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Posts Tagged ‘ Dolosos

O balanço da violência

Depois de ter caído nos últimos anos, a violência criminal voltou a crescer no Estado de São Paulo. Segundo as últimas estatísticas da Secretaria da Segurança Pública, em agosto de 2012 os homicídios dolosos (em que há intenção de matar) aumentaram 8,6%, com relação ao mesmo período em 2011.

Na capital, o crescimento acumulado do número de homicídios dolosos nos oito primeiros meses do ano foi de 15,2%. Nos 93 Distritos Policiais da cidade, somente 2 – o da Liberdade, na região central, e o de Monções, na zona sul – não registram homicídios, entre janeiro e agosto deste ano. Com 35 assassinatos em oito meses, o Parque Santo Antônio, na zona sul, foi o bairro mais violento da capital.

Até o mês passado, a Secretaria da Segurança Pública contabilizou 3.109 vítimas em todo o Estado, em 2012. Quase todos os demais indicadores também registraram aumento da criminalidade. Apesar de ter caído na capital, o número de latrocínios (roubo seguido de morte) cresceu 71,4% no Estado. Os crimes de estupro aumentaram 31%. Nos oito primeiro meses de 2012, foram roubados 58.948 automóveis – um número 15,3% superior do que o verificado no mesmo período no ano passado. Já a apreensão de entorpecentes aumentou 15,37%. Entre janeiro e agosto deste ano, foram realizadas 27.648 ocorrências.

Dos 17 tipos de crime cujas estatísticas são divulgadas com regularidade pela Secretaria da Segurança Pública, só 3 registraram queda significativa no Estado. Os homicídios culposos (em que não há intenção de matar) caíram 7,1%. As mortes culposas decorrentes de acidentes de trânsito despencaram 37,5%. E os roubos a banco diminuíram 52%. Por causa da melhor qualidade das câmeras de segurança e da preferência da população de pagar contas com cartão de crédito, este foi o crime patrimonial que mais diminuiu. “As câmeras mostram até a cicatriz do ladrão. Antes, não permitiam identificar ninguém. O roubo a banco envolve um risco imenso, para resultados modestos”, afirma o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima.

As estatísticas sobre violência criminal, cuja divulgação periódica se tornou obrigatória há quase duas décadas, são um instrumento fundamental para se avaliar a trajetória da criminalidade no Estado.

Com base nos números coletados pelos boletins de ocorrência, as Polícias Civil e Militar (PM) passaram a planejar melhor suas atividades. Mas, apesar do aumento da eficiência policial, os bandidos – sobretudo os do crime organizado – são criativos. Para financiar a compra de drogas, por exemplo, o narcotráfico antes assaltava bancos, lembra o delegado-geral da Polícia Civil. Com o aumento da repressão a esse tipo de crime, os traficantes passaram a recorrer a roubo de veículos.

A tendência de recrudescimento da violência criminal é preocupante, mas alguns dos fatores responsáveis por esse aumento são conhecidos. Um deles é a reincidência de criminosos que aguardam em liberdade o julgamento de seus processos ou foram beneficiados pelo regime da progressão da pena, obtendo indulto e liberdade condicional. Outro é a crescente participação de adolescentes em assaltos. Menores de idade e, portanto, inimputáveis, eles são usados como mão de obra preferencial pelo crime organizado.

A reforma do Código Penal que vem sendo preparada pelo Senado era uma excelente oportunidade para resolver esses dois problemas. Mas o anteprojeto ficou tão ruim que 19 entidades da comunidade jurídica, lideradas pela OAB, pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais e pelo Departamento de Direito Penal e Criminologia da Faculdade de Direito da USP, estão pedindo que a tramitação da reforma seja suspensa. E a falta de uma legislação moderna e eficaz prejudica o trabalho da polícia, afirmam as autoridades da área da segurança pública, que realizaram uma megaoperação policial em todo o Estado, no dia seguinte ao da divulgação do aumento nos índices de criminalidade, mobilizando 23 mil policiais militares, e trocaram o comando da Rota e de várias outras unidades da PM.

O Estado de S.Paulo

Número de homicídios aumentou 43% em SP em junho

SÃO PAULO – O número de homicídios na capital paulista aumentou 43% apenas em junho, conforme dados divulgados nesta quarta-feira, 25, pela Secretaria de Segurança Pública.

