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Videomonitoramento opera parcialmente no centro da cidade

Ana Paula Yabiku Gonçalves – Jornal Cruzeiro do Sul (Sorocaba)

Anunciado em fevereiro de 2011 com previsão de cinco meses para entrar em operação, o novo sistema de videomonitoramento de Sorocaba ainda está em fase de instalação. Os procedimentos administrativos para a realização de Pregões Eletrônicos – uma exigência do Governo Federal – para a contratação das empresas que fariam a implantação do sistema só foram concluídos em julho. Portanto, esclarece a Secretaria de Segurança Comunitária (Sesco), o projeto só recebeu a Ordem de Serviço para iniciar os trabalhos no dia 16 de agosto. Devido ao atraso, o projeto deve ser concluído somente no início deste ano, segundo previsões da Sesco.

Até o momento, foram instaladas oito câmeras do sistema de videomonitoramento. Todas estão localizadas na região central da cidade, em fase de teste para homologação dos equipamentos. Até o final do processo, serão instaladas 11 câmeras em bulevares, praças, imediações do terminal de ônibus e nas principais vias do Centro. Ao todo, 41 câmeras serão implementadas em locais mapeados pela Sesco, em conjunto com as polícias Civil e Militar. Serão contempladas 21 escolas estaduais com aulas noturnas e que apresentam altos índices de violência e insegurança, parques municipais e os principais corredores comerciais do município. Entre os bairros que receberão o sistema, estão o Júlio de Mesquita Filho, Vila Haro, Vila Angélica, Ana Paula Eleutério, Vila Angélica, Nova Esperança, Lopes de Oliveira, Laranjeiras e Brigadeiro Tobias.

O sistema funcionará com uma central de videomonitoramento, denominada Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), operada por Guardas Civis Municipais durante 24 horas por dia. Contará com o controle da Guarda Municipal e da Defesa Civil, além de acesso a todos os sistemas operacionais de segurança entre polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A central funcionará na futura sede da Sesco, onde também se instalará a Guarda Civil Municipal, na Vila Angélica.


Uma parte do sistema de vídeo funcionará por frequência de rádio e por fibra ótica, com cada câmera operando em ângulo de cobertura de 360 graus, permitindo que as imagens captem rostos de pessoas e placas de veículos. O custo do projeto será de R$ 1.239.896 para os equipamentos, mobiliários, cabos, computadores, entre outros. Cerca de R$ 800 mil serão provenientes do Governo Federal, por meio do convênio com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e o restante virá da própria Prefeitura.

O Largo do Rosário foi o primeiro ponto da cidade a contar com o novo sistema de videomonitoramento. O equipamento vem sendo testado há mais de quatro meses e apresentando resultados considerados positivos em termos de segurança, cobrindo uma ampla região ao redor de toda a praça, inclusive, nas imediações da Praça “Arthur Fajardo”, o Largo do Canhão. Ainda em fase de implementação, a Sesco informou que houve inibição das ações criminosas na região central da cidade durante as compras de fim de ano. (Edileine Ferreira Guimarães, supervisora)

Metrô de SP e CPTM registram cinco roubos por semana

Segundo a SSP, nos cinco primeiros meses ocorreram 106 assaltos.
Crimes se concentram nos acessos e corredores das estações.

Da Agência Estado

Crimes se concentram nos acessos e corredores das estações (Foto: Glauco Araújo/G1)

Crimes se concentram nos acessos e corredores das estações (Foto: Glauco Araújo/G1)

Entre janeiro e maio, a polícia registrou 106 roubos em linhas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em São Paulo, média de cinco por semana. Os crimes na rede metroferroviária se concentram nos acessos e corredores das estações -não há um horário específico nem registros de casos dentro dos vagões.

Na maioria das vezes, o criminoso diz estar armado, mas não chega a exibir a arma. Ele pede celular, dinheiro e carteira e foge em seguida na direção da rua. A polícia recomenda às vítimas que não reajam.

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, houve 18 assaltos em janeiro, 28 em fevereiro, 20 em março, 24 em abril e 16 em maio.

Seis desses roubos foram cometidos contra farmácias de estações. Os demais são ataques a passageiros. Vinte e dois adultos foram presos e 8 adolescentes, apreendidos.
Para a polícia, o número é baixo, considerando que 5,1 milhões de pessoas circulam diariamente pelas cinco linhas do Metrô e pelas seis da CPTM. Mesma conclusão é alegada pela assessoria do Metrô, uma vez que “houve o registro de um ocorrência de segurança pública para cada um milhão de passageiros transportados”. Não é possível comparar os dados com igual período do ano passado, pois, à época, o governo do Estado não divulgava estatísticas por delegacias, como atualmente.

Nos primeiros cinco meses do ano, as linhas de trem também registraram 118 casos de lesão corporal dolosa (quando há intenção) e dois homicídios. As mortes aconteceram entre janeiro e fevereiro.

Fonte: G1

Pedestres são as principais vítimas de assalto nas vias de SP

17/05/2011 08h27 – Atualizado em 17/05/2011 08h27

Houve registro de 1867 boletins de ocorrência no primeiro trimestre.
Avenida 23 de Maio encabeça lista dos corredores com mais assaltos.

Kleber Tomaz e Paulo Toledo Piza

Do G1 SP

Vítima ficou com problemas auditivos após assalto (Foto: Kleber Tomaz/G1)

Vítima ficou com problemas auditivos após assalto (Foto: Kleber Tomaz/G1)

 

Enquanto a Prefeitura de São Paulo implanta nas ruas ações para diminuir os atropelamentos, na calçada a preocupação é da Polícia Militar. Segundo dados da corporação, os pedestres são o principal alvo dos criminosos.

Dados estatísticos das forças de segurança revelam que as vítimas de “roubo a transeuntes” fizeram 1867 boletins dessa natureza na Polícia Civil nos três primeiros meses deste ano. Os números superam o roubo de veículos, que teve 721 queixas no mesmo período. O terceiro crime mais comum nas ruas de São Paulo é o assalto a motoristas no trânsito, com 474 casos de janeiro a março. O assalto a pedestres também é mais frequente que assaltos a imóveis residenciais e comerciais, a bancos, a transportes coletivos e que roubos de cargas.

De acordo com a Polícia Militar, o pedestre costuma registrar mais ocorrências de roubo do que quem foi assaltado dentro do seu automóvel, por exemplo, pelo fato de não ter que enfrentar trânsito. Apesar de o número de casos de roubo a transeuntes do primeiro trimestre de 2011 ser menor se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram feitas 2499 ocorrências, os dados desse tipo de crime ainda são considerados elevados e trazem sensação de insegurança para a população.

Levando-se em conta os dados oficiais, a via mais perigosa para uma pessoa caminhar em São Paulo é a Avenida 23 de Maio, com 120 queixas de roubos no primeiro trimestre, uma média de mais de um caso por dia. Esse corredor é a principal ligação dos bairros da Zona Sul até a região central da cidade, com 3,2 quilômetros de extensão.

Há ainda relatos de vítimas de assaltos em outras vias da cidade. “Até hoje só escuto um zumbido no meu ouvido direito”, diz um homem de 57 anos que ficou com problemas auditivos após ser agredido por um assaltante no início deste ano.

Ele conta que o criminoso lhe deu uma coronhada e levou seu dinheiro na Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, no Brooklin, na Zona Sul de São Paulo. A via aparece em 30ª posição no ranking das 40 vias mais perigosas para um pedestre caminhar. “É muito comum ocorrerem assaltos a pedestres aqui.”

A Prefeitura implantou recentemente uma zona de proteção ao pedestre para protegê-lo de atropelamentos no trânsito, mas, além dos perigos que corre ao atravessar as ruas, o pedestre também engorda os índices de criminalidade como vítima de assaltos.

“Os bandidos aproveitam para atacar quando os funcionários deixam o serviço, perto das 18h, 19h”, fala Maria Aparecida de Lima, de 46 anos, outra vítima de assaltos na Berrini. “Nunca vou esquecer o dia. Me roubaram em 19 de abril.”

Roubo a veículos
Os índices de roubo a veículos aparecem na segunda posição, com 721 ocorrências neste ano. Em 2010, foram 872 casos no mesmo período comparativo.

A Marginal Pinheiros é a via onde mais ocorrem roubos de veículos em São Paulo, com 87 registros no primeiro trimestre deste ano. Se for feita uma comparação com o mesmo período no ano passado, quando 135 carros foram roubados, houve uma diminuição considerável de crimes na região – queda de 35,5%.

Em seguida está a Avenida Marechal Tito, com 62 roubos, e a Avenida Sapopemba, onde 48 carros foram roubados. O corredor formado pelas avenidas Senador Teotônio Vilela e Sadamu Inque fica em quarto lugar, com 45 casos.

As outras seis vias mais perigosas, e seus respectivos números, são: avenidas Cupecê (40), Giovanni Gronchi (39), corredor formado pela Avenida Presidente Tancredo Neves e Rua das Juntas Provisórias (também com 39), Avenida Professor Luís Ignácio de Anhaia Mello (28), Avenida Mateo Bei (26) e a Estrada de Itapecerica (26).

Assalto a motoristas
Reportagem publicada pelo G1 em 12 de maio mostra que o aumento constante da frota de veículos em São Paulo, estimada atualmente em 7 milhões de unidades, provoca congestionamentos quilométricos nas principais vias da cidade e facilitam a ação de criminosos. Segundo a Polícia Militar, a lentidão no trânsito está diretamente relacionada aos assaltos a motoristas na capital. Os assaltantes costumam agir com motos ou até mesmo a pé. As vítimas são condutores de carros, caminhões, ônibus e motociclistas.

Levantamento feito pela PM mostra quais são os 35 corredores de São Paulo onde o condutor corre mais risco de ser roubado. Os dados, obtidos pelo G1, levam em conta as 474 ocorrências registradas no primeiro trimestre deste ano em todas as vias da capital. No ano passado, foram 611 casos do mesmo tipo de crime.

Em números absolutos, a Marginal Pinheiros é a via com mais assaltos a motoristas no município, com 97 casos apenas neste ano – média de mais de um roubo por dia.

PM
O Comando de Policiamento da PM informa que tem conhecimento da incidência dos crimes citados nesta matéria e realiza rondas ostensivas constantemente nas vias para tentar diminuir o número de ocorrências.

De acordo com o coronel Marcos Roberto Chaves, comandante do Policiamento na capital, patrulhamentos feitos pela Ronda Ostensiva sobre Motos (Rocam) são constantes nos principais corredores. “Os números totais de roubos a pedestres, veículos e assaltos a motoristas diminuíram neste ano em relação ao mesmo período do ano passado por conta da ação da Polícia Militar. Isso é fato. E vamos continuar realizando ações para diminuir mais ainda esses índices”, afirma o comandante.

A PM ainda estuda a implantação de bases comunitárias móveis e bolsões de estacionamento para motos da corporação em toda a extensão da marginal como medida para reduzir os crimes no corredor.

Saiba quais são as 40 vias onde mais ocorrem crimes em SP

Saiba quais são as 40 vias onde mais ocorrem crimes em SP
Marginal Pinheiros tem maior índice de criminalidade neste ano, diz PM.
Polícia Militar diz que há redução dos casos e dá dicas de segurança.

Kleber Tomaz e Paulo Toledo Piza Do G1 SP

11/05/2011 06h45 – Atualizado em 11/05/2011 08h44

A Marginal Pinheiros é a via onde mais ocorrem crimes em São Paulo. É o que revela levantamento feito pela Polícia Militar e obtido com exclusividade pelo G1. O estudo mostra os 40 corredores da capital paulista que mais registraram roubos de diversas naturezas nos três primeiros meses deste ano.

Para chegar a esse ranking, foram somados todos os casos de latrocínios, assaltos a imóveis residenciais e comerciais, bancos, transportes coletivos, motoristas, pedestres, além de roubos de cargas, veículos e ônibus que aconteceram em toda a extensão das principais ruas e avenidas da cidade.

Veja abaixo o mapa com dez dos 40 corredores que mais tiveram casos registrados neste ano: 

Mapa mostra as dez principais vias de São Paulo com o maior número de casos registrados envolvendo diversos tipos de crimes no primeiro trimestre deste ano (Editoria de Arte/G1)

Na Marginal Pinheiros, que passa pelas zonas Oeste e Sul, foram 314 ocorrências registradas nos meses de janeiro, fevereiro e março de 2011. A maioria dos casos foi averiguada pela PM e se tornou boletim de ocorrência na Polícia Civil. Pela lei, policiais militares realizam rondas ostensivas na cidade e atendem chamados da população, por exemplo, pelo telefone 190. Policiais civis, por sua vez, são incumbidos de investigar esses crimes levados às delegacias pela Polícia Militar.

Confira abaixo as dez vias mais violentas e os tipos de crimes que mais ocorrem nelas:

Marginal Pinheiros – Roubos de carga, banco, residência, comércio, veículo, transporte coletivo, motorista e pedestre.

Avenida Marechal Tito – Latrocínio e roubos de carga, banco, comércio, escola, transporte coletivo, motorista, veículo e pedestre.

Avenida 23 de Maio – Latrocínio e roubos de carga, condomínio, comércio, transporte coletivo, motorista, residência, veículo e pedestre.

Av. Senador Teotônio Vilela e Av. Sadamu Inque – Roubos de carga, comércio, residência, escola, banco, transporte coletivo, motorista, ônibus, veículo e pedestre.

Avenida Giovanni Gronchi – Roubos de carga, banco, comércio, motorista, ônibus, veículo e pedestre.

Avenida Cupecê – Roubo de carga, comércio, escola, transporte coletivo, motorista, residência, veículo e pedestre.

Avenida Nove de Julho – Roubos de carga, banco, comércio, transporte coletivo, motorista, residência e veículo, pedestre.

Avenida Sapopemba – Roubos de carga, banco, comércio, transporte coletivo, motorista, ônibus, residência, veículo e pedestre.

Av. Eng. Armando de Arruda Pereira – Roubos de banco, comércio, transporte coletivo, motorista, ônibus, residência, veículo e pedestre.

Av. Pres. Tancredo Neves e Rua das Juntas Provisórias – Roubos de carga, comércio, transporte coletivo, motorista, ônibus, residência, veículo e pedestre.

Vítimas e índices

PM afirma que os índices de criminalidade nessas vias têm caído no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2010. Mas ainda é possível encontrar vítimas recentes nas vias.

Uma dentista de 32 anos que passava pela região da Avenida Marechal Tito, na Zona Leste, a segunda onde mais ocorrem crimes na capital, com 208 casos até março deste ano, por exemplo, foi vítima de uma tentativa de assalto. 

Dentista de 32 anos mostra tiro que atingiu seu carro no início de abril (Reprodução / Arquivo Pessoal)

Dentista de 32 anos mostra tiro que atingiu seu carro no início de abril (Reprodução / Arquivo Pessoal)

“Fui vítima de assaltantes às 15h30 de uma quinta-feira, no dia 14 de abril. Voltava do trabalho para casa quando vi um aglomerado de gente na calçada e fui fechando o vidro. Conforme fui me aproximando, um deles avançou na minha frente. Estava perto de uma favela, não era meu caminho normal. Um deles avançou na minha frente e fez sinal que estava armado, embaixo da blusa. Quando percebi que era tentativa de assalto, desviei para a esquerda. Aí ouvi o estouro. Pensei que tivesse sido um tijolo que jogaram no meu carro, mas quando olhei para trás, vi o vidro traseiro estourado. Percebi então que tinham atirado”, contou.

“Não parei e não vi polícia. Fui parar perto de casa e vi que o disparo quase atingiu a cadeirinha de bebê. Por sorte, meu filho de 6 meses não estava no carro”, disse a mulher, que registrou um boletim de ocorrência, mas não quer ter seu nome divulgado por temer represálias por parte dos criminosos.

Quem trabalha em lojas e estabelecimentos próximos dos corredores está acostumado a presenciar assaltos e furtos. O frentista Carlos Augusto Lira, de 36 anos, disse que já viu dezenas de crimes no posto onde trabalha, na Avenida Giovanni Gronchi, na Zona Sul. “O posto é o primeiro lugar que as pessoas vão depois que são roubadas”, afirmou.

Os crimes mais comuns vistos por Lira são assaltos aos motoristas nos cruzamentos da avenida. A maior parte acontece após as 21h. “Quando o posto fecha, então, às 22h, os ladrões fazem a festa.” 

Carlos Augusto viu diversos crimes na Avenida Giovanni Gronchi (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Carlos Augusto viu diversos crimes na Avenida Giovanni Gronchi (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Em sua opinião, o alto índice de crimes na via (181 apenas no primeiro trimestre de 2011, o que faz do corredor o quinto mais perigoso) é resultado da demora dos semáforos. “Os sinais são de três fases. Ficam muito tempo fechados. Isso facilita para o bandido”, afirmou o frentista. Apesar de testemunhar diversos crimes, ele disse que nunca foi vítima de assaltantes.

Sete carros roubados
O casal de empresários José de Jesus Silva e Lucivanda Pinheiro Silva, de 52 e 51 anos, já foi vítima de nove crimes na região da Avenida Aricanduva, na Zona Leste, 34º corredor mais perigoso de São Paulo, com 33 crimes registrados pela polícia em 2011. Silva teve sete veículos roubados. “Em todos os assaltos eu fiquei com uma arma apontada para minha cabeça. Foi horrível”, afirmou. Os crimes aconteceram no período da tarde, sempre perto da casa onde moravam – em uma rua próxima da Avenida Aricanduva.

Ele, a mulher e os dois filhos se mudaram para um apartamento no bairro Anália Franco, também na Zona Leste, por medo da violência. “Antigamente era muito bom morar lá. Mas agora não dá mais. A gente esperava o tiro que ia acabar com tudo”, disse a mulher de Silva.

No ano passado, o casal se recuperava do trauma dos assaltos quando dois homens armados invadiram a empresa deles, na própria Avenida Aricanduva. “Os dois mandaram a gente deitar no chão e levaram uns R$ 4 mil, celulares e joias. Depois, trancaram todos nós em um banheiro. Éramos oito em um banheirinho para uma pessoa só”, afirmou Lucivanda. 

Casal mostra um dos BOs que fizeram após crime (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)
Casal mostra um dos BOs que fizeram após crime (Foto: Paulo Toledo Piza/G1)

Oito dias depois, outra dupla invadiu a empresa e mais uma vez os funcionários ficaram sob a mira de armas. “Eles disseram que os outros bandidos deram a dica para assaltar nossa empresa.” Os criminosos acabaram não tendo muito lucro. “Eles levaram só R$ 20, porque o que tinha foi levado no outro assalto”, disse a mulher.

O que diz a PM
Os dados de violência por corredores não são disponibilizados no site da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. Por determinação do governo paulista, a divulgação pública dos indicadores de criminalidade é feita somente por distritos policiais do estado e não aponta os locais onde realmente ocorreram os crimes.

Os números das vias onde ocorrem mais crimes, por exemplo, servem como parâmetro da PM para aplicação de políticas públicas de segurança. Por esse motivo, o coronel Marcos Roberto Chaves, comandante do Policiamento da PM na capital, chama a atenção das vítimas a fazerem boletim de ocorrência. “Trabalhamos com números e precisamos dos dados para saber onde os crimes ocorrem e assim agir”, diz o comandante Chaves.

Segundo, o coronel, a Ronda Ostensiva sobre Motos (Rocam) tem reforçado o patrulhamento nas ruas onde ocorrem mais crimes na capital. “A moto atende mais rápido as ocorrências”, afirma Chaves, que pede para as pessoas evitarem ostentar joias, relógios, andar com os vidros os carros abertos e abrir a porta de casa para estranhos. “Se for vítima de um criminoso, é importante que o cidadão nunca reaja”.

Dados da PM mostram que das 40 vias apenas três tiveram aumento na criminalidade.
A Avenida Sapopemba, a oitava mais perigosa no ranking geral, teve 147 casos em 2011 contra 138 registros no mesmo período do ano passado.

As avenidas Nordestina e Águia de Haia, respectivamente a 27ª e 29ª com mais crimes, também tiveram acréscimo no registro de casos. A Nordestina, que antes teve 58 crimes, agora passou para 59. A Haia foi de 45 para 49 casos. Os outros 37 corredores tiveram queda nos índices de criminalidade.

Veja o ranking completo: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/05/saiba-quais-sao-40-vias-onde-mais-ocorrem-crimes-em-sp.html