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Posts Tagged ‘ Disque Denúncia

Rocinha com UPP terá 100 câmeras para monitorar a comunidade

Equipamento será instalado em pontos estratégicos da favela.
Unidade foi inaugurada oficialmente por volta de 10h desta quinta (20).

Com a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, oficialmente inaugurada por volta de 10h30 desta quinta-feira (20), cerca de 100 câmeras vão ajudar a monitorar a comunidade em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Segundo o comandante da UPP, o major Edson Santos, a tecnologia e o patrulhamento com motocicletas serão diferenciais no policiamento da área.

“Dividimos a Rocinha em vários setores para facilitar o patrulhamento, pois vamos atuar em uma comunidade com grandes dimensões”, frisou Santos, ressaltando que terá quatro oficiais para ajudá-lo. Santos já comandou equipes quando era integrante do Bope e quando fazia parte do policiamento na Barreira Fiscal do Estado.


Do contêinter, os PMs conseguem monitorar pontos estratégicos da comunidade (Foto: Janaína Carvalho / G1)

Com 12 anos na Polícia Militar, o comandante da UPP da Rocinha considera a proximidade com a população um dos maiores desafios a serem vencidos na pacificação da maior favela do país. “Nosso principal objetivo é permitir que o morador da Rocinha tenha a certeza que ele agora é o dono da comunidade”, afirmou Santos, destacando que o trabalho de proximidade já tem sido realizado e que a população tem colaborado muito com o trabalho da polícia. “A população nos apoia. A prova disso é que foi através da colaboração deles que chegamos à autoria de crimes ocorridos aqui nesse período”, disse o major.

Na cerimônia de inauguração da UPP, o governador Sergio Cabral também falou sobre essa mudança. “Não temos nenhum tipo de ilusão, essa é uma comunidade onde a marginalidade vai continuar tentando entrar, mas antigamente a polícia que era a invasora. Nesse episódio recente, onde perdemos um policial, foi o contrário, o bandido é que era o invasor”, afirmou Cabral. “A gente não tem a ilusão que um processo que começou em novembro de 2008 que hoje não haveria mais a marginalidade. É um processo, um processo permanente”.

O governador também lembrou da época em que o país convivia com uma inflação galopante ao falar da nova realidade do Rio com as UPPs. “Da mesma maneira que a inflação alta acabou não faz mais parte da realidade do brasileiro, espero que, no futuro, essas crianças que estão aqui não tenham em sua memória nenhum tipo de conflito e atuação do poder paralelo”, disse Cabral, fazendo uma comparação com o seu filho caçula, que não tem em sua memória a época em que havia inflação no país.

Na Rocinha, o patrulhamento feito por motoclicleta será fundamental para garantir a eficácia do trabalho dos policiais. Segundo o coronel Rogério Seabra, comandante das UPPs, 92,25% da Rocinha não é patrulhável por veículos de 4 rodas. “Tivemos que redimensionar o nosso policiamento, inclusive coma presença de mais policiais para fazer o patrulhamento a pé. É assim que deve ser feito, dada a topografia da comunidade”, afirmou Seabra.

De acordo com o tenente Guarani, que vai ser responsável pela operação das câmeras, os aparelhos serão instalados em pontos estratégicos da comunidade. Além do sistema de monitoramento visual, a tecnologia aparece como diferencial em outros aspectos dentro da UPP.

No interior dos contêineres onde fica a base provisória da unidade, os policiais têm acesso a todo o bando de dados do Disque-Denúncia e sabem quais os criminosos estão sendo procurados pela polícia. Os PMs também têm acesso a um mapa com toda a geografia da comunidade e conseguem visualizar, por meio dos rádios instalados nas carros da PM com GPS, onde cada policial está, em tempo real.


Detalhe do monitor usado pela polícia para monitorar a comunidade (Foto: Janaína Carvalho / G1)

Na semana passada, Rafael dos Santos, de 18 anos, entregue à polícia pelos pais, confessou ter matado o soldado Diego Henriques. Outro suspeito, Ronaldo Cunha, de 24, continua foragido.

Atualmente, um milhão de pessoas vive em comunidades no Rio e 40% delas passarão a ser atendidas por UPPs com mais esta unidade na Rocinha.

