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SP tem mais roubo e homicídio pelo 3º mês seguido

Bruno Paes Manso – O Estado de S. Paulo
Dados criminais confirmam tendência de piora, tanto no acumulado do ano quanto em comparação a maio de 2011

SÃO PAULO – Três tipos de crime que assustam tanto ricos quanto pobres estão entre os que mais cresceram na capital paulista nos primeiros cinco meses do ano – homicídios (16,3%), roubos de veículos (26%) e outros tipos de roubo (7,3%). Os dados divulgados nesta segunda-feira, 25, pela Secretaria de Segurança Pública confirmam tendência de piora na criminalidade. É o terceiro mês seguido em que o número de assassinatos aumenta na cidade em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Já os roubos têm o quinto mês de piora em comparação a 2011.

Nos primeiros cinco meses na capital também cresceram furtos de veículos (8,6%), roubos de carga (10,9%) e estupros (16,7%). Os crimes que registraram queda são homicídio culposo por acidente de trânsito (-14,5%), latrocínio (-2,1%) e roubo a banco (-24%). No entanto, esse último não inclui as explosões de caixas eletrônicos, que são registradas como furtos qualificados.

No total, 60 dos 93 DPs paulistanos tiveram alta no número de roubos (exceto de veículos). Entre os roubos de veículos, 73 tiveram alta. Assim como nos meses passados, as maiores altas foram registradas em regiões fora do centro expandido: Jardim Mirna, na zona sul, teve alta 82,2% nos roubos e o DP da Nossa Senhora do Ó, na zona norte, tem os maiores aumentos de roubo e furto de veículos – 188,2% e 104,1%, respectivamente.

A situação já tem levado autoridades de segurança pública a buscar alguns antigos argumentos para explicar a alta. O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro Lima, aponta a sensação de impunidade por parte do autor de homicídio como explicação para a alta. “Como pode um autor de triplo homicídio, depois de nove anos, receber direito a regime semiaberto?”, questiona. “Isso ocorreu em São Paulo e o sujeito voltou a matar depois de solto.”

Estado
Os dados de criminalidade no Estado estão um pouco melhores do que na capital. Os homicídios, por exemplo, apesar de registrarem alta acumulada nos primeiros cinco meses do ano (4,8%), já registraram queda (-3,2%) no mês de maio.

Roubo de veículos (20,9%) e roubo em geral (5,7%), no entanto, mantiveram crescimento no acumulado de janeiro a maio e a tendência se manteve no mês de maio. “As pessoas ficaram um pouco anestesiadas com tipos de crime como roubo de carros, porque faziam seguros que as ajudavam a recuperar o valor do patrimônio perdido.

Nesse clima, as quadrilhas encontraram espaços para crescer”, analisa o delegado-geral.

Segundo Carneiro, a Polícia Civil passou a investigar e prender os receptadores e os desmanches, dificultando o trabalho das quadrilhas organizadas. “Essa foi a determinação que demos para tentar combater essa modalidade de crime.”

Na comparação só entre maio de 2012 e 2011, a capital também está em pior situação que o Estado. A cidade teve alta de 21,4% nos homicídios e queda de 3,2% no Estado. Já os roubos subiram 27,9%, enquanto no Estado a alta foi de 9,8%.

Colaborou Daniel Trielli.

Novo perfil do Ipiranga atrai 40% mais crimes. Outros bairros parecidos não têm problemas.

No Ipiranga, casarões antigos e pequenos estabelecimentos comerciais perdem espaço para novos prédios, lojas de grife, universidades, além do metrô. A mudança de perfil fez o tradicional bairro da zona sul da capital se tornar atraente para criminosos. Nos primeiros quatro meses deste ano, os roubos em geral e furtos e roubos de carros cresceram mais de 40% em relação a igual período do ano passado.

A sensação de insegurança ficou mais presente no dia 18, quando o Ipiranga registrou o seu primeiro latrocínio (roubo seguido de morte) neste ano. O aposentado Hélcio Augusto, de 67 anos, foi morto a tiros por ladrões que queriam seu Mitsubishi Pajero. O assassinato foi na frente do Edifício Palace Pierre Labatut, onde Augusto havia comprado imóvel para morar com a família, na Rua Labatut.

Um outro assalto por pouco também não terminou em morte, dias antes. O consultor Fábio Akira, de 29 anos, foi baleado de raspão ao se recusar a entregar sua moto, na Rua Brigadeiro Jordão. Ele e a namorada foram abordados na frente de um edifício. A moto do rapaz é avaliada em R$ 30 mil.

O zelador do prédio, Marcos Nascimento, de 37 anos, foi quem ajudou a socorrer Akira. Ele já perdeu as contas das queixas de assalto. Orienta os moradores a ter o máximo de cuidado na rua e ao estacionar o carro. ‘Outro dia levaram uma Strada de um moço. Tinha código, mesmo assim eles (os bandidos) conseguiram abrir’, diz.

