Clientes Sekron
  Esqueci a Senha
Conheça nosso site Institucional ›

Posts Tagged ‘ Desaparecimento

SP ganha 144 novas bases comunitárias móveis

Segundo Geraldo Alckmin, governo deve entregar outras 50 em abril.
Cerimônia de entrega aconteceu no Vale do Anhangabaú.

Do G1 SP

O estado de São Paulo recebeu 144 novas bases comunitárias móveis da Polícia Militar nesta segunda-feira (26). A entrega foi feita em uma cerimônia no Vale do Anhangabaú, no Centro da capital paulista.

Segundo o governador Geraldo Alckmin, 56 bases já foram entregues no final de 2011 e outras 50 deverão ficar prontas no dia 30 de abril. A quantidade de bases comunitárias do estado deve praticamente dobrar quando todas forem entregues, de acordo com o governador.

No final de 2011, São Paulo possuía 265 bases comunitárias. “Passaremos para 515 bases. Elas têm computação, fazem boletim de ocorrência e têm mobilidade. A base comunitária fixa protege o entorno, mas às vezes, do outro lado do bairro, tem problema. A base comunitária móvel tem muita eficácia porque ela tem mobilidade”, comentou Alckmin.

Distribuição
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a PM distribuiu as bases de acordo com os índices de criminalidade de cada local. Das 200 bases já entregues até esta segunda-feira, 62 ficarão na capital paulista, 44 seguem para outros municípios da região metropolitana e 92 serão enviadas para o interior. Das duas restantes, uma ficará na Academia de Polícia Militar do Barro Branco e outra na Escola Superior de Soldados.

O custo total das 250 bases que deverão ser entregues até abril foi de R$ 29,6 milhões, sendo que o preço unitário é de R$ 118 mil. Os veículos são equipados com radiocomunicação digital.

Nas bases, as pessoas podem registrar as mesmas ocorrências disponíveis na Delegacia Eletrônica: acidentes de trânsito sem vítimas, furtos de veículos, desaparecimento e encontro de pessoas, furto ou perda de documento, celulares e placas de veículos.

Delegacia Eletrônica registra 731 mil BOs em 2011

A Delegacia Eletrônica encerrou 2011 com 731 mil boletins de ocorrência registrados. Em comparação com 2010, houve um aumento de 21% no número de registros feitos pela internet. Desde a sua inauguração, em 2000, a unidade registrou 3 milhões de ocorrências.

De janeiro a dezembro do ano passado, foram feitas 999 mil solicitações de boletins de ocorrência, quando o internauta acessa a Delegacia Eletrônica e preenche uma solicitação de registro. Em seguida, esse formulário é avaliado por policiais civis, que aprovam ou não o pedido.

Depois de aprovado, o boletim é enviado ao email do solicitante. Quando um registro é negado, a Polícia Civil justifica a recusa e manda uma orientação sobre novos procedimentos. É possível registrar através da internet casos de furto ou perda de documentos, desaparecimento e localização de pessoas, furto e perda de celulares, perda de placas de veículos e furtos de carros.

Acidentes sem vítimas
Dede outubro, as ocorrências de acidente de trânsito sem vítimas vêm sendo registradas na unidade digital da Polícia Civil. Nesses quase três meses, foram enviadas mais de 30 mil solicitações – 28 mil foram validadas.

A Delegacia Eletrônica, cujo objetivo é agilizar as solicitações e atender o máximo de ocorrências, opera 24 horas. Para oferecer um bom atendimento à população, o serviço conta com um efetivo de 90 policiais e uma estrutura de 28 terminais com equipamentos e instalações modernas.

Denis Bonelli – SSP

Dados mostram que criminalidade permanece alta na região

De A Tribuna On-line

Enquanto as ocorrências envolvendo o tráfico de drogas aumentam, o número de homicídios cai na Baixada Santista e Vale do Ribeira. Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) indicam que nos últimos 12 meses houve mais prisões em toda a região (233), mas a incidência de crimes permanece alta, principalmente na temporada de verão, quando aumenta o fluxo de pessoas por todo o litoral.

Só em 2011 foram registrados pelo menos 839 casos de apreensões de entorpecentes. O número representa um aumento de quase 17% em relação ao período anterior, quando houve cerca de 720 ocorrências. Destas, 65 foram flagrantes, que levaram as pessoas ligadas ao crime organizado e os próprios traficantes direto para a cadeia.

Outro índice que também aumentou foi o do furto de veículos que, nos primeiros cinco meses deste ano, registrou total de 2.192 ocorrências em toda a região (9%). A incidência dos demais furtos, que abrange qualquer outra ocorrência que não envolva veículos automotores, também permanece alta, atingindo quase 15 mil casos somente na jurisdição do Deinter-6.

Os roubos ainda não foram controlados, já que houve registro de pelo menos 3% de ocorrências a mais em comparação ao mesmo período de 2010. Nenhuma agência bancária da Baixada e Vale do Ribeira foi assaltada em 2011, entretanto, a Secretaria de Segurança apurou que no período houve 7.188 caos envolvendo roubos gerais, desde caixas eletrônicos até pedestres.

Os bandidos também passam a focar em algo que é bastante presente no litoral, principalmente por causa do Porto de Santos. Pelo menos 133 caminhões tiveram a carga levada pelos bandidos – aumento superior à metade dos índices do ano passado, quando foram registrados 58 casos.

Menos 72 mortos
Em contrapartida, houve uma redução de 22,15% nos homicídios na região nos últimos 12 meses, em comparação com o período compreendido de junho de 2009 a maio de 2010. Foram 253 casos – 72 assassinatos a menos do que no período anterior. De janeiro a maio deste ano, a queda foi de 4,23%, com total de 136 casos, seis a menos do que nos cinco primeiros meses do ano passado.

Em latrocínio, quando há roubo seguido de morte, a Secretaria de Segurança Pública do Estado registrou apenas duas ocorrências a menos em relação aos cinco primeiros meses de 2010. No primeiro balanço deste ano, as delegacias da região registraram ao menos sete casos, dois a menos. Em relação aos últimos 12 meses, houve seis casos a menos do que o mesmo período de 2010.

Notificações
As notificações de crimes também se elevaram, o que contribuiu, de acordo com o SSP, para o aumento das ocorrências. Somente na Delegacia Eletrônica, o número de ocorrências saltou no Estado de São Paulo de 11.860, em janeiro deste ano, para 15.858 em maio.

Também a partir deste ano, as unidades da Polícia Militar passaram a registrar boletins de ocorrência de furto de veículo, desaparecimento ou encontro de pessoas, furto ou extravio de documento, furto ou perda de celular e furto ou perda de placa de veículo.

Registros de pessoas desaparecidas

04/01/2011 12h56 – Atualizado em 04/01/2011 12h56
Registro de pessoas desaparecidas aumenta 50% em Minas Gerais

Aumento foi registrado na comparação entre 2009 e 2010.
92% das pessoas desaparecidas no estado em 2010 foram encontradas.
Do G1 MG

imprimir O número de pessoas desaparecidas em Minas Gerais em 2010 foi 50%
maior que o registrado em 2009, segundo dados da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida. Foram registrados 2.455 desaparecimentos em 2010 e em 2009, os números chegaram a 1.622.

De acordo com a delegada Cristina Coeli, da Delegacia de Referência a Pessoas Desaparecidas, não existe tempo de espera para comunicar o desaparecimento de uma pessoa. “Parentes e amigos devem procurar a polícia imediatamente, o que pode ajudar nas investigações”, disse.

Das 2.455 pessoas desaparecidas no estado em 2010, 2.267 foram encontradas.
Este número equivale a 92% de pessoas encontradas, segundo a Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida

Fonte G1

O que fazer quando um parente desaparece?

Retirado do bom dia Brasil 2009

A procura por um parente é muitas vezes solitária e, quase sempre, marcada
pela desilusão.

“Gabriel, se você estiver ouvindo, volta para casa. Seu pai está triste, está chateado. Seu pai não dorme direito, não come, não trabalha mais. Onde você estiver no mundo, se estiver vendo o pai, volta para casa”, pede um pai.

O desaparecimento deixa um rastro. Uma família inteira em pedaços. A dor insuportável da perda misturada com a tortura da esperança. É a lágrima que não seca, a lágrima sem resposta.

“O meu filho, sem eu saber onde está, se está com fome, se está passando frio, se está sendo judiado, maltratado, Eu quero uma resposta. Uma pessoa não pode sumir assim, no ar, como se fosse fumaça”, aponta a mãe de desaparecido.

Infelizmente, pode. Samantha desapareceu no dia 3 de abril deste ano. A mãe, Maria do Socorro, morava com as duas filhas em um casebre, na comunidade de Santa Margarida, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Ela conta que a menina, de 14 anos, todo dia atravessava o túnel por baixo da linha do trem para comprar copinhos. Neste dia, ela seguiu a mesma rotina. Atravessou o calçadão. Chegou até a loja. Comprou os copos, mas nunca voltou. Deixou uma mãe suplicando, implorando pelo fim dessa agonia.

“Samantha, volta, minha filha, volta, não estou mais aguentando, minha filha, volta, não estou mais aguentando de tanta solidão. Venha, minha filha, eu quero pegar você no meu braço, me dê esse presente. Onde você estiver, minha filha, volta logo”, pede a mãe da Samantha, Maria do Socorro.

Esses casos de desaparecimento são chamados pelos especialistas de enigmáticos. É quando uma pessoa some sem deixar qualquer vestígio. Ela pode ter sido levada, pode ter sido vítima de alguma violência, ou mesmo ter decidido fugir. Desaparecer tem várias causas. Sumir na multidão, por exemplo, em uma cidade como São Paulo, é muito fácil.

E o que fazer? Começa aí o choque de ver que no contato com as autoridades o que se encontra é muita indiferença. Por lei, logo que a família faz o registro do desaparecimento na delegacia, a polícia deve notificar rodoviárias, aeroportos e fazer uma busca. Mas ainda há muito preconceito e despreparo dentro da própria corporação na hora de investigar os casos.

Robson Fontenele trabalha na seção de descoberta de paradeiros da delegacia de homicídios da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele pede mais investimento no treinamento dos policiais.

“O trabalho de desaparecimento é um trabalho social. A Polícia Civil é tida como um trabalho operacional. Não existe só trabalho operacional. O atendimento a uma família de pessoa desaparecida precisa ter uma especialidade”, comenta o inspetor da delegacia de homicídios/RJ Robson Fontenele.

Porque nessa hora o policial tem que ser um ombro amigo, misturar compaixão e compreensão. O que, convenhamos, não é o perfil típico do policial que vive às voltas com outros tipos de crimes. Para a maioria dos policiais, o desaparecimento pode ser um problema de família e essa explicação varre para debaixo do tapete todas as outras.

“A pessoa desapareceu porque não foi mais vista. Essa pessoa está morta?
Está hospitalizada? Foi lesionada? Isso a polícia tem que ir atrás. As pessoas, muitas vezes, para desonerar alguma outra pessoa, outra culpa, registram como que desaparecido”, afirma o secretário de segurança/RJ José Mariano Beltrame.

Enquanto a polícia procura, quando procura, a família vai desmoronando. O tempo passa. A dor não.

“Eu não estou conseguindo trabalhar mais. Em todo lugar, ando para procurar por ela. Se vejo uma menina parecida com ela, paro para olhar”, conta uma mãe, chorando.