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Posts Tagged ‘ Crimes

Adesivos sobre assaltos são colados em placas na Zona Oeste de SP

Ação é protesto contra violência na cidade de São Paulo.
Segundo internauta, Pompéia sofre com número de assaltos.
Adesivos avisando sobre o perigo de assalto foram colados em placas de trânsito do bairro da Vila Pompéia, na Zona Oeste de São Paulo. As imagens foram enviadas por um internauta, que preferiu não se identificar. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) retirou os adesivos porque atrapalhavam a sinalização.
Segundo o internauta, ele e um amigo decidiram protestar contra a falta de segurança na cidade de São Paulo depois de sofrerem com assaltos. “Meu amigo, por exemplo, teve a casa roubada duas vezes na Zona Sul e também o seu carro roubado. Eu mesmo fico sabendo de vários assaltos em frente ao meu prédio e em todo meu bairro, que é a Pompéia”, disse.
Segundo ele, a intervenção é uma forma de protesto. A ação seria uma forma de ironizar a segurança da cidade. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, por meio da assessoria de imprensa, que o número de crimes não aumentou no bairro neste ano.
Fonte: G1

Vingador oficial, delegado Fleury iniciou onda de mortes em SP

Nas décadas de 1960 e 1970, policiais retiravam vítimas de presídio para executá-las até que um padre, um promotor e um juiz desvendaram o que havia por trás dos crimes

SÃO PAULO – Um delegado ligava para os jornalistas anunciando que havia um “presunto” na estrada. A fonte secreta tinha o apelido de Lírio Branco e passava a ficha criminal do morto. Em alguns casos, os matadores deixavam ao lado do corpo desenhos de caveira do esquadrão da morte. Não bastava matar. Era preciso avisar o público, pelos jornais, que os assassinos tentavam livrar o mundo dos bandidos.

Entre 1969 e 1971, mais de 200 suspeitos foram executados pelo esquadrão. O efeito dessas mortes, no entanto, transcenderam as vítimas. Aplaudidos pela população e respaldados pelas autoridades paulistas e nacionais, os assassinos consolidaram em São Paulo a ideia de que os homicídios podiam ser usados como uma ferramenta eficaz para limpar a sociedade dos bandidos, ao mesmo tempo em que aplacavam o desejo de vingança de uma população amedrontada.

“Os efeitos dos assassinatos praticados pelo esquadrão são sentidos até hoje. A limpeza social continuou sendo defendida e praticada por grupos de extermínio hoje localizados principalmente na Polícia Militar”, afirma o padre Agostinho Duarte Oliveira, de 81 anos, na sede do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, em São Paulo.

Amigo de infância do delegado Sergio Paranhos Fleury, com quem jogava futebol no mesmo clube da Vila Mariana, padre Agostinho conseguiu, em 1969, autorização do secretário de Segurança Pública, Hely Lopes Meirelles, para ingressar no Presídio Tiradentes, em São Paulo, onde a atual presidente, Dilma Rousseff, também cumpriu pena com outros presos políticos, separada dos presos comuns.

Conversando com os detentos, padre Agostinho descobriu como o esquadrão da morte agia. Os presos comuns eram retirados das celas nas madrugadas para serem exterminados e terem o corpo cheio de balas jogado em alguma estrada. Para provar o que falava, o religioso conseguiu a lista oficial dos presos. Como eles apareciam nas estradas com suas identidades divulgadas nos jornais, bastava checar a lista e ver quem deveria estar nas celas. “Eu comprava o antigo jornal Notícias Populares e lia o nome dos mortos para saber se eram os que estavam no Tiradentes.”

Vingança
Depois da morte de Saponga, em vingança ao crime contra o investigador Davi Parré, as execuções do esquadrão passaram a se tornar corriqueiras e banais. Jornais da época contabilizavam o total de mortos anunciados pelo esquadrão. Havia uma certa tolerância com essas ações, cujas investigações eram inexistentes. Afinal, aqueles que deveriam investigar eram os mesmos que matavam.

O jornalista Afanásio Jazadji, que cobria o assunto no período, lembra quando, certa noite, atendeu um telefonema na sala de imprensa da central de polícia que existia no Pátio do Colégio e lhe disseram que havia quatro corpos jogados em um matagal em Guararema, na Via Dutra. Iniciante, ele foi apurar o crime em busca de um furo sem falar para os outros jornalistas, que continuaram jogando baralho. Para evitar que concorrentes depois chegassem ao local e reportassem a informação aos seus jornais, mudou os corpos de lugar para despistar os outros jornalistas. “Imagina. Naquele tempo isso era possível. Foi quando deixei de ser foca.”

