Clientes Sekron
  Esqueci a Senha
Conheça nosso site Institucional ›

Posts Tagged ‘ Delegacia

Prefeituras devem enfrentar causas da violência para garantir segurança

Fatores sociais, como falta de educação e emprego, geram criminalidade.
Proteção de bens, serviços e instalações públicas também é dever municipal.

A segurança pública é uma preocupação constante de todos os administradores de cidades brasileiras. A Constituição Federal determina que o estado preserve a ordem pública e mantenha as pessoas e os patrimônios longe do perigo. Às prefeituras, cabe o papel de proteger os bens, serviços e instalações públicas. Mas a responsabilidade do governo municipal não se encerra por aí.

Fatores sociais, como falta de educação, emprego e apoio familiar, geram criminalidade, mas podem ser sanados com ações em favor do bem estar da população. E o cidadão pode e deve fiscalizar a atuação do poder executivo.

Violência e repressão
O artigo 144 da Constituição Federal de 1988 diz que a segurança pública é dever do estado, direito e responsabilidade de todos; é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Assim, a polícia deve agir em tudo que gerar perigo ou insalubridade à sociedade de forma geral.

Quem faz esse papel repressor são as polícias Federal, Rodoviária Federal, Ferroviária Federal, Militar e Civil, corporações geridas pela União e pelo Estado. Já os municípios, de acordo com a Constituição, podem constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações.

“Nesses termos, a guarda municipal é destinada apenas para a segurança patrimonial. Ela não tem uma atuação repressiva, de polícia mesmo”, explicou a juíza do Trabalho Roberta Araújo, doutoranda em Direito Constitucional.

Assim, se a loja onde você trabalha acaba de ser assaltada, procure a Polícia Militar para ir atrás do suspeito. Se quiser registrar um Boletim de Ocorrência, vá a uma delegacia da Polícia Civil. Um acidente na estrada? Registre na Polícia Rodoviária. Apreensão de drogas em aeroporto é a Polícia Federal quem investiga.

Já a guarda municipal mantém a vigilância dos prédios públicos e das áreas de preservação do patrimônio natural e cultural do município. Também fiscaliza a utilização adequada dos parques, jardins, praças e monumentos, além de outras atividades. Tem gente usando drogas ou pichando os bancos da pracinha ao lado da sua casa? Reclame aos guardas municipais.

Violência e ações sociais
Violência não se resolve apenas com repressão. Não basta a polícia prender, a Justiça julgar e, após cumprir a pena, a pessoa voltar à condição anterior, que a levou a cometer o crime. É preciso agir antes, na prevenção.

A violência tem dois fatores: internos (psicológicos ou psicopáticos), que fogem do controle social, e externos, que incluem aspectos sociais, econômicos e políticos. Esse último contribui para a criminalidade. Isto é, a desigualdade social, a falta de oportunidade, projetos educacionais e centros de atenção a usuários de drogas e álcool deixam a população vulnerável ao crime.

Essa nova forma de pensar a segurança é conhecida como criminologia moderna, que não considera o problema da segurança pública estritamente policial. “Essa velha noção deixa o município ausente da sua parcela de responsabilidade. A criminalidade tem, sobretudo, influências decisivas do meio onde as pessoas vivem, por isso é necessário uma visão multidisciplinar para tratar do assunto, que promova ações preventivas, focadas em políticas sociais que incrementem a cidadania do indivíduo”, explica Roberta Araújo.

É criando uma política de inclusão social de grupos e áreas de risco que as prefeituras podem ajudar no combate à violência. Entre as ações, aumentar as oportunidades para os cidadãos, urbanizar as áreas críticas, iluminar as ruas, construir escolas, creches, postos de saúde, praças, áreas de lazer e esporte, qualificar os jovens e tirá-los da situação de rua. Atualmente, por exemplo, os conselhos estaduais de trânsito, entorpecentes, criança e adolescente têm representantes das prefeituras, que participam diretamente das decisões.

Fonte: G1

Dados sobre violência chegam aos celulares

Secretaria lançou neste sábado aplicativo especial para tablets e smartphones
Marcelo Godoy – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Secretaria da Segurança Pública vai mostrar suas estatísticas criminais de acordo com os bairros e as cidades do Estado em uma versão própria para smartphones e tablets. Quem estiver na Lapa, zona oeste de São Paulo, por exemplo, poderá acessar em seu celular os dados sobre roubos e furtos do bairro atendido pelo 7.º Distrito Policial.

Esse é o primeiro passo da secretaria para a criação de uma aplicativo que deve estrear em 60 dias por meio do qual será possível, por exemplo, saber como chegar facilmente ao DP mais perto.

“A ideia é que, se a pessoa for vítima de um crime, possa descobrir por meio do aplicativo qual a delegacia mais próxima e o caminho até ela”, afirmou Carlos Henrique Poço, gerente de projetos do grupo de tecnologia da informação da secretaria. O futuro aplicativo poderá também trazer gratuitamente informações, como dicas de segurança e alertas para a população sobre a criminalidade em um bairro ou cidade.

Além dos dados criminais, a população poderá obter atestados de antecedentes por meio da versão do site da secretaria (www.ssp.sp.gov.br) para smartphones e tablets. Pessoas físicas e jurídicas podem requisitar a informação. Um código que será dado ao usuário vai certificar a autenticidade do atestado.

De acordo com Poço, de 4 mil a 5 mil pedidos de atestados são feitos diariamente para a secretaria. O site atual da secretaria registra cerca de 15 mil acessos por dia e o gerente de projetos estima que esse movimento deve crescer 5% a 6% com os novos serviços específicos para tablets e smartphones.

SafeCity
O acesso a dados criminais por meio de smartphones e tablets também é possível por meio de um aplicativo feito por uma empresa privada. Trata-se do SafeCity, desenvolvido pela i4People. O aplicativo usa dados das Secretarias da Segurança do Rio e de São Paulo para mapear o crime nas capitais dos dois Estados e cruza esses dados com dicas e serviços para quem está em cada um dos bairros – são informações sobre a delegacia ou o hospital mais próximo, por exemplo – com a localização do usuário. Mas não é gratuito. Para baixá-lo em seu telefone ou tablet, é preciso pagar US$ 2,99.

Bandidos atacam em garagens de shopping e mercado

Dos 41 sequestros relâmpagos na região de Santo Amaro neste ano, 38 foram em estacionamentos de centros comerciais
Camilla Haddad/JT

Quadrilhas especializadas em sequestros relâmpagos estão agindo em estacionamentos de shoppings e supermercados de São Paulo. Os assaltantes aproveitam a distração das vítimas para praticar os crimes. “São locais com uma falsa sensação de segurança”, afirma o delegado Alberto Matheus Júnior, titular da 3.ª Delegacia Antissequestro Relâmpago.

Dados da polícia mostram que, nos últimos cinco meses, dos 250 casos de sequestros relâmpagos registrados pela delegacia, 41 foram cometidos na região do 11.º Distrito Policial (Santo Amaro), na zona sul da capital – 38 deles em estacionamentos de centros de compras. A área de atuação dos bandidos inclui garagens nas imediações das Avenidas Roque Petroni Júnior, Vereador José Diniz e Nações Unidas.

A polícia identificou três quadrilhas que agem no bairro. Uma quarta foi desmantelada no mês passado, com a prisão da “gangue das loiras”, que cercava mulheres idosas em estacionamentos de shoppings de luxo. “O criminoso vai procurar facilidade. A zona sul tem grandes shoppings e lojas, além de alto poder aquisitivo, o que atrai os criminosos”, afirmou delegado. “E eles andam bem arrumados, sem causar suspeitas.”

Segundo Matheus Júnior, para agir nos centros comerciais, os ladrões escolhem quem atacar de acordo com o volume de sacolas e objetos ostentados. Mulheres sozinhas em carros são as preferidas. Mas há casos com homens. Em 18 de janeiro, por exemplo, um jovem foi cercado às 22h30, quando entrava no carro, após sair de um shopping da região. Ele foi libertado duas horas depois na Rua Alexandre Dumas.

“Sinceramente, não tomo tantos cuidados. Me sinto mais seguro aqui do que se parasse na rua e não me preocupo tanto”, disse o administrador Roberto Castro, de 41 anos, que estava no estacionamento de um shopping na zona sul na sexta-feira. Ele nunca foi assaltado, mas conhece amigos que foram rendidos no ano passado em um mercado da mesma região.

O especialista em segurança pública e privada Jorge Lordello lembra que antigamente estacionamentos costumavam registrar furtos de carros e estepes. Agora, têm sido alvo de sequestros de curta duração. “Shoppings têm orientado a segurança a convidar quem fica esperando alguém sozinho dentro do carro a aguardar fora do veículo, em lugar movimentado”, afirmou. “É para minimizar os riscos.”

O capitão da PM Cleodato Moises disse que ladrões preferem locais com maior concentração de comércio para atacar. “Eles sabem que nesses lugares as pessoas têm um cartão para gastar.” Em supermercados, a situação é a mesma. “Ali as pessoas também vão colocar as compras no carro e podem estar distraídas.”

Cuidados
A Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings negou que tenha havido uma onda de sequestros. A entidade informou que ocorreram, no máximo, dois ou três casos. A Associação Paulista de Supermercados (APAS) disse que somente os mercados podem comentar o assunto.

O MorumbiShopping, que está na rota de ação das quadrilhas, informou que, diante do aumento de casos, vem intensificando os cuidados e adequando procedimentos. Por questão de segurança, o Shopping Vila Olímpia não quis comentar o assunto. Já o SP Market não respondeu.

Polícia procura suspeitos de assalto a joalheria em Sorocaba, SP

Trabalho pericial deverá auxiliar nas investigações da Polícia Civil.
Criminosos sequestraram gerente e seus dois filhos.

A Polícia Civil investiga o assalto a uma joalheria de Sorocaba (SP), ocorrido na manhã desta quinta-feira (10). Para realizar o crime, a quadrilha sequestrou e manteve em cárcere privado a gerente da loja e seus dois filhos, em Votorantim (SP), onde ela mora. De acordo com a Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, ninguém foi detido.

O sistema de videomonitoramento do município, que é controlado pela Guarda Civil Municipal, registrou o momento da chegada dos criminosos à joalheria, que fica na região central, no final da madrugada. As ruas vazias facilitaram a ação da quadrilha, que utilizou a chave da gerente para invadir o local. A vítima não soube estimar a quantidade de joias que foram roubadas. Eles fugiram e deixaram a gerente no local.

“Não saber o que tinha acontecido com meus filhos foi a pior parte de tudo”, conta a vítima. Ainda segundo ela, os bandidos aguardaram até a troca de turno da PM para agir. A gerente e seus filhos estavam bastante abalados, mas estiveram na delegacia para acompanhar o registro da ocorrência.

Crime
Por volta das 19h de quarta-feira (9), a vítima foi abordada no portão de sua residência, em Votorantim, quando chegava do trabalho. Um grupo com vários homens armados a levaram para dentro da casa, onde estavam seus filhos. Às 4h, dois dos bandidos saíram com os adolescentes de carro. De acordo com o relato da própria vítima, os criminosos a ameaçaram de morte, caso tentasse entrar em contato com a polícia.

Uma hora depois, o restante da quadrilha colocou a gerente em seu próprio carro, levando-a até a joalheria, em Sorocaba. Com a chave da loja, eles entraram e fizeram o roubo. Logo após, os filhos da vítima foram soltos na Vila Garcia, em Votorantim.

O carro utilizado para transportar as crianças foi encontrado totalmente queimado na Chácara Ondina, também em Votorantim. A equipe pericial do Instituto de Criminalística esteve no local para coletar possíveis pistas. A ocorrência foi registrada na delegacia da cidade.