O Setor de Inteligência do 17.º Distrito Policial (Ipiranga) já identificou e mapeou os locais com maior incidência de delitos. As ruas – que não tiveram os nomes divulgados – serão alvo de uma operação das Polícias Civil e Militar. ‘Queremos flagrar os ladrões de carro, que é o nosso problema principal’, explica o delegado titular Evandro Luiz de Melo Lemos. Entre 2009 e 2010, a média era de 26 carros roubados por mês. Hoje, é de 45.

Mais policiamento
O presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Ipiranga, Sérgio Yamada, diz acreditar que faltam abordagens policiais no bairro. ‘Não está escrito na testa quem é bandido e quem não é. Precisamos de policiamento mais enérgico’, diz.

Para o capitão da PM Cleodato Moisés, quando há melhora social de um bairro ocorre aumento de crimes. ‘Ladrões preferem locais de grande movimento e com bom poder aquisitivo.’ O Sindicato da Habitação (Secovi-SP) diz que 1.024 unidades foram erguidas, entre 2010 e 2012.

Os bairros de Vila Leopoldina, na zona oeste, e da Mooca, zona leste, que têm características semelhantes às do Ipiranga, com crescimento imobiliário e comercial, não registraram índices criminais acima da média, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

Na região do 91º Distrito Policial (Ceagesp), que responde pela Vila Leopoldina, o crime que mais se destaca é roubo em geral. Roubo de carro tem caído, e furto de carro é um índice que se mantém estável.

No 57º DP, que recebe as ocorrências da Mooca, os roubos em geral e roubos e furtos de carros caíram.

Para o tenente-coronel Eduardo Agrella Carvalho, comandante do 46º Batalhão da Polícia Militar (Heliópolis), o bairro do Ipiranga terá uma mudança em suas estatísticas criminais. Para o oficial, será uma questão de tempo. ‘Não vai ser sempre assim. É que combatemos a criminalidade nas Avenidas Almirante Delamare e Tancredo Neves e, com isso, os criminosos migraram para outras ruas, entre elas a Labatut e a Manifesto’, diz.

‘Agora temos reforçado o policiamento com o uso de motos. Também temos montado diversas operações aqui na região.’ De acordo com o oficial, a primeira delas já foi desencadeada na semana passada.

Camilla Haddad – JT / Estadão

Estudo da polícia revela que 22% das vítimas de latrocínio foram mortas em assalto a residência

12% das mortes nesse tipo de crime foram em roubos a estabelecimentos comerciais; 14% foram em assaltos a carro

Estudo da Polícia Civil revela que 22% das vítimas de latrocínio –roubo seguido de morte– no Estado de São Paulo em 2011 foram assassinadas durante assaltos a residência. O ano passado teve 308 ocorrências de latrocínio ante 253 de 2010.

O estudo revelou que pouco menos que a metade dos casos foram solucionados e, entre os autores identificados, 13% tinham entre 12 e 17 anos. Além disso, pelo menos 45% dos 246 criminosos possuíam antecedente criminal.

Roubos de carros e de motos concentram 26% dos mortos nesse tipo de crime. Outros 12% foram assassinados durante assaltos a estabelecimentos comerciais. As vítimas de latrocínio são em sua maioria homens (79%) de idade variada: as faixa etárias de 36 a 45 anos e de 46 a 55 anos concentram 20% dos mortos cada uma.

Marcelo Godoy / William Cardoso – O Estado de S. Paulo

Homicídios caem mas roubos desafiam polícia

O número de homicídios caiu na capital paulista em 2011, mas os casos de latrocínio (roubo seguido de morte), de furtos e roubos de veículos e de assaltos a banco aumentaram em comparação com o ano anterior.

De acordo com balanço divulgado ontem pela Secretaria da Segurança Pública, foram registrados 1.023 assassinatos no ano passado, contra 1.196 em 2010. A redução de 14,46% fez a capital atingir a taxa de nove homicídios por grupo de 100 mil habitantes.

A mesma eficiência das polícias Civil e Militar no combate aos homicídios, que têm diminuído a cada ano desde 2007, não é repetida nos casos de crimes contra o patrimônio. Os casos de latrocínio subiram de 76 para 86 de 2010 para 2011, um aumento de 13,16%, segundo as estatísticas da Secretaria da Segurança. Os furtos e roubos de veículos passaram de 77.855 casos para 83.295 (6,99%) no mesmo período, enquanto os assaltos a banco saltaram de 141 para 149 (5,67%).

