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SP triplica número de policiais nas estradas durante o Carnaval

Objetivo é evitar acidentes. No último carnaval, houve aumento de 37% no número de mortos nas rodovias do Estado. Agência Estado


Após registrar aumento de 37% no número de mortos em acidentes no último carnaval, o governo do Estado vai triplicar o número de policiais nas principais rodovias de São Paulo neste ano. Durante o Carnaval, os 22 mil km de rodovias estaduais serão fiscalizados por cerca de 3.800 agentes da Polícia Rodoviária Estadual e do GPRAe (Grupamento de Radiopatrulha Aérea) — ante 1.300 em 2014. Os policiais terão o auxílio de binóculos, câmeras e sistemas de monitoramento para coibir as infrações de trânsito.

A operação especial começa nesta sexta-feira (13), a partir das 18h, e vai até o meio-dia da quarta-feira de cinzas. Até policiais militares que estariam de folga ou do serviço administrativo serão deslocados para fazer fiscalização nas estradas que vai contar, ainda, com motocicletas e helicóptero, além das viaturas. Também serão empregados, ao todo, 125 radares móveis e 93 fixos.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) falou na manhã desta quinta-feira (12) sobre a operação.

— Acidente está ligado com alta velocidade, cansaço e álcool. Tomando todos esses cuidados, nós vamos, se Deus quiser, ter um Carnaval com menos acidentes, preservando a segurança da população.

De acordo com o governador, as operações realizadas no último réveillon reduziram em 21,6% o número de mortes em comparação ao mesmo período em 2014.

— Todo esforço é para reduzir ainda mais.

Mortes

O Carnaval do ano passado foi o mais violento desde 2010, quando 41 pessoas foram vítimas de acidentes fatais. No total, 37 pessoas morreram no feriadão de 2014, contra 27 ocorrências no ano anterior. O resultado negativo aconteceu depois de uma redução de 69% no número de blitze da lei seca feitas pela Polícia Militar. Neste ano, a fiscalização deve ser intensificada e os policiais vão contar com 349 bafômetros.

O secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, afirmou que a ingestão de bebida alcoólica é a principal causa das mortes por acidente de trânsito, principalmente nas estradas. Para ele, no entanto, o atual panorama indica que o consumo de álcool antes de assumir o volante vem diminuindo.

— No ano passado, aumentou em 89% o número de motoristas que aceitaram realizar o teste de bafômetro imediatamente, sem precisar ir para a delegacia. Significa que menos motoristas estão bebendo para dirigir.

Ainda de acordo com o secretário, a região do Sambódromo, na zona norte, vai receber fiscalização intensificada, mas as “grandes blitze” da Polícia Militar só deverão ser feitas “extraordinariamente”. O motivo, segundo Alexandre de Moraes afirma, é que aplicativos de trânsito, como o Waze, faz com que os motoristas evitem a fiscalização.

— Nós temos que agir com inteligência contra o mau uso da tecnologia.

Rio-Santos

Uma das novidades anunciadas pelo governador Geraldo Alckmin para o Carnaval deste ano foi a liberação da pista dupla da rodovia Rio-Santos, no trecho entre as praias de Toque-Toque Grande e Toque-Toque Pequeno, em São Sebastião, no litoral norte. O trecho estava interditado desde dezembro, quando as fortes chuvas danificaram a pista.

Roubos sobem 20,5% em todo ano de 2014 em SP; homicídios caem 3,3%

FELIPE SOUZA

FERNANDA PEREIRA NEVES

DE SÃO PAULO

Os casos de roubo tiveram um aumento de 20,5% no Estado de São Paulo em todo ano de 2014 em comparação com o ano anterior. Os dados divulgados nesta sexta-feira (23) pela Secretaria de Segurança Pública apontam aumento ainda maior desse tipo de crime na capital paulista.

No acumulado do Estado, a pasta registrou 309.948 casos de roubo, contra 257.067 que tinham sido registrados no ano de 2013. Já na cidade de São Paulo, os roubos chegaram a 160.103 neste ano, número 26,5% maior do que os 126.536 registrados no ano anterior.

Os homicídios, porém, tiveram uma pequena queda tanto no Estado quando na capital paulista. No Estado, o número foi de 4.294, o que corresponde a uma queda de 3,37% em relação aos 4.444 de 2013. Já na cidade de São Paulo, foram 1.132 homicídios, ou seja uma redução de 3,7% na comparação com os 1.176 do ano anterior.

Os registros de estupros dispararam na capital paulista. Em 2013, foram 2.295 casos contra 2.903 no mesmo período do ano passado, um aumento de 26,5%. A alta desse tipo de crime foi de 20,2% em todo o Estado. Foram 10.029 registros de estupro em 2013 e 12.057 ocorrências em 2014.

O número de ocorrências de furto na capital paulista cresceu 5,1% em 2014 em relação ao ano anterior. De acordo com os dados da pasta, foram 201.305 registros desse tipo de crime no ano passado contra 190.356.

Em todo o Estado, foram registrados 542.888 furtos em 2014, um número 5,1% maior que as 516.189 ocorrências desse tipo feitas em 2013.

Fonte: Folha de São Paulo

Uma pessoa é assassinada a cada 10 minutos no Brasil, aponta estudo

Fonte: G1

Uma pessoa é assassinada a cada dez minutos no Brasil, segundo levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados de 2013 foram divulgados nesta terça-feira (11) durante evento em São Paulo que marca a divulgação da 8ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

No total, 50.806 pessoas foram vítimas de homicídios dolosos no Brasil no ano passado. Isso corresponde a 5,8 pessoas assassinadas a cada hora.

O índice ficou em 25,2 vítimas a cada grupo de 100 mil pessoas. Em comparação com 2012, quando a taxa de homicídios era de 25,9, houve redução de 2,6%. Mas, de acordo com o levantamento, houve aumento do número de vítimas. Em 2012, eram 50.241.

A diretora executiva do fórum, Samira Bueno, afirma os números apontam uma estabilização nos números de homicídios no país. “É a primeira vez que mostramos estabilização de homicídios no país. Isso tem de ser comemorado”, declarou.

Números nos estados
Em 2013, a Bahia foi o estado com maior número de mortos: 5.440 (taxa de 36,1 a cada grupo de 100 mil pessoas). Alagoas registrou a pior taxa do país no período: 64,7 vítimas a cada 100 mil pessoas. Rio Grande do Norte teve o maior crescimento na taxa de vítimas por 100 mil pessoas: 93,2% em 2013 ante 2012, com taxa saltando de 11,4 para 22,1 assassinatos a cada 100 mil habitantes.

O Paraná foi o estado em que o total de vítimas mais caiu. Em 2012, foram 3.135 mortos e, em 2013, 2.572 – redução de 17,9%. E São Paulo se manteve como o estado com a menor taxa de vítimas a cada grupo de 100 mil pessoas: 10,8. Em números absolutos, reduziu o total de vítimas de homicídio doloso de 5.209 em 2012 para 4.739 em 2013 – melhora de 9,2%.

Para Renato Sergio de Lima, vice-presidente do Fórum, o Brasil tem experiências que permitiriam a redução no número de homicídios. “É possível reduzir, sim, com os esforços e dinheiro disponível. Isso inclui Ministério Público, Justiça e sistema prisional. Não é só polícia. Nossas forças policiais, Ministério Público e Judiciário estão batendo cabeça.”

Lima destaca que a violência é também um problema econômico. “Violência não é só um problema social que mata uma pessoa a cada dez minutos, é um problema econômico. Essa é uma mensagem que tem que ser dada ao Congresso para que a próxima legislatura não reproduza o que foi feita nesta legislatura”, disse.

O fórum indica que é possível reduzir as taxas de homicídio em 65,5% até 2030, o que implicaria numa melhora de 5,7% ao ano. A projeção se baseia “na análise de comportamento de diminuição de homicídios no estado de São Paulo, a partir da década de 1990, em um trabalho desenvolvido a pedido do Instituto Lafer, e nas experiências de Pernambuco, Rio de Janeiro e Minas Gerais”, informa o texto. Em resumo, seria necessário focar esforços de forma integrada: aproximação da população, uso intensivo de informações e aperfeiçoamento da inteligência e investigação, segundo o fórum.

Estupros
O Brasil registrou em 2013, 50.320 casos de estupro, 96 a mais do que o registrado em 2012. PAra o fórum, isso significa uma estabilização. Apesar disso, o órgão “estima, contudo, que o país tenha convivido com cerca de 143 mil estupros no transcorrer de 2013″.

A projeção se baseia no fato de haver subnotificações de estupro no país. De acordo com o fórum, a National Crime Victimization Survey (NCVS) informa que somente 35% das vítimas prestam queixas. Por isso, o fórum estima que a cada hora 16 estupros ocorreram no Brasil em 2013.

Analisando somente os boletins de ocorrência, ocorreu um estupro a cada dez minutos. São Paulo responde por 1/4 (23,96%) dos estupros no país no ano passado: 12.057. Mas o número representa redução de 6,43% em relação ao mesmo período de 2012, quando foram registrados 12.886 estupros.

Rio Grande do Norte foi o estado com maior redução desse tipo de crime no país – 28,27% (caiu de 329 casos para 236). Já o Amazonas foi o estado que registrou maior aumento no número de estupros: subiu de 1.031 casos para 1.433.

Detentos
O número de presos no sistema penitenciário no Brasil cresceu 5,37% entre 2012 e 2013, “sobrecarregando ainda mais o já superlotado sistema penitenciário brasileiro”. Em São Paulo, o número saltou de 184,4 mil, no fim de 2012, para 202,7 mil em 2013.

No mesmo período, o total de vagas nos presídios aumentou em ritmo inferior, saindo de 102,1mil para 105,3 mil – crescimento de 3,13%. O déficit de vagas nos presídios brasileiros cresceu 9,77% entre 2012 e 2013. Faltam 220 mil vagas no sistema prisional brasileiro. Em números absolutos, a pior situação é de São Paulo onde o déficit é de 97,3 mil vagas.

A diretora executiva do fórum destacou que a maior parte dos presos estão detidos por causa de crimes patrimoniais. “A minoria está presa por crimes contra a vida”, observou. Ela ainda ressalta que o número de jovens envolvidos em crimes contra a vida é baixo. “Um percentual pequeno de jovens estiveram envolvidos em crimes contra a vida. Isso é importante quando queremos discutir redução da maioridade penal”, observou.

Custos x mortes
Os custos com a violência no Brasil chegaram a R$ 258 bilhões no ano passado – quase 6% do PIB, que é a soma de todas as riquezas que o país produz em um ano.

O anuário mostra que, em 2013, 2.212 pessoas foram mortas pela polícia em todo o país. Foram seis mortes por dia em confrontos. A comparação com a polícia dos Estados Unidos mostra uma explosão no número de casos. Nos últimos cinco anos, as polícias brasileiras mataram 11.197 pessoas, enquanto a dos EUA levou 30 anos para atingir quase o mesmo número de mortes: 11.090.

Policiais também foram vítimas. Em 2013, 490 foram mortos no país – 75% estavam fora de serviço. 11% dos homicídios do mundo aconteceram no Brasil. A violência tem um custo alto para toda a sociedade.

Para os especialistas, a violência só vai cair se houver integração dos poderes.

Descrença
Um estudo feito em oito estados pela Fundação Getúlio Vargas, também divulgado no anuário, mostrou que 57% dos entrevistados acreditam ser possível desobedecer as leis. Pior: 81% dizem que é sempre possível “dar um jeitinho” para não cumprir as leis.

A análise dos especialistas é de que esses dados são fortes sinais de que a população convive com a sensação de impunidade. E quanto maior a renda, maior a sensação de impunidade: é em Brasília que está a maior parte das pessoas que acham que é possível “dar um jeitinho”.

Cartazes na orla da praia de Santos alertam sobre assaltos

Fonte: A Tribuna

Um alerta chamou a atenção de quem passeava pela orla da praia de Santos neste fim de semana. Um cartaz colado em bancos e numa lixeira, nas proximidades da Estátua do Surfista, na Pompeia, pedia para que as pessoas tivessem cuidado, pois o entorno seria uma “zona de assalto”.