A situação dos integrantes do esquadrão mudou em 17 de julho de 1970, depois da morte de outro investigador. O suspeito da autoria da morte do policial Agostinho Gonçalves de Carvalho era um jovem de 20 anos conhecido como Guri. No mesmo dia da morte do investigador, oito corpos baleados foram levados ao Instituto Médico Legal.

O promotor Hélio Bicudo, que passaria a atuar no caso do esquadrão, descobriria, com a ajuda posterior do padre Agostinho, que quatro mortos tinham sido retirados do Presídio Tiradentes. Nos dias que se seguiram, para achar Guri, Fleury e seus homens foram acusados de torturar os pais do suspeito para que eles o entregassem.

Guri acabou sendo encontrado na mata fechada de uma fazenda no Parque do Carmo, na zona leste. Os policiais chegaram acompanhados de jornalistas que descreveram a cena nos dias seguintes nos jornais. Guri foi morto com mais de 100 tiros em seu corpo, que ficou desfigurado. O homicídio, anunciado aos quatro ventos pelos policiais, provocou a reação das instituições como o Tribunal de Justiça.

Em agosto de 1970, o depoimento do padre Agostinho, de sobreviventes e de presos do Tiradentes ajudaram o então promotor Hélio Bicudo, hoje procurador aposentado, e o juiz corregedor Nelson Fonseca a iniciarem o processo que levaria ao indiciamento de 35 pessoas. Só seis foram condenados. Apesar da dificuldade em punir, os autos trouxeram à luz informações preciosas.

Vieram à tona, por exemplo, informações de que traficantes de São Paulo eram beneficiados por mortes praticadas pelo grupo. A promiscuidade de policiais e bandidos da boca do lixo motivou várias mortes do esquadrão, que protegia traficantes amigos de rivais, como revelaram depoimentos do processo.

“A violência era tolerada porque aparentemente ocorria em defesa da sociedade, mas na verdade era usada para acobertar outros tipos de crime”, lembra Bicudo, um dos principais responsáveis pelas investigações do período, hoje com 92 anos. “Os esquadrões da morte acabaram seguindo o caminho do crime. É o que costuma ocorrer. Engana-se quem acredita em um assassino.”

O Estado de São Paulo

Câmeras de monitoramento são instaladas em Santos

Comando da GM disse que até o final do ano 48 serão instaladas. Monitoramento diminuiu furtos e roubos em locais onde há câmeras.

Seis câmeras de monitoramento foram instaladas no bairro do Gonzaga, em Santos, para auxiliar na segurança do local.

As câmeras fazem parte do sistema de monitoramento da cidade. Ao todo são 98 câmeras espalhadas por diferentes pontos da cidade, sendo 30 analógicas e 60 digitais. As câmeras giram 360° e utilizam sistema de aproximação de 800 metros.

Os equipamentos estão monitorando a orla da praia, o Centro, a Alemoa Industrial, a sede do Centro de Referência em Aids, o Macuco e o Parque Municipal Roberto Mário Santini. Há câmeras também no José Menino, no cruzamento da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Almeida de Moraes, na Vila Mathias, duas no túnel Rubens Ferreira Martins, no Centro, ao longo da Avenida Pedro Lessa, abrangendo o Embaré e Aparecida, no Gonzaga e na Arena Santos, na Vila Mathias.

A previsão é que até o final do ano sejam instalados mais equipamentos de vigilância, atendendo outros pontos da cidade. Segundo o comandante da Guarda Municipal de Santos (GM), 48 câmeras serão instaladas até o final do governo, 10 na área do orquidário, 20 na praia e 18 na área central.

O comandante conta que alguns casos são evitados e solucionados graças aos equipamentos, como roubos de corrente e roubos de carros.

Na entrada da cidade, onde havia muitos roubos e furtos, desde que as câmeras foram instaladas esses tipos de crimes diminuíram. A Guarda Municipal utiliza ainda um sistema de GPS, que é atualizado a cada 15 segundos, e mostra onde as viaturas estão localizadas. O sistema ajuda a encaminhar as viaturas mais próximas a locais onde ocorrências estão acontecendo.