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro de Lima, disse que nos casos de latrocínio é mais difícil descobrir a autoria do crime porque vítima e criminoso não se conhecem, ao contrário do que acontece nas ocorrências de homicídio. Carneiro afirmou que as delegacias de bairro deverão priorizar as investigações das ocorrências de roubos de casas, estabelecimentos comerciais e veículos para reduzir os crimes contra o patrimônio e coibir os latrocínios ao mesmo tempo.

Essa é a mesma opinião do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo. Segundo ele, em quase 90% dos casos de assassinatos as pessoas envolvidas têm algum tipo de relação. “Em média, 55% dos casos estão relacionados a brigas e execuções por causa de álcool e de drogas. Os crimes passionais são 32% dos casos, com brigas de marido e mulher por exemplo. A menor parte dos casos está ligada às discussões de trânsito.”

Segundo o coronel, o desarmamento de criminosos, a apreensão de drogas e o combate ao álcool, durante as blitze da Lei Seca, ajudaram na redução do índice de homicídios. “A PM apreendeu 19 mil armas de fogo e 40 toneladas de drogas em todo o Estado em 2011. Pessoas alcoolizadas também estão sujeitas a cometer crimes durante qualquer briga”, afirmou o comandante-geral.

O aumento dos casos de crimes contra o patrimônio impressionou o projetista Ocimar Florentino de Paiva, de 53 anos, pai do estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24, morto durante um assalto dentro da Universidade de São Paulo (USP) em maio de 2011. “Parece que na USP a segurança melhorou com a chegada da PM, mas na cidade como um todo a gente não tem a sensação de segurança. Ainda tem muito criminoso solto”, disse o projetista.

O advogado tributarista Ricardo Aro, de 41 anos, é um dos 83.295 motoristas que tiveram o carro levado por ladrões na capital. No dia 22 de junho, ele estacionou seu Gol 2009 na rua ao visitar o pai, na Vila Carrão, zona leste. “Eu não conhecia a rua direito, pois meu pai se mudou havia pouco tempo. A gente vive no meio de uma guerra urbana”, disse, referindo-se à ação dos criminosos.

Gio Mendes / Felipe Tau – JT

Polícia pede prisão de empresário suspeito de causar acidentes em SP

Pedido de prisão temporária foi feito na madrugada, segundo SSP.
Homem teria roubado carros e ferido um homem na barriga na segunda.

A Polícia Civil pediu na madrugada desta terça-feira (10) a prisão temporária do administrador de empresas Michel Goldfarb Costa, de 34 anos. A informação é da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP). Costa é suspeito de ter feito disparos a esmo e de provocar uma série de acidentes na manhã desta segunda (9) em São Paulo. Ele também teria baleado um homem na barriga. O advogado de Costa, Nicolau Aun Junior, disse nesta terça ao G1 que vai orientar seu cliente a se entregar.

Entre os motivos alegados pela polícia para pedir a prisão temporária de Costa estão três tentativas de latrocínio, tentativa de homicídio, disparo de arma de fogo e lesões corporais. De acordo com o delegado Dalmir de Magalhães, do 26º Distrito Policial, no Sacomã, na Zona Sul, a polícia faz buscas para tentar localizá-lo e deve ouvir vítimas que tenham sido prejudicadas pelo suspeitos em outras regiões da cidade.
“A minha orientação é para que ele se apresente”, afirmou o advogado. Segundo Aun Junior, a última vez que ele falou por telefone com Michel foi durante as festas de fim de ano. Ele não tem previsão de quando ele deve procurar a polícia.

Na segunda-feira, a Polícia Civil anunciou que Costa deve ser indiciado por tentativa de homicídio, roubo e disparo de arma de fogo. Costa, que também é artista plástico e mora em um condomínio de luxo em Cotia, na Grande São Paulo.

Para a polícia, Costa foi quem causou todos os acidente durante a manhã. Quatro pessoas já o reconheceram por foto. Segundo as investigações, ele bateu em pelo menos dois carros e um ônibus, baleou um homem na barriga e feriu outro de raspão.

O delegado responsável pelo caso, Marcos Antônio Manfrin, do 26º DP, disse acreditar que o administrador tenha tido um “surto psicótico”. “Aparentemente não há motivação, a não ser um surto”, afirmou. O policial acrescentou que ao menos 20 tiros foram disparados.

A namorada de Costa prestou depoimento nesta segunda. Ela o descreveu como uma pessoa fechada, com poucos amigos, quase nenhum contato com a família e que não trabalhava. “Ele aplicava dinheiro na Bolsa de Valores”, segundo o delegado.

