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Posts Tagged ‘ Crueldade

A importância da necropsia na elucidação de um crime

Em alguns casos de crimes graves, como os de esquartejamentos, os chamados “requintes de crueldade” despertam a atenção popular e fazem com que o assunto ganhe repercussão na mídia.

A necropsia realizada por médicos-legistas do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo é responsável por fornecer informações precisas sobre causa da morte, tipo de instrumento usado em vítimas e demais detalhes que possam ser obtidos através do cadáver, auxiliando as investigações e apurações dos fatos.

Para o diretor do Centro de Perícias Jorge Pereira de Oliveira, essa possibilidade de comprovar a veracidade de um depoimento é uma das ferramentas mais importantes de um laudo pericial do instituto.

“A perícia, com provas técnicas, confirma ou contradiz uma versão. Tendo duas versões diferentes de um mesmo fato, a prova pericial confere elementos para dizer que um dos dois está dizendo a verdade e provar que o outro está equivocado”, ressaltou Jorge de Oliveira.

Segundo o legista, é possível determinar o tipo de ferramenta utilizada em um assassinato a partir dos ferimentos expostos no cadáver.

“Tem um principio na medicina legal que diz que, pelo tipo da lesão, você determina o agente. Então, em alguns casos, você não identifica um instrumento, mas dá as características de um agente. Isso vai ser complementado pela investigação policial ou pela parte pericial do Instituto de Criminalística (IC), na cena do crime”, afirmou o médico.

Trabalho em equipe
Apesar das técnicas empregadas pelos médicos do IML, o diretor do Centro de Perícias ressalta a importância do trabalho em conjunto com o IC e com as investigações policiais para elucidar o crime.

“A nossa perícia sozinha não é absoluta. Ela tem que ser associada com o perito do local e a parte policial. Aquilo que o corpo nos mostra, informamos as autoridades. Essas informações são associadas à perícia de local, realizada pelo perito criminal do Instituto de Criminalística, e à investigação policial. O conjunto que vai formar a ideia do ocorrido, a dinâmica do crime”, disse Jorge Pereira.

“A parte policial é necessária para confirmar se nossas deduções são validas ou não.

Para o diretor, estas comprovações obtidas são fundamentais para ajudar as investigações.

“A importância do laudo pericial é dar plena convicção às autoridades policiais e judiciárias. São informações que orientam ou complementam a investigação do policial e dão convicção para o julgamento do juiz. A perícia tem que estar bem próxima da verdade, ou ser a própria verdade”, afirmou.

Não adianta esconder
Por diversas vezes, os criminosos tentam livrar-se dos corpos das vítimas ou dificultar suas identificações, queimando-os.

Mesmo assim, de acordo com Jorge de Oliveira, até certos níveis de carbonização é possível realizar a identificação das vítimas.

“A medicina legal permite confrontar a arcada dentária ou, em último caso, fazer exame de DNA, podendo extrair esse material de um osso e comparando com a amostra de algum parente”, explicou.

Para o sucesso da perícia dos médicos do IML, o diretor conta que os legistas se limitam ao mínimo de informações possíveis quando analisam um cadáver.

“Normalmente, o IML recebe somente o corpo, a requisição policial que tipifica o artigo do código penal a que se refere à ocorrência, como homicídio, suicídio ou acidente, a data do fato e a identificação da vítima, quando possível. Não temos o que foi encontrado no local ou a história, então, o legista está isolado do universo, não tem influência externa”, disse Jorge de Oliveira.

“Às vezes, se alguém coloca uma informação errada na requisição, pode ocorrer a chamada indução ao perito. É melhor não saber nada e fazer a perícia pela sua experiência”, concluiu.

Guilherme Uchoa – SSP

Preso bando que torturava vítimas

Por Camilla Haddad – Jornal da Tarde

Com requintes de crueldade, uma quadrilha assaltava casas em áreas nobres da zona sul, jogava álcool no corpo das vítimas e ameaçava atear fogo caso elas não indicassem a localização dos cofres. Segundo a polícia, desde abril, pelo menos dez residências foram atacadas dessa forma. Três homens estão presos acusados de cometer os crimes e outros quatro estão foragidos. O caso foi apresentado ontem pelo Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).

A estimativa dos investigadores é que os assaltantes praticavam até quatro roubos por semana. Quando saíam dos residências, os ladrões seguiam para a casa, na Favela Alba, na zona sul, e vendiam todos objetos de valor para a comunidade, entre eles televisores, DVDs, joias, roupas de grife e notebooks a preços bem menores do que realmente valiam. O comércio era feito de porta em porta, segundo contaram os policiais civis.

O bando agia nos bairros do Campo Belo, Jabaquara, Moema e Jardim Aeroporto. Preferiam horários em que os donos das casas saíam para trabalhar, entre 6h e 7h. Existem relatos de abordagens no retorno do trabalho, às 19h. A escolha de cada vítima era feita após um dos integrantes do bando fazer observações da rotina dos moradores – qual carro tinha e horário que entrava na casa.

Na lista de vítimas, está um casal de alemães moradores do Campo Belo. Depois de entrarem na casa às 6h, cinco assaltantes renderam uma mulher de 77 anos e o marido, de 88. Para intimidar, apagaram todas as luzes e usavam uma lanterna para identificar os bens da família. Na mesma região, uma aposentada de 93 anos foi ameaçada de morte caso o genro dela, de 63 anos, não entregasse joias e dinheiro.

O delegado Francisco Solano de Santana, da Delegacia de Repressão a Roubos e Extorsões, explica que o suspeito mais perigoso e violento, tido como o líder do bando, está entre os detidos. Gerson Roberto dos Santos, o Coelho, tem 26 anos, foi capturado em 11 de agosto, após trocar tiros com a Polícia Militar em um roubo.

Ele já chegou a ser reconhecido por duas vítimas porque tinha um detalhe diferente dos comparsas: usava aparelho nos dentes. Além dele, também estão presos Rodrigo Bispo da Silva, de 29, e Ricardo Araujo Correia, de 39. Os dois foram pegos em 14 de setembro após um crime em um imóvel no Campo Belo.

Dos dez boletins de ocorrência registrados no 35º DP (Jabaquara) e 27º DP (Campo Belo), duas vítimas reconheceram o grupo. Segundo o delegado, a ação dos assaltantes é tão violenta que as vítimas têm medo de fazer o reconhecimento por causa do trauma. Normalmente os ameaçados eram os idosos e crianças. “Fazemos um apelo para que as vítimas nos procurem”, disse Solano.

Processos de violência e criminalidade

No mundo, pode-se educar a pessoa tanto para a vida quanto para a morte, dependendo do sentido que se lhe ensina dar à existência. Nesse campo, é fundamental e decisiva a ação dos pais e dos demais educadores que atuam junto à criança e o jovem.

Considerando-se a educação como a capacidade de se forjar caracteres, vale a pena trabalhar para que, por intermédio da educação, logremos edificar um mundo melhor, um mundo de paz e de felicidade.

Estamos passando por um momento de turbulência no aspecto criminológico, onde algumas pessoas deixaram de lado a convivência social e partiram para a violência, vingança, crueldade. O ser humano é o único animal inteligente e, contrário senso, é o único que age com vingança e crueldade.

Precisamos pois estruturar a infância através da família, da escola e da religião. Precisamos ensinar aos adolescentes uma profissão, podendo os legisladores beneficiar os empresários para que recebam os jovens, empregando-os dignamente, recebendo por isso abono no imposto de renda. O que assistimos hoje, são fiscais multando empresários que empregam adolescentes, contrariando as estatísticas brasileiras, pelas quais a maioria dos brasileiros começaram a trabalhar com 11 ou 12 anos de idade. A alegação de que o adolescente deve gozar de liberdade e lazer é no mínimo interessante, pois o que se vê são muitos jovens nas ruas se viciando e praticando crimes. Lembremos que o trabalho dignifica, dá moral e eleva o espírito.

Através da educação pode-se em curto espaço de tempo recuperar os conceitos de amor e caridade, estabelecendo bases para a família, onde as crianças encontrarão o bem e não aspectos de pobreza, violência, fome, drogas, maldade, etc.

