Clientes Sekron
  Esqueci a Senha
Conheça nosso site Institucional ›

Posts Tagged ‘ Iluminação

Após roubo de R$ 3,9 milhões, PM quer discutir segurança em Viracopos

Na terça-feira (23) ladrões levaram carga de eletrônicos da Apple.
Secretaria de Segurança aponta aumento de 45% nos roubos e furtos.

Um dia após cinco homens armados roubarem R$ 3,9 milhões de uma carga de eletrônicos da Apple no terminal de cargas do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). A Polícia Militar admite que um novo plano de segurança para a área precisa ser discutido.

“Será agendada uma reunião com a Infraero, Polícia Federal e empresas que trabalham nos galpões de Viracopos para um novo planejamento de segurança”, disse o comandante interino da 1ª Cia de Campinas, tenente Júlio César Tirabassi.

Atualmente, a PM faz a segurança no saguão do aeroporto nos horários de maior movimento de passageiros.“Fazemos ainda rondas motorizadas na área do aeroporto”, disse o oficial da PM.

Sobre o roubo no galpão da TAM, a empresa aérea informou em nota conjunta com a Secretaria de Aviação Civil, que o controle de acesso e de segurança das instalações é de responsabilidade da aérea.

A Secretaria de Aviação Civil ressalta que a segurança do local onde ocorreu o roubo não é de responsabilidade da Infraero, pois não está situada dentro da área restrita do terminal.

Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo apontam que entre os meses de janeiro e agosto de 2012 Viracopos registrou aumento de 45% nos roubos e furtos.

Os casos saltaram de 235 para 341, segundo a secretaria. Estes números se referem a roubos e furtos dentro e na área do estacionamento.

“Nós chegamos e andamos em grupo. Deveria ter um traslado. É muito perigoso”, disse a secretária Maria Marta Souza Teodoro, sobre o estacionamento do aeroporto. A estudante Mayra Cristina Teodoro também reclamou da falta de iluminação no estacionamento de Viracopos. “Não tem segurança. Quando chegamos aqui é muito escuro”, disse ela.

A empresa que administra o estacionamento informou que está em contato com o consórcio que ganhou a concessão de Viracopos para a implantação de medidas de seguranças. A instalação de câmeras é uma das possibilidades, além de rondas.

Fonte: G1

Mais zeladoria, menos criminalidade

Investir em iluminação e espaços públicos bem cuidados ajudam a inibir violência, um dos principais problemas da capital, de acordo com eleitores

Quando chega a noite e a comerciante Cláudia Rodrigues, de 37 anos, tem de subir da estação do metrô até a sua casa pela Rua Inglesa, em Santana, zona norte da cidade, ela não vai pela calçada. Por causa da iluminação pública precária, o trajeto é feito pelo meio da rua, com a atenção redobrada, para evitar assaltos.

“Só nesta semana, já ouvi falar de cinco ou seis pessoas que foram assaltadas na região. Aqui é sempre assim”, disse Cláudia. A iluminação pública é das atribuições diretas de um prefeito que podem ajudar a promover segurança na cidade de São Paulo. Embora seja uma responsabilidade dos Estados, a violência costuma ser citada como um dos principais problemas da capital pelos eleitores e cobrada também de prefeitos.

Zelar pelo espaço público, outra atribuição direta das prefeituras, tornou-se uma estratégia para combater a criminalidade em grandes cidades do mundo. O exemplo mais bem-sucedido desse modelo é Nova York. A política de “tolerância zero” foi a maior marca da gestão do ex-prefeito Rudolph Giuliani (1994-2002).

A ideia baseia-se na teoria desenvolvida por George Kelling e James Wilson em 1982 e denominada Broken Windows (Janelas Quebradas). Os dois ensaístas entendiam que era imprescindível eliminar a desordem para conseguir reduzir a criminalidade. Exemplificavam: “Se você ignorar a janela quebrada de um prédio, outras janelas também serão quebradas. A área vai passar a ter uma imagem de abandono e a delinquência penetrará na sua casa”.