A mulher contou à polícia que tudo começou às 4h desta segunda. Costa era conhecido por ter mais de dez cachorros, e eles começaram a latir nesse horário – o casal havia ficado acordado até tarde vendo filmes. O administrador teria ficado com medo de que a casa tivesse sido invadida. “Ele teve uma briga recente com o vizinho em relação ao barulho [dos cães] e teria sido ameaçado”, disse Manfrin. “Quando a namorada dormiu, ele [Costa] saiu de casa deixou tudo aberto, as portas abertas. Ele saiu de carro, vestindo o colete e com a arma em punho.”

A relação dele com a namorada era boa – o casal está junto há quatro anos e se vê aos fins de semana, segundo o depoimento. “O surto não ocorreu por conta de uma briga”, afirmou o delegado-adjunto Dalmir de Magalhães.

‘Dia de fúria’
O tenente da Polícia Militar Guilherme Willian Pacheco definiu a ação como um “dia de fúria”. Segundo ele, a ação “foge do padrão de um assalto”. “Ele em um dia de fúria e loucura teria pego uma arma e um colete e efetuado vários disparos em via pública”, afirmou.

Os policiais descobriram a identidade do suspeito após constatarem que ele é o dono do Corolla encontrado na Avenida dos Bandeirantes, na Zona Sul.

O Corolla, após derrapar, foi visto pela primeira vítima do criminoso, o taxista Elias da Silva, de 37 anos, que levava uma passageira para o aeroporto. Ele parou no semáforo e foi abordado pelo homem armado com uma pistola calibre 380.

Para o tenente, a ação foge do padrão, segundo relato das testemunhas que estiveram presentes durante todo o dia no 26º Distrito Policial, no Sacomã. “Em nenhum momento ele falou ‘desce, que é um assalto’, como a gente costuma ver. Ele atirou, depois tirava a pessoa de dentro do carro. Foge do padrão de um roubo normal.”


Ação
Em alta velocidade, o criminoso que havia roubado o táxi nas proximidades do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, colidiu com um Fiat Brava na Avenida Presidente Tancredo Neves, próximo da Avenida Nossa Senhora das Mercês. Um Fiat Idea também foi atingido.

“Eu só ouvi a pancada. Foi tão forte que eu pensei que era um caminhão. Só pensava no meu filho”, afirmou David Neves, técnico em instalação de TV a cabo, que dirigia o Fiat Brava. A mulher dele, de 28 anos, e o filho, de 2 meses, tiveram que ser levados ao Hospital Cruz Azul, mas passavam bem. “Minha mulher deve ter uns arranhões, mas está em choque. Meu filho estava na cadeirinha. Eles estão só estão em observação. Está tudo bem.”

Depois da colisão, o criminoso deixou o carro e saiu atirando para todos os lados. Ele baleou o motorista de uma EcoEsport e tentou fugir no carro, mas não conseguiu. Posteriormente, o criminoso atirou contra um Logan. “Acho que ele queria o meu carro para fugir”, disse o engenheiro Ademir Carlos Guerretta, de 61 anos, que ia para o trabalho no Logan. O tiro atingiu o engenheiro de raspão no braço.

O ladrão abordou, então, a professora Ivete Souza Cruz, de 48 anos, que estava no Polo prata. “Ele atirava a esmo. Ele deu um tiro na maçaneta e tentou me tirar com cinto e tudo. Ele me arrancou do carro. Não tinha percebido que ele estava ferido, mas estou com a roupa toda suja de sangue dele”, disse a professora.

À frente, já próximo à Rua Vergueiro, ainda na Avenida Presidente Tancredo Neves, ele colidiu com um ônibus. Para prosseguir em fuga, um Ford Ka foi roubado, com o qual seguiu até o Parque Dom Pedro, no Centro de São Paulo. Nesse ponto, ele roubou um Celta e seguiu até a Ponte da Casa Verde. Depois, desapareceu.

O motorista da EcoEsport foi levado para o Hospital Heliópolis, onde passou por uma cirurgia. Segundo um familiar da vítima, a bala perfurou a barriga e ficou alojada na perna. Ele passava bem nesta tarde.

Do primeiro crime até a Marginal Tietê, foram cerca de 25 km por ruas e avenidas movimentadas da capital. Foram mais de 20 tiros disparados e duas pessoas feridas. Em nenhum momento, o homem foi perseguido ou parado pela polícia.

Dados mostram que criminalidade permanece alta na região

De A Tribuna On-line

Enquanto as ocorrências envolvendo o tráfico de drogas aumentam, o número de homicídios cai na Baixada Santista e Vale do Ribeira. Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) indicam que nos últimos 12 meses houve mais prisões em toda a região (233), mas a incidência de crimes permanece alta, principalmente na temporada de verão, quando aumenta o fluxo de pessoas por todo o litoral.

