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Crescimento das câmeras IP no Brasil

Há alguns anos atrás, dar uma espiadinha no que acontece em sua casa de qualquer lugar do mundo, evitar um assalto mesmo longe de casa ou então descobrir o que acontece em sua casa quando você está fora era quase impossível, mas com as câmeras IP, isso se tornou tarefa fácil.

Esses equipamentos revolucionaram o mercado de segurança eletrônica, e trouxeram facilidades. Com apenas um computador, acesso à Internet de alta velocidade e câmeras IP tornou-se possível montar um sistema completo de vigilância. Com a ajuda de softwares, as câmeras IP são verdadeiros olhos mágicos digitais que transmitem áudio e vídeo para um computador ou diretamente para a Internet, permitindo que se tenham imagens ao vivo e simultaneamente. Possuem recursos de visualização, controle, monitoramento e gravação.

Os modelos de câmeras IP consistem basicamente de um sensor de imagem, circuito de análise e processamento de vídeo, servidor de vídeo web e interface de rede, integrados no mesmo equipamento com funções e programação otimizados para uma operação em conjunto com sistemas de rede.

Um dos grandes diferenciais entre estes equipamentos e os modelos analógicos é que elas possuem uma comunicação através de redes ethernet, utilizando protocolos de transmissão de dados, baseados principalmente em TCP/IP.

Outro ponto importante é a questão das imagens. Enquanto uma câmera convencional digital tem uma resolução máxima de 640 x 480, com aproximadamente, 0,3 Megapixel, uma câmera IP poderá ter resoluções de até 2592 x 1944 ou aproximadamente 5 Megapixel.

Com resoluções desta dimensão, a capacidade de reconhecimento e verificação de detalhes em uma imagem fica muito facilitada, mas, acima de tudo são possíveis novos recursos como movimentação no escopo da área de visualização e zoom em parte da imagem. Os modelos mais recentes ainda contam com uso de luz infravermelha para uso noturno.

Apesar de tanta tecnologia, especialistas em segurança destacam que a maioria das redes e conexões de internet ainda não está preparada para gerenciar o tráfego gerado por imagens destas dimensões, e por isso é muito importante uma análise criteriosa na escolha do sistema.

As aplicações das câmeras IP são as mais diversas. Para uso doméstico, elas podem oferecer o monitoramento de crianças, animais, empregados, entre outras funções. Alguns modelos ainda possibilitam a saída de áudio e a pessoa pode do outro lado, falar pelo microfone do computador, enquanto o som sai pela câmera. Já no caso de empresas, o monitoramento 24 horas garante maior segurança.

Hospitais, parques, locais de trânsito de carros e pessoas, escolas, podem contar com recursos como o zoom e foco automático, que ajudam na detecção da pessoas em caso de roubo. As imagens capturadas podem ser de grande ajuda na identificação de suspeitos.

A câmera IP foi criada pelo engenheiro sueco, Martin Gren que lançou o primeiro modelo em 1996. Projetada para transmitir imagens via rede e desbancar os modelos analógicos, a Axis 200, primeira câmera IP lançada no mundo, ditou os passos que o mercado daria a partir daí, e mostrou que era possível embutir nos aparelhos um mini-servidor Web que permitia assistir às imagens ao vivo de qualquer lugar do mundo.

Hoje, quinze anos depois, podemos afirmar que a aposta de Martin e sua equipe deu certo. O mercado de câmeras IP não para de crescer em todo o mundo e a expectativa é de que ele movimente cerca de US$ 2,5 bilhões em 2011.

E o mercado de câmeras IP no Brasil vai muito bem. O país é um dos mais avançados na transição da tecnologia analógica para a digital.

Segundo Projeções da empresa de análise IMS Research, o setor de câmeras IP no Brasil, terá, pelo menos até 2012, o crescimento mais acelerado de todo o continente americano. É aqui onde as câmeras IP se igualarão às analógicas primeiro, e isso deve acontecer até o fim de 2012, segundo o levantamento.

Ainda de acordo com a IMS Research, o mercado de câmeras de segurança analógicas terá uma taxa composta de crescimento anual de apenas 1,3% entre 2009 e 2014 na América Latina. Por outro lado, a previsão é que o mercado de câmeras de segurança em rede tenha uma taxa composta de crescimento anual de 39,2% no mesmo período.

Revista Segurança e Cia

Combate ao Crime

Criminalística: Ciência e Tecnologia nas Investigações

Do Estado de Minas – A marca de uma digital, uma gotícula de sangue, o vestígio de pólvora nas mãos de um suspeito ou um simples e-mail deletado dos arquivos de um computador. Rastros deixados para trás confirmam a tese de que inexistem crimes perfeitos e perícia aprofundada pode desvendar mistérios acobertados pela falta de provas e testemunhas. Associada ao desenvolvimento de tecnologias próprias para investigações cíveis e criminais, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estuda a aprovação das primeiras normas brasileiras de perícia forense para que sejam estabelecidos parâmetros específicos sobre o tema.

A discussão focada na perícia forense foi impulsionada pelo sequestro do ônibus 174, no Rio de Janeiro, em 2000, e, no ano passado, a ABNT criou a Comissão de Estudo Especial de Ciências Forenses para delimitar as primeiras normas técnicas. Divididos em grupos temáticos, especialistas analisam desde o uso da balística até exames de DNA nas investigações criminais.

A partir da aprovação das normas, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) deve dar início ao cadastro de laboratórios, produção de materiais de referência certificados e implantação de programas de avaliação. Segundo o pesquisador do Inmetro e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rodrigo Moura Neto, as normas explicam como devem ser feitas as perícias, enquanto os laboratórios vão avaliar se determinados equipamentos são hábeis para realizar um exame. “Trata-se de um processo de demonstração de conhecimento adquirido”, afirma Moura Neto, especialista em genética humana.

Segundo o pesquisador, serão avaliados três pontos: laboratório; metodologia e aparelhos. O primeiro mede se o estabelecimento tem capacidade de gerência; o segundo quesito é a verificação de quais técnicas são usadas e como elas vão dar resultados confiáveis; já o último analisa o funcionamento dos equipamentos usados pelos peritos.

Desde a utilização de luzes ultravioleta para localização de resíduos biológicos, como sangue, esperma e saliva, até o uso de software investigador para melhoramento de imagens, corporações policiais se valem de técnicas variadas ligadas à perícia forense para ajudar nos trabalhos de apuração de crimes.

O método considerado mais avançado e também o mais usado pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais (IC) é o levantamento de fragmento de impressões digitais. Antes limitado a superfícies lisas e polidas, como vidros, a evolução no material usado para exame, atualmente, tem capacidade de identificar vestígios nas mais diversas superfícies, inclusive nas rugosas, como madeira e paredes. O fato se deve à presença de um dentista na equipe do IC. O profissional criou um processo semelhante ao usado na moldagem odontológica que permite a transcrição das digitais com precisão até mesmo em superfícies antes tidas como inviáveis nos exames papiloscópicos. Segundo o diretor do Instituto de Criminalística, Sérgio Ribeiro, além do novo experimento, é usada uma fita adesiva que possibilita a análise dos dados. “Mas a fita não penetra em poros”, afirma, explicando que esse fator dificulta a análise.

Na perícia de um revólver, por exemplo, o objeto é colocado numa caixa contendo cianoacrilato – produto que tem o mesmo princípio das supercolas –, em gás, e, em seguida, é feito aquecimento. O material gruda, revelando pontos que contêm impressões papilares. O passo seguinte é o uso do molde para que seja feita a transcrição da digital, possibilitando sua análise por técnicos da criminalística.

A individualização da digital depende da identificação de 12 pontos característicos. Caso a olho nu ou com auxílio de lupas os peritos não consigam identificar se as digitais são de um suspeito, o Instituto de Criminalística tem um software capaz de tornar visíveis os fragmentos papilares. Depois de escaneada a transcrição das marcas encontradas num objeto e também as de um suspeito, o computador sobrepõe as duas e faz o comparativo. “O programa tem um filtro que melhora a visibilidade e procura pontos característicos”, explica Ribeiro. Mas um problema é a inexistência de um banco de dados com todas as digitais, o que obriga a polícia a ter um suspeito do crime para fazer a comparação.

Fonte: Texto escrito por Pedro Rocha Franco – Jornal Estado de Minas.
Retirado de www.forumdasegurança.org.br por Erica Sallum