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Para coronel, restaurantes têm de gastar com segurança

Ele diz ainda que, além de analisar comida e higiene, cliente deve ver se local tem vigias
William Cardoso – O Estadão de S. Paulo – O Estado de S.Paulo

SÃO PAULO – Para o tenente-coronel João Luiz Campos, comandante do 7.º Batalhão da Polícia Militar, responsável por Higienópolis, os clientes “precisam começar a escolher os restaurantes que frequentam levando em consideração também a segurança oferecida pelo local”. “Além da qualidade da comida e da limpeza, é preciso também saber se oferece seguranças e câmeras, por exemplo”, disse.

Segundo o tenente-coronel, o público que frequenta os restaurantes do bairro é o alvo preferido dos assaltantes, por andar com objetos como iPhone e relógios valiosos. Ele fala também que ninguém gosta de ficar em um restaurante com um vigia observando tudo, mas muitas vezes isso é necessário.

“Existe um investimento em segurança que significa também um custo em relação ao conforto. Tem de começar a fazer essa conta para ver o que vale a pena”, afirma o PM.

O coronel falou também que a Rua Sergipe não era, até então, um local que representasse preocupação para a Polícia Militar. Ele explicou que o policiamento é destacado a partir dos boletins de ocorrência e de reuniões com os conselhos de segurança, por isso, é importante também o envolvimento da população com o assunto. “Polícia nenhuma no mundo consegue resolver tudo.”

Além da mudança no efetivo, o tenente-coronel disse que conversou com o sindicato de bares e restaurantes para fazer seminários alertando como se proteger em situações como os arrastões.

Pânico
Os dois arrastões desta semana já provocam mudanças na rotina de alguns moradores de Higienópolis, que relatam pavor e medo de também serem atingidos pela onda de insegurança. “Estou apavorada. Meu filho, que sempre vai sozinho para a escola, hoje (ontem) à tarde já foi acompanhado”, afirmou a psicóloga Márcia Lazzarotto, de 48 anos.

Colega de Márcia, a também psicóloga Denise Montroni, de 47 anos, teme que o bairro perca parte de sua identidade com a recente onda de violência. “É preocupante. Aqui é um bairro em que costumamos fazer tudo a pé, não podemos perder isso”, disse. O cozinheiro Erivan Camilo, de 36 anos, afirmou que nunca foi vítima de arrastão, mas que se preocupa todos os dias com essa possibilidade. “Graças a Deus, nunca aconteceu. Mas, se acontecer, não vou reagir. Acho que a segurança é muito fraca; falta polícia nas ruas”, afirmou.

A avaliação é semelhante à da chefe de bar Dani Pelayo, de 22 anos. “Deveriam investir mais em segurança. A polícia poderia passar mais vezes.”

Rotina
A preocupação com os arrastões mudou também a forma de atuação dos seguranças do bairro na última semana. É o caso de Arnaldo Caetano Júnior, de 31 anos, que trabalha em uma locadora. “Com os arrastões, sempre converso com o pessoal que trabalha nos condomínios da frente, trocando informação sobre quem passa na rua.

A partir das 22h, também não posso mais ficar parado no mesmo lugar, circulo bastante, para não ser um alvo fácil.”

Entre os manobristas, sempre os primeiros a serem feitos reféns pelos ladrões, também existe o medo de serem as próximas vítimas. “Não dá para diferenciar o bandido do cliente, porque eles chegam em bons carros e bem vestidos. Temos de atender a todos muito bem, por isso é perigoso”, diz Augusto Francisco dos Santos, de 32 anos.

O publicitário Sidney Haddad, de 52 anos, vê os arrastões em Higienópolis como parte de tudo o que acontece na cidade. Ele disse que também sai à noite com frequência. “Como vai controlar tudo isso? O que você pode fazer”, questionou.

“A gente tenta evitar de todas as maneiras, sempre troca informações com os outros restaurantes. Mas é algo que não cabe a nós. Vamos esperar que seja algo passageiro”, disse Renato Ades, dono de um restaurante.

O restaurante Carlota abriu normalmente ontem e alguns dos clientes se mostraram surpresos com o fato de o lugar ter sido alvo de um arrastão na noite anterior.

