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Segurança Eletrônica Sustentável – o marco da integração e da qualidade de vida

Historicamente, segurança era um privilégio de algumas castas.
Depois, com o tempo, tornou-se uma necessidade da classe média e, hoje, popularmente, é um desejo de paz da população, como também não deixa de ser um dever do Estado.

Na década de 80, a segurança eletrônica era um privilégio de poucas empresas dedicadas a projetos e engenharia em processos e sistemas. Já na década de 90, com a disseminação dos equipamentos de intrusão e CFTV, a segurança quase se tornou commodity. Mas, devido às demandas e necessidades de mercado, percebeu-se que dar segurança ou aprimorar a prevenção não era apenas um negócio dos assuntos da segurança pública, nem tão pouco destinado por força de Lei a empresas privadas autorizadas ou a sofisticados sistemas de tecnologia.

Ela é um conjunto de coisas e fatores e por isso precisa da integração, de desenvolvimento de novos métodos, da revisão de conceitos e aceitação da possibilidade de descobrir sempre algo diferente e inovador que ninguém fez ainda.

Mas, isso só é possível se tentarmos fazer algo novo. Os jogos Panamericanos da cidade do Rio de Janeiro, as intervenções das favelas nos morros cariocas através das famosas e populares UPPS ou mesmo mais recentemente na Rio + 20, são conjuntos de ações e fatores quer sejam momentâneos ou prolongados, mas que devem ser estratégicos e eficientes. Afinal, o objetivo final é a busca do controle, da comodidade, da paz e da longevidade e se, por um período, isso é possível, talvez o prolongamento desse modelo também seja. O maior desafio é criar sustentabilidade a esse processo do modelo conjunto: segurança pública, segurança privada, segurança eletrônica e sociedade. O conjunto desconstrói barreiras ao invés de perpetuá-las.

Ao final das Olimpíadas de Londres, o COI (Comitê Olímpico Internacional) reviu os conceitos e demonstrou a verdadeira preocupação de unificar esforços para a proteção e a paz social. E pensa-se em agregar legislações cada vez mais contemporâneas do ponto de vista da inclusão ao invés da exclusão, ampliando a participação no conceito de prevenir e controlar.

São nesses eventos múltiplos que percebemos o quão importante é pensar na sustentabilidade, na integração, no respeito aos diversos setores e segmentos que cuidam da segurança e colaboram com ela em seus vários atos na cena social. Isso demonstra que a delegação e privilégio não é uma reserva única de mercado nem direito adquirido de nenhum setor, ele é extensível e deveria ser integrado à segurança orgânica, à segurança privada, à segurança eletrônica, à segurança policial, aos órgãos de inteligência das forças armadas, às guardas municipais, às associações comunitárias e aos voluntários. A tendência de existir uma única guarda pretoriana é um equívoco.

O Brasil possui diversos problemas em segurança pública e deficiências na segurança privada que precisam de desenvolvimento. Nenhum desenvolvimento se faz pela exclusão, mas pela inclusão de parceiros rumo ao objetivo chamado qualidade de vida. Ninguém no aspecto social possui as chaves para as soluções da segurança de forma isolada.

O setor de segurança eletrônica no Brasil veio para ficar, e tem total conhecimento de que sozinho não é a solução, mas parte dela. Ela se tornou o meio inteligente capaz de mensurar, planejar e colaborar com o restante da segurança.

Pensando por esse aspecto, uma empresa, um governo, um líder, uma organização precisa pensar em segurança com o lado multilateral, e os serviços de prevenção não são apenas conjuntos de coisas tais como: pessoas treinadas, uniformes, armas de fogo, métodos, veículos ostensivos ou somente tecnologia. Na verdade é a soma de tudo isso incluindo políticas públicas, direitos humanos, saúde e educação.

Segurança é acessibilidade, é inclusão, é inserção comunitária, é educação, é saúde, é meio ambiente, é esporte, é organização urbana, é transferência de tecnologia, é democracia, é participação. A segurança para a qualidade de vida é muito mais penetrante e envolvente do que repressora, não é excludente, beneficiadora de setores, paradigmática, erradicante, e sim, mais participativa e assertiva, inteligente, planejada, empreendedora e criativa.

Os saltos econômicos a que serão alçados os brasileiros devido à economia nos próximos anos, oferece lugar para todos nesse nicho de comércio extraordinário do consumo. Existem regiões brasileiras fora do eixo do sudeste e sul que estão crescendo a taxas maiores que muitos países europeus em quatro décadas. Pesquisas mostram que o mapa de consumo e desenvolvimento do país precisa ser muito mais heterogêneo nas propostas e delicadamente audacioso, do que simplesmente ficar fazendo as mesmas coisas sempre.

