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Homicídio cai no RJ e em SP, mas cresce em cidades pequenas, diz Ipea

Estados lideraram quedas nas taxas de letalidade entre 2000 e 2010.
Índice em municípios de até 100 mil habitantes cresceu em média 52,2%.
Os estados de São Paulo e do Rio de Janeiro tiveram as maiores quedas nas taxas de homicídio entre 2000 e 2010, de 66,6% e 35,4%, respectivamente, segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta sexta-feira (20). Apesar disso, o levantamento aponta que a variação da letalidade cresceu no interior do país e, principalmente, nas pequenas cidades. Em dez anos, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes de São Paulo passou de 42,2, a quarta maior do país, para 14,1 – a segunda mais baixa, atrás apenas de Santa Catarina, com 13. No Rio de Janeiro, caiu de 51, a segunda maior, para 32,9.
Influenciada pela queda dos dois estados, a região Sudeste deixou de ter a maior taxa do Brasil em 2000 (36,6), para ter a menor em 2010 (20,5). A variação foi de 43,8%, sendo que a região foi a única do país a apresentar queda.
O estudo ainda aponta que, dos 20 municípios que tiveram as maiores quedas no período, 8 ficam em São Paulo. São eles São Bernardo do Campo (87,6%), Mauá (80,1%), Carapicuíba (79,9%), São José dos Campos (79,1%), São Paulo (78,9%), Barueri (78,8%), Jandira (78,4%) e Iaras (78%).
Segurança pública
Além de questões econômicas, como melhoria de renda, o levantamento aponta como fatores que influenciaram as alterações das taxas na década o maior investimento federal na segurança pública – como o lançamento do I Plano Nacional de Segurança Pública e de campanhas de desarmamento -, bem como políticas conduzidas pelos próprios Estados.
As melhorias socioeconômicas, porém, também são apontadas como propulsoras da criminalidade. Isso porque, ao mesmo tempo em que “o aumento da renda e do emprego leva a um aumento do custo de oportunidade para o criminoso profissional e uma diminuição nas tensões sociais”, pode também fazer crescer “a lucratividade em mercados ilícitos”, aponta o estudo.
Por isso, entre 2000 e 2010, apenas outros cinco estados além de São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram quedas: Roraima (30,8%), Pernambuco (27,5%), Mato Grosso (19%), Mato Grosso do Sul (15,9%) e Distrito Federal (8,7%).
De modo geral, os estados mais violentos do Brasil no começo da década passada foram aqueles que conseguiram reduzir a letalidade. Os estados menos violentos apresentaram altas nas taxas de homicídio, o que causou a manutenção da média do país – de 26,7 em 2000 para 27,4 em 2010. Entre outros fatores, este fenômeno pode ter sido causado por causa da migração de criminosos perseguidos por políticas mais efetivas contra o crime nos seus estados de origem para outras localidades.
O levantamento ainda destaca que, enquanto que a diminuição e o crescimento mais moderado das taxas aconteceram em estados de todas as regiões, os aumentos mais elevados se concentraram no Nordeste. O maior crescimento foi registrado na Bahia, de 339,5%. A taxa baiana passou de 9,4 para 41,1. Também está na Bahia a cidade que tinha a maior letalidade do país em 2010: Simões Filho, com índice de 173,7.
Cidades pequenas
O estudo também analisou as variações das taxas de homicídio nas cidades do país de acordo com o tamanho populacional. O aumento da letalidade se mostra proporcional ao tamanho dos municípios. Enquanto que as taxas das cidades com menos de 100 mil habitantes cresceram em média 52,2% entre 2000 e 2010, as das cidades medianas (entre 100 mil e 500 mil habitantes) cresceram 7,6% e as das grandes (mais de 500 mil habitantes) caíram 26,9%.
Os maiores aumentos nas taxas de homicídio das cidades pequenas aconteceram nas localidades que dez anos antes eram mais seguras. Nas médias, as altas aconteceram não apenas nos municípios mais seguros, mas também nos mais violentos. Já no grupo das grandes concentrações urbanas, a queda foi generalizada.
A expansão e a reconfiguração de mercados ilícitos e “o efeito-aprendizado sobre o modo como os criminosos operam nos grandes centros urbanos, que passa a ser transmitido pela mídia para as localidades interioranas” são apontados como possíveis motivos para tal efeito nas cidades pequenas e no país, no geral.

Fonte: G1

Homicídios aumentam 79% na capital e Estado volta a ter violência ‘epidêmica’

No Estado, o primeiro trimestre registrou aumento de 7% nos homicídios dolosos com 1.073 assassinatos
Daniel Trielli e William Cardoso – O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – O número de homicídios dolosos (quando há intenção de matar) cresceu 79,25% na capital paulista, na comparação entre março deste ano e o mesmo mês de 2011. Foram 42 casos a mais – que serviram também para aumentar o índice em 14,22% na comparação entre os três primeiros meses de cada ano. Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 25, pela Secretaria de Segurança Pública.

No Estado, o primeiro trimestre registrou aumento de 7% nos homicídios dolosos. Foram 1.073 assassinatos, ante 1.002 no mesmo período do ano passado. Com isso, o Estado voltou a ultrapassar a linha epidêmica de 10 mortos para cada 100 mil habitantes – ficou em 10,16 pela primeira vez em um ano. Ficar abaixo desse índice virou a principal bandeira da segurança pública em São Paulo e foi motivo de comemoração do governo Geraldo Alckmin. Chegou a ser elogiada também em relatório da Organização das Nações Unidas.

O aumento foi impulsionado pelo março violento deste ano, com 393 homicídios, 82 a mais que no mesmo mês do ano passado. Segundo a secretaria, mesmo assim o número é menor do que março de 2010, quando aconteceram 407 casos no Estado.

O governo ressalta que nos últimos 12 anos o número de assassinatos caiu 72% e a taxa de homicídios – que era de 35,27 para cada 100 mil habitantes em 1999 – ficou em 9,9 no ano passado. Mas a alta de homicídios, sobretudo na capital, é vista com surpresa e precisa ser estudada, segundo o delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima. “O que pode ter havido é um ponto fora da curva”, afirmou. Para ele, vários fatores podem contribuir para o aumento, até dias mais quentes e menos chuvosos, que fazem com que as pessoas bebam mais e se envolvam em mais confusões.

Carneiro explicou que os homicídios muitas vezes estão associados a situações imprevisíveis, como crimes passionais. “A sociedade está mais consciente, mas ainda há uma cultura de violência.”

Violência
Capital e o Estado ficaram mais violentos de forma geral. Crimes como estupro, lesão corporal e tentativas de homicídio também tiveram alta nos três primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011. As tentativas de homicídio cresceram 19,06% na capital e 15,11% no Estado, nos três primeiros meses do ano.

Novamente foi o mês de março que provocou esse crescimento, com 31 casos a mais na capital e 191 no Estado.

Também chama a atenção o aumento no número de estupros, tanto na capital paulista quanto no Estado. Foram 84 casos a mais entre janeiro e março só na capital, um crescimento de 13,91% -semelhante ao do Estado, com 13,49%. Casos de lesão corporal dolosa também cresceram – 15,18% na capital e 9,23% no Estado.

Maioria dos índices de criminalidade apresenta queda em SP em 2010

A maioria dos índices de criminalidade registrou queda no estado de São Paulo em 2010 em comparação com o ano anterior, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública. A taxa de homicídios caiu 4,5% no ano passado: de 10,96 para cada 100 mil habitantes, índice registrado em 2009, para 10,47 por 100 mil. Desde 1999, quando a taxa era de 35,27/100 mil, a queda foi de 70,3%.

Apesar da redução, o índice ainda se encontra dentro do patamar de violência epidêmica, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), de mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes.

Em números absolutos, o estado teve 4.320 casos de homicídios dolosos em 2010. Em 1999, foram 12.818 casos. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (31). No último trimestre de 2010, os homicídios caíram 5,65% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O tráfico de drogas e o estupro foram as ocorrências que apresentaram elevação no período de um ano. Os dados mostram que houve um aumento de 75%, atribuído à nova legislação que tipifica o estupro, que passou a incluir casos de atentado ao pudor e ato obsceno, segundo a SSP.

Tentativas de homicídio: a secretaria diz que, em 2010, houve redução de 2,96% no crime, com 153 casos a menos do que no ano anterior. Foram registradas 5.023 tentativas de homicídios em 2010, contra 5.176, em 2009.

Latrocínio (roubo seguido de morte): em comparação com 2009, os registros do crime caíram 16,5% no estado, de 303 para 253 casos. De outubro a dezembro de 2010, os roubos seguidos de morte caíram 3,85%, de acordo com os dados oficiais.

Roubos de cargas: a secretaria afirma que diminuíram 6,2%, com menos 482 casos que os registrados em 2009. Porém, as ocorrências do crime cresceram 8,04% no último trimestre de 2010, comparando com o mesmo período do ano anterior.

Roubos de veículos e em geral: os roubos de veículos retrocederam 4,54% em 2010, segundo os dados, com menos 3.262 casos em relação ao ano anterior. Levando em conta apenas o quarto trimestre de 2010, no entanto, os roubos de veículos cresceram 7,08% em relação ao mesmo período de 2009. Já os roubos em geral recuaram 9,47% no ano passado todo, com menos 23.591 casos.

Roubos a banco: tiveram queda de 16,6%, com registro de 211 casos em 2010, contra 253 em 2009. Apenas no último trimestre do ano passado, o número de casos diminuiu 32,43% em relação ao mesmo período de 2009.

Furtos: registraram queda de 4,26% em relação a 2009, com redução de 22.530 casos. O número de furtos de veículos em 2010 caiu 4,32%, com 4.552 casos a menos do que o registrado no ano anterior. Considerando apenas o último trimestre de 2010, os furtos de veículos aumentaram 5,53% em relação ao mesmo período de 2009.

Tráfico de entorpecente: a secretaria diz que houve um aumento de 9,09% nas ocorrências do crime, com 2.535 a mais em relação ao ano anterior. Foram registrados 30.421 flagrantes de tráfico de drogas em 2010, contra 27.886 em 2009.

Estupro: os dados mostram que houve um aumento de 75% dos casos do crime, mas a secretaria explica que a nova legislação que tipifica o estupro passou a incluir casos de atentado ao pudor e ato obsceno, por isso o crescimento. Segundo o governo do estado, apenas quando a legislação completar um ano de existência, no segundo semestre de 2011, será possível verificar se o número de estupros está, de fato, em alta ou em baixa.

Fonte: G1