A autoria do panfleto é desconhecida, mas esta não é a primeira vez que um aviso é colocado no local. Em maio, um outro cartaz, no José Menino, alertava os ciclistas que nas proximidades do Emissário Submarino existiam ladrões. O comunicado, assinado “todos os ciclistas da Baixada Santista”, orientava as pessoas para que informassem sobre atitudes suspeitas à central de ocorrências da PM, pelo 190.

A secretária Maria Cristina Souza Pinto foi vítima de bandidos no local. Há pouco mais de um mês, ela e uma amiga voltavam da praia, no início da tarde, quando foram abordadas por um ciclista.

“Ele estava armado e levou nosso celular, carteira, corrente e aliança. A gente fica a mercê desses bandidos e se sente indefesa, sem proteção nenhuma para aproveitar a nossa Cidade”, lamenta ela.

A opinião é compartilhada pela arquiteta Andressa Gama, que passou por uma situação semelhante há três anos, no mesmo local onde hoje aparecem os cartazes. “Fui abordada por um homem que se dizia pedinte. Como disse que não tinha dinheiro, ele passou a insistir e mostrou uma faca. Foi desesperador”, conta ela, que passou a evitar passear pela orla. “Agora, só passo por lá se estiver de carro”.

Outro lado

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança, Santos tem 360 câmeras de monitoramento “que auxiliam na prevenção e combate ao crime, dando apoio ao trabalho realizado pela Polícia Militar”. Elas estão distribuídas por vários pontos da Cidade, incluindo a orla.

Até o final do primeiro semestre de 2015, a Prefeitura pretende ter em funcionamento 522 câmeras no município. A Polícia Militar foi procurada por A Tribuna para se manifestar sobre a questão da segurança e das ações de prevenção feitas na área apontada, mas a Assessoria de Imprensa do órgão informou que por se tratar de fim de semana, quando a parte administrativa das unidades permanecem fechadas, não seria possível enviar uma posição sobre os assaltos na orla santista.

As Organizações Criminosas dos “Poderosos” e o ciclo criminal-legal

Fonte: Estadão

As Organizações Criminosas dos “Poderosos” e o ciclo criminal-legal

São inúmeras as organizações criminosas que existem atualmente. Cada uma assume características próprias e peculiares, amoldadas às próprias necessidades e facilidades que encontram no âmbito territorial em que atuam. Condições políticas, policiais, territoriais, econômicas e sociais influem decisivamente para o delineamento destas características, com saliência para umas ou outras, sempre na conformidade das atuações que possam tornar mais viável a operacionalização dos crimes planejados e com o objetivo de obter maiores fontes de renda.

Há, entretanto, algumas características que podem ser destacadas como básicas que, embora não necessariamente presentes em todos os modelos, servem bem ao objetivo de busca da sua distinção. Organização criminosa pode ser
concebida como um organismo ou empresa, cujo objetivo seja a prática de infrações penais de qualquer natureza (no Brasil, os crimes com pena máxima igual ou superior a 4 anos, ou de caráter transnacional). Sua existência sempre se
justifica ‘por quê’ e ‘enquanto’ estiver voltada para a prática de atividades ilegais.

Apesar da constatação de alguns de seus elementos essenciais que se verificam na grande maioria das organizações criminosas, é preciso destacar que elas evoluem em velocidade muito maior do que a capacidade da Justiça de percebê-las, analisá-las e principalmente combatê-las. Assim como a vacina sempre persegue a doença, os meios de combate à criminalidade organizada sempre correm atrás dos estragos causados pela sua atividade. Amanhã e depois
seguramente surgirão formas novas, que, pela verificação de atividades organizadas para a prática de crimes, também poderão ser consideradas organizações criminosas.