De 11 crimes na capital paulista (incluindo roubos e tentativas de homicídios), só houve queda no roubo a bancos. No Estado, houve crescimento de 8,39% nos homicídios dolosos no Estado no primeiro semestre, motivados pelos 2.183 casos no semestre de 2012, ante os 2.014 no mesmo período de 2011. Os roubos em geral tiveram alta de 5,55% nos mesmos períodos: de 116.351 para 122.811 ocorrências.

O primeiro semestre de 2012 registrou redução de 1,14% nos latrocínios (roubos seguidos de morte) no Estado de São Paulo, em comparação ao mesmo período de 2011. O fechamento semestral também aponta queda de 22,05% nos roubos a banco, 1,17% nos furtos e 8,26% nos homicídios culposos, além de uma baixa recorde de 32,35% no número de sequestros e um crescimento expressivo nas prisões efetuadas pelas polícias Civil e Militar.

O Estado de S. Paulo

O aumento da violência

Os índices de violência da capital cresceram pelo terceiro mês seguido, segundo balanço da Secretaria da Segurança Pública. E, como há uma tendência de mais aumento no próximo semestre, a criminalidade quase certamente se converterá num dos principais temas da campanha eleitoral para a Prefeitura – ainda que a responsabilidade pelo setor seja do governo estadual. Segundo o balanço, os índices de criminalidade da Baixada Santista, da região metropolitana e do interior também cresceram, mas numa proporção menor do que na cidade de São Paulo.

Na capital, os indicadores são ruins tanto no acumulado do ano quanto em comparação com o mesmo período de 2011. Comparando-se maio deste ano com o mesmo mês de 2011, por exemplo, o número de assassinatos cresceu 21%. Nos primeiros cinco meses de 2012, os homicídios dolosos – quando há intenção de matar – aumentaram 16,3%. Em 2012, os estupros aumentaram 16,7%; os roubos de carga, 10,9%; e os roubos de veículos, 16,3%. Em média, foram roubados 253 automóveis por dia em São Paulo, de janeiro a maio.

Esses são os tipos de crime que mais disseminam a sensação de insegurança entre a população, afirmam as autoridades do setor. Já as mortes decorrentes de acidente de trânsito caíram 14,5%; os latrocínios, 2,1%; e os roubos a banco, 24% (este indicador, contudo, não inclui as explosões de caixas eletrônicos, que são registradas como furto qualificado).

Assim como aconteceu nos meses passados, os índices de criminalidade com maior porcentual de aumento, em maio, foram registrados em áreas fora do centro expandido. No Jardim Mirna e no Jardim das Imbuias, na zona sul, e em Teotônio Vilela, na zona leste, os roubos cresceram 82,2%, 68,8% e 58,4%, respectivamente. Na Freguesia do Ó, na zona norte, os casos de roubo e furto de veículos aumentaram 188,2% e 104,1%, respectivamente.

Ao justificar o aumento dos casos de homicídios dolosos na capital, as autoridades de segurança pública alegaram que o índice oscilou “dentro do padrão de normalidade”, levando-se em conta o tamanho da população. “Para quem perde uma pessoa é triste. Mas, pelo tamanho de São Paulo, há uma oscilação natural”, diz o delegado-geral Marco Carneiro Lima. Já os técnicos do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais atribuem o retorno da instabilidade na segurança pública a falhas de planejamento dos órgãos policiais. “Se analisarmos os dados observando os locais onde os crimes aconteceram, vamos notar que o policiamento precisa ser melhorado em determinadas regiões”, afirma o coordenador da Comissão de Justiça e Segurança da entidade, Renato de Vitto.

Dois antigos problemas preocupam as autoridades. Um é o crescente envolvimento, nos crimes contra o patrimônio e contra a vida, de criminosos que aguardam em liberdade o julgamento de seus processos ou foram beneficiados pelo regime de progressão da pena, obtendo indulto e liberdade condicional. Esse é um dos efeitos de leis concebidas com base em modismos doutrinários, como a tese da “humanização da pena”, que permite que os criminosos fiquem pouco tempo presos. “Como pode um autor de triplo homicídio receber direito a regime semiaberto depois de nove anos? O sujeito volta a matar depois de solto. Temos de aproveitar as mudanças no Código Penal para fechar as brechas legais que permitem que criminosos sejam soltos pouco tempo após serem detidos”, diz Carneiro Lima.

O segundo problema apontado pelas autoridades policiais é a crescente participação de adolescentes em assaltos. Por serem menores de idade, eles são inimputáveis, o que os leva a se converter na mão de obra preferencial do crime organizado. Dos 30 presos recentemente por assaltar restaurantes, 14 eram adolescentes. “É por isso que defendemos a diminuição da maioridade penal”, diz o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberval França.

A tendência de recrudescimento da violência, depois de muitos anos de queda, é preocupante. Os fatores responsáveis por esse aumento são conhecidos.

O Estado de São Paulo

A raiz dos nossos problemas de segurança

Algo está errado: temos a 3ª população carcerária, e só 8% dos homicídios esclarecidos. Um dos erros foi reproduzir o modelo do Exército na polícia.

A situação da segurança pública no país permanece grave, a despeito de respeitáveis esforços pontuais. Aconteceram avanços regionais, mas o resultado nacional segue inalterado, pois os problemas se disseminaram para o interior e a insegurança cresceu em algumas regiões.

Os cerca de 50 mil homicídios dolosos por ano tornam o Brasil o segundo país mais violento do mundo em números absolutos. Apenas 8% desses casos são esclarecidos ou seja, 92% ficam impunes.

A brutalidade de segmentos da polícia bate recordes. Por outro lado, temos a terceira população carcerária do mundo e a que cresce mais rápido, pois prendemos muito e mal.

Na outra ponta, policiais não são valorizados. Em geral, os salários são insuficientes. As condições de trabalho, inadequadas. A consequência é a adesão ilegal ao segundo emprego na segurança privada informal.

Para evitar o colapso do orçamento público, as autoridades se calam. Preferem conviver com a ilegalidade na base do sistema. Resultado: os turnos de trabalho irracionais não podem ser ajustados; a dupla lealdade obsta a execução das rotinas; a disciplina interna é contaminada pela vinculação com o ilícito; e a impunidade estimula a formação de grupos de interesse cuja expressão extrema são as milícias.

Na raiz dos problemas, está a arquitetura institucional da segurança pública legada pela ditadura, que encontrou abrigo na Constituição.

O artigo 144 atribui grande responsabilidade aos Estados e às suas polícias, cujo ciclo de trabalho é, irracionalmente, dividido entre militares e civis. Ele confere papel apenas coadjuvante à União e esquece os municípios, na contramão do que ocorre com as demais políticas públicas -enquanto isso, as guardas municipais estão em um limbo legal.

As PMs são definidas como força reserva do Exército e forçadas a adotar um modelo organizacional concebido à sua imagem e semelhança.

Ora, sabemos que a boa forma de uma organização é aquela que melhor serve ao cumprimento de suas funções. Pois a missão das polícias no Estado de Direito é muito diferente daquela conferida ao Exército.

O dever das polícias é prover segurança aos cidadãos, garantindo o cumprimento da lei -ou seja, protegendo seus direitos e liberdades contra eventuais transgressões.

O funcionamento usual das instituições policiais, com presença fardada e ostensiva nas ruas, cujos propósitos são sobretudo preventivos, requer, dados a variedade e o dinamismo dos problemas, alguns atributos que hoje estão excluídos pela rigidez da organização.

Exemplos: descentralização, flexibilidade no processo decisório (nos limites da legalidade), respeito aos direitos humanos e aos princípios internacionais que regem o uso comedido da força, adaptação às especificidades locais, capacidade de interlocução, mediação e diagnóstico, liberdade para adoção de iniciativas que mobilizem outros segmentos da corporação e até mesmo outros setores governamentais.

Idealmente, o policial na esquina é um microgestor da segurança em escala territorial limitada, com ampla comunicação com outras unidades e outras instituições públicas. Assim, consideramos inadiável a inclusão da reforma institucional da segurança pública na agenda política, em nome, sobretudo, da vida, mais do que partidos e eleições.

Jornal Folha de S. Paulo, Opinião/SP

Homicídios aumentam 79% na capital e Estado volta a ter violência ‘epidêmica’

No Estado, o primeiro trimestre registrou aumento de 7% nos homicídios dolosos com 1.073 assassinatos
Daniel Trielli e William Cardoso – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O número de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) cresceu 79,25% na capital paulista, na comparação entre março deste ano e o mesmo mês de 2011. Foram 42 casos a mais – que serviram também para aumentar o índice em 14,22% na comparação entre os três primeiros meses de cada ano. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 25, pela Secretaria de Segurança Pública.

No Estado, o primeiro trimestre registrou aumento de 7% nos homicídios dolosos. Foram 1.073 assassinatos, ante 1.002 no mesmo período do ano passado. Com isso, o Estado voltou a ultrapassar a linha epidêmica de 10 mortos para cada 100 mil habitantes – ficou em 10,16 pela primeira vez em um ano. Ficar abaixo desse índice virou a principal bandeira da segurança pública em São Paulo e foi motivo de comemoração do governo Geraldo Alckmin. Chegou a ser elogiada também em relatório da Organização das Nações Unidas.

O aumento foi impulsionado pelo março violento deste ano, com 393 homicídios, 82 a mais que no mesmo mês do ano passado. Segundo a secretaria, mesmo assim o número é menor do que março de 2010, quando aconteceram 407 casos no Estado.

O governo ressalta que nos últimos 12 anos o número de assassinatos caiu 72% e a taxa de homicídios – que era de 35,27 para cada 100 mil habitantes em 1999 – ficou em 9,9 no ano passado. Mas a alta de homicídios, sobretudo na capital, é vista com surpresa e precisa ser estudada, segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima. “O que pode ter havido é um ponto fora da curva”, afirmou. Para ele, vários fatores podem contribuir para o aumento, até dias mais quentes e menos chuvosos, que fazem com que as pessoas bebam mais e se envolvam em mais confusões.

Carneiro explicou que os homicídios muitas vezes estão associados a situações imprevisíveis, como crimes passionais. “A sociedade está mais consciente, mas ainda há uma cultura de violência.”

Violência
Capital e o Estado ficaram mais violentos de forma geral. Crimes como estupro, lesão corporal e tentativas de homicídio também tiveram alta nos três primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011. As tentativas de homicídio cresceram 19,06% na capital e 15,11% no Estado, nos três primeiros meses do ano.

Novamente foi o mês de março que provocou esse crescimento, com 31 casos a mais na capital e 191 no Estado.

Também chama a atenção o aumento no número de estupros, tanto na capital paulista quanto no Estado. Foram 84 casos a mais entre janeiro e março só na capital, um crescimento de 13,91% -semelhante ao do Estado, com 13,49%. Casos de lesão corporal dolosa também cresceram – 15,18% na capital e 9,23% no Estado.

Litoral lidera ranking de homicídios em São Paulo

O litoral é a região com a maior taxa de casos de homicídios dolosos (intencionais) do Estado de São Paulo. Na lista das dez cidades mais violentas do Estado, três ficam lá. Caraguatatuba, no litoral norte, lidera o ranking.

Enquanto o Estado de São Paulo atingiu em 2011 sua menor taxa histórica de homicídios, com 10,05 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, considerando os dados oficiais do governo, o índice no litoral foi de 14,61. Foram 277 homicídios nas 15 cidades do litoral em 2011, dois a mais que em 2010.

Caraguatatuba puxou o índice do litoral para cima, com aumento de 30,3% –43 homicídios em 2011 contra 33 em 2010–, o que levou a cidade ao topo do ranking.

Stênio Pierrotti, vice-presidente da Associação Comercial de Caraguatatuba e integrante do Conseg (conselho de segurança) da cidade, disse que a chegada de turistas é a principal responsável pela criminalidade na cidade.

Fonte: Folha.com (Cotidiano)

Governo deixará de repassar verbas para a área de segurança a estados que não informarem dados sobre crimes

Agência Brasil

O Governo Federal deixará de repassar verbas destinadas à área de segurança pública aos estados que não informarem corretamente as estatísticas sobre a criminalidade, disse nesta segunda-feira o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Segundo ele, a decisão constará de medida provisória que será assinada pela presidenta Dilma Rousseff criando o sistema nacional de estatística e informação em segurança pública.

- Obrigaremos os estados a repassarem informações dentro de um padrão metodológico que nos permita termos ciência, o mais próximo do tempo real, da ocorrência da criminalidade. Os estados que não repassarem essas informações não receberão do Governo Federal verbas da segurança pública – disse Cardozo.

Segundo o ministro, o país não dispõe hoje de dados nacionais confiáveis para saber “onde e com que intensidade” ocorrem os crimes. Por isso, o Ministério da Justiça precisa recorrer a estatísticas do Ministério da Saúde, que não são ideais para trabalhar em segurança pública – não distinguem, por exemplo, homicídios culposos e dolosos (quando há a intenção de matar) e não mostram roubos. Além disso, eles são divulgados com defasagem de mais de dois anos. Os dados consolidados mais recentes, por exemplo, são de 2008.

Em evento na cidade do Rio de Janeiro, o ministro disse ainda que é preciso investir nas polícias técnicas, para melhorar as investigações de homicídios e outros crimes. Ele também destacou a necessidade de combater a corrupção em todas as instâncias estatais, em especial na polícia e no Judiciário. Em relação à corrupção na polícia, Cardozo ressaltou que as corregedorias precisam perder seu “espírito corporativo” e punir os maus policiais.

Homicídios e crimes contra o patrimônio caem na região de Sorocaba

Os homicídios dolosos registraram queda de 10,12% na região de Sorocaba nos últimos 12 meses, em comparação com o período anterior, compreendido entre agosto de 2009 e julho do ano passado, com 26 casos a menos. Os roubos recuaram 8,87%, representando uma redução de 495 ocorrências. Nos primeiros sete meses do ano, foram registrados 3.105 roubos, 191 a menos que no mesmo período do ano passado – queda de 5,79%. As informações constam das estatísticas mensais da criminalidade, divulgadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

A SSP atribui a contínua redução das mortes intencionais em todo o Estado à investigação, identificação e prisão dos autores de homicídios, à melhoria da gestão policial, com o aumento do número de policiais militares nas ruas, à retirada de mais de 380 mil armas ilegais das ruas nos últimos 10 anos e ao investimento do Estado em segurança pública, inteligência policial e tecnologia da informação.

Entre os crimes contra o patrimônio, os roubos de carga apresentaram a queda mais significativa. Nos primeiros sete meses, foram 24 casos, 47,83% a menos que no mesmo período de 2010, quando foram registrados 46. Os roubos de veículo caíram 14,96% nos últimos 12 meses, em comparação com o período compreendido entre agosto de 2009 e julho de 2010. No mesmo período, os roubos a banco tiveram uma queda de quatro casos, indo de cinco ocorrências para uma.

Os furtos em geral também caíram na região de Sorocaba. Houve queda de 5,09% nos sete primeiros meses do ano, com 863 casos a menos que no mesmo período do ano passado. Não houve nenhuma extorsão mediante sequestro em 2011.

Fonte: SSP – SP

Crimes contra o patrimônio caem no Vale do Paraíba e Litoral Norte

As regiões do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte registraram queda dos crimes contra o patrimônio no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho, foi registrado um caso de roubo a banco, contra seis no mesmo período do ano passado. A informação consta das estatísticas mensais da criminalidade, divulgadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

Nos últimos 12 meses, foram registrados cinco casos a menos. De julho de 2009 a junho de 2010, foram nove casos, contra quatro entre julho do ano passado e junho deste ano.

Outra modalidade que também apresentou queda foi o roubo de carga, com redução de 3,23%. No período de julho de 2009 a junho de 2010 foram registradas 62 ocorrências, contra 60 nos últimos 12 meses.

Polícia mais ativa

Um dos indicadores de atividade policial, os flagrantes de tráfico de drogas aumentaram 15,41% na região neste primeiro semestre. Foram registrados 1.408 casos – 188 a mais que no mesmo período do ano passado. Este tipo de ocorrência depende totalmente da ação policial; o crescimento indica maior eficiência das polícias para apreender drogas ou prender traficantes.

As estatísticas da criminalidade também apontam um crescimento de 16,55% no número de armas apreendidas nos seis primeiros meses do ano. Foram 514 armas retiradas de circulação, contra 441 entre janeiro e junho de 2010 – 73 a mais.

O trabalho de investigação da Polícia Civil e o policiamento ostensivo da Polícia Militar resultaram em 4.518 prisões neste primeiro semestre – 137 a mais que em 2010.

Estado

O Estado alcançou a taxa de 9,6 mortes intencionais por grupo de 100 mil habitantes, ou seja, abaixo da chamada zona de epidemia, classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há 10 ou mais homicídios por 100 mil habitantes/ano. A taxa de homicídios no Brasil é de 25/100 mil habitantes. Desde 1999, São Paulo já reduziu em 70% o número de homicídios dolosos.

No primeiro semestre deste ano, foram 278 mortes a menos do que no mesmo período do ano passado, quando houve 2.278 casos, uma queda de 12,2%.

Outro comparativo a se considerar é o dos últimos 12 meses, período em que o Estado de São Paulo registrou 483 mortes intencionais a menos, numa redução de 10,67%. De julho de 2009 a junho de 2010, foram registrados 4.525 homicídios dolosos, contra 4.042 de julho de 2010 a junho de 2011.

Atualizações mais frequentes

Como alertado nos últimos meses, quando as estatísticas da criminalidade passaram a ser divulgadas mensalmente, as atualizações de dados informados passaram a ser mais frequentes. A maioria das alterações decorre da mudança de natureza criminal, a partir de investigações conduzidas por autoridades policiais.

Há, também, casos em que a natureza preponderante muda pela morte da vítima, em momento posterior ao registro. As estatísticas da criminalidade são utilizadas, em primeiro lugar, para o planejamento das polícias e da área de segurança. Servem, por exemplo, para orientar aquisições e distribuição de recursos humanos, tecnológicos e materiais. Devem ser um retrato o mais fiel possível da realidade. Por isso, são atualizadas sempre que a autoridade policial conclui ser outra a natureza de um crime.

As atualizações são feitas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública, depois de receber comunicação formal da unidade policial responsável pela investigação. Antes de serem oficializadas, as alterações propostas são checadas pela CAP.

Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública

Baixada Santista e Vale do Ribeira reduzem homicídios em 22,15%

A Baixada Santista e o Vale do Ribeira reduziram em 22,15% os homicídios nos últimos 12 meses, em comparação com o período compreendido de junho de 2009 a maio de 2010. Foram 253 casos, 72 assassinatos a menos do que no período anterior. De janeiro a maio deste ano, a queda foi de 4,23%, com total de 136 casos, seis a menos do que nos cinco primeiros meses do ano passado.

A região contribuiu para a queda de 14,73% no número de homicídios dolosos no Estado, registrado nos primeiros cinco meses do ano. Os índices constam nas estatísticas mensais da criminalidade, da Secretaria da Segurança Pública, que este ano passaram a ser divulgadas por mês e por unidade policial.

As estatísticas mostram ainda que, pelo quinto mês consecutivo, o número de homicídios em São Paulo ficou fora da zona epidêmica. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera epidemia 10 ou mais mortes intencionais por grupo de 100 mil habitantes/ano. A taxa de homicídios desses primeiros cinco meses no Estado é de 9,73/100 mil. Mantida a tendência, São Paulo fechará o ano, pela primeira vez fora da zona epidêmica, depois de uma redução de mais de 70% desde 1999. A taxa de homicídios do Brasil é de 25/100 mil.

A redução dos homicídios em São Paulo mostra-se consistente. Nos últimos 12 meses, o Estado teve 528 homicídios a menos – queda de 11,59%. Foram registrados 4.556 crimes contra a vida no Estado, de junho de 2009 a maio de 2010, contra 4.028 de junho de 2010 a maio de 2011.

A Secretaria da Segurança Pública atribui a contínua redução das mortes intencionais em todo o Estado à investigação, identificação e prisão dos autores de homicídios, à melhoria da gestão policial, com aumento do número de policiais militares nas ruas, ao recolhimento de armas ilegais e ao investimento do Estado em segurança pública, inteligência policial e tecnologia da informação.

A região da Baixada Santista e do Vale do Ribeira abrange 23 municípios que, somados, possuem uma população de 1.946.196 habitantes (IBGE – fevereiro/2010), número que sofre considerável acréscimo na temporada de verão.

Eficiência policial
As estatísticas da criminalidade do mês de maio mostram uma melhor eficiência da ação policial. As ocorrências de tráfico de drogas, consideradas um indicador de atividade policial, aumentaram em 120 casos nos cinco primeiros meses do ano, o que representa um acréscimo de 16,69%. O aumento acumulado já chega a 65 flagrantes a mais que no ano passado. De junho de 2010 a maio de 2011 foram 56 apreensões, em comparação com o mesmo período anterior.

O número de prisões efetuadas também aumentou nos primeiros cinco meses do ano, com 233 casos a mais.

Outro medidor de atividade policial, a apreensão de armas ilegais subiu em 9,58% nos cinco primeiros meses do ano. Foram 41 casos a mais, em relação ao período de janeiro a maio de 2010, quando foram registradas 428 apreensões. Esses tipos de ocorrência dependem do trabalho de investigação da Polícia Civil e do policiamento ostensivo da Polícia Militar.

Crimes contra o patrimônio
Os latrocínios – roubos seguidos de morte – diminuíram em duas ocorrências nos cinco primeiros meses do ano, de nove para sete casos. Nos últimos 12 meses, houve 14 latrocínios, seis a menos que no período anterior. Não foi registrado nenhum caso de extorsão mediante sequestro até maio deste ano. No ano passado, no mesmo período, ocorreu apenas um caso. Os roubos a banco foram outro indicador de criminalidade que zerou nos cinco primeiros meses do ano.

Os roubos de veículo tiveram uma oscilação em 25 casos nos últimos doze meses, em comparação com o período compreendido de junho de 2009 a maio de 2010. Os furtos de veículo tiveram um aumento de 8,70% nos cinco primeiros meses do ano. Os roubos subiram em 3,09% de janeiro a maio de 2011. A região apresentou uma oscilação de 12,69% dos casos de furtos nos cinco primeiros meses do ano. Os roubos de carga aumentaram em 75 ocorrências, sendo registrados 132 casos de janeiro a maio deste ano.

Os roubos de carga na região aumentaram em virtude dos crimes praticados em veículos de médio porte, como as vans usadas nos serviços de entrega de mercadorias. As polícias Civil e Militar passaram a monitorar esses casos de modo que diminua o número de casos e as quadrilhas sejam desarticuladas.

As notificações de crimes também aumentaram, o que contribuiu para o aumento das ocorrências. Somente na Delegacia Eletrônica, o número de ocorrências saltou no Estado de 11.860, em janeiro deste ano, para 15.858 em maio. Também a partir deste ano, as unidades da Polícia Militar passaram a registrar boletins de ocorrência de furto de veículo, desaparecimento ou encontro de pessoas, furto ou extravio de documento, furto ou perda de celular e furto ou perda de placa de veículo.

As polícias Civil e Militar estão empenhadas em combater a criminalidade em todas as regiões do Estado. A Polícia Militar irá intensificar, ainda mais, o policiamento e as operações para combater os furtos e roubos de veículo.

Atualizações mais frequentes
Como alertado em abril, quando as estatísticas da criminalidade passaram a ser divulgadas mensalmente, as atualizações de dados informados serão mais frequentes. A maioria das alterações decorre da mudança de natureza criminal, a partir de investigações conduzidas por autoridades policiais. Há, também, casos em que a natureza preponderante muda pela morte da vítima, em momento posterior ao registro.

As estatísticas da criminalidade são utilizadas, em primeiro lugar, para o planejamento operacional das polícias e para tomada de decisões do Governo na área de segurança. Servem, por exemplo, para orientar investimentos e a distribuição de recursos humanos, tecnológicos e materiais. Devem ser um retrato o mais fiel possível da realidade. Por isso, são atualizadas sempre que a autoridade policial conclui ser outra a natureza de um crime.

As atualizações são feitas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento (CAP) da Secretaria da Segurança Pública, depois de receber comunicação formal da unidade policial responsável pela investigação. Antes de serem oficializadas, as alterações propostas são checadas pela CAP.

Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública