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Posts Tagged ‘ Eletrônicos

Eletrônicos crescem 10% ao ano em uma década

Por Inaldo Cristoni | Para o Valor, de São Paulo

O mercado brasileiro de sistemas eletrônicos de segurança, que registrou faturamento de R$ 4,6 bilhões no ano passado e conta com 18 mil empresas, vem crescendo a uma taxa média anual de 10% nos últimos dez anos no Brasil, tendo como pano de fundo a oferta de plataformas integradas de soluções – abrangendo sistemas de circuito fechado de TV (CFTV), alarme e controle de acesso – e a migração das câmeras analógicas para digitais (tecnologia IP), que asseguram melhor qualidade e integridade das imagens geradas.

Utilizados cada vez mais para auxiliar no combate à violência urbana, os sistemas eletrônicos têm sido bastante demandados pelos órgãos governamentais, que estão investindo em projetos de videomonitoramento das cidades. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), o poder público responde por 9% do faturamento do setor e tem potencial para absorver fatia ainda maior.

Condomínios comerciais, bancos e indústrias também são grandes usuários. Outro mercado potencial é o de residências, já que são poucas as que possuem algum tipo de proteção. “O mercado de segurança eletrônica cresce 10% sem qualquer regulamentação. Fizemos um estudo com a Universidade de São Paulo que mostra que, com uma lei específica, esse mercado vai crescer ordenadamente por volta de 20% ao ano porque as soluções são baratas e simples”, afirma Selma Migliori, presidente da Abese.

Após roubo de R$ 3,9 milhões, PM quer discutir segurança em Viracopos

Na terça-feira (23) ladrões levaram carga de eletrônicos da Apple.
Secretaria de Segurança aponta aumento de 45% nos roubos e furtos.

Um dia após cinco homens armados roubarem R$ 3,9 milhões de uma carga de eletrônicos da Apple no terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). A Polícia Militar admite que um novo plano de segurança para a área precisa ser discutido.

“Será agendada uma reunião com a Infraero, Polícia Federal e empresas que trabalham nos galpões de Viracopos para um novo planejamento de segurança”, disse o comandante interino da 1ª Cia de Campinas, tenente Júlio César Tirabassi.

Atualmente, a PM faz a segurança no saguão do aeroporto nos horários de maior movimento de passageiros.“Fazemos ainda rondas motorizadas na área do aeroporto”, disse o oficial da PM.

Sobre o roubo no galpão da TAM, a empresa aérea informou em nota conjunta com a Secretaria de Aviação Civil, que o controle de acesso e de segurança das instalações é de responsabilidade da aérea.

A Secretaria de Aviação Civil ressalta que a segurança do local onde ocorreu o roubo não é de responsabilidade da Infraero, pois não está situada dentro da área restrita do terminal.

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo apontam que entre os meses de janeiro e agosto de 2012 Viracopos registrou aumento de 45% nos roubos e furtos.

Os casos saltaram de 235 para 341, segundo a secretaria. Estes números se referem a roubos e furtos dentro e na área do estacionamento.

“Nós chegamos e andamos em grupo. Deveria ter um traslado. É muito perigoso”, disse a secretária Maria Marta Souza Teodoro, sobre o estacionamento do aeroporto. A estudante Mayra Cristina Teodoro também reclamou da falta de iluminação no estacionamento de Viracopos. “Não tem segurança. Quando chegamos aqui é muito escuro”, disse ela.

A empresa que administra o estacionamento informou que está em contato com o consórcio que ganhou a concessão de Viracopos para a implantação de medidas de seguranças. A instalação de câmeras é uma das possibilidades, além de rondas.

Fonte: G1

ABESE divulga dados de mercado 2011

Com forte expansão e ganhando cada vez mais presença e utilidade no dia-a-dia da sociedade, a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE) acaba de anunciar que o segmento fechou o ano de 2011 com um crescimento de 11%, registrando um faturamento de aproximadamente US$1,830 bilhão.

De acordo com Carlos Progianti, presidente da ABESE, trata-se de um segmento que reserva grandes oportunidades de negócios e muitas possibilidades de crescimento, principalmente com a importância que tem alcançado auxiliando o combate à criminalidade e até na identificação de crimes e suspeitos.

Dados
No Brasil existem mais de 18 mil empresas atuantes no segmento de sistemas eletrônicos de segurança, gerando cerca de 200 mil empregos diretos e mais de 1,7 milhão indiretos.

Atualmente, existe cerca de 710 mil imóveis monitorados por sistemas eletrônicos de alarmes no País, o que corresponde a 11% de um total de 6,18 milhões imóveis com possibilidade de receberem sistemas de alarmes monitorados. As tecnologias de alarmes contra intrusão representam 24% do mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança.

As tecnologias de sistemas de controle de acesso que representam 24% do mercado, e que incluem equipamentos de identificação, cartões de acesso, número de identificação pessoal e equipamentos biométricos (impressão digital, iris, voz, palma da mão e facial), estão em expansão e assim devem permanecer devido à demanda de dois grandes eventos que terão lugar no país: Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos de 2016.

O mercado de segurança eletrônica cresceu, em média, 11% nos últimos cinco anos:
2007 15%
2008 13%
2009 7%
2010 12%
2011 9%

Representatividade do mercado nacional por regiões:
Sudeste: 51%
Sul: 22%
Centro-Oeste: 13%
Nordeste: 10%
Norte: 4%

Principais tecnologias aplicadas em segurança eletrônica e sua participação de mercado:
Sistemas de alarmes contra intrusos: 24%
Sistemas de circuitos fechados de TV: 43%
Sistemas de controle de acesso: 24%
Equipamentos detecção e combate a incêndio: 9%

Outras tecnologias:
Sistemas de Proteção Antifurto para produtos
Detecção de metais e explosivos
Dispositivos de identificação por biometria
Rastreamento de veículos, cargas e seres vivos
Sistemas de controle de tráfego em vias públicas e rodovias
Sistemas de Analise Inteligente de Vídeo
Sistemas avançados de identificação biométrica
Cidade Digital – integração dos registros e informações a disposição dos órgãos competentes (imagens em vídeo, fotos, registros de ocorrências)

Dicas para o consumidor
É necessário ressaltar a importância na escolha das empresas que prestam este tipo de serviço, já que segurança eletrônica não se compra em balcão, pois existem muitos outros fatores que devem ser considerados:

Eficácia: É muito comum o questionamento da eficácia dos equipamentos de segurança eletrônica, mas a falha pode estar na falta de um estudo adequado do local e escolha de fornecedores especializados que atendam às necessidades específicas de cada imóvel.

Análise das Particularidades do Local: É necessário que o consumidor se conscientize que cada imóvel possui uma característica diferente e, consequentemente, precisa de um projeto específico, realizado por uma empresa capacitada. Parece simples, mas muitos consumidores ainda adquirem segurança eletrônica sem a orientação correta e acabam investindo em equipamentos e serviços que no final das contas acaba deixando o local vulnerável e sem a proteção adequada. Para se ter uma idéia, um simples sensor de presença mal posicionado pode comprometer a eficácia de todo um sistema de alarme.

ABESE possui ainda uma Cartilha do Consumidor que orienta sobre a maneira correta de adquirir um sistema de segurança eletrônica e traz dicas sobre os tipos de sistema e o passo a passo para escolher corretamente o serviço que atenda as particularidades da sua propriedade. Baixe-a gratuitamente por meio do site: www.abese.org.br.

O primeiro passo é o diagnóstico e análise de risco, procedimento que identifica os riscos e suas origens e o diagnóstico de segurança, com o levantamento de variáveis externas e internas que podem impactar na segurança do imóvel e as vulnerabilidades da instalação.

Após este estudo, o consumidor deve solicitar um projeto de sistema de segurança eletrônica que irá levantar inúmeras informações que permitirão a aplicação da tecnologia mais adequada ao local. Cada residência, condomínio ou empresa possui suas particularidades e apresentam uma necessidade específica. Levando em consideração que o mercado de segurança eletrônica é preventivo e detectivo, o sistema adotado deverá ser customizado e apropriado para o local.

Outra dica importante: escolha a empresa com base no pacote de soluções oferecidas. Afinal, o barato pode sair caro. E com segurança é bom não correr esse risco.

O passo seguinte é a escolha da empresa, onde é imprescindível que o consumidor analise o histórico do prestador de serviço que fornecerá e instalará o sistema de segurança. O mais importante é procurar empresas que lhe ofereçam garantias da procedência dos equipamentos e serviços pós-venda, como manutenção e suporte técnico. Observe se a empresa possui certificações. Isso demonstra que ela cumpre com uma série de procedimentos e requisitos voltados à qualidade do serviço prestado. Não esqueça de exigir um contrato de prestação de serviços e manutenção dos equipamentos, que deve prever a garantia dos produtos e serviços e o prazo de atendimento em caso de manutenção corretiva.

Esses passos são importantes para que esta tecnologia cumpra com os seus principais objetivos: detectar, comunicar e inibir ações criminosas.

Existe uma grande logística por trás de um projeto de segurança eletrônica e, para cada imóvel, existe um equipamento, um serviço e um tipo de tecnologia adequada.

Fonte: Abese / Texto Assessoria de Comunicações

Crescem furtos em aeroportos de São Paulo no início do ano

Fabiano Nunes – JT
Entre janeiro e fevereiro houve aumento de 47% nos casos de furtos nos dois principais aeroportos de São Paulo, de acordo com as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública. Somados, Congonhas, na zona sul da capital, e Cumbica, em Guarulhos, Grande São Paulo, registraram 290 casos no primeiro bimestre de 2012. Nos dois primeiros meses do ano passado a Polícia Civil havia registrado 197 ocorrências.

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, disse que as delegacias dos aeroportos vão focar o trabalho agora na investigação das quadrilhas que furtam bagagens. Contados separadamente, o aeroporto de Cumbica foi o que registrou mais casos: 240 furtos no primeiro bimestre deste ano contra 155 no mesmo período de 2011, aumento de 54%. Em Congonhas foram 50 casos este ano, crescimento de 19% em relação ao mesmo período de 2011 (42 casos). As polícias Federal e Civil acreditam que o aumento de furtos está ligado ao crescimento do fluxo de passageiros.

Segundo o delegado titular do aeroporto de Cumbica, Ricardo Guanaes Domingues, as malas mais visadas são as de passageiros de voos internacionais. “Principalmente de quem chega dos Estados Unidos, Argentina, da Europa e de países de onde os passageiros trazem produtos eletrônicos”, afirmou. Em fevereiro, seis funcionários, responsáveis pelo carregamento das malas entre a esteira e a aeronave, foram presos.

O esquema funcionava da seguinte forma: as malas, que deveriam seguir para as esteiras do desembarque internacional, eram desviadas pelos funcionários para a área de desembarque doméstico. De lá, um integrante do grupo saía com a bagagem como se fosse passageiro. Na área de voos domésticos há pouca revista e a saída, depois de pegar a mala na esteira, é quase imediata. Por isso, era onde os bandidos encontravam trânsito livre para agir.

“As investigações são baseadas nas estatísticas. É preciso mapear o modo de agir, os locais e os golpes que são aplicados para identificar e prender os responsáveis”, disse o delegado-geral.

De acordo com o delegado titular do Aeroporto de Congonhas, Marcelo Godói Palhares, algumas quadrilhas atacam o passageiro no saguão do aeroporto quando há alguma distração. “O passageiro às vezes vai tomar um café e deixa o carrinho ao lado e esquece que está num local público. Os ladrões sempre estão atrás de laptops ou mochilas”, explicou.

Na última quarta-feira (04), um engenheiro químico alemão de 51 anos foi vítima de criminosos em Congonhas. “Eu estava no saguão e veio uma pessoa pedir informações sobre metrô. Quando eu disse que não havia metrô, ele foi embora e em seguida percebi que estava sem a mala”, disse. No dia seguinte uma mulher encontrou a bagagem do engenheiro em um estacionamento no centro. Os criminosos levaram o dinheiro e deixaram roupas e documentos.

Sistemas Eletrônicos de Segurança são aliados para inibir ação criminosa durante as férias

Todos os anos milhares de pessoas programam suas viagens nos meses de dezembro e janeiro. Seja de longa ou de curta duração, é imprescindível que todos tenham consciência de que é necessário atentar-se ainda mais à segurança dos imóveis, redobrando os cuidados e tomando as devidas precauções para evitar surpresas indesejadas.

É justamente nessa época do ano que atitudes comuns, como avisar vizinhos ou deixar luzes acesas, tornam-se ineficazes ou até arriscadas, sinalizando a ausência de muitos moradores de uma mesma rua.

Com o aumento da criminalidade, sistemas eletrônicos de segurança são, cada vez mais , um aliado de peso na proteção de casas e condomínios, principalmente quando se viaja ou se ausenta por determinado período.

Os cuidados começam com a escolha adequada da empresa prestadora do serviço de segurança eletrônica, seguido de uma detalhada análise de risco do local, para então definir a opção mais eficiente de acordo com a necessidade de cada imóvel. “A implantação de alarmes, cercas elétricas ou Circuito Fechado de TV (CFTV) deve ser algo muito bem planejado.

É recomendável que seja utilizado equipamento com monitoramento e possibilidade de conexão remota, o que permite acompanhar em tempo real o que está acontecendo no imóvel e, assim, agilizar o acionamento da polícia caso aconteça alguma invasão”, explica Carlos Progianti, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – ABESE.

Para aqueles que já possuem algum sistema eletrônico de segurança, alguns cuidados são fundamentais como, por exemplo, informar a companhia de monitoramento sobre a ausência, além de checar se os equipamentos estão com funcionamento e instalação adequados.

Por outro lado, àqueles que ainda não aderiram aos sistemas eletrônicos de segurança, os cuidados são muitos.

A ABESE ressalta que apenas empresas especializadas estão capacitadas para fazer uma análise completa sobre as fragilidades do imóvel e recomendar a instalação de equipamentos específicos para neutralizá-las. “Somente um estudo feito com critério pode tornar a segurança do imóvel menos vulnerável e dar ao proprietário a real dimensão dos equipamentos que necessita como quantidade de câmeras e sensores para se ter um sistema confiável”, alerta Progianti.

Dentro deste contexto, o investimento em segurança eletrônica, setor que cresce a uma média de 13% ao ano, é uma medida eficiente para garantir a integridade de residências e condomínios, uma vez que estes sistemas são desenvolvidos com o objetivo de detectar, comunicar e inibir a ação criminosa. Em 2010, o segmento registrou crescimento de 12% no Brasil, com faturamento de US$ 1,68 bilhão.

Revista Seguro Total/SP

Férias Seguras: Aproveite o descanso, mas deixe o imóvel protegido

No mês de julho, época de férias escolares, milhares de famílias costumam embarcar para viagens domésticas ou internacionais, de longa ou curta duração. Mas antes de fazer as malas é necessário redobrar a atenção a importantes precauções para garantir a segurança do imóvel, que nesse período acaba ficando muitas vezes vazio e se torna alvo para a marginalidade.

Para atender esse cenário é cada vez maior o número de soluções tecnológicas proveniente do mercado de sistemas eletrônicos de segurança, responsáveis por detectar, comunicar e inibir a ação criminosa. Para auxiliar na escolha de um projeto eficaz de segurança eletrônica, adequado à realidade de cada imóvel ou necessidade, a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE) desenvolveu a Cartilha do Consumidor e a Cartilha para Condomínios, manuais práticos de sistemas eletrônicos de segurança com dicas, conceitos de segurança e soluções de prevenção.

O perfeito funcionamento de um determinado sistema eletrônico de segurança depende de um processo que envolve desde a procura por uma empresa especializada, do desenvolvimento de um projeto adequado para o imóvel até o treinamento das pessoas envolvidas com a segurança e da manutenção preventiva do sistema. “É fundamental que as pessoas se conscientizem de que a segurança eletrônica não se compra em balcão, e sim por meio de profissionais capacitados para o desenvolvimento de projetos customizados e com equipamentos credenciados. Basicamente é a falta de critério que causa a vulnerabilidade do sistema”, alerta Carlos Alberto Progianti, presidente da ABESE.

Dessa forma as pessoas interessadas em adquirir um sistema eletrônico de segurança devem, primeiramente, procurar uma empresa especializada e fugir de simples orçamentos enviados por e-mail. Esta empresa deverá elaborar uma análise de risco e um projeto de segurança para o local, uma vez que cada imóvel possui uma particularidade e, portanto, uma necessidade específica. É este estudo que irá apontar, por exemplo, quantas câmeras serão instaladas, o tipo de tecnologia mais adequada, a quantidade de sensores, dentre outros.

Segundo a ABESE, a implantação de alarmes, um dos itens mais procurados, deve ser algo muito bem planejado. “O ideal é a instalação de um alarme monitorado. Este, quando disparado, aciona imediatamente a central de monitoramento, que tomará as medidas necessárias para identificar se está havendo uma invasão no local. Infelizmente, muitas pessoas instalam alarmes que não são monitorados. Isso apenas chama a atenção da vizinhança e atrasa a intervenção dos órgãos públicos”, observa Progianti.

O presidente da ABESE lembra também que hoje é possível instalar sistemas de Circuito Fechado de TV (CFTV) que podem ser acessados pela central de monitoramento ou pelos moradores de forma remota, o que permite acompanhar em tempo real o que está acontecendo no imóvel e, assim, agilizar o acionamento da polícia. Passada esta fase de prospecção e implantação do sistema, outro item a ser seguido é o correto treinamento dos moradores do imóvel e, principalmente, a realização da manutenção preventiva dos equipamentos, uma prática simples e que evita falhas no sistema, mas que, infelizmente, muitas vezes não é realizada.

Fonte: Blog Abese (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança)

Notas manchadas perdem validade, diz regulamentação do BC e do CMN

Cédulas não poderão ser usadas como meio de pagamento.
Notas são manchadas de tinta por dispositivo antifurto dos caixas.

Do G1, em São Paulo e em Brasília*

Notas manchadas de tinta por dispositivo antifurto dos caixas automáticos não podem ser usadas como meio de pagamento, segundo derminação do Conselho Monetário Nacional (CMN).

“Essas notas deixam de ter validade”, informou o Banco Central, por meio de comunicado. Com isso, a expectativa da autoridade monetária é reduzir casos de furtos e roubos a caixas eletrônicos e a circulação das cédulas marcadas.

Quem tiver em mãos uma nota possivelmente manchada de tinta contra furto deve ir a uma agência bancária e entregar a cédula para envio ao BC. Na autoridade monetária, a cédula vai ser analisada.

“Após a comprovação, pelo BC, de que o dano foi provocado por dispositivo antifurto, a instituição financeira deverá comunicar ao portador que a cédula foi fruto de ação criminosa e se encontra à disposição das autoridades competentes para investigação criminal. O portador da nota não terá direito ao ressarcimento do valor correspondente à cédula danificada”, apontou o CMN.

Se for confirmado que o dano não foi causado pelo dispositivo antifurto, o banco passará essa informação ao portador da cédula e vai realizar a troca.

Saque de notas
Segundo o diretor de Administração do Banco Central, Altamir Lopes, caso os correntistas saquem notas manchadas nos próprios caixas eletrônicos dos bancos, deverão tirar um extrato, comprovando a operação de saque, fazer um boletim de ocorrência na polícia e, no momento seguinte, apresentar aos bancos. Neste caso, os correntistas deverão ser ressarcidos. “Se ele comprova via extrato e BO, o banco vai ressarci-lo na hora”, declarou o diretor do Banco Central.

O BC recomenda a população que não receba notas suspeitas de terem sido danificadas por dispositivo antifurto.

“A recomendação é que a população não receba cédulas suspeitas de estarem danificadas por mecanismo antifurto. Se a pessoa suspeita de que aquela cédula está danificada, e tem a característica provocada por um dispositivo antifurto, que não receba a nota”, disse o diretor.

De acordo com ele, o mecanismo antifurto danifica as cédulas pintando-as com uma coloração rósea. Lopes informou que esse dispositivo já é utilizado em outros países, como Inglaterra, Estados Unidos e Canadá, e visa combater os roubos aos caixas eletrônicos. “A cédula será recolhida, serão feitos os devidos registros, ela será encaminhada ao BC para análise e, se constatado o dano por dispositivo antifurto, perderá a sua validade”, declarou ele.

“Quem recebe produto de crime, sabendo disso, em tese, pelo Código Penal, é um receptador. O que se pretende é fechar o ciclo. Que as pessoas não passem isso pra frente”, disse Aricio Fortes, subprocurador-geral do BC.

Adoção dos mecanismos antifurto
A autoridade monetária informou que há cerca de 150 mil caixas eletrônicos no Brasil. O BC informou que compete aos bancos colocar os mecanismos antifurto em seus terminais, mas acrescentou que não há uma obrigatoridade para adotar esse procedimento. Até o momento, ainda de acordo com o Banco Central, as instituições financeiras têm optado mais por colocar o mecanismo antifurto em caixas eletrônicos 24 horas.

Onda de ataques
A determinação do BC e do CMN ocorre após vários bancos decidirem usar medidas como tinta, pó e solvente em caixas eletrônicos como forma de inibir a onda de ataques a agências bancárias registrada principalmente no Nordeste, Sudeste e Sul do país desde o início do ano. Só na região metropolitana de São Paulo, 73 caixas eletrônicos foram alvo de bandidos até o final de maio, segundo números da Polícia Civil.

Nos últimos dias, a polícia prendeu pelo menos seis PMs em São Paulo por envolvimento na onda de ataques e anunciou estar investigando 26 policiais em quatro quadrilhas que agem no Estado.

No Nordeste, uma operação conjunta da Polícia Federal com a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar dos estados de Alagoas e Pernambuco desarticulou também uma quadrilha que atuava no arrombamento de caixas eletrônicos na região. Em grande parte dos casos, os bandidos usam explosivos, como bananas de emulsão, conhecida como dinamite, para explodir os caixas eletrônicos. Na segunda-feira (30), uma reportagem do Bom Dia Brasil mostrou como os suspeitos compram dinamite usada nos ataques ilegalmente nas ruas de Ciudad del Este, no Paraguai.

*Com informações do Valor Online

Mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança em 2011

Nos últimos dez anos, o mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança vem crescendo com taxas médias de 13% anualmente. Em 2010, o setor movimentou a ordem de US$ 1,680 bilhão, com um crescimento de 12% em comparação ao ano anterior. Veja abaixo panorama atualizado do mercado de sistemas eletrônicos de segurança, elaborado pela ABESE.
No Brasil, aproximadamente 88% do consumo de equipamentos de segurança eletrônica são originários do setor não-residencial.
De um total de 6,18 milhões de imóveis com possibilidade de receber sistemas de alarmes monitorados, apenas pouco mais de 11% desse total ou 710 mil imóveis são monitorados no país, número distribuído entre as grandes e pequenas empresas de monitoramento do mercado que vem registrando significativo crescimento nos últimos 3 anos. As tecnologias de alarmes contra intrusão representam 26% do mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança.
Existem no país mais de 10 mil empresas atuantes no segmento de sistemas eletrônicos de segurança, gerando cerca de 125 mil empregos diretos e mais de 1,4 milhão indiretos.

Segurança eletrônica em números

Faturamento de 2006: cerca de US$ 1,026 bilhão
Faturamento de 2007: cerca de US$ 1,200 bilhão
Faturamento de 2008: cerca de US$ 1,400 bilhão
Faturamento de 2009: cerca de US$ 1,500 bilhão
Faturamento de 2010: cerca de US$ 1,680 bilhão

Fonte: Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE)

Novos desafios para o setor de sistemas eletrônicos de segurança

PALAVRA DO PRESIDENTE

ABESE 2011-12:

Novos desafios para o setor de sistemas eletrônicos de segurança

É um grande desafio assumir a presidência da ABESE no atual patamar de representatividade que a entidade atingiu nos últimos anos, sob a presidência da Selma Migliori. Acredito que a ABESE se consolidou em seus 15 anos de trabalhos como a representante oficial do setor de sistemas eletrônicos de segurança, e creio que uma das minhas missões à frente da entidade é prepará-la para uma nova fase, mais forte, madura e inovadora.

Ressalto que esta nova gestão começa com uma parceria que promete potencializar a representatividade do setor: a criação da FENABESE (Federação Interestadual de Sistemas Eletrônicos de Segurança), objetivo perseguido pela ABESE desde sua fundação, em 1995, é uma realidade. A entidade vai coordenar e defender nacionalmente os interesses dos empresários de segurança eletrônica e de suas entidades representativas em todas as modalidades junto aos órgãos públicos.

Uma dessas missões conjuntas das entidades são as discussões sobre o projeto de lei para o Estatuto da Segurança Privada. Já batalhamos para esclarecer passo a passo o que é exatamente o nosso segmento, separando claramente nossas atividades do restante da segurança privada e continuaremos acompanhando o processo bem como o Capítulo “Segurança Eletrônica” dentro do estatuto já definido.

Além de dar continuidade às atividades da gestão anterior, pretendo ampliar a base de associados da ABESE, criando novos produtos e serviços voltados para a demanda das empresas. É importante que a entidade zele pelo setor, ajudando no seu desenvolvimento e profissionalização. Nesse sentido, continuaremos trabalhando na criação de normas ABNT, como já fizemos com a norma de cercas elétricas e como estamos fazendo nas de sistemas de alarme, a fim ampliar a normatização do setor no país.

É com estas diretrizes que pretendemos dar prosseguimento nas atividades para fortalecer ainda mais o nosso setor nos próximos anos.

Carlos Alberto Progianti

Presidente Eleito da ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança)