Clientes Sekron
  Esqueci a Senha
Conheça nosso site Institucional ›

Posts Tagged ‘ Guerra

Traumas pós-violência

Você já foi vítima de um ato de violência e ficou traumatizado? A violência faz parte do mundo animal. Os predadores atacam suas presas por uma questão de sobrevivência. Todo predador tem seu dia de presa e toda presa tem seu dia de predador.

Um animal quando ameaçado pode lutar, fugir ou se tornar totalmente imobilizado, fazendo-se de morto. Se qual for à reação, de acordo com o Dr. Peter Levine, ele passa por uma fase de hiperexcitação, com liberação intensa de catecolaminas (hormônios liberados durante situações estressantes), seguida por uma fase de constrição, em que há uma focalização na ameaça e tudo em volta fica despercebido. O antílope, quando atacado pelo leopardo, não tem saída: faz-se de morto e, muitas vezes, o leopardo não se sente motivado para comer uma presa já morta. Minutos após da imobilização com tremores, há principio um pouco desorientado, mas logo em seguida se recupera disso e volta a ser o mesmo antílope, sem nenhuma seqüela emocional ou física.

Nós, seres humanos, temos também essa opção, só que na maioria das vezes não a exercitamos. O animal completa o ciclo fisiológico e volta ao normal.

O ser humano, quando violentado, assaltado, humilhado ou submetido a qualquer outro ato de violência pode carregar seqüelas emocionais por muito tempo, se não cuidado e tratado, pelo resto de sua existência. O ciclo se autoperpetua, causando o stress pós-traumático.

Mas por que não fazemos o mesmo que o antílope? Porque revivenciamos a cena sem nos livrarmos dela. O Dr. Peter Levine no livro “Walking The Tiger” narra uma experiência interessante:

No dia 5 de julho, no final da década de 80 um indivíduo entra numa loja de conveniência às 6h30 da manhã. Segurando seu dedo no bolso e simulando um revólver, exigiu que a pessoa do caixa entregasse a ele todo o dinheiro da gaveta. Após coletar em torno de 5 dólares em moedas, retornou para seu carro onde permaneceu até a chegada da polícia. Quando a polícia chegou, o indivíduo saiu do carro, e com o dedo outra vez no bolso, anunciou que tinha um revólver e que todos deveriam ficar afastados dele. Por sorte, foi levado preso sem ter sido baleado. Na delegacia o policial que levantou sua ficha criminal constatou que ela já havia sido preso por 6 assaltos nos últimos 15 anos, todos às 6h30 da amanhã do dia 5 de Julho. Após saber que o assaltante era um veterano de guerra foi encaminhado para o Hospital Psiquiátrico onde o médico Dr. Bessel Van Der Folk teve a oportunidade de atendê-lo e fez a seguinte pergunta: “O que aconteceu com você no dia 5 de julho às 6h30 da manhã?”. Ele respondeu que estava no Vietnã e seu pelotão foi atacado por vietcongs. Todos foram mortos, menos ele e seu amigo Jim. A data era 4 de julho. Escureceu rapidamente e os helicópteros americanos não puderam resgatá-los. Eles passaram uma noite horrível juntos, escondidos numa plantão de arroz, cercada por inimigos. Às 3h30, Jim foi atingido com um tiro no tórax, vindo a falecer nos seus braços às 6h30 do dia 5 de Julho. O veterano de Guerra, todo o dia 5 de Julho, quando não se encontra atrás das grades, comete o crime de assalto.

Um trauma pode ser caudado por diferentes atos de violência. Pode começar durante a vida intra-uterina (marido chutando a barriga da mulher grávida), durante o parto (um fórceps mal aplicado), a morte de um ente querido, uma doença, um acidente, o fato de presenciar um ato de violência (criança que vê seu pai agredindo fisicamente sua genitora), cirurgia etc.

Devemos (sozinhos ou com ajudas de especialistas) reconstruir nossa barreira protetora e devolver a nós mesmos o sentimento de poder pessoal. Lembre-se de que todo trauma é uma oportunidade para a transformação.

O discípulo perguntou ao sábio:
– Como posso livrar-me dos meus medos?
O mestre respondeu com outra indagação:
– Como é que você se livra de alguma coisa a qual você se agarra?
O rapaz franziu a testa e murmurou:
– O senhor quer dizer que eu de fato me agarro aos meus receios? Não concordo com isso.
E o sábio completou:
– Você deve concordar, pois no medo você busca proteção. Descubra as coisas contra as quais se protege e, então, vai descobrir sua tolice.

Fonte: Tudo sobre segurança

Violência já atingiu 38% dos brasileiros, revela pesquisa do DataSenado

Número de pessoas que afirmaram ter sido alcançadas pela violência é maior que o das estatísticas oficiais porque nem todos os casos são registrados.
Agência Senado

BRASÍLIA - Pesquisa nacional sobre a segurança pública no Brasil, realizada em março pelo DataSenado, revela que 38% dos entrevistados já foram vítimas de algum tipo de violência ou crime. O levantamento reflete a insegurança vivida pela população no dia a dia e também mostra o incômodo com a impunidade.

Segundo o DataSenado, ligado à Secretaria de Pesquisa e Opinião (Sepop), o número de pessoas que afirmaram ter sido alcançadas pela violência é maior que o das estatísticas oficiais porque nem todos os casos são registrados. Das pessoas que se disseram vítimas de crime ou ato violento, 32% afirmaram não ter procurado uma delegacia para fazer o boletim de ocorrência.

Em 38% dos casos, o ­principal motivo para não fazer o registro foi a descrença de que a polícia resolveria o problema. O medo do agressor e a falta de provas motivaram, respectivamente, 13% e 12% a não registrar boletim de ocorrência.

Combate à violência
Na opinião dos entrevistados, o enfrentamento da criminalidade deve passar pela redução das desigualdades ­sociais, melhorando a educação (39%) e diminuindo a pobreza (12%). Também se destacou a necessidade de aumentar o rigor das penas (23%), de investir na polícia (12%) e de combater a ­impunidade (11%).

A pesquisa indicou ainda que 58% concordam com a proibição do porte de armas para os cidadãos. Para o DataSenado, o número revela uma mudança na opinião pública sobre o tema. Isso porque, no referendo nacional sobre comercialização de armas de fogo, realizado em 2005, 63,94% dos brasileiros em idade de votar optaram por permitir o comércio de armas de fogo no país.

Conflito armado
Ao longo dos últimos 30 anos, o Brasil registrou mais de 1 milhão de homicídios. Da década de 1980 até o final de 2010, foram mais de 35 mil homicídios por ano — média superior à de diversos conflitos armados.

A guerra civil de Angola, por exemplo, atingiu média anual de 20 mil mortos. O conflito no Iraque, entre 2004 e 2007, matou 19 mil pessoas por ano. Nos dois ­casos, os números perdem para a violência urbana no Brasil.

A pesquisa ouviu, por telefone, 1.242 pessoas com mais de 16 anos, em 119 municípios de todo o país, entre os dias 19 e 28 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Polícia Civil prioriza o combate ao tráfico em 2012

Reengenharia dos prédios e equipes é principal aposta para reduzir burocracia e ampliar resultados

Filipe Rodrigues – O Vale
A guerra contra o tráfico de drogas será a prioridade da Polícia Civil para 2012 no Vale do Paraíba.
Segundo Edilzo Correia de Lima, coordenador do Deinter-1 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior), vencer o tráfico é a principal forma para conter crimes como homicídios, roubos e furtos.

Em 2011, a região teve crescimento nos índices de homicídios. Em 10 meses, os assassinatos de 2011 (329) já superaram o total de 2010.
“O tráfico é a raiz de todos os males. Um usuário sem dinheiro para pagar traficante ou para pagar droga, ele vai praticar pequenos furtos. Quando o vício aumento, ele precisa de mais dinheiro”, diz o delegado Lima.

Segundo Lima, apesar do aumento nos homicídios, as autoridades de segurança pública prenderam mais criminosos e apreenderam mais drogas em 2011.

Neste ano, de janeiro a novembro, foram apreendidas 1,7 tonelada de entorpecente contra 944 quilos no mesmo período de 2010.
O número de armas (959) apreendidas também cresceu 22,5% e as prisões em flagrante (6.129), aumentaram 8,4%. Os dados incluem ocorrências atendidas pela Polícia Militar.

Medidas
Em 2012, a Polícia Civil passará por uma reestruturação, que visa aumentar a produtividade e o poder de investigação.

A ideia original é reduzir o número de distritos para diminuir a burocracia. Com isto, haverá mais policiais para atender a população e investigar crimes.

Um exemplo desta medida, que está em fase de implantação em São José, é juntar a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e a Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes).

“Precisamos de um prédio maior para aperfeiçoar essa união. Mas em tese, os investigadores destas unidades já estão atuando em conjunto”, diz ele.

Casos
A mudança não deverá acontecer apenas na DIG e na Dise. Em São José, são cinco delegacias que devem sofrer alterações. No Vale, atualmente são 74 delegacias. Com as mudanças, o número pode cair para 59.

Em tese, o reagrupamento significa aumentar a área de atuação de um distrito. Com isso, algumas delegacias seriam fechadas e os policiais seriam redistribuídos.

Um projeto piloto foi adotado na cidade de Pirassununga e segundo a Secretaria de Segurança Pública, o índice de esclarecimento de crimes triplicou na cidade.

“A reengenharia vai acontecer, mas é preciso cuidado. Não basta agrupar policiais de duas unidades em um prédio. Tem que pensar no conforto da população e ter prédios que suportem o movimento. Além disso, há a localização. Não podemos fazer uma pessoa andar 20 quilômetros para registrar a ocorrência”, diz Lima.

Policiais
Até março, a Polícia Civil espera receber mais agentes, investigadores e delegados para ampliar o atendimento à população. De acordo com o delegado, foram finalizados concursos e os aprovados já estão em treinamento.

“O atendimento à população é uma prioridade. É uma fonte de informação para o nosso trabalho.”

Criminoso publica vídeo provocando a polícia e é preso no interior de SP

Polícia identificou homem e o prendeu em São José dos Campos.
Ele vai responder por tráfico de drogas e apologia ao crime.

Do G1 SP, com informações do Jornal Hoje

Um criminoso gravou um vídeo desafiando a polícia e colocou o conteúdo na internet em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. Ele foi preso nesta segunda-feira (15) após a publicação das imagens.

No vídeo, o rapaz sem camisa segura dois revólveres. Em seguida, ele levanta e faz uma ameaça: “Nós ‘tá’ preparado pra guerra, ladrão. Pode vir, ‘policinha’, pode vir”. Ele também aparece cantando uma música que faz apologia ao crime.

A polícia conseguiu identificar o homem através das imagens e o prendeu em sua casa. Os policiais ainda encontraram pedras de crack na residência. O homem vai responder por tráfico de drogas e apologia ao crime, segundo apurou o Jornal Hoje.

Tráfico é o campeão de denúncias no ’181′

Thiago Leon

Thiago Leon

Guerra do tráfico e o recrutamento de menores são as principais queixas recebidas pelo Disque-Denúncia

João Paulo Sardinha
Bom Dia São José

Vozes anônimas ligam para o número 181 todos os dias. Procuram o ‘Disque-Denúncia’ pelos mais diversos motivos. Nenhuma delação, porém, é tão comum quanto às ligadas ao tráfico de drogas.

Foram 37.025 ligações relacionadas ao problema no primeiro semestre deste ano, no interior. Em seguida, aparecem as ligações relacionadas a jogos de azar (7.526) e a maus tratos contra crianças (4.229).

Menores
Gerente de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência — órgão responsável pela gestão do Disque-Denúncia — Mário Vendrell explica que duas denúncias são bastante comuns. E ambas relacionadas ao tráfico de drogas.

A primeira é sobre a disputa entre traficantes pelos pontos de venda. A outra ligada ao recrutamento de crianças e adolescentes para o crime.
“O tráfico de drogas, desde a inauguração do serviço, em 2000, tem um número grande de denúncias. O tráfico gera outros tipos de crimes também. Disputa por ponto de venda e recrutamento de menor trabalhador são denúncias comuns”, afirmou.

Anônimas
Boa parte dessas denúncias é feita por pessoas que têm uma visão privilegiada do problema. Tomam a iniciativa de denunciar os crimes porque sabem que não precisam se identificar para a atendente do ‘Disque Denúncia’.

“Garantimos o anonimato de quem nos liga, não temos identificador de chamadas”, concluiu Vendrell.

Disque-Denúncia: toda queixa é alvo de investigação policial

São 40 atendentes prontos para ouvi-lo durante 24 horas. O ‘Disque Denúncia’ tem uma equipe que recebe as informações e, logo em seguida, encaminha para os policiais civis ou militares.

Esses policiais tipificam a denúncia e começam a apuração do caso. A pessoa que denuncia recebe um número de protocolo e pode acompanhar o processo.

“O cidadão pode ligar outras vezes para saber como está a investigação da denúncia. A polícia tem de 20 a 90 dias para dar uma resposta à pessoa”, disse gerente de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência, Mário Vendrell.

“Todas as denúncias servem de base para uma investigação. É lógico que muitos casos exigem mais tempo de investigação”, completou.
Denúncias contra policiais são encaminhas para a Corregedoria da Polícia Estadual.

O ‘Disque-Denúncia’ 181 tem capacidade de atender a mais de 100 mil ligações telefônicas por mês, usando um software especialmente desenvolvido para esse serviço. Os terminais de atendimento não possuem identificadores de chamada, o que garante o anonimato e o total sigilo das denúncias feitas pelo cidadão.

“É fundamental que a população perceba que o Estado não pode resolver todos os problemas existentes e que todos devem colaborar para que possamos construir uma sociedade melhor”, concluiu Vendrell.