Brasileiros creem que educação é eficaz contra violência

Segundo pesquisa da Fecomércio-RJ, apenas 18% da população optaram pelo combate ao tráfico de drogas como uma das medidas de redução da violência

Mais brasileiros acreditam que educação e emprego são mais eficazes no combate à violência do que a repressão. É o que aponta pesquisa da Fecomércio-RJ divulgada hoje (2), que foi realizada com mil entrevistados, de 70 cidades brasileiras, incluindo nove regiões metropolitanas.

Cerca de 33% da população disse que a implementação de programas de primeiro emprego para jovens é uma das principais formas de reduzir a criminalidade, quase 10 pontos percentuais a mais que o registrado há 5 anos, quando a pesquisa teve início. Apenas 18% da população optaram pelo combate ao tráfico de drogas como uma das medidas de redução da violência, uma queda de seis pontos percentuais (24%) em comparação com 2007.

A aprovação de leis mais duras e penas mais longas também registrou queda: de 33% para 30%.Para 71% da população, a melhor solução para a criminalidade é prestar mais atenção sobre a condição de vida da população (moradia, saúde, educação e emprego) contra 59% de cinco anos antes. Já para 28%, uma forte política de segurança pública (com mais policiais nas ruas, leis e punições mais severas e um número maior de presídios) seria ideal para combater a violência, enquanto que em 2007 esta proporção era de 39%.

Dar mais opções de lazer e atividades para crianças entre 7 e 14 anos fora do horário escolar também foi citado por 17% dos entrevistados, registrando alta em relação ao levantamento de 2007 (14%).

Ainda segundo a pesquisa, os brasileiros também são a favor de melhorias nos salários e nas condições de trabalho dos policiais (26%) frente a 21% em 2007. Aumentar o efetivo policial nas nas ruas ainda é uma estratégia muito lembrada, com 45%, Em 2007 a proporção era de 46%.

Em relação à falta de condenação, 72% dos brasileiros disseram que a impunidade aumentou. Mas o número registrou queda de seis pontos percentuais em relação a 2008 (78%), primeiro ano em que o tema foi abordado. Para 16% dos entrevistados a impunidade diminuiu e cerca de 59% consideraram a legislação brasileira boa, que apenas precisa ser aplicada. Para 54% dos entrevistados é necessário punir todo e qualquer tipo de crime severamente para servir de exemplo e coibir outros delitos.

Flávia Villela, da Agência Brasil

Após arrastões, polícia reforça vigilância. De novo

Para inibir onda de roubos a bares e restaurantes, a PM vai fazer bloqueios em vias de Pinheiros, Vila Madalena, Itaim e Jardins

A partir de hoje, o patrulhamento em Pinheiros, Vila Madalena, Jardins e Itaim-Bibi, nas zonas oeste e sul de São Paulo, será, mais uma vez, reforçado com o apoio de parte do efetivo do Comando de Policiamento da Capital, da Polícia Militar, para conter a onda de arrastões a bares e restaurantes naquela área. Só em fevereiro, foram registrados pelo menos seis arrastões a estabelecimentos na capital.

A primeira etapa da chamada Operação Repasto, implementada em 16 de fevereiro, não foi suficiente. Na primeira fase, foram usados na operação policial apenas integrantes do 23.º Batalhão da PM, responsável pela área. Quatro viaturas da Força Tática e 24 policiais das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) foram direcionados para as proximidades de bares e restaurantes.

Na ocasião, o comando de policiamento informou que, se necessário, seria implementada uma segunda fase, com o apoio de policiais de outros batalhões. É o que acontece agora. Além do efetivo do 23.º BPM, serão deslocados para a região diariamente 50 policiais, 15 viaturas e 14 motocicletas da Rocam.

A decisão foi tomada após a PM realizar levantamentos estatísticos que apontaram a necessidade de aumentar o efetivo nos bairros da região, segundo divulgado em nota. A polícia, no entanto, nega que o reforço tenha sido insuficiente. “O reforço é para que os policiais do próprio batalhão voltem às atividades normais, evitando a migração do crime para outras áreas”, afirmou o capitão Eliel Pedro Thomazi Romero, porta-voz do 23.º Batalhão.

Bloqueio
Para inibir a ação dos criminosos, a PM pretende até mesmo fazer bloqueios nas principais vias dos bairros, além de manter viaturas paradas em pontos estratégicos para aumentar a visibilidade da ação.

Em nota, o tenente coronel Walmir Martini, comandante da área, afirmou que os policiais pretendem entrar em contato com comerciantes da região para colher informações sobre os assaltantes e dar dicas de segurança.

