Clientes Sekron
  Esqueci a Senha
Conheça nosso site Institucional ›

Posts Tagged ‘ Corretivas

Segurança em condomínios

Certamente, o maior sonho de quem vive em condomínio é a segurança, a tranquilidade e a qualidade de vida como um todo. Infelizmente, para muitos moradores, o mito da segurança está indo por água abaixo e as estatísticas mostram que estes crimes evoluíram e aumentaram nos “negócios do crime”. Então o que fazer? Existe como estar em segurança e ter a “sensação de segurança”?

Inicialmente, é preciso encarar a segurança de maneira profissional, com planejamento, gestão estratégica e obviamente, este trabalho deve ser realizado por especialistas que estejam comprometidos com as reais necessidades dos clientes, assessorando passo a passo no planejamento e na gestão dos processos. Invariavelmente, o caminho em busca da solução desejada passa pela elaboração de um diagnóstico apontando os pontos fortes e fracos, as vulnerabilidades e ameaças a que estão expostas o condomínio, com avaliação das variáveis do ambiente interno e externo. Com as informações preliminares, partimos para uma análise de riscos com a identificação, quantificação e matriciamento dos principais riscos, a probabilidade de ocorrerem e os impactos que podem causar.

Outro engano é ter a “sensação de segurança” sem realmente estar seguro. Isso ocorre nos casos onde algum investimento é feito (câmeras, cercas, vigilantes etc.), mas não de forma correta gerando a impressão de que se está seguro o que talvez seja ainda pior do que o sentimento contrário. Mesmo em condomínios onde temos sistemas eletrônicos (câmeras, alarmes, proteção perimetral, rondas e vigilantes), é comum o resultado de um diagnóstico ou auditoria de segurança apontar diversas vulnerabilidades nos sistemas, recursos e processos implantados, motivo pelo qual, mesmo os condomínios que investem em alguma segurança também são vítimas de marginais.

Para prospectar ainda mais este cenário selecionamos alguns dados estatísticos desta modalidade de crime: em 30% dos casos os marginais pularam os muros; 80,5% dos condomínios assaltados possuíam equipamentos de segurança; em 33,7% dos casos, mais de uma unidade foi invadida; em 66,4% das ocorrências a abordagem foi violenta e entre os itens mais roubados estão dinheiro, celulares e jóias. Ressalte-se que estes são os dados em que são registrados boletins de ocorrências. Neste contexto e com todos estes dados podemos definir um plano de ação que vai determinar quais as ações corretivas e preventivas que devem ser implantadas e qual a prioridade de investimento.

Após a discussão destes processos podemos elaborar um projeto integrado de segurança e descreveremos todos os recursos (tecnológicos, humanos e organizacionais) necessários para minimizar os riscos encontrados. Oportuno salientar que todo este trabalho deve ser fundamentado não só na experiência dos profissionais envolvidos, mas também em ferramentas de trabalho (softwares, matrizes, planilhas, diagramas etc.), bem como metodologias claras e muito bem definidas visando inibir, reduzir e em alguns casos até eliminar as possibilidades das ocorrências, mantendo, além das estratégias acima citadas, uma rotina de auditorias e um monitoramento local e remoto dos principais sistemas implantados, com recursos de pronta resposta a incidentes.

Por Wanderley Mascarenhas de Souza
Oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo,doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública. Fundador e 1º Comandante do Grupo de Ações Táticas Especiais GATE) e do Esquadrão Antibomba.