Portal G1

Rocinha com UPP terá 100 câmeras para monitorar a comunidade

Equipamento será instalado em pontos estratégicos da favela.
Unidade foi inaugurada oficialmente por volta de 10h desta quinta (20).

Com a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, oficialmente inaugurada por volta de 10h30 desta quinta-feira (20), cerca de 100 câmeras vão ajudar a monitorar a comunidade em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo o comandante da UPP, o major Edson Santos, a tecnologia e o patrulhamento com motocicletas serão diferenciais no policiamento da área.

“Dividimos a Rocinha em vários setores para facilitar o patrulhamento, pois vamos atuar em uma comunidade com grandes dimensões”, frisou Santos, ressaltando que terá quatro oficiais para ajudá-lo. Santos já comandou equipes quando era integrante do Bope e quando fazia parte do policiamento na Barreira Fiscal do Estado.


Do contêinter, os PMs conseguem monitorar pontos estratégicos da comunidade (Foto: Janaína Carvalho / G1)

Com 12 anos na Polícia Militar, o comandante da UPP da Rocinha considera a proximidade com a população um dos maiores desafios a serem vencidos na pacificação da maior favela do país. “Nosso principal objetivo é permitir que o morador da Rocinha tenha a certeza que ele agora é o dono da comunidade”, afirmou Santos, destacando que o trabalho de proximidade já tem sido realizado e que a população tem colaborado muito com o trabalho da polícia. “A população nos apoia. A prova disso é que foi através da colaboração deles que chegamos à autoria de crimes ocorridos aqui nesse período”, disse o major.

Na cerimônia de inauguração da UPP, o governador Sergio Cabral também falou sobre essa mudança. “Não temos nenhum tipo de ilusão, essa é uma comunidade onde a marginalidade vai continuar tentando entrar, mas antigamente a polícia que era a invasora. Nesse episódio recente, onde perdemos um policial, foi o contrário, o bandido é que era o invasor”, afirmou Cabral. “A gente não tem a ilusão que um processo que começou em novembro de 2008 que hoje não haveria mais a marginalidade. É um processo, um processo permanente”.

O governador também lembrou da época em que o país convivia com uma inflação galopante ao falar da nova realidade do Rio com as UPPs. “Da mesma maneira que a inflação alta acabou não faz mais parte da realidade do brasileiro, espero que, no futuro, essas crianças que estão aqui não tenham em sua memória nenhum tipo de conflito e atuação do poder paralelo”, disse Cabral, fazendo uma comparação com o seu filho caçula, que não tem em sua memória a época em que havia inflação no país.

Na Rocinha, o patrulhamento feito por motoclicleta será fundamental para garantir a eficácia do trabalho dos policiais. Segundo o coronel Rogério Seabra, comandante das UPPs, 92,25% da Rocinha não é patrulhável por veículos de 4 rodas. “Tivemos que redimensionar o nosso policiamento, inclusive coma presença de mais policiais para fazer o patrulhamento a pé. É assim que deve ser feito, dada a topografia da comunidade”, afirmou Seabra.

De acordo com o tenente Guarani, que vai ser responsável pela operação das câmeras, os aparelhos serão instalados em pontos estratégicos da comunidade. Além do sistema de monitoramento visual, a tecnologia aparece como diferencial em outros aspectos dentro da UPP.

No interior dos contêineres onde fica a base provisória da unidade, os policiais têm acesso a todo o bando de dados do Disque-Denúncia e sabem quais os criminosos estão sendo procurados pela polícia. Os PMs também têm acesso a um mapa com toda a geografia da comunidade e conseguem visualizar, por meio dos rádios instalados nas carros da PM com GPS, onde cada policial está, em tempo real.


Detalhe do monitor usado pela polícia para monitorar a comunidade (Foto: Janaína Carvalho / G1)

Na semana passada, Rafael dos Santos, de 18 anos, entregue à polícia pelos pais, confessou ter matado o soldado Diego Henriques. Outro suspeito, Ronaldo Cunha, de 24, continua foragido.

Atualmente, um milhão de pessoas vive em comunidades no Rio e 40% delas passarão a ser atendidas por UPPs com mais esta unidade na Rocinha.

Fonte: G1

Segurança Eletrônica Sustentável – o marco da integração e da qualidade de vida

Historicamente, segurança era um privilégio de algumas castas.
Depois, com o tempo, tornou-se uma necessidade da classe média e, hoje, popularmente, é um desejo de paz da população, como também não deixa de ser um dever do Estado.

Na década de 80, a segurança eletrônica era um privilégio de poucas empresas dedicadas a projetos e engenharia em processos e sistemas. Já na década de 90, com a disseminação dos equipamentos de intrusão e CFTV, a segurança quase se tornou commodity. Mas, devido às demandas e necessidades de mercado, percebeu-se que dar segurança ou aprimorar a prevenção não era apenas um negócio dos assuntos da segurança pública, nem tão pouco destinado por força de Lei a empresas privadas autorizadas ou a sofisticados sistemas de tecnologia.

Ela é um conjunto de coisas e fatores e por isso precisa da integração, de desenvolvimento de novos métodos, da revisão de conceitos e aceitação da possibilidade de descobrir sempre algo diferente e inovador que ninguém fez ainda.

Mas, isso só é possível se tentarmos fazer algo novo. Os jogos Panamericanos da cidade do Rio de Janeiro, as intervenções das favelas nos morros cariocas através das famosas e populares UPPS ou mesmo mais recentemente na Rio + 20, são conjuntos de ações e fatores quer sejam momentâneos ou prolongados, mas que devem ser estratégicos e eficientes. Afinal, o objetivo final é a busca do controle, da comodidade, da paz e da longevidade e se, por um período, isso é possível, talvez o prolongamento desse modelo também seja. O maior desafio é criar sustentabilidade a esse processo do modelo conjunto: segurança pública, segurança privada, segurança eletrônica e sociedade. O conjunto desconstrói barreiras ao invés de perpetuá-las.

Ao final das Olimpíadas de Londres, o COI (Comitê Olímpico Internacional) reviu os conceitos e demonstrou a verdadeira preocupação de unificar esforços para a proteção e a paz social. E pensa-se em agregar legislações cada vez mais contemporâneas do ponto de vista da inclusão ao invés da exclusão, ampliando a participação no conceito de prevenir e controlar.

São nesses eventos múltiplos que percebemos o quão importante é pensar na sustentabilidade, na integração, no respeito aos diversos setores e segmentos que cuidam da segurança e colaboram com ela em seus vários atos na cena social. Isso demonstra que a delegação e privilégio não é uma reserva única de mercado nem direito adquirido de nenhum setor, ele é extensível e deveria ser integrado à segurança orgânica, à segurança privada, à segurança eletrônica, à segurança policial, aos órgãos de inteligência das forças armadas, às guardas municipais, às associações comunitárias e aos voluntários. A tendência de existir uma única guarda pretoriana é um equívoco.

O Brasil possui diversos problemas em segurança pública e deficiências na segurança privada que precisam de desenvolvimento. Nenhum desenvolvimento se faz pela exclusão, mas pela inclusão de parceiros rumo ao objetivo chamado qualidade de vida. Ninguém no aspecto social possui as chaves para as soluções da segurança de forma isolada.

O setor de segurança eletrônica no Brasil veio para ficar, e tem total conhecimento de que sozinho não é a solução, mas parte dela. Ela se tornou o meio inteligente capaz de mensurar, planejar e colaborar com o restante da segurança.

Pensando por esse aspecto, uma empresa, um governo, um líder, uma organização precisa pensar em segurança com o lado multilateral, e os serviços de prevenção não são apenas conjuntos de coisas tais como: pessoas treinadas, uniformes, armas de fogo, métodos, veículos ostensivos ou somente tecnologia. Na verdade é a soma de tudo isso incluindo políticas públicas, direitos humanos, saúde e educação.

Segurança é acessibilidade, é inclusão, é inserção comunitária, é educação, é saúde, é meio ambiente, é esporte, é organização urbana, é transferência de tecnologia, é democracia, é participação. A segurança para a qualidade de vida é muito mais penetrante e envolvente do que repressora, não é excludente, beneficiadora de setores, paradigmática, erradicante, e sim, mais participativa e assertiva, inteligente, planejada, empreendedora e criativa.

