobilidade”, comentou Alckmin.

Distribuição
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a PM distribuiu as bases de acordo com os índices de criminalidade de cada local. Das 200 bases já entregues até esta segunda-feira, 62 ficarão na capital paulista, 44 seguem para outros municípios da região metropolitana e 92 serão enviadas para o interior. Das duas restantes, uma ficará na Academia de Polícia Militar do Barro Branco e outra na Escola Superior de Soldados.

O custo total das 250 bases que deverão ser entregues até abril foi de R$ 29,6 milhões, sendo que o preço unitário é de R$ 118 mil. Os veículos são equipados com radiocomunicação digital.

Nas bases, as pessoas podem registrar as mesmas ocorrências disponíveis na Delegacia Eletrônica: acidentes de trânsito sem vítimas, furtos de veículos, desaparecimento e encontro de pessoas, furto ou perda de documento, celulares e placas de veículos.

São Paulo registra três arrastões em bairros nobres em intervalo de 2 dias

No Itaim Bibi, zona sul, um restaurante e um edifício residencial foram invadidos. Nos Jardins, na zona oeste, o alvo foi uma lanchonete

São Paulo, 24 – Três arrastões foram registrados na cidade de São Paulo entre a tarde desta quarta-feira e a madrugada desta sexta-feira. Todos foram cometidos em bairros nobres. Os alvos foram um restaurante e um edifício residencial no Itaim Bibi e uma lanchonete nos Jardins.

Itaim Bibi – Uma quadrilha formada por pelo menos cinco bandidos rendeu, às 21h30 de quarta-feira, uma mulher que saía a pé do edifício Imperial Tower, na Rua Jerônimo da Veiga. Na sequência, o porteiro foi abordado pelo bando, que aproveitou o portão aberto.

Três apartamentos, do primeiro, terceiro e sexto andares, foram invadidos. Joias, dinheiro, celulares e outros objetos de valor foram roubados pela quadrilha, que ficaram cerca de 10 minutos no prédio. O cofre de um dos apartamentos foi roubado. Os assaltantes fugiram levando o Hyundai Azeera de um morador. O veículo foi abandonado pela quadrilha na Rua Doutor Luiz Barreto, na Bela Vista, região central da cidade.

O prédio tem circuito interno de segurança e a ação foi filmada. O caso foi registrado no 14º Distrito Policial, de Pinheiros, mas o delegado não quis conversar com a imprensa ou mostrar o boletim de ocorrência.

Em outra ação, por volta da 0h30 desta sexta-feira, quatro bandidos assaltaram três clientes que estavam dentro do restaurante Butcher’s, na esquina da Rua Bandeira Paulista com a Avenida Nove de Julho.

Armados com duas pistolas, os criminosos renderam as três vítimas e levaram dinheiro e dois relógios – um Rolex e um Bulgari. O quarteto fugiu em um Corolla preto, mesmo veículo no qual o grupo chegou. Até as 4h30 desta madrugada, nenhuma das vítimas havia comparecido no 14º Distrito Policial, de Pinheiros, para registrar o boletim de ocorrência.

Jardins - Seis homens armados fizeram um arrastão por volta de 15h desta quarta-feira, 22, na Lanchonete da Cidade, localizada na Alameda Tietê, nos Jardins, em São Paulo. A ação durou cerca de três minutos e ninguém ficou ferido.

Pelo menos 15 pessoas estavam no local. Os criminosos levaram dinheiro e pertences dos clientes. Aparelhos celulares dos funcionários do estabelecimento também foram roubados.

Um boletim de ocorrência foi registrado no 78° Distrito Policial, nos Jardins.

Pedro da Rocha, Ricardo Valota e Priscila Trindade – estadão.com.br

Vítimas de malas furtadas têm 7 dias para notificar companhias aéreas

Segundo Procon-SP, empresas devem pagar indenizações.
Nesta segunda, suspeitos de furtar bagagens foram detidos em Cumbica.

Passageiros que tiveram suas malas furtadas têm até sete dias para notificar as as companhias aéreas do ocorrido, segundo informações do Procon-SP. A orientação da fundação é que as pessoas procurem imediatamente um funcionário da empresa aérea para registrar o furto, já que as companhias ficam responsáveis pelas bagagens após o check-in e devem indenizar os passageiros no caso de extravios ou de danos aos itens levados nas malas.

Na manhã desta segunda-feira (6), uma operação da Polícia Civil prendeu integrantes de um grupo suspeito de furtar bagagens de passageiros no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na região metropolitana. Quatro funcionários de empresas aéreas, um ex-funcionário e outra pessoa foram detidos por volta das 6h em imóveis em Guarulhos, São Paulo e Poá, também na Grande São Paulo. Diversas bagagens furtadas foram apreendidas.

Ainda segundo o Procon, após o registro do furto, as empresas tem até 30 dias para ressarcir as pessoas prejudicadas. Para garantir a segurança e facilitar o processo, a fundação recomenda que os passageiros preencham antes do voo uma declaração dos itens que fazem parte da bagagem, com discriminação de valores. Cópias do documento ficam tanto com a empresa, quanto com o passageiro.

Além do registro nas companhias aéreas, é importante também que as vítimas de furto procurem a polícia e registrem um boletim de ocorrência sobre o crime. Quem não fez uma declaração de valores deve entrar em acordo com as empresas para estipular um valor de indenização.

Quadrilha de funcionários
De acordo com o delegado Ricardo Domingues, uma parte da quadrilha presa em Cumbica separava bagagens de voos internacionais e as colocavam nos voos domésticos. Após contato telefônico, outra parte do grupo entrava no desembarque doméstico e pegava as malas separadas. Após os furtos, as pessoas vendiam parte dos itens encontrados nas bagagens e ficavam com outros.

De acordo com Domingues, a polícia vai tentar identificar e entrar em contato com os donos das bagagens que foram resgatadas com os detidos.

G1 SP

Câmeras mostram furto de bolsa em restaurante na Zona Sul de SP

Caso aconteceu em estabelecimento de Moema.
Duas mulheres agiram em menos de dez segundos.

Câmeras de segurança de um restaurante em Moema, na Zona Sul de São Paulo, registraram a ação de duas mulheres que furtaram a bolsa de uma cliente em oito segundos. A mulher havia deixado a bolsa pendurada na cadeira.

A vítima almoçava com o filho de 7 anos. Após deixar a bolsa pendurada, duas mulheres entram pela porta, falando ao celular. Uma delas se aproxima da cadeira e pega a bolsa. Em seguida, elas saem do restaurante. A ação durou menos de 10 segundos, e a rapidez surpreendeu a vítima.

“Eu senti que tinha uma movimentação atrás de mim, mas não de levar alguma coisa. Eles sabem a hora certa, sabem como fazer. Porque entra bastante gente, uma fica no celular, a outra distrai”, afirmou a mulher, que não quis ser identificada.

A vítima chamou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. Segundo ela, dentro da bolsa estavam cartões de crédito, dinheiro, documentos e um telefone celular. Nada foi recuperado.

Até este caso, a preocupação do dono do restaurante com a segurança era maior no período noturno, quando os seguranças ficavam a postos, dentro do estabelecimento, para evitar ações de criminosos. Depois deste incidente, a ideia agora é reforçar a segurança na hora do almoço. Ele disse que esse foi o primeiro furto registrado no restaurante.

“São bem vestidos, eles vêm de terno, são pessoas que tem uma boa aparência. Então, fica difícil, realmente, o proprietário do estabelecimento identificar uma situação dessa”, afirmou ele, que também não quis ter seu rosto divulgado.

Fonte: G1