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Bancos públicos e privados são multados por deficiência na segurança

Falhas na segurança bancária fizeram com que a Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (Ccasp), do Ministério da Justiça, arbitrasse multas no total de R$ 808,9 mil a seis bancos públicos e privados. Para Ademir Wiederkehr, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) no colegiado, as irregularidades indicam risco para trabalhadores e clientes. Segundo Ademir, que participou da reunião da última quarta-feira (18), as multas comprovam que os bancos continuam tratando com descaso a segurança das agências.

Os processos encaminhados pelas delegacias estaduais de segurança privada tiveram como parâmetro as determinações da Lei 7.102/83, que estabelece normas para proteção dos estabelecimentos financeiros. De acordo com a fiscalização, foram constatados número insuficiente de vigilantes, alarmes inoperantes, planos de segurança não renovados e utilização de bancários no transporte de valores, entre outros descumprimentos da normal legal.

Os três maiores bancos privados receberam as multas mais altas: Bradesco (R$ 318,1 mil), Itaú Unibanco (R$ 160,5 mil) e Santander (R$ 156,4 mil). Foram multados também o Banco do Brasil (R$ 120,6 mil), Mercantil do Brasil (R$ 42,5 mil) e Banco do Nordeste (R$ 10,6 mil). A campeã de multas foi uma agência do Bradesco em Rio Branco, no Acre, arrolada em nove processos e multada em R$ 127,6 mil.

Conforme dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentados pela Contraf, os cinco maiores bancos do país lucraram R$ 50,7 bilhões no ano passado e investiram apenas R$ 2,6 bilhões (5,2% do lucro) em segurança e vigilância. Isso mostra, para Ademir Wiederkehr, que os bancos gastam pouco com segurança e expõem ao risco a vida de funcionários e clientes.

Os números, no entanto, são contestados pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). De acordo com a Diretoria de Comunicação da entidade, os bancos brasileiros investem em torno de R$ 10 bilhões por ano em sistemas de segurança física e eletrônica para garantir a integridade de clientes, bancários e colaboradores. A Febraban garante ainda que as instituições cumprem as determinações da Lei 7.102/83, de acordo com planos de segurança previamente submetidos à Polícia Federal.

Fonte: Agência Brasil

Casos de furtos desafiam a segurança dos shoppings

Nem o forte esquema de segurança de shoppings localizados em áreas nobres da capital consegue impedir o furto a clientes. Desde o início do ano, ao menos 48 casos, em cinco centros de compras, chegaram às delegacias. Os itens mais levados são smartphones, carteiras e bolsas.

A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) alerta que a praça de alimentação é um dos locais mais visados pelos ladrões. Por ano, cada shopping investe, em média, R$ 1,5 milhão em segurança.
Em 2010, quando as joalherias viraram alvo das quadrilhas, shoppings tradicionais de São Paulo reforçaram a segurança. Na época, o Morumbi, na zona sul, por exemplo, instalou guaritas blindadas no lado de fora, assim como o Cidade Jardim, na mesma região. Em outro centro de compras, em Higienópolis, região central, o número de vigilantes aumentou e houve a aquisição de armas e coletes à prova de bala para homens que monitoram o lado de fora do empreendimento.

Segundo a Alshop, os clientes não estão desprotegidos. Atualmente, pessoas consideradas suspeitas, que muitas vezes circulam pelos corredores sem levar nada, são seguidas de forma discreta pelos seguranças. A intenção é fazer o suposto criminoso notar que é observado e deixar o centro de compras. “É uma ação preventiva que não causa alarde”, diz. “Hoje existe uma boa repressão, mas infelizmente ainda há casos”, comenta o diretor de relações institucionais da entidade, Luis Augusto Ildefonso da Silva.

Entre os 48 crimes levantados, há casos nos shoppings Cidade Jardim, Morumbi, Ibirapuera, Bourbon e Iguatemi. Também existem relatos em sites de reclamação do consumidor.

