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Posts Tagged ‘ Criminalidade

Sistema de vídeo-monitoramento opera em novo local em Sorocaba, SP

Nova sede fica na Vila Angélica, zona norte da cidade.
Secretaria de Segurança também funcionará no prédio.

A central que abriga o sistema de vídeo-monitoramento de Sorocaba, no interior de São Paulo, começa a funcionar em março, em um novo endereço. Além dele, o prédio abrigará a Secretaria de Segurança Comunitária (Sesco), a Guarda Civil Municipal, a Defesa Civil, a Diretoria de Fiscalização e Centro de Operação Integrado (COI).

O prédio, localizado na rua Castanho Taques, na Vila Angélica, zona norte da cidade, conta com 1.600 m² de área construída e foi totalmente reformado e adaptado para receber a estrutura da Sesco, em uma região considerada estratégica em termos de segurança.

“A sede está num ponto que nos permitirá rápida mobilidade, seja para atender ocorrências na zona norte como no centro”, afirma o titular da pasta, Roberto Montgomery Soares. Ele destaca ainda a proximidade do novo endereço com as avenidas Santos Dumont e Ipanema, que integram o Programa Sorocaba Total, em fase de execução.

A mobilidade citada por Montgomery prevê o aumento de demanda nas ocorrências da Guarda Civil, por conta do início do funcionamento do COI. Segundo ele, as primeiras 41 câmeras, já instaladas em vários locais de Sorocaba, permitirão a realização de operações de combate à criminalidade de forma mais rápida e objetiva, garantindo a intervenção permanente da corporação em situações de delito.

Em fase final de testes, as câmeras do vídeo-monitoramento estão operando em parques municipais, escolas, terminais de ônibus, unidades de pronto atendimento e no centro. “O equipamento será fundamental para a segurança da população, garantindo também um crescimento nas ações integradas com as polícias Civil e Militar”, ressalta o secretário.

Com a mudança para a nova sede, a Sesco manterá uma base da Guarda Civil no prédio atual, no Alto da Boa Vista, por orientação do próprio prefeito Vitor Lippi. De acordo com Montgomery, a base terá como função atender a região leste de Sorocaba e o chamado centro administrativo, formado pelo Palácio dos Tropeiros (sede da Prefeitura), Câmara Municipal, além do Fórum e outras instituições públicas que funcionam nas imediações. “A médio prazo, devem ser criadas novas bases da GCM para o atendimento específico de outras regiões de Sorocaba, conforme determinação do prefeito”, lembra.

Fiscalização e Defesa Civil
As 24 salas do prédio são suficientes para abrigar todos os setores subordinados à Sesco, entre os quais se incluem a diretoria de Área da Fiscalização e a coordenadoria da Defesa Civil. Conforme explica Montgomery, os cargos de chefia da Fiscalização serão transferidos para a nova sede, enquanto o atendimento ao público e os fiscais municipais permanecerão no prédio da Unidade Seminário da Prefeitura de Sorocaba, na rua Pernambuco, n° 100, no Centro.

Montgomery destaca, ainda, que as novas dependências da Sesco também vão oferecer espaço para as polícias Civil e Militar poderem fazer uso do sistema de vídeo-monitoramento, assim como uma das salas deverá ser utilizada para as ações do Gabinete de Gestão Integrada (GGI). Este tem como função discutir e implantar políticas de segurança no município com a participação de representantes da Guarda Civil, das polícias Civil e Militar e integrantes dos Conselhos de Segurança (Consegs).

Fonte: G1

Segurança da capital chega a condomínios do interior de SP

Para entrar no condomínio, o morador passa por um sistema de identificação biométrica, dois portões e portaria blindada. A cena, recorrente na capital paulista, está se tornando comum também no interior do Estado.

Condomínios estão virando “fortalezas” até em localidades sem registro de arrastões a prédios e com índices de criminalidade menores que os de São Paulo.

Síndico de um prédio de 228 apartamentos em São José do Rio Preto (438 km de SP), Junior Villanova já aplicou cerca de R$ 40 mil e investirá mais R$ 20 mil em segurança –incluindo um sistema que fotografa visitantes, equipamentos biométricos e “vaga do ladrão”, onde o morador estaciona para alertar se há um bandido no carro.

“As cidades estão crescendo e, com isso, vêm os problemas. A gente tem que investir pesado na segurança.”

Para o delegado Genival Santos, no entanto, esses “problemas” não existem. “Temos dezenas de condomínios, mas não há assaltos ou arrastões. Teve um furto no ano passado”, diz.

Para o diretor de condomínios da regional do Secovi (sindicato das empresas do setor imobiliário), Alessandro Nadruz, “as pessoas estão se adiantando ao problema”.

Em Sertãozinho (333 km de SP), a apresentadora de TV Letícia Bighetti Savegnago, 32, decidiu construir sua casa num condomínio com “gaiola” –são dois portões, e o interno só abre quando o outro é fechado.

O residencial, em área nobre, conta ainda com câmeras e monitoramento privado. O condomínio custa de R$ 1.000 a R$ 1.500.

“A primeira razão [para morar no local] é a segurança. Sei de pessoas de casas em ruas abertas que, quando abrem o portão eletrônico, o ladrão entra junto”, disse.

Viviane Cubas, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, diz que, mesmo com índices de criminalidade baixos, essas cidades têm violência, o que pode justificar a adoção dos sistemas.

Folha.com (Cotidiano)

Ministério da Justiça decide revisar política de segurança

País tem o maior número de homicídios do mundo em termos absolutos

BRASÍLIA – Meses depois de implodir a primeira versão de um plano de redução de homicídios por ordem da presidente Dilma Rousseff, o Ministério da Justiça decidiu preparar uma nova proposta de combate à violência. O Plano Nacional de Enfrentamento da Violência, com foco na diminuição de assassinatos, prevê investimento pesado em perícia, compra de equipamentos para as polícias estaduais e fortalecimento das corregedorias das polícias civis e militares. O governo decidiu revisar a política de segurança porque os indicadores da violência urbana ainda permanecem elevados.

Os últimos levantamentos oficiais mostram que o Brasil é o país com o maior número de homicídios do mundo em termos absolutos. São aproximadamente 50 mil por ano. Em termos proporcionais, ou seja, quando se compara o número de mortes violentas com o tamanho da população, o país também aparece num nada confortável sexto lugar.

Em 30 de dezembro o GLOBO revelou que, numa guinada surpreedente das diretrizes de redução da violência, o governo federal engavetara o plano de articulação para a redução de homícidio em prol de outras áreas de atuação.

As prioridades declaradas do governo eram, até então, a fiscalização de fronteiras, a ampliação do sistema penitenciário e combate ao crack. O enfrentamento da violência urbana, especialmente o combate aos homicídios, seria uma tarefa dos governos estaduais. A repentina virada da política de segurança provocou forte reação do Conselho Nacional de Segurança Pública (Conasp). Diante das críticas, o governo recuou e decidiu, neste início de ano, incluir a redução de assassinatos entre as prioridades da política nacional de segurança pública.

A versão do novo plano deve ser apresentada pelo ministro José Eduardo Cardozo à presidente Dilma nos próximos dias. Auxiliares de Cardozo disseram que o ministério não se manifestará publicamente sobre o assunto até que a proposta seja do conhecimento da presidente. Mas confirmaram que o “foco agora” é a diminuição de assassinatos. Num encontro que teve com integrantes do Conasp, semana passada, Cardozo fez uma longa explanação sobre a violência e as ideias do governo para encarar o problema.

O ministro disse aos conselheiros que a violência se mantém em patamares elevados até mesmo em cidades ou estados que receberam grande aporte de recursos do governo federal nos últimos anos. A partir daí, se chegou a conclusão de que as análises sobre as desigualdades sociais não são mais suficientes para explicar a explosão da criminalidade. Para o ministro, outros fatores, como impunidade, grupos de extermínio e preconceitos contra negros e gays também estariam na raiz da violência.

A saída seria financiar a montagem de laboratórios e cursos de perícias para as polícias estaduais. Hoje muitos assassinatos não são esclarecidos por falta de estrutura técnica das polícias civis. Cardozo disse ainda que é importante melhorar o treinamento das corregedorias. Cardozo também prometeu comprar equipamentos para as polícias de acordo com as peculiaridades de cada estado.

Outras medidas seriam articuladas com as secretarias especiais de Direitos Humanos, de Políticas para Mulheres e de Promoção a Igualdade Racial.

- O fato do ministro ter vindo ao Conasp e colocar as linhas gerais (do plano de redução de homicídios) mesmo sem tê-las apresentado a presidente é um avanço. Agora vamos ver o que acontece quando chegar a Casa Civil – disse Alexandre Ciconello, representante do Instituto de Estudos Socioeconômico (Inesc) no Conasp.

Fonte: O Globo

Governo prorroga campanha do desarmamento até o ano que vem

Desde 2004, este ano foi a primeira vez que a população decidir entregar armamentos pesados. No total, 37 mil armas de fogo foram retiradas de circulação, não pela polícia, mas por iniciativa dos próprios proprietários.

G1

Sistemas Eletrônicos de Segurança são aliados para inibir ação criminosa durante as férias

Todos os anos milhares de pessoas programam suas viagens nos meses de dezembro e janeiro. Seja de longa ou de curta duração, é imprescindível que todos tenham consciência de que é necessário atentar-se ainda mais à segurança dos imóveis, redobrando os cuidados e tomando as devidas precauções para evitar surpresas indesejadas.

É justamente nessa época do ano que atitudes comuns, como avisar vizinhos ou deixar luzes acesas, tornam-se ineficazes ou até arriscadas, sinalizando a ausência de muitos moradores de uma mesma rua.

Com o aumento da criminalidade, sistemas eletrônicos de segurança são, cada vez mais , um aliado de peso na proteção de casas e condomínios, principalmente quando se viaja ou se ausenta por determinado período.

Os cuidados começam com a escolha adequada da empresa prestadora do serviço de segurança eletrônica, seguido de uma detalhada análise de risco do local, para então definir a opção mais eficiente de acordo com a necessidade de cada imóvel. “A implantação de alarmes, cercas elétricas ou Circuito Fechado de TV (CFTV) deve ser algo muito bem planejado.

É recomendável que seja utilizado equipamento com monitoramento e possibilidade de conexão remota, o que permite acompanhar em tempo real o que está acontecendo no imóvel e, assim, agilizar o acionamento da polícia caso aconteça alguma invasão”, explica Carlos Progianti, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – ABESE.

Para aqueles que já possuem algum sistema eletrônico de segurança, alguns cuidados são fundamentais como, por exemplo, informar a companhia de monitoramento sobre a ausência, além de checar se os equipamentos estão com funcionamento e instalação adequados.

Por outro lado, àqueles que ainda não aderiram aos sistemas eletrônicos de segurança, os cuidados são muitos.

A ABESE ressalta que apenas empresas especializadas estão capacitadas para fazer uma análise completa sobre as fragilidades do imóvel e recomendar a instalação de equipamentos específicos para neutralizá-las. “Somente um estudo feito com critério pode tornar a segurança do imóvel menos vulnerável e dar ao proprietário a real dimensão dos equipamentos que necessita como quantidade de câmeras e sensores para se ter um sistema confiável”, alerta Progianti.

Dentro deste contexto, o investimento em segurança eletrônica, setor que cresce a uma média de 13% ao ano, é uma medida eficiente para garantir a integridade de residências e condomínios, uma vez que estes sistemas são desenvolvidos com o objetivo de detectar, comunicar e inibir a ação criminosa. Em 2010, o segmento registrou crescimento de 12% no Brasil, com faturamento de US$ 1,68 bilhão.

Revista Seguro Total/SP

Violência, pobreza e corrupção ‘preocupam mais os brasileiros’

Segundo pesquisa da BBC feita em 23 países, crise econômica preocupa menos o mundo em desenvolvimento que os ricos.

BBC

A violência, a pobreza e a corrupção se destacaram como os problemas mundiais que mais preocupam os brasileiros entrevistados em uma pesquisa feita em 23 países a pedido do Serviço Mundial da BBC.
Em respostas espontâneas, 29% dos brasileiros disseram que a criminalidade é o principal problema do mundo, e 27% disseram que é o tema mais discutido no país.

Em seguida entre os temas mais discutidos, veio a corrupção, apontada por 21% dos entrevistados.

Esta percepção é semelhante à de outros países na América Latina, onde a questão da segurança encabeçou os temas mais discutidos em três dos seis países pesquisados, e a corrupção foi apontada como mais discutida em um.

Entretanto, nas respostas induzidas, nas quais os entrevistados foram apresentados a uma lista de 14 temas sobre o qual deveriam opinar – e que não incluía violência -, 95% e 94% dos brasileiros classificaram, respectivamente, os problemas da pobreza e da corrupção como ‘muito sérios’.

Em seguida vieram a poluição e problemas ambientais e as guerras e conflitos (92% cada categoria).

A pesquisa anual BBC World Speaks (‘Mundo fala’) ouviu 12,3 mil entrevistados em 23 países entre julho e setembro a fim de estabelecer os temas que mais preocupam a população destes países e os mais discutidos.

As principais preocupações dos entrevistados no Brasil contrastam de certa maneira com as respostas dadas nos países desenvolvidos, onde a situação econômica global e o desemprego se sobressaíram como preocupações mais evidentes.

Para efeito de comparação, apenas 66% dos brasileiros consideraram as turbulências na economia global ‘muito graves’ e o aquecimento global, que preocupava seriamente 90% dos brasileiros no ano passado, hoje preocupa apenas 80%.

Diferenças
No mundo, os assuntos mais discutidos foram a corrupção – que foi apontada por 24% dos entrevistados, três pontos percentuais a mais que no ano passado, a pobreza extrema – cuja preocupação também aumentou -, e o desemprego.

Entretanto, os pesquisadores perceberam um grande aumento na preocupação com o desemprego em relação a apenas dois anos atrás.

Em 19 países que participaram das três edições da pesquisa, o número de pessoas afirmando que discutiram as dificuldades no mercado de trabalho no mês anterior à entrevista subiu de apenas 3% em 2009 para 15% no ano passado e 18% neste ano.

Os pesquisadores notaram uma diferença entre as preocupações dos países de renda baixa, média e alta.

Entre os países mais pobres, a corrupção, o desemprego, a pobreza extrema e o aumento do preço dos alimentos estão entre os mais discutidos internamente.

Essas preocupações também são típicas dos países de renda média, ainda que em menor grau.

Já nos países ricos, a maior preocupação é de longe com o estado da economia mundial, o aquecimento global e a guerras.

Morte de policiais de folga caiu 38% neste ano

PM atribui queda à troca do ‘bico’ pela Operação Delegada; Prefeitura quer investir R$ 150 milhões em 2012, um aumento de R$ 50 milhões

O número de mortes de policiais militares de folga na capital caiu 38% (entre janeiro e outubro), em relação ao mesmo período de 2010. Passou de 21 para 13. O Comando-Geral da Polícia Militar atribui a redução ao aumento do emprego de policiais na Operação Delegada da Prefeitura. Anteriormente, na folga, eles faziam “bico” como seguranças particulares, afirma a corporação.

O chamado “bico oficial” foi criado em novembro de 2009. Sob orientação do governo municipal e ganhando extra, policiais passaram a patrulhar zonas de comércio ambulante. Se comparados os dados de 2011 com os de 2009, a queda foi maior ainda: chegou a 60% (33 morreram entre janeiro e outubro de 2009).

As somas consideram apenas as mortes de policiais pertencentes ao Comando de Policiamento da Capital (CPC) – área onde a operação efetivamente atua, além de Mogi das Cruzes. Mas a tendência também pode ser observada no balanço geral do Estado: foram 27 mortes até outubro ou 41% a menos que em 2010 (46 óbitos). Se comparada com 2009, quando 61 morreram no período, a redução chega a 56%.

O levantamento tem por base as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública publicadas no Diário Oficial do Estado. “Na Operação Delegada o policial trabalha protegido, fardado e com os companheiros. Ele deixou de morrer no ‘bico’. Foi uma forma de tirá-lo da atividade irregular”, disse o comandante-geral da PM, Álvaro Batista Camilo.

Camilo reconhece que nem todos os mortos em folga tinham emprego alternativo, mas diz que a maioria trabalhava para complementar a renda salarial – o que a PM desaprova. O capitão Emerson Massera explica que as mortes em folga estão associadas a serviços de escolta de valores, cargas, segurança em escolas e postos de gasolina. “O policial trabalha sozinho, não tem colete nem rádio e usa arma particular (menos potente), porque usar a da PM é infração grave.”

Resultados
Segundo Camilo, o patrulhamento reduziu em 60% o índice de criminalidade em zonas de comércio popular do centro, em ruas como a 25 de Março e a José Paulino.

A Prefeitura e a PM pretendem expandir ainda mais a Operação Delegada no ano que vem. As tropas estão nas 31 subprefeituras e empregam mais de 9 mil homens. Para isso, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) reservou R$ 150 milhões na proposta orçamentária enviada à Câmara Municipal. São R$ 50 milhões a mais que neste ano. Falta aprovar.

Desde maio, o foco da Operação Delegada, o terror dos camelôs, é a área do Brás e da Feirinha da Madrugada. Ambulantes queimaram carros e fecharam ruas para pedir o fim da operação.

FELIPE FRAZÃO – O Estado de S.Paulo

No combate a violência, brasileiro defende a redução da maioridade penal, mas rejeita a pena de morte.

Mariana Londres, do R7, em Brasília

A população brasileira defende mais rigor no combate à violência e o principal motivo disso é que praticamente nove em cada dez brasileiros concordam que a certeza da impunidade aumenta a criminalidade no país. Os dados são da pesquisa Retrato da Sociedade Brasileira: Segurança Pública, divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

De acordo com o estudo, feito em parceria com o Ibope, 86% dos brasileiros são a favor da redução da maioridade penal para 16 anos e 9% são contra a redução. Além disso, 91% dos entrevistados disseram concordar que menores de idade devem ser julgados como adultos quando cometem crime hediondo.

A prisão perpétua também é defendida por 69% dos brasileiros e rejeitada por 23%. Já a pena de morte, recebe apoio de 46% dos entrevistados e é rejeitada também por 46%, sendo que 34% disseram ser totalmente contra, ante 31% que disseram ser totalmente a favor da pena de morte.

O uso de armas para todos os brasileiros é rejeitado pela maior parte dos brasileiros, com 70% da população afirmando ser contra esta medida. O gerente-executivo da pesquisa, Renato Fonseca, comentou os resultados.

- Há um vontade da sociedade brasileira de aumentar o rigor no combate ao crime, mas até um limite. Tanto é que a sociedade está dividida em relação à pena capital e é contra o uso de armas para todos os cidadãos. Esta é, portanto, uma sociedade que sofre com a violência, mas que não é violenta.

Apesar de pedir maior rigor nas penas, os brasileiros apoiam penas mais leves para crimes mais leves. A adoção de penas alternativas para crimes leves, como trabalho comunitário, é defendida por 82% dos entrevistados. Além disso, as políticas sociais, como educação e formação profissional, são consideradas os instrumentos mais eficazes no combate à violência, citadas por 90% dos entrevistados.

Os brasileiros também se manifestaram a favor do uso das Forças Armadas no combate à criminalidade, com 84% dos entrevistados a favor e 7% contra, e a favor da privatização dos presídios, com 55% a favor e 26% contra.

Questionados se legalizar o a venda e o uso da maconha reduziria a criminalidade os entrevistados discordaram: 70% não acreditam na redução e 23% acreditam.

Dados mostram que criminalidade permanece alta na região

De A Tribuna On-line

Enquanto as ocorrências envolvendo o tráfico de drogas aumentam, o número de homicídios cai na Baixada Santista e Vale do Ribeira. Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) indicam que nos últimos 12 meses houve mais prisões em toda a região (233), mas a incidência de crimes permanece alta, principalmente na temporada de verão, quando aumenta o fluxo de pessoas por todo o litoral.

Só em 2011 foram registrados pelo menos 839 casos de apreensões de entorpecentes. O número representa um aumento de quase 17% em relação ao período anterior, quando houve cerca de 720 ocorrências. Destas, 65 foram flagrantes, que levaram as pessoas ligadas ao crime organizado e os próprios traficantes direto para a cadeia.

Outro índice que também aumentou foi o do furto de veículos que, nos primeiros cinco meses deste ano, registrou total de 2.192 ocorrências em toda a região (9%). A incidência dos demais furtos, que abrange qualquer outra ocorrência que não envolva veículos automotores, também permanece alta, atingindo quase 15 mil casos somente na jurisdição do Deinter-6.

Os roubos ainda não foram controlados, já que houve registro de pelo menos 3% de ocorrências a mais em comparação ao mesmo período de 2010. Nenhuma agência bancária da Baixada e Vale do Ribeira foi assaltada em 2011, entretanto, a Secretaria de Segurança apurou que no período houve 7.188 caos envolvendo roubos gerais, desde caixas eletrônicos até pedestres.

Os bandidos também passam a focar em algo que é bastante presente no litoral, principalmente por causa do Porto de Santos. Pelo menos 133 caminhões tiveram a carga levada pelos bandidos – aumento superior à metade dos índices do ano passado, quando foram registrados 58 casos.

Menos 72 mortos
Em contrapartida, houve uma redução de 22,15% nos homicídios na região nos últimos 12 meses, em comparação com o período compreendido de junho de 2009 a maio de 2010. Foram 253 casos – 72 assassinatos a menos do que no período anterior. De janeiro a maio deste ano, a queda foi de 4,23%, com total de 136 casos, seis a menos do que nos cinco primeiros meses do ano passado.

Em latrocínio, quando há roubo seguido de morte, a Secretaria de Segurança Pública do Estado registrou apenas duas ocorrências a menos em relação aos cinco primeiros meses de 2010. No primeiro balanço deste ano, as delegacias da região registraram ao menos sete casos, dois a menos. Em relação aos últimos 12 meses, houve seis casos a menos do que o mesmo período de 2010.

Notificações
As notificações de crimes também se elevaram, o que contribuiu, de acordo com o SSP, para o aumento das ocorrências. Somente na Delegacia Eletrônica, o número de ocorrências saltou no Estado de São Paulo de 11.860, em janeiro deste ano, para 15.858 em maio.

Também a partir deste ano, as unidades da Polícia Militar passaram a registrar boletins de ocorrência de furto de veículo, desaparecimento ou encontro de pessoas, furto ou extravio de documento, furto ou perda de celular e furto ou perda de placa de veículo.

Governo de SP divulga dados de criminalidade contra mulheres

Dados serão noticiados mensalmente pela Secretaria da Segurança.
Em setembro, capital registrou 19 estupros consumados.

Do G1 SP

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo divulga a partir desta terça-feira (25) dados de criminalidade contra a mulher. Os números relacionados a homicídios, tentativas de homicídios, lesões corporais dolosas (com intenção) e maus tratos, entre outros, serão divulgados mensalmente pelo site da SSP.

Atualmente, a Polícia Civil tem 129 delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) em todo o estado. Os dados divulgados no site da secretaria, porém, incluem não apenas as ocorrências registradas pelas DDMs, mas de todos os distritos policiais.

Conforme levantamento, em setembro foram registrados seis homicídios dolosos (quando há a intenção de matar) de mulheres, sendo dois registrados na Grande São Paulo e outros quatro no interior. Nenhum crime dessa natureza foi registrado na capital paulista.

Em compensação, no mesmo período foram registradas cinco tentativas de homicídio na capital – outras 11 ocorreram no interior e nenhuma na região metropolitana. A cidade de São Paulo teve maior número de registros de estupros consumados: 19, ante 13 na Grande São Paulo e 16 no interior.