Segundo o delegado responsável pelo registro da ocorrência, a ação dos criminosos deixa claro que todo o assalto foi bem planejado e que eles conheciam a rotina da gerente. Com o laudo da perícia (que deverá sair em até 30 dias) e as imagens de segurança, a Polícia Civil dará início às investigações.

Violência já atingiu 38% dos brasileiros, revela pesquisa do DataSenado

Número de pessoas que afirmaram ter sido alcançadas pela violência é maior que o das estatísticas oficiais porque nem todos os casos são registrados.
Agência Senado

BRASÍLIA - Pesquisa nacional sobre a segurança pública no Brasil, realizada em março pelo DataSenado, revela que 38% dos entrevistados já foram vítimas de algum tipo de violência ou crime. O levantamento reflete a insegurança vivida pela população no dia a dia e também mostra o incômodo com a impunidade.

Segundo o DataSenado, ligado à Secretaria de Pesquisa e Opinião (Sepop), o número de pessoas que afirmaram ter sido alcançadas pela violência é maior que o das estatísticas oficiais porque nem todos os casos são registrados. Das pessoas que se disseram vítimas de crime ou ato violento, 32% afirmaram não ter procurado uma delegacia para fazer o boletim de ocorrência.

Em 38% dos casos, o ­principal motivo para não fazer o registro foi a descrença de que a polícia resolveria o problema. O medo do agressor e a falta de provas motivaram, respectivamente, 13% e 12% a não registrar boletim de ocorrência.

Combate à violência
Na opinião dos entrevistados, o enfrentamento da criminalidade deve passar pela redução das desigualdades ­sociais, melhorando a educação (39%) e diminuindo a pobreza (12%). Também se destacou a necessidade de aumentar o rigor das penas (23%), de investir na polícia (12%) e de combater a ­impunidade (11%).

A pesquisa indicou ainda que 58% concordam com a proibição do porte de armas para os cidadãos. Para o DataSenado, o número revela uma mudança na opinião pública sobre o tema. Isso porque, no referendo nacional sobre comercialização de armas de fogo, realizado em 2005, 63,94% dos brasileiros em idade de votar optaram por permitir o comércio de armas de fogo no país.

Conflito armado
Ao longo dos últimos 30 anos, o Brasil registrou mais de 1 milhão de homicídios. Da década de 1980 até o final de 2010, foram mais de 35 mil homicídios por ano — média superior à de diversos conflitos armados.

A guerra civil de Angola, por exemplo, atingiu média anual de 20 mil mortos. O conflito no Iraque, entre 2004 e 2007, matou 19 mil pessoas por ano. Nos dois ­casos, os números perdem para a violência urbana no Brasil.

A pesquisa ouviu, por telefone, 1.242 pessoas com mais de 16 anos, em 119 municípios de todo o país, entre os dias 19 e 28 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Casos de furtos desafiam a segurança dos shoppings

Nem o forte esquema de segurança de shoppings localizados em áreas nobres da capital consegue impedir o furto a clientes. Desde o início do ano, ao menos 48 casos, em cinco centros de compras, chegaram às delegacias. Os itens mais levados são smartphones, carteiras e bolsas.

A Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) alerta que a praça de alimentação é um dos locais mais visados pelos ladrões. Por ano, cada shopping investe, em média, R$ 1,5 milhão em segurança.
Em 2010, quando as joalherias viraram alvo das quadrilhas, shoppings tradicionais de São Paulo reforçaram a segurança. Na época, o Morumbi, na zona sul, por exemplo, instalou guaritas blindadas no lado de fora, assim como o Cidade Jardim, na mesma região. Em outro centro de compras, em Higienópolis, região central, o número de vigilantes aumentou e houve a aquisição de armas e coletes à prova de bala para homens que monitoram o lado de fora do empreendimento.