Criminalidade
“Com a desordem urbana, os infratores se sentem muito confortáveis para praticar pequenos, médios e grandes delitos. Quando o ambiente fica confortável para o cidadão, se torna desconfortável para o criminoso”, diz José Vicente, ex-secretário Nacional de Segurança Pública do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Mais complexo, outro caminho para prefeituras ajudarem a reduzir a criminalidade é por meio da prevenção, ao adotar programas para diminuir a vulnerabilidade de jovens na periferia, considerado o grupo mais exposto à violência. Para isso, as opções são investir em projetos educacionais e de recreação e formação profissional.

Segundo o professor Ignácio Cano, do Laboratório de Análise da Violência, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, nos últimos anos as prefeituras têm desempenhado um papel crescente nessa área, apesar da atribuição constitucional dada aos Estados. “Os municípios devem criar planos locais de segurança, com metas, e trabalhar de forma integrada com os órgãos estaduais”, sugere.

Em São Paulo, um exemplo desse tipo de parceria entre governo estadual e município é a Operação Delegada, instituída em 2009.

O “bico oficial” dos policiais militares permite que esses agentes, ligados ao Estado, trabalhem em seus períodos de folga para a Prefeitura.

Atualmente, cerca de 4 mil PMs participam do programa, atuando no combate ao comércio ilegal e reforçando o patrulhamento das ruas. No ano passado, o custo da operação foi de R$ 112 milhões. A previsão deste ano é a de que a sejam investidos R$ 150 milhões.

Há críticas ao fato de o potencial da Guarda Civil Metropolitana estar sendo pouco aproveitado em São Paulo, justamente por causa da falta de sintonia entre os dois poderes. De acordo com o pesquisador do Núcleo de Políticas Públicas da USP, Leandro Piquet Carneiro, a Polícia Militar não vê com bons olhos a participação de guardas municipais em ações de ordenamento da cidade e patrulhamento.

“Se o clima de desconfiança da PM com relação à Guarda pudesse ser superado, haveria um ganho significativo no policiamento”, afirma.

O Estado de S.Paulo

Vigilância de vizinhos é arma contra arrastões

O governo do Estado aposta na participação dos vizinhos de bares e restaurantes da capital como uma forma de tentar conter a onda de arrastões a esse tipo de estabelecimento. Ontem de madrugada, a polícia registrou o 17.° caso do tipo no ano: assaltantes roubaram 15 clientes e seis funcionários do Bar Balcão, nos Jardins, zona sul.

Além do engajamento da vizinhança, governo, polícia e donos de bares e restaurantes anunciaram ontem outras medidas para tranquilizar os clientes: aumento da iluminação na fachada dos estabelecimentos comerciais, instalação de câmeras, combate à receptação de produtos roubados e incremento do efetivo policial em datas comemorativas.

A vizinhança pode ajudar a polícia passando informações sobre veículos e pessoas suspeitas nas proximidades, além de denunciar a ocorrência de roubos em andamento. O modelo é inspirado no programa Vizinhança Solidária, que funciona em Santo André, no ABC, desde julho de 2010, e similar ao projeto “Meu vizinho está de olho”, implementado por moradores da Vila Romana, zona oeste da capital, em março de 2009.

“O programa Vizinhança Solidária deu ótimos resultados no ABC e agora vamos trazer para a capital. Acho que será muito bom porque um vai ajudando o outro, e o vizinho contribui para a segurança do bairro todo”, opinou o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Joaquim Saraiva de Almeida.

Em Santo André, o projeto começou em bairros centrais há dois anos. Os moradores participam de reuniões com a polícia e instalam placas nos postes. Cada placa tem a figura de um bandido sob o sinal de proibido e dizeres como “área vigiada pela comunidade” e “comunicamos toda atitude suspeita imediatamente à polícia”. Hoje, há 210 placas indicativas, em 13 bairros da cidade.