A Operação Repasto (o nome foi abandonado nesta segunda fase) teve início depois que os restaurantes Nello’s Cantina e Pizzeria, em Pinheiros, e Clos de Tapas, na Vila Nova Conceição, foram alvo de arrastões, na primeira quinzena de fevereiro.

A intenção da polícia era evitar que se repetisse nas zonas oeste e sul da capital a onda de assaltos ocorrida no primeiro semestre de 2011, e que só foi interrompida depois da desarticulação das quadrilhas.

William Cardoso – O Estado de S.Paulo

Operação Verão da PM em SP terá reforço de 2 mil policiais

Policiais vão garantir a segurança em cidades do litoral.
Número de bafômetros passará de 100 para 327.

Do G1 SP

A Polícia Militar de São Paulo realiza a partir do dia 29 deste mês a Operação Verão, com o reforço de 2 mil policiais em 15 municípios litorâneos, represas e terminais de passageiros que têm movimento aumentado durante a estação. A operação vai até 31 de janeiro de 2012.

Dos 2 mil policiais militares, 1,2 mil reforçarão a segurança da Baixada Santista e Litoral Sul. Outros 400 serão destinados às cinco cidades do Litoral Norte e 400 às represas Guarapiranga e Mairiporã e aos terminais rodoviários da capital, como Tietê e Jabaquara.

As tropas que reforçarão o efetivo virão de unidades territoriais, do Choque, Rodoviária, Ambiental e Bombeiros. As praias terão um reforço de 158 policiais do Corpo de Bombeiros. O policiamento rodoviário receberá mais 48 policiais. O policiamento de Choque também participará da operação com mais 37 policiais militares. Outra forma de policiamento, o Ambiental, receberá mais 22 policiais militares. Além disso, a corregedoria receberá mais oito policiais.

A Operação Verão contará também com reforço de 235 carros da corporação e 15 bases comunitárias móveis da PM. Serão destinadas ao Litoral Sul 176 carros mais dez bases comunitárias. O litoral Norte receberá 59 veículos e cinco bases comunitárias.

Tablets
Todas os veículos da Polícia Militar na região já estão equipados com tablets, computadores com telas sensíveis ao toque, que permitem consultas aos bancos de dados civis e criminais, feitas da rua. Os tablets também agilizam a comunicação dos policiais em patrulhamento com as unidades de comando, ao permitirem, por exemplo, o envio de relatórios e informações.

O número de helicópteros destinados aos municípios litorâneos também aumentou. Das atuais duas aeronaves, uma baseada no Litoral Norte e outra no Sul, a região passará a contar com sete helicópteros nos finais de semana. Nos dias úteis, cinco helicópteros serão utilizados para o patrulhamento, socorro a afogados e resgate de feridos.

O helicóptero Pelicano, da Polícia Civil, estará de prontidão em São Paulo, e também poderá ser acionado, se necessário.

O policiamento rodoviário contará mais radares móveis, fixos e leitores de placas. Além dos equipamentos disponíveis na região, os policiais rodoviários utilizarão 42 leitores de placa (tipo OCR), 116 radares móveis e 213 fixos, do DER.

Durante a Operação Verão, tanto os policiais rodoviários como os que trabalham nas cidades realizarão fiscalização de embriaguez ao volante, com cem bafômetros. Em janeiro, chegarão novos 227 equipamentos, totalizando 327 bafômetros.

Polícia Civil
Durante a Operação Verão, a Polícia Civil reforçará as atividades de polícia judiciária: registro de ocorrências, investigação criminal e envio de inquéritos à Justiça. Serão suspensas férias e licenças prêmio durante a operação. Todos os policiais reforçarão o efetivo das delegacias, inclusive os que fazem serviços administrativos, esclareceu o delegado geral de Polícia, Marcos Carneiro Lima.

Tráfico toma lugar da polícia e ‘protege’ morador em São José dos Campos

Em troca de silêncio da população e liberdade para o comércio de drogas, traficantes afugentam ladrões e criam as próprias ‘leis’ na zona leste; problema aflige moradores de pelo menos seis bairros periféricos

Filipe Rodrigues
São José dos Campos

Assustados com a escalada da violência, moradores da zona leste de São José são obrigados a aceitar a ajuda do tráfico para garantir ‘segurança’ nos bairros afastados.

Em troca de liberdade para a venda de drogas, eles afugentam os ladrões e ‘caçam’ aqueles que ousam invadir ‘seu território’.

O problema aflige moradores de pelo menos seis bairros da zona leste –Campos de São José, Conjunto Frei Galvão, Jardim Americano, Santa Hermínia e Jardim Mariana 1 e 2. Neles, traficantes atuam como ‘seguranças’ da população. Evitam roubos e furtos e afastam os olhares das forças policiais.

“A ação de ladrões em áreas de boca de fumo atrai a polícia, o que não é interessante para o traficante”, disse José Vicente da Silva Filho, ex-secretário Nacional de Segurança Pública e ex-comandante da PM no Vale.

Em 2011, São José teve alta em quase todos os índices criminais, incluindo roubos, furtos e homicídios.

Bairro sitiado
No Campos de São José, um morador que pede para não ser identificado relata que a convivência com traficantes virou rotina. “O tráfico está ali e todo mundo vê. São moradores do bairro que todos conhecem. Eles nos respeitam e mantém a ordem desde que a gente colabore”, disse.

Em uma das praças do bairro, os traficantes usam um banco de concreto como base de vigilância. “É ali onde fica a torre. Eles vigiam para ver se a polícia está chegando”, disse o morador.

No Jardim Americano, um policial civil conta que o crime diminuiu com a ‘segurança’ do tráfico. “Claro que a gente sente medo. Mas nunca nos fizeram mal.”

Opinião
O delegado Darci Ribeiro, da Dise (Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes), disse não acreditar na prática. “Isso é história para que o povo não denuncie. As denúncias são anônimas e a principal ferramenta de investigação.”

População não tem muita confiança na Polícia Militar
São José dos Campos

O baixo efetivo de policiais militares, além de poucas bases fixas da PM em São José, reduzem a confiança que a população de bairros mais afastados sente na corporação.

Na zona leste, por exemplo, existe apenas uma base fixa para um universo de 114 bairros legais e regularizados. Segundo a prefeitura, 136.180 pessoas moram na região.

No Santa Hermínia 1, por exemplo, a população diz que raramente viaturas passam no local. O contato é pouco.

“Há pontos de tráfico. Mas por causa disso, não existem roubos. Policiais, vemos uma vez por semana. Quando havia roubo e acionávamos a PM, demorava para que eles chegassem”, diz um comerciante.

Aproximação
A Polícia Militar afirma que baseia o policiamento no que é debatido em reuniões dos Conseg’s (Conselho de Segurança) e nas estatísticas dos índices criminais.

“Fazemos reuniões mensais com a população para saber as principais necessidades. A PM quer se aproximar da comunidade como forma de garantir segurança”, diz o tenente Pedro Henrique Mombergue, chefe de comunicação da PM.

Em alguns bairros, a polícia instalou as UAPC (Unidade Avançada de Polícia Cidadã), que tem como principal objetivo reforçar a relação entre população e polícia.

“A Polícia Militar quer estreitar os laços com o povo. Quando a pessoa não quiser se arriscar, pode fazer denúncia anônima que ela será apurada”, disse o comandante geral da PM, Álvaro Camilo em visita a São José dos Campos.

Segundo o tenente Mombergue, quando há denúncias de tráfico, a PM vai até o local em viaturas descaracterizadas para apurar as acusações.

“Temos nosso policiamento velado. A intenção é percorrer toda a cidade para ver onde os problemas estão.”

PM reforça policiamento nas áreas comerciais de São José


Objetivo da corporação é prevenir ocorrências de roubos e furtos em áreas de aglomeração de pessoas às vésperas do Dia das Crianças

O Vale – São José dos Campos

A Polícia Militar organizou nesta semana um policiamento especial em regiões comerciais de São José dos Campos.

O intuito é evitar roubos e furtos em áreas onde houver aglomeração de pessoas em busca de presentes para o Dia das Crianças.

O efetivo de policiais a pé foi reforçado e também estão sendo realizados bloqueios em avenidas que dão acesso às áreas mais movimentadas.

Ontem e hoje, o foco foram áreas comerciais no calçadão, em praças e centros comerciais das zonas norte e oeste. Na quarta-feira, a ação será direcionada para eventos em praças e parques.

Operação
Para reforçar o policiamento, os policiais do setor administrativo foram deslocados para fazer rondas.

“Nas regiões de comércio, priorizamos policiais a pé e de bicicleta. Nos bloqueios, haverá viaturas. Esse policiamento é extra, não irá onerar o efetivo que temos diariamente”, diz a capitão Jaqueline Aparecida Ferreira Pires, chefe de comunicação da PM nas regiões central, norte e oeste de São José.

Os policiais também conversam com a população para dar dicas de segurança.

“Com relação às crianças, orientamos aos pais que as ensinem a decorar nome e telefone de casa para o caso de se perderem. Se a criança não conseguir, coloque uma etiqueta ou algo que facilite a identificação”, diz a capitão.

Operação da PM aumenta efetivo em 30% em todo o Vale

Claudio Capucho
Objetivo é inibir ações criminosas nas áreas com maiores índices de violência

Filipe Rodrigues – O Vale
São José dos Campos

A Polícia Militar iniciou ontem uma megaoperação contra o crime que irá durar uma semana em todas cidades do Vale do Paraíba.

Durante o período, o número de policiais em patrulhamento irá aumentar 30%. O reforço será em áreas com grande circulação de pessoas e regiões com índices criminais elevados.

Ontem, foram feitos bloqueios nos acessos às cidades e intensificadas as abordagens a pedestres, motoristas e motociclistas.

Em São José, na região central e nas zonas norte e oeste, até às 18h de ontem, cinco pessoas tinham sido presas e um menor de idade apreendido.

Em Taubaté, o foco da ação foram roubos e furtos de veículos. 136 veículos e 183 pessoas foram revistadas. Quatro motos foram apreendidas.

Operação
O efetivo foi reforçado nas áreas com mais crimes e horários com mais ocorrências. A operação “Visibilidade Estratégica” aconteceu das 11h às 23h.

“De manhã, houve saturação de policiais no centro das cidades. À tarde, foram pontos de bloqueio”, diz a capitã Sonia Paula Hamad.

Para garantir o reforço, foram canceladas todas as folgas de policiais e PMs do setor administrativo também atuaram no patrulhamento.

“A intenção é reduzir os índices criminais e garantir sensação de segurança. Também queremos nos aproximar da população”, diz a capitã.

São José
Na cidade, a operação começou às 7h30 e seguiu até às 23h. Até as 11h, um efetivo menor foi empregado para fazer rondas em regiões com maior incidência de roubos e furtos na cidade.

Após as 11h, cerca de 35 viaturas reforçaram a segurança na região central. Às 16h, o alvo foi o trânsito, com blitze nas vias mais movimentadas.

O resultado parcial nas regiões central, norte e oeste apontava para 947 pessoas e 635 veículos revistados.

Sete carros foram apreendidos por falta de documentação e duas armas apreendidas.

Ocorrências
A primeira ocorrência em São José aconteceu às 8h. Durante uma abordagem a cinco homens no bairro Por do Sol, zona oeste, quatro fugiram correndo e um dos rapazes foi preso na hora.

Houve perseguição, um dos fugitivos foi preso e, com ele, foi encontrado um revólver calibre 38. Os outros três rapazes continuam foragidos. Ao questionar os homens sobre a fuga, eles disseram estar de posse de três carros roubados, que foram recuperados.

Também foram cumpridos mandados de prisão. Um dos homens presos foi o médico C.L.W, 50 anos, condenado a sete meses de prisão por dirigir embriagado.

PMs terão de usar coletes à prova de balas sob a farda

Determinação é do comando, que considera que a mudança vai tornar a imagem da polícia menos repressora.

Camilla Haddad – O Estado de S.Paulo.
Até o fim do ano, todos os policiais militares de São Paulo vão aparecer nas ruas com um visual diferente. Soldados, cabos, sargentos e oficiais vão utilizar os coletes à prova de bala sob a farda. A determinação partiu do comandante da corporação, Álvaro Camilo. Para ele, o policial com o colete exposto sugere uma imagem repressora da PM. A mudança pretende aproximar a população dos policiais, dentro da filosofia de polícia comunitária.

Segundo Camilo, o equipamento sob a roupa causará um impacto menos agressivo às pessoas que passam pela rua. Em junho, 2.500 recrutas formados pela Escola de Soldados de Pirituba, zona oeste, foram os primeiros a receber o equipamento. Na fase de estágio, eles foram para as ruas diariamente com os coletes dentro da camisa. Depois, foram compradas mais 15 mil peças que já fazem parte do dia a dia de outros policiais.

De acordo com corporação, cada colete custa R$ 350, em média. Nessa nova versão, eles são cinza claro. Agora, o tecido dos modelos comprados é mais mole, o que não causa tanto desconforto. O policial que quiser poderá usar o colete diretamente na pele, uma vez que, segundo a PM, é preparado com material antibacteriano. Mesmo assim, alguns policiais têm optado por colocar uma camiseta por baixo.

Quem for flagrado fugindo à nova regra será advertido pelo seu comandante. Cada oficial responsável por batalhões fará uma espécie de check-list antes de mandar o efetivo para a rua.

Carolina Ricardo, coordenadora de gestão local de segurança Pública do Instituto Sou da Paz, diz que a medida é válida, mas acredita que outras atitudes devem ser tomadas para aproximar a população dos PMs. “É importante a aparência física, mas sozinha não dá conta. É preciso aprimorar, fazendo a PM ajudar o cidadão nas ruas, conhecendo a região onde atua e sendo treinada para se comunicar.”

Crimes no entorno mobilizam shoppings

Viatura em frente ao Shopping Plaza Sul, zona sul, previne assaltos na região (Foto: Evelson de Freitas/AE)

Viatura em frente ao Shopping Plaza Sul, zona sul, previne assaltos na região (Foto: Evelson de Freitas/AE)

Camilla Haddad

Os assaltos a pedestres e motoristas em ruas próximas aos shoppings têm preocupado a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop). Na próxima quarta-feira, 31, a entidade vai se reunir com a Secretaria da Segurança Pública para discutir medidas de combate aos crimes envolvendo centros de compras. No Plaza Sul, a Polícia Militar já identificou o modo de atuar dos ladrões: gangues de adolescentes cercam as vítimas usando bicicletas. O policiamento foi reforçado.

Esses roubos não se limitam a um endereço. Nas imediações dos shoppings Ibirapuera e Iguatemi, zona sul, e Bourbon e West Plaza, zona oeste, todos em áreas nobres de São Paulo, as pessoas têm enfrentado situações semelhantes. Só que nessas áreas, por exemplo, os assaltantes usam motos ou estão a pé e armados. Levam celulares, compras, cartões, bolsas e dinheiro.

Segundo a PM, muitas vítimas não registram os casos. A corporação lembra que é importante fazer o boletim de ocorrência, pois o policiamento é planejado de acordo com os dados criminais de cada bairro. Levantamento do JT mostra que nos últimos 40 dias, 27 roubos foram praticados nas imediações dos cinco shoppings verificados pela reportagem, 15 deles à noite.

O diretor de relações institucionais da Alshop, Luís Augusto Ildefonso da Silva, diz que a intenção do encontro com a secretaria é proporcionar mais segurança para quem visita os shoppings. “Cem por centro nunca vai estar. A bandidagem não para nunca.” Ele destaca que boa parte dos roubos acontece quando clientes estacionam fora do shopping.

Para Silva, os centros comerciais também acabam sendo trechos de “interesse” para os ladrões – uma vez que eles acreditam que irão encontrar pessoas com pelo menos um cartão de crédito ou carregando compras de valor, de um tênis a um relógio de luxo. Ele lembra que os centros comerciais estão sempre em contato com a polícia e os crimes acabam sendo “diagnosticados” para que se tomem providências.

Para a PM, ruas no entorno de centros de compra são um atrativo natural aos criminosos. O especialista em segurança Felipe Gonçalves lembra que, apesar de não terem poder para atuar nas vias públicas, os shoppings apostam em prevenção constantemente. “Alguns chegam a colocar seguranças desarmados para observar as ruas.”

Os cinco shoppings citados foram procurados. O Plaza Sul informou que tem um efetivo de segurança dimensionado para atuar 24 horas em toda a extensão do shopping e investe em estrutura e treinamento da equipe.

O Iguatemi informou ter uma “completa” infraestrutura de segurança e circuito fechado de televisão, com câmeras que monitoram todos os andares e setores. Os demais centros de compras preferiram não comentar os crimes.

DICAS DE SEGURANÇA
- Evite ostentar joias e relógio de grife ao sair a pé dos centros de compras
- Não carregue muitos pacotes ou sacolas para não chamar a atenção. Também evite ter as duas mãos ocupadas
- Não abra a carteira em público. Se isso for necessário, faça de maneira discreta, longe da visão das pessoas
- Estacione o mais próximo possível de seu destino
- Evite parar em ruas escuras e com pouca movimentação
- Nunca permaneça dentro do carro que está parado em via pública. Esta é uma ótima oportunidade para você ser surpreendido. Se isso for necessário, faça-o em local que permita ampla visão para todos os lados
- Se seu carro, depois de estacionado na rua, apresentar um inexplicável defeito que impeça o funcionamento do motor, desconfie de estranhos que ofereçam ajuda. Eles podem ser criminosos
- No caso de optar por um táxi, calcule previamente uma quantia aproximada que dê para pagar a corrida e deixe o dinheiro separado
- Procure estar sempre atento, especialmente ao comportamento de pessoas estranhas que estejam próximas a você ou paradas perto dos lugares que frequenta
- Fique sempre atento aos pertences, como celular, carteiras e sacolas de compras. Evite deixar esses itens fora de seu alcance de visão
- Em caso de assalto, nunca reaja e não tente dialogar com o criminoso

FONTE: Polícia Militar do Estado de São Paulo

Secretário fala sobre investimentos na Baixada

A presença ostensiva do Estado para combater a criminalidade e melhorar ações de segurança estão entre as reivindicações mais antigas da população da Baixada Santista.

Nesta quinta-feira, após participar da plenária da Agenda Metropolitana de Santos, realizada no Mendes Convention Center, o secretário de Estado da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, afirmou ser sensível aos apelos locais.

Em entrevista concedida a A Tribuna, o secretário reconheceu que há ainda muito a avançar e ressaltou o empenho do governador Geraldo Alckmin em reduzir os índices de criminalidade, principalmente em Guarujá e Praia Grande.

A Tribuna – Quais ações na área de Segurança Pública estão previstas para a Baixada?

Ferreira Pinto – A secretaria é muito sensível à Baixada Santista. Já reforçamos consideravelmente o efetivo em abril com 290 homens da PM e vamos dotar a região com mais 300 soldados até o fim do ano. Também contamos com melhoria de equipamentos e ampliação de bases da PM. Mas temos dificuldades de suprir as lacunas da Polícia Civil em função das carências de recursos humanos. Também nesse setor buscaremos dotar a região de maior efetivo.

A Tribuna – Qual região da Baixada mais precisa de investimentos?

Ferreira Pinto – Todas as cidades necessitam de aprimoramento na área de segurança pública, mas a situação mais crítica é a Guarujá e Praia Grande. Tanto em relação a efetivos quanto a recursos materiais. Nós estamos atentos a isso.

A Tribuna – Qual seria o número ideal de policiais militares por habitantes nessas cidades com déficit maior? Quando virá esse reforço?

Ferreira Pinto – Nós vamos disponibilizar um efetivo considerável de reforço em breve. Serão 300 novos soldados até o fim do ano. A distribuição deste contingente ficará a cargo do comandante da região, a quem cabe o emprego da tropa de acordo com a necessidade dos municípios. Haverá, evidentemente, uma prioridade para Guarujá e Praia Grande.

A Tribuna – Cadeias femininas ainda são muito improvisadas aqui na região. Há projetos para mudar isso?

Ferreira Pinto – Nós estamos construindo ou em vias de construir sete presídios femininos no Estado para, que num tempo bastante breve, não existam mais mulheres cumprindo pena ou à espera de julgamento em cadeias públicas. Para a Baixada, está prevista uma unidade em São Vicente. Existe um esforço do Governo neste sentido. Na semana que vem deve ser inaugurado um presídio em Tupi Paulista e foi também inaugurado um presídio em Tremembé. Existe um presídio com obra em andamento em Votorantim e outro em Pirajuí. Aqui na Baixada Santista, os problemas são de licença ambiental. São mais demorados, mas os projetos estão em curso.

A Tribuna – O programa Atividade Delegada, que terá a adesão das prefeituras de Santos e Guarujá, pode contribuir para a redução da criminalidade na região?

Ferreira Pinto – Sem dúvida, principalmente os crimes patrimoniais. Na Capital, ele foi implantado com sucesso e várias prefeituras estão empenhadas em aderir a esse modelo. Temos bons exemplos em Sorocaba e Mogi das Cruzes. Há procedimentos em andamento nas cidades de Santos e Guarujá. A iniciativa é dos municípios e a Polícia Militar vê com bons olhos.

A Tribuna – Santos