Segundo a Alshop, os clientes não estão desprotegidos. Atualmente, pessoas consideradas suspeitas, que muitas vezes circulam pelos corredores sem levar nada, são seguidas de forma discreta pelos seguranças. A intenção é fazer o suposto criminoso notar que é observado e deixar o centro de compras. “É uma ação preventiva que não causa alarde”, diz. “Hoje existe uma boa repressão, mas infelizmente ainda há casos”, comenta o diretor de relações institucionais da entidade, Luis Augusto Ildefonso da Silva.

Entre os 48 crimes levantados, há casos nos shoppings Cidade Jardim, Morumbi, Ibirapuera, Bourbon e Iguatemi. Também existem relatos em sites de reclamação do consumidor.

Foi em um almoço de negócios que o administrador de empresas Mendel Sanger, de 46 anos, teve a mala de couro furtada em um restaurante do Morumbi Shopping neste mês. Segundo Sanger, os pedidos feitos ao shopping para que fossem observadas as imagens do circuito interno de câmeras não foram atendidos. “Fiquei sem a mala, que tinha meu computador, celular e chave”, recordou. Segundo ele, sua mala e as de amigos foram deixadas em outra mesa por orientação dos garçons.

Em fevereiro, Tatiana Arata, cliente do Eldorado, teve o carro aberto no estacionamento. Levaram som, mochila e estepe. “O segurança falou que é comum”, conta. Segundo ela, houve contato do shopping.

“Parece que vão me ressarcir.” Em outro caso, uma atendente teve o iPad levado de um balcão do Cidade Jardim.

Para clientes, o cuidado nem sempre é prioridade. “Nunca me preocupei muito em olhar a bolsa. O shopping tem segurança”, diz a corretora Maria do Carmo Soares, de 47 anos.

O delegado Armando Bellio, do 27.º DP (Campo Belo) – responsável pela área onde fica o Shopping Ibirapuera –, comenta que muitas vítimas não fazem queixa por conta do pouco valor dos produtos levados. Para Emerson Caetano, consultor da Migdal Consultin, quem vai ao shopping se preocupa mais com vaga no estacionamento do que com segurança.

“Olhar a vitrine sem manter a atenção é outro problema.” Caetano confirma que a maioria não registra queixa. “Ou pelo valor irrisório ou a pessoa não quer perder tempo na delegacia.”

Vigilantes agora atuam à paisana
Como estratégia antifurto, os centros de compras têm apostado em seguranças à paisana. A assessoria de imprensa do Shopping Eldorado informou que, além de orientar os clientes sobre seus pertences nas mesas, especialmente na praça de alimentação, os vigilantes trabalham 24 horas em todos os pisos e na área externa do local. Já os homens sem uniforme atuam em horários diferentes do dia, quando há pessoas suspeitas identificadas por câmeras.

O trabalho também é feito com segways, um tipo de patinete elétrico. O Eldorado informou que ainda tem câmeras em todo o shopping e uma central com funcionários que monitoram 205 câmeras. Todas as imagens são gravadas 24 horas.

No Bourbon, funcionários disseram ao JT que homens à paisana circulam pelos corredores. A assessoria respondeu que as ações de segurança são “estratégicas” e não iria comentar o assunto. O Ibirapuera também não quis se pronunciar. O Cidade Jardim informou que não recebeu comunicado oficial sobre os casos mencionados na reportagem. O shopping esclareceu que adota medidas de segurança com o objetivo de garantir o bem estar e a integridade de seus clientes, lojistas e colaboradores. O Morumbi Shopping, por questões estratégicas de segurança, não fez comentários.

Já o Iguatemi disse que tem completa infraestrutura de segurança e circuito fechado de televisão, com câmeras que monitoram todos os andares e setores, zelando de forma “efetiva pela segurança de seus clientes e funcionários”.

Para Luis Augusto Ildefonso da Silva, diretor de relações institucionais da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), apesar de não ser um crime novo, o furto tem ocorrido pois, com o passar dos anos, os ladrões “progridem” em suas técnicas. Silva alertou que o lugar com mais casos é na praça de alimentação. É lá que, segundo ele, clientes relaxam com os cuidados, principalmente com bolsas. “Até por isso a maioria tem equipamentos com velcro para proteger as bolsas”.

