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O balanço da violência

Depois de ter caído nos últimos anos, a violência criminal voltou a crescer no Estado de São Paulo. Segundo as últimas estatísticas da Secretaria da Segurança Pública, em agosto de 2012 os homicídios dolosos (em que há intenção de matar) aumentaram 8,6%, com relação ao mesmo período em 2011.

Na capital, o crescimento acumulado do número de homicídios dolosos nos oito primeiros meses do ano foi de 15,2%. Nos 93 Distritos Policiais da cidade, somente 2 – o da Liberdade, na região central, e o de Monções, na zona sul – não registram homicídios, entre janeiro e agosto deste ano. Com 35 assassinatos em oito meses, o Parque Santo Antônio, na zona sul, foi o bairro mais violento da capital.

Até o mês passado, a Secretaria da Segurança Pública contabilizou 3.109 vítimas em todo o Estado, em 2012. Quase todos os demais indicadores também registraram aumento da criminalidade. Apesar de ter caído na capital, o número de latrocínios (roubo seguido de morte) cresceu 71,4% no Estado. Os crimes de estupro aumentaram 31%. Nos oito primeiro meses de 2012, foram roubados 58.948 automóveis – um número 15,3% superior do que o verificado no mesmo período no ano passado. Já a apreensão de entorpecentes aumentou 15,37%. Entre janeiro e agosto deste ano, foram realizadas 27.648 ocorrências.

Dos 17 tipos de crime cujas estatísticas são divulgadas com regularidade pela Secretaria da Segurança Pública, só 3 registraram queda significativa no Estado. Os homicídios culposos (em que não há intenção de matar) caíram 7,1%. As mortes culposas decorrentes de acidentes de trânsito despencaram 37,5%. E os roubos a banco diminuíram 52%. Por causa da melhor qualidade das câmeras de segurança e da preferência da população de pagar contas com cartão de crédito, este foi o crime patrimonial que mais diminuiu. “As câmeras mostram até a cicatriz do ladrão. Antes, não permitiam identificar ninguém. O roubo a banco envolve um risco imenso, para resultados modestos”, afirma o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima.

As estatísticas sobre violência criminal, cuja divulgação periódica se tornou obrigatória há quase duas décadas, são um instrumento fundamental para se avaliar a trajetória da criminalidade no Estado.

Com base nos números coletados pelos boletins de ocorrência, as Polícias Civil e Militar (PM) passaram a planejar melhor suas atividades. Mas, apesar do aumento da eficiência policial, os bandidos – sobretudo os do crime organizado – são criativos. Para financiar a compra de drogas, por exemplo, o narcotráfico antes assaltava bancos, lembra o delegado-geral da Polícia Civil. Com o aumento da repressão a esse tipo de crime, os traficantes passaram a recorrer a roubo de veículos.

A tendência de recrudescimento da violência criminal é preocupante, mas alguns dos fatores responsáveis por esse aumento são conhecidos. Um deles é a reincidência de criminosos que aguardam em liberdade o julgamento de seus processos ou foram beneficiados pelo regime da progressão da pena, obtendo indulto e liberdade condicional. Outro é a crescente participação de adolescentes em assaltos. Menores de idade e, portanto, inimputáveis, eles são usados como mão de obra preferencial pelo crime organizado.

A reforma do Código Penal que vem sendo preparada pelo Senado era uma excelente oportunidade para resolver esses dois problemas. Mas o anteprojeto ficou tão ruim que 19 entidades da comunidade jurídica, lideradas pela OAB, pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais e pelo Departamento de Direito Penal e Criminologia da Faculdade de Direito da USP, estão pedindo que a tramitação da reforma seja suspensa. E a falta de uma legislação moderna e eficaz prejudica o trabalho da polícia, afirmam as autoridades da área da segurança pública, que realizaram uma megaoperação policial em todo o Estado, no dia seguinte ao da divulgação do aumento nos índices de criminalidade, mobilizando 23 mil policiais militares, e trocaram o comando da Rota e de várias outras unidades da PM.

O Estado de S.Paulo

Furtos em geral e roubos de carga caem na região de Sorocaba

A região de Sorocaba reduziu em 4,21% o número de furtos em geral no primeiro quadrimestre de 2012. De janeiro a abril foram 8.820 casos, contra 9.208 no mesmo período do ano passado – 388 a menos. Se considerados os últimos 12 meses, a queda é de 5,58%. De maio de 2010 a abril de 2011 foram 28.837 furtos, contra 27.227 entre maio de 2011 e abril deste ano, 1.610 casos a menos. As informações constam das Estatísticas Mensais da Criminalidade, contabilizadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Outra modalidade criminal que apresentou diminuição foram os roubos de carga. Nos quatro primeiros meses do ano houve uma redução de sete casos. Até o mês de abril foram dez registros, contra 17 no mesmo período do ano passado. Se considerado o comparativo dos últimos 12 meses a queda foi ainda maior, com uma redução de 54,24% nos roubos de carga. De maio de 2010 a abril de 2011 foram 59 casos, contra 27 entre maio do ano passado e abril deste ano. Em números absolutos, a redução foi de 32 casos.

Assim como aconteceu entre os meses de janeiro e abril de 2011, não foi registrado nenhum caso de extorsão mediante sequestro no primeiro quadrimestre deste ano.

Polícia mais ativa
A região de Sorocaba aumentou em 16,41% os flagrantes de tráfico de drogas no primeiro quadrimestre do ano. Até o mês de abril foram 1.128 flagrantes, contra 969 no mesmo período do ano passado. Se considerados os últimos 12 meses, o aumento da produtividade foi de 14,87%, com 3.036 BOs de tráfico, 393 a mais que em igual período anterior.

O número de prisões realizadas pelas polícias aumentou em 11,73% nos quatro primeiros meses do ano. No período, foram 3.705 prisões, contra 3.316 em 2011. Também é possível observar esse aumento nos últimos 12 meses, quando as polícias realizaram 10.237 prisões, 844 a mais que em igual período anterior, um aumento de 8,99%.

As polícias retiraram 466 armas de fogo ilegais das ruas da região de Sorocaba, de janeiro a abril. Foram 60 a mais que no mesmo período do ano passado, um crescimento de 14,78%. Nos últimos 12 meses foram 1.318, 104 a mais que entre maio de 2010 e abril de 2011, aumento de 8,57%.

SSP / SP