A criança observa e aprende aquilo que se lhe fornece ou que assiste. Cria clichês mentais em razão das companhias que possui, pois se está acostumada a “brincar” com armas de fogo e escutar ou assistir violências, cenas explícitas, sutis chamadas para os vícios, em cenas de programas e comerciais, agirá de acordo com esse conhecimento. Porém, se cresce num ambiente saudável de paz, harmonia e amor, lógico que vai agir de acordo com o que aprendeu.

O atendimento governamental deve ser dividido por 50.000 habitantes para possibilitar um alcance melhor em todos os campos de atuação, principalmente educação, segurança e saúde. Observemos as cidades do interior com este número de habitantes, onde a vida corre tranqüila, em relação aos grandes centros.

Com atuação numa área restrita as polícias podem desenvolver serviços partindo do menos para o mais, ou seja, controlando todas as ruas, casas daquele setor, enquanto que com operações tipo força tarefa, parte-se do mais para o menos, o que não atinge objetivos definidos como: controle de pessoas, casas, marginais, pontos estratégicos, informantes, etc. Em 1989/90, em Cascavel, fizemos o monitoramento do Segundo Distrito Policial, onde em 3 bairros estamos ocorrendo roubos à residência, e,em conjunto Polícias civil, militar e comunidade quase zerou-se os índices de criminalidade, justamente por atuação em área restrita. Também em Foz do Iguaçu, no Primeiro Distrito Policial, na área delimitada, inclusive com propagação da mesma para a comunidade, cercou-se todos os problemas daquela área, inclusive com “distrito itinerante” em barraca de campanha, quase zerou-se a criminalidade. Nesses locais as áreas de atuação das polícias eram diferentes. O ideal que a mesma área seja correspondente para a PM e PC, o que incrivelmente até hoje não ocorre essa união de trabalho e áreas.

Numa mesma área de atuação, com população em torno de 50.000 habitantes estabelece-se SOLUÇÕES PARA OS PROBLEMAS DE SEGURANÇA PÚBLICA um núcleo policial, com policiais necessários da PM e PC, que desenvolverão suas atividades naquela comunidade, difundido á área e serviço, buscando informações que com certeza conseguirão.

Muitas pessoas de bem estão ausentes de um processo de mudança, talvez aguardando ações do governo no sentido de colocar “ordem na casa”, principalmente nos campos de segurança, educação e saúde, através de ações firmes e inteligentes, que, infelizmente não vemos, mesmo em época política, o que demonstra a parcimônia do povo ( eleitores) em relação aos atuais mandatários.

Mas, as mudanças ocorrerão naturalmente, principalmente aquelas elencadas pela massa. Foi assim que os poderosos caíram, os muros caíram, as idéias mudaram, a ciência avançou, os conceitos se atualizaram e, principalmente o mal sucumbirá.

Altino Remy Gubert Junior,
Delegado de Polícia e pós-graduando em Direito Penal.

Disque Denúncia em SP recebe mais denúncias sobre tráfico; veja o ranking

De A Tribuna On-line

O Disque Denúncia 181, canal de comunicação para que os cidadãos possam fornecer informações sobre crimes e atos de violência de forma segura e anônima, recebeu, no mês passado, um total de 13.146 denúncias em todo o Estado de São Paulo. Em 2010, foram registradas 13.980 denúncias.

Apesar da queda no mês, o acumulado no ano chegou a 93.176 denúncias, 17% a mais que o período de janeiro a julho de 2010 (quando foram recebidas 79.748 denúncias). A capital paulista é a região onde mais se denuncia (38.850 denúncias sendo que no último mês foram 5 denúncias para cada 10 mil habitantes), seguida do interior (32.364, em julho com 2/10 mil hab). A área metropolitana fica em último lugar, com 22.052 denúncias (3,8 / 10 mil hab).

O tráfico de entorpecentes segue liderando as ligações com 43.070 denúncias recebidas entre janeiro e julho deste ano. No período, foram 8.793 denúncias de jogos de azar e 4.871 sobre maus tratos contra crianças. A lista continua com ligações sobre receptação dolosa, arma de fogo, indicação de procurados, maus tratos contra idosos, veículos abandonados, crueldade contra animais e roubo, entre outras.

Para Mário Vendrell, coordenador de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência, ONG que mantém o Disque Denúncia, a utilização desse canal de comunicação pela população tende a crescer cada vez mais.

“O número de denúncias aumenta na mesma medida em que a sociedade toma consciência de que pode contribuir para inibir a criminalidade. É importante que cada cidadão perceba que também tem seu papel na manutenção da ordem pública e na defesa da cidadania. O Estado não pode resolver todos os problemas, portanto todos devem colaborar para que possamos ter uma sociedade melhor”.

Disque Denúncia 181

Com funcionamento de 24 horas por dia, 7 dias por semana, o Disque Denúncia 181 tem capacidade de atender mais de 100 mil ligações telefônicas por mês, utilizando um software especialmente desenvolvido para o serviço. Os terminais de atendimento não possuem identificadores de chamada, o que garante o anonimato e o sigilo das denúncias.

As denúncias são registradas por uma central de atendimento e direcionadas imediatamente às autoridades competentes de acordo com o assunto: Polícia Militar, Polícia Civil, Corregedorias, Conselheiros Tutelares, entre outros, que tem o prazo de até 90 dias para dar retorno sobre as providências tomadas. O cidadão recebe um código alfanumérico para que possa acompanhar o andamento da sua denúncia.

Além de ser uma ferramenta de apoio ao trabalho das polícias, fornecendo dados valiosos para a investigação e combate ao crime, o Disque Denúncia 181 é também um meio para que as pessoas possam exercer a sua cidadania denunciando atos criminosos que coloquem em risco a sua segurança e a de outros.

São Paulo registra três assaltos violentos no fim de semana

Em um deles, bandidos mataram um rapaz por causa de um par de tênis. Uso de drogas seria motivo para tanta crueldade, diz especialista.

Natália Ariede – Jornal Hoje
São Paulo

Em um deles, fizeram cortes com estilete na mão da vítima. No outro, deram facadas em um homem que havia sido sequestrado. No mais chocante, mataram um rapaz de 21 anos por causa de um par de tênis. A crueldade assusta e causa indignação.

O casal que foi reconhecer o corpo do filho de 21 anos no Instituto Médico Legal não tem palavras para explicar o que aconteceu. Felipe Mateus de Barros estava em frente à casa da namorada, quando dois bandidos chegaram de moto e pediram o tênis dele. Felipe se assustou, correu e levou um tiro nas costas. Chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Este não foi o único caso do domingo. Os moradores de uma casa em São Paulo viveram momentos de terror ontem à tarde. Dois assaltantes invadiram o local e renderam as cinco pessoas que estavam no local. Quatro têm mais de 70 anos. Os bandidos amarraram as vítimas e usaram um estilete para fazer cortes nas mãos de uma delas.

O outro caso começou na capital e terminou no interior. Um contador de 33 anos foi sequestrado na região central de São Paulo quando ia buscar a mulher. Três homens armados com uma faca assumiram o volante do carro. Os ladrões queriam que ele sacasse dinheiro no interior.

No trajeto, os bandidos iam dando facadas nele para intimidá-lo. A tortura só parou porque o ladrão que dirigia o carro perdeu o controle do veículo e capotou. Os bandidos foram presos e o contador foi levado para o hospital de São Roque. Os ferimentos não são graves e ele teve alta nesta segunda-feira (1).

Para o psiquiatra que estuda a violência com essa crueldade estão ficando cada vez mais comuns, e um dos motivos seria o envolvimento dos bandidos com drogas. “O outro não representa nada, ele não é nada além de um objeto de satisfação, de um prazer sádico. Há um sadismo muito grande e que provavelmente pode ser liberado por conta do uso de drogas. Uma pessoa drogada, com estas drogas pesadas ou com o uso contínuo de drogas, ela muitas vezes sequer tem noção do grau de agressividade – que todos nós temos dentro de nós – mas que é liberado em uma situação de conflito, de confronto com outra pessoa”, avalia Eduardo Ferreira-Santos, psiquiatra.

Assista a matéria: