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O aumento da violência

Os índices de violência da capital cresceram pelo terceiro mês seguido, segundo balanço da Secretaria da Segurança Pública. E, como há uma tendência de mais aumento no próximo semestre, a criminalidade quase certamente se converterá num dos principais temas da campanha eleitoral para a Prefeitura – ainda que a responsabilidade pelo setor seja do governo estadual. Segundo o balanço, os índices de criminalidade da Baixada Santista, da região metropolitana e do interior também cresceram, mas numa proporção menor do que na cidade de São Paulo.

Na capital, os indicadores são ruins tanto no acumulado do ano quanto em comparação com o mesmo período de 2011. Comparando-se maio deste ano com o mesmo mês de 2011, por exemplo, o número de assassinatos cresceu 21%. Nos primeiros cinco meses de 2012, os homicídios dolosos – quando há intenção de matar – aumentaram 16,3%. Em 2012, os estupros aumentaram 16,7%; os roubos de carga, 10,9%; e os roubos de veículos, 16,3%. Em média, foram roubados 253 automóveis por dia em São Paulo, de janeiro a maio.

Esses são os tipos de crime que mais disseminam a sensação de insegurança entre a população, afirmam as autoridades do setor. Já as mortes decorrentes de acidente de trânsito caíram 14,5%; os latrocínios, 2,1%; e os roubos a banco, 24% (este indicador, contudo, não inclui as explosões de caixas eletrônicos, que são registradas como furto qualificado).

Assim como aconteceu nos meses passados, os índices de criminalidade com maior porcentual de aumento, em maio, foram registrados em áreas fora do centro expandido. No Jardim Mirna e no Jardim das Imbuias, na zona sul, e em Teotônio Vilela, na zona leste, os roubos cresceram 82,2%, 68,8% e 58,4%, respectivamente. Na Freguesia do Ó, na zona norte, os casos de roubo e furto de veículos aumentaram 188,2% e 104,1%, respectivamente.

Ao justificar o aumento dos casos de homicídios dolosos na capital, as autoridades de segurança pública alegaram que o índice oscilou “dentro do padrão de normalidade”, levando-se em conta o tamanho da população. “Para quem perde uma pessoa é triste. Mas, pelo tamanho de São Paulo, há uma oscilação natural”, diz o delegado-geral Marco Carneiro Lima. Já os técnicos do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais atribuem o retorno da instabilidade na segurança pública a falhas de planejamento dos órgãos policiais. “Se analisarmos os dados observando os locais onde os crimes aconteceram, vamos notar que o policiamento precisa ser melhorado em determinadas regiões”, afirma o coordenador da Comissão de Justiça e Segurança da entidade, Renato de Vitto.

Dois antigos problemas preocupam as autoridades. Um é o crescente envolvimento, nos crimes contra o patrimônio e contra a vida, de criminosos que aguardam em liberdade o julgamento de seus processos ou foram beneficiados pelo regime de progressão da pena, obtendo indulto e liberdade condicional. Esse é um dos efeitos de leis concebidas com base em modismos doutrinários, como a tese da “humanização da pena”, que permite que os criminosos fiquem pouco tempo presos. “Como pode um autor de triplo homicídio receber direito a regime semiaberto depois de nove anos? O sujeito volta a matar depois de solto. Temos de aproveitar as mudanças no Código Penal para fechar as brechas legais que permitem que criminosos sejam soltos pouco tempo após serem detidos”, diz Carneiro Lima.

O segundo problema apontado pelas autoridades policiais é a crescente participação de adolescentes em assaltos. Por serem menores de idade, eles são inimputáveis, o que os leva a se converter na mão de obra preferencial do crime organizado. Dos 30 presos recentemente por assaltar restaurantes, 14 eram adolescentes. “É por isso que defendemos a diminuição da maioridade penal”, diz o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberval França.

A tendência de recrudescimento da violência, depois de muitos anos de queda, é preocupante. Os fatores responsáveis por esse aumento são conhecidos.

O Estado de São Paulo

Segurança da capital chega a condomínios do interior de SP

Para entrar no condomínio, o morador passa por um sistema de identificação biométrica, dois portões e portaria blindada. A cena, recorrente na capital paulista, está se tornando comum também no interior do Estado.

