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Posts Tagged ‘ Genética

Resiliência ao estresse

A capacidade de ser resiliente em lidar com o estresse é apenas parcialmente genética. Aprender os conjuntos de habilidades específicas (formação consciência) pode expandir nossas habilidades em lidar com o estresse e nos permitir desenvolver respostas positivas em lidar com as adversidades da vida.

A principal área do cérebro que lida com o estresse é o sistema límbico, ou seja, a unidade responsável pelas emoções.

Sempre que percebemos uma ameaça iminente, ou imaginada, o sistema límbico responde imediatamente através de seu sistema nervoso autônomo – complexa rede de glândulas endócrinas que automaticamente regula o metabolismo. Depois que o perigo percebido passou, o seu corpo, então, tenta voltar ao normal. Mas isso pode não ser tão fácil, e torna-se ainda mais difícil quando ativado repetidamente em um curto período de tempo, ou à medida que envelhecemos.

Apesar do sistema nervoso simpático entrar em ação imediatamente ao percebemos uma ameaça iminente ou imaginada, é muito lento para se desligar e permitir que o sistema nervoso parassimpático se tranquilize para acalmar as coisas.

Uma vez que sua resposta ao estresse tenha sido ativada, o sistema sabiamente se mantém em um estado de prontidão. Este estado de prontidão, caso continue ao longo do tempo, tem um preço na saúde física e emocional.

Quando estamos trabalhando em um ambiente que por sua própria natureza, dispara automaticamente uma “resposta de medo” primitivo como percebido pelo nosso sistema nervoso central, ou seja, o perigo pode ser real ou imaginária do nosso cérebro, respondendo da mesma forma para qualquer situação, que pode facilmente tornar-se um estresse crônico, que quando não bem administrado, pode resultar em estresse pós-traumático e em seguida em um estado de esgotamento físico e mental, cuja causa está intimamente ligada à vida profissional.

Os problemas físicos relacionados ao estresse crônico incluem a redução da resposta imunológica, a tensão muscular crônica, e o aumento da pressão sanguínea. Estes problemas podem levar a sérias doenças potencialmente fatais, como ataques cardíacos, doenças renais e câncer. Os primeiros sintomas são relativamente leves, como dores de cabeça crônicas e maior susceptibilidade a resfriados e outros. Com mais exposição ao estresse crônico, os problemas de saúde mais graves podem se desenvolver da seguinte forma:
• depressão
• diabetes
• perda de cabelo
• doença cardíaca
• hipertireoidismo
• obesidade
• transtorno obsessivo-compulsivo ou ansiedade
• disfunção sexual
• dentária e doença periodontal
• úlceras
• câncer e outros
A gestão do estresse é a chave e não a eliminação do estresse. O desafio nos dias de hoje é não deixar que o sistema nervoso simpático fique cronicamente excitado. Isso requer conhecimento e uso adequado de técnicas que trabalham para ativar suas respostas de relaxamento, diminuindo a excitação do sistema simpático.

Ao avaliar a natureza e a cultura da corporação conseguimos determinar o que está causando e disparando o estresse. Uma vez, que estes gatilhos são identificados, uma receita individualizada pode ser desenvolvida para apoiar e construir a resiliência ao estresse através do treinamento de conscientização para as pessoas que trabalham dentro desta determinada empresa, como por exemplo, uma simples pausa de 15 minutos, duas ou três vezes durante o dia pode reduzir muito a resposta ao estresse através de um fortalecimento do sistema parassimpático ou tranquilizante do nosso sistema nervoso central.

Isso resulta em uma maior produtividade do trabalhador, na criatividade, uma melhor saúde e mais longevidade. Uma vez que as pessoas entendem o dano potencial que o estresse crônico pode causar e como as práticas específicas podem reprogramar nossas respostas neurobiológicas, podendo trabalhar para o nosso próprio interesse para tornarmos mais resilientes ao estresse.

Algumas dicas:
• Atitude: o desenvolvimento de auto falar positivamente, ao invés de ir com uma resposta de medo;
• Conscientização: compreensão sobre o que e por que você sente algo e como isso ajuda a acalmar o sistema nervoso;
• Controle: saber o que está dentro do controle e o que está fora do controle e aceitá-lo;
• Cultive o otimismo: anotar cinco pequenas coisas de cada dia que são positivas e trazer um sorriso ao seu rosto, levando 30 segundos para experimentar cada um deles, permite uma mudança bioquímica em um quadro mais positivo e uma estrutura mais resistente de espírito;
• Humor riso: aumenta a imunidade;
• Meditação: Sentar-se em silêncio por 5 minutos todos os dias com um foco simples, como por exemplo, apenas experimentando e repetindo, “eu estou aqui agora, eu estou aqui agora, eu estou aqui agora”, somente repedindo esta frase, aceite o que vir em sua mente e volte para o seu foco, “Eu estou aqui agora, eu estou aqui agora”;
• Cultive Espiritualidade: isso atrai confiança na vida;
• Tenha paciência com você mesmo.

Trabalhos de sensibilização, conscientização e treinamento podem proporcionar uma resistência a vida e tudo o que ela nos oferece.

Além do estresse crônico, as pessoas que trabalham principalmente na área de proteção de segurança terá que lidar com sequestros. Nestas situações, o sistema nervoso central permanece perpetuamente ligado.

Tudo o que eu já escrevi acima é muito amplo, se uma pessoa foi vítima de um sequestro, não apenas a pessoa que passou pela experiência do sequestro, mas também toda a família, amigos e colegas de trabalho são afetados.

Estresse pós traumático pode impactar negativamente em todas as áreas de sua vida. É importante compreender e trabalhar com esta situação sistemicamente, a fim de restaurar a família, amigos e colegas de trabalho. Muito do que precisa ser feito é contra-intuitivo e deve ser delicadamente tratado por um especialista, para que o trauma do sequestro provoque o mínimo impacto em suas vidas e que o processo de cura ocorra.

Tenho trabalhado por 46 anos nesta área e felizmente pesquisas e descobertas recentes em neurobiologia nos permite trabalhar de forma rápida e eficaz com estas questões. As abordagens tradicionais e terapias são muito menos eficientes nessas situações. Pois os sentimentos de perigo, desesperança, desespero, privação podem dominar a vida das vítimas.

Assim, criei uma abordagem que se chama Resolução Neurobiologica do Trauma que reúne meu pós doutorado e mais de 18 tipos de especializações que fiz em minha carreira profissional.

Saber por que, quando e como aplicar as técnicas certas no momento certo, pode fazer toda a diferença na transformação de uma vítima ou o sobrevivente que passou por uma trauma.

E Lembre-se: “A vida é 10% do que acontece comigo e 90% de como eu reajo a isso”. John Maxwell

*Stephen Paul Adler é Autoridade Sênior em Psicanálise, atuando há 46 anos em Nova Iorque. Pós-doutor em TEPT, é certificado em 18 tipos diferentes de psicoterapia, lecionando eminstituições como a New School for Social Research (Nova Escola de Pesquisa Social), da Universidade de Nova Iorque, a NationalPsychologicalAssociation for Psychoanalysis (Associação Psicológica Nacional de Psicanalistas) eno NationalInstitute for Psychotherapies (Instituto Nacional de Psicoterapias).Um dos maiores experts do mundo em Hipnose Ericksoniana.É reconhecido por lidar com questões relacionadas a sequestro, abuso físico e sexual, e atos de terrorismo, ele tem dado treinamentos no Brasil, China, Guatemala, Índia, México, e Estados Unidos.

Congresso aprova criação de banco de dados de DNA para crimes violentos

Projeto permitirá o uso do sistema utilizado nos EUA e em mais de 30 países
O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 2, a criação de um banco de dados de DNA para identificação genética de condenados por crimes violentos ou hediondos. O projeto, que segue para a sanção presidencial, permitirá no Brasil o uso oficial do sistema Codis, utilizado nos EUA e em mais de 30 países, que ficou famoso em séries policiais americanas, sobretudo CSI e NCIS.

A lei atual só prevê a identificação criminal por datiloscopia (impressão digital) e fotografia. O texto aprovado estabelece que os condenados sejam obrigatoriamente identificados por meio da coleta de material genético (como sangue, sêmen, unhas, fios de cabelo e pele), por meio de “técnica adequada e indolor”.

O DNA é um material genético individual. Cada pessoa tem uma combinação única, que funciona como um RG. Os perfis genéticos que serão guardados deverão seguir normas constitucionais e internacionais de direitos humanos. Ou seja, não poderão revelar traços somáticos ou comportamentais – apenas o gênero do suspeito.

Investigação
Também haverá mudanças no processo de investigação. A autoridade policial poderá requerer à Justiça, no caso de inquérito instaurado, o acesso ao banco de dados. Os perfis genéticos serão armazenados em bancos de dados sigilosos, administrados pela Polícia Civil dos Estados ou Federal. E serão descartados quando terminar o prazo de prescrição do crime.

“Atualmente, os resultados da determinação de identificação genética pelo DNA já são rotineiramente aceitos em processos judiciais em todo o mundo. Obviamente, o DNA não pode por si só provar a culpabilidade criminal de uma pessoa ou inocentá-la, mas pode estabelecer uma conexão irrefutável entre a pessoa e a cena do crime”, afirma o senador Ciro Nogueira (PP-PI), autor do projeto de lei.

O material coletado alimentará a chamada Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, atualmente em análise, que deverá tomar por base o sistema de informação Codis (Combined DNA Index System), desenvolvido pela Polícia Federal dos Estados Unidos (FBI).

No Brasil, a rede deverá ser abastecida por perícias dos Estados, com dados retirados de vestígios genéticos deixados nos locais de crimes. Há três anos, o Ministério da Justiça anunciou um acordo de cooperação técnica gratuita com o governo americano que previa testes do programa de identificação em Amapá, Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Paraíba e Paraná.

Combate ao Crime

Criminalística: Ciência e Tecnologia nas Investigações

Do Estado de Minas – A marca de uma digital, uma gotícula de sangue, o vestígio de pólvora nas mãos de um suspeito ou um simples e-mail deletado dos arquivos de um computador. Rastros deixados para trás confirmam a tese de que inexistem crimes perfeitos e perícia aprofundada pode desvendar mistérios acobertados pela falta de provas e testemunhas. Associada ao desenvolvimento de tecnologias próprias para investigações cíveis e criminais, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estuda a aprovação das primeiras normas brasileiras de perícia forense para que sejam estabelecidos parâmetros específicos sobre o tema.

A discussão focada na perícia forense foi impulsionada pelo sequestro do ônibus 174, no Rio de Janeiro, em 2000, e, no ano passado, a ABNT criou a Comissão de Estudo Especial de Ciências Forenses para delimitar as primeiras normas técnicas. Divididos em grupos temáticos, especialistas analisam desde o uso da balística até exames de DNA nas investigações criminais.

A partir da aprovação das normas, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) deve dar início ao cadastro de laboratórios, produção de materiais de referência certificados e implantação de programas de avaliação. Segundo o pesquisador do Inmetro e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rodrigo Moura Neto, as normas explicam como devem ser feitas as perícias, enquanto os laboratórios vão avaliar se determinados equipamentos são hábeis para realizar um exame. “Trata-se de um processo de demonstração de conhecimento adquirido”, afirma Moura Neto, especialista em genética humana.

Segundo o pesquisador, serão avaliados três pontos: laboratório; metodologia e aparelhos. O primeiro mede se o estabelecimento tem capacidade de gerência; o segundo quesito é a verificação de quais técnicas são usadas e como elas vão dar resultados confiáveis; já o último analisa o funcionamento dos equipamentos usados pelos peritos.

Desde a utilização de luzes ultravioleta para localização de resíduos biológicos, como sangue, esperma e saliva, até o uso de software investigador para melhoramento de imagens, corporações policiais se valem de técnicas variadas ligadas à perícia forense para ajudar nos trabalhos de apuração de crimes.

O método considerado mais avançado e também o mais usado pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais (IC) é o levantamento de fragmento de impressões digitais. Antes limitado a superfícies lisas e polidas, como vidros, a evolução no material usado para exame, atualmente, tem capacidade de identificar vestígios nas mais diversas superfícies, inclusive nas rugosas, como madeira e paredes. O fato se deve à presença de um dentista na equipe do IC. O profissional criou um processo semelhante ao usado na moldagem odontológica que permite a transcrição das digitais com precisão até mesmo em superfícies antes tidas como inviáveis nos exames papiloscópicos. Segundo o diretor do Instituto de Criminalística, Sérgio Ribeiro, além do novo experimento, é usada uma fita adesiva que possibilita a análise dos dados. “Mas a fita não penetra em poros”, afirma, explicando que esse fator dificulta a análise.

Na perícia de um revólver, por exemplo, o objeto é colocado numa caixa contendo cianoacrilato – produto que tem o mesmo princípio das supercolas –, em gás, e, em seguida, é feito aquecimento. O material gruda, revelando pontos que contêm impressões papilares. O passo seguinte é o uso do molde para que seja feita a transcrição da digital, possibilitando sua análise por técnicos da criminalística.

A individualização da digital depende da identificação de 12 pontos característicos. Caso a olho nu ou com auxílio de lupas os peritos não consigam identificar se as digitais são de um suspeito, o Instituto de Criminalística tem um software capaz de tornar visíveis os fragmentos papilares. Depois de escaneada a transcrição das marcas encontradas num objeto e também as de um suspeito, o computador sobrepõe as duas e faz o comparativo. “O programa tem um filtro que melhora a visibilidade e procura pontos característicos”, explica Ribeiro. Mas um problema é a inexistência de um banco de dados com todas as digitais, o que obriga a polícia a ter um suspeito do crime para fazer a comparação.

Fonte: Texto escrito por Pedro Rocha Franco – Jornal Estado de Minas.
Retirado de www.forumdasegurança.org.br por Erica Sallum