Só em 2011 foram registrados pelo menos 839 casos de apreensões de entorpecentes. O número representa um aumento de quase 17% em relação ao período anterior, quando houve cerca de 720 ocorrências. Destas, 65 foram flagrantes, que levaram as pessoas ligadas ao crime organizado e os próprios traficantes direto para a cadeia.

Outro índice que também aumentou foi o do furto de veículos que, nos primeiros cinco meses deste ano, registrou total de 2.192 ocorrências em toda a região (9%). A incidência dos demais furtos, que abrange qualquer outra ocorrência que não envolva veículos automotores, também permanece alta, atingindo quase 15 mil casos somente na jurisdição do Deinter-6.

Os roubos ainda não foram controlados, já que houve registro de pelo menos 3% de ocorrências a mais em comparação ao mesmo período de 2010. Nenhuma agência bancária da Baixada e Vale do Ribeira foi assaltada em 2011, entretanto, a Secretaria de Segurança apurou que no período houve 7.188 caos envolvendo roubos gerais, desde caixas eletrônicos até pedestres.

Os bandidos também passam a focar em algo que é bastante presente no litoral, principalmente por causa do Porto de Santos. Pelo menos 133 caminhões tiveram a carga levada pelos bandidos – aumento superior à metade dos índices do ano passado, quando foram registrados 58 casos.

Menos 72 mortos
Em contrapartida, houve uma redução de 22,15% nos homicídios na região nos últimos 12 meses, em comparação com o período compreendido de junho de 2009 a maio de 2010. Foram 253 casos – 72 assassinatos a menos do que no período anterior. De janeiro a maio deste ano, a queda foi de 4,23%, com total de 136 casos, seis a menos do que nos cinco primeiros meses do ano passado.

Em latrocínio, quando há roubo seguido de morte, a Secretaria de Segurança Pública do Estado registrou apenas duas ocorrências a menos em relação aos cinco primeiros meses de 2010. No primeiro balanço deste ano, as delegacias da região registraram ao menos sete casos, dois a menos. Em relação aos últimos 12 meses, houve seis casos a menos do que o mesmo período de 2010.

Notificações
As notificações de crimes também se elevaram, o que contribuiu, de acordo com o SSP, para o aumento das ocorrências. Somente na Delegacia Eletrônica, o número de ocorrências saltou no Estado de São Paulo de 11.860, em janeiro deste ano, para 15.858 em maio.

Também a partir deste ano, as unidades da Polícia Militar passaram a registrar boletins de ocorrência de furto de veículo, desaparecimento ou encontro de pessoas, furto ou extravio de documento, furto ou perda de celular e furto ou perda de placa de veículo.

Câmeras de segurança representam hoje 1º passo para solução dos crimes

As lentes das câmeras estão 24 horas de olho no que acontece ao seu redor

Não existe um levantamento específico da polícia sobre o assunto, mas em todos os crimes que atingiram repercussão na imprensa neste ano em São Paulo as imagens produzidas por elas acabaram sendo usadas em algum momento das investigações. O crescimento da importância delas foi tão grande que, segundo o delegado geral da Polícia Civil, Marcos Carneiro, as câmeras de segurança representam hoje o primeiro passo para solucionar os crimes.

Com a evolução da sociedade, o crime também vai evoluindo e a polícia precisa se valer de novas tecnologias, que antigamente eram mais caras e ruins, comparadas com as de hoje. As câmeras são hoje o primeiro passo para solução dos crimes. Em Londres, por exemplo, o policial acompanha as ações pelas câmeras e faz até cidadão pegar a bituca de cigarro que ele jogou no chão.

Para Carneiro, as câmeras têm duas funções na segurança: inibir o crime e ajudar a identificar o bandido.

Recentemente, vários criminosos foram identificados com a ajuda destes equipamentos. Nesses casos que aconteceram há pouco tempo, de roubos a restaurantes em São Paulo, vários bandidos foram identificados, inclusive pelas roupas usadas no dia do crime. Teve um latrocínio, por exemplo, em Praia Grande, em que câmeras de segurança mostraram tudo que aconteceu.

Além dos estabelecimentos comerciais, como bancos, restaurantes e bares, as câmeras instaladas em áreas de uso privativo – como condomínios e residências – têm cada vez mais ajudado a polícia a esclarecer crimes. De acordo com Carneiro, a difusão da tecnologia permite que qualquer cidadão passe a registrar “crime, desastre e acidente” e contribua, de forma direta, com as investigações policiais.

Tentativa de defesa
De acordo com o professor de Direito Criminal da PUC-SP (Pontifícia Universidade de São Paulo), Christiano Jorge Santos, o uso das câmeras de segurança deve crescer ainda mais nos próximos anos porque esses equipamentos são a forma que o cidadão encontrou para se “defender” dos crimes mais comuns (furtos e roubos). Porém, segundo ele, para que essas câmeras ajudem efetivamente, elas precisam “ser adequadas”.

Se um bandido estiver em frente a um condomínio, claro que ele tenderá a procurar um lugar que esteja menos protegido. A mera colocação da câmera para controle já é alguma coisa. Mas para ajudar nas soluções [investigações da polícia] é preciso considerar a resolução da imagem, se a câmera é de boa qualidade, e também se ela grava e envia as imagens para um arquivo remoto.

O professor da PUC ressalta que como a popularização de dispositivos de monitoramento por imagem acompanha o aumento da violência, cada vez mais a população do país passará a se sentir monitorada.

Hoje em dia não pode fazer uma careta dentro do elevador porque está sendo filmado. Mas se é para ajudar na segurança, se releva. Tudo deve ser ponderado. O direito a segurança e a privacidade são garantidos pela constituição.

Para Santos, porém, a principal discussão relacionada as câmeras de segurança não é a perda da privacidade que elas podem vir a causar, mas sim o fato de esses dispositivos não serem a “chave” para solucionar a criminalidade. Segundo ele, é preciso seriedade na segurança pública para melhorar as condições em que vive a sociedade brasileira.

É preciso mudar a legislação, ter maiores investimentos na área, melhorar a qualidade do policiamento, dar mais liberdade de ação para policiais honestos e limpar os corruptos.

Fonte: Site Abese

Veja a rotina da equipe do sangue, a Polícia Científica

29 de julho - 23h05: na Sala de Meios, o agente de telecomunicações João Perez Gasques Filho recebe dois chamados da Polícia Civil: uma tentativa de latrocínio e um homicídio simples

29 de julho - 23h15: perito leva maleta metálica equipada com vários itens, como luvas de borracha, sacos plásticos, esparadrapo, lanterna, pinça, fita métrica, hastes flexíveis e algodão

29 de julho - 23h15: Equipe da Polícia Científica se dirige a local de crime no bairro Chácara Santo Antônio, em Santo Amaro

29 de julho - 23h45: motorista de Fusion preto foi vítima de tentativa de latrocínio

29 de julho - 23h45: dente da vítima foi extraído com disparo de arma de fogo

29 de julho - 23h45: vítima estacionava para buscar a mulher em um escritório de arquitetura

30 de julho - entre 0h05 e 0h38: fotógrafo técnico-pericial Sérgio Martins registra imagem de dinheiro encontrado no local do crime: "É uma precaução, para provar o que achamos no local e evitar reclamações posteriores", disse

30 de julho - entre 0h05 e 0h38: Impacto do projétil no vidro do carro formou um cone, aberto para fora. "É um indício que o tiro foi de dentro para fora", diz o perito criminal Waldemir Cássio dos Reis

30 de julho - entre 0h05 e 0h38: com uma caneta esferográfica, o perito Waldemir faz um esboço da cena do crime na folha de um caderno para, segundo ele, "facilitar a elaboração do laudo"

30 de julho - entre 0h05 e 0h38: um buraco no muro de tijolos logo em frente ao local do crime mostra que a bala ricocheteou

30 de julho - entre 0h05 e 0h38: principal prova do crime, projétil é encontrado próximo à porta dianteira do passageiro, rente ao meio-fio

30 de julho - 1h05: peritos se dirigem à rua Pindorama, no Jardim Capela, onde um homem foi vítima de homicídio

30 de julho - 1h05: viaturas da Polícia Militar isolam local do crime

30 de julho - 1h20: pequena mancha de sangue no chão indica local onde vítima foi ferida

30 de julho - 2h35: terceiro crime da madrugada ocorreu em um posto de combustíveis no Jardim Socorro, na zona sul de São Paulo

30 de julho - 2h35: cliente de uma loja de conveniência em um posto de combustíveis foi abordado por um um adolescente e levou um tiro quando deixava o veículo

30 de julho - 2h35: motorista foi atingido por dois tiros e levado ao hospital sem ferimentos graves

30 de julho - 2h35: peritos encontraram manchas de sangue no banco do motorista

30 de julho - 3h18: quarto local periciado pela equipe da Polícia Científica foi palco de confronto entre policiais e uma dupla a bordo de uma motocicleta, na região do Butantã

30 de julho - 3h18: policiais civis perseguiram dois adolescentes em uma motocicleta, acusados de assaltar uma mulher idosa na região. Na perseguição, houve troca de tiros

30 de julho - 3h18: perícia descobre que o número da placa da motocicleta foi adulterado com elástico amarrado no metal: o número que parecia um "6", na verdade era um "0"

30 de julho - 3h18: perito analisa motocicleta acidentada após confronto com a polícia

30 de julho - 3h52: perito Waldemir realiza o exame residuográfico no policial civil que preservava o local

