Clientes Sekron
  Esqueci a Senha
Conheça nosso site Institucional ›

Posts Tagged ‘ Encapuzados

‘Ajudei ladrões para proteger minha família’, diz refém de festa invadida

Nove pessoas, entre elas duas eram crianças, foram feitas reféns.
Um dos convidados foi agredido com uma coronhada na cabeça.

Foram apenas 10 minutos que ficarão marcados na memória de uma família de São José do Rio Preto, interior de São Paulo. Este foi o tempo em que nove pessoas, entre elas duas crianças, foram feitas reféns na noite desta quinta-feira (8), durante uma festa de confraternização de final de ano entre amigos. Uma convidado foi agredido com uma coronhada na cabeça.

Uma das pessoas que estavam na festa , que não quis se identificar, disse em entrevista ao G1 Rio Preto que pensou apenas em proteger a família. “Eu me ofereci para ajudá-los a recolher os pertences da minha casa, em troca eles não machucariam minha família. Vivi momentos de terror, ainda não caiu minha ficha sobre o que aconteceu”, disse. A casa fica em um bairro de classe média alta da cidade, Jardim Tarraf II.
A residência foi invadida por três homens armados e encapuzados. Eles entraram na casa no momento em que dois convidados e uma criança foram embora. Dentro da festa, renderam nove pessoas, entre elas duas crianças, uma de dois anos e outra de seis. Os bandidos recolheram joias, celulares, dinheiro e uma TV. Depois, usaram o carro de uma das vítimas para fugir.

“Na saída, eles não conseguiam abrir o portão e ficaram nervosos. Chamaram meu irmão para ajudar e acabaram o agredindo com uma coronhada na cabeça. Foi uma agressão gratuita, não havia necessidade”, contou a vítima. O homem foi socorrido e passa bem. Os reféns estão abalados. “Ficamos muito preocupados com a crianças, a de dois anos felizmente não entendeu o que aconteceu, mas a de seis anos ficou apavorada. Graças a Deus todos estão bem, apesar do grande susto”, concluiu.

As vítimas prestaram depoimento na delegacia da cidade. Segundo o delegado João Lafaiete Sanches, o caso será investigado com prioridade. “Foi instaurado um inquérito para apurar o caso. Descobrimos que nem todos os ladrões estavam encapuzados, portanto, teremos novidades em breve”, explicou.

Natália Clementin G1 Rio Preto e Araçatuba

Quando a polícia é que tem medo

“El País”, o grande jornal espanhol, publica na capa desta terça-feira uma foto que acaba sendo um instantâneo da triste história da violência na América Latina: três policiais mexicanos conduzem dois presos, acusados de responsáveis pelo incêndio em um cassino de Monterrey, na semana passada, que causou a morte de 52 pessoas.

Detalhe revelador –e assustador: os soldados estão encapuzados, só os olhos à mostra, ao passo que os detidos exibem o rosto descoberto, sem sinal de medo. Pertencem, diz a legenda, ao cartel dos Zetas, um dos muitos grupos do crime organizado que ensanguentam o México faz anos.

A legenda da foto deveria ser assim, para contar a história real: a polícia tem medo e esconde o rosto, mesmo cumprindo o seu dever; a criminalidade não teme nem a prisão nem a polícia.

No Brasil, estamos longe de um retrato similar? Acho que não. É só lembrar dois acontecimentos relativamente recentes:

1 – Os ataques do PCC em São Paulo, em 2005. A polícia ficou com medo dos criminosos. Tanto que passou a proteger suas dependências, temerosa da repetição de ataques. Em circunstâncias normais, postos policiais dispensam proteção porque os criminosos querem é passar longe deles.

2 – Sem o apoio das Forças Armadas, a polícia do Rio de Janeiro não teria conseguido recuperar territórios, como o Morro do Alemão, controlados pelo narcotráfico fazia já um bom tempo. Posto de outra forma: a força da polícia é inferior à do crime organizado.

Nesse cenário, dá até para entender a reação de uma parte do leitorado que apoia a violência da polícia exibida no vídeo do “estrebucha”. Mas é uma reação completamente equivocada.

Primeiro porque permitir que a polícia funcione como pelotão de execução é dar um passo mais em direção à barbárie.

Segundo porque a única maneira de devolver o medo aos bandidos é reduzir o grau de impunidade, o que, por sua vez, passa, entre outros pontos, pelo reequipamento das forças policiais, pelo reforço do trabalho de investigação e inteligência e, na minha opinião, pelo aumento das penas e menor flexibilização na sua aplicação.

É mais difícil e mais demorado do que linchar algum prisioneiro, mas se linchamento fosse solução estaria nas leis de países em que a polícia não precisa esconder o rosto.

Clóvis Rossi é repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha, ganhador dos prêmios Maria Moors Cabot (EUA) e da Fundación por un Nuevo Periodismo Iberoamericano. Assina coluna às terças, quintas e domingos no caderno Mundo. É autor, entre outras obras, de “Enviado Especial: 25 Anos ao Redor do Mundo e “O Que é Jornalismo”.

Preso integrante de quadrilha que assaltava casas na zona sul de SP

Rapaz confessou assaltos; na casa dele foram encontrados objetos roubados

Pedro da Rocha

SÃO PAULO – Um dos integrantes de uma quadrilha que pratica assaltos à residências na região do Morumbi, na zona sul da capital, foi preso, por volta das 22h de segunda-feira, quando desmontava um carro roubado. A atitude levantou suspeitas de moradores da favela Paraisópolis, na Vila Andrade.

Após receberem denúncia, segundo a qual um homem retirava as rodas de um Vectra na Rua Jeremy Bentham, dentro da favela, policiais militares da 5ª Companhia do 16º Batalhão foram verificar. Quando chegaram, encontraram Jonatan Laube Reis, de 23 anos, trabalhando no carro, que estava com a placa de um Astra. “Após entrevista, ele acabou confessando que pertencia a um grupo especializado em roubos à residência, e indicou que guardava os produtos do crime em sua casa”, contou o tenente da PM Everton Vilela.

Na moradia de Reis, em frente ao local onde desmontava o carro, foram encontradas televisões, equipamentos de videogames, e outros objetos. Na delegacia, os policiais contactaram vítimas de roubos à residência na região. Moradores de uma casa na Rua Senador Otávio Mangabeira reconheceram três objetos roubados no dia 6 de julho: uma televisão, um tripé e um controle de videogame. Um médico que teve a casa assaltada na manhã do mesmo dia afirmou à polícia que Reis possui as características físicas de um dos ladrões.

Ambos os crimes tiveram características parecidas. “Os dois assaltantes pularam o muro da frente e me renderam quando chegava de carro. Apesar de armados, os dois não foram violentos”, contou o engenheiro Ademar Rudge, de 59 anos, roubado em julho. Já o médico, de 65 anos, contou que os dois bandidos tinham a chave de sua residência. Eles também estavam armados, encapuzados, e calmos durante o crime. “Eles levaram minha coleção de relógios e fugiram com meu carro”, disse o médico.

O caso foi encaminhado ao 49º Distrito Policial. Reis disse aos policiais que agia com mais três comparsas. As investigações vão continuar para identificar os outros criminosos e tentar recuperar o restante dos objetos roubados.