Os saltos econômicos a que serão alçados os brasileiros devido à economia nos próximos anos, oferece lugar para todos nesse nicho de comércio extraordinário do consumo. Existem regiões brasileiras fora do eixo do sudeste e sul que estão crescendo a taxas maiores que muitos países europeus em quatro décadas. Pesquisas mostram que o mapa de consumo e desenvolvimento do país precisa ser muito mais heterogêneo nas propostas e delicadamente audacioso, do que simplesmente ficar fazendo as mesmas coisas sempre.

A segurança eletrônica por meio da ABESE e FENABESE, e da força da indústria por meio das feiras de negócios como a Exposec, mostram a vocação importante desses segmentos, indústria, distribuidores, revendas, integradores, gestores de riscos, engenheiros e consultores de segurança, além de sua grande participação estratégica na integração de recursos e modelos de prevenção, não apenas com o conceito de acessibilidade de ferramentas, mas na participação do conjunto, planejando e executando planos de segurança.

Em 2013, a segurança privada da segurança eletrônica será responsável por centenas de projetos em municípios de pequeno e grande porte, auxiliando os poderes executivos na implementação de projetos que visam o aprimoramento da segurança pública e não somente a venda de equipamentos.

As pesquisas sobre violência nas universidades não deixam mais de citar o importante componente da segurança eletrônica no que diz respeito à implantação de projetos de monitoramento, proteção passiva e gravações de imagens que colaboram muito no esclarecimento de crimes e fraudes diariamente em todo o Brasil.

Isso significa dizer que a segurança eletrônica atingiu sua maturidade e pode ser ouvida e ter seu lugar nos assentos de decisões de segurança privada no país. Esse importante segmento deixa de ser apenas os números de vendas de equipamentos de proteção, para se tornar uma importante base de pesquisa e apoio para a prevenção em nosso país.

Dessa forma para o futuro, nós brasileiros teremos uma grande missão pela frente, pensar a segurança para a qualidade de vida, desse outro jeito, inclusiva, criativa, sustentável, profissional, gerencial e algumas vezes mais simples que sofisticada. A solução da segurança é objetivar a qualidade de vida, muito mais do que simplesmente sentir-se seguro, uma sensação que as vezes é momentânea e irreal.

O Congresso Internacional promovido pela ABESE tem esse apelo de fazer as coisas acontecerem por meio da promoção de novas idéias e significados não apenas tecnológicos, mas conceituais e de forma simples.

Como dizia Leonardo da Vinci: “O último degrau da sofisticação é a simplicidade”. As respostas, às vezes, estão nas coisas mais fáceis e simples de fazer. Tomara que no futuro agreguemos mais e compliquemos menos.

Sejam bem-vindos à inovação de um novo CIS 2012.

*Ronaldo Elias Pena é especialista em segurança estratégica e negociação, consultor e assessor sênior da Reitoria da USP. Coordenador do GETS – USP. Membro da Socie dade Brasileira para o Desenvolvimento da Segurança e Serviços. Gestor de Relações Institucionais. Formado no Insead – França – pelo Blue Ocean Institute e Pesquisador.

Jardins terá base fixa e monitoramento por câmeras

Os Jardins, na zona sul, será o segundo bairro de São Paulo a receber o sistema big brother para combater a violência. Moradores da região se uniram e querem transformar a atual base da Polícia Militar móvel em unidade fixa na esquina das Avenidas Cidade Jardim e Brigadeiro Faria Lima. Os gastos com a nova empreitada serão pagos por empresários parceiros da Associação dos Moradores dos Jardins (AME Jardins).

A iniciativa é semelhante à existente na Chácara Klabin, também na zona sul. Ali, as ruas são vigiadas por câmera de segurança instalada na base na Praça Manuel Pedro Pimentel.

A vontade de trazer uma estrutura fixa para os Jardins começou a aumentar no ano passado, quando o diretor da AME Jardins, João Maradei, a convite do então comandante da PM, coronel Álvaro Camilo, foi visitar a base da Chácara Klabin. “Voltei de lá com essa ideia e começamos a procurar recurso para a base se tornar realidade. Aqui temos shoppings, agências bancárias e lojas de decoração, passa muita gente.”

Segundo Maradei, o primeiro passo foi dado recentemente, quando a corporação aprovou a proposta. “Agora, a própria PM é que deve solicitar licença na Prefeitura para o uso da Praça Luiz Carlos Paraná, onde a nova base será construída”, diz.

