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Posts Tagged ‘ Cultura

Acesso à cultura pode diminuir a criminalidade, segundo especialista

As cidades, os estados e a União são responsáveis por oferecer ao cidadão acesso à cultura, conforme prevê a Constituição Brasileira. De acordo com o gestor cultural Marcelo Bones, o acesso à cultura pode deixar as pessoas mais felizes, mais saudáveis e até diminuir o índice de criminalidade. “As pessoas mais sensíveis, se expressando de uma forma melhor, acompanhando e vendo teatro, fotografia, museu, podendo ver balé, orquestra sinfônica, vai criando uma relação mais humana. E com certeza, a gente vai conseguindo ter uma sociedade muito melhor, à medida que as pessoas tiverem mais acesso à cultura e mais acesso à arte”, afirma o gestor.

Segundo Bones, a cultura trabalha a expressão, a sensibilidade, o belo com o debate e a discussão sobre a cidade, fazendo com que o ser humano se transforme. “A cultura e a arte têm um papel fundamental na transformação das pessoas e, consequentemente, se transformando as pessoas, se transforma também a cidade, se transforma o país”.

Fonte: G1

Segurança pública é uma das preocupações dos eleitores

Cidades investem em câmeras de monitoramento para coibir o crime.
Polícia, prefeituras e população devem agir em conjunto.

O sistema de segurança pública no Brasil conta com as polícias federal, civil e militar. Cada uma delas têm funções específicas, mas o propósito final é o mesmo: coibir a criminalidade. Porém, as prefeituras também têm obrigação de contribuir para tornar as cidades mais seguras. Saiba como é possível e as formas que podem ser usadas pelas cidades para aumentar a segurança dos moradores.

Depois de três arrombamentos e um assalto em plena luz do dia, o comerciante Benedito Reobol agora diz que pode trabalhar mais tranquilo. Para ele, as coisas mudaram desde que as câmeras de segurança foram instaladas pela prefeitura de Praia Grande nas ruas da cidade, onde tem um comércio de venda de móveis planejados. A novidade intimidou os bandidos e os roubos no bairro diminuíram. “Agora os marginais pensam duas vezes antes de entrar na minha loja porque eles sabem que podem ser reconhecidos”, diz o comerciante.

Metade das cidades da Baixada Santista já instalou câmeras de segurança nos pontos mais críticos, naqueles em que o índice de criminalidade é preocupante. Mais de dois mil desses equipamentos estão espalhados pelos municípios da região. As imagens são monitoradas em centrais, assim que os técnicos percebem alguma atitude suspeita, tanto a polícia como a Guarda Municipal são avisadas.

Segudo o inspetor da Guarda Municipal Alexandre Nascimento Silva, o operador visualiza o crime e solicita uma viatura para atender essas ocorrências.”Nós monitoramos 24 horas. As imagens ficam gravadas.

Depois de um crime, por exemplo, a gente pode chegar à identificação dos autores”, relata Alexandre.

Instalar câmeras é só uma das formas encontradas pelas prefeituras para melhorar a segurança dos moradores, mas existem muitas outras, esclarecidas pelo comandante aposentado da Polícia Militar Sergio Del Bel. “Na medida que você tem locais abandonados nas cidades, esses locais com certeza, em curto prazo de tempo, passarão a abrigar moradores de rua, viciados em crack e traficantes. A partir daí, outros crimes começam a surgir naquela redondeza, e isso se torna uma área de interesse de segurança pública, que não deve ser resolvido só com a polícia. Se as prefeituras conseguem eliminar esse tipo de problema, já estão aliviando um local de tensão e liberando o patrulhamento para outras áreas mais importantes”, diz Del Bel.

A população das cidades também pode ajudar na segurança participando dos conselhos municipais, que são formados por representantes das prefeituras, das polícias civil e militar e da comunidade. A Polícia Civil é responsável por investigar e esclarecer os crimes praticados nos municípios, elaborar boletins de ocorrência de qualquer natureza, expedir cédulas de identidade e atestado de antecedentes criminais e de residência. Também é de sua competência fiscalizar o funcionamento de determinadas atividades comerciais e autorizar a realização de grandes eventos nas cidades.

A Polícia Militar é responsável pelo policiamento preventivo, a ronda ostensiva motorizada e a pé, policiamento florestal, de trânsito urbano e rodoviário. Além do policiamento escolar, em praças, estádios e também patrulhamento aéreo. Já a Polícia Federal investiga crimes em escala nacional, que afetam o país como um todo, como crimes contra o sistema financeiro, por exemplo. Além disso, cabe à Polícia Federal exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras, impedindo a entrada de armas, drogas ou contrabando.

Nos municípios, a Guarda Municipal tem a atribuição de proteger os patrimônios públicos de suas respectivas cidades, como escolas, hospitais, praças. O porte de armas é permitido pelo estatuto do desarmamento para cidades com mais de 50 mil habitantes. Na Baixada Santista, só Praia Grande tem Guarda Municipal armada. Mas medidas simples, que são obrigações das prefeituras, também podem colaborar com a segurança. E é aí que entra a sua cobrança como eleitor. “Se o indivíduo não tem acesso a educação de qualidade, lazer, esporte, cultura e principalmente moradia ele com certeza será um alvo fácil para traficantes e bandidos mais experientes, e será cooptado para seguir esse caminho”, afirma o coronel da Polícia Militar.

E não basta votar, o eleitor também pode participar. Um exemplo são os conselhos municipais de segurança, formados por representantes das prefeituras, das polícias civil e militar e da comunidade. De acordo com o professor universitário Marcos Pasquantonio, é importante que a população seja participativa. “A resolução do problema muitas vezes leva um tempo maior, mas o fato do indivíduo no imediatismo estar podendo falar, podendo trazer o problema, acho que isso é fundamental”, afirma.