Atualmente são conhecidas 4 formas básicas de Organizações criminosas: Tradicional: (ou Clássicas) Das quais o exemplo mais clássico são as Organizações de tipo mafioso, as Máfias. Rede: Cuja principal característica é a
globalização, formando-se através de um grupo de experts sem base, vínculos ou ritos; que agem por pequeno período de tempo. Empresarial: Formado no âmbito de Empresas lícitas (licitamente constituídas). Praticam crimes de Cartéis, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal etc. E Endógena: Espécie de organização criminosa que age dentro do próprio Estado, em todos as suas esferas – Federal, Estaduais e Municipais. Seus agentes são funcionários públicos que exercem parcela de poder do Estado, especialmente políticos. Favoritismo e clientelismo são características evidentes. É forma de organização criminosa denominada, de “Criminalidade dos Poderosos”.2

Da atuação com caracteristica permanente destas organizações criminosas, as Endógenas, decorre o ciclo “criminal-legal”, com a subdivisão do dinheiro, produto dos crimes retirados, em maior percentual, do próprio Estado: Dinheiro criminoso acaba sendo aplicado tanto para incrementar as atividades ilícitas, como também em negócios já considerados “lícitos”, assim entendidas aquelas Empresas legalmente constituídas, muitas, porém, com o dinheiro sujo.

Depois, com a criação e/ou incremento de empresas, através do poder advindo da formação de elevado capital, das facilidades que dele decorrem, e do exercício do poder, passa-se ao âmbito da atuação de “pressão política”, muitas  vezes a partir da disseminação de falsas ideologias, através das quais os grupos ou organizações criminosas se infiltram e se mantém no sistema político do País, conseguindo (re)eleger seus representantes para cargos dos Poderes Executivo e Legislativo; corrompendo, ameaçando e extorquindo outros políticos.

Finalmente, para degradação da sociedade, estes políticos, para se favorecerem, aprovam leis que amenizam, de qualquer forma, as atividades criminosas contra o Estado e também as primárias, seja permitindo-as, descriminalizando-a ou atenuando-as. Criam leis sem, ou com pouca punição, portanto ineficazes, e os criminosos não as respeitam. Diminuem, enfim, o poder investigativo e de atuação de órgãos estatais independentes de repressão. Este ciclo gera na sociedade, em última análise, a alteração de consciência dos conceitos de “gravidade” de condutas, tornando, indiretamente, esta sociedade mais tolerante, sob uma então justificativa “democrática”, já que as novas leis são consequências de todo um processo legislativo provocado por representantes do povo – os políticos. A conclusão é que, condutas que eram “graves”, e portanto criminosas, passam a ser mais toleradas ou menos punidas. O dinheiro roubado dos cofres públicos, que deveria servir a sociedade, acaba faltando, porque serve àqueles que dele se apropriaram. A criminalidade de rua aumenta e a sociedade perece.

Permitir esta atividade do ciclo “criminal-legal”, significa, então, em última análise, financiar disputas eleitorais e eleger políticos que representam os interesses próprios, tal como faz a Máfia, podendo contaminar toda a vida
democrática do País.

17ª Exposec movimenta R$ 2 Bi em negócios e recebe mais de 35 mil visitantes

Com forte expansão e ganhando cada vez mais presença e utilidade no dia-a-dia da sociedade, o mercado de segurança eletrônica fechou o ano de 2013 com um crescimento de 10%, registrando um faturamento de aproximadamente R$ 4,6 bilhões, segundo estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – ABESE.

Para se ter uma ideia da dimensão deste mercado,  setor conta atualmente com 18 mil empresas atuantes, sendo responsável por gerar cerca de 200 mil empregos diretos e mais de 1,7 milhão indiretos.

Inserida neste cenário, a 17ª Feira Internacional de Segurança (Exposec) encerrou sua 17ª edição quinta-feira (15/05) na capital paulista.Tecnologia e segurança formam uma dupla que deu certo. No Brasil, câmeras, alarmes e sistemas de controle de acesso estão entre os itens de vigilância mais procurados. “Existe tecnologia adequada para cada bolso”, afirma Selma Migliori, presidente da ABESE na abertura da Feira.

No primeiro dia da feira, durante o XXVI Congresso Brasileiro de Segurança Privada, a presidente Selma Migliori foi homenageada pelo presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Segurança – ABSEG, Ricardo Tadeu Corrêa pela grande contribuição dada aos profissionais de segurança.

A Exposec 2014 aconteceu em um momento em que o mercado brasileiro de segurança eletrônica vislumbra uma grande expectativa de obter maiores garantias de profissionalização e organização com a aprovação do estatuto da segurança privada.

A presidente comenta que é possível perceber o amadurecimento da Feira, que está maior, com público mais qualificado, resultando em melhores negócios, podendo ser comprovado no número de visitantes, sendo mais de 35 mil pessoas. “A ABESE é a imagem de uma nova e moderna forma de interação entre pessoas e tecnologia e faz da EXPOSEC seu palco para prestigiar e tornar público os principais lançamentos do setor e antecipar tendências.

A cada ano não medimos esforços para desenvolver um mercado competitivo e inovador, trabalhando com muita energia para avançar nas ações de capacitação e profissionalização, ampliando a representatividade de todos os elos envolvidos no mercado de sistemas eletrônicos de segurança. Buscamos não apenas o fortalecimento de nossa representatividade no país, mas, sobretudo contribuímos para disseminar informação, esclarecimentos e oferecer apoio à segurança e agilidade em toda a sociedade”.

Realizada pela ABESE, a Exposec foi ainda palco de apresentação de soluções inéditas para o mercado de segurança eletrônica. A Feira reuniu mais de 35 mil visitantes, que conheceram as novidades em tecnologia e serviços para o setor, por meio de mais de mil marcas nacionais e internacionais e 650 expositores, envolvendo circuito fechado de TV, controle de acesso, blindagem, alarmes, centrais de proteção perimetral, detecção de incêndio, fechaduras de segurança, portas de segurança e outras tecnologias.

Sobre a ABESE:

Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – é uma entidade representativa das empresas de sistemas eletrônicos de segurança de âmbito nacional, sem fins lucrativos e tem como a finalidade de orientar, promover, apoiar e divulgar as atividades de seus associados, representando-os publicamente, defendendo seus direitos e interesses.  Fundada em 1995 por um grupo de empresários brasileiros, a ABESE surgiu pela necessidade cada vez maior das empresas se organizarem dentro do segmento e hoje reúne cerca de 400 empresas de todas as regiões do País. Na entidade, os empresários do setor encontram iniciativas que promovem a capacitação profissional, a valorização da qualidade e a regulamentação oficial do segmento.

Eletrônicos crescem 10% ao ano em uma década

Por Inaldo Cristoni | Para o Valor, de São Paulo

O mercado brasileiro de sistemas eletrônicos de segurança, que registrou faturamento de R$ 4,6 bilhões no ano passado e conta com 18 mil empresas, vem crescendo a uma taxa média anual de 10% nos últimos dez anos no Brasil, tendo como pano de fundo a oferta de plataformas integradas de soluções – abrangendo sistemas de circuito fechado de TV (CFTV), alarme e controle de acesso – e a migração das câmeras analógicas para digitais (tecnologia IP), que asseguram melhor qualidade e integridade das imagens geradas.

Utilizados cada vez mais para auxiliar no combate à violência urbana, os sistemas eletrônicos têm sido bastante demandados pelos órgãos governamentais, que estão investindo em projetos de videomonitoramento das cidades. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), o poder público responde por 9% do faturamento do setor e tem potencial para absorver fatia ainda maior.

Condomínios comerciais, bancos e indústrias também são grandes usuários. Outro mercado potencial é o de residências, já que são poucas as que possuem algum tipo de proteção. “O mercado de segurança eletrônica cresce 10% sem qualquer regulamentação. Fizemos um estudo com a Universidade de São Paulo que mostra que, com uma lei específica, esse mercado vai crescer ordenadamente por volta de 20% ao ano porque as soluções são baratas e simples”, afirma Selma Migliori, presidente da Abese.

ONU: 50 mil pessoas foram assassinadas no Brasil em 2012. Isto equivale a 10% dos homicídios no mundo

Manifestação dos movimentos sociais em frente ao Fórum Cível de Marabá, no Pará, contra os assassinatos. Foto: Mídia Ninja (CC BY-SA)

Manifestação dos movimentos sociais em frente ao Fórum Cível de Marabá, no Pará, contra os assassinatos. Foto: Mídia Ninja (CC BY-SA)

O Relatório Global sobre Homicídios 2013, lançado mundialmente nesta quinta-feira (10), pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), revela que, somente em 2012, foram registrados 50.108 homicídios no Brasil, número equivalente a pouco mais dos 10% dos assassinatos cometidos em todo o mundo, que foram 437 mil.  De acordo com o documento, o Brasil apresenta estabilidade no registro de homicídios dolosos, mas o país ainda integra o segundo grupo de países mais violentos do mundo. O cenário de estabilidade no plano nacional contrasta com as disparidades no nível subnacional.