A segurança eletrônica por meio da ABESE e FENABESE, e da força da indústria por meio das feiras de negócios como a Exposec, mostram a vocação importante desses segmentos, indústria, distribuidores, revendas, integradores, gestores de riscos, engenheiros e consultores de segurança, além de sua grande participação estratégica na integração de recursos e modelos de prevenção, não apenas com o conceito de acessibilidade de ferramentas, mas na participação do conjunto, planejando e executando planos de segurança.

Em 2013, a segurança privada da segurança eletrônica será responsável por centenas de projetos em municípios de pequeno e grande porte, auxiliando os poderes executivos na implementação de projetos que visam o aprimoramento da segurança pública e não somente a venda de equipamentos.

As pesquisas sobre violência nas universidades não deixam mais de citar o importante componente da segurança eletrônica no que diz respeito à implantação de projetos de monitoramento, proteção passiva e gravações de imagens que colaboram muito no esclarecimento de crimes e fraudes diariamente em todo o Brasil.

Isso significa dizer que a segurança eletrônica atingiu sua maturidade e pode ser ouvida e ter seu lugar nos assentos de decisões de segurança privada no país. Esse importante segmento deixa de ser apenas os números de vendas de equipamentos de proteção, para se tornar uma importante base de pesquisa e apoio para a prevenção em nosso país.

Dessa forma para o futuro, nós brasileiros teremos uma grande missão pela frente, pensar a segurança para a qualidade de vida, desse outro jeito, inclusiva, criativa, sustentável, profissional, gerencial e algumas vezes mais simples que sofisticada. A solução da segurança é objetivar a qualidade de vida, muito mais do que simplesmente sentir-se seguro, uma sensação que as vezes é momentânea e irreal.

O Congresso Internacional promovido pela ABESE tem esse apelo de fazer as coisas acontecerem por meio da promoção de novas idéias e significados não apenas tecnológicos, mas conceituais e de forma simples.

Como dizia Leonardo da Vinci: “O último degrau da sofisticação é a simplicidade”. As respostas, às vezes, estão nas coisas mais fáceis e simples de fazer. Tomara que no futuro agreguemos mais e compliquemos menos.

Sejam bem-vindos à inovação de um novo CIS 2012.

*Ronaldo Elias Pena é especialista em segurança estratégica e negociação, consultor e assessor sênior da Reitoria da USP. Coordenador do GETS – USP. Membro da Socie dade Brasileira para o Desenvolvimento da Segurança e Serviços. Gestor de Relações Institucionais. Formado no Insead – França – pelo Blue Ocean Institute e Pesquisador.

Porte de drogas para uso pessoal pode deixar de ser crime no Brasil

Proposta faz parte da alteração do Código Penal e ainda precisa ser
aprovada pelo Congresso. Outra mudança, esta já em vigor, é a criação
de um banco de dados de DNA criminal.

A comissão de juristas que prepara propostas para alterar o Código Penal anunciou o projeto que pretende descriminalizar a posse de drogas para uso pessoal. Se for aprovada pelo Congresso, plantar, comprar e portar drogas para uso próprio deixará de ser crime, quando a quantidade não ultrapassar o suficiente para cinco dias de consumo.

Hoje, a polícia depende de investigações para diferenciar o traficante do usuário. “Você pode ter uma pessoa portando uma quantidade pequena de droga, mas ser um traficante. E você pode ter um usuário que compra um pouco mais para utilizar durante alguns dias”, explica o delegado Luiz Alexandre Gratão.

Usar drogas na frente ou perto de crianças e adolescentes, como por exemplo, nas proximidades de escolas, também poderá ser considerado crime. “O contato com pessoas que fazem o uso de drogas tem feito com que as crianças sintam vontade de conhecer o que é esse material, o que o adulto está consumindo”, afirma o professor de biologia, Helder Souza.

O novo Código Penal diminui o rigor com drogas, mas aumenta a pressão contra o bullying, que se tornaria crime. Pela proposta, maiores de 18 anos que ofendem, intimidam, ameaçam, agridem ou castigam crianças e adolescentes poderiam até ser presos. “Eles vão ter a oportunidade de poder pensar antes de agir e vão entender que toda sua ação vai ter uma consequência”, opina a orientadora pedagógica Valdirene.

Essas mudanças ainda precisam ser aprovadas pelo Congresso. O que já está certo e já virou lei é um cerco maior a bandidos que matam e estupram. Daqui a seis meses, condenados por crimes violentos serão identificados geneticamente. O DNA deles, que é uma identidade única e pessoal, vai para um banco de dados.

Quando houver um crime, vestígios do agressor – sangue, unha e fios de cabelo – serão comparados ao material armazenado. “A expectativa é que nós tenhamos mais condições de demonstrar a autoria desses crimes, de apresentar uma prova técnica, que obviamente vai ser analisada em juízo, mas que vai ajudar a ter muito mais base para as condenações e a reverter esse cenário de impunidade”, explica o perito federal Guilherme Jacques.