Condomínios estão virando “fortalezas” até em localidades sem registro de arrastões a prédios e com índices de criminalidade menores que os de São Paulo.

Síndico de um prédio de 228 apartamentos em São José do Rio Preto (438 km de SP), Junior Villanova já aplicou cerca de R$ 40 mil e investirá mais R$ 20 mil em segurança –incluindo um sistema que fotografa visitantes, equipamentos biométricos e “vaga do ladrão”, onde o morador estaciona para alertar se há um bandido no carro.

“As cidades estão crescendo e, com isso, vêm os problemas. A gente tem que investir pesado na segurança.”

Para o delegado Genival Santos, no entanto, esses “problemas” não existem. “Temos dezenas de condomínios, mas não há assaltos ou arrastões. Teve um furto no ano passado”, diz.

Para o diretor de condomínios da regional do Secovi (sindicato das empresas do setor imobiliário), Alessandro Nadruz, “as pessoas estão se adiantando ao problema”.

Em Sertãozinho (333 km de SP), a apresentadora de TV Letícia Bighetti Savegnago, 32, decidiu construir sua casa num condomínio com “gaiola” –são dois portões, e o interno só abre quando o outro é fechado.

O residencial, em área nobre, conta ainda com câmeras e monitoramento privado. O condomínio custa de R$ 1.000 a R$ 1.500.

“A primeira razão [para morar no local] é a segurança. Sei de pessoas de casas em ruas abertas que, quando abrem o portão eletrônico, o ladrão entra junto”, disse.

Viviane Cubas, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, diz que, mesmo com índices de criminalidade baixos, essas cidades têm violência, o que pode justificar a adoção dos sistemas.

Folha.com (Cotidiano)

A Rota dos explosivos

Como agem os grupos criminosos que explodem e assaltam caixas eletrônicos pelo País.

Caixas eletrônicos se tornaram a menina dos olhos da bandidagem brasileira. Um furto bem-sucedido pode render em torno de R$ 200 mil reais por cofre violado. Se o dinheiro é fácil, os meios para consegui-lo são ainda mais.

A falta de controle do mercado de produtos explosivos permite que grupos criminosos levem aos ares terminais de auto-atendimento de Norte a Sul do País e revela uma deficiência grave na estrutura de segurança nacional.

Três caixas eletrônicos são violados por dia no Estado de São Paulo. Em um terço dessas ocasiões, os ladrões utilizam explosivos, técnica capaz de neutralizar os dispositivos antifurto que queimam e mancham as notas.

Nos primeiros nove meses de 2011, foram informados 727 ataques pela Secretaria de Segurança Pública paulista e a incidência é cada vez maior em cidades do interior.

Na madrugada de quinta-feira 24, em Atibaia, por exemplo, seis homens armados explodiram um caixa eletrônico em um posto de gasolina.

Na capital paulista, as ocorrências diminuíram após a prisão de 13 policiais militares que davam cobertura para os furtos.

“Prendemos somente na capital outros 48 criminosos que formavam várias quadrilhas”, diz Rodolfo Chiarelli, delegado de repressão a roubo de bancos do Departamento de Investigação do Crime Organizado de São Paulo.

Mas o problema está longe de se restringir ao Estado mais rico do Brasil, já que no mesmo período a polícia registrou diversas ocorrências no Paraná, em Mato Grosso, em Santa Catarina e na Bahia.

“Quando surgiram os primeiros casos aqui no Nordeste nós aumentamos a qualidade do nosso sistema de segurança, mas não depende apenas da gente”, afirma Carlos Avellar, diretor da fábrica de explosivos Elephant, com sede em Pernambuco.

O mercado de explosivos tem regulamentação do Exército, que autoriza a fabricação, o armazenamento e a compra do material no País. As empresas são registradas na Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados, subordinada ao Comando de Logística do Exército. Mas a falha de controle sobre o destino dos explosivos comercializados legalmente facilita a ação dos criminosos. Nem as polícias civis de cada Estado nem o Exército contam com estruturas adequadas para fiscalizar o uso desses materiais.

