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A Exposec começa hoje!

Soluções em centrais de monitoramento, centrais perimétricas, circuitos fechados, cofres, controle de acesso, detecção de incêndio, detecção de metais, fechaduras de segurança, inteligência industrial, portas de segurança, radiocomunicação, sistemas de identificação, vigilância, dispositivos de identificação por biometria, rastreamento de veículos e de pessoas, segurança eletrônica e da informação, segurança privada, pessoal e residencial. Essas são algumas das novidades que serão apresentadas pelos 700 expositores, representados por mais de 1.100 marcas na 15ª edição EXPOSEC | Internacional Security Fair, de 08 a 10 de maio, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Confira a alta tecnologia, inovações e as últimas tendências e soluções para os mais diversos sistemas eletrônicos de segurança, mercado que deve crescer 11% este ano.

Nos últimos dez anos, o mercado de sistemas eletrônicos de segurança vem crescendo com taxas médias de 11% ao ano. Os fatores que influenciam o crescimento do mercado incluem o aumento do padrão de vida da população e o aumento da criminalidade nas grandes cidades.

São esperados como motores deste mercado os grandes eventos sediados no país, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

Segundo a ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), no Brasil, existem mais de 18 mil empresas atuando no segmento de sistemas eletrônicos de segurança, gerando cerca de 200 mil empregos diretos e mais de 1,7 milhão indiretos. Entre os principais clientes citam-se: consumidores residenciais, condomínios, comércio, indústrias, bancos e governo. Deste mercado, o segmento residencial, participa com 12% e o não residencial com 88%.

Serviço:
www.exposec.tmp.br
XV Exposec | Internacional Security Fair
08 a 10 de maio de 2012 – das 13h às 20h30
ENTRADA GRATUITA – para profissionais do setor
Local : Centro de Exposições Imigrantes/ Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP – Brasil

EXPOSEC 2012 – Maior evento empresarial da América Latina

Entre os dias 08 e 10 de maio, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, acontecerá a quinta maior feira do mundo no setor de segurança e vitrine tecnológica na América Latina: XV EXPOSEC | Internacional Security Fair. Nesta 15ª edição, 1.100 marcas, representadas por 700 expositores nacionais e internacionais, irão apresentar em área expositiva de 30.000 m2, soluções em centrais de monitoramento, centrais perimétricas, circuitos fechados, cofres, controle de acesso, detecção de incêndio, detecção de metais, fechaduras de segurança, inteligência industrial, portas de segurança, radiocomunicação, sistemas de identificação, vigilância, dispositivos de identificação por biometria, rastreamento de veículos e de pessoas, segurança eletrônica e da informação, segurança privada, pessoal e residencial.

Organizada pelo Grupo Cipa Fiera Milano, em parceria com a ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), o evento é voltado aos profissionais do setor, que atuam com sistemas eletrônicos de segurança, representantes do setor público e privado, como administradores, diretores, engenheiros, detetives, empresários, instaladores técnicos, entre outros. De acordo com os organizadores, nestes três dias de feira são esperados mais de 30 mil profissionais do setor e expectativa de negócios de R$ 500 milhões.

Segundo José Roberto Sevieri, diretor do Grupo organizador, em 2011, o setor movimentou US$ 1,8 bilhão, com o aumento da procura de empresas e consumidores por sistemas de segurança, voltados à proteção das pessoas e do patrimônio. “As oportunidades de negócios estão aquecidas por auxiliarem no combate à criminalidade, além da demanda gerada pela realização dos grandes eventos esportivos a serem realizados no Brasil”, ressalta Sevieri.

Nos últimos dez anos, o mercado de sistemas eletrônicos de segurança vem crescendo com taxas médias de 11% ao ano. Os fatores que influenciam o crescimento do mercado incluem o aumento do padrão de vida da população e o aumento da criminalidade nas grandes cidades.

Segundo a ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança), no Brasil, existem mais de 18 mil empresas atuando no segmento de sistemas eletrônicos de segurança, gerando cerca de 200 mil empregos diretos e mais de 1,7 milhão indiretos. Entre os principais clientes citam-se: consumidores residenciais, condomínios, comércio, indústrias, bancos e governo. Deste mercado, o segmento residencial, participa com 12% e o não residencial com 88%.

Serviço:
XV Exposec | Internacional Security Fair
Data: 08 a 10 de maio
Horário: 13:00 às 20:30 horas
Entrada Gratuita para profissionais do setor
Onde: Centro de Exposições Imigrantes/ Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo – SP
Mais informações: www.exposec.tmp.br

ABESE divulga dados de mercado 2011

Com forte expansão e ganhando cada vez mais presença e utilidade no dia-a-dia da sociedade, a Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (ABESE) acaba de anunciar que o segmento fechou o ano de 2011 com um crescimento de 11%, registrando um faturamento de aproximadamente US$1,830 bilhão.

De acordo com Carlos Progianti, presidente da ABESE, trata-se de um segmento que reserva grandes oportunidades de negócios e muitas possibilidades de crescimento, principalmente com a importância que tem alcançado auxiliando o combate à criminalidade e até na identificação de crimes e suspeitos.