Fonte: G1

Confira o que abre e o que fecha durante a Semana Santa, em São Paulo

Durante o feriado da Páscoa, quinta-feira, 5, até o domingo, 8, os supermercados, feiras livres, bibliotecas, teatros, hospitais e parques da cidade de São Paulo têm esquema especial com horários de funcionamento e atendimento diferentes.
Confiram abaixo, o que abra e o que fecha na capital durante esta Semana Santa:

Bancos
Não haverá atendimento bancário na próxima sexta-feira, 6, em função do feriado. Nesta data, a população pode utilizar os caixas eletrônicos, Internet Banking, Mobile Banking, banco por telefone e correspondentes (casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados).

As contas de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo, por exemplo) e os carnês que vencerem nessa data poderão ser pagos no dia útil seguinte, dia 9 (segunda-feira), sem a incidência de multa.

Poupatempo
Os postos Poupatempo e o Disque Poupatempo ficarão fechados nos dias 7 e 8. O atendimento voltará ao normal a partir de segunda-feira. Os horários de atendimento dos postos podem ser consultados em www.poupatempo.sp.gov.br ou pelo Disque Poupatempo – 0800 772 36 33.

Abastecimento
Na sexta-feira, 6, irão funcionar os mercados municipais Kinjo (Cantareira), das 3h às 15h; Lapa, das 6h às 13h; Paulistano, 6h às 18h; Vila Formosa, e Teotônio Vilela, das 7h às 13h; Pirituba, das 7h às 14h; Central Leste, das 7h às 15h; Sapopemba, Tucuruvi e Pinheiros, das 8h às 13h; Penha e Santo Amaro, das 8h às 16h; Guaianases e Ipiranga, das 8h30 às 13h, e São Miguel, das 9h às 15h.

No sábado,7, os mercados abrirão nos seguintes horários: Kinjo, das 3h às 15h; Paulistano, das 6h às 18h; Central Leste, das 7h às 18h; Teotônio Vilela, das 7h às 19h; Pirituba, das 7h às 21h; Pinheiros e Lapa, das 8h às 18h; Ipiranga, Penha, São Miguel, Tucuruvi, Sapopemba, Vila Formosa e Santo Amaro, das 8h às 19h, e Guaianases, das 8h30 às 13h.

No domingo de Páscoa, 8, os horários serão os seguintes: Santo Amaro, das 6h às 18h; Vila Formosa, Teotônio Vilela e Central Leste, das 7h às 13h; Pirituba, das 7h às 14h; Ipiranga, Penha, Sapopemba e Tucuruvi, das 8h às 13h, e Guaianases, das 8h30 às 13h. Kinjo, Paulistano, Lapa, São Miguel e Pinheiros estarão fechados.

As feiras livres funcionarão todos os dias, nos locais e horários habituais.

Os sacolões
Na sexta-feira, 6, Lapa, das 6h às 13h; Jaguaré, das 6h30 às 16h; Santo Amaro, das 7h às 12h; João Moura, Brigadeiro e COHAB Adventista, das 7h às 13h; Butantã, das 7h às 13h30; Rio Pequeno, Jaraguá, City Jaraguá, Bela Vista e Avanhandava, das 7h às 14h; Piraporinha, das 7h às 14h30; Freguesia do Ó e Estrada do Sabão, das 7h às 15h; Cidade Tiradentes, das 8h às 15h, e São Miguel Paulista, das 9h às 15h.

No sábado, 7, os horários serão os seguintes: Jaguaré, das 6h30 às 16h; Santo Amaro, das 7h às 12h; João Moura, das 7h às 13h; Brigadeiro, das 7h às 18h; Rio Pequeno, Freguesia do Ó, Estrada do Sabão, Jaraguá, Avanhandava, City Jaraguá e Bela Vista, das 7h às 19h; Piraporinha, das 7h às 19h30; COHAB Adventista, Butantã e City Jaraguá, das 7h às 20h; Lapa, das 8h às 14h; Cidade Tiradentes, das 8h às 18h, e São Miguel, das 8h às 19h.

No domingo de Páscoa, 8, o funcionamento será nos seguintes horários: Jaguaré, das 6h30 às 13h; Santo Amaro, das 7h às 12h; João Moura, COHAB Adventista e Brigadeiro, das 7h às 13h; Butantã, das 7h às 13h30; Rio Pequeno, Jaraguá, City Jaraguá, Avanhandava e Bela Vista, das 7h às 14h; Piraporinha, das 7h às 14h30; Estrada do Sabão e Freguesia do Ó, das 7h às 15h; Lapa, das 6h às 13h; Cidade Tiradentes, das 8h às 15h, e São Miguel, das 6h às 18h.