No local, a intenção é que três PMs trabalhem por turno. Uma das câmeras tem endereço certo: será na Avenida Brasil. “A nossa preocupação é prevenir crimes como roubo a pedestres.”

Quando ficar pronta, a estrutura “terá estilo”. Segundo Maradei, as primeiras “pinceladas” foram dadas pelo arquiteto Ruy Ohtake. “Ele topou nos ajudar gratuitamente.”

A expectativa é positiva. Para Camilo Cristofaro, presidente da Associação de Moradores da Chácara Klabin, a criminalidade no bairro caiu significativamente. “O crime aqui é zero”, diz.

O capitão Cleodato Moisés, porta-voz da PM, confirmou na quinta-feira que a corporação aceitou a proposta. “Mas a Prefeitura será consultada”, afirma. A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informou que até sexta-feira não havia recebido pedido.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

Capital conta com 1 milhão de câmeras

Com o crescimento de 9% do setor de monitoramento eletrônico em 2011, a cidade de São Paulo recordista em equipamentos na América do Sul, bateu a marca de um milhão de câmeras e hoje tem cerca de um aparelho para cada dez habitantes.

Os dados são da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos (ABESE), que apontam que nenhum paulistano vai e volta de sua casa para o trabalho sem passar por no mínimo dez câmeras de monitoramento.

Somente a Polícia Militar tem 272 câmeras de monitoramento operando na capital cerca de mais de 1,4 mil equipamentos compõem ainda o Sistema de Vídeo Monitoramento Integrada Guarda Civil Metropolitana, que inclui equipamentos da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), SP Trans e até da própria PM.

Para o presidente da Abese, Carlos Progianti, esse crescimento que nos últimos cinco anos apresentou alta de 11% e só em 2011 movimentou R$1,8 bilhão deve-se à criminalidade estar mais perto das pessoas e o Poder Público não dar conta de diminuí-la sozinho.

“Hoje é possível falar que todos os paulistanos estão sendo filmados nesse momento e isso é positivo. Basta ligar a TV ou ler os jornais e ver quantos casos estão sendo resolvidos com auxílio dos sistemas de monitoramento”, comentou Progianti.

O especialista em Segurança Pública e Privada Jorge Lordello, diz que as câmeras colaboram em três aspectos.

O primeiro só de estar instalada, na inibição da ação do criminoso. O segundo para movimentar em tempo real e tentar medidas antes que o crime ocorra como comunicar a polícia, e no último caso ao menos constatar flagrantes crimes.

“Acho que esse é um mercado em crescimento, mas ainda é virgem no País. Em locais com a Inglaterra, que tem índices criminais menores, o número de equipamentos é dez vezes maior”, disse.

Antes de escolher o equipamento, pesquise a empresa.
Apesar do grande número de câmeras de monitoramento na Capital, tanto o especialista Jorge Lordello quanto o presidente da Abese, Carlos Progianti, dizem que ainda existem problemas e cuidados que o consumidor precisa ter antes da aquisição.

Para o presidente da Abese, o primeiro cuidado esta na escolha da empresa, que precisa ser autorizada, cadastrada e ter tradição no mercado. Atualmente existem 18 mil empresas em todo o Brasil, na base de dados da associação. ”Comprar segurança não é como comprar uma televisão, por exemplo. É uma relação que começa na compra do aparelho mas, que deve contar com a prestação de informações e cuidados com a manutenção. Por isso, a escolha da empresa é muito importante porque só um bom profissional prestará um bom serviço, que atingirá os objetivos”, comentou Progianti.

Para Lordello, além da escolha da empresa é preciso adquirir materiais de boa qualidade, fazer sempre o serviço de manutenção das câmeras e, principalmente, cuidar das informações gravadas pelos circuitos. Para ele gravar as imagens e cuidar para que essas imagens não sejam roubadas durante crimes tem suma importância. “Hoje existem empresas que guardam as imagens de forma remota. Com isso, mesmo que o criminoso leve as câmeras e queira levar as imagens, existe a segurança em outro local”, disse Lordello. Ele afirmou ainda que é preciso cuidar também do monitoramento dessas imagens para evitar que o crime ocorra antes de ele começar.

Jornal Metro News/SP

Fórum de São José tem esquema de segurança antecipado

Duas semanas após um tiroteio que deixou duas pessoas mortas, o fórum de São José dos Campos recebeu um novo esquema de segurança.

