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Segurança eletrônica não se compra no balcão

Com o objetivo de ajudar o consumidor em todas as etapas que antecedem a instalação de um sistema eletrônico de segurança eficiente, a ABESE – Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança disponibiliza a Cartilha do Consumidor, que define de forma sucinta, objetiva e didática os principais equipamentos desenvolvidos para a proteção de imóveis de todos os portes.

A importante ferramenta define o papel da segurança eletrônica e esclarece sobre os principais sistemas, como alarmes monitorados, CFTV e cercas elétricas. Além disso, o material orienta sobre a necessidade da análise de risco do projeto de segurança e mostra alternativas para se escolher uma empresa confiável.

É fundamental ressaltar que segurança eletrônica não se compra no balcão. O consumidor precisa se conscientizar que cada imóvel possui uma característica diferente e, consequentemente, precisa de um projeto específico, realizado por uma empresa capacitada.

Nesse sentido, a Cartilha do Consumidor traz o passo a passo para ajudar na escolha correta do serviço que atenda às particularidades da propriedade de cada pessoa.

O material está disponível para todos no site da ABESE (www.abese.org.br). Basta acessar e fazer o download.

De forma geral, os consumidores não têm conhecimento da necessidade de se exigir a elaboração de um projeto personalizado para o seu estabelecimento. Já no caso de edifícios comerciais, essa prática é mais comum, uma vez que estes locais direcionam maiores investimentos para a segurança pela responsabilidade de proteger um grande número de pessoas e de bens.

Dicas importantes
Uma das dicas recomendadas pela ABESE e que constam na Cartilha é que o consumidor realize sempre três orçamentos e observe em todos eles se a infraestrutura está inclusa no projeto (tubulações adequadas para cada ambiente). Outro ponto importante: escolher a empresa com base no pacote de soluções oferecidas. Afinal, o barato pode sair caro. E com segurança é bom não correr esse risco.

O passo seguinte é a escolha da empresa, quando é imprescindível que o consumidor analise o histórico do prestador de serviço que fornecerá e instalará o sistema de segurança. O mais importante é procurar empresas que lhe ofereçam garantias da procedência dos equipamentos e serviços pós-venda, como manutenção e suporte técnico.

É fundamental também exigir um contrato de prestação de serviços e manutenção dos equipamentos, que deve prever a garantia dos produtos e serviços e o prazo de atendimento em caso de manutenção corretiva.

Esses passos são relevantes para que essa tecnologia cumpra com os seus principais objetivos: detectar, comunicar e inibir ações criminosas.

Existe uma grande logística por trás de um projeto de segurança eletrônica e, para cada imóvel, existe um equipamento, um serviço e um tipo de tecnologia adequada.

O consumidor deve sempre se informar, pesquisar e fazer um investimento de qualidade. Se respeitar essas regras, não colocará a segurança de seu patrimônio e das pessoas em risco.

Fonte: Tecvoz News

O que é segurança?

Segurança pública, alimentar, eletrônica, urbana, doméstica, econômica, física, de recursos naturais, particular, emocional, ambiental, política e assim por diante. E todos nós sabemos que temos o direito à segurança, ancorado no artigo III da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”

‘Segurança’ é uma daquelas palavras que usamos tão frequentemente no nosso dia a dia que parece ser desnecessário perguntar o que significa. Mas se paramos a pensar nesta palavra, mal conseguimos defini-la. Só sabemos que é muito importante para nossa sobrevivência e bem-estar.

No sentido tradicional, o termo segurança é entendido como a segurança do território e a proteção das fronteiras, pessoas e instituições de um Estado-nação. A segurança nacional foi particularmente dominante no período após a Segunda Guerra Mundial. Em 1946, o Conselho de Segurança foi criado a fim de garantir a paz e a segurança entre diferentes países.

A experiência com a Guerra Fria mostrou que a definição de segurança como a ‘ausência de um conflito armado’ era bastante limitada. No final do século 20, conflitos armados com outras nações eram muito menos prováveis ​​do que ameaças provindo de doenças, fome, mudança climática, violência física, terrorismo ou crime organizado.

Disso, o Relatório do Desenvolvimento Humano de 1994 (PNUD) elaborou um novo conceito de segurança – a segurança humana – que possui dois aspectos principais: primeiro, segurança de tais ameaças crônicas como a fome, as doenças e a repressão (freedom from want) e, segundo, proteção de mudanças súbitas e nocivas nos padrões da vida – seja em residências, no trabalho, ou em comunidades (freedom from fear).

A ideia é que a segurança humana transcende o conceito de segurança nacional ao assegurar a segurança individual e comunitária das pessoas e das sociedades.

De acordo com o PNUD, a segurança humana consiste de sete componentes:
Segurança econômica (garantia de um trabalho produtivo e renumerado)
Segurança alimentar (acesso aos alimentos básicos)
Segurança sanitária (proteção contra doenças)
Segurança ambiental (propiciando um meio ambiente não prejudicial a ninguém)
Segurança pessoal (contra violências físicas e psíquicas)
Segurança comunitária (protegendo os valores, práticas e identidades culturais e étnicas de qualquer grupo)
Segurança política (garantia do exercício da cidadania)

Se olharmos os setes componentes acima, vemos que eles estão ligados também a uma outra ideia: a de que ter segurança significa ter uma escolha. Ou seja, segurança como liberdade. A ideia é que segurança é uma das precondições para o desenvolvimento humano. “O desenvolvimento humano é o alargamento das escolhas das pessoas. A segurança humana é a garantia de que as pessoas possam exercer essas escolhas com segurança e liberdade” (PNUD, 1994).

E isso é, de certa maneira, contraditório com a ideia de que temos de segurança. Quando pensamos em segurança, pensamos em uma restrição à liberdade. O segurança do banco limita sua liberdade de ir e vir, o alarme e a grade na janela de sua casa também o impedem de entrar e sair de sua casa como quiser. Eles restringem sua liberdade, mas ao restringerem, eles a garantem: impedem que alguém roube seu dinheiro no banco ou entre em sua casa sem ser convidado e assim por diante. Logo, segurança é uma forma de, através de uma restrição de uma liberdade menor, alcançar uma liberdade maior.

Esses conceitos de segurança ajudam a compreender melhor o que segurança significa, mas não existe uma definição correta ou incorreta de segurança pois ela é relativa e subjetiva. Isso significa que segurança representa algo diferente para cada um de nós, não apenas em termos de personalidade, como também de contexto: pessoas em situações diferentes terão percepções diferentes de segurança. Existem múltiplos tipos de segurança, mas o valor que atribuímos a cada um depende só de nós.

Para Entender Direito – Folha.com