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Roubos e furtos só aumentam desde 2010

O número de roubos e furtos não para de crescer desde 2010 na capital paulista. Para especialistas em segurança pública, a falta de investigação para a identificação de quadrilhas de ladrões, operações policiais em pontos específicos da cidade – que fazem os assaltantes migrarem para outros bairros –, a ausência de ações conjuntas entre as polícias Civil e Militar e a mudança na lei que permite o pagamento de fiança para quem portar ilegalmente uma arma de fogo são alguns dos motivos para o aumento dos índices criminais.

Em comparação com o primeiro trimestre de 2010, o número de roubos de carros subiu 28,95% no mesmo período deste ano, passando de 8.770 casos para 11.309. Também houve aumento nos casos de roubos em geral, que inclui assaltos a residências, pedestres e estabelecimentos comerciais, e nas ocorrências de furto de veículos.

Em 4 de julho de 2011, entrou em vigor a lei federal 12.403, que permite aos delegados substituir a prisão preventiva por fiança em crimes com pena máxima de até quatro anos, sem violência ou grave ameaça. Entre eles está o porte ilegal de arma, que, antes de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), era um crime considerado inafiançável pelo Estatuto do Desarmamento.

Para o consultor de segurança José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública, a mudança da lei ampliou os casos de impunidade. “O risco de ser preso se tornou menor para os ladrões que não têm ficha criminal. Um assaltante pode ser pego com uma arma de uso restrito e com a numeração (de identificação) raspada, mas acaba voltando para a rua, pois é permitido pagar fiança para responder pelo crime em liberdade”, afirma Silva.

De janeiro de 2010 até abril deste ano, a PM apreendeu 8.794 armas, segundo dados da corporação.

O cientista político Guaracy Mingardi, especialista em segurança pública e pesquisador da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz que a Polícia Civil investiga cada vez menos os crimes contra o patrimônio.

“O importante não é saber em que local estão roubando, mas quem está roubando. É preciso identificar e prender.” Ele critica os bloqueios feitos pela PM. “São eficazes na prevenção, mas os criminosos migram para outro lugar.”

De acordo com Silva, é necessário ter cooperação entre as polícias. “O capitão da PM e o delegado de um bairro têm que se debruçar sobre os casos registrados para identificar onde os crimes ocorrem e se são cometidos pelos mesmos ladrões”, diz.

Segundo o capitão Cleodato Moisés do Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital (CPC), a PM faz operações constantes em locais com mais crimes. “O ideal seria ter uma viatura em cada esquina, mas isso é inviável”, afirma.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro de Lima, as delegacias da capital foram orientadas no início do ano a priorizar a investigação de casos de roubos a residências, estabelecimentos comerciais e veículos, com o objetivo de identificar quadrilhas de assaltantes.

Gio Mendes – JT

Estudo da polícia revela que 22% das vítimas de latrocínio foram mortas em assalto a residência

12% das mortes nesse tipo de crime foram em roubos a estabelecimentos comerciais; 14% foram em assaltos a carro

Estudo da Polícia Civil revela que 22% das vítimas de latrocínio –roubo seguido de morte– no Estado de São Paulo em 2011 foram assassinadas durante assaltos a residência. O ano passado teve 308 ocorrências de latrocínio ante 253 de 2010.

O estudo revelou que pouco menos que a metade dos casos foram solucionados e, entre os autores identificados, 13% tinham entre 12 e 17 anos. Além disso, pelo menos 45% dos 246 criminosos possuíam antecedente criminal.

Roubos de carros e de motos concentram 26% dos mortos nesse tipo de crime. Outros 12% foram assassinados durante assaltos a estabelecimentos comerciais. As vítimas de latrocínio são em sua maioria homens (79%) de idade variada: as faixa etárias de 36 a 45 anos e de 46 a 55 anos concentram 20% dos mortos cada uma.

Marcelo Godoy / William Cardoso – O Estado de S. Paulo

Delegacia Eletrônica registra 731 mil BOs em 2011

A Delegacia Eletrônica encerrou 2011 com 731 mil boletins de ocorrência registrados. Em comparação com 2010, houve um aumento de 21% no número de registros feitos pela internet. Desde a sua inauguração, em 2000, a unidade registrou 3 milhões de ocorrências.

De janeiro a dezembro do ano passado, foram feitas 999 mil solicitações de boletins de ocorrência, quando o internauta acessa a Delegacia Eletrônica e preenche uma solicitação de registro. Em seguida, esse formulário é avaliado por policiais civis, que aprovam ou não o pedido.

Depois de aprovado, o boletim é enviado ao email do solicitante. Quando um registro é negado, a Polícia Civil justifica a recusa e manda uma orientação sobre novos procedimentos. É possível registrar através da internet casos de furto ou perda de documentos, desaparecimento e localização de pessoas, furto e perda de celulares, perda de placas de veículos e furtos de carros.

Acidentes sem vítimas
Dede outubro, as ocorrências de acidente de trânsito sem vítimas vêm sendo registradas na unidade digital da Polícia Civil. Nesses quase três meses, foram enviadas mais de 30 mil solicitações – 28 mil foram validadas.

A Delegacia Eletrônica, cujo objetivo é agilizar as solicitações e atender o máximo de ocorrências, opera 24 horas. Para oferecer um bom atendimento à população, o serviço conta com um efetivo de 90 policiais e uma estrutura de 28 terminais com equipamentos e instalações modernas.

Denis Bonelli – SSP

Polícia registra furtos de carros diariamente em bairro de Osasco

Uma onda de furtos de carros tem assustado os moradores do Jardim Bela Vista, em Osasco, na Grande São Paulo. Nos últimos meses, uma única rua do bairro teve 10 carros roubados. De acordo com a PM, são registrados furtos desse tipo diariamente.

Fonte: G1

Ladrões levam 232 carros por dia em SP

Média corresponde a julho, mês que registrou maior nº de furtos e roubos neste ano: 7.190

Elvis Pereira, Fabiano Nunes e Gio Mendes – O Estado de S.Paulo

Julho foi o mês com mais roubos e furtos de carros neste ano na cidade de São Paulo. Criminosos levaram 7.190 veículos (ou 232 por dia), superando em 2,6% o mês de março, antes o pior mês de 2011. O número também representa uma alta de 6,9% em comparação à média mensal (6.723 casos). Especialistas atribuem o quadro à falta de investigação. A Polícia Civil culpa o crescimento da frota da capital.

A Vila Clementino, na zona sul, apresentou o pior cenário. No bairro, 213 veículos foram furtados ou roubados no mês, quase sete por dia. A região se enquadra no perfil cobiçado por ladrões: reúne faculdades, colégios, hospitais e shopping.

“Cheguei às 7h e deixei na rua. Por volta das 10h, o carro não estava mais lá”, conta a técnica de laboratório Talita Martins, de 25 anos, cujo veículo sumiu na Rua Loefgren. Como o veículo era segurado, ela já está com outro. “Mas não venho mais trabalhar de carro”, disse, enquanto andava para o metrô.

“Metade dos carros roubados ou furtados é abandonada. Mas a outra metade evapora e precisa de um trabalho de investigação, pois eles são adulterados ou levados para desmanche”, diz o coronel da reserva da PM José Vicente da Silva, ex-secretário nacional de Segurança Pública. “As delegacias dispõem de poucos recursos para fazer investigação”, diz consultor de segurança Carlos Alberto de Camargo, ex-comandante-geral da PM paulista. “E é um crime organizado, que tem de olheiro a receptador.”

O delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima, disse que a situação deverá se reverter. “Houve um desvio (em julho), mas a tendência será de equilíbrio para, futuramente, decrescer.”

Férias
Segundo o coronel Alvaro Batista Camilo, comandante-geral da PM, a corporação não identificou o motivo do recorde. “Essa é uma época em que os casos deveriam diminuir, pois é mês de férias escolares.”