Desde a última quarta-feira (1°), a entrada no prédio é controlada por uma equipe armada. Ao todo, 12 homens foram contratados para fazer a segurança nos dois prédios do judiciário e se revezam 24h no trabalho. Os prédios do judiciário em Taubaté receberam nove homens.

A chegada da equipe de segurança armada no fórum de São José dos Campos estava prevista para 15 de agosto, mas foi antecipada. Agora, quem chega ao fórum passa pelo detector de metais, que está em funcionamento.

Os seguranças fazem vistorias nas bolsas das pessoas quando é necessário. O Tribunal de Justiça informou também que deverão ser instalados sistemas de monitoramento por câmeras e de identificação digital.

Também foi determinado que nenhuma arma ficará guardada nos fóruns. As armas de crimes serão guardadas na Polícia Militar e após o encerramento do processo serão destruídas. A proibição de estacionamento dos veículos no entorno do fórum continua vigorando.

No último dia 18 de julho, Sérgio Marcondes dos Santos, que participaria como réu de uma audiência sobre a Lei Maria da Penha, entrou armado no fórum e atirou contra sua ex-mulher e no advogado dela. Na saída, ele ainda trocou tiros com um policial militar. O advogado e o atirador morreram. A mulher e o policial ficaram feridos.

O episódio revelou a fragilidade da segurança no prédio do Tribunal de Justiça, em São José dos Campos. No dia do crime não havia segurança armada, câmeras de monitoramento e os detectores de metais não estavam funcionando. Desde então, a segurança era feita pela Polícia Militar e Guarda Municipal de maneira provisória.

Segundo o TJ, o crime aconteceu poucos dias antes do término da licitação relativa à guarda patrimonial armada e à implantação do circuito de câmeras. Segundo o Tribunal, estão sendo investidos mais de R$ 60 milhões neste ano nas comarcas do Estado.

Do G1 Vale do Paraíba e Região

Jornalismo e violência

Impressiona-me o crescente espaço destinado à violência nos meios de comunicação. Catástrofes, tragédias, crimes e agressões, recorrentes como as chuvaradas de verão, compõem uma pauta sombria e perturbadora. A violência não é uma invenção da mídia. Mas a sua espetacularização é um efeito colateral que deve ser evitado. Não se trata de sonegar informação. É preciso, contudo, contextualizá-la.

A overdose de violência na mídia pode gerar fatalismo e uma perigosa resignação. Não há o que fazer – imaginam inúmeros leitores, ouvintes, telespectadores e internautas -, acabamos todos paralisados sob o impacto de uma violência que se afirma como algo irrefreável e invencível.

Não é verdade. Podemos todos, jornalistas, formadores de opinião, estudantes, cidadãos, enfim, dar pequenos passos rumo à cidadania e à paz.

Os que estamos do lado de cá, os jornalistas, carregamos nossas idiossincrasias. Sobressai, entre elas, certa tendência ao catastrofismo. O rabo abana o cachorro. O mote, frequentemente usado para justificar o alarmismo de certas matérias, denota, no fundo, a nossa incapacidade para informar em tempos de normalidade. Mas, mesmo em épocas de crise – e estamos vivendo uma gravíssima crise de segurança pública -, é preciso não aumentar desnecessariamente a temperatura.

O jornalismo de qualidade reclama um especial cuidado no uso dos adjetivos. Caso contrário, a crise real pode ser amplificada pelos megafones do sensacionalismo. À gravidade da situação – inegável e evidente – acrescenta-se uma boa dose de espetáculo e, claro, uma indisfarçada busca de audiência. E o resultado final é a potencialização da crise.

Alguns setores da imprensa têm feito, de fato, uma opção preferencial pelo negativismo. O problema não está no noticiário da violência, e sim na miopia, na obsessão pelos aspectos sombrios da realidade. É cômodo e relativamente fácil provocar emoções. Informar com profundidade é outra conversa. Exige trabalho, competência e talento.

O que quero dizer é que a complexidade da violência não se combate com espetáculo, atitudes simplórias e reducionistas, mas com ações firmes das autoridades e, sobretudo, com mudanças de comportamento. Como salientou o antropólogo Roberto DaMatta, “se a discussão da onda de criminalidade que vivemos se reduzir à burrice de um cabo de guerra entre os bons, que reduzem tudo à educação e ao ‘social’, e os maus, que enxergam a partir do mundo real, o mundo da dor e dos menores e maiores assassinos, e sabem que todo ato criminoso é também um caso de polícia, então estaremos fazendo como as aranhas do velho Machado de Assis, querendo acabar com a fraude eleitoral mudando a forma das urnas”. O que eu critico não é a denúncia da violência, mas o culto ao noticiário violento em detrimento de uma análise mais séria e profunda.