Foi em um almoço de negócios que o administrador de empresas Mendel Sanger, de 46 anos, teve a mala de couro furtada em um restaurante do Morumbi Shopping neste mês. Segundo Sanger, os pedidos feitos ao shopping para que fossem observadas as imagens do circuito interno de câmeras não foram atendidos. “Fiquei sem a mala, que tinha meu computador, celular e chave”, recordou. Segundo ele, sua mala e as de amigos foram deixadas em outra mesa por orientação dos garçons.

Em fevereiro, Tatiana Arata, cliente do Eldorado, teve o carro aberto no estacionamento. Levaram som, mochila e estepe. “O segurança falou que é comum”, conta. Segundo ela, houve contato do shopping.

“Parece que vão me ressarcir.” Em outro caso, uma atendente teve o iPad levado de um balcão do Cidade Jardim.

Para clientes, o cuidado nem sempre é prioridade. “Nunca me preocupei muito em olhar a bolsa. O shopping tem segurança”, diz a corretora Maria do Carmo Soares, de 47 anos.

O delegado Armando Bellio, do 27.º DP (Campo Belo) – responsável pela área onde fica o Shopping Ibirapuera –, comenta que muitas vítimas não fazem queixa por conta do pouco valor dos produtos levados. Para Emerson Caetano, consultor da Migdal Consultin, quem vai ao shopping se preocupa mais com vaga no estacionamento do que com segurança.

“Olhar a vitrine sem manter a atenção é outro problema.” Caetano confirma que a maioria não registra queixa. “Ou pelo valor irrisório ou a pessoa não quer perder tempo na delegacia.”

Vigilantes agora atuam à paisana
Como estratégia antifurto, os centros de compras têm apostado em seguranças à paisana. A assessoria de imprensa do Shopping Eldorado informou que, além de orientar os clientes sobre seus pertences nas mesas, especialmente na praça de alimentação, os vigilantes trabalham 24 horas em todos os pisos e na área externa do local. Já os homens sem uniforme atuam em horários diferentes do dia, quando há pessoas suspeitas identificadas por câmeras.

O trabalho também é feito com segways, um tipo de patinete elétrico. O Eldorado informou que ainda tem câmeras em todo o shopping e uma central com funcionários que monitoram 205 câmeras. Todas as imagens são gravadas 24 horas.

No Bourbon, funcionários disseram ao JT que homens à paisana circulam pelos corredores. A assessoria respondeu que as ações de segurança são “estratégicas” e não iria comentar o assunto. O Ibirapuera também não quis se pronunciar. O Cidade Jardim informou que não recebeu comunicado oficial sobre os casos mencionados na reportagem. O shopping esclareceu que adota medidas de segurança com o objetivo de garantir o bem estar e a integridade de seus clientes, lojistas e colaboradores. O Morumbi Shopping, por questões estratégicas de segurança, não fez comentários.

Já o Iguatemi disse que tem completa infraestrutura de segurança e circuito fechado de televisão, com câmeras que monitoram todos os andares e setores, zelando de forma “efetiva pela segurança de seus clientes e funcionários”.

Para Luis Augusto Ildefonso da Silva, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), apesar de não ser um crime novo, o furto tem ocorrido pois, com o passar dos anos, os ladrões “progridem” em suas técnicas. Silva alertou que o lugar com mais casos é na praça de alimentação. É lá que, segundo ele, clientes relaxam com os cuidados, principalmente com bolsas. “Até por isso a maioria tem equipamentos com velcro para proteger as bolsas”.

Camilla Haddad – Jornal da Tarde

Dicas de Segurança: Férias de Final de Ano

Nesta época do ano, meses de festas e férias, costumam aumentar o número de furtos a residências, apartamentos, condomínios e empresas.
Para isso existem alguns conselhos, fornecidos por empresas de segurança e pela polícia, que de fato, podem ajudar a afastar um pouco mais o perigo. Sabemos que segurança 100% eficiente não existe.

Na maioria das vezes, as barreiras físicas podem ser inúteis se não houver hábitos e atitudes de segurança, tanto dos moradores, quanto dos funcionários ou empregados.

Lembramos que o Sistema de Alarme é uma prevenção e tem como principal objetivo inibir eventos criminosos. Ter um alarme monitorado por uma empresa idônea faz toda a diferença, porém sua colaboração no sentido de reforçar a segurança é fundamental.

A SEKRON ALARMES, pensando na segurança e bem estar de seus clientes, recomenda algumas dicas para evitar problemas e surpresas desagradáveis nos períodos de férias:

Não comente com estranhos sua viagem.

Feche bem janelas e portas, mesmo as do carro que permanecerem na garagem.

Não deixe luzes acesas. Esse é um truque manjado, que tem efeito contrário: atrai os ladrões.

Temporizadores nas luzes internas e externas podem dar a aparência de que alguém está em casa e são mais eficientes.

Quem mora em casa deve tomar algumas precauções extras. Solicitar a interrupção da entrega de jornais dos quais eventualmente seja assinante é a primeira delas. Evite deixar carros na garagem por longos períodos.

Quem mora em condomínio não deve comentar o dia de retorno aos funcionários do edifício.

Também é aconselhável não deixar chaves com empregados, a não ser em casos de confiança absoluta ou de necessidade inadiável.

Nunca deixe mensagens em sua secretária eletrônica dizendo que estará ausente por certo período de tempo. Em vez disso mantenha uma mensagem genérica. Abaixe o volume da máquina e do telefone para que seu som não seja ouvido fora de casa.

Sua empresa vai entrar de férias? Ótimo, mas não é prudente colocar na fachada da empresa a data de saída e retorno, mande um comunicado ou email para seus clientes e fornecedores, você evita de meliantes ficarem sabendo o período que não haverá ninguém na empresa.

Antes de sair de viagem informe a SEKRON ALARMES a data de sua saída / retorno de viagem e atualize os telefones para contato caso haja algum problema, como demais recomendações que você achar necessário.

Nós da SEKRON ALARMES queremos que você e sua família fiquem tranqüilos em relação à segurança de seu patrimônio, para isso estamos colocando toda nossa equipe a sua inteira disposição para melhor atendê-lo.

Ladrões roubam 16 pessoas em arrastão em loja de São José

Assalto ocorreu na zona sul da cidade no início da manhã; vítimas dizem que bandidos não cobriram o rosto e estavam calmos

Victor Moriyama

Filipe Rodrigues
São José dos Campos

Quatro homens armados fizeram um arrastão ontem de manhã na Voli Autopeças, que fica na esquina da avenida Andrômeda, na zona sul de São José dos Campos.

Segundo vítimas, os bandidos entraram na loja se passando por consumidores, por volta das 9h. Aos poucos, eles renderam todos os funcionários e clientes, que estavam no local. No total, 16 pessoas ficaram sob o poder dos ladrões.

A ação durou pouco menos de 30 minutos. Os bandidos fugiram do local com aproximadamente R$ 6 mil em dinheiro, 12 aparelhos de DVD para carros, além de itens pessoais dos clientes.

Após o roubo, eles fugiram em um carro prata, segundo testemunhas. Até o final da tarde de ontem, ninguém havia sido preso.

A Polícia Militar afirma que a Avenida Andrômeda é a área com maior policiamento na zona sul e irá analisar o crime para alterar a dinâmica de policiamento.

Ação
Os quatro bandidos entraram na loja e se espalharam. Eles fingiam ter interesse em algumas das mercadorias do estabelecimento.

“É uma loja grande, eles se espalharam e foram rendendo os funcionários e todos os clientes que entravam. Eles nos ameaçavam de morte e continuaram calmos o tempo todo”, diz uma das vítimas.

Os ladrões estavam de cara limpa e, de acordo com o Boletim de Ocorrência, mostraram saber a rotina dos funcionários do comércio.