Dados
No Brasil existem mais de 18 mil empresas atuantes no segmento de sistemas eletrônicos de segurança, gerando cerca de 200 mil empregos diretos e mais de 1,7 milhão indiretos.

Atualmente, existe cerca de 710 mil imóveis monitorados por sistemas eletrônicos de alarmes no País, o que corresponde a 11% de um total de 6,18 milhões imóveis com possibilidade de receberem sistemas de alarmes monitorados. As tecnologias de alarmes contra intrusão representam 24% do mercado de Sistemas Eletrônicos de Segurança.

As tecnologias de sistemas de controle de acesso que representam 24% do mercado, e que incluem equipamentos de identificação, cartões de acesso, número de identificação pessoal e equipamentos biométricos (impressão digital, iris, voz, palma da mão e facial), estão em expansão e assim devem permanecer devido à demanda de dois grandes eventos que terão lugar no país: Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos de 2016.

O mercado de segurança eletrônica cresceu, em média, 11% nos últimos cinco anos:
2007 15%
2008 13%
2009 7%
2010 12%
2011 9%

Representatividade do mercado nacional por regiões:
Sudeste: 51%
Sul: 22%
Centro-Oeste: 13%
Nordeste: 10%
Norte: 4%

Principais tecnologias aplicadas em segurança eletrônica e sua participação de mercado:
Sistemas de alarmes contra intrusos: 24%
Sistemas de circuitos fechados de TV: 43%
Sistemas de controle de acesso: 24%
Equipamentos detecção e combate a incêndio: 9%

Outras tecnologias:
Sistemas de Proteção Antifurto para produtos
Detecção de metais e explosivos
Dispositivos de identificação por biometria
Rastreamento de veículos, cargas e seres vivos
Sistemas de controle de tráfego em vias públicas e rodovias
Sistemas de Analise Inteligente de Vídeo
Sistemas avançados de identificação biométrica
Cidade Digital – integração dos registros e informações a disposição dos órgãos competentes (imagens em vídeo, fotos, registros de ocorrências)

Dicas para o consumidor
É necessário ressaltar a importância na escolha das empresas que prestam este tipo de serviço, já que segurança eletrônica não se compra em balcão, pois existem muitos outros fatores que devem ser considerados:

Eficácia: É muito comum o questionamento da eficácia dos equipamentos de segurança eletrônica, mas a falha pode estar na falta de um estudo adequado do local e escolha de fornecedores especializados que atendam às necessidades específicas de cada imóvel.

Análise das Particularidades do Local: É necessário que o consumidor se conscientize que cada imóvel possui uma característica diferente e, consequentemente, precisa de um projeto específico, realizado por uma empresa capacitada. Parece simples, mas muitos consumidores ainda adquirem segurança eletrônica sem a orientação correta e acabam investindo em equipamentos e serviços que no final das contas acaba deixando o local vulnerável e sem a proteção adequada. Para se ter uma idéia, um simples sensor de presença mal posicionado pode comprometer a eficácia de todo um sistema de alarme.

ABESE possui ainda uma Cartilha do Consumidor que orienta sobre a maneira correta de adquirir um sistema de segurança eletrônica e traz dicas sobre os tipos de sistema e o passo a passo para escolher corretamente o serviço que atenda as particularidades da sua propriedade. Baixe-a gratuitamente por meio do site: www.abese.org.br.

O primeiro passo é o diagnóstico e análise de risco, procedimento que identifica os riscos e suas origens e o diagnóstico de segurança, com o levantamento de variáveis externas e internas que podem impactar na segurança do imóvel e as vulnerabilidades da instalação.

Após este estudo, o consumidor deve solicitar um projeto de sistema de segurança eletrônica que irá levantar inúmeras informações que permitirão a aplicação da tecnologia mais adequada ao local. Cada residência, condomínio ou empresa possui suas particularidades e apresentam uma necessidade específica. Levando em consideração que o mercado de segurança eletrônica é preventivo e detectivo, o sistema adotado deverá ser customizado e apropriado para o local.

Outra dica importante: escolha a empresa com base no pacote de soluções oferecidas. Afinal, o barato pode sair caro. E com segurança é bom não correr esse risco.

O passo seguinte é a escolha da empresa, onde é imprescindível que o consumidor analise o histórico do prestador de serviço que fornecerá e instalará o sistema de segurança. O mais importante é procurar empresas que lhe ofereçam garantias da procedência dos equipamentos e serviços pós-venda, como manutenção e suporte técnico. Observe se a empresa possui certificações. Isso demonstra que ela cumpre com uma série de procedimentos e requisitos voltados à qualidade do serviço prestado. Não esqueça de exigir um contrato de prestação de serviços e manutenção dos equipamentos, que deve prever a garantia dos produtos e serviços e o prazo de atendimento em caso de manutenção corretiva.

Esses passos são importantes para que esta tecnologia cumpra com os seus principais objetivos: detectar, comunicar e inibir ações criminosas.

Existe uma grande logística por trás de um projeto de segurança eletrônica e, para cada imóvel, existe um equipamento, um serviço e um tipo de tecnologia adequada.

Fonte: Abese / Texto Assessoria de Comunicações

Setor de segurança requer de equipamentos a serviços

Junto com o crescimento do patrimônio dos brasileiros, vem se desenvolvendo também uma maior preocupação com a proteção dele.

Segundo a Associação Brasileira de Serviços Eletrônicos de Segurança (Abese), o mercado brasileiro de equipamentos como alarmes e câmeras de vigilância vem crescendo numa média de 11% ao ano desde 2001. Com o desenvolvimento de tecnologias mais sofisticadas, hoje o setor representa uma oportunidade não só para o fornecimento de equipamentos, mas também para a prestação de serviços de instalação, gestão e manutenção.

“O mercado passou e vem passando por uma mudança muito importante, que é a transição de pequenas empresas de instalação da área de elétrica, que trabalhavam com equipamentos eletrônicos, que têm que se adaptar para a área de tecnologia da informação (TI)”, avalia Oswaldo Oggiam, diretor de marketing da Abese.

O público dessas empresas abrange residências, condomínios, prédios de escritório e indústrias. A Abese estima que, de um total de 6,18 milhões de imóveis com possibilidade de receber sistemas de alarmes monitorados, apenas pouco mais de 11% o fazem no País.

Oggiam explica que muitos equipamentos de segurança simples, como alarmes e câmeras de vigilância, podem ser encontrados sem muita dificuldade em lojas de departamento. O mercado vem, no entanto, exigindo aparelhos cada vez mais complexos, que requerem das empresas especializadas e profissionais qualificados para sua gestão. “Não é uma transição fácil para a mão de obra”, diz.

Redes de monitoramento complexas exigem o desenvolvimento de softwares próprios, além de técnicos para instalação. No Brasil, a linha telefônica ainda é responsável por enviar a maioria das informações colhidas pelos alarmes às empresas de segurança, mas tecnologias como o General Packet Radio Service (GPRS), a mesma utilizada para a transmissão de dados por celulares, são uma alternativa cada vez mais procurada por empresas.

Segundo Oggiam, a transição para um enfoque maior em TI representou certa concentração do mercado, com muitas companhias menores passando a fornecer para maiores e eventualmente sendo assimiladas por elas.

Mesmo assim, a grande variedade de frentes de atuação torna o setor aberto para o investidor que souber onde focar seus esforços. “As plantas de segurança de pequenos imóveis e condomínios podem ser feitas por empresas. Outros negócios podem oferecer um especialista de rede que administre os sistemas”, exemplifica.

Ele julga que “no Sul e no Sudeste é mais difícil para uma empresa nova entrar, porque a competição é enorme, mas nas outras regiões ainda há muitas possibilidades”. Segundo a Abese, Sul e Sudeste concentram 73% do mercado de segurança do País.

Além do avanço sobre novas regiões, outro fator que promete aumentar as vendas é a transição de sistemas tradicionais, que transmitem os dados via linha telefônica, para os mais modernos, que se utilizam tecnologias GPRS, ethernet ou TCP-IP, o mesmo protocolo da internet.

Cross Content
Especial para o Terra

PF cancela 217 empresas de segurança clandestinas em 2011

Em 2011, a Polícia Federal fechou 217 estabelecimentos que prestavam serviço de segurança privada de forma clandestina ou irregular, em todo o Brasil. O estado de São Paulo foi o que liderou o número de encerramentos, com 43 empresas fechadas, seguido por Goiás (34), Rio de Janeiro (25), Pernambuco (23) e Minas Gerais (15). No Mato Grosso do Sul foram fechadas seis empresas.

“Embora seja uma atividade regulamentada, há muitos casos de empresas atuando de forma clandestina e irregular, colocando em risco a vida das pessoas ao redor, já que não possuem capacidade técnica para prestar este tipo de serviço. Por isso, a ação fiscalizadora da PF, que depende principalmente de denúncias, é imprescindível para garantir a qualidade da prestação do serviço pelas empresas sérias”, alerta João Palhuca, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo (Sesvesp).

No Brasil, apenas empresas autorizadas pela Polícia Federal podem prestar serviço de vigilância patrimonial, transporte de valores, escolta armada e segurança pessoal privada, conforme prevê a Lei 7.102/83. No País, cerca de 1.500 empresas são legalizadas e o Estado de São Paulo concentra a maioria delas: 429.

Revista Segurança e Cia

Dicas de Segurança: Férias de Final de Ano

Nesta época do ano, meses de festas e férias, costumam aumentar o número de furtos a residências, apartamentos, condomínios e empresas.
Para isso existem alguns conselhos, fornecidos por empresas de segurança e pela polícia, que de fato, podem ajudar a afastar um pouco mais o perigo. Sabemos que segurança 100% eficiente não existe.

Na maioria das vezes, as barreiras físicas podem ser inúteis se não houver hábitos e atitudes de segurança, tanto dos moradores, quanto dos funcionários ou empregados.

Lembramos que o Sistema de Alarme é uma prevenção e tem como principal objetivo inibir eventos criminosos. Ter um alarme monitorado por uma empresa idônea faz toda a diferença, porém sua colaboração no sentido de reforçar a segurança é fundamental.

A SEKRON ALARMES, pensando na segurança e bem estar de seus clientes, recomenda algumas dicas para evitar problemas e surpresas desagradáveis nos períodos de férias:

Não comente com estranhos sua viagem.

Feche bem janelas e portas, mesmo as do carro que permanecerem na garagem.

Não deixe luzes acesas. Esse é um truque manjado, que tem efeito contrário: atrai os ladrões.

Temporizadores nas luzes internas e externas podem dar a aparência de que alguém está em casa e são mais eficientes.

Quem mora em casa deve tomar algumas precauções extras. Solicitar a interrupção da entrega de jornais dos quais eventualmente seja assinante é a primeira delas. Evite deixar carros na garagem por longos períodos.

Quem mora em condomínio não deve comentar o dia de retorno aos funcionários do edifício.

Também é aconselhável não deixar chaves com empregados, a não ser em casos de confiança absoluta ou de necessidade inadiável.

Nunca deixe mensagens em sua secretária eletrônica dizendo que estará ausente por certo período de tempo. Em vez disso mantenha uma mensagem genérica. Abaixe o volume da máquina e do telefone para que seu som não seja ouvido fora de casa.

Sua empresa vai entrar de férias? Ótimo, mas não é prudente colocar na fachada da empresa a data de saída e retorno, mande um comunicado ou email para seus clientes e fornecedores, você evita de meliantes ficarem sabendo o período que não haverá ninguém na empresa.

Antes de sair de viagem informe a SEKRON ALARMES a data de sua saída / retorno de viagem e atualize os telefones para contato caso haja algum problema, como demais recomendações que você achar necessário.

Nós da SEKRON ALARMES queremos que você e sua família fiquem tranqüilos em relação à segurança de seu patrimônio, para isso estamos colocando toda nossa equipe a sua inteira disposição para melhor atendê-lo.

A Rota dos explosivos

Como agem os grupos criminosos que explodem e assaltam caixas eletrônicos pelo País.

Caixas eletrônicos se tornaram a menina dos olhos da bandidagem brasileira. Um furto bem-sucedido pode render em torno de R$ 200 mil reais por cofre violado. Se o dinheiro é fácil, os meios para consegui-lo são ainda mais.

A falta de controle do mercado de produtos explosivos permite que grupos criminosos levem aos ares terminais de auto-atendimento de Norte a Sul do País e revela uma deficiência grave na estrutura de segurança nacional.

Três caixas eletrônicos são violados por dia no Estado de São Paulo. Em um terço dessas ocasiões, os ladrões utilizam explosivos, técnica capaz de neutralizar os dispositivos antifurto que queimam e mancham as notas.

Nos primeiros nove meses de 2011, foram informados 727 ataques pela Secretaria de Segurança Pública paulista e a incidência é cada vez maior em cidades do interior.

Na madrugada de quinta-feira 24, em Atibaia, por exemplo, seis homens armados explodiram um caixa eletrônico em um posto de gasolina.

Na capital paulista, as ocorrências diminuíram após a prisão de 13 policiais militares que davam cobertura para os furtos.

“Prendemos somente na capital outros 48 criminosos que formavam várias quadrilhas”, diz Rodolfo Chiarelli, delegado de repressão a roubo de bancos do Departamento de Investigação do Crime Organizado de São Paulo.

Mas o problema está longe de se restringir ao Estado mais rico do Brasil, já que no mesmo período a polícia registrou diversas ocorrências no Paraná, em Mato Grosso, em Santa Catarina e na Bahia.

“Quando surgiram os primeiros casos aqui no Nordeste nós aumentamos a qualidade do nosso sistema de segurança, mas não depende apenas da gente”, afirma Carlos Avellar, diretor da fábrica de explosivos Elephant, com sede em Pernambuco.

O mercado de explosivos tem regulamentação do Exército, que autoriza a fabricação, o armazenamento e a compra do material no País. As empresas são registradas na Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, subordinada ao Comando de Logística do Exército. Mas a falha de controle sobre o destino dos explosivos comercializados legalmente facilita a ação dos criminosos. Nem as polícias civis de cada Estado nem o Exército contam com estruturas adequadas para fiscalizar o uso desses materiais.

A consequência direta é a de que boa parte do material usado nos furtos tem origem em depósitos de fabricantes, pedreiras, construtoras e empresas de demolição. O material chega aos bandidos por meio de assaltos e por desvios realizados por funcionários desses locais, a chamada lavagem de explosivos.

“Um sujeito pode comprar 100 quilos e desviar parte desse material, sem a menor dificuldade para revender a criminosos a um preço muito baixo”, informa o especialista em segurança Ricardo Chilelli, presidente da RCI First.

Na semana passada, policiais de Santa Catarina finalizaram a Operação Rastro, que prendeu 19 pessoas acusadas de realizar furtos a caixas eletrônicos em cidades litorâneas do Estado. Duas delas são empregados de pedreiras acusados de desviar explosivos para as quadrilhas.

“A raiz do problema é a liberdade excessiva nesse setor. A fiscalização tem que aumentar”, diz o delegado Daniel Régis, de Caçador (SC), que comandou a operação.

Outros mananciais dos criminosos são as estradas. “Entre 2009 e 2010, a quantidade de explosivos roubados subiu de 390 quilos para duas toneladas por ano”, informa o pesquisador criminal Jorge Lordello.

Relatório do Exército informa que 1,06 tonelada de emulsão de nitrato de amônia e TNT em gel foi subtraída de pedreiras e de obras em execução nas estradas durante o ano de 2010, volume 170% superior a 2009, além de 11,7 quilômetros de cordel detonante e 568 espoletas.

Os criminosos utilizam a chamada emulsão, TNT em gel, de maior estabilidade e mais fácil armazenamento que a dinamite. A banana do explosivo se assemelha uma salsicha branca e é usada em 70% desses furtos.

Diante do volume de casos que aumenta a cada dia no País, um grupo de trabalho foi criado em São Paulo, com participação de representantes dos organismos de segurança pública e dos bancos, que deve contar também com o Exército, para elaborar um plano que tenha como objetivo diminuir a fragilidade do setor de explosivos no País.

“Todos os elementos, como novas tecnologias, gerenciamento de riscos, policiamento adequado e punições severas para os criminosos, estão diretamente relacionados”, afirma Bruno Morgado, presidente da South American Surveyors, empresa que presta consultoria na área de gerenciamento de risco. Ou, então, os bandidos continuarão a usar bombas como senhas nos caixas eletrônicos.

Fonte: Revista Istoé SP – Novembro/11, pgs 70/71

Congresso Internacional de Segurança destaca a evolução do vídeo monitoramento

A Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança – ABESE, atenta aos desafios e oportunidades do setor, promove a sétima edição do Congresso Internacional de Segurança-VII CIS, em 24 e 25 de novembro, em São Paulo.

Com o tema “A evolução do vídeo monitoramento além da segurança”, o VII CIS terá rico conteúdo envolvendo diferentes aspectos relacionados à imagem. A programação trará discussões sobre tecnologia IP e HD, gestão para central de vídeo monitoramento, gestão de identificação e controle de acesso, responsabilidade legal das centrais de monitoramento, importância da segurança da informação, a evolução dos sistemas integrados de segurança, oportunidades e desafios para bons projetos de segurança, a importância do vídeo monitoramento público no Brasil, entre outros.

“O tema foi escolhido devido ao crescimento expressivo do mercado de Circuito Fechado de TV (CFTV), refletindo uma necessidade do próprio mercado de sistemas eletrônicos de segurança (SES). Até então, significativa parcela da comercialização de equipamentos de SES está focada em sistemas de intrusão. Por isso preparamos esse conteúdo especifico de vídeo monitoramento abordando diferentes aspectos do setor. Será uma oportunidade única para as empresas e os profissionais de nosso mercado se atualizar e trocar experiências, ampliando suas oportunidades de negócios”, avalia Carlos Progianti, presidente da ABESE.

Conforme dados da ABESE, em 2010, o segmento de sistemas eletrônicos de segurança registrou crescimento de 12%, com faturamento de US$ 1,68 bilhão. No Brasil, aproximadamente 88% do consumo de equipamentos de segurança eletrônica são originários do setor não-residencial.

Nesse cenário, a principal tecnologia aplicada em segurança eletrônica é o sistema de circuito fechado de TV com 40% do mercado de SES, seguido pelos sistemas de alarmes contra intrusos com 26% de participação.

As tecnologias de sistemas de controle de acesso, que representam 24% do mercado, e que incluem equipamentos de identificação, cartões de acesso, número de identificação pessoal e equipamentos biométricos (impressão digital, iris, voz, palma da mão e facial), também estão em expansão e assim devem permanecer devido à demanda de dois grandes eventos que terão lugar no país: Copa do Mundo 2014 e Jogos Olímpicos de 2016.

Nesta edição, o CIS trará também como iniciativas paralelas, uma exposição de empresas de sistemas eletrônicos de segurança e a realização do Jantar de Confraternização da ABESE, que será realizado no dia 24 de novembro, ambos no Novotel Jaraguá. O CIS é uma realização da ABESE, com promoção da CIPA e apoio da ABSEG, FENABESE e SIESE.

Serviço
VII CIS – Congresso Internacional de Segurança
Quando: 24 e 25 de Novembro
Local: Novotel Jaraguá (na Rua Martins Fontes, 71), São Paulo-SP.
Mais informações acesse www.abese.org.br e www.pacin.com.br

Roubo de carga gera R$ 148 milhões de prejuízo em seis meses em SP

Dados do sindicato dos transportadores de carga são do primeiro semestre. Capital abriga mais da metade dos 3.345 casos de roubos.

Kleber Tomaz, Paulo Toledo Piza e Marcelo Mora Do G1 SP

Armas apreendidas com integrantes de quadrilha suspeita de roubo de cargas na Grande São Paulo (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Armas apreendidas com integrantes de quadrilha suspeita de roubo de cargas na Grande São Paulo (Foto: Divulgação/Polícia Civil)


O estado de São Paulo registra um prejuízo de R$ 148 milhões em roubo a cargas no primeiro semestre deste ano. São 3.345 ocorrências registradas – mais da metade só na capital. As zonas Leste e Norte são as regiões que concentram o maior número de crimes. É o que mostra levantamento feito pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) obtido pelo G1.

Dos 1.727 crimes dessa natureza registrados na capital, 549 (ou 31,8%) aconteceram na área Leste e 483 (28%), na Norte.

Houve aumento no prejuízo registrado neste ano em comparação com o mesmo período de 2010, quando foram levados R$ 136 milhões em cargas pelos criminosos. Apesar de a capital ter registrado menos casos de roubo em relação a 2010 (1.808), a Zona Leste teve aumento de 12 casos, o que representa elevação de 2,23% nas queixas (no ano passado foram 537 registros). A região Norte também apresentou aumento, de nove casos (ou 1,9%).

Segundo os dados do Setcesp, janeiro foi o mês com maior número de ocorrências, com 693 casos. As quartas-feiras são os dias preferidos pelos assaltantes para cometer os roubos, com 722 registros. O horário mais perigoso é entre 10h e 12h (649 ocorrências), seguido pelo período entre 12h e 14h (540). O horário em que houve menos registros foi entre meia-noite 2h (83) e das 2h às 4h (96).

Capital

No bairro de Brasilândia, na Zona Norte, os motoristas relatam medo. Sob a condição de anonimato, um deles contou ao G1 que, ao ser assaltado lá, um dos ladrões lhe deu um conselho. “Eu comentei com ele que haviam roubado meu carro e que ele estava sem seguro. Aí ele me disse: ‘Pô, tio, não pode deixar sem seguro. A sua profissão é entregar, a minha é roubar.’ Eles não têm medo de nada”, disse.

A audácia dos criminosos foi tamanha que a vítima acabou mantida refém numa feira livre. Os ladrões chegaram até a pagar um pastel ao entregador, que ouviu deles que a criminalidade cresceu no município. “Eles disseram que ‘a violência está demais hoje em dia em São Paulo’. Também falaram que ‘a gente rouba mesmo, porque é fácil roubar’”, relatou.

O G1 conversou com outros motoristas que reclamaram da falta de policiamento ostensivo na região Norte. Uma empresa especializada em transporte de cargas informou que seus funcionários foram assaltados 22 vezes durante o trabalho neste ano.

Segundo o gerente de operações de transportes Felipe Cunha, os assaltos se intensificaram neste ano, com o aumento no número de ocorrências a partir de março. De acordo com ele, no início do ano, os criminosos esperavam pelos entregadores já na porta do depósito.

Cunha disse que após uma série de denúncias e reclamações às polícias Civil e Militar houve diminuição no número de assaltos aos veículos no momento em que saíam da empresa. Isso, no entanto, fez com que os assaltantes passassem a atacar os motoristas nos bairros onde eram feitas as entregas. “Eles compram alguma coisa pela internet, passam um cartão clonado e informam um endereço, que às vezes nem existe. Quando o motorista da empresa de entrega chega, eles já estão esperando, sabem que o carro está carregado e roubam”, disse.

“E com essa nova lei, vai ficar pior ainda. Ninguém mais pode ser preso. Se for até um certo valor, o cara, mesmo sendo pego em flagrante, vai ser liberado”, afirmou Cunha, se referindo à nova lei de prisões, que começou a vigorar no Brasil em 4 de julho. A nova medida prevê que quem for preso em flagrante por crimes que resultem, em caso de condenação, em até quatro anos de reclusão, poderá ser beneficiado para responder o inquérito e o processo em liberdade mediante o pagamento de fiança estipulada pela autoridade policial.

Tempo perdido

Apesar de não terem objetos pessoais roubados, os motoristas disseram que, no final, acabam sendo prejudicados pelos assaltos. “Quando a gente vai para a delegacia, acaba ficando o dia todo lá. Demora muito para fazer o BO [boletim de ocorrência] e acabamos perdendo o dia. Além disso, a gente acaba ficando mais um, dois dias sem carregar”, disse um deles. “Nós recebemos por entrega. Se não entregamos, não recebemos.”

Outro problema enfrentado pelos entregadores é a desconfiança. Os motoristas acabam sendo sempre os primeiros suspeitos. Segundo o gerente Felipe Cunha, tanto na polícia quanto na transportadora os entregadores são questionados como se tivessem participação nos crimes. “A seguradora sempre desconfia deles. E quando um motorista registra cinco ocorrências, eles não renovam o contrato. No começo deste ano, perdemos um por causa disso.

Boletins de ocorrência registrados somente nos primeiros seis meses de 2011 por empresa de carga (Foto: Fabiano Correia/ G1)

Boletins de ocorrência registrados somente nos primeiros seis meses de 2011 por empresa de carga (Foto: Fabiano Correia/ G1)

”O roubo de cargas não é exclusividade da região da Brasilândia. Em Pirituba, na Zona Oeste, e São Mateus, na Zona Leste, os profissionais também enfrentam o problema. Segundo o gerente, existem alguns pontos críticos na cidade. “Nós não entregamos na Zona Sul, por exemplo, mas na região do Capão Redondo e do Grajaú sempre acontecem esses assaltos.”

Os profissionais disseram conhecer as áreas de maior risco e saber de cor os nomes. Eles enumeraram uma série de ruas e avenidas pelas quais é impossível passar sem temer ser abordado. De acordo com a PM, as vias identificadas como as mais perigosas são: Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, Avenida Deputado Cantídio Sampaio e Avenida Elísio Teixeira Leite. Todas elas passam pela Brasilândia e pela Parada de Taipas, outro bairro com incidência de assaltos.

Profissionais dos Correios também sofrem com o tipo de ação dos criminosos. Em nota, a empresa informou que adota a escolta armada em algumas atividades externas. A medida, assim como na empresa de entregas, tem como objetivo garantir a segurança dos profissionais.

Polícia Militar

De acordo com a Polícia Militar, o trabalho de policiamento ostensivo para inibir o roubo de cargas segue sendo feito em toda a capital, com os suspeitos sendo encaminhados para as delegacias.

Segundo o o tenente Jonas Paro Barreto, da Polícia Militar, alguns bairros da Zona Norte apresentam altos índices de roubos de carga. No entanto, ele afirmou que o número de ocorrências tem diminuído neste ano em relação a 2010. “A redução não é muito grande, mas já estamos combatendo. No segundo trimestre de 2011, tivemos uma redução de 21 roubos para 15 em nossa região”, disse Barreto.

A PM tem feito operações semanais em algumas vias consideradas de maior risco, segundo o tenente. “Desde o começo do ano, segundo estudos feitos pela polícia, intensificamos os trabalhos de repressão em algumas vias onde acontecem mais assaltos. Abordamos pedestres e motociclistas suspeitos, já que geralmente as abordagens acontecem desta maneira.”

Segundo o coronel Paulo Roberto de Souza, oficial reformado do Exército e assessor de segurança do Setcesp, os dados do sindicato foram tabulados com base nos números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública e na divisão geográfica estabelecida pela Prefeitura de São Paulo. Por isso, existem diferenças nos números quando comparados no que diz respeito às zonas da cidade.

Pró-carga

Para combater este tipo de crime, a Secretaria da Segurança Pública reativou em 2009 o Pró-carga, um programa de prevenção e redução de furtos, roubos e apropriação indébita de receptação de cargas. Coordenado pelo delegado Waldomiro Milanesi, um grupo de representantes dos órgãos de segurança do estado, como as polícias Civil, Militar e Técnico-científica, se reúne com representantes da sociedade civil para elaborar ações preventivas.

“Nós nos reunimos mensalmente e deliberamos algumas ações necessárias nos planos administrativo e operacional. Por exemplo, recentemente, tendo em vista as ocorrências de aumento de roubo de veículo de transporte na Marginal Tietê, foi feito um planejamento junto ao comando de policiamento da capital, onde disponibilizou várias operações na extensão de toda esta via como também na Marginal Pinheiros, para evitar não só o roubo de cargas como também o de veículos de transporte de cargas”, disse Milanesi.

A maior dificuldade no combate a este tipo de crime é justamente identificar os receptadores das cargas roubadas. “Infelizmente, a existência do receptador acaba sendo a motivação do surgimento de quem rouba. Nós do Pró-carga estamos chamando os representantes das indústrias, porque muitos materiais produzidos ou não possuem identificação para que eventualmente a gente possa ir atrás da sua numeração de série. Foi sugerido, inclusive, que a indústria coloque isso em um site para que o próprio cidadão, ao comprar um produto, possa ele verificar se não existe uma queixa de roubo ou furto para aquele produto. A partir daí, podemos chegar no receptador, que pode ser até um grande comerciante”, afirmou.

Com base no trabalho de planejamento realizado pelo grupo, ao menos duas quadrilhas suspeitas de roubo de carga que utilizavam armamento pesado em suas ações foram desbaratadas neste ano, segundo o delegado.

Carga avaliada em R$ 1,1 milhão que havia sido roubada em Minas Gerais foi localizada em oficina de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo; no local, foi apreendida também uma grande quantidade de armas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Carga avaliada em R$ 1,1 milhão que havia sido roubada em Minas Gerais foi localizada em oficina de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo; no local, foi apreendida também uma grande quantidade de armas (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Segurança Eletrônica auxilia no Monitoramento de Fronteiras

Na série de matérias sobre as nossas fronteiras a Rede Globo informa que empresas privadas de segurança eletrônica são contratadas para monitorar áreas de fronteira, evitando assim roubo de gado e tráfico de pessoas.
Mais uma atuação do segmento, confira abaixo a matéria.

Jornal Nacional – Edição do dia 01/06/2011
01/06/2011 20h59 – Atualizado em 01/06/2011 20h59

Criminosos levam rebanhos e crianças do Brasil para outros países

Vítimas do campo pediram proteção a empresas de segurança. Assim nasceu o serviço particular de patrulha rural. Em Corumbá, no MS, o crime organizado controla redes de prostituição. Jovens são aliciadas para vender o corpo dos dois lados da fronteira.

A terceira reportagem da série sobre as nossas fronteiras mostra a atuação de criminosos que levam rebanhos e até crianças do Brasil para países vizinhos.

Foi-se o tempo em que cerca representava proteção no campo. “Em um círculo de 20 a 25 quilômetros, no máximo, nas redondezas, faltaram aproximadamente 300 cabeças de bovinos. Gado que deve estar sendo passado pela fronteira”, disse o fazendeiro Miguel Souza Trindade.

E haja fronteira. O Rio Grande do Sul tem mais de 700 quilômetros só com a Argentina e outros mil com o Uruguai.

Em longos trechos, os dois lados se confundem. E aí criminosos de lá, em parceria com os daqui, aproveitam.

Os ataques são geralmente muito bem planejados. As quadrilhas derrubam porteiras, abrem buracos na cerca e usam caminhões para levar o gado embora. Quanto mais perto da fronteira, mais fácil e bem sucedida é a ação dos ladrões.

“É bem feito, que ninguém vê, nem eu nem os vizinhos. Nem rastro deixam”, destacou um fazendeiro.

“Os cordeiros estavam berrando, buscando a mãe. Fui fazer uma contagem, estavam faltando umas ovelhas”, lembrou Ciro.

Umas não, muitas! Seu Ciro logo se deu conta de que os ladrões tinham levado 88 ovelhas de uma só vez.

“O caminhão carrega e rapidamente consegue fazer o cruzamento e pega vias vicinais de difícil fiscalização dentro do Uruguai”, explicou o major Márcio Galdino, da Polícia Militar do RS.

Do alto, a equipe do Major Galdino já conseguiu localizar e ajudar a recuperar um rebanho furtado de 105 ovelhas.

Mas final feliz assim ainda é raro. Fazendeiros do Rio Grande do Sul já chegaram a se reunir em milícias. Como mostrou o Jornal Nacional, na primeira série sobre as nossas fronteiras, em 2002.

Hoje, é outra reação ao mesmo crime. As vítimas do campo foram buscar ajuda na cidade. Pediram proteção às empresas de segurança, acostumadas a trabalhar com bancos, indústrias e o comércio. Assim nasceu o serviço particular de patrulha rural.

Em apenas um ano, só uma empresa já monitora 39 fazendas de gado em região de fronteira.

Entre os crimes tipo exportação, ou seja, do Brasil para fora, também está o tráfico de mulheres para exploração sexual. Em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, o crime organizado controla redes de prostituição.

Jovens são aliciadas para vender o corpo dos dois lados da fronteira.

É possível ver nas ruas escuras perto da Bolívia, nos bares de turismo sexual, onde é grande a procura por menor de idade.

“Quanto mais jovem, mais valiosa para esse mercado de exploração sexual”, explicou um homem.

Foi atrás de cocaína que uma garota de 14 anos aceitou carona de um boliviano e atravessou a fronteira para cair em uma armadilha em Porto Quijarro.

“Comigo, no mesmo hotel, era eu e mais seis meninas. Todas brasileiras. Tinha menina que conversava com a gente chorando, que queria ir embora, que os caras não deixavam”, lembrou.

Ela conta que recebia droga para se prostituir. E que depois de dois meses nessa situação conseguiu escapar do hotel. “Eu sofri muito lá. Sofri demais”.

Para a família de Livia, de Corumbá, ter a fronteira perto de casa é uma agonia sem fim. Ela está desaparecida faz 11 meses. A polícia prendeu o homem acusado de sequestrá-la e investiga se a menina de 7 anos foi vendida para exploração sexual na Bolívia.

“A fronteira é desguarnecida, entra e sai crianças e adolescentes a qualquer hora”, declarou a delegada de Polícia de Corumbá, Priscilla Arruda Vieira.

“Eu tenho esperança de que ela está viva em algum lugar. E uma pessoa boa um dia vai encontrar e vai devolver ela”, lamenta a avó.

A Polícia Federal informou que instaurou mais de 400 inquéritos nos últimos cinco anos sobre o tráfico de pessoas na região e que a ocorrência de roubo de gado caiu 70% desde a implantação da parceria com as polícias Militar e Civil do Rio Grande do Sul.