“Bandidos tentaram invadir minha escola de inglês recentemente, de madrugada. Um vizinho acionou a PM, os policiais chegaram e botaram os criminosos para correr. Só fiquei sabendo no dia seguinte e nada foi roubado”, disse a empresária Regina Guirelli, uma das responsáveis pela instalação do programa no município. A inspiração, segundo ela, veio de países como o Japão.

Cada placa tem um tutor, que fica responsável por conscientizar a vizinhança. “A ideia é que todos se voltem para os vizinhos, que saibam dos hábitos de cada um e sejam avisados, por exemplo, quando um deles viaja. Trocamos os contatos. Temos os celulares dos participantes”, explica.

Hoje á tarde, as associações que representam bares e restaurantes da capital voltam a se reunir com a Secretaria Estadual de Segurança Pública. A adaptação do programa à realidade de São Paulo é um dos assuntos a ser debatido.

“Moradores e proprietários de estabelecimentos comerciais podem cadastrar seus imóveis numa unidade da polícia. Eles vão ceder nome, telefone, dados de identificação e colocar na frente desses imóveis ou estabelecimentos a identificação do Vizinhança Solidária”, explicou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberval Ferreira França, que, até abril, comandava a PM do ABC.

Exagero
Proprietários de bares restaurantes ficaram satisfeitos com o resultado da reunião de ontem, mesmo que tenham que arcar com os custos de parte das medidas que foram anunciadas. “Não é tão caro instalar um holofote ou uma câmera na fachada. E muitas casas já têm seguranças ou porteiros. São coisas que já recomendávamos a nossos associados”, afirmou o presidente da Abrasel.

Especialista em segurança pública, o coronel da reserva José Vicente da Silva diz que as medidas são sensatas, mas houve alguns exageros. “Foi uma resposta à grita da mídia. Em uma cidade que tem 400 a 500 assaltos por dia, ter um ou dois arrastões por semana é pouco”, disse. “É muito mais arriscado ser assaltado ao pegar um carro na rua para ir ao restaurante do que ao frequentá-lo.”

Edison Veiga, Pedro da Rocha, Tiago Dantas e William Cardoso

USP terá guaritas elevadas, holofotes e cancela dupla à noite para pedestres

Plano de segurança da Cidade Universitária está sendo feito por ex-coronel da PM; ainda não há prazo para instalação de equipamentos
Luísa Alcalde, Jornal da Tarde – O Estado de S.Paulo

A Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo, vai ganhar plataformas elevadas de vigilância nos bolsões de estacionamento e nas entradas e saídas. A Universidade de São Paulo (USP) também vai instalar cancelas para pedestres no período noturno. As medidas fazem parte do plano que está sendo elaborado pela nova Superintendência de Segurança da Cidade Universitária.

Ainda não há prazo para que esses equipamentos entrem em operação, mas a ideia é que as plataformas elevadas deem um campo de visão de 360 graus para os vigias nos estacionamentos. As guaritas terão ainda sistema de holofotes com focos para guiar os usuários até seus veículos e também sistema de áudio por meio de caixas de som, que permitirá a comunicação entre a torre e os motoristas que estiverem no estacionamento.

Para entrar de madrugada, nos dias úteis, e à noite, no fim de semana, os pedestres terão de passar por barreiras duplas, como as que existem em garagens de prédios. A segunda só será liberada após o registro de um crachá eletrônico. “A entrada na USP não será modificada. Apenas haverá um controle maior”, explica o superintendente de Segurança, Luiz de Castro Junior.

No cargo desde março, o ex-coronel da Polícia Militar e mestre e doutor em Ciências Policiais está à frente das mudanças. Para desenvolver o projeto das plataformas elevadas, procurou técnicos da Escola Politécnica (Poli) e da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU).

Reforma
A antiga guarda universitária, formada por 380 vigias e agentes de vigilância, será reformulada. O grupo passará por curso de reciclagem, de postura e abordagem. Eles receberão treinamento específico para lidar com jovens, o maior público da USP. Uniformes, viaturas e motos ganharão novas cores, para a guarda ficar mais visível.

O site do câmpus na internet está sendo reformulado e, quando entrar no ar, terá uma nova ferramenta, onde a comunidade local poderá fazer online registros de eventos, em substituição aos antigos registros de ocorrências, confundidos muitas vezes com o boletim de ocorrência oficial da Polícia Civil.

Além disso, locais escuros vão receber reforço na iluminação e patrulhamento do lado externo pela Polícia Militar.

Lei obriga estacionamentos a ter videomonitoramento e vigilante

Os estacionamentos de shopping, supermercados, hipermercados, lojas de materiais de construção e lojas de departamento com capacidade igual ou superior a 200 vagas estão obrigados, a partir desta sexta-feira (18) a possuir sistema de videomonitoramento interno e externo, iluminação adequada e vigilância motorizada durante todo o expediente.

Com a lei, novos empreendimentos só poderão obter a licença para funcionamento após atender os requisitos. Já os estabelecimentos que estão em funcionamento receberão uma notificação e terão 180 dias para se adequarem as novas exigências.

O comércio que infringir a lei estará sujeito a multa no valor de R$ 5 mil, além da interdição da área destinada ao estacionamento de veículos até as que as adequações necessárias sejam realizadas. A lei número 10.102/2012 entrou em vigor após ser publicada no jornal Município de Sorocaba.

Procurados, os shoppings de Sorocaba afirmaram já contarem com os requisitos exigidos na lei. O Esplanada Shopping conta com videomonitoramento há mais de 20 anos, segundo informou via assessoria de imprensa. Dois vigilantes alternam os turnos para vistoriar as duas mil vagas do estabelecimento durante o expediente.

Já o hipermercado Extra Santa Rosália, que em fevereiro registrava um índice de furtos maior do que o ocorrido em vias públicas, afirma que também atende aos requisitos da lei.

Os dois empreendimentos afirmaram que a presença dos vigilantes motorizados inibe que pessoas cometam atos ilícitos nos estacionamentos.

Ipanema Online

Bandidos furtam equipamentos de luz da Ponte Estaiada

Prejuízo aos cofres públicos é de R$ 1 milhão.
Canhões de luz foram roubados no dia 9 deste mês.


Equipamentos de luz da ponte estaiada, no Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, foram furtados. O prejuízo aos cofres públicos é de R$ 1 milhão. O crime aconteceu no dia 9 deste mês, mas só foi informado pela polícia nesta quinta-feira (19).

O roubo dos canhões de luz aconteceu quando a ponte estava preparada para as comemorações do Ano Novo Chinês, comemorado no dia 7. A iluminação que deixava a estrutura vermelha estava programada para ficar ligada durante uma semana.

Foram levados 94 projetores modernos com lâmpadas de led. Os técnicos registaram boletim de ocorrência e a polícia que está investigando o caso.

A Prefeitura da capital paulista informou ainda que os equipamentos furtados ficavam embaixo de uma coluna de sustentação da ponte, dentro de uma caixa com grade de ferro, que foi arrombada.

Fonte: G1

Pedestres e motoristas cobram mais policiamento no túnel da Vila Zilda

TV Tribuna

Nem mesmo com a retirada da lombada que havia na Avenida Lídio Martins Corrêa, próximo ao túnel da Vila Zilda, em Guarujá, a ação dos bandidos tem sido inibida. Os equipamentos foram removidos por facilitar a ação dos marginais, mas no local, radares de velocidade foram implantados e os casos de assalto no local continuam rotineiros.

Na última sexta-feira, um casal que vinha de São Paulo foi abordado por uma dupla na entrada do túnel. Os bandidos levaram celular e dinheiro das vítimas.

Quem costuma passar pelo local conhece alguém ou já viveu uma situação como essa. Mas agora a falta de segurança também tem se tornado um risco à vida dos pedestres, já que os motoristas criaram o costume de acelerar mesmo com o radar instalado pela Prefeitura. Muitos têm medo até de atravessar a rua.

“Aqui é assalto atrás de assalto. E eles têm que passar correndo porque ficam com medo. Mas isto está errado também porque tinha uma lombada ali e tiraram”, afirmou a dona de casa Maria do Socorro Silva.

”A gente não tem uma calçada para andar porque as calçadas estão lotadas de manequins, colocam bicicletas. A gente precisa andar pelo meio da rua. Os carros vem e não querem saber”, contou a dona de casa Juliana Santos Silva.

Segundo o autônomo Edgar dos Santos, à noite é mais perigoso trafegar pelo local. “Na parte do túnel então fica muita molecada próxima à saída e depois da entrada. É um lado perigoso. É preciso precaução”.

”A gente tem que se prevenir, independente da situação da rua, do local, a gente tem que usar deste artifício”, relatou Gabriel Elias, engenheiro agrônomo.

Em nota a PM informou que perto do túnel tem uma base comunitária que atua junto com a Rádio Patrulha e a Força Tática e que o policiamento é reforçado nos fins de semana e feriado.

De acordo com o secretário de governo Ricardo Joaquim Augusto de Oliveira, em virtude dessas ocorrências, a Polícia Militar solicitou à Prefeitura a retirada da lombada. Apesar dos riscos foi ponderado que era necessário um controle de velocidade para garantir a segurança dos pedestres.

“Foi oferecido um estudo de 50 km/h, que seria uma velocidade que garantiria um percurso tranquilo aos motoristas e também seguro aos pedestres. O túnel também foi totalmente reformado, com nova iluminação. Ou seja, todas as condições primárias de segurança, a Prefeitura fez a intervenção como prometido e entregou. Agora é uma questão pertinente ao planejamento da Polícia Militar do Governo do Estado. Não cabe mais a Prefeitura. Tudo aquilo que a Administração podia fazer, foi feito. Tudo foi entregue e está pronto para funcionar”.

Preso em SP suspeito de assalto ao Banco Central em Fortaleza

Denúncia anônima teria levada a polícia ao suspeito.
À polícia, suspeito disse que já gastou sua parte no roubo: R$ 5 milhões.

Do G1, com informações do Jornal da Globo

A polícia informou que prendeu na noite desta quarta-feira (24) em São Paulo um homem procurado pelo assalto ao Banco Central, em Fortaleza, Ceará, em 2005, de onde foram roubados quase R$ 165 milhões.

O suspeito foi preso na Avenida Teotônio Vilela, Zona Sul da capital paulista, em frente a uma oficina mecânica, depois de uma denúncia anônima.

À polícia, ele teria dito que ficou com R$ 5 milhões e que já gastou todo o dinheiro.

Segundo a polícia, homem é um dos criminosos mais procurados no Ceará. No início da madrugada desta quinta-feira (25), o suspeito seria encaminhado ao Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).

Escuridão leva perigo a ruas perto do metrô

Passageiros se queixam de falta de iluminação no entorno de estações; Ilume promete mandar equipes aos locais

03 de agosto de 2011
Monique Arantes – O Estado de S.Paulo
JORNAL DA TARDE

Jose Patricio/AE - Rua Capri. Passageiros andam em grupos até estação

Jose Patricio/AE - Rua Capri. Passageiros andam em grupos até estação

A falta de iluminação nos arredores de algumas estações do Metrô de São Paulo tem propiciado a ação de ladrões e causado insegurança entre os usuários. A reportagem constatou o problema no entorno das Estações Pinheiros, da Linha 4-Amarela, Santos-Imigrantes, da 2-Verde, e Tatuapé, da 3-Vermelha.

A advogada Renata Bayer Simões Esteves, por exemplo, foi perseguida por um homem no dia 21 de julho, entre a Estação Santos-Imigrantes e o estacionamento conveniado com o Metrô. Segundo ela, a via por onde tem de passar está completamente às escuras. “Eram 21h30 e vi que estava sendo seguida por um homem assim que saí da estação.

Comecei a correr quando notei que ele se aproximava. Ele foi atrás de mim até o estacionamento e só parou quando viu o funcionário do local”, lembra.

A insegurança causada pela falta de luz também é sentida pela analista Marina Almendro. Ela trabalha a quatro quadras da Estação Pinheiros, a mais recente da Linha 4, e reclama que várias vias vizinhas estão às escuras. “Antes da inauguração (da estação), a empresa onde trabalho oferecia transporte para os funcionários por causa do risco de roubos, mas isso acabou.”

A opção de Marina e seus colegas foi sair em grupo. Para chamar a atenção do Ilume, ela criou uma petição pública na internet, em que pede mais pontos de luz em ruas como Eugênio de Medeiros, Paes Leme, Butantã, Sumidouro e Capri. O mesmo problema é enfrentado pela psicopedagoga Mônica Nardy Marzagão Silva, moradora da Rua Felipe Camarão, perto da Estação Tatuapé. “Há mais de dois anos encaminho pedidos de novos pontos de luz para o Ilume.”

Resposta
O Metrô informa que já pediu ao Ilume reforço na iluminação da Estação Santos-Imigrantes. A empresa diz que, se alguma ocorrência perto dos terminais for identificada, a PM é avisada. A ViaQuatro, concessionária da Linha 4, afirma que encaminhou a reclamação dos usuários da Estação Pinheiros à Prefeitura. O Ilume diz que “programou a visita de equipes de manutenção nas três estações” citadas na reportagem para “verificar a necessidade de intervenções e solucionar possíveis falhas pontuais”.

COLABORARAM GIO MENDES E TIAGO DANTAS

PRESTE ATENÇÃO…
1. Evite expor celulares e notebooks dentro e fora da estação. Não use bolsas e mochilas que demonstrem conter objetos de valor em seu interior.

2. Não use fones de ouvido enquanto estiver caminhando, pois eles podem distraí-lo.

3. Procure vias mais iluminadas e que tenham movimento de veículos e pedestres.

4. Em ruas mal iluminadas, prefira caminhar pela rua ou em grupos. E fique atento a seu redor.

Região da Vila Madalena quer usar câmera contra arrastão em SP

AFONSO BENITES
GIBA BERGAMIM JR.
DE SÃO PAULO

Vítimas de uma onda de arrastões a bares e restaurantes, comerciantes da Vila Madalena (zona oeste de São Paulo) pedem a instalação de câmeras de monitoramento nas ruas.

A Ageac (Associação de Gastronomia, Artes e Cultura da Vila Madalena) e o Conseg (conselho de segurança) da região vão enviar um ofício à Secretaria da Segurança Pública e à prefeitura pedindo a instalação de cabos de fibra óptica no subsolo.

Com isso, será possível colocar câmeras nos postes em cruzamentos da região. As imagens seriam monitoradas pela Polícia Militar.

Segundo o presidente da Ageac, Flavio Pires, a PM, a Polícia Civil e a Câmara Municipal vão chancelar o documento, que ficará pronto na semana que vem.

Logo após os ataques, mais intensos entre fevereiro e março, restaurantes e casas noturnas reforçaram a segurança. Ao menos 11 dos 19 locais assaltados neste ano instalaram câmeras na porta, melhoraram a iluminação e contrataram vigias.

ATAQUE NO CENTRO

A última vítima de assalto foi a casa noturna Alberta #3, na avenida São Luís (centro). Na madrugada de domingo, quatro homens e uma mulher se passaram por clientes, ficaram duas horas bebendo e, quando o local fechou, anunciaram o assalto.

Cerca de R$ 5.700 foram levados do caixa. Dois clientes que deixavam o bar tiveram seus celulares roubados.

Segundo o sócio do bar Cláudio Medusa, 39, até anunciar o roubo, os ladrões –armados e vestindo terno– foram educados. “Mas, durante o assalto, um deles se irritou ao ver a quantia no caixa e gritou, pedindo um cofre que nem existe.”

Os donos do bar decidiram instalar câmeras de segurança e, desde ontem, já passaram a usar detector de metais manual em seus clientes.

Folha.com (Cotidiano) 08/06/2011 – 08h09