Fonte: G1

Jornalismo e violência

Impressiona-me o crescente espaço destinado à violência nos meios de comunicação. Catástrofes, tragédias, crimes e agressões, recorrentes como as chuvaradas de verão, compõem uma pauta sombria e perturbadora. A violência não é uma invenção da mídia. Mas a sua espetacularização é um efeito colateral que deve ser evitado. Não se trata de sonegar informação. É preciso, contudo, contextualizá-la.

A overdose de violência na mídia pode gerar fatalismo e uma perigosa resignação. Não há o que fazer – imaginam inúmeros leitores, ouvintes, telespectadores e internautas -, acabamos todos paralisados sob o impacto de uma violência que se afirma como algo irrefreável e invencível.

Não é verdade. Podemos todos, jornalistas, formadores de opinião, estudantes, cidadãos, enfim, dar pequenos passos rumo à cidadania e à paz.

Os que estamos do lado de cá, os jornalistas, carregamos nossas idiossincrasias. Sobressai, entre elas, certa tendência ao catastrofismo. O rabo abana o cachorro. O mote, frequentemente usado para justificar o alarmismo de certas matérias, denota, no fundo, a nossa incapacidade para informar em tempos de normalidade. Mas, mesmo em épocas de crise – e estamos vivendo uma gravíssima crise de segurança pública -, é preciso não aumentar desnecessariamente a temperatura.

O jornalismo de qualidade reclama um especial cuidado no uso dos adjetivos. Caso contrário, a crise real pode ser amplificada pelos megafones do sensacionalismo. À gravidade da situação – inegável e evidente – acrescenta-se uma boa dose de espetáculo e, claro, uma indisfarçada busca de audiência. E o resultado final é a potencialização da crise.

Alguns setores da imprensa têm feito, de fato, uma opção preferencial pelo negativismo. O problema não está no noticiário da violência, e sim na miopia, na obsessão pelos aspectos sombrios da realidade. É cômodo e relativamente fácil provocar emoções. Informar com profundidade é outra conversa. Exige trabalho, competência e talento.

O que quero dizer é que a complexidade da violência não se combate com espetáculo, atitudes simplórias e reducionistas, mas com ações firmes das autoridades e, sobretudo, com mudanças de comportamento. Como salientou o antropólogo Roberto DaMatta, “se a discussão da onda de criminalidade que vivemos se reduzir à burrice de um cabo de guerra entre os bons, que reduzem tudo à educação e ao ‘social’, e os maus, que enxergam a partir do mundo real, o mundo da dor e dos menores e maiores assassinos, e sabem que todo ato criminoso é também um caso de polícia, então estaremos fazendo como as aranhas do velho Machado de Assis, querendo acabar com a fraude eleitoral mudando a forma das urnas”. O que eu critico não é a denúncia da violência, mas o culto ao noticiário violento em detrimento de uma análise mais séria e profunda.

Precisamos, ademais, valorizar editorialmente inúmeras iniciativas que tentam construir avenidas ou ruelas de paz nas cidades sem alma. A bandeira a meio-pau sinalizando a violência não pode ocultar o esforço de entidades, universidades e pessoas isoladas que, diariamente, se empenham na recuperação de valores fundamentais: o humanismo, o respeito à vida, a solidariedade. São pautas magníficas. Embriões de grandes reportagens.

Denunciar o avanço da violência e a falência do Estado no seu combate é um dever ético. Não é, todavia, menos ético iluminar a cena de ações construtivas, frequentemente desconhecidas do grande público, que, sem alarde ou pirotecnias do marketing, colaboram, e muito, na construção da cidadania. É fácil fazer jornalismo de boletim de ocorrência. Não é tão fácil contar histórias reais, com rosto humano, que mostram o lado bom da vida.

A juventude, por exemplo, ao contrário do que fica pairando em algumas reportagens, não está tão à deriva. A delinquência está longe de representar a maioria esmagadora da população estudantil. A juventude real, perfilada em várias pesquisas e na eloquência dos fatos, está identificando valores como amizade, família, trabalho. Existe uma demanda reprimida de normalidade.

Superadas as fases do fundamentalismo ideológico, marca registrada dos anos 60 e 70, e o oba-oba produzido pela liberação dos anos 80 e 90, estamos entrando num período mais realista e consistente. A juventude batalhadora sabe que não se levanta um país na base do quebra-galho e do jogo de cintura. O futuro depende de esforços pessoais que se somam e começam a mudar pequenas coisas. É preciso fazer o que é correto, e não o que pega bem. Mudar os rumos exige, acima de tudo, a coragem de assumir mudanças pessoais.

A nova tendência tem raízes profundas. Os filhos da permissividade e do jeitinho sentem intensa necessidade de consistência profissional e de âncoras éticas. O Brasil do corporativismo, da impunidade do dinheiro e da força do sobrenome vai, aos poucos, abrindo espaço para a cultura do trabalho, da competência e do talento. O auê vai sendo substituído pela transpiração e o cartório vai sendo superado pela realidade do mercado. A juventude real, não a de proveta, imaginada por certa indústria cultural, manifesta crescente desejo de firmeza moral. Não quer a covarde concessão da velhice assanhada. Espera, sim, a palavra que orienta.

A violência está aí. E é brutal. Mas também é preciso dar o outro lado: o lado do bem. Não devemos ocultar as trevas. Mas temos o dever de mostrar as luzes que brilham no fim do túnel. A boa notícia também é informação. E, além disso, é uma resposta ética e editorial aos que pretendem fazer do jornalismo um refém da cultura da violência.