Camilla Haddad – Jornal da Tarde

Sequestros relâmpagos aterrorizam Brooklin, Itaim-Bibi e Vila Olímpia

Uma onda de sequestros relâmpagos tem aterrorizado os bairros do Brooklin, Itaim-Bibi e Vila Olímpia, na zona sul. Nos meses de dezembro de 2011 e janeiro deste ano, foram registradas 66 ocorrências dessa modalidade de crime – mais de um caso por dia. Esse número representa um aumento de 288% se comparado com os 17 casos contabilizados em igual período, um ano antes. Na segunda-feira, a Polícia Militar vai reforçar o patrulhamento na região com motos.

As ruas com mais ocorrências são Pensilvânia, Guararapes, Gomes de Carvalho, Quintana e Alessandro Volta. A maioria dos casos, 67,8%, ocorreu entre 7h e 20h.

Em 12 de janeiro, uma estudante de 25 anos foi cercada na Rua Arandu, às 16h30, quando andava na calçada. Dois suspeitos armados ordenaram que ela fosse até uma rua próxima, onde o obrigaram a entrar em um Fiat Siena. Dentro do carro, a vítima teve de entregar seu cartão de débito e senha. Um motoqueiro apareceu e levou o cartão.

Foram três horas de pavor nas mãos de criminosos. A vítima foi liberada no bairro do Panamby, na zona sul.

Episódios como o enfrentado pela estudante não são a forma mais comum de atuação dos assaltantes. O delegado João Batista de Araújo, responsável pela Divisão Antissequestro (DAS), conta que, em 99% dos casos, a vítima é arrebatada pelos criminosos quando está entrando ou saindo do carro.

O autônomo H.A.S, de 41 anos, nem teve tempo de desligar o carro quando foi sequestrado para fazer saques em caixas eletrônicos, na Rua Arizona. “Eu rodei mais de um quilômetros com eles, que me bateram com cabo de revólver”, afirmou a vítima, abordada no mês passado no Brooklin.

“Quando cheguei na delegacia, me disseram que mais 50 pessoas tinham sido sequestradas como eu”, contou o autônomo.
O delegado Eduardo Camargo Lima, titular do 96º Distrito Policial (Monções), responsável pela área das ocorrências, afirma que, no último dia 24, três pessoas foram presas no Brooklin, acusadas de sequestro relâmpago, mas existem outras quadrilhas em ação.

O trio foi pego pela PM quando observava possíveis vítimas na Rua Pensilvânia. Os criminosos estavam com um revólver calibre 32. “Com essa prisão, percebeu-se uma diminuição sensível, mas a gente tem conhecimento de que, infelizmente, existem mais criminosos agindo dessa forma (na região) e é preciso tentar prender essa outra quadrilha”, conta o delegado. Para Camargo Lima, a concentração de empresas e lojas para público de alto poder aquisitivo alto atraem criminosos.

Camargo Lima ressalta que os sequestros relâmpagos estão espalhados. “Eu pego uma parte do Itaim-Bibi, Campo Belo e Moema, principalmente as ruas com nome de pássaros.”

O delegado Araújo, da DAS, lembra que, dentro de 15 dias, uma delegacia para investigar sequestros relâmpagos já irá funcionar no centro da cidade para investigar os casos com mais rigor. “Mas nós já estamos com informações como fotos de suspeitos e mapeamento dessas ocorrências no Brooklin, Santo Amaro, Pinheiros e Lapa”, disse. “Até mandado de busca de uma quadrilha nós pedimos e estamos esperando.”

A secretaria executiva Mônica Alves, de 47 anos, trabalha na região dos sequestros e disse que um colega de trabalho também foi vítima no ano passado. “Conseguiram sacar R$ 800 da conta dele, mas não teve agressão.”

Jornal da Tarde

Dicas de segurança: assaltos

Procure estar sempre atento especialmente ao comportamento de
pessoas que estejam próximas a você ou paradas perto dos lugares
que freqüenta.