A loja fica na esquina da avenida Andrômeda com a rua Pedro Tursi, no Jardim Satélite. Mesmo sendo uma região movimentada, a ação dos ladrões não despertou a suspeita dos comércios vizinhos.

“Estranhamos ao ver um carro sair com tudo. Depois disso, vimos várias pessoas saindo nervosas”, diz o funcionário de um posto de gasolina, que fica em frente à loja.

Investigação
A Polícia Civil tenta recuperar imagens de câmeras de segurança do posto de gasolina e do COI (Centro de Operações Integradas), na intenção de reconstituir a movimentação dos bandidos.

O fato de os ladrões não estarem com o rosto coberto durante a ação também poderá ajudar a Polícia Civil a esclarecer o assalto.

“Vamos pedir às vítimas que venham à delegacia olhar o álbum de pessoas que já têm passagem. Pode ajudar na identificação”, diz o delegado Fernando César de Oliveira, do 7º Distrito Policial.

Câmeras registram ação de bandidos explodindo caixa eletrônico


Vários clientes estavam na loja de conveniência quando a quadrilha chegou. A bomba destrói o caixa e outros equipamentos do estabelecimento. Até agora, ninguém foi preso.

Fonte: G1

Aumento dos assaltos na saída de agências bancárias assusta clientes

O ataque de assaltantes provocou duas mortes nas últimas 24 horas em São Paulo. A polícia dá orientações para evitar exposição durante saques.

Natália Ariede
São Paulo

Um tiroteio em um bairro nobre de São Paulo assustou quem estava na região. Dois bandidos foram mortos depois de roubar um cliente de um banco. Os tiros foram disparados por um policial à paisana, mas o dinheiro da vítima – 12 mil reais – desapareceu.

Em outro caso de saidinha de banco, em São Bernardo do Campo, os ladrões foram presos e um deles reconhecido por vítimas de outros assaltos. Mas apenas dois mil, dos cinco mil reais da vítima, foram recuperados. Nos dois casos a polícia está investigando o paradeiro dos valores desaparecidos.

Em São Paulo, para combater o crime conhecido como saidinha de banco, a polícia adota como estratégia a presença mais frequente dos PMs. Eles visitam as agências bancárias, dão orientações aos funcionários e distribuem cartilhas aos clientes, com dicas de cuidados para evitar ser vítima desse tipo de crime.

Em Salvador, depois do baterista da banda de forró Estakazero ter sido baleado na cabeça após sacar dinheiro, a prefeitura deu seis meses para que os bancos instalem câmeras de segurança dentro e fora das agências. A multa é de cinco mil reais.

No Ceará, os bancos têm 90 dias para se adaptar a uma lei que proíbe o uso de celulares nas agências.

Para quem vai sacar dinheiro, a Polícia Militar de São Paulo recomenda:
- não avise que vai fazer um grande saque
- vá acompanhado
- não conte dinheiro no caixa
- não peça ajuda a estranhos
- atenção no trajeto
Fonte: Polícia Militar de SP

“No deslocamento, observe se está sendo acompanhado. Antes de entrar no banco veja se tem pessoas que estão olhando de forma diferente. Se for abordado, nunca reaja. Ele quer apenas o bem material. No caso o dinheiro”, diz o capitão Cleodato Moisés, Polícia Militar.

Assista a matéria exibida no Jornal Hoje:

Região da Vila Madalena quer usar câmera contra arrastão em SP

AFONSO BENITES
GIBA BERGAMIM JR.
DE SÃO PAULO

Vítimas de uma onda de arrastões a bares e restaurantes, comerciantes da Vila Madalena (zona oeste de São Paulo) pedem a instalação de câmeras de monitoramento nas ruas.

A Ageac (Associação de Gastronomia, Artes e Cultura da Vila Madalena) e o Conseg (conselho de segurança) da região vão enviar um ofício à Secretaria da Segurança Pública e à prefeitura pedindo a instalação de cabos de fibra óptica no subsolo.