* Carlos Alberto Di Franco – Doutor em Comunicação, Professor de Ética, é Diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais

Piora a violência contra mulheres

Magistrados negam medidas protetivas da Lei Maria da Penha para não “esvaziar os lares”
Ana Rita

Longe dos flashes, desde fevereiro, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), instalada para investigar a situação da violência contra mulheres no Brasil e apurar denúncias de omissão por parte do poder público com relação à aplicação de instrumentos legais para proteger as mulheres em situação de violência, vem ouvindo autoridades públicas e fazendo diligências em vários estados da federação.

Nos últimos 30 anos, a violência contra mulheres aumentou e piorou muito. O Brasil é o 7º país que mais mata mulheres no mundo.

Conforme o Mapa da Violência (Instituto Sangari, 2012), nos últimos 30 anos foram assassinadas 91 mil mulheres, sendo 43 mil só na última década. Conforme o Mapa, as mulheres estão morrendo predominantemente no espaço doméstico. O “lar, doce lar” não é mais seguro: 68,8% dos homicídios ocorrem dentro de casa e são praticados pelos cônjuges.

Apesar disso, há dificuldades em punir os agressores. Dos homicídios de repercussão nacional, o de Elisa Samudio continua sem data para julgamento. O processo de Sandra Gomide levou 11 anos para ter decisão condenatória definitiva. O assassino de Mércia Nakashima ficou mais de um ano foragido e ainda não foi a júri popular. Os inúmeros recursos interpostos objetivam impedir a condenação e apostam na prescrição dos crimes. No emblemático caso Maria da Penha Fernandes, a prescrição só não ocorreu por ação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Apenas para os réus mais pobres a justiça é feita com rapidez.

A Lei Maria da Penha enfrenta resistências. Inúmeros magistrados negam as medidas protetivas por que estas podem “esvaziar os lares das comarcas”. Exemplo foi a morte de Renata Rocha Araújo, de 28 anos, ocorrida no dia 16 de maio. Renata teve dois pedidos de medidas protetivas negados pelo juiz Relbert Chinaidre Verly, da 13ª Vara da comarca de Belo Horizonte, sob a justificativa de que não havia lastro probatório mínimo e que a Lei Maria da Penha não foi criada para acabar com o casamento ou com a família. Este não é um caso isolado onde predomina uma visão subjetiva de magistrados em detrimento da vida das mulheres.

A Lei Maria da Penha foi criada para proteger as mulheres. Que visão de família defendem esses juízes que ignoram a violência praticada contra as mulheres dentro de seus lares? Essas interpretações estão em desacordo com a Lei Maria da Penha e com a decisão do Supremo Tribunal Federal que reafirmou a Lei Maria da Penha como um instrumento de defesa dos direitos fundamentais das mulheres.

Mecanismos internos de controle do Poder Judiciário devem ficar atentos a visões pessoais que contrariam frontalmente os dispositivos legais.

Mudar a cultura machista, a naturalização da violência doméstica e a impunidade dos agressores é uma tarefa de toda a sociedade. A CPMI da violência contra a mulher, ao apurar casos como esses, dará sua contribuição aos poderes públicos para garantir o direito das mulheres a uma vida sem violência.

ANA RITA é senadora (PT-ES) e relatora da CPMI da Violência contra a Mulher.

Mortas por serem quem são

Femicídio é a morte violenta de mulheres pelo fato de serem mulheres; no Brasil, ocorre sobretudo na casa da vítima
Leila Barsted – Estadão on line

Nas últimas semanas a imprensa divulgou pesquisa nacional sobre homicídios de mulheres no Brasil. Os dados apresentados revelam a magnitude dos assassinatos de mulheres, ocupando nosso país a sétima posição no contexto de 84 outros países onde mais ocorrem esses eventos. A pesquisa ratifica estudos realizados desde a década de 80 que apontam o local de residência como o principal espaço onde ocorre essa violência, bem como o fato de os agressores serem majoritariamente cônjuges, ex-cônjuges, namorados e ex-namorados.

Esses dados revelam a domesticidade dessa criminalidade, que poderia ser tipificada como femicídio, fenômeno em grande parte banalizado como simples tragédias da vida privada.

Márcia Foletto/ O Globo

Em 2008, o Comitê da Organização dos Estados Americanos (OEA) que monitora a implementação da Convenção de Belém do Pará sobre violência contra as mulheres adotou uma declaração sobre o femicídio, definido como delito que resulta na morte violenta de mulheres pelo fato de serem mulheres e que ocorre na família ou em qualquer outra relação interpessoal, na comunidade, por parte de qualquer pessoa, ou que seja perpetrado ou tolerado pelo Estado e seus agentes por ação ou omissão. Essa é uma definição abrangente de femicídio, embora sua incidência no Brasil ocorra especialmente nas relações interpessoais.

Essa declaração denuncia o femicídio como tema ausente na legislação, nas políticas públicas e na cultura de diversas sociedades do continente.

Outro fato que mereceu destaque na imprensa foi a violência sofrida por uma jovem do Rio de Janeiro que, tendo terminado o relacionamento com seu ex-namorado, preso no sistema carcerário, foi sequestrada pela ex-sogra e ex-cunhada, que a espancaram brutalmente e rasparam seus cabelos como punição por sua desobediência ao ex-namorado, mandante da agressão, inconformado com o fim do relacionamento. A jovem disse que só queria levar sua vida em paz com a filha de 1 ano. A ex-sogra e a ex-cunhada foram obedientes na aplicação da pena.