Fonte: G1

Disque Denúncia aprimora atendimento de denúncias sobre armas


Sou da Paz capacita profissionais para melhor atender e triar as ligações referentes às armas de fogo

O Instituto Sou da Paz e o Instituto São Paulo Contra a Violência – organização responsável pelo Disque Denúncia 181 – firmaram uma parceria visando à implementação de projetos conjuntos de conscientização sobre os perigos representados pelas armas de fogo e a promoção da retirada de armas em circulação na cidade de São Paulo.

As instituições já participam juntas do Comitê de Controle de Armas e Desarmamento – institucionalizado em março de 2012 pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana da cidade de São Paulo – trocando experiências e compartilhando dados sobre a questão.

A parceria prevê a realização de campanhas de conscientização da sociedade sobre o tema, além do desenvolvimento de manuais de orientação e de procedimentos que aprimorarão o trabalho dos atendentes do Disque Denúncia (181) no recebimento de denúncias sobre armas de fogo.

Essas medidas tem o intuito de potencializar a coleta de denúncias que ajudem principalmente na identificação e apreensão de arsenais criminosos.

Fonte: Instituto Sou da Paz

Áreas com mato alto se tornam alvo de traficantes em Sorocaba, SP

Em 10% dos flagrantes de tráfico, drogas eram escondidas em matagal.
População deve se conscientizar e manter as áreas particulares limpas.

Já era madrugada quando a Guarda Civil Municipal de Sorocaba (SP) flagrou dois adolescente, de 13 e 15 anos, abaixados num terreno baldio da Vila Mineirão, próximo a uma escola. Os menores escondiam porções de crack em um matagal. Eles foram detidos e assumiram que vendiam a droga naquela área. Este é um dos diversos flagrantes registrados pela GCM em 2012, envolvendo terrenos mal cuidados e a criminalidade.

“O traficante raramente carrega consigo toda a droga e, por isso, utiliza terrenos sujos e matagais para depositar o entorpecente e confundir a polícia e a guarda”, explica o comandante da GCM de Sorocaba, Carlos Eduardo Paschoini. A entidade tem como objetivo zelar pelo patrimônio público. “Como os guardas estão sempre próximos da população, eles acabam flagrando delitos e colaborando com o trabalho da polícia”, destaca o comandante.

No primeiro trimestre deste ano, os membros da guarda registraram mais de 60 flagrantes de tráfico de entorpecentes. Deste montante, 10% apresentou drogas escondidas em matagais e terrenos baldios. “Muitas vezes o morador vê a viatura parada na porta da escola dos filhos e acaba se tornando amigo da guarda. Por isso, acabamos recebendo muitas denúncias de moradores”, comenta o comandante Carlos Eduardo.

Prevenção
A Secretaria de Segurança Comunitária do município é a responsável por averiguar as condições dos terrenos abandonados. Quando a secretaria constata que a área é pública, membros da Secretaria de Obras e Infraestrutura Urbana (Seobe) realiza a limpeza do local.

Porém, se o terreno é particular, a secretaria toma as medidas cabíveis junto ao proprietário do imóvel, determinando um prazo para limpeza e até a aplicação de multa.

A Seobe pede para que a população não joque lixo em terrenos ou áreas públicas. Os terrenos particulares devem estar bem cuidados e, desta forma, auxiliará na prevenção de crimes como este, além de inibir a proliferação de animais peçonhentos, como cobras, escorpiões e aranhas.

Com a comunidade
A GCM pede para que os moradores continuem confiando nos oficiais e denunciando os crimes. “Os espaços públicos de lazer devem ser utilizados pela população e não por indivíduos mal intencionados. Como o morador conhece a rotina do seu bairro, contamos sempre com esta colaboração para combater o crime”, declara Carlos Eduardo, comandante da GCM.

Atualmente, a Guarda Municipal atua com aproximadamente 400 oficiais, 80 veículos e cinco bases comunitárias. “Se a pessoa se sentir constrangida de falar abertamente, poderá utilizar o disque-denúncia 181. E em caso de qualquer crime, a Polícia Militar pode ser acionada no 190, a guarda atende no 199”, finaliza o comandante. Todos os telefones emergenciais funcionam durante 24 horas, todos os dias da semana.

Fonte: G1

190 da PM aumenta linhas para atender muito mais rápido

O Centro de Operações da PM (COPOM) irá ampliar em 50% as linhas tronco de atendimento do serviço 190. Só na Capital, a polícia recebe cerca de 40 mil ligações por dia; no estado, elas chegam a 150 mil.

Para manter a excelência no atendimento das ocorrências policiais, a PM conta com um procedimento padrão em que as ligações são atendidas já no primeiro toque. Quando há muita gente ligando, o usuário é encaminhado para uma fila de espera, onde é informado sobre como proceder até ser atendido por um policial. A ampliação ira ajudar na diminuição desse tempo de espera.

Dos casos que chegam ao COPOM, somente 20% são ocorrências relacionadas a crimes, como roubo, agressão ou homicídio, que necessitam urgentemente da ajuda policial. No restante, 15% são trotes e 75% são emergências, como acidentes ou pessoas com complicações de saúde, que podem ser resolvidas pelos Bombeiros ou pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Estas emergências acabam congestionando a fila de espera do Centro de Operações da PM.

A PM enfatiza a importância do Disque-Denúncia (181), um serviço que permite ao cidadão fornecer qualquer informação à polícia sobre delitos e formas de violência. Outra forma de fazer uma denúncia é através da internet, pelo site da Secretaria de Segurança Pública.

Através de uma medida aprovada pelo Conselho Diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o cidadão poderá solicitar o atendimento das ocorrências através de SMS. No momento, o serviço é oferecido somente para pessoas com deficiência auditiva e que estão cadastradas. Em breve, deficientes não cadastrados e outras pessoas poderão usufruir do serviço.

A polícia orienta o cidadão a utilizar o serviço 190 principalmente quando o crime estiver em andamento ou momentos após ter ocorrido.

Em situações suspeitas, que podem preceder um crime, as pessoas também devem entrar em contato com a PM.

Kauê Pallone – SSP/SP

Disque Denúncia já recebeu mais de 100 mil ligações este ano em São Paulo

Cleide Carvalho (cleide.carvalho@sp.oglobo.com.br)

SÃO PAULO – A participação da sociedade para combater a criminalidade está em alta em São Paulo. De janeiro a agosto deste ano, o número de ligações para o Disque Denúncia 181, que recebe denúncias anônimas da população, ultrapassou 100 mil – foram 107 mil registros, 10 mil a mais do que em igual período do ano passado.

O crime mais denunciado foi o tráfico de drogas. Relatório do Instituto São Paulo contra a Violência, que mantém o serviço, mostra que foram 49.530 denúncias de pontos de venda de entorpecentes ou pessoas suspeitas de tráfico.

No estado de São Paulo, o maior número de denúncias contra traficantes é feito no interior do estado, com 42,5% do total, ou 21.057 registros. A região metropolitana corresponde a 23% do total (11.362) e a capital paulista, a 34,5% (17.098).

O aumento mais expressivo, no entanto, foi o de denunciantes que ligaram para avisar a polícia sobre o paradeiro de pessoas que são procuradas pela Justiça: de 1.760 registros nos primeiros oito meses de 2010 para 2.708 de janeiro a agosto passado.

Aumentaram também em 14,6% as denúncias sobre bingos clandestinos e outros jogos de azar, que alcançaram 10.117 registros a mais do que em igual período de 2010, seguidas por maus tratos a crianças, com 5.499 ligações, contra 5.055 em 2010.

Mário Vendrell, gerente do Instituto São Paulo Contra a Violência, disse que o sucesso do serviço ocorre justamente pelo anonimato.

- A premissa básica é que o Disque Denúncia é um canal seguro. A cada ano aumenta o número de pessoas que conhecem e usam o serviço, mas estamos num estado de quase 40 milhões de pessoas e há um espaço grande para crescer.

Segundo Vendrell, um dos fenômenos mais recentes é o de múltiplos denunciantes. Ou seja, mais de uma pessoa liga para denunciar um mesmo endereço de ponto de venda de tráfico em determinado bairro ou cidade, por exemplo.

- É importante que cada cidadão perceba que também tem seu papel na manutenção da ordem pública e na defesa da cidadania – afirma Vendrell.

O Disque denúncia funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. A capacidade é para atender mais de 100 mil ligações telefônicas por mês, utilizando um software desenvolvido especialmente para o serviço. Os terminais de atendimento não possuem identificadores de chamada, garantindo o sigilo.

As denúncias são encaminhadas diretamente às autoridades competentes, de acordo com o assunto: Polícia Militar, Polícia Civil, Corregedorias, Conselheiros Tutelares, entre outros. As autoridades têm prazo de até 90 dias para dar retorno sobre as providências tomadas.

Se o denunciante quiser acompanhar as providências tomadas, ele recebe um código alfanumérico para que possa acompanhar o andamento.

O Disque Denúncia funciona desde outubro de 2000, num convênio entre o Instituto e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. O serviço funciona exclusivamente com contribuições dos setores empresariais paulistas.

Fonte: O Globo

Disque Denúncia em SP recebe mais denúncias sobre tráfico; veja o ranking

De A Tribuna On-line

O Disque Denúncia 181, canal de comunicação para que os cidadãos possam fornecer informações sobre crimes e atos de violência de forma segura e anônima, recebeu, no mês passado, um total de 13.146 denúncias em todo o Estado de São Paulo. Em 2010, foram registradas 13.980 denúncias.

Apesar da queda no mês, o acumulado no ano chegou a 93.176 denúncias, 17% a mais que o período de janeiro a julho de 2010 (quando foram recebidas 79.748 denúncias). A capital paulista é a região onde mais se denuncia (38.850 denúncias sendo que no último mês foram 5 denúncias para cada 10 mil habitantes), seguida do interior (32.364, em julho com 2/10 mil hab). A área metropolitana fica em último lugar, com 22.052 denúncias (3,8 / 10 mil hab).

O tráfico de entorpecentes segue liderando as ligações com 43.070 denúncias recebidas entre janeiro e julho deste ano. No período, foram 8.793 denúncias de jogos de azar e 4.871 sobre maus tratos contra crianças. A lista continua com ligações sobre receptação dolosa, arma de fogo, indicação de procurados, maus tratos contra idosos, veículos abandonados, crueldade contra animais e roubo, entre outras.

Para Mário Vendrell, coordenador de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência, ONG que mantém o Disque Denúncia, a utilização desse canal de comunicação pela população tende a crescer cada vez mais.

“O número de denúncias aumenta na mesma medida em que a sociedade toma consciência de que pode contribuir para inibir a criminalidade. É importante que cada cidadão perceba que também tem seu papel na manutenção da ordem pública e na defesa da cidadania. O Estado não pode resolver todos os problemas, portanto todos devem colaborar para que possamos ter uma sociedade melhor”.

Disque Denúncia 181

Com funcionamento de 24 horas por dia, 7 dias por semana, o Disque Denúncia 181 tem capacidade de atender mais de 100 mil ligações telefônicas por mês, utilizando um software especialmente desenvolvido para o serviço. Os terminais de atendimento não possuem identificadores de chamada, o que garante o anonimato e o sigilo das denúncias.

As denúncias são registradas por uma central de atendimento e direcionadas imediatamente às autoridades competentes de acordo com o assunto: Polícia Militar, Polícia Civil, Corregedorias, Conselheiros Tutelares, entre outros, que tem o prazo de até 90 dias para dar retorno sobre as providências tomadas. O cidadão recebe um código alfanumérico para que possa acompanhar o andamento da sua denúncia.

Além de ser uma ferramenta de apoio ao trabalho das polícias, fornecendo dados valiosos para a investigação e combate ao crime, o Disque Denúncia 181 é também um meio para que as pessoas possam exercer a sua cidadania denunciando atos criminosos que coloquem em risco a sua segurança e a de outros.

Tráfico é o campeão de denúncias no ’181′

Thiago Leon

Thiago Leon

Guerra do tráfico e o recrutamento de menores são as principais queixas recebidas pelo Disque-Denúncia

João Paulo Sardinha
Bom Dia São José

Vozes anônimas ligam para o número 181 todos os dias. Procuram o ‘Disque-Denúncia’ pelos mais diversos motivos. Nenhuma delação, porém, é tão comum quanto às ligadas ao tráfico de drogas.

Foram 37.025 ligações relacionadas ao problema no primeiro semestre deste ano, no interior. Em seguida, aparecem as ligações relacionadas a jogos de azar (7.526) e a maus tratos contra crianças (4.229).

Menores
Gerente de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência — órgão responsável pela gestão do Disque-Denúncia — Mário Vendrell explica que duas denúncias são bastante comuns. E ambas relacionadas ao tráfico de drogas.

A primeira é sobre a disputa entre traficantes pelos pontos de venda. A outra ligada ao recrutamento de crianças e adolescentes para o crime.
“O tráfico de drogas, desde a inauguração do serviço, em 2000, tem um número grande de denúncias. O tráfico gera outros tipos de crimes também. Disputa por ponto de venda e recrutamento de menor trabalhador são denúncias comuns”, afirmou.

Anônimas
Boa parte dessas denúncias é feita por pessoas que têm uma visão privilegiada do problema. Tomam a iniciativa de denunciar os crimes porque sabem que não precisam se identificar para a atendente do ‘Disque Denúncia’.

“Garantimos o anonimato de quem nos liga, não temos identificador de chamadas”, concluiu Vendrell.

Disque-Denúncia: toda queixa é alvo de investigação policial

São 40 atendentes prontos para ouvi-lo durante 24 horas. O ‘Disque Denúncia’ tem uma equipe que recebe as informações e, logo em seguida, encaminha para os policiais civis ou militares.

Esses policiais tipificam a denúncia e começam a apuração do caso. A pessoa que denuncia recebe um número de protocolo e pode acompanhar o processo.

“O cidadão pode ligar outras vezes para saber como está a investigação da denúncia. A polícia tem de 20 a 90 dias para dar uma resposta à pessoa”, disse gerente de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência, Mário Vendrell.

“Todas as denúncias servem de base para uma investigação. É lógico que muitos casos exigem mais tempo de investigação”, completou.
Denúncias contra policiais são encaminhas para a Corregedoria da Polícia Estadual.

O ‘Disque-Denúncia’ 181 tem capacidade de atender a mais de 100 mil ligações telefônicas por mês, usando um software especialmente desenvolvido para esse serviço. Os terminais de atendimento não possuem identificadores de chamada, o que garante o anonimato e o total sigilo das denúncias feitas pelo cidadão.

“É fundamental que a população perceba que o Estado não pode resolver todos os problemas existentes e que todos devem colaborar para que possamos construir uma sociedade melhor”, concluiu Vendrell.

Segurança: o prevenido colabora consigo e com a polícia

Com a chegada do inverno, a Polícia Militar preparou uma operação especial que será realizada 01 e 31 de julho, nos principais destinos turísticos do estado, nessa época de inverno. Serão 1.100 policiais distribuídos entre as cidades de Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí e Santo Antonio do Pinhal.

Mesmo com o reforço do policiamento, a Polícia Militar recomenda a participação de todos para que se previnam de situações consideradas de risco. Vamos conhecê-las?

Dicas de segurança:

- Evitar estacionar veículos em locais ermos ou pouco iluminados;

- Evitar deixar objetos de valor no interior dos veículos, principalmente em locais visíveis;

- Prestar atenção à presença de guardadores de veículos, pois nem todos os municípios possuem esse serviço de forma cadastrada;

- Respeitar as regras de trânsito e sinalização viária;

- Estimular e praticar o respeito no trânsito, para evitar acidentes e confusões e tornar a prática de dirigir algo prazeiroso;

- Ao sair de casa, verificar se está trancada e se não foram deixados objetos de valor à mostra;

- Ao retornar, verificar se as condições externas em que foram deixadas a residência são as mesmas;

- Desenvolver com vizinhos de confiança o hábito de se ajudarem mutuamente na segurança de seus imóveis, informando horários de retorno e números de telefones para contato em caso de alguma irregularidade;

- Evitar deixar objetos de valor à mostra;

- Ao efetuar saques, preferir caixas eletrônicos que ficam no interior de estabelecimentos comerciais;

- Evitar sacar grandes quantias em dinheiro;

Além de seguir essas orientações, é importante que a população não hesite em chamar a polícia militar pelo telefone 190 ou até mesmo se valer do número 181, do Disque Denúncia, para informar algo errado.

Sala de Imprensa da PMESP (com adaptações)

Saiba quem são os 25 mais procurados pela Polícia Civil de SP

 

Maria do Pó é a única mulher a figurar na lista dos mais perigosos.
Roger Abdelmassih é mais velho; SP tem 150 mil mandados de prisão.

Kleber Tomaz Do G1 SP

Delegado Waldomiro Milanesi, da Divisão de Capturas, mostra um dos 25 mais procurados pela Polícia Civil de São Paulo (Foto: Kleber Tomaz / G1)

Vinte e cinco pessoas – 24 homens e uma mulher – aparecem na lista dos mais procurados pela Polícia Civil de São Paulo. Muitos deles são considerados os mais perigosos do estado, de acordo com a Divisão de Capturas do Departamento de Identificação de Registros Diversos (Dird).

Os principais procurados são suspeitos, acusados, condenados e foragidos envolvidos em crimes graves, como assassinatos, sequestros, estupros, assaltos e tráfico de drogas. Eles tiveram suas prisões decretadas pela Justiça paulista, mas ainda não se entregaram ou nem sequer foram encontrados pelas equipes policiais de busca que tentam cumprir os mandados de prisão.

Alguns desses casos tiveram repercussão por conta da cobertura da mídia e levaram uma fama indesejada a seus protagonistas, que acabaram com seus rostos divulgados na TV, internet e jornais, passando  a ser conhecidos pela sociedade. Por esse motivo, a polícia acredita que alguns dos procurados podem estar fazendo de tudo para não ser descobertos. Desde usar esconderijos em outros estados ou fugir do país, disfarces, mudanças de identidade e até cirurgias plásticas.

Entre os principais procurados há um rosto famoso, como o do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por abuso sexual. E um retrato conhecido, como o do advogado Mizael Bispo de Souza, acusado de agredir e matar a ex-namorada, a advogada Mércia Nakashima. Assim como a maioria dos procurados, eles negam os crimes e alegam inocência.

De acordo com o delegado chefe da Divisão de Capturas, Waldomiro Pompiani Milanesi, o critério para definir os principais procurados se baseia no tipo de crime que eles respondem.
“Priorizamos agora as buscas àqueles que tenham envolvimento com homicídios, latrocínios [roubo seguido de morte], crimes sexuais, sequestros e tráfico de entorpecentes”, afirmou o divisionário, que disponibiliza informações sobre os mais procurados no site da polícia paulista.

‘Maria do Pó’
Única mulher a figurar entre os 25 mais procurados do estado, Sônia Aparecida Rossi, ou simplesmente a ‘Maria do Pó’, tem sua foto e dados divulgados na página da instituição. Ela é apontada como a principal criminosa do estado de São Paulo. Condenada a  54 anos e oito meses de prisão por tráfico de drogas, fugiu da Penitenciária de Santana, na Zona Norte da capital paulista, em março de 2006 e passou a ser procurada como foragida.

‘Maria do Pó’, atualmente com 50 anos de idade, conquistou fama na crônica policial em 1999, quando foi envolvida no sumiço de 340 quilos de cocaína do IML (Instituto Médico-Legal) de Campinas, no interior. A droga era avaliada em R$ 400 mil na época.

Sequestradores de Celso Daniel e Washington Olivetto
Outros procurados têm relação com casos emblemáticos, como Elcyd Oliveira Brito, o ‘Jonh’, condenado pelo sequestro e assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), em 2002. O sentenciado de 31 anos é fugitivo de uma unidade prisional em Pacaembu, no interior, em 4 de agosto de 2010, onde cumpria pena em regime semiaberto.

Entre os principais procurados também estão os sequestradores do publicitário Washington Olivetto, em dezembro de 2001. O chileno Marco Rodolfo Rodrigues Ortega, de 37 anos, e o colombiano Willian Ganoa Becerra, de 40, condenados a 30 anos pelo crime, cumpriam pena na Penitenciária de Itaí, no interior, para onde não voltaram mais após receberem o benefício da saída temporária em 11 de outubro de 2010.

Casos de estupro
Três dos mais procurados aparecem envolvidos em crimes sexuais. O mais conhecido deles é o ex-médico Roger Abdelmassih, especialista em reprodução humana. Foi condenado a 278 anos de prisão por estupro de suas pacientes, apesar de se dizer inocente. Apesar do decreto e do mandado de prisão contra ele, ainda não se apresentou ou foi capturado.

Outro que aparece como procurado por estupro é Manoel Lopes de Araújo, de 43 anos. Ele é suspeito de abusar e também sequestrar uma menina de 8 anos para fins sexuais em 2010. A criança era mantida em cárcere dentro de um guarda roupas e escapou após avisar a Polícia Militar pelo número de telefone 190.

Mais recentemente, a polícia colocou no seu site oficial a foto de Edson Bezerra de Gouveia, de 35 anos, chamado ‘Gigante’ ou ‘Buda’ por causa dos seus mais de 2 metros de altura. Ele é suspeito de estuprar e assassinar a vendedora Vanessa de Vasconcelos Duarte, de 25 anos. O corpo dela foi achado em 13 de fevereiro em Vargem Grande Paulista, na Grande SP.

Casos do músico e Mércia
Em se tratando de crimes passionais, o que teve mais apelo na mídia foi o caso Mércia. Mizael Bispo de Souza, 41, e o vigia Evandro Bezerra Siva, 39, são réus no processo no qual estão sendo acusados de matar a advogada Mércia Nakashima em 2010. A Justiça decidiu levar os dois a julgamento popular pelos crimes. Eles negam a autoria, mas continuam escondidos e são procurados.

Procurado desde novembro de 2008 pela morte da ex-namorada, o músico Evandro Gomes Correia Filho, 37, chegou a causar revolta na polícia quando convocou a imprensa para uma entrevista fantasiado como o cantor Raul Seixas durante o período eleitoral em outubro do ano passado. Usando peruca e barba postiças, além de óculos escuros, ele deu entrevista e não pôde ser preso porque a lei eleitoral não permitia prisões no período, salvo prisões em flagrantes. 

Sala de arquivos com mandados de prisão da Divisão de Capturas (Kleber Tomaz/G1)

Perfil dos mais procurados e dados
Alguns dos 25 mais procurados pela polícia paulista estão envolvidos em 19 casos de assassinatos, quatro sequestros, três estupros, dois assaltos, dois tráficos de entorpecentes e um latrocínio.

Oito deles são condenados fugitivos de unidades prisionais no estado de São Paulo. Quinze são paulistas e três, estrangeiros. O mais velho é Abdelmassih, com 67 anos, e o mais novo Diego Fernando Mendes, de 26.

De acordo com dados estatísticos da Secretaria da Segurança Pública, São Paulo tinha 152.168 mandados de prisão a cumprir até o dia 28 de fevereiro deste ano. Como uma mesma pessoa pode ter vários mandados contra ela, não é possível se determinar, ainda, quantas pessoas são procuradas no estado.

Dentre os mandados de prisão pendentes de cumprimento em São Paulo, 123.400 são referentes a questões criminais e outros 28.768 mil a condenações na esfera cível.
Só na capital, há 23.243 mandados judiciais ainda não cumpridos, enquanto no interior paulista o total de ordens de prisão ainda não executadas chega a 65.657. Há também, 34.500 ordens comunicadas por outros estados pendentes de solução.

Por esse motivo, a Divisão de Capturas iniciou há dois meses um mutirão para cumprir os mandados pendentes. “Estamos fazendo um mutirão para cumprir esses mandados. Alguns são de mais de 20 anos atrás e já prescreveram, outros são contra pessoas que já morreram ou estão presas por algum crime. Pedi uma auditoria para fazer uma triagem dos casos dos últimos 20 anos, de 1991 para cá. Tem mandados dos anos de 1970 e casos de pessoas que nasceram em 1906 e são procuradas. Essa pessoa teria 105 anos hoje”, disse o delegado Waldomiro Milanesi.

A Divisão de Capturas também estuda uma parceria com os responsáveis pelos retratos falados para fazer um tratamento de envelhecimento dos rostos dos procurados nas fotos. No site da polícia também estão os retratos falados de pessoas que são procuradas e fotos de desaparecidos.

Tenta parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo e as secretarias da Segurança Pública e da Administração Penitenciária para que o mandado de prisão seja comunicado de forma online pela internet. Isso evitaria um trâmite que leva, em média, até uma semana, da expedição do decreto da prisão pela Justiça até o comunicado à Divisão de Capturas.

Correndo contra o tempo, Milanesi afirmou que pretende desencadear mais operações para cumprir os mandados de prisão. Nos últimos meses, ele montou uma força tarefa com seus 40 policiais para cumprir mandados pendentes envolvendo procurados por latrocínio. “Cumprimos 27 dos 57 mandados de prisão expedidos em 2009 e 2010”.

A polícia pede para quem tiver alguma informação sobre o paradeiro dos procurados citados nessa matéria ligar para os números de telefone: 181 (Disque –Denúncia), 197 (Polícia Civil), 190 (PM) ou mandar um email para procurados@policiacivil.sp.gov.br.