Assistência Social
Vão funcionar ininterruptamente os serviços de emergência e acolhida: abrigos, Casas de Acolhida, Central de Atendimento Permanente e de Emergência 24 horas. Não abrirão: Loja Social, Centro de Referência de Assistência Social, Coordenadoria de Assistência Social, Centro de Referência Especializado de Assistência Social e Centro de Referência de Cidadania do Idoso.

Cultura
Vão abrir todos os dias: Centro Cultural São Paulo, com a exceção das bibliotecas, Capela do Morumbi, Casa da Imagem e do Som (antiga Casa nº 1), Casa do Bandeirante, Casa do Grito, Casa Modernista, Casa do Tatuapé, Beco do Pinto, Sítio da Ressaca, Sítio Morrinhos, Solar da Marquesa de Santos, Galeria Olido, Monumento à Independência (Capela Imperial), Pavilhão das Culturas Brasileiras, Teatro Cacilda Becker, Teatro João Caetano e Teatro Zanoni Ferrite.

O Teatro Décio de Almeida Prado não abrirá na sexta-feira,6, e terá programação normal no fim de semana, nos dias 7 e 8.

Funcionarão somente no sábado, 7: bibliotecas de bairro, Biblioteca Mário de Andrade, Biblioteca Monteiro Lobato, Ponto de Leitura Piqueri, Theatro Municipal (récita de La Traviata, às 20h), e o Arquivo Histórico Municipal.

O Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso abrirá somente na sexta-feira, 6, e sábado, 7, das 10h às 18h. O Museu do Theatro Municipal abrirá somente no fim de semana, nos dias 7 e 8. No domingo,8, às 18h, haverá espetáculo da Companhia Antropofágica no saguão do teatro.
Os Ônibus Biblioteca funcionarão normalmente.

Educação
Os Centros de Educação Unificada (CEUs) abrirão normalmente para atividades de lazer e recreação na sexta-feira, 6, sábado, 7, e domingo, 8. As escolas só funcionarão na segunda-feira, 9.

Esporte
Os Clubes Escola e os Clubes da Comunidade da Secretaria Municipal de Esportes fecharão somente na sexta-feira, 6. Atividades didáticas (cursos) serão reiniciadas na segunda-feira, 9, nos horários habituais.

Saúde
Os hospitais, prontos-socorros e AMAs 24h funcionam todos os dias. As AMAs funcionam de segunda-feira a sábado, das 7h às 19h, inclusive no feriado. As UBSs fecham na sexta-feira, 6, e voltam a funcionar na segunda-feira, 9. As AMAs Especialidades fecham na sexta-feira, 6, funcionam no sábado, 7, fecham no domingo e reabrem na segunda-feira, 9.

Subprefeituras
As Praças de Atendimento não abrirão. Voltarão a funcionar na segunda-feira, 9.

Trabalho
As unidades móveis e fixas do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT) e do banco de microcrédito São Paulo Confia não abrirão. Todos os postos voltarão a funcionar em seus horários normais na segunda-feira, 9.

Verde e Meio Ambiente
Os parques municipais abrem nos horários habituais.
Estadão.com.br

Violência no Brasil, outro olhar

A violência se manifesta por meio da tirania, da opressão e do abuso da força. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico-religiosos e banditismo.

A violência, em seus mais variados contornos, é um fenômeno histórico na constituição da sociedade brasileira. A escravidão (primeiro com os índios e depois, e especialmente, com a mão de obra africana), a colonização mercantilista, o coronelismo, as oligarquias antes e depois da independência, somados a um Estado caracterizado pelo autoritarismo burocrático, contribuíram enormemente para o aumento da violência que atravessa a história do Brasil.

Diversos fatores colaboram para aumentar a violência, tais como a urbanização acelerada, que traz um grande fluxo de pessoas para as áreas urbanas e assim contribui para um crescimento desordenado e desorganizado das cidades. Colaboram também para o aumento da violência as fortes aspirações de consumo, em parte frustradas pelas dificuldades de inserção no mercado de trabalho.

Por outro lado, o poder público, especialmente no Brasil, tem se mostrado incapaz de enfrentar essa calamidade social. Pior que tudo isso é constatar que a violência existe com a conivência de grupos das polícias, representantes do Legislativo de todos os níveis e, inclusive, de autoridades do poder judiciário. A corrupção, uma das piores chagas brasileiras, está associada à violência, uma aumentando a outra, faces da mesma moeda.

As causas da violência são associadas, em parte, a problemas sociais como miséria, fome, desemprego. Mas nem todos os tipos de criminalidade derivam das condições econômicas. Além disso, um Estado ineficiente e sem programas de políticas públicas de segurança, contribui para aumentar a sensação de injustiça e impunidade, que é, talvez, a principal causa da violência.

A violência se apresenta nas mais diversas configurações e pode ser caracterizada como violência contra a mulher, a criança, o idoso, violência sexual, política, violência psicológica, física, verbal, dentre outras.

Em um Estado democrático, a repressão controlada e a polícia têm um papel crucial no controle da criminalidade. Porém, essa repressão controlada deve ser simultaneamente apoiada e vigiada pela sociedade civil.

Conforme sustenta o antropólogo e ex-Secretário Nacional de Segurança Pública , Luiz Eduardo Soares: “Temos de conceber, divulgar, defender e implantar uma política de segurança pública, sem prejuízo da preservação de nossos compromissos históricos com a defesa de políticas econômico-sociais. Os dois não são contraditórios”.

A solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda com urgência, profundidade e extensão a melhoria do sistema educacional, saúde, habitacional, oportunidades de emprego, dentre outros fatores. Requer principalmente uma grande mudança nas políticas públicas e uma participação maior da sociedade nas discussões e soluções desse problema de abrangência nacional.

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP

A operação na Cracolândia

Exagerar a importância e o alcance da operação iniciada terça-feira na Cracolândia, como vêm fazendo a Prefeitura da capital e o governo do Estado, só serve para criar frustrações e comprometer seus resultados. A julgar pelas ações desenvolvidas até agora e pelos meios – policiais e de assistência médica e social – que os governos municipal e estadual se mostram dispostos a empregar naquela área da cidade, tudo indica que o poder público quer mesmo é apenas reafirmar a sua intenção de estar presente ali, para evitar que o problema se agrave, talvez preparando o terreno para medidas mais ousadas no futuro.

A região foi ocupada por um contingente de 100 policiais militares (PMs) e 30 guardas civis metropolitanos, que retiraram, sem maiores dificuldades, cerca de 2 mil usuários de crack dos pontos em que costumam se reunir, como o entorno da Praça Júlio Prestes. Procedeu-se em seguida à limpeza – com a retirada de mais de 7 toneladas de lixo de todo tipo – a lavagem desses locais. A maior parte dos usuários, que haviam se espalhado pelas imediações da Cracolândia, logo voltou para aqueles pontos, apesar da presença ostensiva dos policiais.

Um dos objetivos da operação, que faz parte do Plano de Ação Integrada Centro Legal, é prender os traficantes que atuam na região e, ao mesmo tempo, não tolerar o consumo público de crack. Pretende-se com isso forçar o usuário a buscar ajuda para se tratar. Em primeiro lugar, como isto já poderia ter sido feito há muito tempo, é preciso saber se agora há de fato uma firme determinação de combater o tráfico de narcóticos. Se há, deve-se levar em conta a advertência feita pelo vice-presidente da Comissão Nacional da Criança e do Adolescente da OAB, Ariel Castro Alves. Lembra ele aquilo que é bem conhecido dos especialistas: “Para dificultar a chegada das drogas, é importante haver um trabalho de inteligência por parte da Polícia Civil. A investigação funciona mais do que o trabalho ostensivo da PM”.

Em segundo lugar, mesmo que de uma forma ou outra se consiga cortar o fornecimento de droga, nada garante que isto por si só leve os dependentes a buscar tratamento, ao contrário do que pretende o coordenador de Políticas sobre Drogas da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania, Luiz Alberto Chaves de Oliveira: “A falta de droga e a dificuldade de fixação vão fazer com que as pessoas busquem o tratamento. Como é que você consegue fazer o usuário se tratar? Não é pela razão, é pelo sofrimento. Dor e sofrimento fazem a pessoa pedir ajuda”.

O seu tom dramático não comove nem convence especialistas na questão. O psiquiatra Marcelo Ribeiro, ouvido pelo Estado, afirma que essa estratégia não tem lógica. A seu ver a “sensação de fissura” provocada pela abstinência impede que o usuário tenha consciência de que precisa de ajuda: “Ela causa outras reações, como a violência”. Já Arthur Pinto Filho, promotor de Justiça de Saúde, diz não conhecer estudo científico que comprove que a abstinência leva alguém a procurar tratamento.

O mais provável, portanto, é que a primeira reação do dependente, na angústia da abstinência, seja procurar outros fornecedores fora da região. E como o preço da droga, tornada rara, sobe, ele pode apelar para a violência para conseguir dinheiro.

É por essas razões que há muito se sabe – e as autoridades são as primeiras a não desconhecer isso – que o problema da Cracolândia só pode ser resolvido por uma ação conjunta da polícia, no combate ao tráfico; de serviços de assistência médica e social para convencer os dependentes a se tratar; e da Justiça para decidir sobre os casos em que deve haver internação compulsória.