Com isso, será possível colocar câmeras nos postes em cruzamentos da região. As imagens seriam monitoradas pela Polícia Militar.

Segundo o presidente da Ageac, Flavio Pires, a PM, a Polícia Civil e a Câmara Municipal vão chancelar o documento, que ficará pronto na semana que vem.

Logo após os ataques, mais intensos entre fevereiro e março, restaurantes e casas noturnas reforçaram a segurança. Ao menos 11 dos 19 locais assaltados neste ano instalaram câmeras na porta, melhoraram a iluminação e contrataram vigias.

ATAQUE NO CENTRO

A última vítima de assalto foi a casa noturna Alberta #3, na avenida São Luís (centro). Na madrugada de domingo, quatro homens e uma mulher se passaram por clientes, ficaram duas horas bebendo e, quando o local fechou, anunciaram o assalto.

Cerca de R$ 5.700 foram levados do caixa. Dois clientes que deixavam o bar tiveram seus celulares roubados.

Segundo o sócio do bar Cláudio Medusa, 39, até anunciar o roubo, os ladrões –armados e vestindo terno– foram educados. “Mas, durante o assalto, um deles se irritou ao ver a quantia no caixa e gritou, pedindo um cofre que nem existe.”

Os donos do bar decidiram instalar câmeras de segurança e, desde ontem, já passaram a usar detector de metais manual em seus clientes.

Folha.com (Cotidiano) 08/06/2011 – 08h09

SP tem média de dez arrastões por mês a restaurantes, diz associação

Abrasel SP informa que capital já teve 50 casos de ataques desde janeiro.
G1 teve acesso a vídeo que mostra ação de criminosos em comércio.

Kleber Tomaz e Paulo Toledo Piza
Do G1 SP

Restaurantes continuam sofrendo arrastões em São Paulo. De acordo com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de SP (Abrasel SP), em média, dez estabelecimentos comerciais são assaltados por mês na capital paulista. A entidade possui cerca de 2 mil associados em todo o estado, incluindo casas noturnas.

Os ataques ocorrem, na maioria das vezes, à noite. Para entrar nos comércios, os criminosos se passam por clientes. Armados, os assaltantes costumam agir com violência e rapidez. As ações costumam durar menos de cinco minutos. Em geral, quando a polícia chega, os assaltantes já fugiram em carros que ficam estacionados na frente dos restaurantes. O G1 teve acesso à cópia da gravação de um vídeo que mostra um desses arrastões.

As imagens mostram seis homens entrando correndo no local. Um deles exibe a arma e anuncia o assalto. Enquanto um vigia a entrada do restaurante, outros passam pelas mesas recolhendo os pertences das pessoas: telefones celulares, relógios e carteiras com dinheiro e cartões. Funcionários se escondem em um cômodo do restaurante. Para não serem vistos, eles apagam as luzes e o computador.

Segundo o vice-presidente da Abrasel SP, Ricardo Bartoli, mais de 50 casos de arrastões a restaurantes ocorreram na cidade de janeiro a maio. “Arrastões a restaurantes não vão acabar nunca. Assim como roubam todos os dias postos de gasolinas, joalherias e atacam caixas eletrônicos, também assaltam restaurantes. O negócio é inibir. E isso vai melhorar com mais policiamento”, diz Bartoli.

O número de casos de arrastões em São Paulo pode ser maior do que o informado pela associação. Isso porque muitos proprietários dos comércios não registram queixa dos crimes na polícia. Eles têm receio de que a “publicidade negativa” possa afastar a clientela.

A Polícia Militar precisa dessas informações onde aconteceram os assaltos para elaborar estratégias de segurança pública com patrulhamentos e rondas ostensivas. Já a Polícia Civil necessita dos dados para investigar os roubos. Sem eles, não é possível identificar os criminosos e recuperar o que foi levado dos clientes, funcionários e donos.