As taxas de homicídio declinaram nos estados do Rio de Janeiro (29%) e São Paulo (11%), mas cresceram no norte e nordeste do País, com destaque para a Paraíba, que registra um aumento de 150%, e Bahia, que contabiliza um aumento de 75% no número de homicídios nos últimos dois anos.O Estado de Pernambuco é uma exceção no Nordeste, com queda de 38.1% na taxa global de homicídios.

No Brasil, apesar da grande maioria das vítimas de homicídios serem do sexo masculino (90%), destaca-se no relatório o número significativo de mulheres que são assassinadas pelos seus parceiros ou familiares. O relatório conclui que muito precisa ser feito para prover os Estados de capacidades para efetivamente prevenir, investigar, denunciar e punir a violência doméstica e todas as formas de violência contra a mulher. A China, Coreia do Norte e o Japão registram os maiores índice de morte de mulheres (cerca de 52% das vítimas).

O abuso de álcool e outras drogas, e a disponibilidade de armas de fogo, são apontadas no estudo como determinantes nos padrões e prevalência da violência letal. O relatório destaca que qualquer política pública na área de prevenção aos homicídios apenas irá funcionar se os governos conseguirem direcionar estas ações para as vítimas e agressores potenciais.

Os países com as maiores taxas de homicídio, com mais de 30 para cada 100 mil habitantes, são Colômbia, Venezuela, Guatemala e África do Sul. O Brasil (25 homicídios para cada 100 mil habitantes) integra o rol do segundo grupo de países mais violentos, juntamente com o México, a Nigéria e o Congo, que registram de 20 a 30 homicídios para cada 100 mil habitantes.

A América do Sul é a terceira sub-região no mundo com os maiores índices de homicídio (23 a cada 100 mil/habitantes). Em primeiro lugar, está o Sudeste da África (com mais de 30 a cada 100 mil/habitantes) e, em segundo lugar, a América Central (26 a cada 100 mil/habitantes).

Os índices de homicídio na Colômbia estão em declínio desde 1996, mas ainda registram um patamar elevado. A Venezuela é o único país da América do Sul que apresenta um aumento significativo nas taxas de homicídio desde 1995. Os registros de homicídios na Argentina, Chile e Uruguai estão estabilizados, mas com baixos índices, aproximando-se dos cenários verificados nos países europeus.

O relatório destaca as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPS) como uma iniciativa determinante para a redução dos índices de homicídio em quase 80% no Rio de Janeiro entre 2008 e 2012. Em novembro de 2013, o estudo contabilizou 34 unidades em operação em 226 comunidades, beneficiando mais de 1,5 milhão de pessoas.

A América é o continente com maior incidência do uso de armas de fogo no cometimento dos homicídios (66%), seguida da Ásia e África (28%), Europa (13%) e Oceania (10%).

O continente americano também apresenta uma notável disparidade entre o total de homicídios cometidos e a condenação dos seus responsáveis, o que coloca em xeque a eficácia do sistema de justiça criminal no País. Apenas 24% dos crimes são solucionados. O número do efetivo policial é analisado de forma diretamente proporcional ao nível de resolução das investigações dos crimes cometidos. Na América, as mortes em presídios também são frequentes. As chances de homicídio entre presos é três vezes maior do que entre a população em geral.

“O UNODC vem trabalhando com o objetivo de oferecer uma referência mundial para os estudos na área de homicídio, o compartilhamento de técnicas de análises com especialistas e acordos de cooperação com os estados para o controle da criminalidade”, afirma Rafael Franzini, representante do Escritório do UNODC no Brasil e Cone Sul.

O foco do levantamento é o homicídio doloso, com uma detalhada analise considerando as diversas faces dos homicídios – relacionados a atividades criminosas, interpessoais ou sociopolíticas – as armas mais utilizadas nos crimes; a eficácia do sistema criminal de justiça na resolução dos casos; e as questões conceituais relativas ao homicídio, violência e conflito.

Saiba mais sobre o relatório em http://bit.ly/Q9j5yZ

Gráfico: UNODC

Gráfico: UNODC

Gráfico: UNODC

Gráfico: UNODC

Brasil lidera mercado de segurança privada das Américas

O Brasil lidera o mercado de segurança privada na América Latina, segundo estudo divulgado recentemente pela Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o setor nas Américas. Ao detalhar a pesquisa, informa que o Brasil tem cerca de 2.900 empresas de segurança e um efetivo de 1.675.415 profissionais.

Para José Adir Loiola, presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo (Sesvesp), é preciso analisar melhor os números, pois diferem do que é registrado no Brasil. “Não sabemos quais os tipos de empresas e profissionais estão contabilizados neste levantamento, pois os números divergem dos que temos da Polícia Federal, que controla o segmento”.

De acordo com os dados oficiais brasileiros, o País possui atualmente cerca de 1.500 empresas de segurança privada e 540 mil vigilantes habilitados. Loiola ressalta que, mesmo com essa diferença, o estudo não erra ao apontar o potencial brasileiro para o mercado da segurança privada. “O Brasil é um dos poucos países que possuem a atividade regulamentada e fiscalizada e um dos únicos que geram tanto emprego na atividade”.

Em 2011, o Small Arms Survey, levantamento produzido anualmente por pesquisadores suíços, apontou o Brasil como o 5° maior mercado de segurança privada no mundo em número de vigilantes. Pelo estudo, o Brasil perdia apenas para a Índia (7 milhões), China (5 milhões), Estados Unidos (2 milhões) e Rússia (800 mil).

Site Abese

País tem quase 5 seguranças privados para cada policial

O Brasil é o segundo país das Américas na proporção entre seguranças privados e policiais, dos 22 com dados disponíveis: são quase cinco agentes particulares para cada um do Estado, mais do que o dobro da média regional.

A informação está no Relatório sobre a Segurança Cidadã nas Américas em 2012, que deve ser lançado hoje pela Organização dos Estados Americanos, em Washington, e antecipado para a Folha.

Segundo o documento que combina dados de governos federais, polícias, institutos de estatísticas e ministérios dos 34 países da região nos últimos dez anos, o ranking de privatização do policiamento é liderado pela Guatemala, com 6,7 seguranças para cada policial.

O Brasil (cujo índice de homicídios por 100 mil habitantes, 21, é metade do guatemalteco) tem 4,9; em seguida vem o Chile, com três. Os EUA, conhecidos por empresas gigantescas no setor, têm 1,5 segurança para cada policial. A média regional é de 2,3.

“A política pública de segurança tem sido feita com uma polícia privada que não está nem sequer dentro da estrutura [estatal] das polícias”, disse à Folha Luiz Coimbra, editor-chefe do relatório e coordenador do Observatório de Segurança Hemisférica.

“É importante que a polícia privada esteja coordenada, organizada e submetida às mesmas regras de compromisso com direitos humanos, treinamento policial e conhecimento de técnica que a polícia.”

Para Coimbra, a privatização da segurança virou um “grande negócio”, sobretudo em países da América Central, onde a estrutura do Estado é mais deficitária.

“Mas esses homens estão armados nas ruas, eles têm de ser reconhecidos como parte dos atores de segurança. Isso não pode ficar sob controle de empresas comerciais com regras soltas.”

Segundo o relatório que não trata de outros continentes, a expansão da segurança particular é global, mas foi mais intensa nas Américas, sobretudo do Sul e Central.

No período anterior à crise econômica iniciada em 2008, diz a OEA, o setor cresceu a um ritmo anual de 8% a 9% no mundo acima da economia global e atrás apenas da indústria automotiva e de 11% na América Latina.

O avanço acompanha também a expansão do crime organizado, que na última década diversificou as atividades e passou a competir com o Estado em algumas áreas.

No Brasil, onde em 2008 (último dado disponível) havia 1,67 milhão de seguranças particulares e 2.904 empresas registradas no setor, Coimbra aponta uma tentativa do governo de maior controle da atuação dessas forças privadas, embora os dados sobre sua atuação ainda sejam insuficientes.

Luciana Coelho – Folha.com