Embora os governos municipal e estadual venham prometendo isso há muito tempo, inclusive agora – não é por acaso que o plano que se promete executar seja de “Ação Integrada” -, eles não dispõem, como é notório, da ampla rede de assistência indispensável ao êxito de uma iniciativa como essa.

A operação na Cracolândia é importante para manter um mínimo de ordem na região. Isto não é pouco, mas fica muito aquém das promessas irrealistas e grandiloquentes da estratégia da “dor e do sofrimento”.

O Estado de São Paulo

Casa abandonada vira ‘cracolândia’ em S. José

Thiago Leon

Thiago Leon

Vizinhos reclamam de insegurança e sujeira; PM diz que não pode agir sem que haja denúncia

Filipe Rodrigues
São José dos Campos

Uma casa abandonada na rua Major Antônio Domingues, no centro, virou a nova ‘cracolândia’ de São José. Segundo os próprios usuários, pelo menos 20 dependentes químicos se reúnem no local diariamente para usar crack.

A movimentação no imóvel é intensa durante todo o dia. Entre moradores e comerciantes da região, a sensação é de insegurança.

Em janeiro, uma casa vizinha, a poucos metros, era o ponto de encontro dos dependentes. Após denúncias dos moradores, o imóvel foi demolido.

Segundo a Polícia Militar, só seria constatado algum crime por parte dos dependentes se o proprietário da casa fizesse uma denúncia.

A Secretaria de Desenvolvimento Social informou que irá acionar o proprietário do imóvel para que ele tome providências.

O dono da casa não foi encontrado ontem para comentar o assunto.

Consumo
O VALE esteve ontem na casa e, segundo os próprios usuários, o local é utilizado há cerca de duas semanas pelos dependentes.

Na casa, está morando um homem de 36 anos que diz ter recebido autorização do proprietário do imóvel para permanecer ali.

“Eu comecei a fazer uns trabalhos para ele. Aí vem um pessoal aqui para gente dar um pega (no crack), conversar”, disse F.

Uma das visitas constantes ao imóvel é de A., 29 anos. O rapaz diz que vai ao local três vezes por dia.

“Não dá para contar quantas pedras a gente usa, 20 ou 30. É de perder a conta. Uso crack há três anos, já tentei internação duas vezes, mas sempre saio quando bate a abstinência”, disse.

Para que a prática não chame a atenção, F. mantém o portão da casa trancado com uma corrente e um cadeado. Só aparece na rua quando algum usuário lhe chama.

“Não queremos incomodar. Só um lugar para ficar. Quando acaba o dinheiro, saímos para pedir e comprar mais”, disse F.

História
A rua tem histórico de ser utilizada durante a noite para consumo de drogas e prostituição. Moradores e comerciantes reclamam que falta atuação da polícia e da prefeitura.

“Alguns comércios fecharam e outras pessoas se mudaram, o que fez com que a rua ficasse menos movimentada. Por isso, essas pessoas preferem usar drogas aqui”, diz uma mulher que mora em um prédio nas proximidades.

O medo de quem transita pela região é o risco de roubos e furtos em busca de dinheiro para a compra de drogas.

“Como vou parar meu carro aqui? Há vezes que encosto e eles já vêm pedir dinheiro. E se eu não der? O que vão fazer”, questiona um morador.

Um comerciante afirma que outro problema trazido pelos dependentes é a sujeira. “Se fingimos que não vemos, não há risco. Mas todo dia de manhã, minha calçada está suja”, disse o lojista.

Lei dificulta ação, afirma a PM
São José dos Campos

A Polícia Militar diz conhecer o problema do consumo de drogas no imóvel, mas afirma que é difícil agir por ser uma área particular.

“Não podemos invadir o local. Se o proprietário reclamar, aí haverá um crime”, disse o capitão Marcelo de Oliveira de Garcia, responsável pelo policiamento no centro.

Durante as abordagens ao imóvel, os policiais fizeram revistas, mas não encontraram drogas ou pessoas foragidas.

“Nos últimos dois meses, prendemos 20 foragidos em locais de consumo de droga no centro. Mas ali, a não ser que flagremos uma quantia grande de droga, não há crime.”

A Secretaria de Desenvolvimento Social, responsável pelo tratamento de dependentes, disse que também não pode entrar em áreas privadas.

Uma intimação será entregue ao dono da casa. Caso nenhuma providência seja tomada, o proprietário poderá perder o imóvel.

Prevenção em edifícios e condomínios

A Violência Urbana não encontra fronteiras, há alguns anos muitos saíram de casas para procurar segurança nos condomínios verticais e mais recentemente nos horizontais, no entanto, vez ou outra, surge a notícia que uma quadrilha de infratores da lei tomou de roubo um condomínio, fazendo com que todos fiquem assustados e de certa forma receosos, para saber se o seu condomínio está seguro e se é capaz de suportar ações desse tipo.

