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Campo Limpo e Jabaquara têm mais crimes

Por Gio Mendes e Tiago Dantas – JT

Uma série de roubos praticados por ladrões em motos tem preocupado os moradores dos bairros do Campo Limpo e do Jabaquara, na zona sul de São Paulo. As duas regiões lideram o ranking das delegacias que mais registraram casos de violência neste ano. Foram 3.665 ocorrências no Campo Limpo de janeiro a setembro, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP). O Jabaquara teve 3.244 ocorrências no mesmo período. Das dez delegacias com o maior número de crimes violentos, seis ficam na zona sul.

O levantamento, tabulado pelo JT, exclui casos de furto – cometidos sem violência e ameaça contra as vítimas. Mas considera crimes de natureza culposa (sem intenção), como homicídios e lesões corporais em acidentes de trânsito.

Os roubos de pedestres, motoristas e residência predominam nesses bairros. O Campo Limpo registrou 2.559 assaltos à mão armada, contra 2.507 no Jabaquara. Os assaltos cometidos por motoqueiros assustam quem mora próximo da Estação Campo Limpo da Linha 5-Lilás do Metrô.

Desde o início do ano, duas casas e um salão de beleza foram roubados na Rua Guanajá, por homens de moto, de acordo com a cabeleireira Cirênia Souza, de 27 anos. Ela foi uma das vítimas. “A gente não sabe de onde são esses caras (motoqueiros), mas fica assustada”, disse.

As polícias Civil e Militar não informaram quantos roubos são praticados por motoqueiros, mas admitiram que eles são responsáveis por grande parte dos assaltos. O delegado Dimas Pinheiro, titular do 37.º DP (Campo Limpo), afirmou que universitários têm sido alvo de ladrões de moto nos últimos meses. “Os criminosos atacam principalmente mulheres nos pontos de ônibus, assim que elas saem dos cursos à noite”, disse Pinheiro, referindo-se às alunas das universidades Anhanguera e Uniban, ambas na Estrada do Campo Limpo. “A nossa investigação está em andamento, alguns ladrões foram identificados e as prisões temporárias e preventivas estão sendo pedidas”, afirmou o delegado.

A ação dos assaltantes motoqueiros também acontece com frequência no Jabaquara, de acordo com Miriam Eboli Bock, presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) da região. “Tem época que esses motoqueiros fazem um verdadeiro arrastão no bairro. Quando a polícia aperta a fiscalização, montando bloqueios, a gente percebe que a situação melhora”, disse Miriam.

O delegado Genésio Léo Júnior, titular do 35.º DP (Jabaquara), afirmou que o patrulhamento da PM tem ajudado a combater esses roubos. “Já a Polícia Civil investiga todos os casos para identificar as quadrilhas.

Não existe uma preferência em combater apenas determinado tipo de crime, mas claro que privilegiamos os casos com violência e grave ameaça”, disse.

Segundo o capitão Cleodato Moisés do Nascimento, porta-voz do Comando de Policiamento da Capital (CPC), a PM realiza há sete meses a Operação Cavalo de Aço procurando diminuir os crimes cometidos por motoqueiros. Segundo o capitão, de março até o mês passado a PM fiscalizou 75.336 motos em vários pontos da capital. Desse total, 94 motoqueiros foram presos com motos roubadas ou furtadas. Outras 7.382 motos foram apreendidas pela polícia por falta de documentação e por irregularidades nas peças.

Outro índice preocupante nas regiões é o de lesão corporal dolosa (quando há intenção de ferir), que ocorre principalmente em brigas entre vizinhos e parentes. Foram 471 casos desse tipo no Campo Limpo e 474 no Jabaquara. O número de lesões corporais em acidentes de trânsito é alto no Campo Limpo, com 448 casos. Outros acidentes terminaram em 12 mortes. De acordo com o capitão Moisés, para tentar reduzir os casos de acidentes de trânsito com mortos e feridos, a PM também realiza blitze com o objetivo de deter motoristas que dirigem embriagados ou em alta velocidade.

Os casos de lesão corporal dolosa, provocados por brigas, são difíceis para a polícia combater. “São brigas dentro de casa, no trânsito ou em bar. É um tipo de ocorrência difícil de acabar porque acontece longe da ação da polícia”, disse o delegado do 35.º DP.

Operação Carnaval reforça segurança para garantir folia

Portal do Governo do Estado de São Paulo

Qui, 03/03/11 – 16h00

O policiamento será reforçado em todo o Estado de São Paulo para a Operação Carnaval, no período de 4 a 9 de março, com a expectativa de emprego de 84 mil policiais militares e aproximadamente 27 mil viaturas – entre carros e motos.

A operação será realizada com a intensificação e integração dos Programas de Policiamento (Escolar, Comunitário, de Trânsito e Motocicletas), Radiopatrulhamento e Força Tática a fim de manter a ordem pública durante todo o período de festa e comemorações.

Participarão da Operação Carnaval todos os batalhões de Policiamento do Estado (com seu efetivo intensificado); Policiamento Rodoviário; Policiamento Ambiental; Corpo de Bombeiros; Policiamento de Choque (montado e com cães); além do apoio do Grupamento Aéreo e de unidades administrativas.

Durante o período, os militares contarão com oito aeronaves, sendo cinco no litoral, 686 cães e cavalos, além de 334 embarcações, para garantir a tranquilidade e segurança pública e reduzir os índices criminais recorrentes nessa época do ano.

Além do reforço em instrumentos e força policial, a operação atuará em conjunto com outras quatro ações já aplicadas no estado: Operação Direção Segura, Praia Segura, Visibilidade e Cavalo de Aço.

Nas áreas urbanas é desenvolvida a Operação Direção Segura que conta pelo terceiro ano consecutivo com os aparelhos de medição alcoólica no sangue, o “bafômetro”. Nesta ação, os policiais atuam próximo aos eventos relacionados ao carnaval, no entorno e nos acessos desses locais coibindo os acidentes de trânsito. Além disso, o Comando de Policiamento da Capital atua dentro e fora do sambódromo.

O Corpo de Bombeiros, em conjunto com a Polícia Militar Ambiental, intensificará a Operação Praia Segura, por meio de um mapeamento das áreas com maior número de afogamentos (praias/represas) e orientação aos banhistas. Devido a essa operação, o número de afogamentos registrou queda de 12% de 2009 para 2010.

Para o início e final do feriado a polícia intensificará a fiscalização nos aeroportos, estradas e terminais rodoviários, com o objetivo de prevenir os acidentes de trânsito.

Além dessas, a Operação Cavalo de Aço auxiliará com a vistoria de motocicletas, visando o combate a criminalidade, e o Comando de Policiamento de Choque apoiará o Comando da Capital e também reforçará o policiamento no acesso à rodovia Anchieta. Além disso, as Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) e as Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) intensificarão o policiamento no litoral, principalmente nas cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá.

Tanto o mega evento do sambódromo, quanto os carnavais de rua e das praias serão monitorados por ações policiais, as quais estimam a circulação de aproximadamente 7 milhões de turistas pelas estradas.

Essas ações de segurança foram reforçadas com a Operação Pré Carnaval realizada por policiais civis da região de Ribeirão Preto, no último dia 24.

Uma ação semelhante foi realizada na região de Campinas, resultando em 33 prisões em flagrante e 26 capturas de procurados, além da apreensão de entorpecentes e armas de fogo. Em maior escala, a Operação de Ribeirão Preto envolveu as oito delegacias da região e resultou na prisão de 271 pessoas, apreensão de 20 adolescentes infratores, além da captura de três armas de fogo e 2,1 quilos de droga.

A Polícia Civil ainda atuará neste carnaval com esquema de policiamento reforçado e aumento do efetivo nos plantões policiais e unidades prisionais de todo o Estado. Somente na divisão de portos e aeroportos trabalharão 130 policiais em regime de plantão, distribuídos em grupos de 60, para cada dia de carnaval.

No sambódromo será montada uma Delegacia de Atendimento ao Turista (DEATUR), que funcionará nos dias de desfiles, apuração e desfile das campeãs. Esta unidade contará ainda com policiais bilíngües e trilíngues para orientar os turistas e uma sala para abrigar temporariamente os presos em flagrante.

Um balanço comparativo da Polícia Civil mostra que sua atuação no carnaval de 2010 registrou queda nos índices criminais em relação a 2009. Os crimes contra o patrimônio caíram 6,11%, sendo registrados 534 na Capital, 342 na Grande São Paulo e 677 no Interior.

Os furtos, registrados em maior quantidade na região interiorana, caíram 5,66%, já os roubos foram reduzidos a 1.865 registros em 2010, no ano anterior foram informados 2.298 ocorrências pelos civis, totalizando queda de 18,84%. O índice com maior queda é o de acidentes de trânsito com vítima fatal, que caiu 34,26%.

Da Secretaria da Segurança Pública