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Câmeras mostram furto de bolsa em restaurante na Zona Sul de SP

Caso aconteceu em estabelecimento de Moema.
Duas mulheres agiram em menos de dez segundos.

Câmeras de segurança de um restaurante em Moema, na Zona Sul de São Paulo, registraram a ação de duas mulheres que furtaram a bolsa de uma cliente em oito segundos. A mulher havia deixado a bolsa pendurada na cadeira.

A vítima almoçava com o filho de 7 anos. Após deixar a bolsa pendurada, duas mulheres entram pela porta, falando ao celular. Uma delas se aproxima da cadeira e pega a bolsa. Em seguida, elas saem do restaurante. A ação durou menos de 10 segundos, e a rapidez surpreendeu a vítima.

“Eu senti que tinha uma movimentação atrás de mim, mas não de levar alguma coisa. Eles sabem a hora certa, sabem como fazer. Porque entra bastante gente, uma fica no celular, a outra distrai”, afirmou a mulher, que não quis ser identificada.

A vítima chamou a polícia e registrou um boletim de ocorrência. Segundo ela, dentro da bolsa estavam cartões de crédito, dinheiro, documentos e um telefone celular. Nada foi recuperado.

Até este caso, a preocupação do dono do restaurante com a segurança era maior no período noturno, quando os seguranças ficavam a postos, dentro do estabelecimento, para evitar ações de criminosos. Depois deste incidente, a ideia agora é reforçar a segurança na hora do almoço. Ele disse que esse foi o primeiro furto registrado no restaurante.

“São bem vestidos, eles vêm de terno, são pessoas que tem uma boa aparência. Então, fica difícil, realmente, o proprietário do estabelecimento identificar uma situação dessa”, afirmou ele, que também não quis ter seu rosto divulgado.

Fonte: G1

Preso bando que torturava vítimas

Por Camilla Haddad – Jornal da Tarde

Com requintes de crueldade, uma quadrilha assaltava casas em áreas nobres da zona sul, jogava álcool no corpo das vítimas e ameaçava atear fogo caso elas não indicassem a localização dos cofres. Segundo a polícia, desde abril, pelo menos dez residências foram atacadas dessa forma. Três homens estão presos acusados de cometer os crimes e outros quatro estão foragidos. O caso foi apresentado ontem pelo Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic).

A estimativa dos investigadores é que os assaltantes praticavam até quatro roubos por semana. Quando saíam dos residências, os ladrões seguiam para a casa, na Favela Alba, na zona sul, e vendiam todos objetos de valor para a comunidade, entre eles televisores, DVDs, joias, roupas de grife e notebooks a preços bem menores do que realmente valiam. O comércio era feito de porta em porta, segundo contaram os policiais civis.

O bando agia nos bairros do Campo Belo, Jabaquara, Moema e Jardim Aeroporto. Preferiam horários em que os donos das casas saíam para trabalhar, entre 6h e 7h. Existem relatos de abordagens no retorno do trabalho, às 19h. A escolha de cada vítima era feita após um dos integrantes do bando fazer observações da rotina dos moradores – qual carro tinha e horário que entrava na casa.

Na lista de vítimas, está um casal de alemães moradores do Campo Belo. Depois de entrarem na casa às 6h, cinco assaltantes renderam uma mulher de 77 anos e o marido, de 88. Para intimidar, apagaram todas as luzes e usavam uma lanterna para identificar os bens da família. Na mesma região, uma aposentada de 93 anos foi ameaçada de morte caso o genro dela, de 63 anos, não entregasse joias e dinheiro.

O delegado Francisco Solano de Santana, da Delegacia de Repressão a Roubos e Extorsões, explica que o suspeito mais perigoso e violento, tido como o líder do bando, está entre os detidos. Gerson Roberto dos Santos, o Coelho, tem 26 anos, foi capturado em 11 de agosto, após trocar tiros com a Polícia Militar em um roubo.

Ele já chegou a ser reconhecido por duas vítimas porque tinha um detalhe diferente dos comparsas: usava aparelho nos dentes. Além dele, também estão presos Rodrigo Bispo da Silva, de 29, e Ricardo Araujo Correia, de 39. Os dois foram pegos em 14 de setembro após um crime em um imóvel no Campo Belo.

Dos dez boletins de ocorrência registrados no 35º DP (Jabaquara) e 27º DP (Campo Belo), duas vítimas reconheceram o grupo. Segundo o delegado, a ação dos assaltantes é tão violenta que as vítimas têm medo de fazer o reconhecimento por causa do trauma. Normalmente os ameaçados eram os idosos e crianças. “Fazemos um apelo para que as vítimas nos procurem”, disse Solano.