A consequência direta é a de que boa parte do material usado nos furtos tem origem em depósitos de fabricantes, pedreiras, construtoras e empresas de demolição. O material chega aos bandidos por meio de assaltos e por desvios realizados por funcionários desses locais, a chamada lavagem de explosivos.

“Um sujeito pode comprar 100 quilos e desviar parte desse material, sem a menor dificuldade para revender a criminosos a um preço muito baixo”, informa o especialista em segurança Ricardo Chilelli, presidente da RCI First.

Na semana passada, policiais de Santa Catarina finalizaram a Operação Rastro, que prendeu 19 pessoas acusadas de realizar furtos a caixas eletrônicos em cidades litorâneas do Estado. Duas delas são empregados de pedreiras acusados de desviar explosivos para as quadrilhas.

“A raiz do problema é a liberdade excessiva nesse setor. A fiscalização tem que aumentar”, diz o delegado Daniel Régis, de Caçador (SC), que comandou a operação.

Outros mananciais dos criminosos são as estradas. “Entre 2009 e 2010, a quantidade de explosivos roubados subiu de 390 quilos para duas toneladas por ano”, informa o pesquisador criminal Jorge Lordello.

Relatório do Exército informa que 1,06 tonelada de emulsão de nitrato de amônia e TNT em gel foi subtraída de pedreiras e de obras em execução nas estradas durante o ano de 2010, volume 170% superior a 2009, além de 11,7 quilômetros de cordel detonante e 568 espoletas.

Os criminosos utilizam a chamada emulsão, TNT em gel, de maior estabilidade e mais fácil armazenamento que a dinamite. A banana do explosivo se assemelha uma salsicha branca e é usada em 70% desses furtos.

Diante do volume de casos que aumenta a cada dia no País, um grupo de trabalho foi criado em São Paulo, com participação de representantes dos organismos de segurança pública e dos bancos, que deve contar também com o Exército, para elaborar um plano que tenha como objetivo diminuir a fragilidade do setor de explosivos no País.

“Todos os elementos, como novas tecnologias, gerenciamento de riscos, policiamento adequado e punições severas para os criminosos, estão diretamente relacionados”, afirma Bruno Morgado, presidente da South American Surveyors, empresa que presta consultoria na área de gerenciamento de risco. Ou, então, os bandidos continuarão a usar bombas como senhas nos caixas eletrônicos.

Fonte: Revista Istoé SP – Novembro/11, pgs 70/71

Comerciante coloca faixa sobre loja pedindo organização a ladrões

Avenida em Sorocaba, no interior de SP, teve mais de cem crimes neste ano.
Por medo, proprietários contrataram segurança e instalaram câmeras.

Do G1 SP, com informações da TV Tem

O número elevado de assaltos e furtos às lojas da Avenida Dr. Afonso Vergueiro, em Sorocaba, no interior de São Paulo, fez com que comerciantes adotassem medidas preventivas, como aquisição de câmeras e contratação de seguranças particulares. Em um estabelecimento que vende acessórios para motos, o proprietário decidiu ir além e instalou na fachada uma faixa em que pede organização aos criminosos.

“Senhores ladrões e assaltantes. Como esta avenida está abandonada e a segurança pública é de mintirinha, por favor, queiram se organizar (para não virem todos ao mesmo tempo)”, diz o comunicado. Segundo um dos funcionários, o objetivo do alerta é chamar a atenção das autoridades. “Parece direcionado para os ladrões e assaltantes, mas é para o pessoal de cima, para quem comanda e dirige essa segurança que, infelizmente, está muito precária”, diz. Ele não quis ter o nome revelado.

Neste ano, a loja foi assaltada duas vezes e furtada uma. A insegurança fez com que o proprietário, além de colocar a faixa, contratar um vigia. “Infelizmente a gente vai ter que desembolsar uma boa grana para ter segurança de manhã até o fechamento da loja”, afirma o funcionário.

Segundo a Polícia Militar, na movimentada avenida, que é uma das principais do Centro da cidade e liga as zonas Leste e Oeste, foram registrados de janeiro a outubro 83 furtos e 36 roubos.

Quatro assaltos aconteceram somente em uma loja de equipamentos eletrônicos. O prejuízo causado pelos criminosos chegou a R$ 8 mil. Para tentar driblar a insegurança, foram colocadas três câmeras de alta definição. Por elas é possível identificar atitudes suspeitas. “A gente consegue ver quem está passando. Às vezes a pessoa passa umas cinco, seis vezes no mesmo lugar e a gente precisa ficar mais esperto”, diz um funcionário.

Em uma loja de roupas femininas, a solução encontrada para evitar os crimes foi funcionar de portas fechadas. Durante quatro meses, os funcionários só a abriam quando o cliente pedia. “O número de clientes caiu bastante. Agora, faz mais ou menos um mês que voltamos a trabalhar com a porta aberta e a nossa rotina está voltando ao normal, com medo, porque ficamos inseguros”, diz uma trabalhadora.

Segundo o capitão da PM Ubiratã Marques da Silva, a corporação atua de maneira ostensiva na região. “Em horários específicos, em que há um maior fluxo de veículos e de pessoas, são colocadas viaturas em pontos estratégicos, nas esquinas principais.” Ele acrescenta, porém, que é importante a vítima procurar a polícia para registrar a ocorrência.

Disque Denúncia já recebeu mais de 100 mil ligações este ano em São Paulo

Cleide Carvalho (cleide.carvalho@sp.oglobo.com.br)

SÃO PAULO – A participação da sociedade para combater a criminalidade está em alta em São Paulo. De janeiro a agosto deste ano, o número de ligações para o Disque Denúncia 181, que recebe denúncias anônimas da população, ultrapassou 100 mil – foram 107 mil registros, 10 mil a mais do que em igual período do ano passado.

O crime mais denunciado foi o tráfico de drogas. Relatório do Instituto São Paulo contra a Violência, que mantém o serviço, mostra que foram 49.530 denúncias de pontos de venda de entorpecentes ou pessoas suspeitas de tráfico.

No estado de São Paulo, o maior número de denúncias contra traficantes é feito no interior do estado, com 42,5% do total, ou 21.057 registros. A região metropolitana corresponde a 23% do total (11.362) e a capital paulista, a 34,5% (17.098).

O aumento mais expressivo, no entanto, foi o de denunciantes que ligaram para avisar a polícia sobre o paradeiro de pessoas que são procuradas pela Justiça: de 1.760 registros nos primeiros oito meses de 2010 para 2.708 de janeiro a agosto passado.

Aumentaram também em 14,6% as denúncias sobre bingos clandestinos e outros jogos de azar, que alcançaram 10.117 registros a mais do que em igual período de 2010, seguidas por maus tratos a crianças, com 5.499 ligações, contra 5.055 em 2010.

Mário Vendrell, gerente do Instituto São Paulo Contra a Violência, disse que o sucesso do serviço ocorre justamente pelo anonimato.

- A premissa básica é que o Disque Denúncia é um canal seguro. A cada ano aumenta o número de pessoas que conhecem e usam o serviço, mas estamos num estado de quase 40 milhões de pessoas e há um espaço grande para crescer.

Segundo Vendrell, um dos fenômenos mais recentes é o de múltiplos denunciantes. Ou seja, mais de uma pessoa liga para denunciar um mesmo endereço de ponto de venda de tráfico em determinado bairro ou cidade, por exemplo.

- É importante que cada cidadão perceba que também tem seu papel na manutenção da ordem pública e na defesa da cidadania – afirma Vendrell.

O Disque denúncia funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. A capacidade é para atender mais de 100 mil ligações telefônicas por mês, utilizando um software desenvolvido especialmente para o serviço. Os terminais de atendimento não possuem identificadores de chamada, garantindo o sigilo.

As denúncias são encaminhadas diretamente às autoridades competentes, de acordo com o assunto: Polícia Militar, Polícia Civil, Corregedorias, Conselheiros Tutelares, entre outros. As autoridades têm prazo de até 90 dias para dar retorno sobre as providências tomadas.

Se o denunciante quiser acompanhar as providências tomadas, ele recebe um código alfanumérico para que possa acompanhar o andamento.

O Disque Denúncia funciona desde outubro de 2000, num convênio entre o Instituto e a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. O serviço funciona exclusivamente com contribuições dos setores empresariais paulistas.

Fonte: O Globo

São Paulo registra três assaltos violentos no fim de semana

Em um deles, bandidos mataram um rapaz por causa de um par de tênis. Uso de drogas seria motivo para tanta crueldade, diz especialista.

Natália Ariede – Jornal Hoje
São Paulo

Em um deles, fizeram cortes com estilete na mão da vítima. No outro, deram facadas em um homem que havia sido sequestrado. No mais chocante, mataram um rapaz de 21 anos por causa de um par de tênis. A crueldade assusta e causa indignação.

O casal que foi reconhecer o corpo do filho de 21 anos no Instituto Médico Legal não tem palavras para explicar o que aconteceu. Felipe Mateus de Barros estava em frente à casa da namorada, quando dois bandidos chegaram de moto e pediram o tênis dele. Felipe se assustou, correu e levou um tiro nas costas. Chegou a ser socorrido, mas não resistiu.

Este não foi o único caso do domingo. Os moradores de uma casa em São Paulo viveram momentos de terror ontem à tarde. Dois assaltantes invadiram o local e renderam as cinco pessoas que estavam no local. Quatro têm mais de 70 anos. Os bandidos amarraram as vítimas e usaram um estilete para fazer cortes nas mãos de uma delas.

O outro caso começou na capital e terminou no interior. Um contador de 33 anos foi sequestrado na região central de São Paulo quando ia buscar a mulher. Três homens armados com uma faca assumiram o volante do carro. Os ladrões queriam que ele sacasse dinheiro no interior.

No trajeto, os bandidos iam dando facadas nele para intimidá-lo. A tortura só parou porque o ladrão que dirigia o carro perdeu o controle do veículo e capotou. Os bandidos foram presos e o contador foi levado para o hospital de São Roque. Os ferimentos não são graves e ele teve alta nesta segunda-feira (1).

Para o psiquiatra que estuda a violência com essa crueldade estão ficando cada vez mais comuns, e um dos motivos seria o envolvimento dos bandidos com drogas. “O outro não representa nada, ele não é nada além de um objeto de satisfação, de um prazer sádico. Há um sadismo muito grande e que provavelmente pode ser liberado por conta do uso de drogas. Uma pessoa drogada, com estas drogas pesadas ou com o uso contínuo de drogas, ela muitas vezes sequer tem noção do grau de agressividade – que todos nós temos dentro de nós – mas que é liberado em uma situação de conflito, de confronto com outra pessoa”, avalia Eduardo Ferreira-Santos, psiquiatra.

Assista a matéria:

Escola no interior de SP foi assaltada 16 vezes em 2011

Copiadora e TV já foram levadas de escola em São José dos Campos.
Secretaria Estadual de Educação diz que câmeras serão instaladas.

Do G1 SP, com informações da TV Vanguarda

A escola estadual Marta Habib, de São José dos Campos, a 91 km da capital paulista, foi assaltada na madrugada desta sexta-feira (15) pela 16ª vez em 2011. A metade dos crimes ocorreu nas últimas duas semanas.

Desde o dia 29 de junho, a escola foi assaltada oito vezes. Nesta madrugada, os criminosos levaram refrigerantes e alimentos. Os assaltantes já roubaram também material de construção, produtos de limpreza, cortador de grama, aparelhos de televisão e de som, copiadora e filmadora.

Em um dos boletins de ocorrência, a direção da escola relata que comunicou à Secretaria Estadual de Educação os constantes assaltos e os prejuízos, mas que mesmo assim nenhuma providência foi tomada. Em nota, a Secretaria Estadual disse que uma empresa de vigilância já faz a segurança no local e que câmeras de monitoramento serão instaladas na escola.

Grandes eventos fazem PM reforçar a segurança na capital paulista

Corpus Christi, Libertadores, Brasileiro e Parada Gay movimentam SP.
Serão quase 20 mil policiais militares espalhados pela cidade.

Do G1 SP

A Polícia Militar de São Paulo irá reforçar a segurança na capital paulista a partir desta quarta-feira (22) até domingo (26), quando irão ocorrer grandes eventos na cidade, como o feriado de Corpus Christi, com a saída dos motoristas para o litoral e interior do estado; o jogo final da Copa Libertadores da América; a Marcha para Jesus; uma partida pelo Campeonato Brasileiro; e a 15ª Parada do Orgulho LGBT.

Segundo informou a assessoria de imprensa da Secretaria da Segurança Pública do estado de SP, a PM reforçará o policiamento com 19,3 mil homens, 7,2 mil viaturas e seis helicópteros Águia durante esses cinco dias. Cães e cavalos com policiais militares também vão garantir a segurança da população.

As operações da PM terminarão à meia-noite de domingo (26), com o retorno dos paulistanos que forem passar o final de semana prolongado no litoral e no interior.

Libertadores
Nesta quarta (22), será realizada uma operação especial da PM com mais de 600 policiais para a decisão da Libertadores, entre as equipes de futebol do Santos e do Penãrol, do Uruguai, no Estádio do Pacaembu, na Zona Oeste da capital.

Serão mobilizados 321 policiais do Comando de Policiamento da Capital (CPC), no qual contarão com o apoio de 51 veículos, entre carros e motos.

O 2º Batalhão de Choque irá auxiliar no policiamento interno e na entrada dos torcedores, com 300 policiais e 10 carros. Dois helicópteros Águia irão trabalhar monitorando as torcidas e as imediações do estádio.

O Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) empregará 37 policiais e 30 veículos para cuidará da fluidez do trânsito, travessia de pedestres e segurança nas principais vias de acesso ao estádio.

Operação Visibilidade
Enquanto os torcedores forem ao Pacaembu, a Polícia Militar inicia, simultaneamente, uma operação nas principais rodovias estaduais de SP. Segundo estimativa da PM, 3,5 milhões de pessoas devem pegar a estrada nesse feriado prolongado.

As entradas e saídas da capital, assim como os acessos para as principais cidades do interior e litoral, terão reforço no policiamento em um raio de até 150 quilômetros, com mais de 16 mil policiais militares e 6,8 mil veículos. Um helicóptero Águia auxiliará as equipes terrestres. A Operação Visibilidade será realizada nesta quinta-feira (22), na sexta-feira (23), e no retorno do feriado, no domingo (26).

Marcha para Jesus
Nesta quinta (23), feriado de Corpus Christi, a PM realiza a Operação Marcha para Jesus, que acompanhará, às 10h, a saída dos evangélicos no Metrô Tiradentes, na Luz, seguindo em direção ao Campo de Bagatelle, em Santana, na Zona Norte. A estimativa é que 2,8 milhões e evangélicos participem da marcha, que terá trios elétricos e apresentação de bandas.

A operação contará com 400 policiais dos Comandos de Policiamento de Área Metropolitano 3 e 1 (CPA/M-3 e CPA/M-1).

Além disso, um helicóptero Águia, 260 alunos sargentos da Escola de Soldados e 80 policiais da Tropa de Choque irão ajudar na segurança durante todo o percurso do evento.

Parada LGBT
Também nesta quinta (23) começam partes dos festejos da Parada do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), mais conhecida como Parada do Orgulho Gay, que receberá atenção especial da PM. Às 11 horas começa a Feira Cultural LGBT, no Vale do Anhangabaú, na região central da capital.

Na sexta (24), ocorrerá o 11º Prêmio Cidadania em Respeito à Diversidade, no Largo do Arouche, também no centro de São Paulo.

No sábado (25), será comemorado o 11º Gay Day, no Playcenter, na Barra Funda, segundo programação no site do LGBT.

A Parada Gay está marcada para domingo (26), na Avenida Paulista, com maior movimentação na parte da tarde. Nos anos anteriores, o público estimado foi superior a dois milhões de participantes. Para garantir a segurança dos participantes do evento, a Polícia Militar contará com 1,4 mil policiais, 120 viaturas e 120 homens da Tropa de Choque, além de um helicóptero Águia.

Campeonato Brasileiro
No domingo (26) também será a realizado o jogo entre o Corinthians e o São Paulo, pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, no Estádio do Pacaembu. A partida de futebol contará com 360 policiais militares, 140 veículos e um helicóptero Águia.