Caso você seja vítima siga as orientações abaixo: Mantenha a calma Comunique-se e faça movimentos lentos. Responda com calma somente ao que lhe for perguntado ou para avisarsobre qualquer gesto ou movimento a ser realizado;

Não discuta. Entregue ao criminoso o que ele exigir. Assim, o tempo do roubo será menor, evite brincadeiras ou conversas, faça apenas o que o criminoso mandar, não olhe diretamente para os marginais – isso é visto como uma ameaça.

Procure memorizar todos os detalhes possíveis, fisionomia, modo e frases usadas, roupas, gírias, trajetos e locais visitados, veículos utilizados, etc  Não tente fugir ou reagir. É muito comum outras pessoas estarem efetuando cobertura.

Ligue para a polícia assim que possível transmitindo a descrição exata e o possível trajeto seguido com todos os detalhes, registre a ocorrência em uma Delegacia de Polícia. Se você presenciar um assalto, mantenha-se afastado do local e evite interferir diretamente. Ligue para a polícia e passe todas as informações possíveis. Após a saída do agressor, ajude a vítima.

Obs: Não ande armado nem tenha armas em casa. Mesmo que você saiba atirar e tenha porte, suas chances de reagir são muito pequenas, e o risco de que a arma seja usada contra você é muito grande.

Fonte: PMESP

SP: menores apreendidos atacam policiais e destroem sala do Conselho Tutelar

As crianças, cinco meninas e dois garotos, foram detidas depois de furtarem um hotel na segunda-feira (22). Eles dizem que têm menos de 12 anos. O promotor da Infância e Juventude Thales de Oliveira falou sobre a situação.

Fonte: G1

Quatro são presos após bando assaltar agência bancária na zona leste de SP

Ação durou cerca de 10 minutos; vigilantes foram rendidos após três criminosos entrarem no banco com armas falsas

Ricardo Valota, do estadão.com.br

SÃO PAULO – Quatro bandidos foram presos, no final da tarde de quarta-feira, 17, após uma quadrilha, com pelo menos 12 homens, assaltar uma agência do Banco Santander localizada na Rua Hipólito de Camargo, na Vila Lourdes, região de Guaianazes, na zona leste de São Paulo.

A agência estava prestes a fechar quando o primeiro criminoso entrou, às 15h53. O segundo, às 15h55; o terceiro, às 15h56, todos escondendo armas de brinquedo, que não foram detectadas pelo sistema da porta giratória. O quarto assaltante, simulando ser um cliente atrasado, para distrair os vigilantes, começou a bater no vidro exigindo que a porta giratória fosse destravada.

Naquele momento, os três criminosos, portando as falsas armas, renderam os dois seguranças e iniciaram o assalto. Havia cerca de 20 funcionários na agência e poucos clientes. Parte dos demais assaltantes também invadiu a agência e outra ficou no hall dos caixas. Um dos bandidos que acabaram presos foi o único que permaneceu fora do banco e foi detido por policiais militares da Força Tática do 28º Batalhão, que desconfiaram do nervosismo do rapaz ao perceber a aproximação da viatura.

O segundo criminoso preso foi abordado pelos policiais ao deixar a agência correndo. Mesmo tentando se passar por cliente, alegando que havia sido assaltado e por isso corria, o assaltante foi desmascarado e detido. Os outros dois integrantes do bando foram presos após retornarem para a agência.

Um deles, no momento em que a primeira dupla já estava presa, ligou para o celular de um dos comparsas já algemado, mas foi atendido por um dos policiais. O policial, passando-se pelo criminoso, disse ao bandido que estava retido dentro da agência, cercada pelos policiais, e que ainda havia chance de ser resgatado.

A dupla então, em um Fiat Pálio, retornou para o local e foi presa. Os demais membros do bando fugiram levando mais de R$ 43 mil. A ação durou quase 10 minutos. Juntos, os quatro criminosos presos acumulam passagens por roubo (um deles a banco) e tráfico de drogas. O caso foi registrado na Delegacia Especializada em Roubos a Banco do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).