Zona Sul
No mês de maio, seis comércios nos bairros dos Jardins, Itaim Bibi e Brooklin foram assaltados, segundo comerciantes na região Sul da capital paulista e policiais civis e militares ouvidos pelo G1. Apesar disso, só três desses roubos foram registrados em delegacias.

“Eu não vejo necessidade de se fazer um boletim de ocorrência porque ficamos muito tempo esperando na delegacia. Além disso, só roubaram R$ 300 do nosso caixa”, conta Valmir Mondini, sócio-proprietário do Juca Alemão, restaurante especializado na culinária germânica no bairro Monções, assaltado no último sábado (28).

O caso só foi conhecido porque nove dos clientes vítimas do arrastão decidiram comunicar o crime no 96º Distrito Policial, no Brooklin.

“Foi terrível. Eu e cinco pessoas de minha família estávamos dentro do restaurante Juca Alemão quando ouvimos uma gritaria e muitos palavrões. Percebemos que era um assalto e fizemos o que os criminosos pediram. Eram cinco. Três deles usavam armas. Eles usavam blusas com capuzes e gritavam para não olharmos para eles. Dois outros senhores que olharam foram agredidos fisicamente. O assaltante esmurrou o peito de uma das vítimas”, diz o analista de sistemas Pablo Sebastian Gollan Carrreras, de 34 anos.

“O restaurante Juca Alemão parece não ter circuito de imagens. Estamos procurando câmeras nas ruas próximas para tentar identificar os criminosos. Também vamos elaborar uma ação conjunta com a Polícia Militar para aumentar o policiamento na região para coibir esse tipo de crime”, afirma o delegado titular do 96º Distrito Policial, no Brooklin, Eduardo de Camargo Lima. Segundo ele, desde o início deste ano, aconteceram outros três casos semelhantes na área.

Restaurante italiano
Na noite de 2 de maio, uma segunda-feira, o La Pasta Gialla, restaurante italiano na Cidade Jardim, também na Zona Sul, foi alvo de arrastão. Oito pessoas, a maioria clientes, deram queixa do roubo no 15º DP, no Itaim Bibi. Segundo as vítimas, seis homens, alguns armados, entraram correndo no estabelecimento por volta das 23h. Na fuga, os criminosos usaram um carro Tucson da cor preta.

O La Pasta Gialla diz, em nota, que a equipe “agiu conforme treinamento, protegendo a integridade das pessoas que se encontravam no local, e fazendo boletim de ocorrência do ocorrido, para que a polícia possa dar andamento na investigação do caso”. “A casa lamenta o transtorno ocasionado aos seus clientes e aguarda pelo resultado da investigação e punição dos responsáveis.”

Funcionários do restaurante disseram ao G1 que policiais militares foram contratados para fazerem bicos como seguranças no local. O La Pasta Gialla não confirma essa informação.

“E se esse segurança disfarçado de policial estiver armado? Se ele matar alguém numa troca de tiros? A obrigação de dar segurança é da polícia. É dela. Quem tem que garantir a segurança do comércio é polícia com rondas nas ruas e operações para coibir esses arrastões aos restaurantes”, diz o vice-presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de SP, Ricardo Bartoli.

Pizzaria
Outro caso de assalto foi registrado no 15º DP no mês passado. Ocorreu na noite de 26 de maio na Cristal Pizza Bar. Quatro vítimas procuraram a polícia para prestar queixa. Segundo os clientes, eles jantavam quando quatro homens armados invadiram o estabelecimento e roubaram os pertences das vítimas. Procurada para comentar o assunto, a Cristal diz que registrou queixa para colaborar com a polícia.

“Estamos empenhados em eliminar essas quadrilhas que agem realizando arrastões. Vamos intensificar nossos trabalhos de investigação para identificar os culpados”, diz o delegado titular do 15º DP, Paul Henry Bozon Verduraz

Uma das armas das polícias para tentar identificar os criminosos é analisar as imagens gravadas pelas câmeras dos estabelecimentos roubados ou de prédios vizinhos.

Zona Oeste
Em março, uma onda de arrastões assustou os frequentadores e donos de restaurantes da Zona Oeste. Para inibir os arrastões, a Polícia Militar passou a realizar mais rondas na região. O resultado foi uma queda no número de roubos. A sensação dos policiais é que os ataques migraram agora para a Zona Sul.

“Para esses casos de roubo, que as ligações são imediatas, nosso tempo de resposta é rápido. A gente não pode passar de três minutos para chegar ao local”, diz o coronel Marcos Roberto Chaves, comandante do Policiamento da Polícia Militar na capital. “Da mesma maneira onde intensificamos vigilância a caixas eletrônicos, também estamos intensificando perto dos restaurantes, como foi na Zona Oeste e como está sendo agora na Zona Sul.”

Para o vice-presidente da Abrasel SP, existem outras alternativas para inibir os arrastões a restaurantes. “Os donos dos estabelecimentos devem adotar o uso de câmeras, botões de acionamento direto com a PM e segurança particular ajudam nesse sentido. Outra coisa: se tem poucos clientes na casa, garçons devem ficam mais próximos da porta. E é sempre bom manter manobrista na porta da casa. Além de procurar iluminar bastante a casa”, diz Bartoli.

“Além do medo de levar um tiro, toda a família teve um prejuízo de R$ 2 mil, mas não vou mudar minha vida por causa de ações criminosas”, diz o analista de sistemas Carrreras, vítima do arrrastão no Juca Alemão.

Shopping de SP contratam homens armados para fazer segurança

Assaltos a joalherias são cada vez mais comuns. A medida é condenada por especialistas em segurança porque pode pôr em risco a vida de clientes.

Um crime que tem sido registrado com cada vez mais frequência é o de roubos a joalherias em shoppings. Autoridades e lojistas discutem qual a melhor solução para conter esse tipo de crime. Quem vai ao shopping anda assustado.

“É perigoso. A gente tem de ficar mais atento. É preciso ter segurança”, conta a auxiliar administrativa Vanessa Cristina da Silva.
“Agora você não tem a segurança para levar seu filho de 5 anos ao shopping, porque ele pode levar um tiro”, conta a operadora de telemarketing Andréia Dias de Figueiroa.

De acordo com a Associação dos Lojistas, somente em 2010 já ocorreram 16 assaltos a shoppings no país, nove deles foram em joalherias. Para tentar conter a criminalidade alguns shoppings de São Paulo, contrataram homens armados pra fazer a vigilância dos estabelecimentos. Uma medida condenada por especialistas em segurança porque pode pôr em risco a vida de clientes.

“Com criminosos dispostos a tudo e funcionários armados e mal preparados, é criado uma situação de confronto em que o cliente está no meio desse tiroteio. Tirando-se a arma de pelo menos de um segurança, é possível reduzir potencialmente a chance de alguém se machucar nessa historia”, explica o especialista em segurança José Vicente da Silva Filho.

A associação que reúne as empresas de vigilância diz que existem de 1,5 mil a 2 mil vigilantes atuando em shoppings no Brasil. “Vigilantes só devem andar armados em momentos extremados na parte periférica externa, na parte interna não, na parte interna é prevenção total, é realmente botões de pânico, câmeras funcionando a contento, câmeras com ótima resolução, gravação de imagem. Isso sim que é o importante”, diz presidente da Associação Brasileira das Empresas de Vigilância (Abrevis), José Jacobson Neto.

Os empresários pedem reforço no policiamento. Querem rondas diárias e bases comunitárias perto dos shoppings. “O ideal seria que houvesse sempre uma viatura mesmo sendo paga pelo shopping center, isso não tem sido possível e a gente percebe que a secretaria de Segurança também tem limites para poder trabalhar e tem contribuído dentro das limitações deles”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping Nabyl Sahyoun.

“O shopping constitui alvo esporádico da ação de criminosos, não justifica uma intensificação da polícia nesses locais. A polícia tem uma demanda muito mais intensa para fazer cobertura, pode haver cooperação, mas não no sentido de ser um guardião de shopping Center, que deve ficar para segurança própria”, explica especialista em segurança.

As polícias Civil e Militar foram procuradas pela nossa produção, mas não quiseram se manifestar. De acordo com a Associação Brasileira de Lojistas, os shoppings investem cerca de R$ 3 milhões em segurança por ano.

Fonte: Bom Dia Brasil

PM vai panfletar contra roubo a banco

25 de maio de 2011

CAMILLA HADDAD

Policiais militares vão distribuir panfletos com alertas de segurança nas agências bancárias da capital, principalmente no setor de autoatendimento e na entrada dos estabelecimentos. O material é ilustrado com desenhos que representam situações pelas quais passam os funcionários de bancos e os clientes.
A medida passa a valer na próxima semana e faz parte de uma estratégia montada pela corporação para combater crimes como ‘saidinha de banco’, sequestro de gerentes e roubos. De madrugada, a ronda foi reforçada no lado de fora até as 6h40 – para evitar os ataques a caixas eletrônicos, que cresceram muito neste ano.
A operação, chamada pela PM de “Saque Seguro”, começou ontem com visitas de policiais aos gerentes e demais funcionários e também conscientização de clientes. O trabalho é desenvolvido das 10h às 16h. Parte do efetivo do bairro entrou nos bancos, andou pelas filas e fez patrulhamentos nos estacionamentos conveniados, o que antes não acontecia.
Os responsáveis pelas visitas são soldados do bairro. Além deles, a PM chamou 32 homens do setor administrativo que receberam treinamento para atuar nas agências consideradas mais críticas. Os bancos entregaram à Polícia Militar uma lista com endereços de agências com maior número de crimes. Entre elas estão estabelecimento no Morumbi, Jabaquara (zona sul), Santana (norte) e Butantã (oeste).
Aplausos
A novidade chamou a atenção. Em uma das agências onde foi feita a visita houve aplausos dos clientes, segundo a Polícia Militar. Em Santana, o funcionário de um estacionamento diz ter se surpreendido com a chegada de duas viaturas. Ele contou que pensou ter havido um roubo, perguntou para os policiais o que estava acontecendo e foi informado sobre a operação.
Em todas as agências visitadas, os gerentes assinam uma espécie de lista de presença trazida pelos PMs, para comprovar que a ronda passou pelo local.
O coronel Marcos Chaves, comandante do policiamento da capital, afirma que espera uma reação positiva das pessoas. Segundo o oficial, uma das metas é justamente a criação de “vínculo” entre funcionários, clientes e policiais do bairro.
“Hoje (ontem) foram 400 agências visitadas” afirmou Chaves. “Aparentemente, o objetivo foi alcançado. Essa aproximação é importante. Se cria uma amizade, o policial começa a interpretar as reações das pessoas e assim pode identificar se há algo errado acontecendo”, avalia.
O especialista em segurança Felipe Gonçalves considera a ronda “muito efetiva”. “A pessoa mal intencionada vai pensar duas vezes antes de agir”, explica. Gonçalves diz ainda que a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também deve intensificar a prevenção e a segurança.
O diretor setorial de Segurança Bancária da Febraban, Pedro Oscar Viotto, disse que a parceria com a PM é importante. “O reforço do policiamento na região da agência beneficia todo o entorno, diminuindo a criminalidade de maneira geral.” Para a Febraban, a principal recomendação é não comentar com estranhos sobre saques de grandes valores.
O Banco do Brasil, que ontem teve uma visita na agência da Rua Voluntários da Pátria, em Santana, informou, em nota, que constantemente orienta seus funcionários através de palestras que abordam temas relacionados com a segurança preventiva; cursos sobre segurança de ambientes e de pessoas; publicações periódicas de mensagens contendo dicas e informações a respeito da segurança bancária, além de adotar instruções normativas específicas para o tratamento do assunto.
Segundo informações da Febraban, a cidade de São Paulo tem 2.449 agências bancárias.