Mas, para Carneiro, o aumento no número de carros na cidade mudou o padrão de julho. “Hoje, já há trânsito até no mês de férias.” Em comparação a janeiro, houve mais roubos e furtos em 65 das 93 delegacias paulistanas.

Rifa do crime: PCC cria seu “show de prêmios”

Raquel Marques

Dinheiro arrecadado pela facção ajuda a pagar honorários de advogados e a comprar as cestas básicas destinadas aos parentes dos detentos
Agência BOM DIA

A sorte bate à porta dos presídios. O ‘show de prêmios’ criado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) dá a chance de presos e familiares ganharem carros e motos 0 Km. O dinheiro arrecadado pela facção ajuda a pagar honorários de advogados e a comprar as cestas básicas destinadas aos parentes dos detentos. A informação consta nos relatórios do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e da CPI do Sistema Carcerário.

A ‘rifa do crime’ funciona da seguinte maneira. Integrantes do PCC vendem, todo mês, números para o sorteio de cinco prêmios. São carros, motos, computadores e, acredite, até mesmo apartamentos.

Organização
Para o sorteio, o PCC usa os números da Loteria Federal. “Um indivíduo do alto escalão do PCC faz a aquisição de veículos e, em torno do valor de tais bens, são elaboradas rifas, do tipo ação entre amigos, com 120 a 140 números”, diz um trecho do relatório do Ministério Público.

“Essas rifas são posteriormente entregues aos membros da facção criminosa, que têm a obrigação de vendê-las. Ao término das vendas, há o sorteio e a entrega do prêmio. O dinheiro arrecadado configura o chamado progresso da família.”

Estadual
O ‘show de prêmios’ acontece nos presídios estaduais comandados pelo PCC. Os nomes dos ganhadores, segundo relatório da CPI do Sistema Carcerário, são escritos em folhas de papel almaço e afixados na paredes de cada unidade prisional.

E nem sempre os vencedores estão atrás das grades. “Na parede do pátio do presídio estava colada uma lista dos ganhadores da ‘rifa do PCC’ e que trazia o resultado dos cinco ganhadores do mês: os três primeiros ganharam carros 0 km. O quarto e o quinto colocados levaram motos, também 0 km. Dois dos cinco ganhadores estavam presos e os outros três compraram os seus números nas ruas”, diz um trecho do
texto.

Além de lucrar com o tráfico e outros crimes, o PCC tem uma outra maneira de financiar o crime: explorando a sorte dos detentos e seus familiares.

Facção tem departamento específico para cuidar das “promoções”
O PCC (Primeiro Comando da Capital) tem um departamento exclusivo para cuidar do ‘show de prêmios’. Esses integrantes ficam responsáveis por criar sorteios e oferecer prêmios para ajudar o caixa da facção criminosa, nascida em Taubaté em 1993.

O ‘Partido’, antes com poder centralizado, mudou a sua própria estrutura. Hoje, está tudo descentralizado, divido em células, as chamadas ‘sintonias’.

O ‘código 12’, relacionado ao Vale do Paraíba, é um dos subgrupos da ‘Sintonia do Interior’.

Além dessa ‘sintonia’, o PCC mantém ‘sintonias’ da ajuda (que fornece dinheiro para presos e parentes deles), prazo (relaciona os devedores), ‘bicho-papão’, a rifa (cria sorteios e dá prêmios), da rua (coordena os ‘irmãos’ livres), dos presídios, dos salves (é responsável pela divulgação das ordens da cúpula), do livro (cadastra os que entram na facção) e dos gravatas (advogados).

Tráfico de droga é o carro-chefe do grupo
As rifas promovidas pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) reforçam o caixa da facção criminosa, mas a maior parte da grana sai do tráfico de entorpecentes.

A venda de drogas é o carro-chefe das finanças do grupo. No Vale do Paraíba, a organização cadastra os pontos de venda de droga. Além disso, seus integrantes praticam roubos, sequestros e homicídios. Parte dos assassinatos é ordenada pelo tribunal da facção, que faz papel de promotor, juiz e também de carrasco.

Fonte: O Vale