As duas notícias têm muita semelhança com outros relatos da imprensa internacional sobre a prática de violência contra as mulheres em alguns países islâmicos. Foi amplamente divulgada a mutilação, com a perda do nariz e da orelha, de uma jovem afegã, perpetrada por sua família como punição por ter fugido de casa. Esse caso poderia parecer aos nossos olhos como práticas exclusivas e oriundas de países de regime autoritário. No entanto, dados da ONU e da OEA dão mostras de quanto a discriminação e a violência contra as mulheres estão presentes em todo o mundo.

Em 1993, o caráter transcultural e as diversas formas de manifestação dessa violência específica ganharam grande visibilidade no Tribunal de Crimes contra as Mulheres, quando da Conferência Mundial de Direitos Humanos. Mulheres de diferentes nacionalidades, culturas, religiões, raça/etnia e idade foram ouvidas e denunciaram as violências que sofreram. Muitas mostravam rostos gravemente queimados por seus companheiros ou ex-companheiros, que pretendiam assassiná-las ou destruir sua beleza.

Analisando os relatos das vítimas, quando sobreviventes, ou de seus familiares, encontramos histórias de desobediência, desobediência necessária para a conquista de direitos. Romper com a solidão, com o medo, com a limitação do ir e vir, buscar acesso à educação, ao trabalho, ao exercício da sexualidade são interpretados pelos agressores como transgressões e punidos com severidade.

A violência contra as mulheres tem sido, assim, um dos mecanismos sociais principais, e de grande eficácia, para impedi-las de ter acesso a posições de igualdade em todas as esferas da vida social, incluindo a vida privada. Essa violência é uma manifestação de poder e expressa uma dominação masculina de amplo espectro, histórica e culturalmente construída, para além de sua manifestação nos corpos das mulheres.

No Brasil, até 1840, era aceita como jurídica a tese da legítima defesa da honra que reconhecia o direito de homens assassinarem suas companheiras quando essas, em busca de sua liberdade, transgrediam as normas legais ou costumeiras calcadas na dominação masculina. Em 1991, o Superior Tribunal de Justiça, em histórica decisão, rejeitou esse nefasto argumento, definindo-o como expressão da autovalia, da jactância e do orgulho do “senhor” que vê a mulher como propriedade sua. Essa decisão foi fruto de uma longa luta feminista e da inclusão na Constituição Federal, de 1988, do reconhecimento de direitos iguais para homens e mulheres, revogando, assim, os dispositivos discriminatórios do Código Civil de 1916, que considera as mulheres como indivíduos sem direitos plenos, devendo ser tuteladas pelo pai ou pelo marido. Mesmo revogados, os dispositivos legais discriminatórios deixaram fortes marcas na nossa cultura e nas práticas sociais até os nossos dias.

Ao longo das últimas três décadas a legislação brasileira aboliu discriminações contra as mulheres e, em 2006, foi sancionada a Lei Maria da Penha para o enfrentamento da violência doméstica e familiar.

Houve avanços significativos também com a criação de serviços voltados para a atenção às mulheres em situação de violência.

No entanto, dados do Censo de 2010 indicam a persistência de um conjunto de discriminações expressas na baixa representatividade das mulheres nos espaços de poder do Estado e da sociedade: sua menor renda em relação aos homens, o difícil acesso à terra e aos meios produtivos, a ainda alta taxa de mortalidade materna. Não se pode, portanto, isolar a ocorrência dos assassinatos de mulheres do difícil acesso aos seus direitos constitucionais e do déficit de cidadania.

Superar esse grave quadro da subordinação das mulheres requer o envolvimento do Estado e da sociedade. Uma vida sem violência implica uma vida sem discriminações. Quando os direitos humanos das mulheres serão respeitados?

É ADVOGADA, COORDENADORA EXECUTIVA DA CEPIA (CIDADANIA, ESTUDO, PESQUISA, INFORMAÇÃO E AÇÃO) E MEMBRO DO COMITÊ DE PERITAS DO MECANISMO DA OEA PARA AVALIAR A IMPLEMENTAÇÃO DA CONVENÇÃO DE BELÉM DO PARÁ

Homicídios aumentam 79% na capital e Estado volta a ter violência ‘epidêmica’

No Estado, o primeiro trimestre registrou aumento de 7% nos homicídios dolosos com 1.073 assassinatos
Daniel Trielli e William Cardoso – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O número de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) cresceu 79,25% na capital paulista, na comparação entre março deste ano e o mesmo mês de 2011. Foram 42 casos a mais – que serviram também para aumentar o índice em 14,22% na comparação entre os três primeiros meses de cada ano. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 25, pela Secretaria de Segurança Pública.

No Estado, o primeiro trimestre registrou aumento de 7% nos homicídios dolosos. Foram 1.073 assassinatos, ante 1.002 no mesmo período do ano passado. Com isso, o Estado voltou a ultrapassar a linha epidêmica de 10 mortos para cada 100 mil habitantes – ficou em 10,16 pela primeira vez em um ano. Ficar abaixo desse índice virou a principal bandeira da segurança pública em São Paulo e foi motivo de comemoração do governo Geraldo Alckmin. Chegou a ser elogiada também em relatório da Organização das Nações Unidas.

O aumento foi impulsionado pelo março violento deste ano, com 393 homicídios, 82 a mais que no mesmo mês do ano passado. Segundo a secretaria, mesmo assim o número é menor do que março de 2010, quando aconteceram 407 casos no Estado.

O governo ressalta que nos últimos 12 anos o número de assassinatos caiu 72% e a taxa de homicídios – que era de 35,27 para cada 100 mil habitantes em 1999 – ficou em 9,9 no ano passado. Mas a alta de homicídios, sobretudo na capital, é vista com surpresa e precisa ser estudada, segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima. “O que pode ter havido é um ponto fora da curva”, afirmou. Para ele, vários fatores podem contribuir para o aumento, até dias mais quentes e menos chuvosos, que fazem com que as pessoas bebam mais e se envolvam em mais confusões.

Carneiro explicou que os homicídios muitas vezes estão associados a situações imprevisíveis, como crimes passionais. “A sociedade está mais consciente, mas ainda há uma cultura de violência.”

Violência
Capital e o Estado ficaram mais violentos de forma geral. Crimes como estupro, lesão corporal e tentativas de homicídio também tiveram alta nos três primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011. As tentativas de homicídio cresceram 19,06% na capital e 15,11% no Estado, nos três primeiros meses do ano.

Novamente foi o mês de março que provocou esse crescimento, com 31 casos a mais na capital e 191 no Estado.

Também chama a atenção o aumento no número de estupros, tanto na capital paulista quanto no Estado. Foram 84 casos a mais entre janeiro e março só na capital, um crescimento de 13,91% -semelhante ao do Estado, com 13,49%. Casos de lesão corporal dolosa também cresceram – 15,18% na capital e 9,23% no Estado.

Segurança: por que resistir à prevenção?

Todos os dias, boa parte do noticiário é recheada de ações criminosas e expõe, por meio de tristes histórias das vítimas, as mazelas da segurança no país. São casos que deixam sequelas nos protagonistas e amedronta a população em geral. E como reagimos? Embora cada pessoa tenha seu jeito próprio de lidar com a questão, alguns comportamentos coletivos merecem ser destacados.

A nós, especialistas em segurança, intriga o fato de que muitos dos casos de violência – noticiados ou não – são evitáveis, ou pelo menos passíveis de causar menos danos, mas para isso é necessário adotar medidas preventivas, muitas vezes bem simples, que os indivíduos parecem não enxergar; as autoridades, não alertar e a sociedade, desconsiderar.

Hoje, só retiramos um carro da concessionária com uma apólice de seguro em vigor, travamos os cintos de segurança antes de engatar a primeira marcha e mantemos um ciclista no solo, imóvel, mesmo após uma colisão leve. Sabemos que acidentes graves também acontecem com carro zero kilômetro, que podemos quebrar um pára-brisa com a cabeça (e morrer) após um choque frontal a 60 km km/h e causarmos uma lesão definitiva na coluna vertebral se não tivermos a paciência de aguardar quinze minutos, deitados no asfalto, pela chegada de uma equipe de resgate profissional.

Bons exemplos, mas quando o assunto é a segurança da sua casa e moradores ou da sua empresa e funcionários, os brasileiros ainda estão longe de um patamar desejado. A grande maioria investe pela primeira em vez em vigilantes profissionais, câmeras, alarmes, monitoramento remoto ou controle de acesso somente depois de um forte trauma, de perdas significativas de bens materiais ou até de vidas. Então, que tal comprar uma apólice de seguro para o veículo ou usar cintos de segurança somente a partir do primeiro acidente? (se sobreviver, puder dirigir novamente e tiver dinheiro para pagar a oficina ou comprar um novo carro). Em casa, que tal colocar álcool, remédios e produtos de limpeza fora do alcance das crianças somente após as primeiras queimaduras e intoxicações?

Um dos segmentos da segurança que mais cresce atualmente no Brasil é o da eletrônica, porém ainda está longe do potencial gerado por um país com 190 milhões de habitantes. Temos hoje cerca de um milhão de câmeras auxiliando na segurança dos brasileiros. Com um quarto da nossa população e índices de violência bem menores, a Inglaterra tem mais de 3 milhões de câmeras somente em áreas públicas, enquanto a China, só em 2010, instalou mais de 10 milhões de câmeras.

De um total de mais de seis milhões de imóveis com condições de receber sistemas de alarmes monitorados no Brasil, apenas 11% efetivamente têm esses serviços (700 mil imóveis); os demais 89% participam diariamente das brincadeiras “coisa ruim só acontece com os outros” ou “quando tem que acontecer, acontece”, enquanto o número de imóveis com TV por assinatura passou da casa dos 13 milhões no último mês de janeiro.

É preciso mudar a cultura da segurança preventiva no País, volto a repetir. E para isso, essa mensagem terá de ser trabalhada exaustivamente. Voltando aos cintos de segurança, quantos ‘senões’, quanta resistência, quanta demora, para – enfim – reconhecermos e usufruirmos dos inegáveis benefícios preventivos deste equipamento? A grosso modo, podemos dizer que os cintos estão para os acidentes automobilísticos como os alarmes e as câmeras de segurança estão para os crimes. Os cintos não evitam uma batida, mas minimizam as conseqüências; um vigilante, um sensor de presença e uma câmera têm um forte apelo à prevenção de delitos e quando não os evitam, contribuem para a diminuição do tempo da ocorrência, minimizam os prejuízos e ajudam na identificação dos autores.

Quer um outro exemplo? Recentemente, a prefeitura de uma grande cidade brasileira noticiou a instalação de 100 câmeras inteligentes em pontos estratégicos do centro. A “inteligência” é um software que identifica vários eventos indesejáveis (pessoas pulando um muro ou veículos na contra-mão, por exemplo) que, se ocorrerem, disparam um alarme na tela do monitor e chamam a atenção do vigilante de plantão da central de monitoramento 24 horas (ou alguém acredita que uma pessoa, após 15 minutos de trabalho nesta função, consegue manter o nível de concentração necessário para olhar 16 câmeras divididas em pequenos retângulos num monitor de 20 polegadas e identificar todas movimentações suspeitas?)

Você, cidadão de bem, deve estar achando ótimo a instalação dessas câmeras, não é? Pois saiba que há vários tipos de resistências: os que dizem “os equipamentos são bons, mas não adianta instalar se não tiver mão de obra adequada para operar” poderiam mudar o discurso para “ótima notícia, mas vamos comprar também um programa de treinamento e reciclagem dos operadores”. Uma das manchetes dos jornais chamou os equipamentos de “câmeras dedo-duro”, dando uma conotação pejorativa a uma ótima solução para melhoria da segurança pública; assim fica difícil avançarmos: que tal renomear para “câmeras olho-vivo”?

Erasmo Prioste

Confira o que abre e o que fecha durante a Semana Santa, em São Paulo

Durante o feriado da Páscoa, quinta-feira, 5, até o domingo, 8, os supermercados, feiras livres, bibliotecas, teatros, hospitais e parques da cidade de São Paulo têm esquema especial com horários de funcionamento e atendimento diferentes.
Confiram abaixo, o que abra e o que fecha na capital durante esta Semana Santa:

Bancos
Não haverá atendimento bancário na próxima sexta-feira, 6, em função do feriado. Nesta data, a população pode utilizar os caixas eletrônicos, Internet Banking, Mobile Banking, banco por telefone e correspondentes (casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados).

As contas de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo, por exemplo) e os carnês que vencerem nessa data poderão ser pagos no dia útil seguinte, dia 9 (segunda-feira), sem a incidência de multa.

Poupatempo
Os postos Poupatempo e o Disque Poupatempo ficarão fechados nos dias 7 e 8. O atendimento voltará ao normal a partir de segunda-feira. Os horários de atendimento dos postos podem ser consultados em www.poupatempo.sp.gov.br ou pelo Disque Poupatempo – 0800 772 36 33.

Abastecimento
Na sexta-feira, 6, irão funcionar os mercados municipais Kinjo (Cantareira), das 3h às 15h; Lapa, das 6h às 13h; Paulistano, 6h às 18h; Vila Formosa, e Teotônio Vilela, das 7h às 13h; Pirituba, das 7h às 14h; Central Leste, das 7h às 15h; Sapopemba, Tucuruvi e Pinheiros, das 8h às 13h; Penha e Santo Amaro, das 8h às 16h; Guaianases e Ipiranga, das 8h30 às 13h, e São Miguel, das 9h às 15h.

No sábado,7, os mercados abrirão nos seguintes horários: Kinjo, das 3h às 15h; Paulistano, das 6h às 18h; Central Leste, das 7h às 18h; Teotônio Vilela, das 7h às 19h; Pirituba, das 7h às 21h; Pinheiros e Lapa, das 8h às 18h; Ipiranga, Penha, São Miguel, Tucuruvi, Sapopemba, Vila Formosa e Santo Amaro, das 8h às 19h, e Guaianases, das 8h30 às 13h.

No domingo de Páscoa, 8, os horários serão os seguintes: Santo Amaro, das 6h às 18h; Vila Formosa, Teotônio Vilela e Central Leste, das 7h às 13h; Pirituba, das 7h às 14h; Ipiranga, Penha, Sapopemba e Tucuruvi, das 8h às 13h, e Guaianases, das 8h30 às 13h. Kinjo, Paulistano, Lapa, São Miguel e Pinheiros estarão fechados.

As feiras livres funcionarão todos os dias, nos locais e horários habituais.

Os sacolões
Na sexta-feira, 6, Lapa, das 6h às 13h; Jaguaré, das 6h30 às 16h; Santo Amaro, das 7h às 12h; João Moura, Brigadeiro e COHAB Adventista, das 7h às 13h; Butantã, das 7h às 13h30; Rio Pequeno, Jaraguá, City Jaraguá, Bela Vista e Avanhandava, das 7h às 14h; Piraporinha, das 7h às 14h30; Freguesia do Ó e Estrada do Sabão, das 7h às 15h; Cidade Tiradentes, das 8h às 15h, e São Miguel Paulista, das 9h às 15h.

No sábado, 7, os horários serão os seguintes: Jaguaré, das 6h30 às 16h; Santo Amaro, das 7h às 12h; João Moura, das 7h às 13h; Brigadeiro, das 7h às 18h; Rio Pequeno, Freguesia do Ó, Estrada do Sabão, Jaraguá, Avanhandava, City Jaraguá e Bela Vista, das 7h às 19h; Piraporinha, das 7h às 19h30; COHAB Adventista, Butantã e City Jaraguá, das 7h às 20h; Lapa, das 8h às 14h; Cidade Tiradentes, das 8h às 18h, e São Miguel, das 8h às 19h.

No domingo de Páscoa, 8, o funcionamento será nos seguintes horários: Jaguaré, das 6h30 às 13h; Santo Amaro, das 7h às 12h; João Moura, COHAB Adventista e Brigadeiro, das 7h às 13h; Butantã, das 7h às 13h30; Rio Pequeno, Jaraguá, City Jaraguá, Avanhandava e Bela Vista, das 7h às 14h; Piraporinha, das 7h às 14h30; Estrada do Sabão e Freguesia do Ó, das 7h às 15h; Lapa, das 6h às 13h; Cidade Tiradentes, das 8h às 15h, e São Miguel, das 6h às 18h.

Assistência Social
Vão funcionar ininterruptamente os serviços de emergência e acolhida: abrigos, Casas de Acolhida, Central de Atendimento Permanente e de Emergência 24 horas. Não abrirão: Loja Social, Centro de Referência de Assistência Social, Coordenadoria de Assistência Social, Centro de Referência Especializado de Assistência Social e Centro de Referência de Cidadania do Idoso.

Cultura
Vão abrir todos os dias: Centro Cultural São Paulo, com a exceção das bibliotecas, Capela do Morumbi, Casa da Imagem e do Som (antiga Casa nº 1), Casa do Bandeirante, Casa do Grito, Casa Modernista, Casa do Tatuapé, Beco do Pinto, Sítio da Ressaca, Sítio Morrinhos, Solar da Marquesa de Santos, Galeria Olido, Monumento à Independência (Capela Imperial), Pavilhão das Culturas Brasileiras, Teatro Cacilda Becker, Teatro João Caetano e Teatro Zanoni Ferrite.

