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Posts Tagged ‘ Distração

Clientes têm bolsas furtadas dentro de restaurantes em SP

Os ladrões de bolsas voltaram a atacar dentro dos restaurantes na região Central de São Paulo. Eles costumam agir no horário do almoço.

De janeiro a junho de 2012, foram registrados na capital 92.273 furtos.
Segundo a polícia, os criminosos costumam estar sempre bem vestidos para não chamar a atenção. Além disso, agem em lugares bastante movimentados, como nos restaurantes, e se aproveitam de um minuto de distração das vítimas.

Uma mulher que não quis se identificar foi uma das vítimas. “Eu coloquei minha bolsa na cadeira. Não deveria, mas coloquei. Na hora que eu terminei de almoçar, fui pegar a bolsa e ela não estava lá”, conta. Câmeras de segurança registraram o momento que um homem entrou no restaurante e praticou o furto.

A polícia alerta que é preciso ter muita atenção também dentro de trens, ônibus e metrô, na entrada dos hotéis e quando estiver caminhando pelas ruas.

A falta de testemunhas dificulta a investigação. “As pessoas vão embora e quando chegam para fazer o boletim de ocorrência não tem testemunhas. Aí você recorre à investigação. Essa investigação é feita em cima de pessoas suspeitas e a polícia tem agido em cima disso”, explica o delegado Antônio Luís Tuckumantel.

Fonte: G1

Você já foi assaltado em seu bairro?

Você se sente mais seguro próximo de sua casa ou em locais distantes? É natural que a maioria das respostas tenha o seguinte direcionamento: “Como conheço bem o bairro onde resido, tenho sensação de segurança maior”. Infelizmente, o raciocínio não deve se ater a essa lógica.

Recente levantamento apurou que a maioria dos latrocínios (roubo seguido de morte) ocorrem próximo das residências das vítimas. Cerca de 60% dos assaltos que redundaram na morte das vítimas ocorreram a menos de 3 km do local de moradia. A explicação é simples: como conhecemos bem a região onde moramos, é natural certo relaxamento em relação a segurança pessoal e, consequentemente, ao abandono de atitudes de ordem preventiva.

Coincidentemente, e corroborando com o resultado desse estudo, a maioria dos acidentes de trânsito se dá a poucas quadras da residência dos motoristas, nos permitindo, portanto, aplicação do mesmo raciocínio: como o trajeto é sobejamente conhecido, a tendência é se dirigir sem atenção adequada.

Buda também se preocupou com o tema, quando deixou a seguinte lição de vida: “As pessoas precisam aprender a enxergar e evitar todos os perigos. Assim como um homem sábio se mantêm à distância de um cão raivoso, não devemos nos aproximar dos homens maus”. A experiência adquirida como estudioso do assunto, me fez concluir que as pessoas se tornam mais vulneráveis quando negam a possibilidade de serem vítimas da violência urbana; é o mesmo que tapar o sol com a peneira; não é a melhor estratégia.

A distração e a imprudência nos deixam em posição de risco. Pessoas desatentas e desinformadas sobre métodos de proteção estão mais sujeitas ao perigo. Ser vítima da criminalidade não é um fenômeno do acaso ou fatalidade do destino.

Os riscos podem ser evitados, e o melhor caminho é a prevenção. Por que algumas pessoas são assaltadas com frequência enquanto outras não? Será que é pura sorte? Pode ter certeza de que não há sorte nenhuma envolvida no fato de alguém jamais ter sido roubado.

A verdade é que quem nunca foi vítima de assalto é mais prevenido que quem já foi. Mesmo que inconscientemente, dificulta a aproximação de estranhos, por isso, acaba sendo considerado sortudo quando o assunto é segurança.

Dr. Jorge Lordello

Bandidos atacam em garagens de shopping e mercado

Dos 41 sequestros relâmpagos na região de Santo Amaro neste ano, 38 foram em estacionamentos de centros comerciais
Camilla Haddad/JT

Quadrilhas especializadas em sequestros relâmpagos estão agindo em estacionamentos de shoppings e supermercados de São Paulo. Os assaltantes aproveitam a distração das vítimas para praticar os crimes. “São locais com uma falsa sensação de segurança”, afirma o delegado Alberto Matheus Júnior, titular da 3.ª Delegacia Antissequestro Relâmpago.

Dados da polícia mostram que, nos últimos cinco meses, dos 250 casos de sequestros relâmpagos registrados pela delegacia, 41 foram cometidos na região do 11.º Distrito Policial (Santo Amaro), na zona sul da capital – 38 deles em estacionamentos de centros de compras. A área de atuação dos bandidos inclui garagens nas imediações das Avenidas Roque Petroni Júnior, Vereador José Diniz e Nações Unidas.

A polícia identificou três quadrilhas que agem no bairro. Uma quarta foi desmantelada no mês passado, com a prisão da “gangue das loiras”, que cercava mulheres idosas em estacionamentos de shoppings de luxo. “O criminoso vai procurar facilidade. A zona sul tem grandes shoppings e lojas, além de alto poder aquisitivo, o que atrai os criminosos”, afirmou delegado. “E eles andam bem arrumados, sem causar suspeitas.”

Segundo Matheus Júnior, para agir nos centros comerciais, os ladrões escolhem quem atacar de acordo com o volume de sacolas e objetos ostentados. Mulheres sozinhas em carros são as preferidas. Mas há casos com homens. Em 18 de janeiro, por exemplo, um jovem foi cercado às 22h30, quando entrava no carro, após sair de um shopping da região. Ele foi libertado duas horas depois na Rua Alexandre Dumas.

“Sinceramente, não tomo tantos cuidados. Me sinto mais seguro aqui do que se parasse na rua e não me preocupo tanto”, disse o administrador Roberto Castro, de 41 anos, que estava no estacionamento de um shopping na zona sul na sexta-feira. Ele nunca foi assaltado, mas conhece amigos que foram rendidos no ano passado em um mercado da mesma região.

O especialista em segurança pública e privada Jorge Lordello lembra que antigamente estacionamentos costumavam registrar furtos de carros e estepes. Agora, têm sido alvo de sequestros de curta duração. “Shoppings têm orientado a segurança a convidar quem fica esperando alguém sozinho dentro do carro a aguardar fora do veículo, em lugar movimentado”, afirmou. “É para minimizar os riscos.”

O capitão da PM Cleodato Moises disse que ladrões preferem locais com maior concentração de comércio para atacar. “Eles sabem que nesses lugares as pessoas têm um cartão para gastar.” Em supermercados, a situação é a mesma. “Ali as pessoas também vão colocar as compras no carro e podem estar distraídas.”

Cuidados
A Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings negou que tenha havido uma onda de sequestros. A entidade informou que ocorreram, no máximo, dois ou três casos. A Associação Paulista de Supermercados (APAS) disse que somente os mercados podem comentar o assunto.

O MorumbiShopping, que está na rota de ação das quadrilhas, informou que, diante do aumento de casos, vem intensificando os cuidados e adequando procedimentos. Por questão de segurança, o Shopping Vila Olímpia não quis comentar o assunto. Já o SP Market não respondeu.

Pequenos cuidados podem evitar que você vire vítima de bandidos

Criminosos se aproveitam de momentos de distração das vítimas.
Quanto menos cartões a vítima carregar, mais rápido será o sequestro.


G1

Crescem furtos em aeroportos de São Paulo no início do ano

Fabiano Nunes – JT
Entre janeiro e fevereiro houve aumento de 47% nos casos de furtos nos dois principais aeroportos de São Paulo, de acordo com as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública. Somados, Congonhas, na zona sul da capital, e Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo, registraram 290 casos no primeiro bimestre de 2012. Nos dois primeiros meses do ano passado a Polícia Civil havia registrado 197 ocorrências.

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, disse que as delegacias dos aeroportos vão focar o trabalho agora na investigação das quadrilhas que furtam bagagens. Contados separadamente, o aeroporto de Cumbica foi o que registrou mais casos: 240 furtos no primeiro bimestre deste ano contra 155 no mesmo período de 2011, aumento de 54%. Em Congonhas foram 50 casos este ano, crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2011 (42 casos). As polícias Federal e Civil acreditam que o aumento de furtos está ligado ao crescimento do fluxo de passageiros.

Segundo o delegado titular do aeroporto de Cumbica, Ricardo Guanaes Domingues, as malas mais visadas são as de passageiros de voos internacionais. “Principalmente de quem chega dos Estados Unidos, Argentina, da Europa e de países de onde os passageiros trazem produtos eletrônicos”, afirmou. Em fevereiro, seis funcionários, responsáveis pelo carregamento das malas entre a esteira e a aeronave, foram presos.

O esquema funcionava da seguinte forma: as malas, que deveriam seguir para as esteiras do desembarque internacional, eram desviadas pelos funcionários para a área de desembarque doméstico. De lá, um integrante do grupo saía com a bagagem como se fosse passageiro. Na área de voos domésticos há pouca revista e a saída, depois de pegar a mala na esteira, é quase imediata. Por isso, era onde os bandidos encontravam trânsito livre para agir.

“As investigações são baseadas nas estatísticas. É preciso mapear o modo de agir, os locais e os golpes que são aplicados para identificar e prender os responsáveis”, disse o delegado-geral.

De acordo com o delegado titular do Aeroporto de Congonhas, Marcelo Godói Palhares, algumas quadrilhas atacam o passageiro no saguão do aeroporto quando há alguma distração. “O passageiro às vezes vai tomar um café e deixa o carrinho ao lado e esquece que está num local público. Os ladrões sempre estão atrás de laptops ou mochilas”, explicou.

Na última quarta-feira (04), um engenheiro químico alemão de 51 anos foi vítima de criminosos em Congonhas. “Eu estava no saguão e veio uma pessoa pedir informações sobre metrô. Quando eu disse que não havia metrô, ele foi embora e em seguida percebi que estava sem a mala”, disse. No dia seguinte uma mulher encontrou a bagagem do engenheiro em um estacionamento no centro. Os criminosos levaram o dinheiro e deixaram roupas e documentos.

Ladrão de turista em SP prefere agir em eventos à noite

AE/SÃO PAULO – Agência Estado
Feiras, convenções e shows noturnos, no Anhembi e no Morumbi, representam o maior risco de crime para quem visita São Paulo. E, mais do que a violência física, é o oportunismo dos ladrões que tem transformado turistas em vítimas na capital paulista. Os furtos são responsáveis por nove em cada dez queixas registradas por pessoas de fora da Região Metropolitana de São Paulo na Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur).

É o que mostra um levantamento feito pelo Estado com os 274 boletins de ocorrência registrados por visitantes nos últimos 12 meses na Deatur. A amostragem revela que os roubos – quando a vítima sofre ameaça ou alguma violência – representaram apenas 7,6% dos crimes contra turistas na delegacia especializada, que concentra grande parte dos registros envolvendo pessoas de fora da Região Metropolitana. Os eventos têm a preferência desse tipo de criminoso: houve 134 registros nessas situações e 26 em shows.

“O que se tem é o crime de oportunidade”, afirma o delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva, responsável pela Divisão de Portos, Aeroportos, Proteção ao Turista e Dignitários. O fato de contar com a distração do alvo também explica por que a maior parte dos crimes ocorre à noite (111) – pela manhã, em contrapartida, foram apenas 50 registros.

Lima e Silva explica que, em alguns casos, o responsável pelo furto nem mesmo é um “ladrão profissional”, embora existam quadrilhas especializadas que atuam nesse ramo, mas uma pessoa que resolve aproveitar a distração do turista para praticar o crime. O comportamento do visitante também contribui para isso. “Quando está em viagem, a pessoa foge da rotina à qual está acostumada e, por isso, acaba se expondo mais.”

Por local, o Anhembi lidera o ranking de queixas (130 ou 47%), seguido do Estádio do Morumbi (14). Vale ressaltar que o centro de convenções acaba concentrando a maior parte dos BOs porque tem um posto da Deatur, o que favorece a notificação. O mesmo ocorre com o Morumbi, que recebe um posto em dia de shows. A delegacia ainda foi notificada de ataques a turistas no Expo Center Norte (8), zona norte, nas Praças da República (8) e da Sé (7) e na Rua Augusta (4).

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.