A reflexão que se deve ter neste momento é a consciência de que o Brasil, um país intercontinental e capitalista, tornou-se um país violento, pois como se estimula o consumo e a ostentação do ganho, isto desperta a atenção dos infratores da lei.

Infelizmente não há soluções mágicas para a erradicação da Violência Urbana, tem-se que investir em Prevenção, até por que nada é 100% seguro. Assim, é importante valorizar a Prevenção Primária, que defino como sendo a adoção de ações que possam minimizar ser você uma vítima de crime.

É importante que nos organizemos em comunidade, que não nos isolamos como cidadãos, portanto, orientamos que você participe das reuniões ordinárias do Conselho Comunitário de Segurança de sua região, e exija que ao menos um integrante da diretoria de seu condomínio participe, pois o Conseg é o principal elo da comunidade com a Segurança Pública local, a Polícia Militar e a Polícia Civil (www.conseg.sp.gov.br).

Pensando em prevenção como sua forte aliada, pois esta se ousa afirmar que representa 90% das suas ações contra 5% de sorte e outros 5% de uma possível reação com sucesso, quando a matéria é condomínio temos que dividir o assunto em:

1- Cuidado nos condomínios e edifícios
2- Cuidados para os funcionários
3- Cuidados para você condômino

Como todas as dicas que iremos trazer são simples e de puro bom senso, mas devem ser encaradas com seriedade, pois viver em condomínio é abrir mão do seu direito pessoal e individual para o bem estar do coletivo, nesta quinzena, começaremos com 10 dicas que dizem respeito as instalações físicas do condomínio:

1- Tão importante quanto a função do síndico e do administrador, pensa-se que nos dias atuais seja a função do responsável pela segurança, sugere-se que haja uma comissão de 3 moradores e, recomenda-se que as normas de segurança a serem adotadas devam ser decididas em assembléia de condôminos, com ampla difusão para todos os moradores do prédio, sob pena de perderem a eficiência.

2- Na era da tecnologia, esta deve ser buscada sempre, para melhor auxiliar os funcionários do condomínio, sendo assim, é importantíssimo um sistema de segurança com iluminação em todas as entradas, câmeras nos principais pontos sensíveis do condomínio (cuidando para que não haja obstáculos impedindo a visão) e alarmes em centrais de monitoramento.

3- Nos casos de acesso de estranhos (visitantes e/ou prestadores de serviço), deve ser adotado o que segue: prévia identificação e confirmação, antes da efetiva entrada. Entrega de encomendas, que não tenham sido solicitadas ou que não estejam sendo esperadas, devem ser recusadas. Em todos os casos é importante que a portaria seja instruída para receber as encomendas, evitando a presença de estranhos nas dependências do condomínio e no apartamento.

4- É importante que o prédio tenha um sistema de gaiola, para que haja esta triagem.

5- Os funcionários, principalmente aqueles que desempenham funções na portaria do prédio, devem ser alertados para os diferentes expedientes usados pelos infratores da lei, bem como devem estar capacitados para ligar para o telefone de emergência da Polícia Militar (190), quando necessário.

6- É importante que estejam disponíveis para o funcionário e demais moradores o endereço e telefone da Companhia da PM e DP da área em que está situado o prédio.

7- As guaritas e recepções devem ter vidros escurecidos ou espelhados além de ficarem afastadas da rua de forma que impeçam que seus funcionários possam ser facilmente rendidos.

8- Os acessos aos apartamentos devem ser dotados de boa iluminação, controlada do interior da residência. As portas devem ser sólidas e dotadas de “olhos mágicos” ou outros dispositivos que permitam a observação da área externa.

9- O interfone é fundamental para a comunicação de situações de emergência (presença de suspeitos ou de indivíduos indesejáveis em seu “hall” de entrada).

10- Havendo outros prédios próximos, por consenso dos moradores, poderá ser instalada uma ligação pelo interfone de suas portarias, ou mesmo de um simples alarme sonoro ou visual, que funcione como pedido de auxílio nos momentos de perigo.

Temístocles Telmo Ferreira Araújo
Capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Atualmente é Comandante da 1ª Companhia do 41º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano município de Santo André-SP e escreve para a Redenoticias.net

O balanço da criminalidade

O Estado de S.Paulo

O balanço da criminalidade que a Secretária da Segurança Pública acaba de divulgar apresenta duas informações importantes. Revela que, no primeiro semestre de 2011, os homicídios caíram 12% no Estado e 28% na capital, em comparação com o mesmo período de 2010. Já os latrocínios (roubo seguido de morte) cresceram 12% na capital, 30% na Grande São Paulo e 21% no interior. Aumentou também o roubo de veículos – 10% no Estado e 7,5% na capital.