O Teatro Décio de Almeida Prado não abrirá na sexta-feira,6, e terá programação normal no fim de semana, nos dias 7 e 8.

Funcionarão somente no sábado, 7: bibliotecas de bairro, Biblioteca Mário de Andrade, Biblioteca Monteiro Lobato, Ponto de Leitura Piqueri, Theatro Municipal (récita de La Traviata, às 20h), e o Arquivo Histórico Municipal.

O Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso abrirá somente na sexta-feira, 6, e sábado, 7, das 10h às 18h. O Museu do Theatro Municipal abrirá somente no fim de semana, nos dias 7 e 8. No domingo,8, às 18h, haverá espetáculo da Companhia Antropofágica no saguão do teatro.
Os Ônibus Biblioteca funcionarão normalmente.

Educação
Os Centros de Educação Unificada (CEUs) abrirão normalmente para atividades de lazer e recreação na sexta-feira, 6, sábado, 7, e domingo, 8. As escolas só funcionarão na segunda-feira, 9.

Esporte
Os Clubes Escola e os Clubes da Comunidade da Secretaria Municipal de Esportes fecharão somente na sexta-feira, 6. Atividades didáticas (cursos) serão reiniciadas na segunda-feira, 9, nos horários habituais.

Saúde
Os hospitais, prontos-socorros e AMAs 24h funcionam todos os dias. As AMAs funcionam de segunda-feira a sábado, das 7h às 19h, inclusive no feriado. As UBSs fecham na sexta-feira, 6, e voltam a funcionar na segunda-feira, 9. As AMAs Especialidades fecham na sexta-feira, 6, funcionam no sábado, 7, fecham no domingo e reabrem na segunda-feira, 9.

Subprefeituras
As Praças de Atendimento não abrirão. Voltarão a funcionar na segunda-feira, 9.

Trabalho
As unidades móveis e fixas do Centro de Apoio ao Trabalho (CAT) e do banco de microcrédito São Paulo Confia não abrirão. Todos os postos voltarão a funcionar em seus horários normais na segunda-feira, 9.

Verde e Meio Ambiente
Os parques municipais abrem nos horários habituais.
Estadão.com.br

Veja o que abre e o que fecha no aniversário de SP

Agências bancárias no município de SP não irão funcionar.
Ônibus e Metrô estarão com frota reduzida.

Por conta do feriado do aniversário da cidade de São Paulo, órgãos públicos e privados terão horários especiais nesta quarta-feira (25).
Agências bancárias e dos Correios estarão fechados na terça. Os shoppings funcionarão em horário especial, semelhante a um domingo.
Os transportes públicos também estarão com frota reduzida. Os ônibus municipais circularão com 70% dos veículos.

Confira abaixo os principais serviços:
Bancos
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), as agências bancárias da cidade de São Paulo estarão fechadas na quarta.

Shoppings
Os shoppings vão abrir em um horário semelhante a um domingo na quarta-feira. As lojas funcionarão das 14h às 21h. Já a praça de alimentação e as áreas de lazer ficarão abertas das 11h às 22h.

Detran
As unidades do Detran-SP na capital (Armênia, Aricanduva e Interlagos) não farão atendimento ao público na quarta-feira. Também não funcionarão os postos do Detran que ficam dentro das unidades do Poupatempo. Todos os serviços serão retomados normalmente na quinta-feira.

Metrô
Os trens do Metrô irão circular das 4h40 à 0h, como em um domingo normal. De acordo com a companhia, alguns trens serão posicionados em estações estratégicas e irão circular caso haja um aumento no número de passageiros.

Ônibus
Segundo a SPTrans, empresa responsável pelos ônibus do município de São Paulo, a frota dos coletivos nesta quarta será semelhante a de um sábado, com 70% do total de veículos.

Correios
As agências dos Correios estarão fechadas no dia 25. Neste dia, as unidades nos demais municípios da região metropolitana funcionarão normalmente.

Subprefeituras
As Praças de Atendimento não funcionarão nesta quarta e voltam ao trabalho na quinta-feira.

Abastecimento
Segundo a Prefeitura, nesta quarta, os mercados municipais Kinjo Yamato e Paulistano funcionarão das 6h às 18h. O Central Leste ficará aberto das 7h às 13h. O mercado de Pirituba funcionará das 7h às 14h. Os do Ipiranga, Penha, Sapopemba, Tucuruvi, Vila Formosa e Teotônio Vilela atenderão das 8h às 13h. O de Guaianases ficará aberto das 8h30 às 13h. Os mercados municipais da Lapa, de Pinheiros, de Santo Amaro e de São Miguel não abrirão.

O sacolão do Jaguaré funcionará das 6h30 às 13h. O da Brigadeiro e de Piraporinha, das 7h às 13h. Os sacolões da Bela Vista, Rio Pequeno e Butantã funcionarão das 7h às 14h. Os de Avanhandava e da COHAB Adventista abrirão das 7h às 14h30. O da Freguesia do Ó estará aberto das 7h às 15h. Os sacolões da Estrada do Sabão e da João Moura abrirão das 7h às 19h. O do City Jaraguá, das 7h às 21h. O de Cidade Tiradentes funcionará das 8h às 15h e o da Lapa, das 8h às 18h30. Não funcionarão os sacolões de Santo Amaro e de São Miguel.
As feiras livres funcionarão nos horários e locais habituais.

Saúde
Os prontos-socorros e os serviços de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) funcionarão normalmente. As AMAs Especialidades não irão funcionar nesta quarta. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) e os Ambulatórios de Especialidades (AEs) também estarão fechados e retornam na quinta-feira.

Assistência Social
Não funcionarão nesta quarta a Loja Social, a Coordenadoria de Assistência Social, o Centro de Referência de Assistência Social, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social e o Centro de Referência de Cidadania do Idoso.

Cultura
A Prefeitura informa que neste feriado irão funcionar o Beco do Pinto, a Biblioteca Mário de Andrade, a Capela do Morumbi, a Casa da Imagem, a Casa do Bandeirante, a Casa do Grito, a Casa Modernista, a Casa do Tatuapé, o Centro Cultural São Paulo, o Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, a Galeria Olido, o Monumento à Independência, os Ônibus Bibliotecas, o Pavilhão das Culturas Brasileiras, o Sítio da Ressaca, o Sítio Morrinhos e o Solar da Marquesa.

Educação
As escolas municipais não terão aulas. As creches que atendem durante as férias não abrirão neste feriado e retornam às atividades na quinta-feira. Os Centros de Educação Unificados (CEUs) abrirão no horário habitual para atividades esportivas e de lazer.

Poupatempo
Os postos fixos do Poupatempo na capital (Sé, Luz, Santo Amaro, Itaquera e Cidade Ademar) não vão funcionar no dia 25. Na quinta, o funcionamento voltará no horário normal.

Procon
Os postos de atendimento e a sede do Procon não irão funcionar nesta quarta-feira. Os trabalhos retornam na quinta-feira.

Trabalho
As unidades fixas e móveis do Centro de Apoio ao Trabalho (CET) e do Banco de Microcrédito São Paulo Confia não funcionarão nesta quarta.

Esportes
Os Clubes da Cidade irão funcionar apenas para atividades esportivas e de lazer.

PM cadastra famílias para conter violência


Uapc é esperança da corporação para frear crimes na zona sul; mais de 2.300 famílias são visitadas
Filipe Rodrigues
São José dos Campos

Implantadas em novembro de 2010, as Uapcs (Unidade Avançada de Polícia Comunitária) são a principal esperança da Polícia Militar para reduzir os elevados índices de criminalidade na zona sul de São José em 2012.

A região teve 21 homicídios em 2011, além de puxar o crescimento de 26% que a cidade teve em roubos de carro com relação a 2010.
A Uapc visa estreitar laços entre moradores e PM. Para conhecer a população de um bairro, é feito um cadastramento com os moradores da casa.

Só na zona sul, já são 2.347 famílias de cinco bairros (Campo dos Alemães, Pinheirinho, Colonial, Interlagos e Residencial União) cadastradas pelos policiais.

Em bairros carentes, policiais fazem parcerias com escolas para dar aulas de futebol, judô, entre outras atividades para as crianças.

As visitas no sexto bairro começaram na semana passada. Comerciantes do Jardim Morumbi conheceram o trabalho e receberam dicas de segurança dos policiais.

“Ter a PM por perto é sempre bom. Às vezes, a gente relaxa com segurança com o tempo. Receber dicas e saber que eles estão aqui, nos faz sentir melhor”, diz o comerciante Marcos Antonio Pereira, 31 anos.

Mudança
A PM aposta que as unidades implantem na sociedade, uma nova cultura de polícia.

“Nossa função continua prevenir crimes, mas com uma mentalidade diferente: ir à sociedade sem ser acionado”, diz o capitão Ricardo Ivo Gobbo, responsável pelo trabalho das Uapcs da zona sul.

O aumento da convivência visa conhecer a realidade de uma região que enfrenta problemas de segurança.
“No Jardim Morumbi, por exemplo, estamos dando dicas de segurança à população para evitar que estas pessoas sejam assaltadas enquanto chegam em casa, por exemplo”, diz.

O bairro foi o líder de roubos em São José em 2011 e, por isso, foi escolhido para receber a ação, que não tem prazo para terminar.

“A ideia é conversar com as pessoas. Uma casa pode durar tanto 10 minutos quanto uma hora”, afirma o capitão.

Durante as visitas, uma base comunitária fica no bairro. Os policiais também recebem a orientação de revisitar as casas para não perder contato.

Tráfico
A aproximação visa conquistar a confiança da população para algo considerado fundamental na luta contra o crime –a denúncia.

Quando o projeto foi criado no Campo dos Alemães, essa foi a principal intenção. “Sabemos que o tráfico ainda existe no Campo dos Alemães, mas agora, recebemos informação dos locais e a partir daí, traçamos um plano de ação.”

Atuação social ajuda na aproximação
São José dos Campos
Nos bairros por onde passou, a Unidade Avançada de Polícia Comunitária deixou projetos sociais para afastar jovens da criminalidade.

No Campo dos Alemães, por exemplo, crianças e adolescentes receberam aulas de judô e futebol de policiais que têm experiência na área.

Por meio de parcerias, a corporação também conseguiu cursos de qualificação como computação e inglês para pessoas que querem aperfeiçoar o currículo.

“Em regiões carentes, é preciso dar uma oportunidade a esses jovens para que eles não sejam seduzidos para cometer crimes. O policial por perto serve como um bom exemplo”, diz o capitão Gobbo.

Também são realizados eventos abertos à população em datas comemorativas. Destes eventos, a PM contabiliza a participação de 15 mil pessoas desde 2010.

Atuação
Ações semelhantes foram adotadas no Parque Interlagos. “Tínhamos problemas com pequenos furtos e consumo de entorpecentes por jovens. Já tínhamos um programa e pedimos que a PM nos desse suporte”, diz Mario Sérgio de Oliveira, 46 anos, líder comunitário.