30 de julho - 3h52: o procedimento é necessário em casos de resistência, para provar que o policial utilizou sua arma

30 de julho - 3h52: exame consiste em colocar esparadrapos nos dedos polegar e indicador para absorver partículas de projétil

30 de julho - 4h45: Peritos negam demora no trabalho da Polícia Científica

30 de julho - 4h45: painel com instruções de anatomia decora sala da Polícia Científica

30 de julho - 4h45: por lei, o perito tem 10 dias para entregar o laudo com todas as informações relacionadas ao caso

30 de julho - 5h43: plantão noturno foi considerado "tranquilíssimo" pela equipe da Polícia Científica

30 de julho - 5h43: plantão terminou com o registro de 14 ocorrências desde as 19h, com cerca de 60 pedidos de laudos a serem realizados pelos peritos do laboratório

Fotos: Léo Pinheiro / Terra

‘Fiz por necessidade’, diz jovem que confessou morte de aluno da USP

Ele se apresentou à polícia e irá responder em liberdade pelo latrocínio.
Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, foi morto em 18 de maio no campus.

Carolina Iskandarian
Do G1 SP

Jovem que confessou nesta quinta-feira morte de estudante da USP (Foto: Carolina Iskandarian/G1)

Jovem que confessou nesta quinta-feira morte de estudante da USP (Foto: Carolina Iskandarian/G1)

O jovem Irlan Graciano Santiago, de 22 anos, confessou durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (9) na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que matou o estudante Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos, em 18 de maio dentro do campus da Universidade de São Paulo (USP). “Fiz por necessidade. Meu filho estava com falta de leite, de fralda. Eu me arrependo”, afirmou. Na presença do advogado e de policiais, Santiago contou que ele e um “parceiro” participaram do assalto e que o estudante foi baleado porque reagiu.

O aluno foi atingido por um tiro na cabeça em um estacionamento da Faculdade de Economia e Administração (FEA), quando chegava em seu carro, que era blindado. “Se ele pegasse nossa arma, ia atirar em nós”, afirmou o rapaz, acrescentando que quem atirou foi o outro suspeito. Segundo o delegado Maurício Guimarães Soares, divisionário do DHPP, Santiago não revelou o nome do homem que estava com ele. O delegado contou ainda que, antes de atacar o universitário, a dupla tinha feito refém uma mulher dentro do campus.

O advogado do jovem, Jeferson Badan, confirmou que os dois circularam com a vítima dentro de um carro. “Eles circularam por uma hora com ela. A mulher os acalmou e pediu que não fizessem nada porque era deficiente”, disse. “A gente sentiu dó dela”, completou Santiago. Como precisavam fugir, os dois assaltantes escolheram outra pessoa para roubar o veículo. Santiago foi indiciado por latrocínio e, como se apresentou espontaneamente à polícia, responderá em liberdade. Ao final do inquérito, a polícia pedirá a prisão preventiva dele.

‘Bandido tem ética’

Questionado sobre o que levou Santiago a se entregar, o advogado disse: “mostrei a ele que a melhor coisa que faria era se apresentar”. Os jornalistas perguntaram por que o assaltante não entregou o outro suspeito e Badan alegou que “no crime, você não entrega parceiro”. Em seguida, perguntado, dessa vez, se havia ética no crime, não hesitou: “todo bandido tem ética”. Apesar de dizer que o rapaz estava passando por dificuldades financeiras, o defensor afirmou que isso não era justificativa para se cometer um crime.

Denúncias

Os policiais localizaram Santiago depois de “várias denúncias”, como disse o delegado. A polícia chegou a ir até a casa do rapaz, na Favela São Remo, vizinha à USP, a fim de tentar convencer os pais do criminoso a entregá-lo. Soares disse que o assaltante não tinha antecedentes criminais e que os quatro irmãos dele não têm passagem pela polícia.

De acordo com o delegado, o universitário foi escolhido “aleatoriamente”. O advogado do assaltante confirmou a informação, dizendo que “o Felipe foi o alvo fácil” e que a dupla escolheu a USP para cometer o crime porque lá é “grande e tem pouca segurança”.

Diante da imprensa, o delegado fez um apelo para que a mulher que foi vítima dos dois criminosos se apresente e ajude a dar pistas sobre o suspeito foragido.

Outros assaltos

Em entrevista na ocasião do crime, o pai do estudante, Ocimar Paiva, disse que o jovem já havia sido assaltado outras duas vezes dentro do ônibus e, por isso, havia comprado o carro blindado. “Eu falava para ele tomar cuidado, havia muito assalto pela região. Mas ele dizia que ‘não, não tem problema’”, contou o pai.

“Meu filho era um menino muito bom, gostava muito de estudar e trabalhar. Era um filho carinhoso em casa, tranquilo, não gostava de ir para a balada. O negócio dele era trabalhar, estudar e curtir a namorada”, disse a mãe de Felipe, Zélia Ramos. Segundo a família do rapaz, ele pretendia se casar após terminar a faculdade. Felipe tinha acabado de tirar passaporte internacional, e planejava viajar a lazer em breve, de acordo com a mãe do jovem.

Uma semana depois da morte, o estudante recebeu uma homenagem de amigos, professores e familiares. Cerca de cem pessoas se reuniram na Praça do Relógio, que fica próxima à reitoria da universidade. Os pais e a irmã de Paiva acompanharam a celebração.

Maioria dos latrocínios ocorre perto de casa

 

Plínio Delphino – JT

A maioria das vítimas de latrocínio na capital paulista foi assassinada em assaltos ocorridos em um raio de até 1,5 quilômetro de suas casas. O Jornal da Tarde analisou 19 dos 25 boletins de ocorrência de roubo seguido de morte do primeiro trimestre de 2011. Em 42% dos casos, as vítimas foram baleadas nesse raio de distância.

Para especialistas, um dos motivos é a perda da atenção do cidadão quando está perto da residência.

Oito desses crimes ocorreram em até 1,4 km das moradias das vítimas. “Quando se chega ou sai de casa a sensação é de relaxamento. Sem perceber o cidadão já projeta o pensamento em sua residência e tem uma sensação de relaxamento, de estar protegido em casa. Verificou-se o mesmo com acidentes de trânsito”, disse o coronel José Vicente da Silva, especialista em segurança pública.

Em até 3 quilômetros de distância das casas das vítimas o número de latrocínios chega a 57,89%.

Todas as vítimas assassinadas em assaltos na capital foram baleadas. Apenas duas eram mulheres. Isabel Maria Lopes, de 51 anos, morta em tentativa de roubo de carro na região do Morumbi, zona sul, e Anísia Ravagnani, de 72, assassinada dentro de casa por ladrões na Casa Verde.

“O que posso falar disso? Sei que nenhum assistente social bateu à minha porta até agora”, revoltou-se o marido da vítima, Pedro Rossatti, de 72.

Sete dos 19 casos verificados pelo JT ocorreram durante roubos de veículos. Cinco mortes foram no local de trabalho da vítima, quatro em saídas de banco, duas em residência e uma a transeunte. A zona leste lidera os casos de latrocínio (8), seguida pela sul (7), norte (2), centro e oeste (1 em cada região).

O estudante de Letras e projetista Carlos Eduardo de Sousa Garcia, de 24 anos, tentou evitar que bandidos entrassem em sua casa e conseguiu dissuadi-los. Mas, depois de bater o portão para se livrar dos criminosos, foi encurralado por um dos ladrões, de 17 anos, que voltou para matá-lo.

Cadu, como era conhecido, aprendeu alemão sozinho, estudava violino e trabalhava em projetos de ar-condicionado com o pai. Sua morte, porém, não entrou para as estatísticas de latrocínio divulgadas pela Secretaria da Segurança.

A morte do estudante da Escola Superior de Propaganda e Marketing Nicholas Marins do Prado, de 20 anos, na Vila Mariana, também não faz parte dos latrocínios divulgados. Um ladrão o matou para roubar seu carro.

O comerciante José Arteiro Morais, morto em roubo a sua pizzaria, é outro caso deixado de fora da lista oficial.

A SSP anunciou 22 casos no 1º trimestre. O JT contou 25 latrocínios.

Outro lado

A Secretaria da Segurança Pública explicou, em nota, como ocorre o trâmite de atualização dos casos. “As estatísticas criminais recebem rotineiramente alterações, procedidas a pedido de autoridades policiais, quando estas, no curso de investigações, percebem mudança na natureza de ocorrências criminais anteriormente informadas à Secretaria da Segurança Pública (SSP)”.

Segundo o comunicado, a SSP afirma que a divulgação mensal das estatísticas de criminalidade resultaria “um natural aumento das atualizações, em consequência da redução do prazo para comunicação das ocorrências à SSP.”

Porém, os três casos a seguir não entraram na estatística divulgada dia 15 de abril:

1 – A morte do estudante Nicholas Marins do Prado ocorreu em 4 de março. Foi registrada como roubo. Baleado, o rapaz morreu horas depois da elaboração do boletim de ocorrência.

2 – Carlos Eduardo Garcia foi morto em tentativa de assalto em 8 de março. O crime foi registrado como tentativa de roubo e tentativa de homicídio. Uma semana depois, três dos quatro ladrões foram presos.

3 – José Arteiro Morais, de 43 anos, foi baleado ao se negar a dar dinheiro a um bandido. O caso foi registrado em 2 de março como latrocínio.