Precisamos, ademais, valorizar editorialmente inúmeras iniciativas que tentam construir avenidas ou ruelas de paz nas cidades sem alma. A bandeira a meio-pau sinalizando a violência não pode ocultar o esforço de entidades, universidades e pessoas isoladas que, diariamente, se empenham na recuperação de valores fundamentais: o humanismo, o respeito à vida, a solidariedade. São pautas magníficas. Embriões de grandes reportagens.

Denunciar o avanço da violência e a falência do Estado no seu combate é um dever ético. Não é, todavia, menos ético iluminar a cena de ações construtivas, frequentemente desconhecidas do grande público, que, sem alarde ou pirotecnias do marketing, colaboram, e muito, na construção da cidadania. É fácil fazer jornalismo de boletim de ocorrência. Não é tão fácil contar histórias reais, com rosto humano, que mostram o lado bom da vida.

A juventude, por exemplo, ao contrário do que fica pairando em algumas reportagens, não está tão à deriva. A delinquência está longe de representar a maioria esmagadora da população estudantil. A juventude real, perfilada em várias pesquisas e na eloquência dos fatos, está identificando valores como amizade, família, trabalho. Existe uma demanda reprimida de normalidade.

Superadas as fases do fundamentalismo ideológico, marca registrada dos anos 60 e 70, e o oba-oba produzido pela liberação dos anos 80 e 90, estamos entrando num período mais realista e consistente. A juventude batalhadora sabe que não se levanta um país na base do quebra-galho e do jogo de cintura. O futuro depende de esforços pessoais que se somam e começam a mudar pequenas coisas. É preciso fazer o que é correto, e não o que pega bem. Mudar os rumos exige, acima de tudo, a coragem de assumir mudanças pessoais.

A nova tendência tem raízes profundas. Os filhos da permissividade e do jeitinho sentem intensa necessidade de consistência profissional e de âncoras éticas. O Brasil do corporativismo, da impunidade do dinheiro e da força do sobrenome vai, aos poucos, abrindo espaço para a cultura do trabalho, da competência e do talento. O auê vai sendo substituído pela transpiração e o cartório vai sendo superado pela realidade do mercado. A juventude real, não a de proveta, imaginada por certa indústria cultural, manifesta crescente desejo de firmeza moral. Não quer a covarde concessão da velhice assanhada. Espera, sim, a palavra que orienta.

A violência está aí. E é brutal. Mas também é preciso dar o outro lado: o lado do bem. Não devemos ocultar as trevas. Mas temos o dever de mostrar as luzes que brilham no fim do túnel. A boa notícia também é informação. E, além disso, é uma resposta ética e editorial aos que pretendem fazer do jornalismo um refém da cultura da violência.

* Carlos Alberto Di Franco – Doutor em Comunicação, Professor de Ética, é Diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais

São Paulo tem uma câmera de segurança para cada dez pessoas

Número total de equipamentos espalhados pela cidade é superior a 1 milhão. Um levantamento feito pela Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança) revelou que a cidade de São Paulo possui mais de 1 milhão de câmeras de segurança.

O número corresponde a cerca de um equipamento para cada grupo de dez paulistanos. A relação dessa vigilância permanente com o aumento da segurança da cidade não é consenso entre a população, mas o fato é que todos os dias esses “olhos eletrônicos” flagram crimes, acidentes de trânsito e muitas vezes ajudam a identificar culpados.

Somente a Polícia Militar tem 272 câmeras espalhadas pelas ruas de São Paulo. A instituição garante que a tendência desse número é aumentar.

Segundo a Abese, a segurança eletrônica está mal distribuída no Brasil. Cerca de 53% das câmeras estão concentradas no Sudeste, 22% no Sul, 12% no Centro Oeste , 9% no Nordeste e apenas 4% na Região Norte. A associação afirma ainda que o número total dos equipamentos deve triplicar nos próximos anos, acompanhando uma tendência mundial.

Fonte: Clipping Eletrônico Abese