A queda da taxa de homicídios já era esperada, pois, nos últimos 16 anos, a tendência de redução desse tipo de crime foi interrompida uma única vez, em 2009. Em 2010 foram registrados 10,47 assassinatos por 100 mil habitantes no Estado de São Paulo, e, no primeiro semestre de 2011, a relação caiu para 9,6 mil casos por 100 mil habitantes – na capital, foram 8,5 homicídios por 100 mil, a menor taxa desde 1965. A média brasileira é de 25 por 100 mil. Assim, a partir do primeiro semestre deste ano o Estado deixou de ser área de “violência epidêmica”, que é como a Organização Mundial da Saúde classifica os locais onde há mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes.

Esse fato auspicioso decorre do sucesso da política adotada no combate à criminalidade, nos quatro últimos governos do PSDB. Contando hoje com o mesmo número de policiais do final dos anos 90, o órgão fez o que os especialistas recomendavam: implementação de políticas que envolvem maior articulação com as prefeituras, profissionalização progressiva das guardas municipais, estratégias de prevenção integradas com entidades comunitárias, investimento em serviços de inteligência e maior utilização de tecnologia nas investigações.

Para reduzir os homicídios, essa política definiu três prioridades. A primeira foi a apreensão de armas de fogo. A segunda prioridade foi o combate ao narcotráfico, por meio de operações conduzidas por departamentos especializados e planejadas com base em mapeamentos criminais online e intercâmbio de informações com outras polícias. A terceira prioridade foi o combate ao consumo excessivo de álcool, especialmente nas cidades mais pobres da Grande São Paulo. Além disso, a polícia paulista foi favorecida por mudanças legislativas – como a entrada em vigor do Estatuto do Desarmamento, em 2004, que tipificou o porte não autorizado de arma de fogo como crime inafiançável – e pelo aumento da eficiência das Varas de Execução Penal.

No caso dos latrocínios, a tendência de aumento deste tipo de crime é atribuída, por especialistas e autoridades do setor de segurança, a diferentes fatores. Um dos mais importantes está associado ao crescimento de consumo de drogas, pois é cada vez maior o número de viciados que roubam para comprar entorpecentes. Os latrocínios também estão associados ao aumento de outros crimes – principalmente roubo de veículos e de carga. Na cúpula das Polícias Militar e Civil, há ainda quem afirme que o aumento do número de latrocínios no interior está ocorrendo nas cidades que estão na rota do narcotráfico.

Já o aumento dos crimes contra o patrimônio – de 11,5% na capital e de 6,4% no Estado – é atribuído ao crescente uso pela população de objetos pequenos de alto valor, como celulares, iPads e laptops.

Segundo o comando da Polícia Militar, é cada vez maior o número de pessoas que, valendo-se da desburocratização dos boletins de ocorrência nas companhias da corporação e nas delegacias eletrônicas, dá queixa do roubo ou furto desses equipamentos, engrossando as estatísticas da criminalidade. A Secretaria da Segurança anunciou que em breve adotará novos procedimentos – que não explicitou – para tornar mais eficiente o combate aos crimes contra o patrimônio. As autoridades do setor acreditam que, então, o número de prisões – cuja média anual é de 120 mil no Estado – baterá recorde.

Mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança em 2011

Nos últimos dez anos, o mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança vem crescendo com taxas médias de 13% anualmente. Em 2010, o setor movimentou a ordem de US$ 1,680 bilhão, com um crescimento de 12% em comparação ao ano anterior. Veja abaixo panorama atualizado do mercado de sistemas eletrônicos de segurança, elaborado pela ABESE.
No Brasil, aproximadamente 88% do consumo de equipamentos de segurança eletrônica são originários do setor não-residencial.
De um total de 6,18 milhões de imóveis com possibilidade de receber sistemas de alarmes monitorados, apenas pouco mais de 11% desse total ou 710 mil imóveis são monitorados no país, número distribuído entre as grandes e pequenas empresas de monitoramento do mercado que vem registrando significativo crescimento nos últimos 3 anos. As tecnologias de alarmes contra intrusão representam 26% do mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança.
Existem no país mais de 10 mil empresas atuantes no segmento de sistemas eletrônicos de segurança, gerando cerca de 125 mil empregos diretos e mais de 1,4 milhão indiretos.

Segurança eletrônica em números

Faturamento de 2006: cerca de US$ 1,026 bilhão
Faturamento de 2007: cerca de US$ 1,200 bilhão
Faturamento de 2008: cerca de US$ 1,400 bilhão
Faturamento de 2009: cerca de US$ 1,500 bilhão
Faturamento de 2010: cerca de US$ 1,680 bilhão

Fonte: Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE)