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Posts Tagged ‘ Helicóptero Águia

Assalto com reféns acaba com PM e suspeito mortos na zona sul de SP

Outro policial também foi baleado, mas não corre risco de morte; reféns foram liberados ilesos

João Paulo Carvalho e Pedro da Rocha – estadão.com.br

SÃO PAULO – O major Sandro Moretti Silva Andrade, subcomandante do 1º Batalhão da Polícia Militar (PM), e um assaltante morreram após troca de tiros em uma loja de construção no Jardim Regina, zona sul de São Paulo, no início da noite desta quarta-feira, 7. O soldado da PM Cesar Aurélio Cavalcanti também foi baleado, mas não corre risco de morte.

No momento em que foi atingido, o major não usava colete à prova de balas. Ele negociava com o assaltante a liberação de sete pessoas, mantidas reféns na loja. De acordo com nota emitida pela PM, Andrade “ao se dirigir para a ocorrência não o utilizou (colete balístico) conforme normas da Polícia Militar quanto ao uso de tal equipamento em situações de deslocamentos e atividades ostensivas”.

Andrade, que tinha 46 anos, trabalhava na PM há 26 anos, atualmente em função administrativa. Era casado e pai de três filhos.

Segundo informações da PM, três bandidos invadiram a loja de material de construção em M’Boi Mirim, na altura do número 2.454, para assaltarem o estabelecimento. Quando estavam deixando o local, entretanto, os homens avistaram uma viatura da PM e decidiram retornar à loja. Sete funcionários foram feitos reféns.

A polícia cercou o estabelecimento. O helicóptero Águia e o Grupo de Ações Táticas Especiais, da PM, também foram acionados para ajudar no cerco. O tiroteio começou quando um dos suspeitos negociava a liberação dos reféns.

Dois assaltantes conseguiram fugir antes dos disparos. Todos os reféns foram liberados sem ferimentos, de acordo com informações da PM. Andrade deu entrada no Hospital Municipal M’Boi Mirim em estado de choque e morreu antes de chegar à sala de cirurgia. O assaltante chegou morto ao mesmo hospital. O soldado permanece internado, está estável e não corre risco de morte.

A PM informou que “a Corregedoria da Polícia Militar através da equipe que apura casos onde policiais militares são vitimas de crime está investigando o caso”.

A reação do Morumbi

Um refúgio distante dos problemas dos bairros mais populosos da cidade, com terrenos espaçosos e cercados por um clima bucólico de interior. Esses eram os principais chamarizes do Morumbi quando ele começou a se desenvolver, em meados do século XX. Com o passar do tempo, ganhou uma série de outros atrativos. Em sua área de 11,5 quilômetros quadrados, encontram-se hoje a sede do governo paulista, o Palácio dos Bandeirantes, o maior estádio particular do Brasil, o Morumbi, e um dos mais modernos hospitais privados da América Latina, o Albert Einstein. Sua população cresceu rapidamente e atingiu a marca de 221.500 habitantes, considerando seus três distritos Morumbi, Vila Sônia e Vila Andrade. No mais rico deles, o do Morumbi, 64% dos domicílios contam com renda superior a vinte salários mínimos, o equivalente a 10.900 reais (na cidade, o índice é de 17%). As mansões que sempre conferiram à área um ar de riqueza dividem espaço hoje com um número de prédios cada vez maior — o bairro tornou-se o campeão da capital em lançamentos imobiliários, com 8.000 apartamentos novos comercializados nos últimos três anos. Apesar das enormes transformações, mantém-se como um oásis arborizado, com 239 metros quadrados de área verde por pessoa, o que corresponde a quase cinco vezes a média da cidade.

Nos últimos tempos, entretanto, a atmosfera de tranquilidade dessa região paulistana deu espaço a um grande sentimento de insegurança. Os moradores estão assustados com o recente aumento no número de roubos. Em julho, as duas delegacias responsáveis pela área, o 34º e o 89º DPs, contabilizavam um total de 325. No mês anterior, a situação tinha sido ainda pior, com um pico de 376. Considerando a evolução do problema desde o começo do ano, verificou-se um crescimento de 55,5% nas ocorrências ao longo do semestre, índice superior aos 11% registrados na capital. A modalidade de crime que se destaca no Morumbi são os roubos a residências. Entre 1º de julho e 24 de agosto, houve por ali 51 dessas ações, ou seja, uma média de quase uma por dia. Preocupados com o avanço da criminalidade, moradores se mobilizaram para chamar a atenção do poder público. Unido em torno de uma rede social na internet, um grupo de 4.000 integrantes imprimiu 15.000 panfletos, afixou 400 cartazes no bairro e organizou um protesto. Cerca de 2.500 pessoas participaram do ato, que terminou com um abraço simbólico na Praça Vinícius de Morais, vizinha ao Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, centenas de balões brancos foram soltos no céu. Nas rodas de conversa, era claro o impacto desses números negativos na rotina de quem vive na redondeza.

Senhoras comentavam que usam agora bolsas de “mentira”, com apenas alguns trocados dentro. Empresários aproveitavam o encontro para trocar dicas sobre sistemas de segurança patrimonial. “Comprei um equipamento que me permite ver no celular todas as oito câmeras da minha casa, em tempo real. Acesso o aplicativo de quinze em quinze minutos”, dizia o economista F.G. Ele teve sua casa invadida em 9 de maio e, assim como várias outras vítimas que concederam depoimentos à reportagem de VEJA SÃO PAULO, teme fornecer o próprio nome para evitar represálias. Perto de lá, e ao redor de muitos dos endereços assaltados neste ano, há placas anunciando a venda de imóveis. “As pessoas estão muito amedrontadas”, afirma Júlia Rezende, presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Morumbi. Não é de hoje que a região é visada por bandidos. As razões vão da grande concentração de moradores de alta renda convivendo ao lado de duas grandes favelas (Paraisópolis e Real Parque) às deficiências crônicas do bairro, como praças sem poda que acabam virando refúgio dos assaltantes e ruas mal iluminadas com pouco movimento à noite.

O que chama atenção agora é a ousadia dos criminosos. Muitos agem à luz do dia, portando armamentos pesados para intimidar as vítimas e entrar nas residências. “Na minha rua praticamente todo mundo já sofreu algum tipo de trauma”, conta o engenheiro Daniel Marques de Almeida, de 70 anos, internado desde 19 de agosto num hospital da região após ter sido baleado durante uma tentativa de roubo. Naquele dia, ele estava chegando em casa de carro e, quando abriu o portão, viu lá dentro duas pessoas estranhas. “Minha reação na hora foi acelerar”, relata. Acabou levando um tiro de fuzil nas costas. Hoje, tem dificuldade para mexer o lado esquerdo do corpo. Entre os pontos mais críticos do Morumbi estão as vias com saída para a Marginal Pinheiros, que servem de rota de fuga para os marginais, e a Rua Dr. Francisco Tomás de Carvalho, conhecida como ladeirão, que liga a Avenida Giovanni Gronchi à região da Vila Andrade, nas redondezas de Paraisópolis. “Ali, os roubos são muito frequentes”, diz o delegado Carlos Batista, titular do 89º DP. Ocorrem também problemas nas ruelas próximas ao Clube Paineiras. Depois dos assaltos recorrentes no local nos últimos meses, há um intenso movimento de carros da Polícia Militar e de segurança privada fazendo escolta de quem entra e sai das casas.

O crescimento das favelas da região nos últimos anos é um dos fatores que explicam a atual onda de criminalidade. Paraisópolis, a maior delas, surgida nos anos 60, tem hoje 80.000 habitantes e já é a segunda da cidade em população, atrás apenas de Heliópolis, na Zona Sul, com 100.000 pessoas. A Real Parque, por sua vez, dobrou de tamanho nos últimos cinco anos, chegando a 4.000 moradores. “Além de serem rota de fuga, as favelas abrigam parte dos bandidos que atuam no Morumbi”, afirma o capitão Claudisbel Barbosa dos Santos, comandante da 2ª Companhia do 16º Batalhão, responsável pelo bairro. Na opinião dos especialistas, não há uma quadrilha única por trás dos assaltos e roubos. “São os chamados crimes de oportunidade”, diz o coronel Álvaro Camilo, comandante-geral da PM no estado.

Em pronta resposta, a Secretaria de Segurança Pública, numa ação coordenada pelo secretário Antonio Ferreira Pinto, pôs em prática nas últimas semanas duas grandes operações. Em uma delas, batizada de Saturação, a PM ocupou as principais favelas, realizando bloqueios nas entradas e incursões ao seu interior para revistar moradores e prender suspeitos de roubos. Em outra, chamada de Colina Verde (em referência ao significado de Morumbi na língua tupi), reforçou em 50% o policiamento nas ruas do bairro, colocando mais 100 soldados por turno, um pelotão da Rota com cinco viaturas, quinze carros da Força Tática, trinta motos e o helicóptero Águia. Como resultado desse esforço, ocorreram doze prisões, uma apreensão de arma e 3.459 revistas em suspeitos, apenas entre 25 e 31 de agosto. Mais relevante ainda foi a queda da criminalidade nesse período em comparação com as ocorrências registradas na semana imediatamente anterior. Os roubos em geral caíram pela metade e os furtos sofreram uma redução de 33%. Nos próximos meses, as autoridades devem colocar mais bases móveis da PM na vizinhança e estudam instalar um ponto de policiamento permanente dentro de Paraisópolis, atendendo a uma antiga reivindicação dos moradores. Responsável por essas ações, a Secretaria de Segurança já conquistou vitórias importantes na batalha contra a criminalidade em São Paulo. A taxa de homicídios na capital nos primeiros seis meses deste ano foi de 8,3 mortes por 100.000 habitantes, o menor índice desde os anos 60. Apesar do avanço, ainda há muito que fazer. Os latrocínios, roubos seguidos de morte, por exemplo, cresceram 12% no período. Outro indicador que preocupa diz respeito aos crimes contra o patrimônio (roubo, furto e roubo de veículos, de cargas e a banco), que tiveram alta de 11,5% no primeiro semestre. A onda de assaltos no Morumbi integra a lista de novos desafios que precisam ser enfrentados. Os moradores e frequentadores de um dos melhores e mais valorizados bairros paulistanos torcem para que ele volte a ser, quanto antes, o mesmo oásis de tranquilidade que foi no passado.

Fonte: Revista Veja SP

Unidade da PM para vigiar marginais receberá denúncia pela internet

Companhia para as duas vias de SP iniciou patrulhamento nesta quinta.
Contas no Twitter e no Facebook foram criadas para o monitoramento.

Juliana Cardilli
Do G1 SP


A nova companhia da Polícia Militar criada para fazer o policiamento dos 43 km das marginais Tietê e Pinheiros, em São Paulo, começou seu trabalho na manhã desta quinta-feira (21) já contando com perfis no Facebook e no Twitter para informar a população e também receber denúncias. O comando da PM aposta nas redes sociais na internet para aprimorar o trabalho da recém-criada 3ª Companhia do 2º Batalhão de Policiamento de Trânsito.

“O mais importante é a participação do cidadão. É uma forma de polícia comunitária virtual aqui nas marginais. Vai estar no Twitter disponível para receber as informações dos usuários, vai ser da própria companhia, vamos colocar ali as informações da via, onde tem problemas, onde tem acidente, e ao mesmo tempo o cidadão vai comunicando”, explicou o coronel Álvaro Camilo, comandante geral da PM em São Paulo.

O deslocamento de policiais apenas para as marginais ocorreu após diversos casos de crimes nas vias – como arrastões em congestionamentos e motoristas que foram roubados após serem atingidos por pedras atiradas por criminosos. No total, serão utilizadas 48 motocicletas, dez carros e quatro guinchos no trabalho – além do apoio do helicóptero Águia nos horários de pico. A nova companhia tem 160 policiais, que já faziam policiamento de trânsito. Outros 120 PMs de outros batalhões que já faziam o policiamento nas vias e em seu entorno também serão mantidos no trabalho.

“A nova companhia vai trazer proteção e segurança das marginais e vai ajudar também na fluidez do tráfego. Essa é a via urbana mais movimentada do Brasil. O país passa por aqui, ou de passagem para outros estados, ou para o Porto de Santos ou para o aeroporto de Cumbica [em Guarulhos]”, explicou o governador Geraldo Alckmin. Além da segurança e da fluidez, os policiais também terão como responsabilidade a fiscalização eventual, quando necessária.
De acordo com o coronel Camilo, a Marginal Pinheiros tem sido alvo mais recente dos criminosos. Nas duas marginais, foram fixados 54 pontos de estacionamento para os policiais, onde serão também instaladas bases fixas. “Os críticos são os horários de rush, por isso o policiamento de moto, as motos conseguem circular entre os veículos. E à noite, será 24 horas, de madrugada, quando não há tanta necessidade das motos, vão ser as viaturas do batalhão de trânsito”, afirmou o coronel.

Para evitar que a criminalidade se transfira para outras vias expressas da cidade, como o Corredor Norte-Sul e a Radial Leste, o governo pretende reforçar o policiamento com motos nestes pontos. “Nós vamos fortalecer em toda a cidade de São Paulo a Rocam, o policiamento com motos, que exige os policiais mais preparados, e é extremamente eficiente. Os grandes corredores de São Paulo terão o policiamento reforçado e nós vamos aumentar a compra de motos”, afirmou o governador Alckmin.

Grandes eventos fazem PM reforçar a segurança na capital paulista

Corpus Christi, Libertadores, Brasileiro e Parada Gay movimentam SP.
Serão quase 20 mil policiais militares espalhados pela cidade.

Do G1 SP

A Polícia Militar de São Paulo irá reforçar a segurança na capital paulista a partir desta quarta-feira (22) até domingo (26), quando irão ocorrer grandes eventos na cidade, como o feriado de Corpus Christi, com a saída dos motoristas para o litoral e interior do estado; o jogo final da Copa Libertadores da América; a Marcha para Jesus; uma partida pelo Campeonato Brasileiro; e a 15ª Parada do Orgulho LGBT.

Segundo informou a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do estado de SP, a PM reforçará o policiamento com 19,3 mil homens, 7,2 mil viaturas e seis helicópteros Águia durante esses cinco dias. Cães e cavalos com policiais militares também vão garantir a segurança da população.

As operações da PM terminarão à meia-noite de domingo (26), com o retorno dos paulistanos que forem passar o final de semana prolongado no litoral e no interior.

Libertadores
Nesta quarta (22), será realizada uma operação especial da PM com mais de 600 policiais para a decisão da Libertadores, entre as equipes de futebol do Santos e do Penãrol, do Uruguai, no Estádio do Pacaembu, na Zona Oeste da capital.

Serão mobilizados 321 policiais do Comando de Policiamento da Capital (CPC), no qual contarão com o apoio de 51 veículos, entre carros e motos.

O 2º Batalhão de Choque irá auxiliar no policiamento interno e na entrada dos torcedores, com 300 policiais e 10 carros. Dois helicópteros Águia irão trabalhar monitorando as torcidas e as imediações do estádio.

O Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) empregará 37 policiais e 30 veículos para cuidará da fluidez do trânsito, travessia de pedestres e segurança nas principais vias de acesso ao estádio.

Operação Visibilidade
Enquanto os torcedores forem ao Pacaembu, a Polícia Militar inicia, simultaneamente, uma operação nas principais rodovias estaduais de SP. Segundo estimativa da PM, 3,5 milhões de pessoas devem pegar a estrada nesse feriado prolongado.

As entradas e saídas da capital, assim como os acessos para as principais cidades do interior e litoral, terão reforço no policiamento em um raio de até 150 quilômetros, com mais de 16 mil policiais militares e 6,8 mil veículos. Um helicóptero Águia auxiliará as equipes terrestres. A Operação Visibilidade será realizada nesta quinta-feira (22), na sexta-feira (23), e no retorno do feriado, no domingo (26).

Marcha para Jesus
Nesta quinta (23), feriado de Corpus Christi, a PM realiza a Operação Marcha para Jesus, que acompanhará, às 10h, a saída dos evangélicos no Metrô Tiradentes, na Luz, seguindo em direção ao Campo de Bagatelle, em Santana, na Zona Norte. A estimativa é que 2,8 milhões e evangélicos participem da marcha, que terá trios elétricos e apresentação de bandas.

A operação contará com 400 policiais dos Comandos de Policiamento de Área Metropolitano 3 e 1 (CPA/M-3 e CPA/M-1).

Além disso, um helicóptero Águia, 260 alunos sargentos da Escola de Soldados e 80 policiais da Tropa de Choque irão ajudar na segurança durante todo o percurso do evento.

Parada LGBT
Também nesta quinta (23) começam partes dos festejos da Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), mais conhecida como Parada do Orgulho Gay, que receberá atenção especial da PM. Às 11 horas começa a Feira Cultural LGBT, no Vale do Anhangabaú, na região central da capital.

Na sexta (24), ocorrerá o 11º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, no Largo do Arouche, também no centro de São Paulo.

No sábado (25), será comemorado o 11º Gay Day, no Playcenter, na Barra Funda, segundo programação no site do LGBT.

A Parada Gay está marcada para domingo (26), na Avenida Paulista, com maior movimentação na parte da tarde. Nos anos anteriores, o público estimado foi superior a dois milhões de participantes. Para garantir a segurança dos participantes do evento, a Polícia Militar contará com 1,4 mil policiais, 120 viaturas e 120 homens da Tropa de Choque, além de um helicóptero Águia.

Campeonato Brasileiro
No domingo (26) também será a realizado o jogo entre o Corinthians e o São Paulo, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, no Estádio do Pacaembu. A partida de futebol contará com 360 policiais militares, 140 veículos e um helicóptero Águia.

Criminosos aproveitam trânsito ruim e fazem arrastão na Marginal Pinheiros

Motoristas de sete veículos foram assaltados na pista sentido Interlagos.
Polícia foi chamada, mas nenhum ladrão foi encontrado.

Do G1 SP

Ladrões aproveitaram o trânsito lento da Marginal Pinheiros, em São Paulo, e fizeram um arrastão na noite desta segunda-feira (13).

Motoristas de sete veículos foram assaltados na pista sentido Interlagos, na altura da curva da Usina de Traição.

Segundo as vítimas, os criminosos quebraram os vidros dos carros e levaram bolsas, joias e aparelhos eletrônicos. A polícia foi chamada e até o helicóptero Águia, da PM, sobrevoou a região. Nenhum ladrão, porém, foi encontrado.

“Eles me deu um murro”, afirmou a enfermeira Evelin Brancalhão, uma das assaltadas. Outras vítimas dizem que deixarão de usar o caminho para voltar para casa.

PM desencadeia operação para reduzir índices criminais

Ações tem como alvos cinco cidades da região que juntas concentraram 65 dos 98 casos de homicídio registrados no primeiro trimestre de 2011 no Vale do Paraíba; Trabalho começou ontem em São José

Filipe Rodrigues – O Vale
São José dos Campos

A Polícia Militar realizou ontem uma ofensiva nas zonas Sul e Leste de São José dos Campos contra o aumento da violência na região.

A ação contou com cerca de 250 homens e irá se repetir — cada dia em uma cidade — em Taubaté, Guaratinguetá, Ubatuba e Caraguá, ao longo da semana.

Ontem, a polícia recapturou nove foragidos, fez três prisões em flagrante e apreendeu 13 veículos, além de 17 motos.

Entre os presos, está Jeová da Silva Coelho, 27 anos, acusado de matar um policial militar, durante ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital), em maio de 2006.

Operação. Para reforçar a segurança, a PM remanejou policiais de folga e do setor administrativo de todas regiões do Vale.

Segundo a corporação, as cidades escolhidas tiveram aumento nos principais índices criminais. “São regiões que apresentaram números preocupantes e vamos fazer este trabalho para coibir o crime nestas áreas”, diz o major Nilson Souza Silveira.

O trabalho focou no combate às armas e tráfico de drogas, além da busca por foragidos da Justiça.

“A maioria dos crimes está relacionada ao tráfico de drogas. Tirando drogas e armas das ruas, conseguiremos diminuir estes índices”.

Cada dia, policiais farão o trabalho em uma destas cidades. Por segurança, o cronograma não foi divulgado.

Combate. Participaram da ação 40 veículos de Força Tática, 40 motos, além do helicóptero Águia, veículos da Base Comunitária Móvel e policiais descaracterizados.

“Por meio das estatísticas, constatamos as áreas mais perigosas. Além de blitze, fizemos rondas e abordagens a pedestres”, diz.

O trabalho começou às 17h de ontem e seguiu até a 1h de hoje. Um balanço parcial aponta que até às 21h, foram abordadas 1.412 pessoas, 394 veículos, além de 423 motos e 98 bares fiscalizados.

“O resultado foi positivo, já que conseguimos retirar criminosos das ruas e, durante as abordagens, demos a sensação de segurança às pessoas”, diz o tenente Geraldo Leite Rosa Neto, comandante de Força Tática da PM.

Estatísticas. As cinco cidades concentram 65 dos 98 homicídios que aconteceram no primeiro trimestre no Vale.

São José e Taubaté foram os principais responsáveis pelo número — foram 24 vítimas em São José e 22 em Taubaté. Caraguá (9), Guará (6) e Ubatuba (4) completam os dados.

Em todas estas cidades, o número de homicídios cresceu na comparação com o primeiro trimestre de 2010.

ENTENDA O CASO

Operação
Cadadia, uma cidade, entre as cinco com maior alta nos índices criminais, receberá a ação da PM esta semana

Crimes
A meta da corporação é apreender armas, drogas e foragidos da justiça

Motivo
A polícia acredita que roubos e homicídios, estão, em sua maioria, relacionadas ao tráfico de drogas

Números
São José, Taubaté, Guará, Ubatuba e Caraguá concentraram 65 dos 98 casos de homicídio registrados no Vale do Paraíba no primeiro trimestre de 2011

Resultado
Em São José, a polícia capturou nove foragidos, entre eles, um homem acusado de ter matado um policial em 2006.